FEMALE GENITAL DISEASES: ANALYSIS OF THE PROFILE OF PATIENTS TREATED AT A TEACHING CLINIC IN SOUTHERN SANTA CATARINA.
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202511251252
Josiane Santana Alves1; Pauline Damásio Carvalho Scheis2; Julia Davet Muller3; Monica Paulina Kruk4; Pedro Silvestri de Mello5; Leonardo Guedes de Oliveira6; José Luis Muller7; Simony Davet Muller*
Resumo: Introdução: A atenção integral à saúde ginecológica é essencial para a qualidade de vida da mulher, abrangendo aspectos físicos, mentais e sociais. Estudos regionais sobre o perfil das pacientes contribuem para compreender a ocorrência e distribuição das doenças genitais femininas, subsidiando ações de promoção e prevenção em saúde. Objetivo: Analisar o perfil clínico, sociodemográfico e os fatores comportamentais de pacientes atendidas na especialidade de ginecologia em um ambulatório escola do Sul de Santa Catarina. Métodos: Trata-se de uma pesquisa descritiva, de natureza básica e abordagem quantitativa, desenvolvida a partir da análise documental de pacientes do sexo feminino atendidas entre dezembro de 2023 e julho de 2025, realizada na cidade de Tubarão, Santa Catarina, através de um formulário eletrônico desenvolvido no Microsoft Forms e colocados em planilhas de análise de estatísticas. Foram avaliadas variáveis demográficas, ginecológicas e clínicas, como idade, menarca, sexarca, menopausa, queixa principal e diagnóstico final. Vale destacar que prontuários com ausência de informações essenciais ou registros duplicados foram excluídos, e prontuários de outras áreas médicas também. Resultados: As amostras analisadas foram compostas por 881 prontuários de pacientes atendidas em um ambulatório de ginecologia no Sul de Santa Catarina. A maioria das pacientes reside em Tubarão/SC (91,8%) e encontra-se na faixa etária de 41 a 50 anos (35,4%). Em relação aos aspectos reprodutivos, a maioria iniciou a vida sexual entre 17 anos (33,6%) e menarca entre 11 e 13 anos (46,7%), apenas 22,6% das pacientes relataram menopausa, na sua maioria na faixa etária entre 41 e 50 anos. Acerca do histórico gestacional, a maioria apresentou de 1 a 3 gestações (35,4%), sendo que (27,2%) relataram ter sofrido aborto. Verificou-se alta adesão ao rastreamento citopatológico (56,5%), predominância de queixas relacionadas a sangramento (31,69%) e diagnósticos mais prevalentes de mioma uterino (16,46%) e endometriose (7,04%). Conclusões: O estudo permitiu traçar o perfil das mulheres atendidas, reforçando a importância da atenção preventiva e do registro clínico adequado. Os resultados podem incentivar políticas públicas e práticas profissionais voltadas à promoção da saúde ginecológica na região.
Palavras-chave: Saúde da Mulher. Doenças Genitais Femininas. Ginecologia.
Abstract: Introduction: Comprehensive gynecological health care is essential for women’s quality of life, encompassing physical, mental, and social well-being. Regional studies on the profile of female patients contribute to understanding the occurrence and distribution of genital diseases, supporting actions of health promotion and prevention. Objective: To analyze the clinical, sociodemographic, and behavioral profile of patients treated in the gynecology specialty at a teaching outpatient clinic in southern Santa Catarina, Brazil. Methods: This is a descriptive, basic, and quantitative study developed through the documentary analysis of 881 medical records of female patients treated between December 2023 and July 2025. The evaluated variables included demographic, gynecological, and clinical data such as age, menarche, sexual debut, menopause, main complaint, and final diagnosis. Results: Most patients reside in Tubarão/SC (91.8%) and are between 41 and 50 years old (35.4%). A high adherence to cytopathological screening (56.5%) was observed, with the main complaints related to bleeding (31.69%) and the most prevalent diagnoses being uterine fibroid (16.46%) and endometriosis (7.04%). Conclusions: The study allowed the identification of the profile of women treated, reinforcing the importance of preventive care and accurate clinical record keeping. The results may support public policies and professional practices aimed at promoting gynecological health in the region.
Keywords: Women’s Health. Female Genital Diseases. Gynecology.
1 INTRODUÇÃO
A atenção à saúde genital da mulher influencia diretamente sua qualidade de vida, uma vez que abrange não apenas o bem-estar físico, mas também aspectos psicológicos, sociais e sexuais. Condições como infecções recorrentes, dor pélvica crônica, alterações menstruais e disfunções sexuais têm sido amplamente discutidas por profissionais de saúde, pois comprometem o equilíbrio físico e emocional, a autoestima, as relações interpessoais e até mesmo o desempenho nas atividades cotidianas. Tais quadros podem ainda se agravar com sintomas de ansiedade e depressão, sendo frequentemente subvalorizados pelos serviços de saúde, que muitas vezes não reconhecem a associação entre os sintomas psicológicos e as doenças genitais femininas (THOMAS-WHITE et al., 2023).
Entre as patologias mais comuns que acometem o trato genital feminino, destacam-se a candidíase, vaginose bacteriana, clamídia, gonorreia, sífilis e infecção pelo papilomavírus humano (HPV), cada uma com manifestações clínicas distintas, mas todas com potencial para comprometer a saúde integral da mulher (CAMARGO et al., 2023). No Brasil, estudos recentes têm buscado traçar o perfil das pacientes atendidas na atenção primária e em ambulatórios especializados, a fim de compreender fatores clínicos, sociodemográficos e comportamentais associados a essas doenças. As descobertas de Martins et al. (2023), por exemplo, demonstram que 65,9% das pacientes analisadas eram multíparas e menos de 30% faziam uso regular de métodos contraceptivos, evidenciando a necessidade de fortalecer políticas públicas voltadas à educação sexual e à prevenção de infecções genitais.
Apesar dos avanços no cuidado ginecológico, ainda existe uma lacuna significativa no reconhecimento e na abordagem das doenças genitais femininas, especialmente no que se refere ao impacto psicossocial dessas condições. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2023), a atenção à saúde sexual e reprodutiva é fundamental para o exercício dos direitos das mulheres e para a promoção de uma vida saudável. O acompanhamento ginecológico contínuo contribui para a prevenção de doenças, melhora da vida sexual e fortalecimento da autonomia feminina. Dessa forma, a atenção integral à mulher deve contemplar não apenas a prescrição adequada de tratamentos, mas também a educação em saúde e o acompanhamento periódico, promovendo bem-estar e qualidade de vida (MANZE et al., 2020).
Diante desse contexto, este estudo tem como objetivo analisar o perfil clínico, sociodemográfico e os fatores comportamentais de pacientes atendidas em um ambulatório escola de ginecologia no Sul de Santa Catarina, identificando as principais doenças genitais femininas diagnosticadas e os fatores associados à sua ocorrência.
2 METODOLOGIA
Este estudo utilizou uma abordagem quantitativa e uma pesquisa descritiva para investigar o perfil clínico, sociodemográfico e comportamental das mulheres atendidas no ambulatório escola de ginecologia da Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL), bem como a relação entre os cuidados com a saúde genital e a qualidade de vida feminina.
Trata-se de uma pesquisa de natureza básica, voltada à ampliação do conhecimento científico sobre as doenças genitais femininas e seus fatores associados, buscando contribuir para o aprimoramento das práticas de promoção e prevenção em saúde da mulher. A abordagem quantitativa foi escolhida por permitir a mensuração objetiva das variáveis e a análise estatística dos dados obtidos, possibilitando compreender padrões e associações relevantes (RANGEL et al., 2018).
Para melhor caracterização do fenômeno estudado, optou-se pelo delineamento descritivo, que, segundo Prodanov (2013, p. 52), “envolve o uso de técnicas padronizadas de coleta de dados: questionário e observação sistemática”. No contexto desta pesquisa, o caráter descritivo permitiu identificar e analisar as características clínicas e comportamentais das pacientes atendidas, bem como reconhecer possíveis relações entre fatores sociodemográficos e a incidência das doenças genitais observadas.
A população do estudo foi composta por pacientes do sexo feminino atendidas no Ambulatório Escola da Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL), localizado na cidade de Tubarão/SC. Foram incluídos todos os atendimentos realizados entre dezembro de 2023 e julho de 2025, correspondendo à totalidade dos prontuários disponíveis no setor de ginecologia e obstetrícia. Assim, tratou-se de uma amostragem intencional, abrangendo todos os registros que atendiam aos critérios de inclusão estabelecidos.
A coleta de dados foi realizada entre julho e agosto de 2025, por meio da análise documental dos prontuários médicos. As informações extraídas foram organizadas e registradas em um banco de dados desenvolvido no Microsoft Forms, software que permite a criação de formulários eletrônicos e a exportação dos dados para análise estatística.
As variáveis analisadas incluíram: Dados demográficos: idade e município de residência; dados pessoais: estado civil, menarca, sexarca e menopausa; antecedentes obstétricos: número de gestações, partos e abortos; histórico clínico: uso de medicamentos contínuos e histórico familiar de doenças; aspectos ginecológicos: data do último exame citopatológico, queixa principal, método diagnóstico, diagnóstico final e prescrição medicamentosa. Os dados obtidos foram organizados em planilhas e submetidos à análise descritiva, com cálculo de frequências absolutas e relativas, de modo a caracterizar o perfil das pacientes e identificar os principais diagnósticos e fatores associados às doenças genitais femininas. O projeto foi submetido ao Comitê de Ética e Pesquisa da UNISUL, de acordo com a resolução 466/2012 7. Os pesquisadores assinaram o termo de confidencialidade garantindo o sigilo dos dados coletados. Os dados só foram colhidos após a aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa com parecer de N° 7.426.295.
3 RESULTADOS
Tabela 1: Composição da amostra de 881 prontuários de pacientes atendidos no Ambulatório médico de especialidades da Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL da cidade de Tubarão/SC. Informações coletadas de prontuários dos meses de dezembro/2023 a julho de 2025, segundo: idade; residência; estado civil; sexarca; menarca; menopausa; gestações, partos e abortos; histórico familiar de doenças e realização do último preventivo.


Fonte: Elaboração dos autores, 2025.
Tabela 2: Composição da amostra de 881 prontuários de pacientes atendidos no Ambulatório médico de especialidades da Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL da cidade de Tubarão/SC. Informações coletadas de prontuários dos meses de dezembro/2023 a julho de 2025, segundo: queixa principal, método diagnóstico e diagnóstico.


Fonte: Elaboração dos autores, 2025.
4 DISCUSSÃO
A análise dos dados obtidos neste estudo fornece uma visão abrangente sobre o perfil sociodemográfico e clínico das mulheres atendidas em um ambulatório de especialidades ginecológicas no Sul de Santa Catarina, permitindo compreender os principais fatores associados à saúde genital feminina e sua influência sobre a qualidade de vida. Os resultados evidenciam a importância da atenção integral à saúde da mulher, sobretudo durante as fases reprodutiva e climatérica, que concentram maior vulnerabilidade a distúrbios ginecológicos.
A amostra do estudo foi composta por 881 participantes do sexo feminino, atendidas entre dezembro de 2023 e julho de 2025. O perfil demográfico reflete a demanda típica de um serviço de referência municipal: 91,8% das pacientes são residentes de Tubarão e a maior concentração etária situa-se entre 41 e 50 anos (35,4%). Essa faixa etária corresponde ao período de transição climatérica, quando há maior prevalência de patologias ginecológicas, como miomas, sangramentos anormais e alterações hormonais, estes achados reforçam a necessidade de políticas públicas voltadas à saúde da mulher no ciclo de vida reprodutivo e pós reprodutivo.
Em relação ao estado civil, observou-se predominância de mulheres casadas (35%), o que se alinha a estudos populacionais brasileiros que indicam maior busca por atendimento ginecológico entre mulheres em união estável. Quanto à idade da sexarca, a maioria das participantes (33,6%) iniciou a atividade sexual entre 14 e 17 anos, confirmando o padrão médio nacional descrito pelo IBGE (2021). Este dado reforça a adolescência como um período crítico para a implementação de estratégias de educação sexual e prevenção de infecções sexualmente transmissíveis. Embora o estudo de Costa et al. (2022) tenha identificado uma tendência à iniciação sexual mais precoce (entre 10 e 14 anos) em alguns contextos, ambos os resultados coincidem ao apontar a vulnerabilidade da população adolescente, ressaltando a importância de políticas voltadas à orientação sexual e reprodutiva precoce.
Os dados referentes à menarca e a menopausa também se mostraram coerentes com a literatura médica. Verificou-se que 46,7% das mulheres apresentaram menarca entre 11 e 13 anos, enquanto 14,2% estavam em menopausa entre 41 e 50 anos. Conforme Guyton e Hall (2021), a menarca ocorre em média aos 12 anos, marcando o início da função reprodutiva, e a menopausa geralmente se instala entre os 40 e 50 anos, indicando o fim do período fértil. Esses achados reafirmam os parâmetros fisiológicos clássicos e sugerem que, no contexto local, os fatores ambientais e socioeconômicos não alteraram significativamente a média etária da vida reprodutiva feminina. Entretanto, é importante destacar que a menarca precoce pode estar associada a maior risco de doenças ginecológicas, como endometriose e síndrome dos ovários policísticos, o que reforça a necessidade de acompanhamento clínico desde os primeiros ciclos menstruais.
Quanto ao histórico obstétrico, a maioria das participantes era multípara (35,4%), com até três gestações, e 27,2% relataram pelo menos um aborto. A elevada frequência de perdas gestacionais destaca um aspecto relevante da saúde reprodutiva local, apontando a necessidade de intensificar ações de planejamento familiar e acompanhamento pré-natal. Estudos brasileiros, como o de Cardoso et al. (2020), identificam a multiparidade como fator associado ao aumento do risco de aborto, tanto espontâneo quanto induzido, além de servir como marcador de vulnerabilidade social e reprodutiva.
No histórico familiar, observou-se prevalência significativa de doenças crônicas não transmissíveis, especialmente cardiovasculares, hipertensão e diabetes (19%). Este resultado reforça a interrelação entre fatores sistêmicos e saúde ginecológica, uma vez que condições metabólicas e cardiovasculares podem interferir no ciclo menstrual, na fertilidade e na resposta a tratamentos hormonais. (LE BLANC,2024). Em relação ao rastreamento do câncer de colo do útero, verificou-se que 56,5% das mulheres realizaram o exame citopatológico há menos de um ano, o que indica uma adesão satisfatória às recomendações do Ministério da Saúde (BRASIL, 2023). Tal achado demonstra a efetividade das políticas de rastreamento no âmbito municipal, embora ainda exista espaço para ampliação do acesso e incentivo à periodicidade correta do exame.
As queixas ginecológicas mais frequentes envolveram sangramentos uterinos anormais, relatados por 31,69% das participantes, conforme demonstrado na Tabela 2. Essa alta prevalência se relaciona diretamente ao diagnóstico de mioma uterino, identificado em 16,46% dos casos. Segundo Kumar et al. (2018), os leiomiomas são tumores benignos que causam sangramento excessivo devido à distorção da cavidade endometrial e aumento da vascularização local. Portanto, os achados do presente estudo corroboram a literatura ao evidenciar a correlação entre queixas hemorrágicas e a presença de miomas, destacando a importância do diagnóstico precoce e do manejo clínico adequado para prevenir complicações, como anemia e infertilidade.
Além disso, observou-se uma incidência expressiva de sintomas climatéricos (8,06%), compatível com o perfil etário da amostra. Esses sintomas refletem as alterações hormonais típicas da transição menopausal, caracterizada pela redução da produção de estrogênio e progesterona. Conforme Guyton e Hall (2021), tais mudanças fisiológicas impactam não apenas o bem-estar físico, mas também o emocional e sexual da mulher, exigindo abordagem multiprofissional e acolhedora durante o atendimento clínico.
Entre as limitações do estudo, destaca-se o elevado número de dados ausentes nas variáveis analisadas. Essa lacuna pode ser atribuída a fatores operacionais, como alta demanda de atendimentos, limitações dos sistemas eletrônicos e ausência de protocolos padronizados de registro. Segundo Tsiampalis et al. (2023), falhas na documentação de prontuários eletrônicos comprometem a validade externa e reduzem a precisão de estudos epidemiológicos. No presente caso, a falta de informações pode ter levado à subestimação de algumas variáveis, como o uso contínuo de medicamentos e os medicamentos prescritos. Desta forma, recomenda se a implementação de medidas práticas, como treinamento contínuo dos profissionais, padronização de campos obrigatórios nos sistemas de registro e auditorias periódicas de qualidade dos prontuários.
Os resultados reforçam a necessidade de fortalecer as políticas públicas voltadas à saúde ginecológica, com ênfase na prevenção, rastreamento e promoção da saúde integral da mulher. Além disso, a melhoria na qualidade dos registros clínicos é essencial para subsidiar decisões baseadas em evidências e aprimorar a gestão dos serviços de saúde.
5 CONCLUSÃO
A pesquisa permitiu analisar o perfil clínico, sociodemográfico e comportamental de 881 mulheres atendidas no ambulatório escola de ginecologia da UNISUL, em Tubarão/SC, com foco em doenças genitais femininas. Os resultados evidenciaram que a atenção integral à saúde ginecológica é fundamental para a qualidade de vida da mulher, abrangendo aspectos físicos, mentais e sociais, e que o monitoramento das condições de saúde reprodutiva fornece informações essenciais para a formulação de estratégias de promoção e prevenção.
Observou-se que a maioria das participantes reside em Tubarão/SC (91,8%) e encontra se na faixa etária de 41 a 50 anos, período de transição para o climatério, com aumento de queixas relacionadas a sangramentos e alterações menstruais. A menarca entre 11 e 13 anos (46,7%) e a sexarca entre 14 e 17 anos (33,6%) refletem o início precoce da vida reprodutiva, um fator que pode influenciar o desenvolvimento de doenças ginecológicas ao longo da vida.
Quanto às queixas e diagnósticos, os sangramentos uterinos predominaram (31,69%), resultando em diagnósticos de mioma uterino (16,46%) e endometriose (7,04%). Esses achados reforçam a importância da investigação adequada das disfunções menstruais e da manutenção de políticas voltadas à saúde sexual e reprodutiva da mulher.
Os objetivos do estudo foram alcançados, uma vez que foi possível identificar o perfil clínico, sociodemográfico e comportamental das mulheres atendidas e reconhecer padrões relevantes para o planejamento de ações em saúde da mulher, contribuindo para o conhecimento da realidade local.
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O estudo enfrentou limitações importantes devido à falta de determinados registros nos prontuários, o que comprometeu análises detalhadas de algumas variáveis, como histórico familiar e uso de contraceptivos. Essa lacuna evidencia a necessidade de aprimoramento dos sistemas de registro clínico, incluindo padronização das informações e capacitação de profissionais para coleta e documentação adequadas.
Os resultados reforçam a importância do acompanhamento contínuo das pacientes, da detecção precoce das doenças ginecológicas mais prevalentes e da promoção da saúde integral da mulher. A elevada adesão ao rastreamento citopatológico (56,5% nos últimos 12 meses) indica efetividade das políticas públicas de prevenção do câncer do colo do útero e demonstra conscientização e acesso aos serviços de saúde na região.
A identificação de padrões epidemiológicos locais permite direcionar recursos de forma mais eficiente, subsidiar a implementação de ações preventivas e educativas e orientar políticas públicas voltadas às necessidades específicas da população feminina do Sul de Santa Catarina.
Para pesquisas futuras, recomenda-se avaliar a relação entre fatores comportamentais, condições socioeconômicas e a incidência de doenças ginecológicas, realizar estudos comparativos entre diferentes regiões e investigar a efetividade de programas de promoção e prevenção em saúde ginecológica. Além disso, sugere-se a melhoria da qualidade dos registros clínicos para garantir maior confiabilidade em análises futuras.
Dessa forma, este estudo contribui para a área acadêmica e profissional, oferecendo subsídios para aprimorar práticas clínicas, educativas e preventivas, além de incentivar o desenvolvimento de políticas públicas mais direcionadas às necessidades locais das mulheres.
REFERÊNCIAS
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1 2 Acadêmicas Josiane Santana Alves e Pauline Damasio Carvalho Scheis do curso de Farmácia da Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL. E-mail: josi.sa_bn@hotmail.com; paulinescheis16@gmail.com. Artigo apresentado como requisito parcial para a conclusão do curso de Graduação em Farmácia da Unisul. 2025.
*Doutora em Farmácia Simony Davet Muller | Docente tempo integral. UNISUL.
