REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511201110
Alexsandra Queiroz Godinho1
Danielle Maniçoba Almeida da Silva2
Deuzana Simões Lopes3
Elizabete Cristina Pereira Vieira4
Joselma Morato Marques5
Luciana Pinto de Carvalho de Freitas6
Maralyse Ane Freitas de Oliveira Castro7
Nêmora Carvalho Costa8
Resumo
O presente artigo, busca apresentar os princípios, os fundamentos da Educação Inclusiva e os desafios enfrentados na sua implementação, além de mostrar as dificuldades encaradas por professores mediante a resistência da sociedade no processo de ensino-aprendizagem. Trata-se também da análise da legislação que ampara as pessoas com deficiência, garantindo que todos tenham acesso às mesmas oportunidades, tanto na questão educacional quanto na perspectiva da inclusão visando a participação social, o respeito às diferenças e na promoção da equidade.
Diante da temática, o objetivo é identificar os elementos essenciais que norteiam a inclusão e garantir que a escola seja um espaço para a expressão das diferenças, envolvendo o conhecimento de requisitos legais e curriculares específicos.
Este trabalho apresenta alguns teóricos que reforçam as discussões a respeito da educação inclusiva, com a finalidade de refletir sobre as dificuldades, os preconceitos e a eliminação de barreiras ocorridas diante deste assunto.
A metodologia utilizada foi pautada na abordagem qualitativa e exploratória com pesquisa bibliográfica de cunho documental. Quando colocamos em prática uma pesquisa exploratória qualitativa, conseguimos ter uma visão geral ou aproximada a respeito de uma determinada realidade.
A pesquisa justifica-se por sua possibilidade de oferecer um espaço escolar acolhedor, com o desenvolvimento de um currículo voltado para as práticas inclusivas, aperfeiçoamento e qualificação da comunidade escolar para que haja um acolhimento necessário e efetivo estabelecendo assim as relações menos preconceituosa e segregacionista em sala de aula.
Palavras-chave: Diversidade, educação especial, Atendimento educacional especializado (AEE) e educação inclusiva ou inclusão escolar.
Introdução
A busca por uma sociedade mais justa e inclusiva, conforme preconizado pela Constituição de 1988, destaca a educação como fator-chave na promoção da inclusão social. No entanto, a formação de professores, conforme apontado pela UNESCO (1994), não deve ser o único foco; é imperativo envolver diversos setores na formação de sujeitos comprometidos com as questões sociais, respeitando a diversidade humana e garantindo o acesso digno das pessoas com deficiência a serviços e produtos (BARROS,2024).
O Censo 2022 do IBGE revela que aproximadamente 8,9% da população brasileira possui alguma deficiência. No entanto, a taxa de analfabetismo entre pessoas com deficiência é alarmante, atingindo 19,5%, quase cinco vezes maior do que entre aquelas sem deficiência. Este cenário levanta reflexões significativas sobre as dificuldades enfrentadas por pessoas com deficiência para exercerem plenamente seu direito à educação.
A educação entendida como mais do que a transmissão de conhecimentos, desempenha um papel crucial na promoção da coesão social e na acessibilidade da diversidade. A escola, por sua vez, assume o papel central nesse processo, sendo confrontada com a responsabilidade de garantir que todos os alunos se sintam respeitados, independentemente de suas origens, capacidades ou características individuais.
Lembremos que a escola não é apenas uma instituição de ensino, mas também um espaço que preza pela união e a inclusão. No entanto, Morin (2001) alerta: “[…] chegamos a um impasse geral, pois, para se reformar a instituição, temos de reformar as mentes, mas não se pode reformar as mentes sem uma prévia reforma das instituições” (MORIN, apud MANTOAN, 2003, p. 20). Por sua vez, Mantoan (2003) complementa: “[…] ressignificar a escola tem sentido de que é a escola que tem que mudar e não os alunos, para terem direito a ela”! (MANTOAN 2003, p. 8). Temos muito a caminhar, para acontecer a prática real da Inclusão Escolar. São tantas as críticas na escola atual, que merecem uma reflexão maior.
Autores como Parolin (2006), Stainback (1999), Mittler (2003), Mantoan (2003) e Ferreira (2004) advertem que a escola não faz a crítica que deveria ser feita em relação a seus fazeres e saberes.
Esta pesquisa tem como objeto de estudo a Educação Inclusiva, no entanto, é possível perceber que mesmo sendo um tema bastante abordado, sempre existem dúvidas e questionamentos a serem confrontados, principalmente com o número de alunos que chegam às escolas constantemente pelo simples fato de existirem determinações legais que “obrigam” a sua aceitação sem que haja o suporte necessário na sala de aula para este aluno ou para o professor.
A princípio, acreditava-se em um modelo de educação especial, em que as pessoas com deficiência deveriam frequentar instituições de ensino especiais (segregadas), pois não teriam a capacidade de ter uma educação formal em uma escola regular. De acordo com Ribeiro, Simões e Paiva (2017), esse modelo de educação era justificado por meio da compreensão da classe dominante de que sujeitos que tivessem qualquer deficiência não seriam capazes de acompanhar a formação regular. Mantoan (2003 apud Ribeiro; Simões; Paiva, 2017) explica que o enfoque das aulas era na deficiência e não nas necessidades dos educandos de serem incluídos na sociedade, consequentemente, eles ficavam à margem de espaços sociais que não os acolhiam.
Já a Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva, refere-se a um modelo educacional que busca garantir o acesso equitativo e a participação plena de todos os estudantes, incluindo aqueles com deficiências ou outras necessidades educacionais especiais, ou seja, visa garantir que todos os alunos independentemente de suas características pessoais, tenham acesso a uma educação de qualidade, tendo como principal objetivo promover a igualdade de oportunidades, a diversidade, o respeito e a aceitação dentro do ambiente escolar.
A inclusão escolar não é apenas uma exigência legal, mas também uma demanda social que visa garantir que todos os alunos, independentemente de suas necessidades, habilidades ou restrições, tenham acesso às mesmas oportunidades educacionais e desenvolvam suas potencialidades. Apesar de os movimentos sociais lutarem pelo direito de inclusão das pessoas com deficiência em uma escola regular, esse ambiente apresenta fragilidades, pois ele não foi pensado e nem projetado para atender a essa diversidade. De acordo com Campbell (2016), a inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais, no ensino regular comum, exige várias mudanças e adaptações na estrutura social e educacional, o que proporciona mudanças de valores, já que a ideia central de inclusão é uma alteração na forma de compreender a pessoa com necessidades educacionais especiais, proporcionando uma sociedade para todos.
Na LDB, está bem claro que todos têm direito à educação básica, sem qualquer discriminação. Nela, encontramos um capítulo todo dedicado à educação especial. No art. 59, determina ainda que as escolas deverão assegurar aos estudantes métodos, currículo e recursos de acordo com as suas necessidades, no entanto, várias barreiras impedem a inclusão escolar das pessoas com deficiência na rede regular de ensino.
A escola regular precisa ser reestruturada para atender às especificidades de cada estudante, proporcionando um ambiente no qual eles tenham sucesso acadêmico. Por isso, uma escola que pretende ser inclusiva não pode se preocupar apenas com a adaptação da infraestrutura física do ambiente, ela precisa reformular os currículos, as formas de avaliação e a formação dos professores. É importante também lembrar da necessidade de eliminar as barreiras atitudinais e apesar de o direito à inclusão das pessoas com deficiência, negros, índios etc. estar garantido por leis e os movimentos sociais buscarem a efetivação dessas leis, ainda existem muitos preconceitos e ideologias que não acreditam no potencial desses sujeitos.
Este tema é particularmente relevante devido ao grande número de alunos que a escola recebe, muitos dos quais têm diferentes tipos de deficiências sendo a maioria sem laudos o que requer um conhecimento aprofundado do professor para lidar com essas situações. Apesar de contar com salas de recursos e diversos profissionais, os professores e consequentemente os alunos, são os mais afetados nesse contexto pela falta de formação especializada ou de apoio pedagógico adequado para trabalhar de maneira eficaz em salas heterogêneas.
A justificativa para este estudo reside na necessidade de promover uma educação mais justa e equitativa, onde a diversidade seja valorizada e as diferenças sejam vistas como oportunidades de aprendizado e crescimento para todos os envolvidos no processo educacional. A resistência da sociedade e as dificuldades enfrentadas pelos professores indicam que há um longo caminho a ser percorrido para a inclusão plena, tornando este estudo relevante e necessário.
A metodologia adotada para este trabalho foi pautada em uma abordagem qualitativa e exploratória, com utilização de pesquisa bibliográfica e documental. Esta abordagem permitiu uma análise aprofundada das teorias e práticas relacionadas à Educação Inclusiva, bem como uma compreensão das legislações e políticas que a sustentam. Com base nos estudos realizados, observa-se que a inclusão eficaz requer um espaço escolar acolhedor, um currículo adaptado às necessidades inclusivas, e a qualificação contínua dos professores para estabelecer relações menos preconceituosas e mais integradas em sala de aula.
Ao final, busca-se não apenas compreender as complexidades da inclusão educacional, mas também refletir sobre como superar as adversidades e promover um ambiente escolar inclusivo e enriquecedor para todos os alunos.
OS DESAFIOS DOS PROFESSORES E OS ASPECTOS LEGAIS NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA
A inclusão escolar vem se tornando tema gradativamente mais explorado em movimentos, eventos e documentos internacionais e nacionais ao defender a escola como um espaço aberto a todos, inclusive para as pessoas com deficiência. Historicamente os direitos das pessoas com deficiência vêm se afirmando e ampliando, e no caso da educação escolar, isso significa assumir que democratizar a educação implica em propiciar a todos o acesso e a permanência na escola com ensino de qualidade. (Monteiro, 2010)
A educação só era possível aos filhos dos nobres, pessoas de classes sociais e poder econômico elevados e religiosos. Quem não pertencia a esse grupo era excluído do ambiente escolar. As pessoas com deficiência também estavam nesse grupo. Acreditava-se em um modelo de educação especial em que as pessoas com deficiência deveriam frequentar instituições de ensino especiais e segregadas, pois não teriam a capacidade de ter uma educação formal em uma escola regular. Achavam que a pessoa com qualquer deficiência não seria capaz de acompanhar a formação regular (Dutra e Braga, 2022).
“O enfoque das aulas era na deficiência e não nas necessidades dos educandos de serem incluídos na sociedade, consequentemente, eles ficavam à margem de espaços sociais que não os acolhiam”. (Mantoan, 2003, apud Ribeiro; Simões; Paiva, 2017). Dessa forma, surgem as barreiras atitudinais, determinadas na esfera social, sendo que as relações humanas se centram nas restrições dos indivíduos e não em suas habilidades (Santos, 2019).
A partir dos anos de 1980, a discussão sobre a inclusão escolar das pessoas com deficiência gerou vários documentos oficiais e medidas de âmbito internacional e nacional.
Entre eles: a Declaração de Cuenca (1981) resultado de um Seminário sobre Novas Tendências na Educação Especial, realizado no Equador, promovido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Cultura e Ciência/ Oficina Regional de Educação para América Latina e Caribe (UNESCO/OREALC), com participação de 14 países da América do Sul e do Caribe, inclusive o Brasil. No mesmo ano, outro documento formalizado foi a Declaração de Sunderberg (1981) resultado do evento internacional denominado Conferência Mundial sobre as Ações e Estratégias para a Educação, Prevenção e Integração dos Impedidos que aconteceu em Torremolinos, na Espanha, no qual estiveram presentes 103 países, entre eles o Brasil, a Declaração Mundial sobre Educação para Todos (1990), entre outros (Buffa, p.16-17).
No Brasil, após a promulgação da Constituição Federal de 1988, destaca-se a Lei Federal nº 7853/89, que dispõe sobre o apoio a portadores de deficiência, sua integração social e sobre a Coordenadoria Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência (CORDE), a Declaração Mundial sobre Educação para Todos (1990), entre outros.
Vamos, a partir de agora, retomar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) – Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Como citado anteriormente, é por meio da legislação que os princípios e fundamentos da educação inclusiva são regulamentados. Essa lei estabelece as regras básicas para o funcionamento do sistema educacional público e privado do país, os recursos financeiros e a formação dos profissionais que atuam na educação. A Declaração de Salamanca, 2004, ressalta mais uma vez como princípio base, que as escolas devem acolher todas as crianças, sem fazer distinção de condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, linguísticas (MIRANDA, 2012).
Dentro desse processo de educação inclusiva, são os professores que carregam a árdua tarefa de conciliar e assegurar a aprendizagem, o conhecimento, e o convívio social dentro da sala de aula mesmo com todas as carências existentes na educação, a fim de atingir satisfatoriamente todos os alunos principalmente os alunos com deficiência, objetivando atender suas necessidades e superar as dificuldades existentes na sua inserção e inclusão à rede regular de ensino. (GOMES; TERRA, 2013, p. 113).
Em 2001, a Resolução n. CNE/CEB 02/2001, que define as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica, estabeleceu dois tipos de professores aptos a assumir o magistério para os “alunos com necessidades educacionais especiais”, em seu artigo 18: os “capacitados” e os “especializados”. Esses docentes têm atribuições diferenciadas. Para receber os alunos em classes comuns, devem ser capacitados; para assumir as atividades de atendimento educacional especializado, devem ser especializados, das seguintes formas:
§ 1º São considerados professores capacitados para atuar em classes comuns com alunos que apresentam necessidades educacionais especiais aqueles que comprovem que, em sua formação, de nível médio ou superior, foram incluídos conteúdos sobre educação especial adequados ao desenvolvimento de competências e valores para:
I – perceber as necessidades educacionais especiais dos alunos e valorizar a educação inclusiva;
II- flexibilizar a ação pedagógica nas diferentes áreas de conhecimento de modo adequado às necessidades especiais de aprendizagem;
III- avaliar continuamente a eficácia do processo educativo para o atendimento de necessidades educacionais especiais;
IV – atuar em equipe, inclusive com professores especializados em educação especial.
§ 2º São considerados professores especializados em educação especial aqueles que desenvolveram competências para identificar as necessidades educacionais especiais para definir, implementar, liderar e apoiar a implementação de estratégias de flexibilização, adaptação curricular, procedimentos didáticos pedagógicos e práticas alternativas, adequadas aos atendimentos das mesmas, bem como trabalhar em equipe, assistindo o professor de classe comum nas práticas que são necessárias para promover a inclusão dos alunos com necessidades educacionais especiais.
§ 3º Os professores especializados em educação especial deverão comprovar:
I – formação em cursos de licenciatura em educação especial ou em uma de suas áreas, preferencialmente de modo concomitante e associado à licenciatura para a educação infantil ou para os anos iniciais do ensino fundamental;
II – complementação de estudos ou pós-graduação em áreas específicas da educação especial, posterior à licenciatura nas diferentes áreas de conhecimento, para atuação nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio.
§ 4º Aos professores que já estão exercendo o magistério devem ser oferecidas oportunidades de formação continuada, inclusive em nível de especialização, pelas instâncias educacionais da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. (BRASIL, 2001).
Tais proposições, cremos, deveriam ter tido impacto imediato nos estudos a respeito da formação inicial de professores para a educação básica, uma vez que induzem tais cursos a incluir, em seus currículos, “conteúdos sobre educação especial”. No entanto, ao fazer um levantamento dos trabalhos publicados nos Anais da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd), entre os anos de 2001 a 2007, verificou-se que, ao menos no âmbito da academia, a discussão sobre a formação do professor que considerasse as especificidades de alunos com deficiências permaneceu restrita ao grupo de trabalho da Educação Especial (GT 15), sendo raros os artigos do grupo de trabalho de formação de professores a abordar a temática.
A partir de 2003, evidenciaram-se mais enfaticamente alterações para a proposta de atendimento escolar ao aluno foco da educação especial. Desde o primeiro ano do primeiro mandato, foram lançados programas objetivando um modelo de atendimento formalizado a partir de 2007, com o Programa de Implantação de Salas de Recursos Multifuncionais. Tal modelo pode ser simplificado na seguinte expressão: Matrículas em salas comuns + Apoio de atendimento educacional especializado em sala de recursos multifuncionais = Atendimento educacional adequado para alunos foco da Educação Especial, ou seja, ao aluno com deficiência deveria ser garantida a matrícula nas salas de aula comuns das escolas públicas e sua escolaridade complementada (ou suplementada, no caso de alunos com altas habilidades), preferencialmente em salas de recursos multifuncionais. Essa estrutura passou a ser entendida como atendimento educacional especializado por excelência, adequada a compor um sistema educacional inclusivo.
Junto ao Programa de Implantação de Salas de Recursos, há um elenco de outros programas e projetos com intuito de materializar essa política educacional. Muitos se referem à formação de professores (inicial ou em serviço):
- Educação Inclusiva: Direito à Diversidade, que visa à formação de educadores e gestores, por sistema de multiplicadores, para disseminar a proposta de educação inclusiva e transformar os sistemas de ensino atuais em sistemas de ensino inclusivos. Foram formados 80 mil professores. Segundo o Ministério da Educação, alcançou 100% do território nacional. Na gestão de Dilma Rousseff este programa passou a ser oferecido pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi);
- Formação de Professores para o Atendimento Educacional Especializado, que atendeu a formação continuada de professores, prioritariamente na modalidade a distância;
- Formação para Atuação nas Salas de Recursos;
- Programa Interiorizando Braille, com a formação de 1.500 professores;
- Programa Interiorizando Libras, com a formação continuada de 1.890 professores;
- Programa Nacional de Formação Continuada de Professores na Educação Especial – modalidade a distância, que ofereceu 70 mil vagas;
- Projeto de Informática na Educação Especial (Proinesp): curso de formação de 2.350 professores;
- Projeto Educar na Diversidade, em que foram formados 33 mil professores; (GARCIA, 2013).
É grande o número de ações para formação continuada de professores, fato que possibilita a dedução de que, este aspecto é crucial para a implantação da política educacional adotada. Há uma preocupação em formar um novo professor de educação especial, reconvertido, que não vai atuar nas instituições especializadas, classes especiais ou salas de recursos de atendimento por área de deficiência. Trata-se de formar em serviço o professor do AEE [atendimento educacional especializado] realizado na SEM [sala de recursos multifuncional] (GARCIA, 2013, p. 213). Tal serviço pode atender a todos os alunos considerados oficialmente como público-alvo da educação especial. No entanto, o que falar sobre o professor da sala de aula regular, que precisa atuar com as inúmeras particularidades apresentadas por seus alunos típicos e atípicos. Como deve proceder se não tem formação alguma que possa garantir aos alunos com deficiência, currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos, para atender às suas necessidades?
Os desafios para o docente vão além da sala de aula, perpassa pelo engajamento, dos pais, da comunidade frente aos desafios impostos pela inclusão, onde o nosso sistema educacional é desigual, inferiorizado e precarizado e que busca apenas formar mão de obra para o mercado de trabalho do que cidadãos críticos e conscientes.
Outro desafio para o professor é que, além de todos os compromissos com a escola e a sala de aula, ele precisa ter um olhar criterioso para observar os alunos, detectar problemas e dificuldades dentro da sala de aula, e encaminhá-los para o Atendimento Educacional Especializado (AEE). No AEE, os alunos receberão atendimento adequado e, dependendo da situação, poderão ser encaminhados para outros profissionais. No entanto, para que isso aconteça, é necessária a aceitação dos pais, que muitas vezes são relutantes em reconhecer as deficiências dos filhos, o que, por sua vez, repercute na escola e a mesma precisa inserir esse aluno e resolver a situação sem o apoio dos pais.
Um outro desafio para o docente é refletir sobre a sua prática educativa, pois, na educação inclusiva, esse profissional tem que estar disposto a avaliar suas ações e buscar diferentes formas de ensinar, avaliar e organizar a sala para proporcionar e garantir um ambiente que atenderá as necessidades dos estudantes, contribuindo para a evolução e experiência escolar significativas. (Silva, 2012)
O professor da sala de aula regular, precisa conhecer os alunos com deficiência e, juntamente com o professor de AEE, orientar e desenvolver ações metodológicas que atendam à diversidade dos alunos presentes na escola. Os professores precisam considerar os diversos fatores que tornam os indivíduos únicos, como raça, gênero, língua, comprometimento e nível econômico, pois esses fatores interagem e influenciam o desempenho acadêmico e social dos seus estudantes. Por isso, “as salas de aulas inclusivas são aquelas que promovem aceitação e equidade, que valorizam a capacidade que todos os indivíduos possuem para aprender e contribuir com a sociedade” (Silva, 2012, p. 103).
Aceitar alunos com deficiência na escola não significa, de fato, garantir a aprendizagem ou o conhecimento desse indivíduo. Muitas vezes, eles são aceitos apenas por causa dos direitos legais garantidos, mas permanecem em turmas inclusivas, onde há mais de um aluno com necessidades nessa situação especial onde o educador precisa lidar com todos os alunos indistintamente, o que gera transtornos e acaba refletindo diretamente na vida dos estudantes. O professor se sente sozinho, despreparado e impotente, por não conseguir inserir esses alunos no contexto da sala de aula e lhe proporcionar o acesso real ao conhecimento.
As escolas não devem focar apenas nos alunos, mas também garantir que os professores recebam o apoio necessário. É imprescindível investir na formação de professores e nas suas necessidades psicológicas, ou seja, no bem-estar mental e emocional dos professores. Isso permitirá que eles desempenhem seu papel com eficiência e contribuam para o sucesso educacional de todos os alunos.
A formação continuada dos professores deve capacitá-los para conhecer melhor o que hoje se sabe a respeito das possibilidades de trabalho pedagógico com crianças com necessidades educacionais especiais, bem como auxiliar as crianças na construção de conhecimento cada vez mais ampliado e significativo acerca do mundo e de si mesmo (OLIVEIRA, 2005).
Os professores devem ser preparados para lidar com a diversidade em sala de aula, utilizando métodos de ensino diferenciados e recursos pedagógicos adaptados. Segundo Mittler (2000), “a capacitação docente é a chave para a implementação eficaz da educação inclusiva, pois permite que os professores desenvolvam as habilidades necessárias para ensinar em ambientes inclusivos”.
Uma outra dificuldade encontrada pelos professores é a resistência de outros profissionais ou até mesmo de outros professores em aceitar a inclusão escolar. De acordo com Plaisance (2005 apud Silva, 2012), as escolas estão acomodadas com as suas rotinas e, por isso, têm dificuldades em aceitar qualquer mudança ou inovação que implique em reestruturação de um sistema já estabelecido.
Na educação inclusiva, não podemos deixar de mencionar que também é um desafio para o professor a busca permanente de aprendizagem. Esse profissional precisa estar constantemente se atualizando, pois ele deve ir além da implantação de currículos e programas estabelecidos pela escola. (Campbell, 2016).
De acordo com Campbell (2016), o professor precisa ter condições para escolher atividades, conteúdos ou experiências que sejam mais adequados ao desenvolvimento das capacidades do grupo de alunos, sempre levando em consideração o nível e as necessidades de cada um. Ainda segundo Campbell (2016), o professor precisa ter conhecimento da deficiência do aluno.
A educação inclusiva veio tornar mais complexa e mais desafiadora a tarefa dos educadores e evidenciou que sua formação nunca está acabada. Eles precisarão estudar o que antes estavam dispensados de estudar, aprender técnicas nas quais antes não pensavam, adequar seu ritmo ao de seus alunos, aprender a “ouvir” por meios diferentes de audição, terão de rever suas expectativas, as formas de ensinar, avaliar, aprovar, reprovar (Campbell, 2016).
Para que a inclusão escolar seja efetivada com êxito, não basta que apenas alguns professores dentro de uma escola acreditem nela. Pelo contrário, é necessário que toda a comunidade escolar, incluindo familiares e alunos, acreditem e sigam os princípios básicos da inclusão, ou seja, democracia, igualdade, busca de uma educação de qualidade para todos os alunos com necessidades educacionais especiais no ensino regular (Shaffner; Buswell, 1999 apud Silva, 2012, p. 104).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A educação inclusiva não se limita apenas aos alunos com deficiência, mas também abrange aqueles que podem enfrentar barreiras devido a diferenças linguísticas, econômicas, sociais ou outras. Além disso, enfatiza a importância de preparar os alunos para interagir e criar um ambiente diversificado que contemple o respeito mútuo, cooperação e compreensão contribuindo assim para formação de em uma sociedade mais justa e empática, onde as diferenças são vistas como uma fonte de enriquecimento e não de segregação.
O movimento mundial pela educação inclusiva é uma ação política, cultural, social e pedagógica, desencadeada em defesa do direito de todos os alunos de estarem juntos, aprendendo e participando, sem nenhum tipo de discriminação. A educação inclusiva constitui um paradigma educacional fundamentado na concepção de direitos humanos, que conjuga igualdade e diferença como valores indissociáveis, […] dentro e fora da escola (BRASIL 2007, p. 1).
Em uma sala de aula inclusiva, cada aluno é reconhecido como único, com necessidades individuais que podem exigir abordagens pedagógicas diferentes. Isso pode incluir adaptações no currículo, suporte adicional, tecnologias assistivas e modificações na infraestrutura física para garantir que todos tenham igualdade de oportunidades de aprendizagem. Para que a educação inclusiva seja eficaz, é fundamental o engajamento de toda a comunidade educativa, incluindo educadores, pais, gestores escolares e profissionais de apoio. Juntos, eles trabalham para criar um ambiente acolhedor e estimulante, onde cada aluno se sinta valorizado e capaz de alcançar seu potencial máximo. A educação inclusiva visa não apenas garantir a igualdade de acesso à educação e adaptar o ambiente escolar às necessidades individuais dos alunos, mas envolve uma transformação fundamentalmente na maneira como entendemos e praticamos a educação, garantindo que todos os estudantes tenham a oportunidade de aprender, crescer e prosperar, independentemente de suas diferenças e além disso, promover a interação social, o desenvolvimento pessoal e o fortalecimento da comunidade escolar como um todo. Como afirma o autor:
Educação Inclusiva não consiste apenas em matricular o aluno com deficiência em escola ou turma regular como um espaço de convivência para desenvolver sua ‘socialização’. A inclusão escolar só é significativa se proporcionar o ingresso e permanência do aluno na escola com aproveitamento acadêmico, e isso só ocorrerá a partir da atenção às suas peculiaridades de aprendizagem e desenvolvimento. (GLAT; PLETSCH; FONTES, 2007, p. 344).
Embora comprovadamente seja possível, a educação inclusiva não é uma tarefa fácil pois requer trabalho e dedicação especialmente por parte dos educadores que enfrentam grandes desafios, embora o processo seja de responsabilidade de todos os envolvidos. É uma jornada contínua, mas seus benefícios são inegáveis. Ao promover a diversidade e a igualdade, estamos construindo um futuro mais justo e inclusivo para todos os estudantes. Como afirma Sanches (2005), “a educação inclusiva é um direito de todos e uma responsabilidade de toda a sociedade.”
Apesar dos avanços, a formação continuada enfrenta desafios significativos, como a necessidade de um maior investimento em programas de capacitação, a resistência a mudanças por parte de alguns profissionais e a escassez de recursos didáticos especializados. Superar esses obstáculos requer um compromisso coletivo entre governos, instituições educacionais e a sociedade em geral.
REFERÊNCIAS
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1Mestranda em Ciências da Educação pela World University Ecumenical; Licenciada em Pedagogia com Habilitação em Magistério das Matérias Pedagógicas do 2° Grau pela Universidade do Estado da Bahia(UNEB); Licenciatura Plena em Letras com Habilitação Português/Inglês pela Universidade de Pernambuco(UPE); Pós- graduada em Planejamento Educacional pela Universidade Salgado de Oliveira( UNIVERSO); Especialização em Metodologia da Língua Portuguesa e Literatura pela Faculdade Internacional do Delta; Especialização em Linguística Aplicada ao Ensino de Língua Portuguesa pela Faculdade Vasco da Gama. E-mail: aleksandragodinho@gmail.com
2Mestranda em ciências da educação pela World University Ecumenical. Pós-graduação em Mediação dos processos educacionais na modalidade digital (São Leopoldo Mandic). Bacharel em Enfermagem. E-mail: daninha3@gmail.com
3Mestranda em ciências da educação pela World University Ecumenical. Licenciada em Letras com habilitação em Português/Inglês pela Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC), pós graduada em Gestão Escolar, Email: deusacel@hotmail.com
4Mestranda em ciências da educação pela World University Ecumenical. Licenciada em Ciências com habilitação em matemática pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB), pós-graduada em Planejamento Educacional, (Universidade Salgado de Oliveira -Universo); Especialização Em Educação Especial e Inclusiva (Faculdade Presbiteriana Augusto Galvão) E-mail: elizabetecristinapv@gmail.com
5Mestranda em ciências da educação pela World University Ecumenical. Licenciada em Ciências com habilitação em matemática pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB), pós-graduada em Gestão e organização de escola pela Universidade Norte do Paraná (UNOPAR), E-mail: joselmamorato@hotmail.com
6Mestranda em Ciências da Educação pela World University Ecumenical; Licenciada em Ciências com Habilitação em Biologia pela UNEB; Especialização em Educação Ambiental e a Prática Escolar pela Faculdade Internacional de Curitiba; MBA em perícia e auditoria Ambiental pela Faculdade Internacional de Curitiba; Especialização da Metodologia do Ensino da Matemática; Especialização em Educação Especial e Inclusiva (Faculdade Presbiteriana Augusto Galvão). E-mail: lupcfreitas2015@gmail.com
7Mestranda em Ciências da Educação pela World University Ecumenical; Licenciada em Educação Física pela Universidade Católica do Salvador(UCSAL); Pós- graduada em Educação Física Escolar pela UGF (Universidade Gama Filho); Especializada Em Educação Especial e Inclusiva (Faculdade Presbiteriana Augusto Galvão); Especializada em Coordenação Pedagógica e Gestão Escolar com ênfase na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), pela Fundação Visconde de Cairu, através do CEPPEV (Centro de Pós-graduação Pesquisa Visconde de Cairu). E-mail: lysefreitas2@gmail.com
8Mestranda em ciências da educação pela World University Ecumenical. Licenciada em Pedagogia nas Matérias Pedagógicas do 2º grau pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB), licenciada em História pela Faculdade Regional de Filosofia e Letras de Candeias (FAC), bacharel em Serviço Social pela Universidade Norte do Paraná (UNOPAR), pós-graduada em Psicopedagogia. Email:costanemora@gmail.com
