REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/dt10202511131212
Alexandre Yuity Aoyama1
Ályf André Alves da Silva2
Juliana Loca Furtado3
RESUMO
As infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) representam um grave problema de saúde pública, sendo o Staphylococcus aureus um dos principais agentes etiológicos. Este microrganismo apresenta alta capacidade de colonização e resistência antimicrobiana, especialmente as cepas resistentes à meticilina (MRSA). Objetivo: Avaliar a prevalência do Staphylococcus aureus em pacientes hospitalizados no Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro, em Porto Velho-RO, no período de 2020 a 2022. Metodologia: Estudo descritivo e documental. Foram incluídos pacientes no Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro, maiores de 18 anos. A coleta de dados foi realizada a partir de prontuários hospitalares e registros da CCIH. Resultados: Foram analisados 1.291 isolados microbiológicos, sendo os mais frequentes Staphylococcus epidermidis (45,6%), Klebsiella pneumoniae (29,6%) e Staphylococcus aureus (9,7%). O S. aureus apresentou 125 registros, com maior prevalência na Clínica Médica II (28,8%) e na UTI Neonatal (27,2%), seguido do Berçário (11,2%) e da Maternidade (10,4%). Conclusão: O Staphylococcus aureus destacou-se como o terceiro patógeno mais prevalente no hospital, com forte impacto clínico devido à sua virulência e resistência antimicrobiana. Os achados ressaltam a necessidade de fortalecer medidas preventivas, especialmente a higienização das mãos, o uso criterioso de dispositivos invasivos e a adesão a protocolos de controle de infecção para reduzir complicações e mortalidade associadas.
Palavras chaves: Infecções hospitalares; resistência antimicrobiana; Staphylococcus aureus.
ABSTRACT
Healthcare-associated infections (HAIs) represent a serious public health problem, with Staphylococcus aureus being one of the main causative agents. This microorganism has a high colonization capacity and antimicrobial resistance, especially to methicillin-resistant strains (MRSA). Objective: To evaluate the prevalence of Staphylococcus aureus in hospitalized patients at Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro, in Porto Velho- RO, from 2020 to 2022. Methodology: This was a descriptive and documental study. Patients over 18 years of age, were included. Data collection was performed from hospital records and CCIH records. Results: A total of 1,291 microbiological isolates were analyzed, the most frequent being Staphylococcus epidermidis (45.6%), Klebsiella pneumoniae (29.6%), and Staphylococcus aureus (9.7%). S. aureus was recorded in 125 cases, with a higher prevalence in Clinical Medicine II (28.8%) and the Neonatal ICU (27.2%), followed by the Nursery (11.2%) and Maternity (10.4%). Conclusion: Staphylococcus aureus emerged as the third most prevalent pathogen in the hospital, with a significant clinical impact due to its virulence and antimicrobial resistance. These findings highlight the need to strengthen preventive measures, especially hand hygiene, the judicious use of invasive devices, and adherence to infection control protocols to reduce associated complications and mortality.
Keywords: Hospital infections; antimicrobial resistance; Staphylococcus aureus.
1. INTRODUÇÃO
As Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) constituem um problema de saúde pública mundialmente, sendo infecções adquiridas no âmbito hospitalar, ou seja, após a admissão do paciente é que se manifestam durante a internação ou após a alta hospitalar. Elas ocasionam um declínio na qualidade de vida do paciente e, por conseguinte, ocasionam internação hospitalar prolongada, alteração de prognósticos, podendo resultar em agravamento das patologias diagnosticadas, sequelas ou até a morte dos pacientes (Nascimento; Santos; Castro, 2024).
Entre os agentes etiológicos mais prevalentes nas IRAS, destaca-se o gênero Staphylococcus, com ênfase na espécie Staphylococcus aureus. A S. aureus é uma bactéria Gram-positiva com alta capacidade de colonização e patogenicidade, ela é causadora de infecções leves, como infecções na pele e infecções alimentares até infecções graves, como pneumonia, endocardite e septicemia. São encontradas na pele e nas fossas nasais, onde sua colonização é assintomática, favorecendo a contaminação por contato (Aquino; Silva, 2022).
No âmbito hospitalar, o hospedeiro assintomático pode ser um profissional de saúde, visitante ou o próprio paciente, o que favorece a disseminação desse patógeno. Pacientes internados em unidades de terapia intensiva (UTIs) se encontram mais propensos a adquirirem a infecção, pois estão vulneráveis a procedimentos invasivos, cirurgias complexas, imunossupressão, uso de antimicrobianos de amplo espectro, presença de doenças prévias e as interações com a equipe de saúde (Aquino; Silva, 2022).
A resistência bacteriana tornou-se uma grande preocupação no tratamento das infecções, em especial, as cepas resistentes à meticilina (MRSA). E está relacionada com o uso incorreto de antibióticos, transmissão entre pacientes, hospitalização prolongada, cirurgias, procedimentos invasivos, alta resistência a antimicrobianos e a transferência horizontal de gene. Ademais, no contexto hospitalar, as cepas de MRSA tiveram um rápido avanço, gerando um grande empecilho no que concerne a contenção e ao tratamento de diversos pacientes, pois os mesmos continuam sendo expostos a diversos riscos de infecções e os antibióticos disponíveis para uso são limitados devido à resistência adquirida pelas cepas (Silva, 2024; Alves; Callefi, 2022). Evidências apontam que as taxas de infecções hospitalares no Brasil são mais elevadas que em outros países. Sendo mais prevalente em hospitais públicos, o que resulta em tratamentos mais elevados do que em pacientes com ausência de infecções. E, apesar de haver protocolos e legislações a respeito das infecções hospitalares, ainda há a presença de 15,5% de infecções deste tipo no país (Gomes et al., 2023).
A S. aureus é uma bactéria gram-positiva, a qual possui uma morfologia similar a cocos (forma esférica) e tende a se organizar em aglomerados descritos como ”cachos de uvas”. A bactéria possui uma parede espessa de peptidoglicano composta por muitas cadeias sobrepostas, tipicamente com 20 a 30 nm de espessura, e podem crescer aerobicamente ou anaerobicamente (facultativo) e em temperaturas entre 18 °C e 40 °C (Alves; Callefi, 2022; Santos, 2024; Taylor; Unakal, 2023).
Além da organização no formato de cachos de uvas, as S. aureus podem se apresentar em cadeias curtas, aos pares, ou ainda como células isoladas (Alves; Callefi, 2022). Por ela ser uma bactéria anaeróbica facultativa, isso resulta em uma versatilidade nos locais em que sobrevive e prolifera, contribuindo para sua prevalência em diferentes ambientes, podendo proliferar numa variedade de meios de cultura, incluindo meios de cultura com concentrações aumentadas de NaCl (Santos, 2024).
De forma geral, suas colônias apresentam cor creme, mas em meios de culturas contendo sangue forma colônias com pigmentação amarelada, o que inspirou o nome “aureus”, que significa dourado ou amarelo (Alves, 2024).
Sua parede celular possui características típicas de bactérias Gram-positivas, sendo formada por uma estrutura espessa e complexa que garante resistência, virulência e capacidade de adaptação em diferentes ambientes. Possui uma parede espessa de peptidoglicano composta por muitas cadeias sobrepostas, tipicamente com 20 a 30 nm de espessura (Santos, 2024).
Além disso, a camada de peptidoglicano que compõe a parede celular dessas bactérias é formada por monossacarídeos denominados N-acetilglicosamina (NAG) e ácido N-acetilmurâmico (NAM), os quais são ligados por polipeptídeos que envolve a célula, estes conferem rigidez e elasticidade, determinando sua forma e protegendo-a da lise osmótica além de aderência específica da bactéria às superfícies mucosas (Alves; Callefi, 2022; Alves, 2024).
A parede celular também possui ácido teicóico e um espaço entre a parede e a membrana plasmática, chamado de espaço periplasmático, que contém ácido lipoteicóico, tais componentes contribuem para a estabilidade estrutural, como também atuam na adesão da bactéria a superfícies e tecidos, modulam a atividade de enzimas autolíticas e participam da ativação da resposta imunológica do hospedeiro (Xia; Kohler; Peschel, 2010).
O S. aureus possui múltiplos mecanismos para subverter a resposta imunológica, o que confere a este microrganismo não apenas a habilidade de colonizar e invadir o hospedeiro, mas também de escapar das respostas imunológicas e resistir a terapias antimicrobianas (Alves, 2024).
Dentre os fatores de virulência da S. aureus, têm-se as hemolisinas – que são proteínas que destroem hemácias -, têm-se a coagulase – enzima que converte fibrinogênio em fibrina, formando coágulos que protegem as bactérias da fagocitose pelo sistema imune, e têm-se a leucocidina – proteína que destrói leucócitos e contribui para a formação de pus em lesões de pele. Outras proteínas associadas à virulência incluem hialuronidase, fibrinolisina, lipase, ribonuclease (RNAse) e desoxirribonuclease (DNAse) (Lima, 2024).
Esse patógeno também possui a capacidade de construir biofilmes, os quais consistem em conglomerados bacterianos que aderem a uma superfície e/ou umas células às outras, envoltas por uma matriz extracelular composta por polissacarídeos, proteínas, ácidos nucleicos extracelulares e outros componentes (Santos, 2024). As bactérias que formam o biofilme encontram-se em um estado semi-dormente, o que resulta na resistência a antibioticoterapia, além de serem resistentes a peptídeos antimicrobianos e fagocitose por macrófagos e neutrófilos (Alves; Callefi, 2022).
O S. aureus apresenta múltiplos mecanismos para desenvolver resistência a antimicrobianos, tais como a redução da permeabilidade da célula bacteriana ao fármaco, a alteração do sítio-alvo de ação, a inativação enzimática do medicamento e a expulsão ativa do medicamento para fora da célula. A depender do antimicrobiano envolvido, a bactéria pode empregar um ou mais desses mecanismos simultaneamente. Os determinantes genéticos responsáveis pela resistência estão localizados em elementos genéticos transferíveis, como plasmídeos e transposons, o que favorece a transferência horizontal entre diferentes cepas e espécies bacterianas (Alves, 2024).
O S. aureus é considerado um dos patógenos mais relevantes da microbiologia clínica devido à sua ampla distribuição, elevada capacidade de colonização e grande potencial patogênico, sendo responsável tanto por infecções nosocomiais quanto por comunitárias. No que tange a colonização desse patógeno frente a população, estima-se que cerca de 20-30% da população esteja permanentemente colonizada por este microrganismo e 30% são portadores temporários (Reguinga et al., 2025).
Outrossim, em determinadas populações essas taxas de prevalência pode chegar a 80%, como em profissionais de saúde, pacientes internados, indivíduos 10 imunocomprometidos e pessoas que fazem uso de agulhas com frequência, como usuários de drogas intravenosas e diabéticos (Taylor; Unakal, 2023).
Já no que concerne ao MRSA, o mesmo foi identificado pela primeira vez na década de 60, onde após, disseminou-se globalmente e tornou-se endêmico em muitos hospitais e comunidades, havendo um aumento nas taxas de infecção entre 1990 aos anos 2000, os quais foram associados, inicialmente, ao contato com a assistência médica. Além do mais, indivíduos com MRSA têm 64% de maiores chances de morrer em comparação com infecções não resistentes (Turner et al., 2019; Reguinga et al., 2025).
As infecções causadas por esse patógeno pode resultar em infecções superficiais, citando-se como exemplo, furúnculos e abscessos cutâneos, como também, pode desencadear infecções graves, como pneumonia, bacteremia, septicemia, endocardite, osteomielite, entre outras infeções sistémicas (Pereira et al., 2024; Reguinga et al., 2025).
No que concerne ao tratamento de infecções por S. aureus, o mesmo, em sua maioria, envolve antibioticoterapia e terapia combinada. Sobre a antibioticoterapia, é essencial que a mesma leve em consideração o perfil de resistência da bactéria e a gravidade da infecção. Dos antibióticos comumente utilizados citam-se a vancomicina e a oxacilina, no entanto, a administração dos mesmos deve ser realizada de forma adequada, inclusive, levando em consideração a duração do tratamento, visando evitar a resistência bacteriana e garantir a eficácia do tratamento (Nascimento et al., 2024).
Já para a terapia combinada, a mesma é utilizada em casos de infecções graves ou resistentes, sua aplicação possui o intuito de aumentar a eficácia do tratamento e reduzir o risco de resistência bacteriana. Além disso, esse tipo de terapia pode ser essencial em pacientes com fatores de risco predisponentes, os quais dificultam o tratamento convencional (Nascimento et al., 2024).
As infecções hospitalares permanecem como um dos maiores desafios para os serviços de saúde, destacando-se a prevalência persistente do gênero Staphylococcus, sobretudo da espécie Staphylococcus aureus, representando um problema de grande relevância clínica e epidemiológica. A resistência da bactéria a antimicrobianos de ampla extensão dificulta o tratamento dessas infecções, essa resistência está associada a mecanismos próprios de defesa bacteriana e ao uso indiscriminado de antimicrobianos, resultando em altas taxas de falha terapêutica e mortalidade.
Além de suas características microbiológicas, o ambiente hospitalar oferece condições propícias para a disseminação do patógeno. A transmissão da bactéria é facilitada em ambientes hospitalares devido à proximidade entre pacientes, alta rotatividade de profissionais de saúde e falta de adesão a protocolos de controle de infecção. Além disso, o Staphylococcus aureus é capaz de sobreviver em superfícies por longos períodos, contribuindo para sua persistência no ambiente hospitalar.
Nesse contexto, torna-se fundamental compreender os mecanismos de permanência e disseminação do Staphylococcus aureus em ambientes intra-hospitalares, uma vez que tal conhecimento colabora para o desenvolvimento de estratégias preventivas mais eficazes. Isso ajudará a reduzir a incidência de infecções causadas por essa bactéria e melhorar os resultados clínicos para os pacientes.
O estudo tem o objetivo de avaliar a prevalência do Staphylococcus aureus em pacientes hospitalizados no Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro em Porto Velho-RO, no período de 2020 a 2022. Além de Determinar a distribuição de Staphylococcus aureus por unidade hospitalar para identificar os setores de maior risco; comparar a prevalência de S. aureus com outros patógenos listados para avaliar sua importância relativa no perfil de infecções hospitalares; discutir medidas de prevenção para diminuir o risco de infecção por esta bactéria em ambiente hospitalar.
2. MATERIAL E MÉTODOS
O estudo trata-se de uma abordagem de caráter descritivo e documental, sendo a coleta de dados referente ao intervalo de 2020 a 2022. Os dados do atual estudo foram adquiridos no Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro, localizado no município de Porto Velho- RO.
A população e amostra foram compostas por pacientes internados no Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro, no período de 2020 a 2022. Foram incluídos na pesquisa: pacientes de ambos os sexos, com idade igual ou superior a 18 anos de idade, internados no Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro nos de 2020 a 2022. Para garantir a precisão dos resultados, serão excluídos da pesquisa os pacientes que não se enquadrarem nos critérios acima mencionados.
A coleta de dados foi feita junto à CCIH (Comissão de Controle de Infecção Hospitalar), a partir da análise de prontuários dos pacientes que se encontraram em estado de internação durante o período determinado pelo estudo. Serão selecionados todos os casos de interesse encontrados nos arquivos, desde que preencham os critérios de inclusão. A ferramenta utilizada para a coleta de dados, será a análise de materiais ou documentos que contenham as informações necessárias para o desenvolvimento da pesquisa.
Os dados coletados foram organizados em planilhas eletrônicas para sistematização e posterior análise. As variáveis contempladas referiram-se ao setor de internação e ao microrganismo isolado. Para melhor interpretação, os resultados foram apresentados em forma de tabelas e gráficos, permitindo visualizar a distribuição dos casos de Staphylococcus aureus em relação aos demais patógenos isolados. Essa abordagem possibilitou identificar os setores hospitalares com maior prevalência, bem como a associação entre o uso de dispositivos invasivos e a ocorrência de infecções relacionadas à assistência à saúde.
O trabalho realizou a coleta de dados de forma indireta, por meio dos prontuários disponíveis dos indivíduos que obedecem aos critérios de inclusão e exclusão. Foi encaminhado ao Comitê de Ética em Pesquisa – CEP/ FIMCA -. Com o total respeito às normas constantes na Resolução 466/12/CNS. Foi solicitada a autorização da Direção Geral do Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro, a fim de obter a permissão da utilização do espaço necessário e para realizar a coleta de dados com o propósito de conduzir a pesquisa. Os pesquisadores envolvidos no estudo comprometem-se, individual e coletivamente, a utilizar os dados provenientes desta pesquisa somente para os fins descritos no estudo.
3. RESULTADOS
O relatório de incidência dos microrganismos foi realizado considerando o período de 01/01/2020 a 31/12/2022. Para este estudo foi analisada a presença dos microrganismos: Acinetobacter baumannii; Candida albicans; Enterobacter cloacae; Enterococcus; Escherichia coli; Klebsiella pneumoniae ssp pneumoniae; Proteus mirabilis; Pseudomonas aeruginosa; Serratia marcescens; Staphylococcus aureus e Staphylococcus epidermidis. No entanto com maior ênfase para o isolado de Staphylococcus aureus.
As amostras utilizadas foram amostras sanguíneas, o componente a ser analisado foi coletado das seguintes vias: Sangue do Acesso Central; Sangue do Acesso de Diálise; Sangue do Cateter Central e Sangue Periférico (nesse caso foram utilizadas 2 amostras).
Os serviços onde ocorreram a coleta foram: Ambulatório; Berçário; Centro Cirúrgico; Centro Obstétrico; Clínica Cardiovascular; Clínica Cirúrgica I; Clínica Cirúrgica II; Clínica Imunológica; Clínica Médica II; Clínica Neurológica; Maternidade; Ortopedias (I, II); Transplantes, UTI’s (I, II, III) e UTI Neo.
As tabelas foram redigidas associando a taxa de microrganismos isolados com o serviço onde a amostra foi coletada. Na primeira tabela (Tabela 01) é possível observar um perfil epidemiológico complexo e multifacetado, com destaque para vários patógenos de importância clínica. O total de 1.291 isolados bacterianos e fúngicos ao longo desse triênio revela padrões importantes de distribuição por setores hospitalares, permitindo identificar focos críticos de infecção e microrganismos prioritários para intervenções de controle.
Tabela 01. Distribuição da taxa de microrganismos isolados por serviço de coleta.


Frente aos dados apresentados na Tabela 01, foi possível identificar tendências epidemiológicas importantes relacionadas a infecções associadas à assistência em saúde (IRAS). A distribuição por espécie mostra uma predominância clara de Staphylococcus epidermidis (589 isolamentos, 45.62%), seguido por Klebsiella pneumoniae (382 isolamentos, 29.59%) e Staphylococcus aureus (125 isolamentos, 9.68%). Juntos, esses três microrganismos representam 84.89% de todos os isolamentos, indicando que são os patógenos mais frequentes no ambiente analisado.
O S. epidermidis é um comensal habitual da pele humana, sua elevada frequência pode refletir, em parte, por contaminação de amostras durante a coleta ou manipulação. No entanto, sua significativa presença em ambientes de alto risco, especialmente na UTI Neonatal (295 isolados), não pode ser considerada insignificante. Em recém-nascidos críticos, particularmente prematuros e com dispositivos invasivos, o S. epidermidis é um conhecido patógeno de infecções da corrente sanguínea relacionadas a cateteres.
O K. pneumoniae foi o segundo patógeno mais prevalente, o mesmo está associado a surtos de infecções respiratórias, sanguíneas e urinárias em ambientes de cuidados intensivos. O que está de acordo com os dados encontrados no que se refere a prevalência de determinado ambiente, onde este patógeno foi prevalente nas Unidades de Terapia Intensiva (I, II e neo). Esse patógeno possui uma elevada capacidade de causar surtos em ambientes neonatais e de desenvolver resistência a múltiplos antibióticos, incluindo os carbapenêmicos.
O terceiro patógeno mais frequente e o objeto deste estudo, o S. aureus, destaca-se como o mais clinicamente significativo devido à sua virulência e ao seu potencial de desenvolver resistências. O fato de a maioria das amostras ser de sangue, inclusive de acessos centrais, fortalece a hipótese de infecções primárias da corrente sanguínea associadas a cuidados de saúde.
Entre os outros microrganismos menos frequentes observa-se a presença de Acinetobacter baumannii com 55 isolados (4,26%), o qual mostrou-se um problema particularmente grave na UTI Neonatal, onde foram registrados 26 casos. Este patógeno é conhecido por seu perfil de multirresistência e por causar infecções de difícil tratamento em pacientes críticos, representa uma ameaça substancial à segurança do cuidado na UTI. Da mesma forma, a Pseudomonas aeruginosa possui resistência intrínseca e associação com alta mortalidade.
Entre os setores hospitalares com maior incidência observa-se a UTI neo, que destacou-se como o setor com maior número de isolados, sobretudo de S. epidermidis (48,28%) e K. pneumoniae (35,02%), o que está diretamente associado à imaturidade imunológica dos recém-nascidos, em especial, aos prematuros, em associação a longos períodos com cateteres e ventilação mecânica, o que os torna mais vulneráveis a esses dois patógenos.
De modo geral, observa-se que os microrganismos do gênero Staphylococcus foram os principais responsáveis pelas infecções em diferentes setores hospitalares, como nas unidades críticas, UTIs e clínicas cirúrgicas. Esse panorama reforça a necessidade de medidas constantes de vigilância, controle e prevenção, sobretudo no que diz respeito à higienização, ao uso criterioso de dispositivos invasivos e à adoção de protocolos de segurança do paciente.
A partir da análise dos dados, observa-se que o Staphylococcus aureus esteve presente em diferentes setores do hospital no período avaliado, totalizando 125 registros (Tabela 02). A maior parte das ocorrências concentrou-se na Clínica Médica II (28,8%) e na UTI Neonatal (27,2%), setores que atendem pacientes mais suscetíveis a complicações infecciosas devido à gravidade clínica, à fragilidade imunológica e ao uso frequente de dispositivos invasivos.
Tabela 02. Distribuição da taxa de Staphylococcus aureus em diferentes setores do hospital.

No Berçário foram identificados 11,2% dos registros, número que chama atenção considerando a vulnerabilidade dos recém-nascidos. Já na Maternidade, o percentual foi de 10,4%, sugerindo a prevalência do risco de colonização e infecção por esse agente.
As unidades cirúrgicas também apresentaram casos isolados: 3,2% na Clínica Cirúrgica I e 1,6% na Clínica Cirúrgica II. Embora em menor proporção, esses dados reforçam a importância da vigilância em pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos, já que o S. aureus é reconhecido como um dos principais agentes relacionados a infecções do sítio operatório, por ser oportunista a porta de entradas.
Nos setores de Transplante e UTI 2, os percentuais foram de 3,2% e 5,6%, respectivamente, reforçando a necessidade de atenção especial em grupos de maior risco, como pacientes imunossuprimidos. Casos pontuais também apareceram em Ortopedia I (0,8%) e Ortopedia II (1,6%), demonstrando que mesmo áreas com menor volume de internações não estão isentas da circulação do microrganismo.
Outro achado importante foi a presença de isolados em amostras de sangue coletadas por cateter central, observada em diferentes setores, incluindo a Clínica Médica II, Ortopedia II e UTI I. Essa informação reforça a associação do S. aureus às infecções relacionadas a dispositivos invasivos, um dos maiores desafios em ambientes hospitalares.
De forma geral, o levantamento evidencia que o Staphylococcus aureus se mantém como um dos principais microrganismos relacionados a infecções hospitalares, com destaque para áreas críticas como UTIs, Clínica Médica e setores materno-infantis. Esses resultados apontam para a necessidade de fortalecer as medidas de prevenção e controle, em especial a higienização das mãos e os cuidados com dispositivos invasivos.
4. DISCUSSÃO
Foi evidenciado que o Staphylococcus aureus esteve presente em 125 registros, correspondendo a 9,68% dos microrganismos isolados no Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro, entre 2020 e 2022. Embora não tenha sido o patógeno mais prevalente – ficando atrás de Staphylococcus epidermidis (45,6%) e Klebsiella pneumoniae (29,6%) –, o S. aureus destaca-se por seus vários mecanismos de virulência, principalmente, no que refere-se a sua capacidade de resistência antimicrobiana, em especial, as cepas resistentes à meticilina (MRSA), já descritas na literatura como responsáveis por elevada morbimortalidade (Figueiredo, 2023).
No que tange aos setores quanto a S. aureus, houve maior prevalência na Clínica Médica II (28,8%) e na UTI Neonatal (27,2%), seguidas do Berçário (11,2%) e da Maternidade (10,4%). Esses achados podem ser explicados pela vulnerabilidade existente nos pacientes dentro desses ambientes, como a imunossupressão e a necessidade de procedimentos invasivos.
Pode-se observar que ambientes com recém-nascidos foram os mais prevalentes com S. aureus, o que pode está associado à prematuridade, baixa imunidade, fragilidade das barreiras cutâneas e mucosas, exposição a procedimentos invasivos e longos períodos de hospitalização (Silva et al., 2021).
Já no que refere aos setores de UTI, ao correlacionar a prevalência da unidade I com a da unidade II, foi apresentado o índice de prevalência de 8%. Correlato a tal, no estudo de Teixeira, Silva e Peder (2023) foi apresentado um resultado similar, onde em seu trabalho o índice de prevalência de S. aureus no âmbito da UTI foi de 9,55%. Em contrapartida, em outros estudos foi evidenciado uma prevalência significativamente maior nestas unidades, por exemplo, no estudo de Gomes et al. (2025) e no trabalho de Leite et al. (2021), foi evidenciado, 15,5% e 16,7%, respectivamente.
4.1 A relação entre UTIs e o desenvolvimento de IRAS
A ambiência das UTIs, propícia ao desenvolvimento de IRAS, o que acarreta em uma preocupação por parte dos profissionais de saúde, tendo em vista, as várias complicações associadas a IRAS a estes pacientes hospitalizados. É importante salientar que a UTI está associada a uma alta disseminação de microrganismos resistentes, o que pode ser explicado pelo contato frequente entre os profissionais e o paciente, a suscetibilidade dos pacientes, procedimentos invasivos (uso de dispositivos como sondas, cateteres, ventiladores mecânicos), o risco maior de 22 transmissão cruzada entre patógenos, o uso de antibióticos de amplo espectro e o emprego demasiado de terapia antimicrobiana de forma empírica (Leite et al., 2021).
A natureza invasiva de diversos procedimentos na UTI, como ventilação mecânica e acesso venoso central, aumentam significativamente o risco de IRAS nos indivíduos ali hospitalizados. Estima-se que 30% das IRAS de um hospital ocorrem na UTI. Havendo vários fatores associados a esta ocorrência, além dos procedimentos invasivos, há o período de internação, idade, uso de imunossupressores, doença de base, estado imunológico do paciente e até mesmo a submissão desses indivíduos a cirurgias corroboram para tornar esse local propício para a infecção por microrganismos (Teixeira; Silva; Peder, 2023). Outro dado relevante foi a detecção de S. aureus em amostras de sangue coletadas por cateteres centrais, em diferentes setores. Esse achado reforça a associação do microrganismo às infecções relacionadas a dispositivos invasivos, especialmente as infecções primárias da corrente sanguínea, consideradas uma das complicações mais graves das IRAS. Correlato a tal, a utilização de cateteres arteriais e venosos centrais é imprescindível para o monitoramento hemodinâmico e para a terapia intravenosa de pacientes em cuidados intensivos, não sendo possível ficar sem utilizar tais ferramentas (Gomes et al., 2025).
A adesão do profissional de saúde aos protocolos de biossegurança é a forma mais eficiente de quebra de cadeia de transmissão dos patógenos causadores de IRAS, dentre eles o S. aureus (Azevedo; Santos; Moura, 2024). Sendo necessário a implementação de uma série de medidas eficazes para controle de infecção, como a higiene das mãos, o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e a limpeza e desinfecção de superfícies e equipamentos (Brito; Lima; Souza, 2025).
Nesse âmbito, nota-se a importância que a vigilância epidemiológica possui para a identificação precoce de surtos e para a avaliação da eficácia das medidas de controle implementadas, inclusive, para o fomento da educação continuada entre os profissionais e o uso de bundles – conjuntos de intervenções baseadas em evidências científicas para a prevenção de infecções específicas, como pneumonia associada à ventilação mecânica e infecção de corrente sanguínea (Brito; Lima; Souza, 2025).
Outrossim, a restrição da amostra aos pacientes com culturas positivas para S. aureus, não permitiu avaliar de forma mais ampla as taxas de colonização 23 assintomática, reconhecidamente altas em profissionais de saúde e pacientes internados. Essa informação poderia contribuir para compreender melhor os mecanismos de transmissão no ambiente hospitalar.
4.1.1 Prevalência do Staphylococcus aureus no ambiente hospitalar
No que tange aos profissionais de saúde, o trabalho de Moreira et al. (2013 apud Bôtelho et al., 2022) pesquisou a prevalência de portadores de S. aureus entre pacientes e membros da equipe de enfermagem. Entre os 22 membros da equipe de enfermagem presentes na amostra, 13 (59,1%) portavam S. aureus de forma assintomática. Essa prevalência nos profissionais evidencia a facilidade de disseminação do patógeno no âmbito hospitalar, o que corrobora para o aumento da morbidade e mortalidade dos pacientes, em especial, aqueles que se encontram internados em UTI.
Correlato a tal, o patógeno também pode colonizar objetos inanimados, por exemplo, no estudo de Oliveira e colaboradores (2024), foi avaliado as taxas de contaminação de jalecos de profissionais e graduandos da área da saúde e biológicas, por S. aureus, onde dos 175 jalecos avaliados, 89 (51%) estavam contaminados por bactérias do gênero Staphylococcus spp. e 41 (23,4%) por S. aureus. Nesse contexto, mostra-se a importância da adesão das medidas de controle de infecção, em especial, a que refere-se a higienização das mãos.
Houve algumas limitações observadas, por exemplo, por ser um estudo de caráter retrospectivo e documental, baseado exclusivamente em prontuários e relatórios laboratoriais, pode ter levado a subnotificação de casos e à dependência da qualidade dos registros hospitalares. Dessa forma, informações incompletas ou inconsistentes podem ter influenciado a análise. Também se destaca a ausência do antibiograma dos isolados, o qual seria fundamental para avaliar o nível da resistência do patógeno, em especial a presença de MRSA.
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com base nos dados encontrados no presente estudo foi possível observar que as infecções por Staphylococcus aureus apresentaram-se como a terceira mais prevalente no hospital, após as infecções por Staphylococcus epidermidis e Klebsiella pneumoniae. Contudo identificou-se que esse microorganismo esteve presente em diferentes setores do hospital no período avaliado, totalizando 125 registros no período estudado.
Dentre os locais que apresentaram maior prevalência de casos houve maior número na Clínica Médica II (28,8%) e na UTI Neonatal (27,2%), setores que atendem pacientes com maior vulnerabilidade e susceptibilidade a infecções, pelo tempo de permanência na instituição, perfil de investigação e susceptibilidade a procedimentos invasivos e quantidade de dispositivos invasivos.
Infecções relacionadas ao Staphylococcus aureus são de grande relevância para o desfecho clínico do paciente e para as infecções relacionadas aos serviços de saúde, uma vez que são tidos como microrganismos oportunista e a diminuição de sua propagação na maioria das vezes está relacionada a medidas de precaução padrão, como por exemplo lavagem das mãos e uso adequado de EPIs, sendo necessário mais estudos acerca do tema dentro deste cenário.
Diante das achados observa-se em especial a necessidade de fortalecer medidas preventivas, especialmente a higienização das mãos, o uso criterioso de dispositivos invasivos e a adesão a protocolos de controle de infecção para reduzir complicações e mortalidade associadas.
REFERÊNCIAS
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1Acadêmico de Medicina. E-mail: alexandreaoyama15@gmail.com. Artigo apresentado ao Centro Aparício Carvalho, como requisito para obtenção do título de Bacharel em Medicina, Porto Velho/RO, 2025.
2Acadêmico de (nome do curso). E-mail: alyf.andre@gmail.com. Artigo apresentado ao Centro Universitário Aparício Carvalho, como requisito para obtenção do título de Bacharel em Medicina, Porto Velho/RO, 2025.
3Professor Orientador Juliana L. Furtado Fontes. Professor do curso de Biomedicina. E-mail: juliana.fontes@fimca.com.br
