USO DE DISPOSITIVOS DIGITAIS NA PRIMEIRA INFÂNCIA: A MEDIAÇÃO PARENTAL E SEU IMPACTO NA PROTEÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL – UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511131207


Adriele Souza de Lima1
Luísa Vida Brito2
Douglas José Angel3


Resumo: Esta revisão sistemática analisou evidências publicadas entre 2020 e 2025 sobre os impactos do uso de dispositivos digitais na primeira infância e o papel da mediação parental, das orientações pediátricas e das políticas públicas na proteção do desenvolvimento infantil. Foram incluídos 19 artigos das bases PubMed e BVS, abrangendo estudos observacionais, ensaios clínicos e revisões. Objetivo: Analisar com base em um revisão sistemática da literatura como a mediação parental, apoiada por orientações pediátricas e políticas públicas, pode mitigar os impactos negativos do uso de dispositivos digitais e promover o desenvolvimento saudável das crianças Método: Trata-se de uma revisão sistemática da literatura, conduzida conforme as diretrizes do PRISMA, com o objetivo de reunir evidências sobre os impactos do uso de dispositivos digitais na primeira infância e o papel da mediação parental nesse contexto. A busca foi realizada nas bases de dados PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando os descritores (“Child Development”[MeSH] OR “Early Childhood”) AND (“Screen Time”[MeSH] OR “Digital Technology”[MeSH]), em português e inglês. Foram incluídos artigos publicados entre 2020 e 2025, disponíveis em texto completo, do tipo observacional, ensaio clínico randomizado ou revisão, envolvendo crianças de 0 a 5 anos. Excluíram-se estudos duplicados, fora da faixa etária proposta ou que não abordavam o tema central. A busca inicial identificou 33 artigos, dos quais 14 foram selecionados para análise qualitativa. A síntese foi realizada de forma descritiva, destacando os principais achados sobre os efeitos cognitivos, neurológicos e comportamentais do uso de dispositivos digitais e a influência da mediação parental. Resultado: Os resultados indicaram que o tempo excessivo de tela está relacionado a atrasos na linguagem, déficit de atenção, distúrbios do sono e prejuízos socioemocionais. Em contrapartida, a mediação parental ativa — caracterizada por supervisão, diálogo e limitação do tempo de uso — mostrou-se um fator de proteção essencial, favorecendo o desenvolvimento cognitivo e emocional saudável. Intervenções educativas direcionadas aos pais reduziram significativamente o tempo de tela, enquanto a vulnerabilidade socioeconômica e a ausência de orientação profissional ampliaram a exposição. Conclusões: Conclui-se que o uso consciente e mediado da tecnologia pode coexistir com um desenvolvimento infantil equilibrado, desde que envolva pais informados, orientação pediátrica contínua e políticas públicas integradas. Recomenda-se fortalecer ações educativas e estudos longitudinais que investiguem os efeitos neurológicos e cognitivos do uso precoce de telas.

Palavras-chave: Tecnologia e primeira infância; mediação parental; políticas públicas sobre tecnologia infantil; letramento digital infantil.

1. INTRODUÇÃO

O uso de tecnologia pelos indivíduos hoje em dia é primordial e uma dinâmica indispensável para a sobrevivência e interação social e ambiental. Dessa forma é possível perceber que o uso de dispositivos quebrou barreiras geracionais e atinge desde idosos até crianças antes mesmo de conseguirem pronunciar suas primeiras palavras. Esses últimos enfrentam os maiores benefícios e malefícios com o uso de dispositivos tecnológicos, pois se o tempo de tempo de tela não for supervisionado e mediado por um responsável competente os problemas no desenvolvimento da criança pode ser vários, como dificuldade de atenção, distúrbios do sono e desenvolvimento inadequado de habilidades sociais e cognitivas. (Livingstone, 2013); Zimmerman & Christakis, 2007).

Tendo essa problemática em vista, essa revisão sistemática propõe-se a reunir dados da literatura para investigar como a mediação parental, orientações pediátricas e políticas públicas podem proteger o desenvolvimento neuropsicosocial saudável das crianças do uso indiscriminado de telas, primordialmente na primeira infância, etapa principal para o desenvolvimento neurológico.

2. OBJETIVO GERAL

Analisar com base em um revisão sistemática da literatura como a mediação parental, apoiada por orientações pediátricas e políticas públicas, pode mitigar os impactos negativos do uso de dispositivos digitais e promover o desenvolvimento saudável das crianças

3. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

a) Analisar o impacto do uso de dispositivos digitais no desenvolvimento infantil
b) Instigar as práticas de mediação parental
c) Avaliar as recomendações sobre uso de tecnologia na primeira infância
d) Analisar o papel das políticas públicas na proteção infantil digital
e) Explorar a colaboração entre pais, pediatras e governo.

4. METODOLOGIA

Trata-se de uma revisão sistemática da literatura, conduzida de acordo com as diretrizes do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA). O objetivo foi identificar e analisar as evidências científicas disponíveis acerca dos efeitos do uso de dispositivos digitais na primeira infância, com ênfase no papel da mediação parental, das orientações pediátricas e das políticas públicas na proteção do desenvolvimento infantil.

4.1 Estratégia de busca

A busca foi realizada nas bases de dados PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Foram empregados os seguintes descritores controlados e não controlados, de acordo com os termos do Medical Subject Headings (MeSH), combinados pelos operadores booleanos AND e OR:

Foram incluídos artigos publicados em português e inglês

4.2 Critérios de inclusão e exclusão

Foram incluídos estudos que atenderam aos seguintes critérios:

  • Publicações entre 2020 e 2025;
  • Disponibilidade de texto completo;
  • Estudos do tipo observacional, ensaio clínico randomizado ou revisão;
  • População composta por crianças do nascimento até cinco anos de idade;
  • Abordagem sobre os efeitos cognitivos, neurológicos e comportamentais do uso de dispositivos digitais;
  • Inclusão de discussão sobre mediação parental ou orientações pediátricas.

Foram excluídos artigos duplicados, estudos que não se enquadravam na faixa etária delimitada ou que não abordavam diretamente o tema proposto.

4.3 Processo de seleção dos estudos

A busca inicial identificou 33 artigos. Após a aplicação dos filtros e critérios de inclusão e exclusão, 14 artigos foram selecionados para leitura completa e análise qualitativa. O processo de seleção seguiu as etapas recomendadas pelo fluxograma PRISMA, compreendendo triagem por título, leitura de resumo e avaliação integral dos textos.

4.4 Análise dos dados

Os estudos incluídos foram analisados por meio de leitura crítica e comparativa, considerando autor, ano, país, tipo de estudo, amostra, principais achados e conclusões referentes ao uso de dispositivos digitais na primeira infância e à influência da mediação parental.

A síntese dos resultados foi realizada de forma qualitativa e descritiva, com o intuito de identificar padrões, divergências e lacunas na literatura científica contemporânea.

5. RESULTADOS

Foram incluídos 14 estudos publicados entre 2020 e 2025, oriundos de diferentes países, que analisaram os efeitos do tempo de tela e a influência da mediação parental no desenvolvimento infantil. A maioria dos trabalhos foi de natureza observacional e incluiu crianças de 0 a 5 anos.

De modo geral, observou-se que o uso excessivo de dispositivos digitais está associado a pior desempenho cognitivo, dificuldades comportamentais, distúrbios do sono e atrasos na linguagem.

A revisão sistemática de Madigan et al. (2020), publicada no PLOS ONE, identificou que “higher screen time is associated with poorer language and executive function”, evidenciando que o tempo de exposição à tela compromete o desenvolvimento linguístico e as funções executivas em crianças pequenas.

No contexto brasileiro, Briet et al. (2023) encontraram que 60% das crianças de até 5 anos apresentavam tempo de tela acima do recomendado, com reflexos em aspectos emocionais e comportamentais — “as crianças tiveram tempo excessivo de tela (60%)” (Saúde e Pesquisa).

De forma semelhante, o estudo Influências do tempo de tela na qualidade de vida infantil (BVS, 2025) apontou que “o tempo de tela está associado a pior qualidade de vida infantil”, especialmente nos domínios físico e social.

A exposição não supervisionada mostrou-se particularmente prejudicial. Revisões recentes identificaram que crianças que utilizam telas sem acompanhamento adulto apresentam maior risco de irritabilidade, distúrbios de sono e déficit de atenção (Domoff et al., 2020; Chonchaiya & Pruksananonda, 2022).

Por outro lado, estudos que avaliaram estratégias de mediação parental demonstraram efeitos protetores. Nevski & Siibak (2021) observaram que pais que assistem e dialogam com os filhos durante o uso da tecnologia favorecem melhor autorregulação e desenvolvimento linguístico.

Intervenções de educação e conscientização familiar também se mostraram eficazes. Uma revisão sistemática publicada pela Springer (2021) concluiu que “media awareness interventions reduce screen time in families”, indicando que o letramento digital parental reduz significativamente a exposição. Da mesma forma, Kabali et al. (2022) e Barr et al. (2023) constataram que famílias com maior nível educacional tendem a aplicar regras e limites com maior consistência, enquanto contextos de vulnerabilidade social estão associados a uso desregulado e maior tempo de tela.

As orientações pediátricas aparecem como mediadores essenciais. O artigo de Indian Pediatrics (2024) reforça que os pediatras devem instruir os pais a evitar o uso de telas antes dos 2 anos e limitar a uma hora diária entre 2 e 5 anos, sempre com acompanhamento direto. O documento destaca a necessidade de “guidance for pediatricians to educate families about healthy screen habits”.

Do ponto de vista neurológico e comportamental, um estudo publicado na BMC Public Health (2024) identificou que “socioeconomic vulnerability is associated with higher screen exposure”, e que essa exposição prolongada correlaciona-se a menor tempo de sono e menor engajamento em atividades motoras.

Outro estudo longitudinal (Springer, 2021) mostrou que “maternal knowledge explains screen time differences”, indicando que o conhecimento das mães é determinante para o controle da exposição infantil.

Finalmente, uma meta-análise recente (PMC12337541, 2024) mostrou que intervenções educativas com os pais são eficazes em reduzir o tempo de tela entre pré-escolares — “interventions reduce preschoolers’ screen time”.

Em síntese, os 14 artigos revisados apontam de maneira consistente que o tempo de tela elevado está relacionado a efeitos deletérios no desenvolvimento cognitivo, emocional e social, enquanto a mediação parental ativa, aliada a orientações pediátricas e políticas públicas, atua como fator de proteção para o desenvolvimento infantil saudável.

6. DISCUSSÕES

Os resultados desta revisão sistemática evidenciam uma relação consistente entre o uso excessivo de dispositivos digitais na primeira infância e prejuízos no desenvolvimento cognitivo, comportamental e socioemocional. A literatura recente converge ao apontar que o tempo de tela acima do recomendado está associado a atrasos de linguagem, redução da atenção compartilhada, distúrbios do sono e menor engajamento em interações sociais presenciais (Madigan et al., 2020; Radesky et al., 2021).

Esses achados reforçam o entendimento de que o desenvolvimento infantil é profundamente dependente de estímulos interpessoais. As interações olho no olho, o brincar simbólico e a comunicação afetiva entre pais e filhos constituem pilares da construção neurológica e emocional da criança. O uso precoce e desregulado de telas interfere nesse processo, promovendo uma estimulação sensorial rápida e fragmentada, que não favorece a consolidação das redes neurais relacionadas à atenção e à linguagem (Zimmerman & Christakis, 2007; Chonchaiya & Pruksananonda, 2022).

Entretanto, os estudos também apontam que a mediação parental atua como fator protetor essencial. Pais que assistem juntos, comentam o conteúdo e impõem limites de tempo favorecem um uso mais saudável das tecnologias, transformando-as em ferramentas educativas em vez de meras fontes de entretenimento passivo (Nevski & Siibak, 2021). Essa mediação ativa, segundo Radesky et al. (2021), “permite que o uso de telas se torne uma experiência de aprendizagem compartilhada”, potencializando o vínculo afetivo e o desenvolvimento da linguagem.

Além do contexto familiar, as orientações pediátricas surgem como mediadoras críticas. A American Academy of Pediatrics (2020) e Indian Pediatrics (2024) reforçam que cabe ao pediatra orientar os cuidadores quanto aos riscos da exposição precoce e à importância de substituir o tempo de tela por interações humanas e brincadeiras livres. A atuação médica, portanto, deve ir além do aconselhamento clínico, envolvendo-se em campanhas educativas e programas de conscientização sobre o uso equilibrado da tecnologia.

A revisão também destaca a influência dos fatores socioeconômicos e culturais. Famílias em contextos de vulnerabilidade social tendem a utilizar dispositivos eletrônicos como substitutos de supervisão, o que amplia a exposição e os riscos (Kabali et al., 2022; Barr et al., 2023). Assim, políticas públicas que promovam letramento digital parental e suporte educacional comunitário são fundamentais para reduzir desigualdades e garantir que todos os cuidadores tenham acesso à informação e às orientações adequadas.

Do ponto de vista das intervenções, revisões recentes demonstram que programas educativos direcionados aos pais reduzem significativamente o tempo de tela em pré-escolares (PMC12337541, 2024), especialmente quando associados a acompanhamento profissional e estratégias de reforço positivo. Esses achados sugerem que o controle do uso de dispositivos digitais deve ser compreendido não apenas como uma responsabilidade individual dos pais, mas como um esforço coletivo entre famílias, pediatras, escolas e poder público.

Portanto, a literatura analisada aponta que a proteção do desenvolvimento infantil no contexto digital depende da construção de uma rede de apoio intersetorial, na qual pais informados, profissionais de saúde capacitados e políticas públicas eficazes atuem de forma integrada para promover o uso consciente das tecnologias.

7. CONCLUSÃO

A presente revisão sistemática demonstrou que o uso excessivo e não mediado de dispositivos digitais na primeira infância está fortemente associado a prejuízos cognitivos, comportamentais e socioemocionais, incluindo atrasos na linguagem, distúrbios do sono e dificuldades de atenção e interação social.

Por outro lado, a mediação parental ativa, caracterizada pela supervisão, diálogo e limitação do tempo de tela, mostrou-se um fator de proteção fundamental para o desenvolvimento saudável. Essa mediação transforma a tecnologia em uma ferramenta educativa, capaz de favorecer o aprendizado e o vínculo familiar quando utilizada com intencionalidade e equilíbrio.

As orientações pediátricas desempenham papel essencial na educação dos cuidadores, devendo ser incorporadas de forma sistemática nas consultas de puericultura e em campanhas públicas. O pediatra, como profissional de referência na infância, tem o dever de alertar sobre os riscos do uso precoce e de orientar práticas adequadas de exposição às telas.

Além disso, evidencia-se a necessidade de políticas públicas de letramento digital parental, especialmente em contextos de vulnerabilidade social, a fim de garantir que todas as famílias tenham acesso à informação e suporte para promover hábitos tecnológicos saudáveis.

Em síntese, o uso consciente e mediado da tecnologia pode coexistir com um desenvolvimento infantil saudável, desde que envolva pais informados, orientação pediátrica contínua e políticas integradas de proteção à infância.

Recomenda-se que futuras pesquisas aprofundem a análise longitudinal dos impactos neurológicos e cognitivos do uso de telas em faixas etárias precoces, bem como a eficácia de programas educativos e de intervenção familiar em diferentes contextos socioculturais.

8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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BRIET, A. M. S. et al. Desenvolvimento infantil e práticas parentais: uma análise sobre o uso de telas na primeira infância. Saúde e Pesquisa, v. 16, n. 1, p. 1–9, 2023. Disponível em: https://periodicos.unicesumar.edu.br/index.php/saudpesq/article/download/12012/7539/.

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INDIAN PEDIATRICS. Guidance for pediatricians on screen time management in early childhood. Indian Pediatrics, v. 61, n. 1, p. 32–36, 2024. Disponível em: https://www.indianpediatrics.net/jan2024/32.pdf.

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1Graduanda em Medicina
2Graduanda em Medicina
3Docente Centro Universitário Uninorte