REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch102025131240
Kamilla Carvalho Dos Santos
Khayllainy Vytoria Almeida
Rafaela Dos Reis Lucena
Taline Oppermann Silva
Orientadora: Prof. Karina de Souza Ramos Martins
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RESUMO
A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma condição endócrino-metabólica complexa que afeta mulheres em idade reprodutiva, estando associada a irregularidades menstruais, resistência insulínica, infertilidade e alterações hormonais. Considerando as limitações dos tratamentos convencionais, como o uso de anticoncepcionais e metformina, o presente estudo teve como objetivo avaliar a eficácia do inositol associado à alimentação saudável no manejo da SOP. Trata-se de uma pesquisa de revisão narrativa da literatura, fundamentada na análise de quinze estudos publicados entre 2015 e 2025, selecionados nas bases PubMed, SciELO e Google Acadêmico. Os resultados evidenciaram que a suplementação com mio-inositol e D-quiro-inositol, especialmente na proporção fisiológica de 40:1, promove melhora significativa na sensibilidade à insulina, regulariza o ciclo menstrual, reduz os níveis de andrógenos e favorece a restauração da ovulação espontânea. Observou-se ainda que a associação com uma alimentação equilibrada e de baixo índice glicêmico potencializa os efeitos clínicos e metabólicos, refletindo em melhor qualidade de vida e maior adesão ao tratamento. Conclui-se que a combinação entre o inositol e uma dieta saudável representa uma estratégia terapêutica eficaz, segura e de baixo risco, configurando-se como uma alternativa promissora para o manejo global da SOP e para a promoção da saúde reprodutiva feminina.
Palavras-chave: Síndrome dos Ovários Policísticos. Inositol. Alimentação saudável. Equilíbrio hormonal. Resistência insulínica.
ABSTRACT
Polycystic Ovary Syndrome (PCOS) is a complex endocrine-metabolic condition that affects women of reproductive age, being associated with menstrual irregularities, insulin resistance, infertility, and hormonal imbalances. Considering the limitations of conventional treatments, such as oral contraceptives and metformin, this study aimed to evaluate the effectiveness of inositol combined with a healthy diet in the management of PCOS. This research was conducted as a narrative literature review based on the analysis of fifteen studies published between 2015 and 2025, selected from the PubMed, SciELO, and Google Scholar databases. The results showed that supplementation with myo-inositol and D-chiro-inositol, especially at the physiological ratio of 40:1, significantly improves insulin sensitivity, restores ovulatory function, reduces androgen levels, and contributes to menstrual regularity. Furthermore, the association with a balanced diet and low glycemic index foods enhances both metabolic and clinical outcomes, leading to better treatment adherence and improved quality of life. It is concluded that the combination of inositol supplementation and a healthy diet represents an effective, safe, and low-risk therapeutic strategy, emerging as a promising approach for the comprehensive management of PCOS and the promotion of women’s reproductive health.
Keywords: Polycystic Ovary Syndrome. Inositol. Healthy diet. Hormonal balance. Insulin resistance.
INTRODUÇÃO
A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) representa um dos distúrbios endócrinos mais comuns entre mulheres em idade reprodutiva, caracterizando-se por um conjunto heterogêneo de manifestações clínicas, hormonais e metabólicas. Entre os principais sintomas estão a irregularidade menstrual, a anovulação crônica, o hiperandrogenismo e alterações metabólicas como resistência à insulina e obesidade central.
Tais alterações impactam não apenas a fertilidade, mas também a saúde geral e a qualidade de vida das pacientes, tornando a SOP uma condição de relevância crescente tanto para a saúde pública quanto para a prática clínica. Embora os tratamentos convencionais, como o uso de anticoncepcionais hormonais combinados e medicamentos sensibilizantes à insulina, como a metformina, sejam utilizados, muitas vezes eles estão associados a efeitos colaterais indesejáveis ou não proporcionam resultados sustentáveis a longo prazo.
Sendo assim é importante investigar abordagens terapêuticas complementares que aliem eficácia clínica, segurança e viabilidade de adesão. O inositol, uma substância naturalmente presente no organismo e envolvida na sinalização celular e no metabolismo da glicose, tem se destacado como uma alternativa promissora no tratamento da SOP. Estudos apontam que sua associação a um plano alimentar equilibrado pode favorecer o controle dos níveis hormonais e metabólicos, contribuindo para a melhora dos sintomas clínicos da síndrome. No entanto, ainda são necessárias mais evidências que confirmem sua eficácia comparativa em relação às terapias convencionais.
1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é uma das alterações endócrinas mais comuns entre mulheres em idade reprodutiva, ela envolve alterações hormonais e metabólicas, caracterizando-se por ciclos menstruais irregulares, sinais de excesso de androgênios e presença de ovários com múltiplos folículos imaturos ao exame ultrassonográfico. Estima-se que sua prevalência esteja entre 6% e 15%, variando conforme os critérios diagnósticos utilizados (Tede et al., 2023).
A síndrome dos ovários policísticos (SOP) apresenta um espectro de manifestações que extrapola os aspectos ginecológicos, mulheres com SOP apresentam maior propensão a alterações metabólicas, como resistência à insulina, obesidade visceral, dislipidemias e diabetes tipo 2 (Tede et al., 2023).
A resistência à insulina, em especial, ocorre em até 70% das pacientes, mesmo naquelas com peso corporal adequado, e está relacionada ao aumento na produção de andrógenos e à disfunção ovulatória (Oliveira et al., 2015).
A obesidade abdominal, por sua vez, agrava o quadro hormonal e reduz a resposta ao tratamento, além de estar associada a marcadores inflamatórios crônicos de baixo grau, o que eleva o risco de doenças cardiovasculares, dislipidemias, especialmente elevações nos níveis de triglicerídeos e redução do HDL-colesterol, são comuns e contribuem para o desenvolvimento da síndrome metabólica (Faria et al., 2015).
Segundo Oliveira et al. (2015), a presença da síndrome dos ovários policísticos está associada a um risco elevado de intolerância à glicose e diabetes mellitus tipo 2, condição que pode se manifestar mesmo em mulheres jovens e não obesas. Esse risco é decorrente de alterações na sinalização da insulina e da hiperinsulinemia compensatória, fatores que contribuem também para a produção exacerbada de andrógenos pelos ovários.
As opções terapêuticas convencionais incluem o uso de anticoncepcionais hormonais combinados, com o objetivo de regular o ciclo menstrual e reduzir os sinais clínicos do hiperandrogenismo. Além disso, sensibilizadores da insulina, como a metformina, são utilizados para melhorar o perfil glicêmico e a resposta metabólica, No entanto, tais estratégias apresentam limitações relevantes (Teede et al., 2023).
Os anticoncepcionais, apesar de eficazes na regulação hormonal, não atuam sobre as causas metabólicas subjacentes da síndrome e podem estar associados a efeitos colaterais como cefaleias, náuseas, ganho de peso e risco aumentado de trombose venosa profunda (Azziz et al., 2016).
Já a metformina, embora beneficie a sensibilidade insulínica e reduza os níveis de insulina circulante, pode causar desconforto gastrointestinal, como diarreia, náuseas e dor abdominal, o que leva à descontinuação do uso em parte das pacientes (Morley et al., 2017).
Além disso, evidências mostram que a resposta ao tratamento com metformina varia de acordo com o fenótipo da SOP, sendo mais eficaz em mulheres com obesidade ou resistência insulínica comprovada, o que limita seu uso universal (Bednarska; Siejka, 2017).
Nos últimos anos, pesquisas passaram a investigar a suplementação de compostos bioativos como alternativa terapêutica, entre eles, destaca-se o inositol, uma substância relacionada ao complexo B, que participa de importantes mecanismos intracelulares, como a sinalização da insulina e das gonadotrofinas. Suas principais formas, o mio-inositol (MI) e o D-quiro-inositol (DCI), têm demonstrado bons resultados na restauração do ciclo ovulatório, na redução de marcadores androgênicos e na melhora da sensibilidade à insulina em mulheres com SOP (Unfer et al., 2021).
De acordo com Facchinetti et al., (2020) a combinação MI/DCI na proporção fisiológica de 40:1 oferece efeitos positivos sobre a função ovariana, a regularização do ciclo menstrual e a resposta metabólica. Além disso, a associação entre o uso de inositol e a adoção de uma alimentação saudável, rica em fibras, com baixo índice glicêmico e equilibrada em micronutrientes tem sido reconhecida como uma abordagem relevante na melhora do quadro clínico da SOP (Moran et al., 2019).
A literatura atual sugere que a dieta e o inositol atuam de forma complementar na abordagem da síndrome dos ovários policísticos. O inositol, especialmente nas formas mio-inositol (MI) e D-quiro-inositol (DCI), desempenha papel importante na mediação da ação da insulina e na modulação da atividade ovariana. O MI atua como segundo mensageiro do hormônio folículo-estimulante (FSH), promovendo maturação folicular, enquanto o DCI está relacionado à sensibilidade à insulina e à diminuição da atividade da enzima aromatase, reduzindo a produção de andrógenos (Unfer et al., 2021).
A suplementação combinada dessas duas formas, na proporção fisiológica de 40:1, mostrou-se eficaz na restauração da ovulação, na regulação do ciclo menstrual e na melhora dos perfis glicêmico e hormonal (Facchinetti et al., 2020).
Por sua vez, a alimentação saudável exerce papel fundamental na redução da resistência à insulina e na prevenção do acúmulo de gordura visceral, ambos fatores agravantes da SOP, dietas com baixo índice glicêmico, rica em fibras, antioxidantes e ácidos graxos monoinsaturados favorecem a redução da secreção de insulina e promovem equilíbrio no eixo hipotálamo-hipófise-ovário (Moran et al., 2019).
Além disso, a manutenção do peso corporal dentro de faixas adequadas melhora a função reprodutiva e reduz a inflamação crônica de baixo grau associada à SOP (Teede et al., 2023).
Estudos clínicos indicam que a associação entre dieta balanceada e uso de inositol potencializa os efeitos terapêuticos de cada intervenção isolada, segundo Genazzani et al. (2018), essa combinação contribui para a restauração da fertilidade e para a melhora dos sintomas metabólicos e hormonais. Essa abordagem é especialmente indicada para mulheres que apresentam intolerância ou contraindicações aos tratamentos farmacológicos tradicionais, como anticoncepcionais ou metformina, representando uma estratégia segura, acessível e baseada em evidências.
2 OBJETIVOS
2.1 Objetivo Geral
Analisar as evidências científicas sobre o uso do inositol associado a uma alimentação saudável no manejo clínico da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), considerando seus efeitos metabólicos, hormonais e na qualidade de vida das pacientes.
2.2 Objetivos específicos
- Investigar as principais alterações hormonais (andrógenos e insulina) e metabólicas (glicemia e resistência insulínica) descritas em estudos que abordam a suplementação de inositol associada à alimentação saudável em mulheres com SOP.
- Avaliar os efeitos relatados na literatura sobre parâmetros clínicos, como regularidade menstrual, retomada da ovulação espontânea e redução dos sinais de hiperandrogenismo, relacionados ao uso do inositol.
- Comparar, com base em estudos publicados, os resultados obtidos com a suplementação de inositol associada à dieta equilibrada e aqueles alcançados com terapias medicamentosas convencionais, como o uso de anticoncepcionais combinados e metformina.
3 METODOLOGIA
A presente pesquisa foi conduzida por meio de uma revisão narrativa da literatura, de abordagem qualitativa, descritiva e exploratória. A seleção do material foi baseada na análise de estudos científicos disponíveis na íntegra, localizados nas bases de dados PubMed, SciELO e Google Acadêmico.
O recorte temporal considerado incluiu publicações dos últimos dez anos, abrangendo o período de janeiro de 2015 a abril de 2025. A finalidade foi reunir e analisar evidências atualizadas e relevantes sobre a eficácia do inositol associado à alimentação saudável no tratamento da síndrome dos ovários policísticos (SOP), estabelecendo comparações com as terapias medicamentosas convencionais, como o uso de metformina e anticoncepcionais.
Para a busca dos estudos, foram utilizados descritores padronizados, baseados no vocabulário DeCS (Descritores em Ciências da Saúde), e seus equivalentes em inglês, a fim de garantir a amplitude e a precisão dos resultados. Os termos incluíram: “Síndrome dos Ovários Policísticos”, “Inositol”, “Alimentação saudável”, “Metformina”, “Anticoncepcional” e “Nutrição”, bem como suas versões em inglês: “Polycystic Ovary Syndrome”, “Inositol”, “Healthy Eating”, “Metformin”, “Oral Contraceptives” e “Nutrition”. Os descritores foram combinados por meio dos operadores booleanos “AND” e “OR”, de modo a refinar e otimizar o processo de localização dos artigos mais pertinentes ao tema proposto.
Foram incluídos na análise apenas estudos originais, disponíveis na íntegra, que abordassem o uso do inositol no tratamento da SOP, seja de forma isolada ou em associação com intervenções nutricionais. Os trabalhos selecionados deveriam ter como população-alvo mulheres em idade fértil, estar publicados em português, inglês ou espanhol, e se enquadrar no período de tempo previamente estabelecido. Excluíram-se os artigos que não tratavam diretamente da temática central do estudo, os que apresentavam delineamento metodológico inadequado, publicações duplicadas nas diferentes bases consultadas.
A análise dos dados foi realizada de forma descritiva e interpretativa, priorizando estudos com qualidade metodológica e relevância clínica. As informações foram organizadas com base nos objetivos da pesquisa, permitindo uma comparação entre os efeitos do uso do inositol associado à alimentação saudável e os tratamentos farmacológicos usuais.
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Os resultados deste trabalho foram obtidos a partir de uma revisão narrativa da literatura, a busca foi conduzida em três bases de dados: PubMed, SciELO e Google Acadêmico, utilizando descritores em português e inglês como “Síndrome dos Ovários Policísticos” “Polycystic Ovary Syndrome”, “Inositol”, “Alimentação saudável” “Healthy Eating”, “Metformina”, “Anticoncepcional”, “Nutrição” e “Nutrition”.
Inicialmente, foram identificados aproximadamente 120 artigos relacionados ao tema. Após a aplicação dos critérios de inclusão (estudos originais, disponíveis na íntegra, publicados em português, inglês ou espanhol, envolvendo mulheres em idade fértil) e critérios de exclusão (artigos duplicados, publicações que não abordavam diretamente a temática ou com delineamento metodológico inadequado), foram selecionados 15 estudos que apresentaram maior relevância científica e clínica para o objetivo desta pesquisa.
A análise foi realizada de forma qualitativa e interpretativa, priorizando estudos com consistência metodológica e aplicabilidade clínica. Para facilitar a compreensão e organização, os artigos selecionados estão apresentados a seguir em forma de tabela, contendo autor/ano, título traduzido para o português e principais resultados.



Fonte: Elaborado pelas autoras (2025).
4.1 SOP E AS LIMITAÇÕES DOS TRATAMENTO CONVENCIONAIS
A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) constitui-se como uma das endocrinopatias mais frequentes em mulheres em idade reprodutiva, caracterizando se pela heterogeneidade clínica e pela complexidade de seus mecanismos fisiopatológicos. Segundo Azziz et al. (2016), a SOP transcende o espectro ginecológico e representa uma condição de impacto metabólico e cardiovascular significativo, associada à resistência insulínica, obesidade central, dislipidemias e maior risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2. Essa diversidade de manifestações clínicas e metabólicas coloca desafios na escolha terapêutica, visto que os tratamentos convencionais apresentam limitações tanto em eficácia quanto em tolerabilidade.
A terapêutica da SOP baseia-se no uso de anticoncepcionais orais combinados, com o intuito de regularizar o ciclo menstrual e reduzir os sinais de hiperandrogenismo, como acne e hirsutismo. No entanto, esses medicamentos não atuam sobre as causas metabólicas subjacentes da síndrome, restringindo sua ação ao controle sintomático. Além disso, estudos relatam que os anticoncepcionais podem estar associados a efeitos adversos, incluindo cefaleia, náusea, ganho de peso e maior risco tromboembólico, o que dificulta a adesão ao tratamento em longo prazo (Azziz et al., 2016; Teede et al., 2023).
A metformina, outro recurso terapêutico utilizado, tem como principal objetivo melhorar a sensibilidade insulínica e reduzir os níveis séricos de insulina, colaborando indiretamente para a diminuição da produção de andrógenos. Morley et al. (2017) apontam que a resposta ao uso da metformina é heterogênea, sendo mais eficaz em mulheres com obesidade ou resistência insulínica comprovada. Ademais, seus efeitos colaterais gastrointestinais, como diarreia, náusea e dor abdominal, frequentemente levam à interrupção do tratamento. Essas limitações reduzem o alcance da metformina como estratégia universal, uma vez que não apresenta a mesma eficácia para todos os fenótipos da SOP.
Bednarska e Siejka (2017) reforçam que a variabilidade de resposta às terapias convencionais está diretamente relacionada à heterogeneidade da síndrome, o que explica por que determinadas pacientes apresentam melhora significativa, enquanto outras não experimentam resultados clínicos relevantes. Tal observação levanta a necessidade de se buscar terapias alternativas ou complementares, capazes de atuar nos mecanismos centrais da fisiopatologia da SOP, como a resistência insulínica e a disfunção ovariana.
No contexto metabólico, Faria, Silva e Costa (2015) e Oliveira et al. (2015) demonstram a importância da resistência insulínica e da obesidade visceral como fatores agravantes da síndrome, contribuindo para um ciclo vicioso de hiperinsulinemia, hiperandrogenismo e disfunção ovulatória. Essas alterações não são adequadamente enfrentadas pelos anticoncepcionais, e mesmo a metformina apresenta eficácia parcial, reforçando a necessidade de terapias mais abrangentes.
As diretrizes internacionais, reconhecem tais limitações e recomendam mudanças no estilo de vida como a primeira linha de manejo da SOP, incluindo a adoção de dieta equilibrada e prática regular de atividade física (Teede et al.,2023). Essas medidas, segundo Moran et al. (2019), apresentam impacto direto na redução da resistência insulínica e no controle de peso, oferecendo benefícios duradouros e sem os efeitos adversos associados a fármacos. No entanto, a adesão a longo prazo a tais intervenções continua sendo um desafio na prática clínica.
Diante dessa limitações dos tratamentos convencionais, desenvolveram-se estudo buscando alternativas terapêuticas seguras e complementares, como os inositóis. Facchinetti et al. (2020) analisaram o papel do mio-inositol (MI) e do D-quiro inositol (DCI) no manejo da SOP, a suplementação desses compostos, especialmente quando administrados na proporção fisiológica de 40:1, favorece a melhora da sensibilidade à insulina, a regularização do ciclo menstrual e a redução da hiperandrogenemia, representando uma alternativa com resultados consistentes e boa segurança clínica.
Genazzani et al. (2018) exploraram os efeitos específicos do uso combinado de MI e DCI, demonstrando que essa associação promove benefícios reprodutivos expressivos, incluindo a restauração da ovulação e a melhora da fertilidade em mulheres com SOP. Os resultados descritos por esse estudo reforçam que a terapia com inositóis não apenas atua sobre os aspectos metabólicos da síndrome, mas também sobre as funções reprodutivas, ampliando sua relevância clínica e diferenciando-se dos tratamentos tradicionais que, em geral, não alcançam esses efeitos de forma tão direta.
Já Unfer et al. (2021) contribuíram com uma análise da fisiologia dos inositóis e de sua aplicabilidade prática. Os autores explicaram que o MI atua como mediador do hormônio folículo-estimulante (FSH), promovendo a maturação folicular, enquanto o DCI está associado à modulação da ação da insulina e à diminuição da produção de andrógenos. Essa diferenciação funcional entre as duas formas explica por que a combinação na proporção 40:1 é considerada a mais eficaz, pois consegue abranger tanto as alterações metabólicas quanto as disfunções ovarianas típicas da síndrome.
4.2 A EFICÁCIA DO INOSITOL ASSOCIADO À ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL
O uso de terapias complementares no manejo da Síndrome dos Ovários Policísticos tem ganhado destaque nos últimos anos, sobretudo em função das limitações apresentadas pelos tratamentos convencionais. Nesse contexto, os inositóis, em especial o mio-inositol (MI) e o D-quiro-inositol (DCI), surgem como alternativas promissoras. Facchinetti et al. (2020) demonstram que a suplementação desses compostos, principalmente quando administrados na proporção fisiológica de 40:1, promove melhora significativa na sensibilidade à insulina e contribui para a restauração da ovulação espontânea.
Unfer et al. (2021), explicam os mecanismos fisiológicos envolvidos, que o MI atua como mediador da ação do hormônio folículo-estimulante (FSH), favorecendo a maturação folicular, enquanto o DCI atua na modulação da insulina, reduzindo a hiperandrogenemia.
Genazzani et al. (2018) abordam o papel terapêutico do mio-inositol (MI) e do D-quiro-inositol (DCI) na restauração do equilíbrio hormonal e metabólico em mulheres com SOP, os autores explicam que o MI atua como mediador da ação do hormônio folículo-estimulante (FSH), promovendo a maturação folicular e a ovulação espontânea, enquanto o DCI atua principalmente na sinalização da insulina, reduzindo a resistência periférica e a produção excessiva de andrógenos. Este estudo mostrou resultados clínicos promissores, com melhora significativa da fertilidade e da qualidade dos oócitos, o que demonstra o potencial dos inositóis como agentes reguladores do metabolismo reprodutivo.
Ciuła et al. (2025) realizaram uma revisão sistemática que consolidou evidências sobre os efeitos combinados de MI e DCI em diferentes populações de mulheres com SOP, eles demonstram que a suplementação na proporção fisiológica de 40:1 é a mais eficaz para restaurar o eixo metabólico-hormonal, equilibrando a sensibilidade à insulina e promovendo a regularidade menstrual. Além disso, a pesquisa revelou que o uso contínuo de inositóis favorece a redução do índice de massa corporal, a melhora do perfil lipídico e o aumento das taxas de gravidez espontânea, sem apresentar efeitos adversos significativos, isso demonstra o papel dos inositóis não apenas como suplementos nutricionais, mas como parte de uma estratégia terapêutica segura e de longo prazo.
Facchinetti et al. (2020) enfatizam que os inositóis devem ser compreendidos dentro de um contexto metabólico integrado, pois seu efeito é potencializado quando associado a uma alimentação equilibrada e a hábitos de vida saudáveis, o sucesso dessa intervenção depende do equilíbrio nutricional e do estado metabólico da paciente, mas vale destacar que dietas com baixo índice glicêmico, associadas à suplementação de inositóis, promovem uma sinergia positiva entre regulação hormonal e controle do peso corporal.
Unfer et al. (2021) detalham os aspectos fisiológicos que explicam essa ação conjunta, eles descrevem que o MI e o DCI atuam em vias metabólicas complementares, onde o MI melhora a resposta ovariana ao FSH e aumenta a captação de glicose nos tecidos periféricos, enquanto o DCI reduz a síntese de andrógenos nos ovários. Essa diferenciação funcional justifica a eficácia da suplementação combinada e apoia o uso da proporção 40:1 como a mais eficiente para restaurar a ovulação e reduzir a resistência insulínica.
Já Brückner (2025) explora a importância das abordagens dietéticas no manejo da SOP e argumenta que o papel do inositol não deve ser analisado isoladamente, o tratamento funcional deve priorizar alimentos com baixo índice glicêmico, ricos em fibras, vitaminas e minerais antioxidantes, capazes de modular a resposta inflamatória e melhorar a função insulínica. A associação desses princípios dietéticos à suplementação de inositóis mostrou resultados significativos na redução da resistência à insulina e na melhora da função reprodutiva, reforçando o caráter sinérgico dessa combinação.
Ghasemi et al. (2025) realizaram um estudo clínico comparativo entre a suplementação de inositóis associada à modificação do estilo de vida e o tratamento farmacológico com metformina em mulheres submetidas à reprodução assistida. Os resultados mostraram que o grupo que utilizou inositol combinado à dieta saudável apresentou eficácia semelhante à metformina quanto à melhora da fertilidade e do metabolismo, mas com menor incidência de efeitos colaterais. Essa constatação evidencia que o inositol pode substituir ou complementar o uso da metformina em determinados casos, apresentando perfil de segurança superior.
Yuan et al. (2025) ampliam essa discussão ao analisar o papel dos compostos naturais no manejo da SOP, incluindo o inositol, o resveratrol e a quercetina, esses compostos apresentam ações antioxidantes e anti-inflamatórias que favorecem o equilíbrio hormonal e metabólico, principalmente quando combinados com uma dieta equilibrada. O estudo demonstra que o manejo nutricional adequado potencializa os efeitos de suplementos como o inositol, evidenciando o papel integrativo da alimentação no tratamento da SOP.
No entanto, os benefícios dos inositóis parecem ser potencializados quando associados a uma alimentação saudável e à modificação do estilo de vida, Moran et al. (2019) demonstram que dietas com baixo índice glicêmico, ricas em fibras, antioxidantes e gorduras insaturadas, apresentam efeitos significativos na redução da resistência insulínica e na regulação do ciclo menstrual, funcionando como o primeiro passo no manejo clínico da SOP.
De maneira semelhante, Oliveira et al. (2015) identificaram que mulheres com SOP que adotaram um plano alimentar equilibrado, associado à perda de peso controlada, apresentaram melhora expressiva na sensibilidade à insulina e redução dos níveis de triglicerídeos, reforçando a importância do controle nutricional na modulação metabólica.
Brückner (2025) demonstrou que a associação entre a suplementação de inositóis e estratégias dietéticas específicas potencializa os resultados clínicos, atuando não apenas sobre a regulação hormonal, mas também sobre o controle do peso corporal, composição lipídica e função reprodutiva.
Já Yuan et al. (2025), defendem o papel integrador da nutrição no manejo da SOP, uma vez que compostos bioativos presentes em alimentos, como resveratrol e quercetina, podem agir sinergicamente com o inositol, reduzindo o estresse oxidativo e melhorando a função ovariana.
Além disso, Dharani e Suba (2024) ressaltam que intervenções nutricionais associadas à suplementação de inositóis contribuem para a redução dos marcadores inflamatórios e do estresse oxidativo, fatores ligados à resistência insulínica. Assim, observa-se que o sucesso terapêutico da suplementação de inositol está relacionado à qualidade da dieta e ao padrão alimentar da paciente, o que justifica o enfoque atual das diretrizes internacionais em um tratamento multifatorial, que una suplementação e reeducação alimentar.
Ghasemi et al. (2025) amplia essa discussão ao comparar o uso de inositol associado a mudanças no estilo de vida com a metformina em mulheres submetidas a tratamentos reprodutivos assistidos, eles concluíram que ambas as estratégias apresentaram eficácia semelhante na melhora da fertilidade, mas o grupo que utilizou inositol associado à dieta apresentou menor incidência de efeitos adversos, reforçando a segurança dessa intervenção.
4.3 RESULTADOS CLÍNICOS, METABÓLICOS E DE QUALIDADE DE VIDA
A literatura analisada demonstrou que o manejo da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) por meio da suplementação de inositóis, associada a uma alimentação saudável, resulta em benefícios significativos nos aspectos hormonais, metabólicos e clínicos, refletindo diretamente na qualidade de vida das pacientes. Essa abordagem terapêutica, além de apresentar resultados consistentes, é caracterizada por maior segurança e adesão, quando comparada às terapias farmacológicas tradicionais, como anticoncepcionais e metformina.
No que se refere aos resultados hormonais, Genazzani et al. (2018) foram pioneiros em demonstrar que a suplementação combinada de mio-inositol (MI) e D quiro-inositol (DCI), na proporção fisiológica de 40:1, é eficaz na restauração da função ovariana e no reequilíbrio hormonal. Os autores observaram que o MI atua na modulação do hormônio folículo-estimulante (FSH), estimulando a maturação folicular e promovendo a ovulação espontânea, enquanto o DCI atua na sinalização da insulina, reduzindo os níveis de andrógenos circulantes e melhorando a sensibilidade celular à insulina.
Unfer et al. (2021) detalham o entendimento fisiológico desses mecanismos, destacando que o MI e o DCI possuem ações sinérgicas, uma vez que o MI regula a atividade ovariana e o DCI promove o controle da produção androgênica. Ambos, portanto, agem em diferentes eixos hormonais, promovendo a regularização menstrual e a restauração da fertilidade.
Facchinetti et al. (2020), por sua vez, reforçaram o papel desses compostos ao demonstrar que sua administração contínua melhora a resposta endócrina sem provocar os efeitos adversos observados em terapias hormonais sintéticas, como ganho de peso e alterações hepáticas. Assim, o conjunto desses estudos evidencia que os inositóis atuam como moduladores fisiológicos do equilíbrio hormonal e reprodutivo, sendo uma alternativa natural e segura frente às terapias farmacológicas. Em relação aos efeitos metabólicos, Moran et al. (2019) demonstraram que mudanças no estilo de vida, aliadas à suplementação de inositóis, reduzem de forma expressiva a resistência insulínica, além de melhorarem os níveis de glicemia e triglicerídeos, além que manter o padrão alimentar, com baixo índice glicêmico e alto teor de fibras, potencializa a ação do inositol e melhora a resposta metabólica global. Brückner (2025) ampliou essa análise ao comprovar que a associação entre inositol e uma dieta equilibrada gera impacto positivo não apenas nos parâmetros glicêmicos, mas também na composição corporal e no perfil lipídico, reduzindo a adiposidade central, característica marcante das mulheres com SOP.
Dharani e Suba (2024) apontaram que a combinação entre inositol e controle dietético reduz marcadores inflamatórios e estresse oxidativo, fatores que perpetuam a resistência à insulina e agravam o quadro clínico da síndrome. Além disso, Oliveira et al. (2015) observaram que mesmo em adolescentes, a adoção de hábitos alimentares saudáveis melhora significativamente a resistência insulínica e o metabolismo da glicose, o que reforça a importância de intervenções nutricionais precoces. Em conjunto, esses estudos convergem ao indicar que a dieta exerce papel potencializador sobre a ação metabólica dos inositóis, demonstrando que a abordagem combinada é mais eficaz do que o tratamento isolado.
No contexto clínico, Ghasemi et al. (2025) realizaram um estudo comparativo entre o uso de inositóis associados à dieta equilibrada e o tratamento com metformina em mulheres com SOP submetidas à reprodução assistida. Os resultados mostraram que ambos os tratamentos apresentaram eficácia semelhante quanto à melhora da ovulação e da fertilidade, mas o grupo que recebeu inositol combinada com alimentação saudável obteve melhor tolerância e menos efeitos adversos, demonstrando assim a superioridade clínica e a melhor adesão da terapia combinada.
Teede et al. (2023) complementam essa perspectiva ao afirmar que as diretrizes internacionais recomendam a adoção de mudanças no estilo de vida como primeira linha de tratamento para a SOP, destacando que estratégias integradas, como suplementação e reeducação alimentar proporcionam benefícios duradouros e sustentáveis.
Por outro lado, Yuan et al. (2025) debatem a perspectiva dos compostos bioativos naturais, como resveratrol e quercetina, que, aliados ao inositol, potencializam a redução do estresse oxidativo e a restauração do equilíbrio hormonal. Esses compostos agem em sinergia com os inositóis, contribuindo para a modulação de processos inflamatórios e a melhora da função reprodutiva.
6 CONCLUSÃO
A presente pesquisa teve como objetivo avaliar a eficácia do inositol associado à alimentação saudável no tratamento da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), analisando seus efeitos sobre os aspectos hormonais, metabólicos e clínicos. A partir da revisão de estudos recentes, foi possível concluir que a utilização dessa combinação terapêutica apresenta resultados positivos e consistentes, contribuindo de forma significativa para a melhora da saúde e da qualidade de vida das mulheres acometidas pela síndrome.
Os resultados alcançados evidenciam que o uso do inositol favorece o equilíbrio hormonal, auxilia na regularização do ciclo menstrual e na restauração da ovulação espontânea, além de reduzir a resistência insulínica e melhorar parâmetros metabólicos importantes. A adoção de uma alimentação equilibrada, com baixo índice glicêmico e rica em fibras, mostrou-se essencial para potencializar esses efeitos, reforçando o papel da nutrição como parte integrante e indispensável no manejo clínico da SOP.
Dessa forma, o estudo permite afirmar que a associação entre o inositol e uma alimentação saudável constitui uma alternativa terapêutica segura, eficaz e de boa adesão, que atua de maneira integrada sobre os principais desequilíbrios causados pela síndrome. Essa abordagem oferece uma opção promissora frente às terapias convencionais, podendo contribuir para o desenvolvimento de estratégias de cuidado mais abrangentes e centradas no equilíbrio metabólico, hormonal e no bem-estar global da mulher.
REFERÊNCIAS
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