PROTOTIPAGEM DE APLICATIVO DE IDENTIFICAÇÃO DE CORES E OBJETOS PARA ACESSIBILIDADE CROMÁTICA EM AMBIENTES DIGITAIS

PROTOTYPE OF A COLOR AND OBJECT IDENTIFICATION APP FOR CHROMATIC ACESSIBILITY IN DIGITAL ENVIRONMENTS

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ar10202511131039


Lavínnia Luize Canossa Radaeli¹
Orientador: João Henrique Gião Borges²
Coorientador: André Luiz Da Silva³


Resumo: O trabalho apresenta o desenvolvimento do aplicativo HexaVision, voltado à acessibilidade cromática para pessoas com daltonismo e acromatopsia. Inicialmente concebido como uma ferramenta de correção visual por meio de filtros digitais, o projeto foi reformulado após constatar limitações na eficácia dessas abordagens. A nova proposta foca na identificação de cores e objetos em tempo real, utilizando a câmera do dispositivo Android. Ao tocar na tela, o usuário recebe informações visuais, sonoras e táteis sobre a cor e o objeto detectado, promovendo autonomia sem tentar modificar a percepção visual. O sistema emprega tecnologias como CameraX, TensorFlow Lite, Jetpack Compose e Text-to-Speech, garantindo compatibilidade com as APIs de acessibilidade do Android. O projeto reforça o papel da tecnologia como ferramenta de inclusão digital e respeito à diversidade. 

Palavras-chave: Acessibilidade, Daltonismo, Aplicativo Android, Tecnologia, Inclusão Digital.

Abstract: This work presents the development of HexaVision, an Android application designed to enhance chromatic accessibility for individuals with color blindness and achromatopsia. Initially conceived as a digital filter-based correction tool, the project was restructured after identifying limitations in the effectiveness of such approaches. The new solution focuses on real-time color and object identification using the device’s camera. By tapping the screen, users receive visual, auditory, and tactile feedback about the detected color and object, promoting autonomy without attempting to alter visual perception. The system integrates technologies such as CameraX, TensorFlow Lite, Jetpack Compose, and Text-to-Speech, ensuring compatibility with Android accessibility APIs. The project highlights technology’s role in fostering digital inclusion and respecting diversity.

Key-Words: Accessibility, Color Blindness, Android App, Technology, Digital Inclusion.

1 INTRODUÇÃO

A acessibilidade nas interfaces digitais tem se tornado um tema de destaque, especialmente em um mundo cada vez mais dependente da tecnologia para atividades cotidianas. As plataformas digitais desempenham um papel central na inclusão social, mas ainda apresentam desafios significativos para usuários com deficiências visuais, como pessoas com daltonismo. Essa condição afeta a percepção de cores e pode limitar a autonomia desses indivíduos ao interagir com interfaces digitais, evidenciando a necessidade de soluções tecnológicas mais inclusivas e eficazes.

Daltonismo, ou discromatopsia, é uma condição que altera a percepção de cores devido a mudanças nas células cones, localizadas na retina e responsáveis por detectar os tons de vermelho, verde e azul. Pode ser hereditário, associado ao cromossomo X, ou surgir por fatores externos, como doenças neurológicas ou traumas oculares. Existem três variantes principais: protanopia (vermelho), deuteranopia (verde) e tritanopia (azul/amarelo). Todas essas variantes podem impactar negativamente tarefas cotidianas, como interpretar sinalizações viárias ou identificar elementos visuais em interfaces digitais. O reconhecimento de cores também desempenha papel fundamental no desenvolvimento cognitivo infantil, influenciando linguagem, escrita e percepção emocional (ZAVARIZZI, 2024).

Figura 1 – Estrutura do olho humano destacando as camadas celulares da retina.

Fonte: Google, acesso em 2025.

Inicialmente, este projeto teve como objetivo desenvolver um filtro universal para correção cromática em ambientes digitais, utilizando técnicas de conversão de elementos e aplicação de filtros SVG sobre conteúdos capturados via Canvas. A proposta está ilustrada na Figura 2, que representa o fluxo de captura, aplicação e exibição dos filtros.

Figura 2 – Representação da proposta inicial do projeto, voltada à aplicação de filtros cromáticos. A abordagem foi posteriormente substituída por uma solução mais eficaz e inclusiva.

Fonte: Elaborado pela autora, 2025.

Durante os testes, constatou-se que a eficácia dos filtros digitais variava amplamente entre usuários, mesmo dentro de um mesmo tipo de daltonismo. Enquanto alguns apresentavam perda total de percepção de determinadas cores, outros tinham apenas redução parcial — o que tornava qualquer correção digital inconsistente e, em alguns casos, confusa. Outrora, filtros digitais não alteram a luz real, como os óculos ópticos (ex.: EnChroma), que manipulam fisicamente a luz antes de atingir a retina (ENCHROMA, 2025).

Figura 3 – Óculos da marca EnChroma sediada em Berkeley, Califórnia.  

Fonte: Google, acesso em 2025.

Além das barreiras funcionais, pesquisas médicas apontam que a ausência de adaptações visuais adequadas pode influenciar negativamente aspectos cognitivos e emocionais, especialmente em populações pediátricas e idosas. Gazolla de Macedo et al. (2008) destacam que déficits visuais podem reduzir a interação social e a qualidade de vida, além de impactar o equilíbrio e a independência funcional. Santos e Silva (2021) reforçam que a reabilitação cognitiva pode ser essencial para minimizar esses efeitos, promovendo maior autonomia.

Indivíduos com daltonismo frequentemente enfrentam dificuldades em interfaces digitais devido à falta de ferramentas adaptativas adequadas. Problemas como confusão de cores em gráficos e mapas ou dificuldade em identificar botões interativos limitam sua experiência e autonomia. A relevância do tema permanece vinculada à necessidade de tornar a tecnologia mais acessível a todos, especialmente frente à escassez de recursos voltados para indivíduos com discromatopsia. O novo escopo do projeto — focado em identificação e acessibilidade — representa uma evolução conceitual, que prioriza a clareza, a inclusão e a usabilidade em ambientes digitais.

Diante dessas limitações, o projeto foi reformulado para focar em uma solução mais prática e universal: o desenvolvimento de um aplicativo Android acessível, que permite ao usuário identificar objetos e cores em tempo real por meio da câmera do dispositivo. Ao tocar em qualquer ponto da imagem, o sistema informa o nome do objeto e a cor correspondente, incluindo o código hexadecimal. Essa abordagem promove autonomia sem tentar corrigir a percepção visual, respeitando as particularidades de cada usuário.

Para viabilizar essa proposta, o aplicativo utiliza tecnologias modernas como CameraX para captura de imagem, TensorFlow Lite para detecção de objetos, e ImageProxy para leitura de pixels. A conversão de cor é realizada por meio de algoritmos que transformam valores RGB em hexadecimal e nomeando a cor, com suporte visual, sonoro (Text-to-Speech) e tátil (vibração), garantindo uma experiência acessível e responsiva. A interface é construída com Jetpack Compose, assegurando compatibilidade com as APIs de acessibilidade do Android e promovendo inclusão digital.

2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

A acessibilidade digital tem se consolidado como um aspecto essencial no desenvolvimento de interfaces tecnológicas, garantindo que pessoas com diferentes necessidades possam interagir de maneira eficiente e inclusiva. No contexto da percepção visual, o daltonismo — ou discromatopsia — é uma condição que afeta a distinção de cores, podendo comprometer a experiência de navegação, leitura e interpretação de conteúdos gráficos.

Nesta seção, contextualiza-se o daltonismo, suas implicações e as soluções tecnológicas voltadas à acessibilidade, destacando ferramentas assistivas, normas internacionais e inovações práticas que fundamentam o desenvolvimento de um aplicativo inclusivo para identificação de cores e objetos em ambientes digitais.

2.1 Acessibilidade Digital

A acessibilidade digital visa garantir que interfaces tecnológicas sejam projetadas para atender às necessidades de todos os usuários, incluindo aqueles com deficiências visuais. Conforme o World Wide Web Consortium (W3C), a inclusão de recursos como contraste elevado, alternativas textuais e suporte a tecnologias assistivas é essencial para promover equidade e reduzir barreiras.

As Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo Web (WCAG), formalizadas pela norma ISO/IEC 40500:2012, orientam o desenvolvimento de interfaces acessíveis, destacando a importância de considerar condições como o daltonismo durante o planejamento de soluções digitais. Tais práticas não apenas beneficiam usuários com deficiência, mas também aprimoram a usabilidade geral dos sistemas.

2.2 Daltonismo: Impactos e Necessidades

O daltonismo é uma condição que afeta os cones da retina responsáveis pela percepção de cores. Segundo Silva e Andrade (2020), cerca de 8% dos homens e 1% das mulheres apresentam algum tipo de daltonismo, enfrentando desafios diários relacionados à interpretação de sinalizações visuais, mapas e interfaces digitais.

Embora existam ferramentas que simulam a visão daltônica ou tentem corrigir a percepção cromática por meio de filtros digitais, estudos demonstram que essas abordagens têm eficácia limitada. A percepção de cor varia significativamente entre indivíduos, e os filtros digitais não alteram a luz real — diferentemente de soluções ópticas como os óculos EnChroma, que manipulam fisicamente a luz antes de atingir a retina (ENCHROMA, 2025).

Figura 4 – Representação visual das cores e suas respectivas frequências dentro do espectro visível da luz, conforme o padrão visual: normal, protanopia, deuteranopia e tritanopia.   

Fonte: Google, acesso em 2025.

Diante dessas limitações, a proposta de identificar e descrever cores por meio de um aplicativo acessível se mostra mais viável e universal. Ao informar o nome da cor e seu código hexadecimal, o sistema promove autonomia sem tentar modificar a percepção visual, respeitando as particularidades de cada usuário.

2.3 Tecnologias Assistivas e Inclusão Digital

As tecnologias assistivas desempenham papel fundamental na inclusão de pessoas com deficiência em ambientes digitais. Como destaca Bersch (2021), ferramentas como leitores de tela, adaptadores táteis e sistemas de voz ampliam a autonomia dos usuários e tornam as interfaces mais acessíveis. 

No contexto do daltonismo e da acromatopsia, soluções que informam a cor de objetos por meio de texto, áudio e vibração são eficazes e relativamente simples de implementar. Conforme o relatório da Organização Mundial da Saúde (WHO, 2022), a aplicação de tecnologias assistivas é essencial para assegurar o acesso equitativo a plataformas digitais, eliminando barreiras visuais, auditivas e cognitivas.

2.4 Requisitos do Sistema

O presente projeto propõe o desenvolvimento de um aplicativo Android voltado à acessibilidade cromática, com foco em pessoas com daltonismo e acromatopsia. O sistema deverá ser compatível com dispositivos Android que possuam câmeras funcionais (frontal e traseira) e capacidade de armazenamento interno. Entre os requisitos funcionais, destacam-se:

  • Captura de imagem com CameraX: Alternância entre lentes e controle de flash.
  • Interação por toque: Identificação da cor do ponto tocado na imagem.
  • Extração de cor: Conversão de valores RGB para hexadecimal e nome acessível.
  • Exibição visual: Sobreposição de cartão com nome do objeto e cor.
  • Feedback sonoro (TTS): Leitura em voz alta da cor e do objeto identificado.
  • Feedback tátil (vibração): Confirmação da ação por toque.
  • Armazenamento interno: Limite de até 100 imagens com marcações.
  • Remoção de marcações: Toque direto sobre o texto para excluir.
  • Compatibilidade com TalkBack: Suporte às APIs de acessibilidade do Android.

2.5 Ferramentas Utilizadas

 Para o desenvolvimento do aplicativo, foram selecionadas ferramentas e bibliotecas que possibilitam a implementação de funcionalidades específicas voltadas à acessibilidade cromática. A seguir, são descritas as principais tecnologias utilizadas:

  • Android Studio:  Ambiente de desenvolvimento oficial.
  • Kotlin: Linguagem recomendada para desenvolvimento Android.
  • CameraX: Captura e preview da câmera.
  • TensorFlow Lite: Detecção de objetos em tempo real.
  • ImageProxy: Leitura de pixels para extração de cor.
  • Jetpack Compose: Interface responsiva e acessível.
  • Text-to-Speech (TTS): Leitura sonora das cores.
  • VibrationEffect: Feedback tátil.
  • Color API: Conversão RGB → Hex → nome da cor.
  • Room Database / SharedPreferences: Armazenamento interno.
  • PermissionsDispatcher + AndroidX Activity: Gerenciamento de permissões.
  • ExifInterface: Registro de metadados da imagem.

2.6 Funcionamento do Protótipo

O protótipo, denominado HexaVision, foi desenvolvido com foco em acessibilidade, praticidade e compatibilidade com dispositivos móveis. A interface é intuitiva e inclusiva, permitindo que o usuário interaja com a imagem capturada de forma direta. O funcionamento ocorre da seguinte forma:

  • Captura de imagem: A câmera é ativada com suporte à alternância de lentes e flash.
  • Toque na tela: O sistema identifica a coordenada tocada e extrai o valor RGB do pixel.
  • Conversão de cor: O valor é transformado em hexadecimal e realiza a nomeação acessível da cor.
  • Exibição visual: Um cartão sobreposto mostra o nome do objeto e da cor.
  • Leitura por voz: O TTS anuncia o resultado.
  • Vibração: Confirmação tátil da ação.
  • Armazenamento: A imagem com marcações é salva no dispositivo.
  • Remoção de marcações: O usuário pode excluir textos e setas com um toque.
  • Compatibilidade com TalkBack: O sistema é adaptado para usuários com deficiência visual.

3 DESENVOLVIMENTO 

A trajetória deste projeto começou com uma inquietação pessoal: como criar uma tecnologia que fosse, acima de tudo, humanitária? Após meses de planejamento e ideias iniciais voltadas à simulação de daltonismo, surgiu a proposta de uma interface digital acessível para pessoas com deficiência cromática. A pesquisa aprofundada sobre percepção visual, acessibilidade digital e os desafios enfrentados por indivíduos com daltonismo — incluindo protanopia, deuteranopia, tritanopia e acromatopsia — revelou limitações importantes nas abordagens tradicionais.

Inicialmente, o projeto consistia em um site que aplicava filtros cromáticos em tempo real, utilizando tecnologias como HTML, CSS, JavaScript, SVG e a API Canvas. A ideia era permitir que o usuário simulasse diferentes tipos de visão daltônica e ajustasse as cores da interface conforme suas necessidades. Essa etapa foi essencial para consolidar a base teórica e compreender os desafios técnicos da manipulação gráfica. No entanto, com o avanço dos testes, constatou-se que a solução web, embora funcional, não atendia plenamente aos critérios de acessibilidade e praticidade desejados.

A principal limitação estava na tentativa de corrigir a percepção cromática por meio de filtros digitais. A percepção de cor varia significativamente entre indivíduos com daltonismo, e os filtros simulados não alteram a luz real — diferentemente de soluções ópticas, como os óculos EnChroma, que manipulam fisicamente a luz antes de atingir a retina. Diante disso, optou-se por reformular completamente o escopo do projeto, migrando para o desenvolvimento de um aplicativo Android com foco em identificação de cores e objetos, e não em correção visual.

Essa mudança foi motivada por diversos fatores: a ampla utilização de dispositivos móveis, a possibilidade de acesso offline, a integração com recursos nativos do sistema operacional e, principalmente, a facilidade de uso para o público-alvo. A proposta passou a ser oferecer uma ferramenta que identifica objetos e informa suas cores em tempo real, por meio de uma interface intuitiva, acessível e interativa.

O novo protótipo, denominado HexaVision, utiliza a câmera do dispositivo para capturar imagens do ambiente. Ao tocar em qualquer ponto da tela, o sistema mapeia a coordenada do toque, extrai o valor RGB do pixel correspondente e converte-o em nome de cor e código hexadecimal. Se o toque ocorrer dentro de uma área reconhecida por um modelo de detecção de objetos (via TensorFlow Lite), o aplicativo também informa o nome do objeto identificado. Essa funcionalidade foi pensada especialmente para pessoas com acromatopsia, que não conseguem distinguir cores visualmente, mas podem se orientar por marcações visuais, textuais e sonoras.

O aplicativo oferece feedback acessível em três formas:

  • Visual: Cartão sobreposto com nome do objeto, cor e código hexadecimal.
  • Sonoro: Leitura em voz alta do resultado por meio de Text-to-Speech (TTS).
  • Tátil: Vibração curta para confirmar a ação.

Durante o processo de desenvolvimento, diversos desafios técnicos foram enfrentados. A integração entre CameraX e TensorFlow Lite exigiu uma abordagem precisa para garantir a inferência de objetos em tempo real, sem comprometer o desempenho. A lógica de mapeamento de toque e leitura de pixels foi implementada com ImageProxy, e a renderização dos elementos visuais (setas e textos) exigiu ajustes com Canvas e Paint para manter a fluidez da interface. Além disso, o sistema de armazenamento interno foi refinado para controlar o limite de imagens salvas e permitir exclusões manuais.

A transição do site para o aplicativo não foi apenas uma mudança de plataforma, mas uma evolução conceitual. O projeto deixou de tentar corrigir a percepção visual e passou a oferecer uma solução prática e informativa, respeitando as particularidades de cada usuário. Hoje, o HexaVision representa uma ferramenta acessível, funcional e sensível às necessidades reais de pessoas com deficiência visual.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O desenvolvimento do aplicativo HexaVision foi concluído com êxito, cumprindo os objetivos propostos de promover acessibilidade cromática por meio da identificação de cores e objetos em tempo real. A solução se mostrou funcional, prática e sensível às necessidades de pessoas com daltonismo e acromatopsia, oferecendo feedback visual, sonoro e tátil, e respeitando as particularidades de cada usuário.

Durante os testes, o sistema demonstrou boa precisão na detecção de cores e objetos, além de compatibilidade com diferentes dispositivos Android. A integração entre CameraX, TensorFlow Lite e os recursos de acessibilidade do Android permitiu uma experiência fluida e inclusiva, validando a proposta inicial do projeto.

Figura 5 – Imagem do protótipo inicial do aplicativo em funcionamento.  

Fonte: Elaborado pela autora, agosto 2025.

Figura 6 – Imagem do protótipo final do aplicativo em funcionamento. 

Fonte: Elaborado pela autora, outubro 2025.

Como sugestão de melhoria futura, destaca-se a reformulação da interface visual do aplicativo, com foco em um design mais moderno, atrativo e adaptado às preferências do público-alvo. A inclusão de temas personalizáveis, ícones intuitivos e animações suaves pode ampliar ainda mais a usabilidade e o engajamento dos usuários.

O projeto representa uma contribuição significativa para a inclusão digital, reforçando o papel da tecnologia como ferramenta de autonomia e respeito à diversidade. A experiência adquirida ao longo da pesquisa e implementação reforça o compromisso com soluções acessíveis e humanizadas.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BERSCH, Rita. Tecnologia assistiva e inclusão digital. 2. ed. rev., atual. e ampl. Porto Alegre: Editora Inclusão e Tecnologia, 2021. Acesso em: 21 mar. 2025.

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¹Graduando do Curso de Sistemas de Informação Lavínnia Luize Canossa Radaeli da Universidade de Araraquara- UNIARA. Araraquara-SP. E-mail: llcradaeli@uniara.edu.br 
²Orientador: Docente do Curso de Sistemas de Informação João Henrique Gião Borges da Universidade de Araraquara- UNIARA. Araraquara-SP. E-mail: jhgborges@uniara.edu.br 
³Coorientador: Docente do Curso de Sistemas de Informação André Luiz Da Silva da Universidade de Araraquara- UNIARA. Araraquara-SP.  E-mail: alsilva@uniara.edu.br