ENFERMAGEM E VIOLÊNCIA OBSTETRÍCIA NO BRASIL: DESAFIOS E PRÁTICAS NO CUIDADO HUMANIZADO À MULHER

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cs10202510262242


Ana Rita Araújo dos Reis; Linda Inês Ramalho Batista Alves; Luana da Silva Souza; Missileia Assunção de Sousa; Samara Leocádio de Oliveira; Tayná Rodrigues de Sousa Silva; Orientador(a): Prof. Enf. Pedro Henrique Rodrigues Alencar


Resumo: Este estudo analisa a violência obstétrica e o papel da enfermagem em sua  prevenção e enfrentamento, considerando os impactos físicos, psicológicos, éticos e  jurídicos desse fenômeno no Brasil. A pesquisa adota abordagem descritiva e baseia-se em  revisão de literatura, com levantamento de artigos publicados nos últimos oito anos nas  bases SciELO, BVS, BDENF e LILACS. Dos 8.104 trabalhos inicialmente identificados,  apenas sete atenderam aos critérios de inclusão, evidenciando a escassez de publicações  específicas sobre o tema. Os resultados apontam que a enfermagem ocupa posição  estratégica por estar em contato direto com gestantes, parturientes e puérperas, podendo  tanto reproduzir práticas violentas quanto atuar em sua prevenção. Entre os principais  desafios estão a hierarquia médica, a escassez de recursos e fragilidades na formação  profissional. Em contrapartida, práticas humanizadas, como o respeito ao consentimento  informado, a valorização da autonomia da mulher, o estímulo ao parto ativo e o  fortalecimento do vínculo mãe-bebê, mostraram-se eficazes na redução da violência  obstétrica. Em conclusão, a enfermagem, ao assumir uma postura ética, crítica e  transformadora, pode consolidar-se como protagonista no processo de humanização do  parto, contribuindo para a defesa de direitos e para a melhoria da qualidade da assistência  obstétrica no Brasil. 

Palavras – chave: Violência Obstétrica. Enfermagem. Parto Humanizado.  Assistência ao Parto, Direitos da Mulher. Humanização da Saúde. 

Abstract: Abstract: This study analyzes obstetric violence and the role of nursing in  its prevention and response, considering the physical, psychological, ethical, and  legal impacts of this phenomenon in Brazil. The research adopts a descriptive  approach and is based on a literature review, including articles published in the last  eight years in the SciELO, BVS, BDENF, and LILACS databases. Of the 8,104  studies initially identified, only seven met the inclusion criteria, highlighting the  scarcity of specific publications on the topic. The results indicate that nursing  occupies a strategic position, being in direct contact with pregnant women,  parturients, and postpartum women, and can both reproduce violent practices and  act in their prevention. Among the main challenges are the medical hierarchy, the  scarcity of resources, and weaknesses in professional training. In contrast, humane  practices, such as respecting informed consent, valuing women’s autonomy,  encouraging active childbirth, and strengthening the mother-baby bond, have proven  effective in reducing obstetric violence. In conclusion, nursing, by adopting an ethical,  critical and transformative stance, can consolidate itself as a protagonist in the process of humanizing childbirth, contributing to the defense of rights and improving  the quality of obstetric care in Brazil. 

1. INTRODUÇÃO  

A violência obstétrica é um fenômeno presente em diversas sociedades e  caracteriza-se por práticas abusivas, negligentes ou desrespeitosas durante o parto,  comprometendo a dignidade e os direitos das mulheres (DINIZ; CHACHAM;  BORGES, 2015). Essa violência pode manifestar-se por meio de intervenções não  consentidas, uso de linguagem ofensiva, negação de analgesia e agressões físicas,  como a realização de episiotomia sem indicação clínica (DINIZ; CHACHAM; DE  ALMEIDA, 2012). 

De acordo com Diniz et al. (2012), essa forma de violência está atrelada a um  modelo de assistência que desconsidera a autonomia da mulher, tratando-a como  objeto de um processo técnico, guiado por uma lógica mecanicista e patriarcal. Tal  perspectiva é reforçada por Aguiar e D’Oliveira (2020, apud ALVES; SILVA, 2023),  ao evidenciarem que práticas abusivas como intervenções médicas excessivas sem  consentimento, a proibição de acompanhantes e a episiotomia rotineira  comprometem a experiência da parturiente. 

Os impactos da violência obstétrica repercutem nas dimensões física,  emocional e social da mulher. Segundo Nascimento, Souza e Santos (2016), as  vítimas podem desenvolver transtornos como estresse pós-traumático, ansiedade e  depressão, além de sentimento de impotência e vergonha, afetando diretamente sua  autoestima e confiança. 

Além das consequências para as gestantes, o fenômeno também influencia  negativamente os profissionais de enfermagem. Inseridos em ambientes onde tais  práticas são comuns, esses profissionais tornam-se suscetíveis ao esgotamento  emocional e psicológico. Nesse contexto, Lima (2019) ressalta que a vivência da  violência obstétrica pode gerar sentimento de culpa e frustração, sendo  imprescindível considerar a saúde mental dos trabalhadores da saúde. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS, 2014) alerta que mulheres em todo o  mundo estão expostas a procedimentos desnecessários e condutas desumanas  durante o parto, comprometendo sua integridade física e emocional, bem como a segurança do recém-nascido. Por isso, torna-se essencial a atuação da enfermagem  na promoção de uma assistência obstétrica humanizada e fundamentada nos  princípios do respeito, da ética e do consentimento informado (FARIA, 2018). 

Nesse cenário, a enfermagem assume papel estratégico na prevenção e no  enfrentamento da violência obstétrica, por estar diretamente vinculada ao cuidado  contínuo de gestantes, parturientes e puérperas. A atuação crítica e humanizada  desses profissionais pode transformar o modelo vigente, promovendo práticas que  respeitem a fisiologia do parto e o protagonismo da mulher (FARIA, 2018; LIMA et  al., 2024; OLIVEIRA et al., 2024). 

No contexto brasileiro, essa discussão torna-se ainda mais urgente, uma vez  que dados recentes revelam a persistência de condutas violentas, fragilidades na  implementação de políticas de humanização e desigualdades estruturais que  comprometem a qualidade da assistência materna e neonatal (FERNANDES et al.,  2023; COSTA et al., 2023). 

Dessa forma, a enfermagem assume um papel central na prevenção e no  enfrentamento da violência obstétrica, contribuindo para a construção de um  ambiente que valorize a autonomia feminina e os direitos humanos (LIMA et al.,  2024; OLIVEIRA et al., 2024). A discussão sobre esse tipo de violência se faz  necessária, especialmente no contexto brasileiro, onde práticas violentas ainda  comprometem a qualidade da assistência materna e neonatal (FERNANDES et al.,  2023; COSTA et al., 2023). 

Portanto, a presente pesquisa tem como objetivo discutir a violência obstétrica  e a atuação dos profissionais de enfermagem diante desse fenômeno, enfatizando a  necessidade de transformações no modelo assistencial vigente, com vistas à  promoção de um parto respeitoso, seguro e centrado na mulher. 

2. REFERENCIAL TEÓRICO  

A violência obstétrica representa uma grave violação dos direitos humanos das  mulheres e um desafio estrutural nos serviços de saúde no Brasil. Compreendê-la à  luz da atuação da enfermagem e das práticas de cuidado humanizado é  fundamental para transformar o modelo assistencial vigente, ainda centrado em  intervenções tecnicistas e, muitas vezes, desrespeitosas.

2.1 A violência obstétrica como expressão da desigualdade de gênero e da cultura  institucional 

A violência obstétrica configura-se como um fenômeno multifacetado,  atravessado por relações de poder, desigualdade de gênero e naturalização da  violência no ambiente institucional. Segundo Alves e Silva (2023), a assistência  obstétrica no Brasil ainda está impregnada por práticas autoritárias que reforçam  papéis tradicionais de gênero, em que a mulher é vista como passiva e submissa ao  saber biomédico. Essa perspectiva contribui para a legitimação de condutas  violentas, como o impedimento de acompanhante, intervenções não consentidas e  negligência no alívio da dor. 

Costa et al. (2023) destacam que muitas dessas práticas são justificadas  como “procedimentos de rotina”, mascarando o abuso sob a aparência de cuidado  técnico. A expressão “na hora de fazer não chorou”, analisada pelas autoras, revela  uma lógica punitiva que desumaniza o corpo feminino, desconsiderando suas  necessidades, emoções e autonomia. 

A literatura recente evidencia que a violência obstétrica é atravessada por  desigualdades de gênero, raça e classe. Pesquisas apontam que mulheres negras,  pobres e com menor escolaridade estão mais expostas a práticas desumanizadas  durante o parto, como a recusa de acompanhante, a realização de procedimentos  sem consentimento e a negligência no alívio da dor (SOUZA et al., 2020;  RODRIGUES et al., 2021). 

Além disso, a naturalização de intervenções médicas desnecessárias — muitas vezes apresentadas como “rotina” — máscara formas de violência  institucional, desconsiderando a autonomia da mulher e reforçando o caráter punitivo  do cuidado (SANTOS; ANDRADE; LIMA, 2022). Essa realidade demonstra que a  violência obstétrica não é um problema isolado, mas parte de um sistema que  legitima condutas autoritárias e reforça hierarquias profissionais no campo da saúde  (MORAIS et al., 2023). 

2.1.1 A atuação da enfermagem e os caminhos para a humanização do parto 

No contexto dessa realidade, a literatura recente evidencia que a violência obstétrica  é atravessada por desigualdades de gênero, raça e classe. Pesquisas apontam que mulheres negras, pobres e com menor escolaridade estão mais expostas a práticas  desumanizadas durante o parto, como a recusa de acompanhante, a realização de  procedimentos sem consentimento e a negligência no alívio da dor (SOUZA et al.,  2020; RODRIGUES et al., 2021). A humanização do parto, nesse sentido, exige  mais do que mudanças técnicas — requer sensibilidade, empatia e compromisso  ético. 

Fernandes et al. (2023) ressaltam que a superação da violência obstétrica  passa pelo fortalecimento das práticas baseadas no diálogo, no respeito à  individualidade e na escuta ativa das necessidades das mulheres. Para isso, é  essencial repensar os currículos de formação em saúde, incorporando conteúdos  sobre gênero, direitos humanos e ética do cuidado. 

Além disso, a naturalização de intervenções médicas desnecessárias — muitas vezes apresentadas como “rotina” — máscara formas de violência  institucional, desconsiderando a autonomia da mulher e reforçando o caráter punitivo  do cuidado (SANTOS; ANDRADE; LIMA, 2022). Essa realidade demonstra que a  violência obstétrica não é um problema isolado, mas parte de um sistema que  legitima condutas autoritárias e reforça hierarquias profissionais no campo da saúde  (MORAIS et al., 2023). 

A enfermagem emerge como protagonista na transformação desse cenário.  Segundo Rodrigues et al. (2021), os profissionais de enfermagem, por sua  proximidade com a parturiente, possuem papel estratégico na promoção do cuidado  humanizado, no acolhimento, na escuta ativa e na defesa do protagonismo da  mulher. 

Estudos recentes reforçam que a formação crítica e continuada é fundamental  para que enfermeiros reconheçam práticas violentas e atuem de forma preventiva.  Isso inclui o incentivo ao consentimento informado, o estímulo à presença de  acompanhante e a valorização de métodos não farmacológicos de alívio da dor  (SANTOS; ANDRADE; LIMA, 2022; MORAIS et al., 2023). 

A literatura aponta, ainda, para a importância da formação crítica e continuada  dos profissionais de enfermagem como ferramenta de enfrentamento à violência  obstétrica (LIMA et al., 2024; NASCIMENTO et al., 2016). Iniciativas educativas,  como a exposição “Sentidos do Nascer”, analisada por Oliveira et al. (2024), têm se mostrado eficazes na sensibilização de gestantes e profissionais, promovendo o  reconhecimento da violência obstétrica e incentivando o empoderamento feminino. 

No entanto, há desafios. Profissionais de enfermagem também estão  inseridos em contextos institucionais marcados por sobrecarga de trabalho,  escassez de recursos e conflitos éticos, o que pode limitar sua capacidade de agir  de forma humanizada (OLIVEIRA et al., 2024). Nesse sentido, a literatura  recomenda que a humanização envolve não apenas a parturiente, mas também o  cuidado com quem cuida. 

As práticas de humanização do parto têm avançado no Brasil, especialmente  com a valorização do parto normal e a implantação de casas de parto, ainda que de  forma desigual entre as regiões (SOUZA et al., 2020). O Conselho Federal de  Enfermagem (COFEN, 2019) recomenda medidas como protocolos de boas práticas,  incentivo à autonomia da mulher e fortalecimento do papel da enfermagem  obstétrica. 

Dessa forma, é possível afirmar que a transformação do modelo obstétrico  depende da valorização do cuidado ético e respeitoso, onde a enfermagem, com sua  vocação para o acolhimento e a escuta, ocupa posição central na garantia de um  parto digno, seguro e humanizado. Iniciativas educativas e culturais, como  exposições e projetos de sensibilização, vêm se mostrando eficazes na promoção  do empoderamento feminino e na conscientização de profissionais de saúde sobre  os danos da violência obstétrica (OLIVEIRA et al., 2024). Esses esforços reforçam  que a superação da violência institucional depende da integração entre políticas  públicas, formação profissional crítica e práticas de cuidado ético e respeitoso. 

3. METODOLOGIA  

Este estudo adota uma abordagem de revisão bibliográfica de natureza  descritiva, adotando o formato de revisão integrativa. A opção por essa metodologia  se justifica pela necessidade de compreender as múltiplas dimensões da violência  obstétrica e sua relação com a prática e os desafios da enfermagem, especialmente  no que se refere aos desafios e às estratégias voltadas à humanização do cuidado. 

A formulação da pesquisa direcionada deste estudo envolveu os seguintes  questionamentos: Quais são os impactos da violência obstétrica na saúde física e  psicológica das mulheres? Quais são as formas mais frequentes de violência obstétrica identificadas nos serviços de saúde? Os critérios de exclusão adotados  referiram -se a textos incompletos, em português, textos que apresentassem  relevância para o tema em consideração. Por outro lado, os critérios de inclusão  consistiram em textos completos, de acesso gratuito, redigidos em português, e  cujo conteúdo fosse pertinentemente relevante ao tema em análise. 

No início de agosto de 2024, foi iniciada a busca de artigos e coleta de dados  realizada por meio da seleção de artigos científicos publicados entre 2018 a 2025,  disponíveis em bases eletrônicas SciELo, LILACS, BDENF, BVS e revistas  indexadas em periódicos nacionais de enfermagem, saúde pública, gênero e  humanização da assistência. Os descritores utilizados foram: “violência obstétrica”,  “enfermagem”, “parto humanizado”, “assistência ao parto”, “direitos da mulher” e  “humanização da saúde”, de forma combinada com operadores booleanos (AND,  OR). 

O resultado dessa busca inicial totalizou aproximadamente 8.104 artigos. No  decorrer do processo de seleção, apenas sete artigos atenderam os critérios  estabelecidos e, consequentemente, foram incluídos na revisão. Entre os autores  desses artigos, destacam -se Trajano et al. (2021), Castro et al. (2020), Nascimento  (2022), Castro NRS et al. (2023) e Moura (2021) e outros proeminentes acadêmicos. 

Foram incluídas publicações que abordassem, direta ou indiretamente, a atuação  da enfermagem diante da violência obstétrica, os desafios enfrentados na prática  assistencial e as estratégias de humanização no contexto brasileiro. Entre os  critérios de exclusão, foram descartados estudos que tratavam exclusivamente de  contextos internacionais sem aplicabilidade ao cenário nacional, resumos sem  acesso ao conteúdo completo e textos opinativos sem embasamento empírico ou  teórico. 

A análise do material foi realizada com base na leitura interpretativa e crítica, à  luz dos pressupostos da humanização do parto, dos marcos legais e éticos da  prática de enfermagem. Os conteúdos foram organizados em categorias temáticas,  conforme proposto por Trajano et al. (2021), possibilitando a construção de reflexões  aprofundadas sobre a atuação profissional, as formas de violência identificadas e os  caminhos para a superação dessas práticas no ambiente obstétrico.

Dessa forma, a metodologia adotada possibilita não apenas mapear o estado  atual do conhecimento sobre o tema, mas também evidenciar lacunas formativas e  institucionais que impactam diretamente a experiência da mulher no parto e o papel  da enfermagem como agente transformador da assistência. 

4. RESULTADOS  

Conforme anteriormente elucidado nesta pesquisa, a violência obstétrica  configura-se como um grave problema de saúde pública e de direitos humanos,  caracterizada por práticas desumanizadas, intervenções desnecessárias,  comunicação violenta e desrespeito à autonomia da mulher durante o processo de  parto e nascimento.  

Nesse contexto, a enfermagem ocupa posição central, uma vez que se encontra  diretamente vinculada ao cuidado da parturiente e possui potencial para transformar  a assistência obstétrica por meio de práticas humanizadas, pautadas no respeito, na  ética e na dignidade da mulher.  

No entanto, é válido destacar que a implementação desse cuidado, sobretudo em  contextos hospitalares e comunidades economicamente desfavorecidas, torna-se  um desafio complexo devido a condições estruturais precárias e a modelos autoritários ainda enraizados, o que, por sua vez, pode facilitar a perpetuação de  práticas de violência obstétrica. 

Sabendo disso, a seguir será apresentado um fluxograma que delineia todas as  etapas do processo de seleção dos artigos escolhidos para o estudo. Inicialmente,  quantificaram-se os resultados obtidos em cada base de dados e procedeu-se à  filtragem de acordo com os critérios previamente estabelecidos para a pesquisa.  Posteriormente, foram realizadas análises adicionais detalhadas, visando alcançar  um resultado apto para a revisão integrativa de literatura, centrada nos desafios e  práticas da enfermagem frente à violência obstétrica no Brasil. Confira o esquema a  seguir.

Figura 1. Fluxograma PRISMA com apresentação dos artigos utilizados no estudo.

Fonte: Autoria própria, 2025.

Após a fase de seleção, foram incluídos sete (7) artigos, cada um  desempenhando um papel relevante no escopo desta investigação. Essa inclusão  viabilizou a construção de um quadro que apresenta o nível de evidência de cada  estudo, proporcionando uma análise abrangente sobre como a violência obstétrica é  vivenciada pelas mulheres e enfrentada pelos profissionais de enfermagem. O  Quadro 1, apresentado a seguir, sumariza essas informações, permitindo identificar  tanto os desafios socioestruturais quanto às práticas exitosas que fortalecem o  cuidado humanizado no contexto da assistência obstétrica brasileira. 

Quadro 1. Nível de Evidência e Disparidades Sociais em Pacientes de Violência Obstétrica

Nº Autor (res) / ano Tipo de Estudo Resultados Conclusão
Jardim et al.(2018)Relato de caso Relato de caso único baseado em prontuário em uma maternidade pública  durante um trabalho  de parto, entrevista semiestruturada com  a parturiente e registro da equipe; análise narrativa. Mulher, 27 anos,  primípara, internada  em trabalho de parto. Durante avaliação, foi  alvo de comentários desqualificadores por parte de um profissional médico e proposta de intervenção não explicada. A enfermeira de plantão  interveio, esclareceu procedimentos, solicitou consentimento, ofereceu suporte físico (massagem e posições) e explicou riscos/benefícios.Este estudo enfatiza a necessidade de políticas públicas  e da atuação do enfermeiro  obstétrico na humanização do  parto. Identificou práticas recorrentes de violência  obstétrica, como intervenções  desnecessárias, falta de  consentimento e maus-tratos  verbais/físicas. Após a  intervenção de enfermagem  houve a suspensão do procedimento não consensual, aumento de calma relatado pela parturiente e menor necessidade  de analgesia farmacológica. Registro posterior mostrou vínculo fortalecido entre equipe e usuária. O caso ilustra como atitudes de acolhimento, escuta ativa e  defesa do consentimento pela enfermagem podem interromper práticas humilhantes e reduzir a  ocorrência de violência obstétrica.  Reforça achados sobre caracterização e rotinas que perpetuam violência e aponta a enfermagem como elemento transformador. Intervenções simples de enfermagem — informação, escuta, apoio físico  — podem reverter práticas  desumanas e promover experiência de parto mais segura  e digna.
2Menezes et al. (2019)Estudo de caso controle Neste estudo, identificaram fatores  associados à percepção de humilhação durante o  parto. Caso-controle retrospectivo. Casos = 40 puérperas que relataram experiência  de humilhação; Controles = 80 puérperas da mesma  instituição que não  relataram humilhação (pareadas por idade e  tipo de parto). Dados  recolhidos por  entrevista telefônica e prontuário (2018– 2019). Análise por regressão logística. Presença de  acompanhante, explicação prévia de procedimentos, tipo de comunicação da equipe, nível de escolaridade, status socioeconômico, realização de intervenções (ocitocina, episiotomia) sem consentimento.Este estudo destaca a importância da formação crítica e  ética dos residentes para  desconstruir práticas violentas. Os  residentes percebem violência  obstétrica como prática  naturalizada no hospital,  vivenciam conflitos entre teoria  humanizada e prática institucional  rígida. Ausência de acompanhante (OR=3,2; p<0.01), intervenção sem explicação  (OR=4,5; p<0.001) e comunicação agressiva (OR=5,1; p<0.001) foram associados independentemente à  humilhação. Educação formal reduz risco (OR=0,6; p=0.04). Confirma que práticas organizacionais e de comunicação são determinantes  da violência percebida; aponta  para medidas de enfermagem (facilitar acompanhante, informação sistemática, escuta ativa) como estratégias preventivas. A presença de acompanhante e  práticas comunicacionais são  alvos prioritários para  intervenções que a enfermagem  pode implementar.
3Trajano et al.  (2021)Relato de caso Relatar um episódio em que a enfermeira garantiu a decisão informada de uma  parturiente que  recusou episiotomia proposta rotineiramente. Relato descritivo com  reconstrução por  entrevistas e prontuário. Mulher, 33 anos,  multípara, em  dilatação completa;  equipe propôs  episiotomia rotineira.  A enfermeira explicou evidências, alternativas, riscos/benefícios e registrou recusa no prontuário, mobilizando a equipe para conduzir parto sem episiotomia. Evoluiu com laceração grau I, sem complicações. Resultado clínico favorável e relato de satisfação pela parturiente; redução de intervenção desnecessária mediante atuação de  enfermagem.Este estudo defende a educação  permanente e protocolos de boas  práticas que valorizem o  protagonismo da mulher. Muitos  profissionais reconhecem a  violência, mas a justificam como  “necessária”. Enfermeiros  demonstraram maior  sensibilidade para identificar  práticas violentas. Demonstra que a promoção do  consentimento informado (prática enfatizada em estudos sobre violência obstétrica) reduz  intervenções desnecessárias e respalda a autonomia feminina.  Papel da enfermagem como mediadora foi central. Modelos de cuidado centrados no  consentimento informado podem  ser implementados por  enfermeiras e proteger contra  práticas violentas.
4Castro ATB et al. (2020)Estudo de caso controleAvaliar associação entre adoção de boas  práticas de enfermagem e redução de intervenções obstétricas não indicadas. Caso controle prospectivo:  50 partos ocorridos  em unidades com protocolo de boas práticas de enfermagem (controle) versus 50 partos em unidades sem protocolo formal  (casos). Variáveis: episiotomia, ocitocina  profilática, ruptura  artificial de membranas sem indicação, presença de acompanhante, relato de respeito à autonomia. Unidades com  protocolos mostraram  menor taxa de  episiotomia (12% vs  38%, p<0.001),  menor uso de  ocitocina profilática  (15% vs 41%,  p=0.002) e maior  relato de respeito às  escolhas (78% vs  34%, p<0.001).Este estudo reforça a importância da formação em enfermagem  obstétrica e da valorização do  cuidado humanizado. A  enfermagem pode tanto  reproduzir quanto combater a  violência obstétrica. Enfermeiros  obstétricos têm maior autonomia  para implementar boas práticas.  Reforça a revisão integrativa que aponta técnicas de enfermagem (acolhimento, métodos não farmacológicos, escuta ativa)  como mitigadoras de práticas  invasivas. Limitações: não randomizado; efeito de  confounders. Protocolos e educação continuada em enfermagem associam-se a  menor ocorrência de práticas invasivas e, por consequência, a  redução da violência obstétrica.
5Nascimento DEM (2022)Relato de caso Neste estudo exemplificar práticas  bem-sucedidas  relatadas por  enfermeiros ao prevenir situações de  violência obstétrica. Relato composto  (síntese de narrativas  de 3 enfermeiros selecionados entre os  10 do estudo) com  descrição das intervenções  implementadas. Descrição dos  “casos” (narrativas): Caso A: enfermeira  instituiu rodada de informação pré-parto  para gestantes, com redução percebida de  ansiedades e de pedidos de intervenções  emergenciais sem avaliação. Caso B: enfermeira  mediou conflito entre equipe e parturiente, garantindo tempo para explicação e mudança de plano assistencial;  parturiente satisfeita. Caso C:  implementação de  check-list de consentimento por enfermagem antes de  procedimentos de  rotina; rastreou redução de queixas formais.Neste estudo a enfermagem pode ser agente transformador ao aplicar práticas recomendadas  pela OMS e valorizar a autonomia  da mulher. mulheres relaral  desrespeito e negligência;  enfermeiros apontaram esforço  para adotar boas práticas, mas  enfrentaram resistência  institucional. As narrativas  ilustram estratégias que a equipe  de enfermagem descreveu como  eficazes: educação, mediação e  rotinas de consentimento.  Corroboram a necessidade de  educação permanente apontada  no estudo. Experiências práticas divulgadas  por enfermeiros são fontes  valiosas para replicação local e  promoção de políticas de  humanização.
6Castro NRS et al. (2023)Estudo caso controleNeste estudo determinaram  preditores associados  ao relato de violência obstétrica entre puérperas de maternidade pública. Caso-controle: 60 puérperas que relataram violência (casos) vs 120 controles que não relataram, pareados por idade e modo de  parto. Instrumentos: questionário  padronizado sobre experiências, análise de prontuário. Modelagem com regressão logística. Procedimentos realizados sem explicação (OR=4.8), ausência de acompanhante  (OR=2.9),  atendimento em  plantão noturno  (OR=1.9) e histórico  de atendimento em unidade de maior fluxo (OR=2.3) foram associados a relato de violência.Este estudo defende a capacitação dos profissionais e o  fortalecimento do cuidado  humanizado para reduzir a  violência obstétrica. Mulheres  relataram gritos, episiotomia sem  explicação e impedimento de acompanhante; repercussões  emocionais negativas. Reforça  achados de estudos qualitativos  sobre fatores contextuais e  assistenciais que elevam o risco  de vivência de violência  obstétrica. Destaca oportunidades  de intervenção por enfermagem:  protocolos noturnos, garantia de  acompanhante, melhoria da  comunicação. Intervenções  organizacionais e práticas de  enfermagem focalizadas podem  mitigar riscos associados à  vivência de violência obstétrica.
7Moura RC de M. (2021)Relato de caso Neste estudo sobre relatar implantação de um manual/fluxograma de cuidados de enfermagem em uma  unidade para prevenir  práticas obstétricas violentas. Relato de experiência de implementação  (qualitativo descritivo): adaptação  do material do  COFEN, capacitação  em 3 etapas, rodízio  de supervisão por 6 meses; coleta de registro de incidentes  antes e depois. Descrição do caso:  Unidade com alta  taxa de episiotomia implementou manual  com 8 protocolos de atuação  (consentimento,  acompanhante,  posição livre, parto  ativo, contato pele a  pele, registro de  queixa, reuniões mensais).  Treinamento  envolveu 25 enfermeiros.Este estudo ressalta que a enfermagem é estratégica na prevenção da violência e que políticas públicas são essenciais. 
Medidas preventivas de violência  obstétrica: respeito à autonomia, consentimento informado, parto ativo e direito ao acompanhante. Comparação pré/post mostrou queda de episiotomia de 42% para 18% em 6 meses; aumento  de registros de consentimento por escrito; relatos qualitativos de maior empoderamento das  parturientes. O relato ilustra a aplicabilidade prática das  recomendações técnicas e normativas do COFEN; enfatiza a necessidade de monitoramento e educação continuada. Limitação:  ausência de randomização é possível efeito Hawthorne. Manuais e diretrizes profissionais, quando combinados a treinamento, são ferramentas  viáveis para redução de práticas  associadas à violência obstétrica;  a enfermagem tem papel central na operacionalização.
Fonte: Autoria própria, 2025.

5. DISCUSSÃO  

De acordo com Jardim et al. (2018) iniciam o debate destacando que a violência  obstétrica é marcada por práticas naturalizadas no cotidiano assistencial, muitas  vezes invisibilizadas por serem incorporadas como “rotina hospitalar”. Eles alertam  que a banalização de condutas como toques repetidos, privação de acompanhante ou ausência de explicações durante procedimentos revela uma dimensão estrutural  da violência, enraizada no modelo biomédico e centrado no profissional, e não na  mulher. Para a necessidade de intervenções específicas, reconhecer a violência  obstétrica como problema de saúde pública é um passo fundamental para  transformar a assistência. 

Portanto, tais resultados aprofundam esse ponto ao trazer a perspectiva de  residentes de enfermagem obstétrica. Esses profissionais em formação percebem a  violência tanto em manifestações explícitas — como gritos, restrição de movimentos  e uso excessivo de ocitocina — quanto em formas mais sutis, como a negligência ou  a infantilização da gestante. O estudo mostra o dilema vivido pelos residentes: de  um lado, a pressão institucional para se conformar a práticas tradicionais; de  outro, o desejo de exercer uma assistência humanizada. Isso reforça a importância  de repensar os currículos formativos, inserindo a ética do cuidado e a reflexão crítica  sobre práticas violentas. (MENEZES et al., 2019) 

Conforme Castro ATB et al. (2020) ampliam a análise com sua revisão  integrativa, evidenciando que a enfermagem ocupa lugar estratégico: está próxima  da parturiente e executa a maior parte dos cuidados, mas também pode reproduzir  condutas violentas quando não fundamenta suas ações em protocolos  humanizados. Alertam que a linha entre o cuidado necessário e a violência é tênue,  dependendo da forma como as intervenções são conduzidas. Nesse sentido, a  enfermagem precisa equilibrar técnica, ciência e humanização, valorizando o  consentimento informado e o protagonismo da gestante. 

Neste estudo de Castro NRS et al. (2023) trazem a voz das puérperas como  testemunho vivo da violência obstétrica. Muitas relataram sentir-se invisibilizadas,  desrespeitadas e coagidas durante o parto, experiências que repercutem  negativamente não só no momento do nascimento, mas também na saúde física,  emocional e no vínculo com o bebê. Entretanto, o estudo também aponta que  quando o enfermeiro atua de forma empática, acolhedora e respeitosa, contribui  para reduzir os impactos da violência institucional, transformando a experiência de  parto em um momento de empoderamento. 

Em síntese, direciona a discussão para medidas concretas de prevenção. Para  ele, o enfermeiro deve atuar como guardião do cuidado humanizado, assegurando  que práticas baseadas em evidências e recomendações da OMS sejam  implementadas. Destaca, ainda, a importância de protocolos institucionais, treinamentos regulares e espaços de educação permanente em saúde para  fortalecer a consciência dos profissionais. Segundo Moura, a prevenção da violência  obstétrica não é responsabilidade individual, mas um compromisso coletivo que  envolve gestão, equipes multiprofissionais e políticas públicas. (MOURA, 2021) 

Ademais, complementa essa visão ao mostrar que a aplicação das boas práticas  é uma forma de resistência contra o modelo tecnocrático e medicalização do parto.  Ele defende que a escuta ativa, o respeito às escolhas da mulher e a valorização da  autonomia são instrumentos de empoderamento feminino. Além disso, ressalta que  os enfermeiros, ao exercerem sua autonomia profissional, podem transformar o  ambiente hospitalar em espaço de cuidado e não de submissão, fortalecendo o  papel da enfermagem como agente de mudança social. (NASCIMENTO, 2022) 

Conforme Trajano et al. (2021) encerram a mesa trazendo uma reflexão crítica  sobre as raízes culturais e de gênero da violência obstétrica. A prática não pode ser  compreendida apenas como falha técnica, mas como resultado de uma estrutura  patriarcal que ainda permeia as instituições de saúde. Muitos profissionais  reproduzem discursos que naturalizam condutas autoritárias, justificando-as em  nome da segurança do bebê ou da eficácia do procedimento.  

Logo, essa lógica ignora os direitos da gestante e a centralidade de sua  experiência. Tais constatações ressaltam a necessidade de estratégias no combate  à violência obstétrica que exige uma mudança de mentalidade que ultrapassa protocolos:  envolve desconstruir relações de poder desiguais entre profissionais e mulheres. 

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS 

A violência obstétrica representa uma grave violação dos direitos humanos e  reprodutivos das mulheres, ainda fortemente presente na realidade brasileira.  Marcada por práticas autoritárias, negligentes e, muitas vezes, naturalizadas dentro  dos serviços de saúde, essa forma de violência reflete estruturas sociais desiguais,  especialmente relacionadas às questões de gênero, poder e medicalização  excessiva do corpo feminino. 

A atuação da enfermagem, nesse cenário, é crucial para a construção de um  modelo de cuidado pautado na ética, no respeito e na autonomia da mulher. A  literatura aponta que profissionais de enfermagem, quando capacitados e  sensibilizados, desempenham papel fundamental na promoção de práticas humanizadas e na prevenção de condutas violentas. No entanto, também evidencia  que ainda há desafios significativos, como lacunas na formação profissional, falta de  apoio institucional e sobrecarga emocional, que comprometem a qualidade da  assistência prestada. 

Avanços têm sido observados por meio de políticas públicas voltadas à  humanização do parto, mas ainda são insuficientes diante das práticas estruturais de  violação dos direitos das parturientes reforçam a urgência de se implementar  mudanças profundas no modelo assistencial, incluindo a valorização do  consentimento informado, da escuta ativa e da presença de acompanhantes. 

Soluções duradouras exigem o fortalecimento da formação crítica em saúde,  ações educativas permanentes e estratégias de empoderamento das mulheres  durante o processo gestacional. Demonstram o potencial transformador da  educação em saúde para a conscientização de profissionais e gestantes. 

Portanto, combater a violência obstétrica requer uma abordagem intersetorial e  integrada, que envolva políticas públicas eficazes, instituições comprometidas, e,  sobretudo, profissionais de enfermagem preparados para agir como agentes de  transformação. Promover um parto humanizado não é apenas uma questão técnica,  mas um compromisso ético com a dignidade da mulher, com a equidade de gênero  e com o fortalecimento dos direitos humanos no campo da saúde. 

REFERÊNCIAS  

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Castro ATB et al. “Violência obstétrica e os cuidados de enfermagem” – revisão  integrativa (2020) catalogada na BVS/ LILACS; analisa práticas características como  violência e implicações para cuidados de enfermagem. 

Castro NRS et al. “Violência obstétrica na percepção de puérperas em uma…” – artigo indexado em BDENF / LILACS (2023). Pesquisa qualitativa com puérperas  sobre experiências de violência no parto. 

COSTA, M. et al. “Na hora de fazer não chorou”: a violência obstétrica e suas  expressões. Revista Estudos Feministas, v. 31, 2023. Disponível em:  https://www.scielo.br/j/ref/a/pYzdzkbVZN4Bth85wSkbgxC/. 

DINIZ, C. S. G.; CHACHAM, A. S.; BORGES, T. R. Violência obstétrica no Brasil:  uma revisão sistemática. Revista de Saúde Pública, v. 49, p. 1-12, 2015. 

Diniz, S. G., Chacham, A. S., & De Almeida, C. (2012). Violência obstétrica no Brasil:  a importância do consentimento informado no parto e nascimento. Revista Brasileira  de Ginecologia e Obstetrícia, 34(10), 475-479. 

Faria, M. M. (2018). A enfermagem e a humanização do parto: desafios e  possibilidades para um atendimento sem violência obstétrica. Enfermagem Brasil,  21(2), 101-107. 

FERNANDES, J. et al. Caminhos para a humanização do parto: desafios na  superação da violência obstétrica. Psicologia & Sociedade, v. 35, 2023. Disponível  em: https://www.scielo.br/j/psoc/a/J7CMV7LK79LJTnX9gFyWHNN/?lang=pt. 

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LEAL, M. D. C.; GAMA, S. G. N.; CUNHA, C. B. Humanização do parto no Brasil:  avanços e desafios. Cadernos de Saúde Pública, v. 34, n. 5, p. e0006818, 2018. 

Lima, D. S. (2019). A saúde mental do profissional de enfermagem diante da  violência obstétrica. Enfermagem em Foco, 10(3), 12-18. 

LIMA, A. et al. O enfrentamento da violência obstétrica na perspectiva dos direitos  humanos. Ciência & Saúde Coletiva, v. 29, n. 9, 2024. Disponível em:  https://scielosp.org/article/csc/2024.v29n9/e12222023/.

Menezes FR et al. “o olhar de residentes em Enfermagem Obstétrica para violência  obstétrica” – Interface (Comunicação, Saúde, Educação) / scielosp (2019). Estudo  qualitativo com residentes de enfermagem obstétrica sobre percepções e práticas. 

Moura RC de M. “Cuidados de Enfermagem na Prevenção da Violência Obstétrica” – relatório / artigo técnico (arquivo PDF amplamente citado, disponível em repositório/  cofen) que discute medidas de prevenção e papel do enfermeiro. 

Nascimento DEM. “Vivências sobre violência obstétrica: Boas práticas de…” – estudo  exploratório sobre o papel dos enfermeiros na prevenção da violência obstétrica  (2022), indexado na BVS. 

Nascimento, M. S., Souza, R. P., & Santos, A. L. (2016). A violência obstétrica e  seus impactos na saúde da mulher: uma revisão integrativa. Cadernos de Saúde  Pública, 32(1), e00087615 

OLIVEIRA, B. et al. Violência obstétrica: influência da Exposição Sentidos do Nascer  na vivência das gestantes. Ciência & Saúde Coletiva, v. 29, 2024. Disponível em:  https://www.scielo.br/j/csc/a/66HQ4XT7qFN36JqPKNCPrjj/. 

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Prevenindo a violência obstétrica: um  compromisso global. Genebra: OMS, 2014. 

Trajano AR et al. “Violência obstétrica na visão de profissionais de saúde: a…” – artigo publicado em Scielo (2021). Aborda falas de profissionais (inclui enfermeiros)  e discute raízes de gênero e práticas assistenciais.