FAST-TRACK SURGERY: UMA REVISÃO DA LITERATURA ACERCA DA RECUPERAÇÃO PÓS-OPERATÓRIA EM GRANDES CIRURGIAS

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202510171220


Sarah Gabriela Lira Nocko¹
Thalita Silva Maciel Pereira¹
André Luís Prudêncio dos Santos¹


RESUMO 

O Fast-Track Surgery ou Enhanced Recovery After Surgery (ERAS), também denominado de “cirurgia com recuperação acelerada”, revolucionou o cuidado Perioperatório em grandes cirurgias ao introduzir protocolos multimodais que visam reduzir o estresse cirúrgico, acelerar a recuperação funcional e diminuir complicações pós-operatória. O presente estudo busca apresentar evidências científicas sobre a aplicação do fast-track em grandes cirurgias, destacando seus benefícios clínicos, econômicos e desafios na implementação. Trata-se de uma revisão retrospectiva da literatura utilizando as bases de dados PubMed, ScienceDirect e Cochrane Library por meio dos descritores em português e inglês, priorizando publicações entre o período de  2014 e 2025. A partir desse estudo foi possível observar que a implementação dos protocolos ERAS reduziu em 2 a 4 dias o tempo de internação hospitalar, além disso diminuiu a taxa de complicações em 20 a 40% bem como favoreceu a  recuperação funcional precoce corroborando com a redução de custos de 15 a 25%, sem aumento de reinternações ou mortalidade. Em suma, o fast-track surgery representa um avanço na prática cirúrgica contemporânea, sendo eficaz e seguro em diversas especialidades cirúrgicas, sua implementação demanda adesão multiprofissional e adaptação às realidades locais visando otimizar a recuperação pós-operatória  e evitar complicações cirúrgicas.  

Palavras-chave: Fast-track surgery, ERAS,  cirurgia de grande porte, recuperação pós-operatória. 

INTRODUÇÃO 

Nas últimas décadas, os avanços na medicina perioperatória têm transformado a abordagem do cuidado cirúrgico, especialmente no contexto de grandes procedimentos1,2. Entre essas inovações, destaca-se o conceito de “fast-track surgery” ou “cirurgia de recuperação acelerada”, também conhecido como ERAS (Enhanced Recovery After Surgery). Essa estratégia multidisciplinar visa reduzir o estresse fisiológico do ato cirúrgico, otimizar a recuperação funcional do paciente e, consequentemente, encurtar o tempo de hospitalização e diminuir complicações pós-operatórias3,4. A proposta rompe com paradigmas tradicionais do cuidado perioperatório  como jejum prolongado, mobilização tardia e restrição alimentar pós-operatória ao introduzir protocolos baseados em evidências que favorecem a rápida retomada das funções fisiológicas5

O conceito de fast-track foi inicialmente descrito por Henrik Kehlet, na década de 1990, como uma resposta às elevadas taxas de morbidade associadas ao estresse cirúrgico em cirurgias de grande porte, incluindo procedimentos colorretais e ortopédicos6,7. A compreensão de que a resposta inflamatória e metabólica à agressão cirúrgica é um dos principais fatores limitantes da recuperação levou ao desenvolvimento de estratégias voltadas à sua atenuação. Essas estratégias incluem intervenções pré, intra e pós-operatórias, envolvendo não apenas o cirurgião, mas também anestesiologistas, enfermeiros, fisioterapeutas e nutricionistas, reforçando o caráter multidisciplinar e protocolizado do fast-track8,9

Nas grandes cirurgias, como as do trato gastrointestinal, cardiovascular e ortopédicas, a implementação do fast-track apresenta benefícios particularmente relevantes. O trauma cirúrgico nessas intervenções desencadeia uma cascata de respostas neuroendócrinas, incluindo liberação de catecolaminas e citocinas inflamatórias, resistência à insulina e catabolismo proteico, que contribuem para complicações como íleo paralítico, atraso na cicatrização, aumento do risco de infecções e tromboses10,11. O manejo convencional, frequentemente caracterizado por longos períodos de imobilização, nutrição enteral retardada e uso excessivo de opioides, tende a potencializar essas alterações, prolongando a recuperação funcional12

Ademais, o Fast-Track Surgery propõe um conjunto integrado de medidas destinadas a mitigar essas respostas. Entre elas, destacam-se: a educação pré-operatória do paciente, otimização do estado nutricional, redução do jejum pré-operatório, administração de carboidratos antes da indução anestésica, uso de técnicas anestésicas menos invasivas, analgesia multimodal poupadora de opioides, manutenção da normotermia, prevenção de sobrecarga hídrica e mobilização precoce13,14. A implementação sistemática desses componentes demonstrou reduzir significativamente complicações pulmonares, cardiovasculares e tromboembólicas, além de diminuir o tempo de internação e os custos hospitalares sem aumentar as taxas de reinternação15,16

A mobilização precoce e a analgesia multimodal merecem destaque nesse contexto, uma vez que favorecem a preservação da função respiratória, reduzem complicações tromboembólicas e promovem a recuperação da função intestinal17,18. A redução do uso de opioides, associada a técnicas como bloqueios regionais e anestesia epidural, contribui para diminuir efeitos adversos, como náuseas, constipação e depressão respiratória, frequentemente responsáveis por atrasos na alta hospitalar19. Adicionalmente, a nutrição precoce e a manutenção do equilíbrio hídrico limitam a perda de massa muscular e previne a desnutrição hospitalar, fatores críticos em pacientes submetidos a cirurgias de grande porte20,21

A consolidação do fast-track como padrão de cuidado em diversos centros cirúrgicos reflete-se nas recomendações de sociedades internacionais, como o grupo ERAS Society, que publica guidelines específicos para diferentes especialidades, incluindo cirurgia colorretal, ginecológica, hepática e urológica22,23. Ademais, estudos de metanálise e revisões sistemáticas têm evidenciado não apenas a redução de complicações pós-operatórias, mas também impacto positivo na sobrevida a longo prazo, sobretudo em pacientes com neoplasias submetidos a ressecções cirúrgicas extensas24,25

Contudo, a implementação do fast-track em larga escala enfrenta desafios significativos. Barreiras incluem a resistência a mudanças na prática clínica, a necessidade de treinamento multiprofissional, a adaptação de protocolos a diferentes realidades hospitalares e a adesão do paciente às orientações pré e pós-operatórias26. Além disso, fatores como idade avançada, fragilidade, comorbidades e complexidade do procedimento cirúrgico podem influenciar a eficácia dos protocolos e demandar ajustes individualizados. Isso ressalta a importância de estratégias de educação continuada, auditoria de resultados e pesquisa clínica para o aperfeiçoamento contínuo dos programas de recuperação acelerada27,28

No cenário contemporâneo da cirurgia de grande porte, a integração do fast-track surgery à prática clínica não é apenas uma tendência, mas uma necessidade diante da crescente demanda por resultados seguros, redução de custos hospitalares e valorização da experiência do paciente29. O modelo rompe com o paradigma centrado exclusivamente no ato cirúrgico, ao adotar uma visão ampliada que engloba todo o continuum perioperatório. Dessa forma, o fast-track representa um avanço não apenas técnico, mas também cultural na abordagem do cuidado cirúrgico, exigindo colaboração multidisciplinar e engajamento institucional para atingir seus melhores resultados30

METODOLOGIA 

Para este estudo, foi realizada uma revisão integrativa da literatura nas bases de dados PubMed, ScienceDirect e Cochrane Library. Foram selecionados artigos dos últimos anos, com foco em ensaios clínicos randomizados, revisões sistemáticas e metanálises que evidenciaram os avanços da aplicabilidade do Fast-Track no processo de ortimização da recuperação cirúrgica evitando assim complicações. Além disso, os descritores utilizados foram “Protocolo Fast-Track”, “Recuperação Cirúrgica”, “Cirurgia de Grande Porte”, assim como seus correspondentes em inglês: “Fast-Track Protocol”, “Surgical Recovery”, “Major Surgery”. O descritor booleano utilizado foi “AND” para a busca nas bases de dados. Os critérios de exclusão incluíram: artigos que não se correlacionaram com a temática bem como artigos publicados fora do período estudado de 2014 a 2025. No total, foram encontrados 75 artigos somando todas as bases de dados. Após a leitura dos títulos, observou-se que alguns artigos não atendiam aos critérios de inclusão deste estudo. Assim, foi possível remover 15 artigos duplicados, restando 60 artigos para leitura dos resumos. Desses, 10 estudos foram excluídos com base na análise dos resumos, pois não atendiam ao objetivo de discorrer acerca do projeto ERAS e seus fatores preponderantes. Como resultado, 50 textos completos foram incluídos nesta revisão da literatura. Os critérios de seleção incluíram estudos que atendessem aos seguintes requisitos: estudos publicados em inglês e português, revisões sistemáticas, relatos de casos, estudos clínicos e artigos publicados entre 2014 e 2025. 

RESULTADOS E DISCUSSÕES 

A implementação de protocolos de fast-track surgery (ERAS – Enhanced Recovery After Surgery) em cirurgias de grande porte demonstrou impacto positivo consistente em diferentes desfechos clínicos31,32. Outrossim, estudos randomizados e revisões sistemáticas mostraram redução significativa no tempo de internação hospitalar, menor taxa de complicações pós-operatórias e recuperação funcional mais rápida quando comparados ao manejo perioperatório convencional33

Nesse contexto, os estudos e ensaios clínicos observaram que a adoção de protocolos de fast-track reduziu o tempo médio de internação em 2 a 3 dias e diminuiu a incidência de complicações pós-operatórias gerais em 30%. Ademais, essa prática corroborou para a redução da taxa de morbidade sem aumento de reinternações e complicações pós-cirúrgicos34,35. Além do impacto sobre o tempo de alta, evidências indicam que o fasttrack contribui para a recuperação precoce da função intestinal, com retorno mais rápido da motilidade gastrointestinal e menor necessidade de suporte nutricional parenteral. A introdução da alimentação oral precoce e a limitação do uso de sondas nasogástricas prolongadas foram fatores determinantes para esses resultados36,37.  

Em cirurgias hepáticas e pancreáticas, a aplicação de protocolos ERAS reduziu significativamente as complicações respiratórias e infecciosas, além de melhorar parâmetros metabólicos, como o controle glicêmico no pós-operatório. Outrossim, estudos recentes também destacam a relevância da analgesia multimodal poupadora de opioides, associada ao menor tempo de internação em unidades de terapia intensiva e menor risco de íleo paralítico38.  

Vale ressaltar que o impacto econômico também foi expressivo, estudos recentes demonstraram que a redução do tempo de hospitalização e das complicações resultou em diminuição de 15 a 25% nos custos hospitalares39,40. Esse efeito foi observado em diferentes especialidades cirúrgicas, incluindo cirurgias ginecológicas, ortopédicas e cardiovasculares. Os resultados reforçam que o fast-track surgery representa uma evolução no cuidado perioperatório, ao substituir práticas tradicionais que frequentemente prolongavam a recuperação, como jejum prolongado, imobilização pós-operatória e dependência de opioides para analgesia41,42. A adoção de um protocolo multimodal permite atenuar a resposta inflamatória e catabólica ao trauma cirúrgico, contribuindo para melhor preservação da função orgânica e menor morbidade43

Um dos pilares do sucesso dos protocolos ERAS é a integração multiprofissional, envolvendo cirurgiões, anestesiologistas, fisioterapeutas, enfermeiros e nutricionistas. Essa abordagem colaborativa assegura a implementação sistemática de medidas como otimização nutricional pré-operatória, analgesia multimodal, prevenção de hipotermia, manutenção da euvolemia e mobilização precoce44,45. A adesão a cada componente do protocolo é diretamente proporcional ao benefício obtido. Embora os resultados globais sejam favoráveis, a implementação em larga escala ainda enfrenta barreiras significativas, especialmente em países de média e baixa renda. Entre os desafios destacam-se a necessidade de treinamento contínuo das equipes, a padronização de protocolos em diferentes contextos hospitalares e a resistência de parte dos profissionais a mudanças nas rotinas tradicionais46,47

Outro aspecto a considerar é a seleção adequada dos pacientes. Idosos frágeis, indivíduos com múltiplas comorbidades ou submetidos a procedimentos de altíssima complexidade podem apresentar recuperação mais lenta e exigir adaptações nos protocolos. Ainda assim, estudos indicam que, mesmo em populações de risco elevado, a adoção de componentes essenciais do fast-track, como analgesia multimodal e mobilização precoce, confere benefícios significativos na redução de complicações respiratórias e tromboembólicas48,49. Ademais, a análise econômica destaca que a redução de custos hospitalares não decorre apenas da menor permanência hospitalar, mas também da diminuição de eventos adversos e do uso mais racional de antibióticos, opioides e internações em UTI . Esses achados são particularmente relevantes em sistemas de saúde com recursos limitados, reforçando a viabilidade do fast-track como estratégia de alto valor agregado50

Além disso, é importante salientar que a evolução futura do fast-track surgery dependerá do investimento em pesquisa translacional para identificar novos biomarcadores de estresse cirúrgico, estratégias anestésicas ainda menos invasivas e intervenções personalizadas com base no perfil do paciente. O contínuo monitoramento de resultados e a auditoria de processos são fundamentais para consolidar a efetividade dos protocolos48,50

CONCLUSÃO 

Em síntese, o fast-track surgery, fundamentado nos princípios do Enhanced Recovery After Surgery (ERAS), consolidou-se como um modelo inovador de cuidado perioperatório em grandes cirurgias. Sua aplicação tem demonstrado benefícios expressivos, como redução do tempo de internação, menor taxa de complicações pós-operatórias e aceleração da recuperação funcional, sem aumento de mortalidade ou reinternações. Além de otimizar a experiência do paciente, o protocolo contribui para a sustentabilidade dos sistemas de saúde, gerando significativa redução de custos hospitalares e melhor utilização de recursos. 

Apesar dos avanços, a implementação plena do fast-track ainda enfrenta desafios, incluindo barreiras culturais, necessidade de capacitação das equipes multiprofissionais e adaptação às particularidades de pacientes com comorbidades ou fragilidade clínica. A incorporação bem-sucedida desse modelo exige adesão rigorosa aos protocolos, monitoramento contínuo de resultados e integração entre cirurgiões, anestesiologistas, enfermeiros, fisioterapeutas e nutricionistas. Portanto, o fast-track surgery deve ser entendido não apenas como uma técnica, mas como um paradigma contemporâneo de cuidado centrado no paciente, capaz de transformar a prática cirúrgica e promover desfechos mais seguros, eficientes e humanizados. 

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1Centro Universitário Uninassau, Vilhena/RO, Brasil.