EFEITOS DO TREINAMENTO FÍSICO ESTRUTURADO EM ALUNOS DO CURSO DE FORMAÇÃO DE SOLDADOS POLICIAIS EM 2022

EFFECTS OF STRUCTURED PHYSICAL TRAINING IN POLICE RECRUIT TRAINING COURSE STUDENTS IN 2022

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202509091123


Edvaldo Bezerra da Silva
Carlos Silvio Alves Araújo
Raphael Fabrício de Souza
Iury Ernesto da Conceição
Brena Oliveira do Nascimento
Ane Mayara Santos Quirino
Aiesca Costa Santos
Cézar Santana Pereira
Ana Gabrielle Carregosa Santos
Jonas Cainan Barreto de Araújo


Resumo

Introdução: A função policial militar exige aptidão física para a manutenção da ordem pública e combate à criminalidade. Este estudo teve como objetivo analisar a evolução do desempenho físico de 29 alunos do sexo masculino (idade média 29,66±4,37 anos) do Curso de Formação de Soldados (CFSd) da Polícia Militar de Sergipe (PMSE) no ano de 2022, submetidos a treinamentos físicos estruturados. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa quantitativa e experimental, que avaliou o desempenho físico por meio do Teste de Aptidão Física (TAF) em quatro momentos distintos (T0, T1, T2 e T3), contemplando os exercícios de barra fixa, abdominal 1 minuto, flexão de braços e corrida de 12 minutos. Os dados foram analisados por meio dos testes estatísticos de Friedman, ANOVA de medidas repetidas e Wilcoxon, utilizando o programa estatístico SPSS. Resultados: Observou-se melhora significativa (p < 0,001) no desempenho dos participantes na barra fixa (de 7,66±3,44 para 12,10±4,32 repetições), abdominal 1 minuto (de 44,24±6,27 para 53,97±4,54) e corrida de 12 minutos (de 2539,31±231,18 para 2755,17±275,92 metros) entre T0 e T3. A flexão de braços apresentou evolução menos expressiva (de 43,93±9,68 para 45,55±9,06 repetições), sem diferença estatisticamente significativa no teste post hoc. Conclusão: Conclui-se que o programa de treinamento físico estruturado durante o curso de formação foi eficaz para promover melhorias significativas dos policiais militares na barra fixa, abdominal 1 minuto e corrida de 12 minutos, destacando a importância de treinos adequados. A flexão de braços teve progresso limitado, sugerindo a necessidade de estratégias de treinamento mais específicas e personalizadas.

Palavras-chaves: aptidão física; desempenho físico; condicionamento operacional; treinamento físico; avaliação física.

1. INTRODUÇÃO

A função do policial militar envolve a manutenção da ordem pública, prevenção e combate ao crime, além de assistência em situações de emergência (Casagrande & Dresch, 2022). Assim, a Polícia Militar deve garantir os direitos e garantias fundamentais, atuando em conformidade com os princípios democráticos, especialmente os da legalidade e de proporcionalidade e respeito à dignidade da pessoa humana (Batista, 2024).

Desta forma, policiais militares devem possuir um nível adequado de aptidão física para desempenhar funções essenciais do trabalho (Lockie et al., 2020; Malkawi et al., 2025; Thornton et al., 2024). Contudo, o desenvolvimento simultâneo das aptidões físicas em um ambiente militar representa um desafio, especialmente nos indivíduos com melhor condicionamento físico inicial, uma vez que melhorias significativas são mais comuns entre aqueles com menor aptidão física (Helén et al., 2023; Mikkonen et al., 2024).

Diversos estudos analisaram as mudanças relacionadas ao condicionamento físico que ocorrem antes, durante e imediatamente após as intervenções (Alzahrani & Alyazedi, 2023; De Oliveira et al., 2021; Smith et al., 2023). Dessa forma, um programa de treinamento físico bem planejado é fundamental, levando-se em consideração o nível de desempenho físico inicial e adotando uma abordagem mais adequada, de elementos necessários para a melhora do condicionamento físico (Mikkonen et al., 2024; Ojanen et al., 2020).

Assim, há necessidade de compreender a efetividade do treinamento físico aplicado no meio militar estadual, fornecendo evidências que subsidiem práticas mais eficazes de preparação física voltadas para a realidade funcional e operacional dos policiais militares.

Dessa forma, o presente estudo tem como objetivo analisar a evolução do desempenho físico de alunos do Curso de Formação de Soldados (CFSd) da Polícia Militar de Sergipe (PMSE) em 2022. 

2. METODOLOGIA 

O presente estudo caracteriza-se como uma pesquisa quantitativa, com desenho experimental (intervenção) sem grupo controle, no qual se dispuseram a participar destes policiais militares do Curso de Formação de Soldados (CFSd) da Polícia Militar de Sergipe (PMSE) em 2022. A rotina destes policiais incluía a prática da Educação Física Militar (EDFM) duas vezes por semana, com a atividade prevista no Quadro de Trabalho Semanal (QTS).

Foram analisados 29 alunos, todos do sexo masculino, com idade média de 29,66±4,37 anos, pertencentes ao mesmo pelotão e, consequentemente, submetidos ao mesmo tipo de treinamento durante o curso. Os treinos incluíam treinamentos intervalados, contínuos, circuito, ginástica com armas e musculação. A duração das atividades variava entre 50 e 80 minutos.

Os critérios de inclusão foram: estar devidamente matriculado no CFSd, ter participado de todas as avaliações físicas no período determinado, ter aceitado e concordado com o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Foram excluídos aqueles que foram desligados do CFSd, que sofreram alguma lesão, que faltaram a alguma avaliação ou que não concordaram com o TCLE.

As avaliações ocorreram em quatro momentos distintos por meio do Teste de Aptidão Física (TAF): T0 (inicial), T1, T2 (correntes) e T3 (final). Para aplicação dos exercícios exigidos, foram padronizadas suas realizações sempre no mesmo horário (07h às 10h) e no mesmo local, promovendo assim condições climáticas semelhantes. A sequência dos exercícios foi seguida de igual forma em todas as avaliações: barra fixa, abdominal em 1 minuto, flexão no solo e corrida de 12 minutos. Antes do TAF, foi realizado aquecimento e, após, a volta a calma, respeitando-se um intervalo de 10 minutos entre os exercícios (figura 1). Para garantir padronização, validade e confiabilidade na obtenção das medidas, os exercícios foram realizados de acordo com a normativa nº 001/2020 – GCG da PMSE.

Figura 1. Ilustra a sequência dos exercícios do teste de aptidão física durante o CFSd da PMSE 2022. incluindo aquecimento, barra fixa, abdominal em 1 minuto, flexão no solo, corrida de 12 minutos e volta a calma.

O T0 teve por objetivo analisar as condições físicas iniciais dos novos policiais militares. O T1 foi realizado na 7ª semana do curso, após as primeiras intervenções. O T2 ocorreu na 15ª semana, após ajustes realizados nos treinamentos baseados nos resultados do T1. A avaliação final (T3) foi realizada na 28ª semana, para a obtenção da nota final do curso.

Inicialmente, os dados descritivos foram analisados por média e desvio padrão para caracterização da amostra. Em seguida, foi aplicado o teste de normalidade, para verificar os pressupostos paramétricos. Para a corrida, utilizou-se ANOVA para medidas repetidas, para os demais exercícios, devido à não normalidade, optou-se pelo o teste não paramétrico de Friedman para medidas repetidas. Foi utilizado o teste não paramétrico de Wilcoxon de amostras pareadas para análise comparativa entre os momentos T0 e T3. Os valores de significância foram ajustados pela correção de Bonferroni para múltiplos testes.

Os dados foram inicialmente catalogados no programa Microsoft Excel e sua análise estatística foi realizada no programa SPSS (versão 25, IBM Corp., Armonk, Nova York, EUA).

3. RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS.

A tabela 1 apresenta as estatísticas descritivas (média e desvio padrão) dos exercícios (barra fixa, abdominal em 1 minuto, flexão no solo e corrida de 12 minutos) nos momentos T0, T1, T2 e T3. Observa-se um aumento progressivo nas médias de todos os exercícios, sendo a flexão de braço o exercício com evolução menos linear.

Tabela 1. Estatística descritiva (média e desvio padrão) dos exercícios físicos (barra fixa, abdominal em 1 minuto, flexão de braço no solo e corrida de 12 minutos), durante o CFSd da PMSE, 2022 (n=29)

Legenda. T0 = Teste de aptidão física inicial; T1 e T2 = Teste de aptidão física corrente; T3 = Teste de aptidão física final; DP = desvio padrão.

A análise dos dados demonstrou melhoria significativa no desempenho dos participantes após a intervenção. As melhorias expressivas são observadas nas variáveis: barra fixa, com média entre 7,66 a 12,10 repetições; abdominal em 1 minuto, com 44,24 a 53,97 repetições; e a corrida com 2539,31 a 2755,17 metros. Já na flexão de braços, o aumento foi mais discreto com média de 43,83 a 45,55 repetições.

Para as variáveis barra fixa, abdominal em 1 minuto e flexão de braço no solo, foi realizado o teste não paramétrico de Friedmann, devido à não normalidade em alguns momentos. Os resultados estão na Tabela 2

Tabela 2. Apresentação dos resultados do teste de Friedmann com correção de post hoc de Bonferroni.

Legenda. As letras “a”, “b”, “c” e “d”, representam as interações entre os testes.

Desta forma, a análise da variável barra fixa mostrou existir diferença estatisticamente significativa entre os momentos [X² (3) = 62,04; p < 0,001]. O teste post hoc com correção de Bonferroni mostrou que a barra fixa de T0 difere significativamente das barras fixas de T1, T2 e T3, assim como a T1 difere de T3. Não há diferença estatisticamente significativa entre T1 e T2 e entre T2 e T3.

Para o abdominal em 1 minuto, também houve diferença significativa entres os testes [X² (3) = 46,80; p < 0,001). Com a análise do post hoc foi verificado haver diferença significativa entre T0 e os demais momentos (T1, T2 e T3). Não sendo observado diferenças significativas entre os demais testes entre si, demonstrando uma possível estabilização.

Foi apresentada diferença estatisticamente significativa para a flexão de braço entre os TAF’s [X² (3) = 8,52; p < 0,05). Porém, ao analisar o post hoc foi observado não haver diferença estatística significante entre todos os momentos.

A corrida de 12 minutos foi analisada estatisticamente por ANOVA de medidas repetidas, apresentando, assim, efeito do fator tempo sobre os resultados [F (1,63, 45,50) = 25,29; p < 0,001, ŋp² = 0,48]. Comparações realizadas par a par com correção de Bonferroni demonstraram não haver diferença significativa entre os momentos T2 e T3 (p = 0,260).

Figura 2. Desempenho nos testes de barra fixa, abdominal, flexão de braços e corrida de 12’, nos momentos T0 e T3.

Adicionalmente, foi analisado o desempenho comparando apenas os momentos T0 e T3, utilizando uma análise não paramétrica através do teste de Wilcoxon para amostras pareadas, devido a algumas variáveis não atenderem os pressupostos de normalidade, o qual demonstrou que houve melhora estatisticamente significativa na barra fixa (Z = -4,63; p < 0,001), abdominal (Z = – 4,69; p < 0,001) e na corrida (Z = -4,16; p < 0,001). Porém, não foi apresentada diferença estatisticamente significativa na flexão de braço (Z = -1,31; p = 0,190).

Os achados do estudo demonstram melhorias significativas no desempenho físico dos alunos do CFSd da PMSE 2022 nos diferentes momentos avaliados (T0 a T3), em especial nos exercícios de barra fixa, abdominal em 1 minuto, flexão de braço e corrida de 12 minutos. Desta forma, tais achados consolidam a literatura recente, destacando a eficácia de programas de treinamento físico estruturado no desenvolvimento da aptidão física, impactando positivamente nos alunos (De Oliveira et al., 2021; Melton et al., 2023; Vantarakis et al., 2022).

Na aplicação do exercício barra fixa, foi observado um aumento progressivo no desempenho dos alunos, com diferenças estatisticamente significativas entre T0 e os demais momentos. Assim, estes achados mostram-se em acordo com estudos que apresentaram melhorias de força e resistência muscular de membros superiores. Estudos como os realizados por Liu et al., (2025), Marins et al., (2019) e Massuça et al., (2022) indicaram que a participação de recrutas em treinamentos estruturados apresentaram melhorias significativas em testes de força e resistência muscular, incluindo a barra.

A análise do exercício abdominal em 1 minuto apresentou melhoria significativa entre T0 e os demais momentos, com o desempenho demonstrando estabilização a partir de T1. Essa estabilização pode ser atribuída à adaptação fisiológicas neuromusculares dos alunos. Lockie et al., (2020) e Thornton et al., (2024) afirmam que exercícios de fortalecimento para o core são importantes para desenvolver força abdominal, contribuindo, desta forma, para a realização de exercícios abdominais.

A flexão de braço demonstrou uma progressão menos linear, não apresentando diferenças significativas nos testes de post hoc. O estudo de De Oliveira et al. (2021) afirma que a flexão de braço pode variar dependendo de fatores como técnica, condicionamento físico, resistência muscular e fadiga acumulada. Fatores estes também destacados por Massuça et al., (2023) e Sutton et al., (2025) os quais sugerem uma abordagem personalizada dos treinamentos a fim de atender as necessidades individuais.

A estabilização observada em alguns testes a partir do T2 indica uma adaptação fisiológica ao programa. Esse platô é comum em treinamentos físicos, especialmente em indivíduos com melhor condicionamento inicial, os quais também são mais suscetíveis a declínios no desempenho físico (Mikkonen et al., 2024; Pihlainen et al., 2023). Isso destaca a necessidade de ajustes periódicos no volume e na intensidade, garantindo progressão, evitando estagnação e mantendo a motivação dos policiais militares (Coge et al., 2024).

A corrida de 12 minutos foi a única variável que atendeu o pressuposto de normalidade, permitindo sua análise através da ANOVA de medidas repetidas. Assim como dos demais exercícios, os resultados da corrida apresentaram melhorias significativas no desempenho dos alunos, com exceção dos momentos T2 e T3, onde não foi demonstrada diferença estatisticamente significativa. 

A corrida é uma ferramenta fundamental para preparar alunos do Curso de Formação de Soldados (CFSd) para os desafios físicos e operacionais aos quais poderão enfrentar em suas carreiras militares (Vantarakis et al., 2022)

Para Lan et al. (2021), Mikkonen et al., (2024) e Santtila et al.(2022), o condicionamento cardiorrespiratório é um componente que apresenta desafios para se melhorar, principalmente em indivíduos com índices iniciais mais altos, sugerindo que o treinamento inicial para estes pode não ser adequado, sendo necessária a adequação de um treinamento individualizado, visando melhorar seus resultados. 

Para complemento do estudo, foi realizada uma análise estatística comparativa entre os momentos T0 e T3, sendo utilizado o teste de Wilcoxon para amostras pareadas, reforçando os achados anteriores, salientando melhorias significativas na barra fixa, no abdominal em 1 minuto e na corrida de 12 minutos, mas não havendo na flexão de braço.

Desta forma, os resultados evidenciam a importância de programas de treinamento físico estruturado e adaptado às necessidades dos alunos, visando melhorar o desempenho físico e, consequentemente, a eficiência no cumprimento das funções (Alzahrani & Alyazedi, 2023; De Oliveira et al., 2021; Massuça & Rasteiro, 2025; Melton et al., 2023).

4. CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os resultados do estudo demonstraram que a implementação de um programa de treinamento físico estruturado gerou melhorias significativas no desempenho dos alunos do Curso de Formação de Soldados da Polícia Militar de Sergipe, principalmente nos exercícios de barra fixa, abdominal em 1 minuto e corrida de 12 minutos. Apesar da flexão de braço não ter apresentado evolução significativa nos testes de post hoc, os demais indicadores reforçam o benefício do treinamento proposto.

Os dados destacam a importância de considerar aspectos individuais, como nível de condicionamento físico inicial, adaptação e necessidade da personalização dos treinos, estando, desta forma, em acordo com a literatura científica, a qual apresenta os benefícios de programas de treinamento físico sistematizados.

O estudo apresenta limitações, como a ausência de dados antropométricos (peso, altura, percentual de gordura), influência de variáveis não controladas (alimentação, sono e aspectos motivacionais) e grupo controle, o que poderia aumentar a generalização dos resultados.

REFERÊNCIAS

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