REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202509091232
Bárbara Nathália de Moura1
Orientadora: Drª Diala Alves de Sousa2
RESUMO
INTRODUÇÃO: O politrauma, refere-se de uma condição em que um paciente apresenta múltiplas lesões graves simultâneas, envolvendo mais de um sistema corporal. OBJETIVO: Analisar, através da literatura, a qualidade da assistência de enfermagem aos pacientes politraumatizados atendidos em unidade de urgência e emergência. METODOLOGIA: Tratou-se de um estudo de revisão integrativa da literatura, realizado a partir de um levantamento bibliográfico realizado em bibliotecas eletrônicas, incluindo SciELO e a Biblioteca Virtual em Saúde BVS. A pesquisa envolveu as bases de dados LILACS, BDENF e MEDLINE. RESULTADOS: Os estudos apontaram que, embora tenham tido avanços na organização do atendimento e na capacitação das equipes, ainda existem desafios como falhas na comunicação, falta de recursos e a necessidade de maior treinamento contínuo dos profissionais de saúde. Destacou-se a importância de protocolos detalhados e estratégias de comunicação eficiente entre as equipes de emergência, hospitalares e pré-hospitalares, sendo estratégias fundamentais para a melhoria da qualidade do atendimento e redução do tempo de resposta. CONCLUSÃO: Diante dos achados nos estudos, observou-se que a atuação da enfermagem no atendimento ao paciente politraumatizado em unidades de urgência e emergência exige preparo técnico, agilidade, sensibilidade e trabalho em equipe. Os estudos demonstraram que, muito embora existam protocolos bem definidos, ainda existem questões relacionadas à capacitação contínua, à padronização dos registros e à comunicação entre os profissionais, fatores que impactam diretamente na qualidade da assistência prestada.
Descritores: Trauma. Serviço Hospitalar de Emergência. Cuidados de Enfermagem.
ABSTRACT
INTRODUCTION: Polytrauma refers to a condition in which a patient suffers multiple, severe injuries simultaneously, involving more than one body system. Objective: To analyze, through the literature, the quality of nursing care for polytrauma patients treated in emergency units. METHODOLOGY: This integrative literature review, based on a bibliographic survey conducted in electronic libraries, including SciELO and the Virtual Health Library (BVS). The research involved the LILACS, BDENF, and MEDLINE databases. RESULTS: Studies indicated that, although there have been advances in the organization of care and team training, challenges remain, such as communication gaps, lack of resources, and the need for greater ongoing training of healthcare professionals. Detailed protocols and efficient communication strategies among emergency, hospital, and prehospital teams are essential strategies for improving the quality of care and reducing response times. CONCLUSION: Based on the findings of these studies, it is clear that nursing care for multiple trauma patients in emergency units requires technical preparation, agility, sensitivity, and teamwork. The studies demonstrated that, although well-defined protocols exist, issues related to ongoing training, standardization of records, and communication among professionals remain, factors that directly impact the quality of care provided.
Descriptors: Trauma. Hospital Emergency Service. Nursing Care.
1. INTRODUÇÃO
O politrauma, refere-se a uma condição em que um paciente apresenta múltiplas lesões graves simultâneas, envolvendo mais de um sistema corporal. Este tipo de trauma demanda uma abordagem multidisciplinar e coordenada para garantir a estabilização e o tratamento eficaz do paciente. A complexidade do politrauma exige que a equipe de saúde esteja preparada para realizar intervenções rápidas e precisas, visando a preservação da vida e a prevenção de sequelas permanentes (VIEIRA et al., 2022).
O atendimento em unidades de urgência e emergência deve ser realizado de forma rápida e precisa, em virtude da gravidade das condições dos pacientes atendidos. Nessas unidades, a atuação da equipe de enfermagem é fundamental para a avaliação inicial, estabilização e monitoramento contínuo dos pacientes. A formação e o treinamento adequado dos profissionais de enfermagem são essenciais para garantir a eficácia das intervenções em situações de emergência (ROTTA; FOGAÇA, 2020).
A assistência de enfermagem aos pacientes politraumatizados envolve diversas etapas, desde a triagem inicial até os cuidados contínuos durante o tratamento. Destaca-se que a triagem rápida e eficiente permite a identificação das prioridades de atendimento, garantindo que os pacientes mais graves recebam os cuidados necessários o mais rápido possível. Além disso, a monitorização contínua e a reavaliação constante do estado do paciente são importantes para detectar mudanças no quadro clínico e ajustar as intervenções conforme necessário (WILL et al., 2020).
Entre as competências necessárias para a assistência de enfermagem aos pacientes politraumatizados estão a capacidade de realizar avaliações rápidas e precisas, a administração de medicamentos e fluidos intravenosos, e a execução de técnicas de reanimação e estabilização. Observa-se a importância da implementação de protocolos padronizados de cuidados de enfermagem no trauma, que auxiliam na sistematização e padronização das práticas, garantindo um atendimento de qualidade (SCHWEITZER et al., 2020).
A comunicação efetiva entre os membros da equipe de saúde é outro aspecto essencial no atendimento aos pacientes politraumatizados e a troca de informações precisa e oportuna entre os profissionais de saúde contribui para a coordenação das ações e a tomada de decisões rápidas, fundamentais em situações de emergência. Além disso, a comunicação clara com os pacientes e seus familiares é importante para fornecer informações sobre o estado de saúde e as intervenções realizadas (FARIAS et al., 2024).
Outro desafio na assistência de enfermagem aos pacientes politraumatizados é a gestão do estresse e da carga emocional envolvida no atendimento a casos graves e muitas vezes fatais. O suporte psicológico e a capacitação contínua dos profissionais de enfermagem são essenciais para manter a saúde mental e a eficiência no desempenho de suas funções. A criação de um ambiente de trabalho que promova o bem-estar e o apoio mútuo entre os membros da equipe também é fundamental (OLIVEIRA et al., 2022).
Com isso, é importante destacar que a qualidade do atendimento aos pacientes politraumatizados está diretamente relacionada à infraestrutura e aos recursos disponíveis nas unidades de urgência e emergência. A disponibilidade de equipamentos adequados, como desfibriladores, ventiladores mecânicos e kits de trauma, bem como a existência de protocolos de atendimento bem definidos, são fatores determinantes para a eficácia das intervenções e a recuperação dos pacientes (AGNOLO, et al., 2021 apud SCHWEITZER, et al., 2021).
A questão que norteou o estudo foi: “como a qualidade da assistência de enfermagem aos pacientes politraumatizados em unidades de urgência e emergência influencia na recuperação e na redução da mortalidade desses pacientes?”
2. JUSTIFICATIVA
Justifica-se a escolha da temática em decorrência do expressivo número de pacientes que necessitam de assistência de enfermagem em unidades de urgência e emergência. Este profissional deve realizar um atendimento humanizado e baseado em evidências, assegurando um maior acolhimento aos pacientes. Neste contexto, esta revisão de literatura científica possibilita identificar as melhores intervenções realizadas pelo profissional de enfermagem de forma atualizada e as maiores necessidades no âmbito hospitalar.
3. OBJETIVOS
3.1 Objetivo Geral
Analisar a qualidade da assistência de enfermagem aos pacientes politraumatizados atendidos em unidades de urgência e emergência.
3.2 Objetivos Específicos
- Discutir sobre a importância da capacitação dos profissionais de enfermagem que atuam em unidades de urgência e emergência no atendimento aos pacientes politraumatizados;
- Avaliar a eficácia de protocolos padronizados de atendimento de enfermagem aos pacientes politraumatizados em unidades de urgência e emergência;
- Apontar diagnósticos e intervenções de enfermagem voltados para o atendimento aos pacientes politraumatizados em unidades de urgência e emergência.
4. METODOLOGIA
Tratou-se de um estudo de revisão integrativa da literatura, realizado a partir de um levantamento bibliográfico em bibliotecas eletrônicas, incluindo a Scientific Electronic Library Online (SciELO) e a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). A pesquisa envolveu as bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Base de Dados de Enfermagem (BDENF) e MEDLINE. As buscas foram conduzidas de forma online, considerando publicações no período dos últimos cinco anos (2020-2025).
Para a busca, foram utilizados os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Trauma”, “Serviço Hospitalar de Emergência” e “Cuidados de Enfermagem”. Os artigos selecionados atenderam aos critérios de elegibilidade previamente definidos, baseados em critérios de inclusão e exclusão. A combinação dos descritores foi realizada por meio dos operadores booleanos AND, possibilitando uma pesquisa nas bases de dados consultadas.
Inicialmente, foi feita uma leitura dos resumos dos artigos para uma triagem preliminar e posteriormente, foi realizada uma leitura minuciosa das publicações pré-selecionadas, visando decidir sobre a inclusão ou exclusão dos estudos, com base nos critérios definidos.
Os critérios de inclusão envolveram estudos publicados nos últimos cinco anos (20202025), em português e inglês, que abordavam a assistência de enfermagem ao paciente politraumatizado em unidades de urgência e emergência, sendo utilizados estudos do tipo quantitativos, qualitativos, duplos cegos, coorte e meta-análises. Foram excluídos estudos que não apresentem metodologia clara, revisões narrativas e estudos de caso, além de publicações repetidas em mais de uma base de dados.
Por se tratar de um estudo de revisão integrativa da literatura, não houve a necessidade de submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa, uma vez que não envolve a participação direta de seres humanos. Entretanto, todas as diretrizes éticas para pesquisa foram seguidas, garantindo a fidedignidade dos dados e a correta citação dos autores dos estudos analisados, em conformidade com a Resolução nº 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde.
Não houve riscos diretos associados à realização desta pesquisa, uma vez que se baseia exclusivamente na análise de estudos previamente publicados. Quanto aos benefícios, os resultados desta revisão contribuíram para o aprimoramento da assistência de enfermagem a pacientes politraumatizados, fornecendo subsídios para a prática baseada em evidências e auxiliando profissionais da saúde na tomada de decisões mais eficazes no contexto de urgência e emergência.
5. RESULTADOS
O quadro 1 de resultados a seguir, apresenta os principais estudos sobre a assistência de enfermagem a pacientes politraumatizados em unidades de urgência e emergência, com diferentes abordagens metodológicas, como estudos quantitativos e qualitativos. Os objetivos desses estudos variam desde a análise das práticas de enfermagem na estabilização inicial dos pacientes, até a avaliação de protocolos e intervenções específicas.
Os estudos apontam que, embora tenham tido avanços na Organização do atendimento e na capacitação das equipes, ainda existem desafios como falhas na comunicação, falta de recursos e a necessidade de maior treinamento contínuo dos profissionais de saúde. Destaca-se a importância de protocolos detalhados e estratégias de comunicação eficiente entre as equipes de emergência, hospitalares e pré-hospitalares, sendo estratégias fundamentais para a melhoria da qualidade do atendimento e redução do tempo de resposta.
Quadro 1 – Caracterização dos estudos selecionados
| Autor (ano) | Objetivo | Discussão | Resultados |
| CARMO, et al., (2023). | Abordar de forma abrangente os cuidados de enfermagem em urgência/emergência. | Destaca a importância da capacitação contínua e de protocolos bem definidos. | Maior preparo profissional reflete em atendimentos mais seguros e eficientes. |
| FERREIRA, (2024). | Analisar o papel da enfermagem no cuidado ao paciente politraumatizado. | Evidencia a importância do enfermeiro na triagem, estabilização e monitoramento inicial. | A atuação eficaz do enfermeiro reduz complicações e melhora o prognóstico. |
| NASCIMENTO et al., (2023). | Desenvolver um padrão de registro para enfermagem em UPAs. | O registro padronizado garante continuidade do cuidado e segurança do paciente. | Implantação do padrão resultou em maior precisão e agilidade na assistência. |
| OLIVEIRA, (2021). | Investigar a assistência de enfermagem a vítimas de TCE. | Ressalta a atuação rápida e qualificada da equipe em emergências neurológicas. | Intervenções precoces foram determinantes para a redução de sequelas. |
| VON AMELN et al., (2021). | Descrever a assistência a politraumatizados no SAMU de Grajaú/MA. | Demonstra a complexidade da atuação pré-hospitalar em contextos de trauma. | A capacitação da equipe foi essencial para a efetividade do atendimento. |
| WILL et al., (2020). | Analisar a assistência ao motociclista com TCE. | Mostra os desafios do atendimento imediato e a importância do suporte básico e avançado. | Cuidados adequados minimizaram danos e aumentaram a sobrevida. |
FONTE: AUTORA, (2025).
6. DISCUSSÃO
A assistência de enfermagem a pacientes politraumatizados em unidades de urgência e emergência frequente, demonstrando a complexidade e a importância desse atendimento. E o estudo de Agnolo et al., (2021), destacaram a necessidade de um maior conhecimento e atualizado por parte dos enfermeiros que atuam em urgência e emergência, destacando a importância de protocolos bem elaborados para garantir um atendimento eficaz e seguro aos pacientes.
De acordo com Farias et al., (2023), foi desenvolvida uma padronização dos registros de enfermagem para Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), visando melhorar a qualidade das informações registradas, o que é fundamental para a continuidade do cuidado e a segurança do paciente.
Farias et al., (2024), apontaram que o conhecimento dos profissionais de enfermagem sobre a abordagem ao paciente com traumatismo cranioencefálico em serviços de urgência e emergência. Os resultados indicaram a necessidade de treinamentos específicos para aprimorar a atuação dos enfermeiros nesse contexto.
Ferreira, (2024), analisou a assistência de enfermagem a pacientes politraumatizados no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Grajaú/MA, identificando a importância do protocolo XABCDE na abordagem inicial, uma técnica de avaliação inicial de vítimas de trauma, que prioriza a segurança da cena e o tratamento de lesões potencialmente fatais, ressaltando a necessidade de capacitação contínua dos profissionais para a aplicação eficaz desse protocolo.
Matoso e Silva, (2020), realizaram o estudo para avaliar a assistência de enfermagem a motociclistas vítimas de traumatismo cranioencefálico, evidenciando a prevalência desse tipo de trauma e a necessidade de estratégias específicas de atendimento para essa população. Melo et al., (2021), apontaram que as práticas de enfermagem no atendimento a pacientes politraumatizados em ambientes hospitalares de emergência são fundamentais, em virtude da importância de uma abordagem sistematizada e baseada em evidências para melhorar os desfechos clínicos.
Mota et al., (2021), apontaram para a eficácia das intervenções de enfermagem pré-hospitalares na estabilização de vítimas de trauma, destacando que a atuação rápida e precisa dos enfermeiros é fundamental para a sobrevivência e recuperação dos pacientes. Nascimento et al., (2023), destacaram que as práticas de enfermagem em unidades hospitalares de emergência no atendimento a pacientes politraumatizados a partir de protocolos eficazes são fundamentais, sendo necessário o treinamento contínuo das equipes.
Oliveira (2021), investigou as dificuldades enfrentadas por enfermeiros no manejo de pacientes politraumatizados em uma unidade de emergência e observou desafios relacionados à comunicação, recursos materiais e capacitação profissional. Já Oliveira et al., (2022), discutiram as orientações de enfermagem para a alta hospitalar em pronto atendimento de trauma, enfatizando a importância de instruções claras e detalhadas para garantir a continuidade do cuidado e prevenir complicações após a alta.
Para Ortiz e Silva (2024), o conhecimento da equipe de enfermagem no atendimento de emergência a pacientes vítimas de queimaduras, identificando déficits no conhecimento e destacando a necessidade de programas de educação continuada específicos para essa área.
Rotta e Fogaça (2020), apontaram que estratégias de ensino-aprendizagem na formação profissional para a atuação da enfermagem no trauma pré-hospitalar, destacando a importância de metodologias ativas e simulações realísticas para preparar os estudantes para situações de emergência. De acordo com Schweitzer et al., (2020), a implementação de um protocolo de cuidados de enfermagem no trauma em serviço aeromédico, destacando a importância de protocolos padronizados para garantir a qualidade e a segurança do atendimento em transporte aéreo.
Silva et al., (2021), destacaram que a assistência de enfermagem a pacientes vítimas de traumatismo cranioencefálico, necessita de práticas baseadas em evidências e a importância da monitorização contínua desses pacientes. Para Vieira et al., (2022), os diagnósticos de enfermagem relacionados ao politraumatismo em atendimento pré-hospitalar móvel são fundamentais, pois contribuem para a construção de conhecimento na prática clínica e a formação profissional.
Von Ameln et al., (2021), destacaram que a perspectiva de enfermeiros socorristas sobre o atendimento a pacientes politraumatizados é percebida através da necessidade de suporte psicológico e condições adequadas de trabalho para esses profissionais. Will et al., (2020), analisaram os cuidados de enfermagem prestados a pacientes politraumatizados atendidos na emergência, destacando a importância da atuação integrada da equipe multidisciplinar e da comunicação eficaz para a qualidade do atendimento.
Segundo Agnolo et al., (2021), além das competências técnicas, a atuação da enfermagem junto aos pacientes politraumatizados exige também um olhar mais humanizado, que leve em conta o seu sofrimento emocional e psicológico, pois a dor e o medo tornam esse período ainda mais delicado. A postura acolhedora do enfermeiro pode fazer toda a diferença na experiência do paciente durante o atendimento. O cuidado humanizado é essencial para garantir um atendimento integral e respeitoso, promovendo mais segurança e confiança ao paciente, além de fortalecer o vínculo terapêutico.
Destaca-se ainda a importância da articulação entre os níveis de atenção à saúde, principalmente após a fase aguda do trauma, pois pacientes politraumatizados necessitam de reabilitação prolongada e acompanhamento multiprofissional, o que requer planejamento e continuidade do cuidado. De acordo com o estudo de Oliveira et al., (2022), o enfermeiro desempenha papel fundamental na orientação do paciente e na comunicação com as equipes das demais esferas do sistema de saúde, garantindo uma transição segura e eficaz entre os níveis de atenção, o que impacta diretamente na prevenção de complicações e readmissões.
Nesse contexto, os estudos apontam para a complexidade da assistência de enfermagem a pacientes politraumatizados em unidades de urgência e emergência, ressaltando a importância de protocolos bem estabelecidos, capacitação contínua dos profissionais, comunicação eficaz e suporte adequado para a equipe de enfermagem.
7. CONCLUSÃO
Diante dos achados nos estudos, observou-se que a atuação da enfermagem no atendimento ao paciente politraumatizado em unidades de urgência e emergência exige preparo técnico, agilidade, sensibilidade e trabalho em equipe. Os estudos demonstram que, muito embora existam protocolos bem definidos, ainda existem questões relacionadas à capacitação contínua, à padronização dos registros e à comunicação entre os profissionais, fatores que impactam diretamente na qualidade da assistência prestada. Além disso, a atuação da enfermagem vai muito além dos procedimentos técnicos, envolvendo acolhimento, escuta ativa e decisões rápidas, muitas vezes sob pressão.
Assim, é fundamental investir em capacitações periódicas, criação e aplicação de protocolos específicos e estratégias que garantam o suporte emocional e estrutural aos profissionais que atuam na linha de frente. O cuidado ao politraumatizado precisa ser visto como um processo que começa no atendimento pré-hospitalar e se estende até o momento da alta, envolvendo uma rede articulada de ações. Valorizar e fortalecer a enfermagem dentro desse contexto é fundamental para oferecer uma assistência mais segura, resolutiva e humanizada.
O enfermeiro, nesse contexto, assume a responsabilidade não somente pelo desenvolvimento de procedimentos, mas também pela tomada de decisões rápidas, pela liderança da equipe e pelo acompanhamento contínuo do estado clínico do paciente. A atuação profissional do enfermeiro necessita de habilidades técnicas e emocionais que permitam identificar precocemente riscos, priorizar atendimentos e atuar com precisão nos momentos mais críticos. Assim, o enfermeiro é um profissional que possui a capacidade de desenvolver uma atuação decisiva, desde o resgate até a reabilitação do paciente politraumatizado.
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1Enfermeira, mestranda em Urgência e Emergência pela Sopecc. E-mail barbaramoura31@hotmail.com
2Enfermeira, Especialista em Terapia Intensiva, UVA-CE; Docência do Ensino Superior, FAK-CE; Saúde da Família, UVA-CE; Qualidade e Segurança no Cuidado ao Paciente, I. Sírio-Libanês-SP, Mestre em Terapia Intensiva- IBRATI-SP, Doutora em Terapia Intensiva-SOBRATI-SP. Docente da UNIFAMEC. CRATO-CE. Docente do Centro de Ensino Saúde. SP
