ANÁLISE DO DESEMPENHO DA TABOA TRATADA COM RESINA COMO AGREGADO GRAÚDO NO CONCRETO

ANALYSIS OF THE PERFORMANCE OF TABOA TREATED WITH RESIN AS COARSE AGGREGATE IN CONCRETE

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202509071330


André Luís Souza Feliciano
Breno Gomes Rabelo
Marcos Felipe Silva
Vinicius Malta Moreira
Agnaldo A.M. Teodoro da Silva (orientador)1


Resumo

Este estudo avaliou o desempenho mecânico do concreto com adição de taboa, tratada com resina polimérica, como substituição parcial do agregado graúdo. A pesquisa envolveu a coleta, preparo e tratamento da taboa, seguida da moldagem de corpos de prova cilíndricos com três traços distintos: referência (0%), substituição de 5% e substituição de 10% em volume. Os ensaios de compressão axial foram realizados conforme a NBR 5739:2018, aos 7, 14 e 28 dias. Os resultados demonstraram que o traço com 5% de taboa apresentou desempenho superior até os 14 dias, alcançando aproximadamente 16% a mais de resistência em comparação ao concreto de referência, sendo recomendado para situações em que a resistência inicial acelerada é vantajosa. Já o traço com 10% mostrou evolução significativa em idades mais avançadas, sugerindo potencial aplicação em ambientes onde a cura úmida contínua é inviável, uma vez que a própria taboa contribui para a retenção de água interna. Conclui-se que a adição de taboa ao concreto, em percentuais controlados, é tecnicamente viável e pode representar uma alternativa sustentável, conciliando desempenho mecânico adequado e reaproveitamento de resíduos vegetais.

Palavras-chave: Concreto; Taboa; Resistência.

1 INTRODUÇÃO

A busca por soluções inovadoras e sustentáveis na construção civil tem sido um dos grandes desafios da engenharia moderna. O concreto, material essencial para a maioria das obras, apresenta um alto impacto ambiental devido ao grande consumo de recursos naturais e à significativa emissão de dióxido de carbono (CO₂) durante a produção do cimento Portland, seu principal componente (Mehta; Monteiro, 2014). Nesse contexto, surgem pesquisas voltadas para a incorporação de materiais alternativos, renováveis e de baixo custo, como uma forma de reduzir os impactos ambientais e, ao mesmo tempo, buscar a melhoria ou a manutenção das propriedades mecânicas do concreto convencional.

Dentre as diversas alternativas estudadas, a utilização de materiais orgânicos tem ganhado destaque, pois pode contribuir para a sustentabilidade do setor, promovendo o reaproveitamento de resíduos naturais. A incorporação de fibras vegetais no concreto é uma abordagem que vem sendo amplamente estudada, devido ao seu potencial de alterar as propriedades mecânicas do material. Estudos anteriores a esse indicam que a adição de fibras naturais ao concreto pode contribuir para o aumento da ductilidade e da tenacidade do material, reduzindo o surgimento de fissuras e aumentando sua capacidade de resistir a cargas antes da ruptura (John; Agopyan, 2000). Além disso, fibras vegetais podem melhorar a resistência ao impacto e a durabilidade do concreto em determinadas aplicações, especialmente em elementos não estruturais. No entanto, a eficácia desse tipo de adição depende diretamente da compatibilidade entre o material orgânico e a matriz cimentícia, bem como da proteção das fibras contra os efeitos da umidade. Assim, a utilização de resinas para tratamento das fibras naturais é uma estratégia fundamental para garantir um desempenho adequado do concreto modificado. Nesse sentido, a presente pesquisa tem a intenção de investigar a adição da taboa (Typha domingensis) no concreto, que é uma planta encontrada em regiões alagadas e caracterizada por sua rápida taxa de crescimento e ampla distribuição geográfica.

A taboa, por ser considerada um material de baixa aplicação industrial, representa um resíduo vegetal com potencial de aproveitamento na construção civil (Sobral, 2016). Sua composição contém uma elevada quantidade de celulose e fibras naturais, que podem influenciar as propriedades do concreto quando incorporadas em sua matriz cimentícia. No entanto, um dos desafios na utilização de materiais orgânicos no concreto está relacionado à sua durabilidade e compatibilidade com o meio cimentício. Materiais lignocelulósicos, como a taboa, podem sofrer degradação ao longo do tempo devido à ação da umidade e de microrganismos, comprometendo a integridade do concreto (Sobral, 2016). Por essa razão, nesta pesquisa propõe-se o uso de uma resina impermeabilizante, que tem como finalidade impedir a absorção de umidade pelas fibras da taboa e, assim, garantir maior estabilidade e resistência ao material ao longo do tempo.

A metodologia adotada na pesquisa envolve a moldagem de corpos de prova de concreto contendo diferentes percentuais de taboa tratada com resina. Os corpos de prova foram submetidos a ensaios de resistência à compressão, conforme as diretrizes da norma NBR 5738:2015 da ABNT, que regulamenta os procedimentos de moldagem e cura do concreto (ABNT, 2015). Dessa forma, foi possível comparar o desempenho mecânico dos concretos modificados com o concreto padrão, avaliando se a adição da taboa contribui para a melhoria ou manutenção das propriedades do material. Além dos ensaios de resistência, foram analisados os impactos da incorporação da taboa na trabalhabilidade do concreto fresco, sua porosidade, aderência da matriz cimentícia às fibras e possíveis alterações nas propriedades reológicas da mistura.

A relevância dessa pesquisa, consiste na possibilidade de agregar valor a um resíduo vegetal abundante e de baixo custo, promovendo uma alternativa para tornar a construção civil mais sustentável. Além disso, a investigação pode contribuir para o desenvolvimento de concretos ecoeficientes e fomentar novas abordagens para o reaproveitamento de biomateriais no setor da engenharia. A substituição parcial de agregados ou a incorporação de novos elementos na matriz cimentícia é uma linha de pesquisa importante dentro da engenharia de materiais, pois permite a exploração de novas composições que possam melhorar a eficiência e o desempenho do concreto em diferentes aplicações. Com a obtenção de dados experimentais, espera-se estabelecer diretrizes para a incorporação controlada da taboa no concreto, possibilitando futuras aplicações em elementos estruturais e não estruturais.

Ademais, a introdução de materiais orgânicos no concreto pode ter impactos não apenas na resistência, mas também na durabilidade e na interação entre os elementos constituintes da mistura. A presente pesquisa tem o potencial de modificar as propriedades físicas e mecânicas do concreto, tornando-o mais flexível e menos suscetível a fissurações, enquanto se avalia o efeito dessa alteração sobre a aderência e a tensão de ruptura. Outra questão relevante é o impacto da resina impermeabilizante na interação entre a taboa e a matriz cimentícia. Enquanto a impermeabilização da fibra é essencial para evitar sua degradação, um revestimento excessivo pode reduzir a aderência entre os componentes do concreto, o que poderia comprometer sua resistência mecânica. Assim, um dos objetivos da pesquisa é determinar a proporção adequada de taboa e resina, de modo que a adição desse material traga benefícios estruturais sem comprometer a integridade da mistura.

Além da questão técnica, a utilização de resíduos vegetais, como a taboa no concreto, pode ter implicações sociais e ambientais significativas. Seu aproveitamento como matériaprima na construção civil pode contribuir para a valorização de biomateriais e incentivar práticas sustentáveis no setor. Ao reduzir a dependência de agregados convencionais, essa abordagem pode auxiliar na preservação de recursos naturais e minimizar os impactos ambientais associados à extração de areia e brita para a produção de concreto.

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA

Tratando-se de um projeto inédito utilizando analisando o desempenho da taboa tratada com resina como agregado graúdo no concreto, foi feito uma pesquisa bibliográfica abordando alguns temas, apresentados nesse tópico.

2.1 CONCRETO

2.1.1 Introdução

O concreto é o material estrutural mais utilizado na atualidade, devido a sua elevada resistência à compressão, durabilidade, trabalhabilidade, dentre tantos outros fatores que fazem com que o concreto seja amplamente utilizado na construção civil no mundo todo. O concreto é empregado na construção de edifícios, pontes, viadutos, passarelas e tantas outras aplicações. Seu uso é difundido mundialmente, e em ambientes não agressivos, as estruturas de concreto podem durar mais de cem anos sem necessidade de manutenção (Couto et al., 2013).

Por definição, o concreto seria qualquer mistura ou produto obtido a partir do uso de uma reação entre o cimento e água, ou um meio cimentante análogo. No entanto, a definição do concreto é ampla, visto que existem vários tipos de concreto em utilização em todo mundo, de vários tipos e para diferentes finalidades (Neville; Brooks, 2013). De modo geral, o concreto é obtido a partir da mistura de agregados, cimento e água (Bauer, 2001). Contudo, o concreto possui inúmeros tipos e metodologias de fabricação e utilização.

O concreto pode ser fabricado com diferentes tipos de cimentos; estes podem conter pozolanas, como escória de alto-forno e sílica ativa, agregados de concreto reciclado, polímeros e aditivos minerais, representando uma gama variada de componentes apenas dentro do aspecto da constituição do cimento (Neville; Brooks, 2013). Quanto à metodologia de fabricação, o concreto possui uma quantidade extensa de traços em utilização, cada um para uma finalidade de uso específica. O traço do concreto se trata da quantidade de massa ou volume dos vários componentes que o constituem. As quantidades de materiais utilizados no traço do concreto podem ser expressas por metro cúbico (Associação Brasileira De Normas Técnicas, 2022).

Outro aspecto importante sobre a fabricação e pós-fabricação do concreto é a cura, que pode ser úmida, seca, química, térmica, dentre outras. A cura úmida é a mais comum e utilizada na construção civil, pois quando a mistura é dosada de forma correta e aplicada a cura úmida, o concreto logo nos primeiros estágios se torna um material com alta resistência mecânica e durabilidade (Fernandes, 2008). A cura inadequada resulta na diminuição da resistência e da durabilidade do concreto, em consequência da perda significativa de umidade e elevação da temperatura (Isaia, 2011). À medida que o processo de cura acontece, o concreto perde água. Essa perda de água deixa vazios dentro do concreto, aumentando sua porosidade. Esse processo também pode deixar a quantidade de água presente no concreto abaixo da mínima exigida. A quantidade adequada de água no concreto possibilita a formação dos cristais na matriz cimentícia, além de permitir a trabalhabilidade esperada (Helene; Levy, 2013).

2.1.2 CARACTERÍSTICAS DO CONCRETO

Uma das características que torna o concreto um material tão amplamente utilizado é sua elevada resistência ao esforço de compressão. A taxa de resistência à compressão que o concreto pode atingir depois de moldado depende de uma série de variáveis externas. O controle de umidade no processo de cura e a geometria da estrutura ou do corpo de prova no qual o concreto foi moldado são exemplos de algumas dessas variáveis. Os outros aspectos que influenciam diretamente na resistência à compressão são o tempo de cura do concreto e a temperatura ambiente; estes dois aspectos não são variáveis, são diretrizes fixas de tempo e porcentagem de umidade (Associação Brasileira De Normas Técnicas, 2022).

Além disso, o concreto é um dos materiais da construção civil com vida útil mais elevada. Uma determinada diretriz constatada ao longo do levantamento de literatura afirma que a durabilidade da estrutura do concreto é determinada por quatro aspectos relevantes, classificados como a “regra dos 4C”: o traço do Concreto; o adensamento efetivo do Concreto dentro da estrutura; a Cura do concreto; e o Cobrimento das armaduras (Helene, 2002). O fato do concreto ser um material tão durável empregado na construção civil faz com que estruturas feitas em concreto em ambientes de baixa agressividade durem por mais de um século sem a aplicação de manutenção ao longo desse tempo (Couto et al., 2013).

2.1 IMPACTOS AMBIENTAIS DA EXTRAÇÃO DE AGREGADOS

2.2.1 Contextualização Da Atividade Mineradora No Brasil

A grande diversidade de minerais no subsolo brasileiro faz com que o Brasil ocupe uma posição mundial dominante como detentor de grandes reservas mundiais, para uma diversificada gama de minerais metálicos e não-metálicos, cerca de 40, colocando-se seguramente entre os seis mais importantes países minerais do mundo. Consequentemente, tornando-se um dos maiores produtores e exportadores de minérios mundial, a mineração é uma das atividades mais importantes para a economia nacional, sendo uma importante fonte de desenvolvimento socioeconômico do Brasil (Barreto, 2001).

2.2.2 Estudo De Caso: Extração De Brita Em São João Do Rio Do Peixe (PB)

A extração do agregado mineral brita, realizada em uma pedreira vinculada à empresa Brita Já, situada na zona rural de São João do Rio do Peixe (PB), serve como insumo para a indústria da construção civil, viabilizando a realização de projetos básicos de infraestrutura, construções e pavimentação em geral, desempenhando um papel crucial no progresso econômico tanto das áreas urbanas quanto rurais da cidade. Contudo, a extração desse agregado acarreta consequências ambientais indiscutíveis, tais como o desmatamento, a poluição e a contaminação, podendo alterar significativamente as condições ambientais e sanitárias.

Embora a atividade mineradora possua benefícios econômicos, ela possui um alto potencial para mudanças ambientais, que vão desde mudanças na paisagem através de mudanças no solo e subsolo, poluição sonora, contaminação do ar e dos recursos hídricos, diminuição da biodiversidade até a inviabilização dos sistemas ecológicos. Assim, observa-se uma dualidade entre as consequências positivas ligadas à economia e as consequências negativas que se manifestam nas paisagens das regiões mineradas e na qualidade de vida das comunidades que vivem ao redor desses locais (Fernandes, 2022). A definição oficial de impacto ambiental, conforme a Resolução CONAMA no 1, de 23 de janeiro de 1986, é “[…] qualquer mudança nas características físicas, químicas e biológicas do ambiente”. Brasil, 1986.

Devido à sua natureza extrativista, a mineração pode causar impactos ambientais significativos na água, na qualidade do ar e na capacidade do solo. Entre os impactos, destacamse as mudanças provocadas pela ação das intempéries no substrato desprotegido, a liberação de partículas para o ar, os efeitos provocados pelas explosões, a modificação do cenário e a produção de resíduos líquidos. Dado que nas pedreiras existem materiais com características geotécnicas distintas e, portanto, mais propensos à erosão, pode-se dizer que uma pedreira se segmenta em áreas de extração, de capeamento e depósitos de estéril. O local de extração é composto por uma série de bancos que se sobrepõem, resultando em uma superfície com acentuada inclinação, onde a atividade de extração mineral ocorre acima ou abaixo do nível do solo (Fernandes, 2022).

A partir da análise de imagens de georreferenciamento ao longo de 22 anos, foi constatada uma significativa mudança no ambiente após a implantação de uma mineradora de extração de brita. A Figura 1 representa a área de estudo antes da implantação da mineradora.

Figura 1 – Área de estudo antes da implantação da mineradora (2002)

Fonte: Google Earth (2002)

Área de estudo após 22 anos de extração da mineradora, representada na Figura 2 abaixo. A partir da correlação das duas Figuras é possível visualizar a diferença na paisagem após mais de duas décadas de extração.

Figura 2 – Área de estudo após 22 anos de atividade mineradora (2024)

Fonte: Google Earth (2024)

Esse tipo de procedimento provoca uma emissão sem controle, pois há a emissão de material particulado desde a britagem inicial, passando pela rebritagem, pelo transporte do material ao longo de toda a linha de produção e, por fim, pelas fases de classificação do material. Se a granulometria a ser processada na britagem for reduzida, a produção de materiais particulados aumentará. Este é um ponto crucial no sistema que precisa de uma atenção especial em relação ao controle. Além disso, a incidência do material particulado pode causar danos à saúde. Segundo um estudo realizado pelo Instituto Paul Scherrer, resultados mostraram que partículas com elevado potencial oxidativo, como é o caso do material particulado, intensificam a reação inflamatória das células. Além disso, constatou-se que o material particulado das áreas urbanas possui um maior potencial oxidativo do que o das áreas rurais, sendo mais prejudicial à saúde, como representado na Figura 3 (Fernandes, 2022).

Figura 3 – Emissão de material particulado em pedreira.

Fonte: ENGEAR CONSULTORIA (2018)

2.3 USO DE FIBRAS NO CONCRETO COMO ALTERNATIVA SUSTENTÁVEL

2.3.1 Contextualização e Desafios na Construção Civil

Com o crescente desenvolvimento em todo o planeta, o tema sustentabilidade tem ganhado cada vez mais espaço em discussões. O mercado da construção civil é um dos maiores consumidores de matérias-primas, energia e recursos naturais de todo o globo. Devido a essa demanda por recursos cada vez maior, o desafio do século XXI é obter materiais para construção com baixo nível de consumo energético, durabilidade elevada e origens ecológicas, de modo a satisfazerem a demanda por recursos cada vez maior, principalmente em países em atual desenvolvimento (Swamy, 2000).

Os materiais cimentícios são, de forma geral, caracterizados por possuírem baixa resistência a esforços de tração e baixa capacidade de deformação; isso ocorre devido a serem materiais rígidos (Pereira, 2017). Estas características elevam a possibilidade do aparecimento de fissuras, normalmente em consequência do carregamento ou da retração que ocorre em estruturas de concreto. Quando ocorre o aparecimento de fissuras em estruturas de concreto, ele perde sua capacidade de carga, perdendo sua principal propriedade e motivo de utilização (Nagaranti et al., 2019). Outro aspecto que a utilização de concreto implica é na alta taxa de extração dos agregados utilizados na mistura do concreto, principalmente a extração de agregados graúdos, como a brita. Uma medida encontrada para minimizar esses problemas decorrentes do uso do concreto é a adição de fibras junto à mistura.

2.3.2 Análise da Adição de Fibras de Bambu

Atualmente, estudos com a adição de fibra de bambu como componente na matriz cimentícia já foram executados. Testes de tração diametral com corpos de prova de concreto com a adição de fibras de bambu obtiveram um aumento de mais de 7% em sua resistência quando correlacionados com o traço de referência. De modo em comparação com traços misturados junto a fibras de polietileno e poliéster, assume uma posição intermediária. Ensaios de tração na flexão por três pontos também foram efetuados; o estudo constatou que o traço com adição de fibras de bambu obteve um aumento de 16,17% em sua resistência comparado ao traço de referência de pesquisa. Em paralelo com o concreto com adição de polietileno e poliéster, o traço com bambu ficou novamente em posição intermediária (Auersvaldt; Lay; Miranda, 2019).

Em contraponto, quando ensaios de compressão foram executados, observou-se uma diminuição da resistência do concreto. A partir da análise dos resultados, a redução da resistência a esforços de compressão pode ser devido à fibra de bambu ser altamente porosa, formando espaços vazios no interior do concreto. Outro ponto importante de se analisar é o fato que no presente estudo analisado o traço com adição de fibras foi dosado com uma quantidade superior de água em relação ao traço de referência; a dosagem de água está profundamente ligada à resistência que o concreto vai atingir.

A partir da análise dos corpos de prova do estudo utilizando o bambu após a ruptura, constatou-se que os corpos de prova onde o bambu foi adicionado sofreram uma ruptura diferente; constataram que a ruptura foi menos acentuada, o que mostrou que o concreto obteve um aumento de ductilidade e tenacidade.

A análise do uso de fibras de bambu como substitutas das fibras sintéticas no concreto evidencia que essa alternativa é tecnicamente viável, particularmente no que se refere à resistência mecânica do material. O estudo destaca que as fibras de bambu apresentam desempenho compatível com as fibras sintéticas comumente utilizadas, como poliéster e polietileno. Além disso, ressalta-se a relevância dos benefícios ambientais e sociais proporcionados pelo bambu, já que sua produção demanda menor industrialização, reduz o consumo de energia e gera menos resíduos, contribuindo para a sustentabilidade e a redução de custos no setor da construção civil.

Entretanto, o trabalho também aponta desafios práticos durante o preparo do concreto com a adição de fibras de bambu. Observou-se que a mistura se torna menos fluida, exigindo maior quantidade de água para garantir a trabalhabilidade e a adequada compactação. Esse comportamento é atribuído à geometria e à alta capacidade de absorção de água das fibras de bambu, características que influenciam diretamente na consistência da mistura.

Outro aspecto relevante abordado é o impacto dessas propriedades na durabilidade do concreto. O fato de as fibras de bambu absorverem água pode provocar inchaço e posterior retração, criando possíveis vazios e pontos frágeis na matriz do concreto ao longo do tempo. Além disso, por ser um material de origem vegetal, o bambu está sujeito a processos de decomposição e ataques biológicos, o que pode comprometer a integridade do compósito caso não sejam adotadas medidas de proteção ou tratamento adequado das fibras.

De modo geral, o estudo demonstra que o uso de fibras de bambu no concreto apresenta vantagens significativas, especialmente no âmbito ambiental e econômico. Contudo, ressaltase a necessidade de pesquisas adicionais para aprimorar a durabilidade e a estabilidade do material, garantindo sua aplicação segura e vida útil das estruturas.

2.3.2 Análise da Adição de Fibra Vegetal do Coco

Estudos utilizando a fibra vegetal do coco adicionada ao concreto também já foram realizados. O estudo que foi analisado durante a pesquisa aborda de forma abrangente o comportamento do concreto com a adição de fibra de coco, comparando-o com o concreto convencional e buscando identificar as condições ideais para a utilização dessa fibra natural. O trabalho destaca a importância de se determinar o comprimento e a dosagem adequados das fibras para otimizar as propriedades do material (Souto, 2024).

De acordo com o trabalho analisado, o intervalo de comprimento mais indicado para as fibras de coco está entre 25 mm e 75 mm, enquanto a porcentagem ideal de adição situa-se entre 0% e 2%. Essa faixa é considerada a mais apropriada para promover melhorias significativas no desempenho do concreto, pois concentrações superiores a 2% podem acarretar efeitos adversos em algumas propriedades do mesmo. Essa delimitação é fundamental, pois demonstra que a dosagem e o tamanho das fibras influenciam diretamente as propriedades do concreto.

No que se refere às características mecânicas do concreto com fibra de coco, o estudo evidencia ganhos expressivos em relação ao concreto convencional. A resistência à compressão, por exemplo, pode apresentar um aumento superior a 20%, indicando que as fibras contribuem para a melhoria da capacidade do material em suportar cargas compressivas (Ahmad et al., 2020). De maneira semelhante, a resistência à tração também é beneficiada, podendo alcançar um incremento de até 20% (Ahmad et al., 2020). Esse aumento na resistência à tração é particularmente relevante, uma vez que o concreto tradicional é um material fraco sob esse tipo de esforço. As análises que o estudo realiza são baseadas em pesquisas e parâmetros já estudados, de modo que as informações possuem um respaldo técnico ainda maior.

Entretanto, o estudo aponta desafios relacionados à durabilidade do concreto com fibra de coco, especialmente no que diz respeito à absorção de água, problema também constatado na pesquisa com o concreto com adição de bambu. Para concentrações de fibra entre 0% e 2%, tanto a pesquisa como outros autores (Kore, 2021) observaram aumento na absorção de água em comparação ao concreto convencional. Esse aumento na absorção pode comprometer a durabilidade do concreto; dessa forma, a dosagem das fibras deve ser criteriosamente controlada para evitar prejuízos à integridade do material.

O estudo analisado enfoca a relevância da fibra de coco como uma alternativa sustentável e econômica para a engenharia civil. Destaca-se que a fibra é um material reciclável, de baixo custo e ambientalmente benigno, características que a tornam uma alternativa diante da crescente demanda por soluções sustentáveis na construção civil. O concreto com fibra de coco reforçada apresenta vantagens mecânicas, como melhorias nas resistências à tração e compressão, o que pode ampliar seu campo de aplicação.

A durabilidade do material orgânico que é a fibra de coco ainda é um ponto que carece de maior aprofundamento. O estudo evidencia que altas concentrações de fibra tendem a prejudicar a durabilidade do concreto, especialmente em relação à absorção de água e à suscetibilidade a agentes químicos agressivos. Nesse sentido, alguns autores sugerem que o tratamento químico prévio das fibras pode melhorar essas propriedades, embora esse tema ainda não tenha sido amplamente explorado na literatura científica. Essa lacuna indica uma oportunidade para futuras pesquisas que possam desenvolver métodos eficazes para aumentar a resistência e a durabilidade do concreto, seja com fibra de coco ou outras fibras naturais.

2.3.4 Análise da Adição de Fibras do Pseudocaule da Bananeira

Outro estudo correlacionado com o tema da utilização de fibras naturais é o realizado por Hendges, Silva e Bezerra (2024), que investigou os efeitos da adição de fibras do pseudocaule da bananeira na resistência à compressão do concreto, comparando-o com o concreto convencional. A pesquisa parte do pressuposto de que as fibras naturais, como a da bananeira, podem oferecer uma alternativa sustentável ao reforço de matrizes cimentícias, redução de impactos ambientais e diminuição de custos.

Os autores utilizaram uma abordagem experimental, moldando corpos de prova de concreto convencional e concreto com adição de 0,5% de fibra de bananeira em relação ao volume. A fibra foi extraída diretamente das bananeiras e seguiu uma série de processos antes de sua utilização no traço do concreto. Logo após a coleta, os caules foram cuidadosamente lavados com água corrente para que fossem removidas quaisquer impurezas que pudessem estar nos mesmos. A próxima etapa consistiu na exposição dos caules à luz solar, iniciando assim o processo de secagem do caule da bananeira. Após esse processo de secagem com objetivo de secar os caules devido a serem lavados com água, os caules foram separados criteriosamente e submetidos a um processo de secagem adicional de quarenta e oito horas, para que ficassem totalmente secos, perdendo qualquer umidade presente em seu interior.

A pesquisa concluiu que, embora a fibra de bananeira seja uma alternativa sustentável e de baixo custo, sua aplicação em concreto não atingiu resultados positivos. Com a adição de 0,5% da fibra de bananeira, o concreto sofreu redução de 5% na resistência à compressão. O estudo concluiu que a diminuição da trabalhabilidade do concreto e, principalmente, do aumento da porosidade do material, foram os motivos dessa diminuição na resistência à compressão. De modo que a utilização da fibra de bananeira é indicada para usos em elementos secundários, como blocos de fechamento ou pisos não estruturais. O estudo analisado reforça a importância de pesquisas futuras para avaliar outras formas de processamento das fibras, como por exemplo, a impermeabilização do material, que poderia mitigar os efeitos negativos que a utilização da fibra de bananeira, assim como de outras fibras naturais adicionadas ao concreto, pode causar a curto e longo prazo.

2.4 TABOA (TYPHA DOMINGENSIS)

2.4.1 Taboa

A taboa (Typha domingensis) é uma planta aquática que encontramos em muitas partes do mundo. Aparece principalmente em ecossistemas úmidos da Europa, Ásia e Américas, exceto em área mais frias (Santos; Vieira; Barros, 2022; Baishya, 2020; Bove, 2020). Acha-la em ambientes aquáticos é muito fácil, pois sua capacidade de se espalhar rapidamente também pode trazer desafios para sua cultivação controlada (Santos; Vieira; Barros, 2022; Bansal et al., 2019). 

A taboa é importante para a ecologia, mas vai muito além disso pois tem um valor socioeconômico também, principalmente para comunidades que a usam como matéria-prima para criar artesanato e outros produtos (Sauini, 2023). Pensando numa maneira sustentável para o manejo da taboa faz se necessário criar planos que possuam participação das comunidades que utilizam a taboa, juntando o conhecimento científico e o conhecimento tradicional, criando um forte caminho a se seguir para o sucesso do manejo da taboa, conservando o meio ambiente e o desenvolvimento das comunidades (Sauini, 2023).

Essa planta surgiu primeiramente em algum lugar da Eurásia oriental. De lá, ela se espalhou e se diversificou pelo mundo todo (SANTOS; VIEIRA; BARROS, 2022, Citando ZHOU et al., 2018; Bansal et al., 2019). Hoje, podemos encontrá-la em diversos locais do mundo, devido a sua facilidade de se espalhar com o vento (SANTOS; VIEIRA; BARROS, 2022, Citando BANSAL et al., 2019). Essa planta cresce muito rápido e, por isso, pode se tornar uma planta invasora (SANTOS; VIEIRA; BARROS, 2022, Citando BANSAL et al., 2019). A Figura 4 apresenta as flores da taboa, que possuem formato de espiga e são localizadas na parte superior da planta.

Figura 4 – Inflorescência da Typha domingensis Pers.

Fonte: Ouro Verde – GO (2025) (Foto: Marcos Felipe Silva).

Olhando pelo lado ecológico, a T. domingensis é uma planta que domina as zonas costeiras e úmidas. Tem grande influência na filtragem de nutrientes na água, ajuda a pegar o carbono em ambientes de água doce e ainda contribui para a biodiversidade e a fertilidade do solo (Santos; Vieira; Barros, 2022, Citando Ferreira et al., 2019). Fora isso, a taboa pode abrigar algas e bactérias, o que torna o ambiente em que elas estão diversificado (Santos; Vieira; Barros, 2022, Citando Ferreira et al., 2019). Estudar essas características e como a taboa atua no ambiente é de extrema importância para que não se torne um problema.

2.4.2 Estrutura e Características da Planta

A Typha domingensis é uma planta que vive por longos períodos em zonas alagadas, pertencente à família Typhaceae (Santos; Vieira; Barros, 2022, Citando Ferreira et al., 2019; Bove, 2020). Chamado de rizoma, seu caule cresce de forma rasteira e se destaca por ser grosso, macio e de cor branca. Esses rizomas são de rápida dispersão (Santos; Vieira; Barros, 2022). A Figura 5 mostra as raízes e o caule da taboa já mencionados.

Figura 5 – Raiz da Typha domingensis Pers.

Fonte: (CIEMAT, 2014)

As folhas da taboa são longas e pontiagudas, nascem em fileiras, como um coqueiro, só que em direções opostas. As folhas possuem seções e crescem retas, lisas e grossas. Nascem da base da taboa e suas nervuras são paralelas, uma característica comum das plantas monocotiledôneas (Santos; Vieira; Barros, 2022). Uma das partes que mais se destacam é sua inflorescência, que é um conjunto de muitas flores masculinas e femininas separadas, agrupadas no topo da planta (Figura 4). Toda essa estrutura cresce entorno de um caule macio que se assemelha a um palmito que pode chegar até 3 metros de altura. As flores, que fazem sua proliferação ser muito eficiente se parecem com um charuto vermelho como mostra a (Figura 4), a espiga masculina geralmente é a mais fina e fica na mesma planta acima da espiga maior, fêmea (Santos; Vieira; Barros, 2022). A Figura 6 mostra o talo da Taboa envolto por suas folhas. 

Figura 6 – Folhas da Typha domingensis Pers.

Fonte: Ouro Verde – GO (2025) (Foto: Marcos Felipe Silva).

A proliferação da taboa se dá por dois jeitos: pelas sementes, que são leves e o vento as leva longe e também de forma vegetativa, quando seus rizomas se expandem (Santos; Vieira; Barros, 2022). A taboa se adapta com facilidade a vários ambientes, desde que tenha água suficiente. Um exemplo, ela tem pequenos poros nas duas faces das folhas, o que não é tão comum. Na parte interna da taboa é possível ver tecidos especiais chamados aerênquimas, que têm grandes espaços cheios de ar, o que facilita a passagem, principalmente oxigênio, para as partes da planta que ficam afundadas na água (Santos; Vieira; Barros, 2022, Citando Carvalho; Mariath, 2019; Bove, 2020). Sauini (2023).

Devido às suas características, a Typha domingensis, é incrivelmente versátil. Ela pode ser usada como alimento para animais, pode ser usada na construção de telhados de casas, assim como a folha de bananeira, mas é principalmente utilizada para o artesanato, gerando incríveis cestos, esteiras e bolsas (Santos; Vieira; Barros, 2022; Sauini, 2023). 

O potencial econômico que a taboa gera é enorme, principalmente para as pessoas que sobrevivem de seu artesanato. Sauini (2023) mostra minunciosamente a importância da taboa para o Quilombo da Fazenda, em Ubatuba (SP). Para o pessoal do Quilombo a taboa e suas culturas estão interligadas trazendo sua fonte de renda e reforçando sua cultura para o mundo, e o que permite que isso seja possível é sua maneira de manejo e responsabilidade com o meio ambiente.

2.4.3 Impactos Ambientais e Manejo da Taboa

Mesmo que a taboa apresente infinitas qualidades deve ser ter em mente que ela pode se tornar uma espécie invasora, tomando conta de lagos por exemplo, fazendo com que só ela exista no local (Santos; Vieira; Barros, 2022). Como ela cresce muito rápido e se espalha com facilidade, pode acabar formando grandes áreas onde só ela existe. Isso pode mudar o ambiente de forma negativa diminuindo a diversidade de outras plantas aquáticas e, dependendo do local, obstruir sistemas de irrigação e drenagem (Santos; Vieira; Barros, 2022). 

Voltando para o lado positivo dela, ela é conhecida por sua capacidade de limpar águas contaminadas, um processo chamado fitorremediação, ela consegue absorver, filtrar e acumular poluentes, como metais pesados, esgotos e nutrientes como nitrogênio e fósforo, que em excesso prejudicam o ambiente (Santos; Vieira; Barros, 2022). Essa qualidade a torna um recurso valioso para o tratamento de esgotos e a recuperação de áreas danificadas.

Dessa maneira é necessário encontrar um ponto de equilíbrio no manejo da Typha domingensis. Aproveitando seus benefícios e, ao mesmo tempo, controlar seu crescimento exacerbado. Sauini (2023) propõe um plano de manejo participativo para a taboa no Parque Estadual Serra do Mar. Onde faz uma divisão das zonas de coleta, determinando o volume que pode ser extraído da planta e monitorando sua capacidade produtiva. Essa estratégia, utiliza o melhor dos dois mundos combinando o saber locar e o estudo científico.

Portanto, a Typha domingensis tem grande relevância em termos ecológicos, sociais e econômicos. A sua capacidade de se adaptar a diversos ambientes e suas diversas aplicações aliado valioso, mas se faz necessário cuidado extremo no seu manejo, para que possamos utilizar a taboa de maneira sustentável e desfrutar apenas de seus benefícios.

As pesquisas realizadas por Santos, Vieira e Barros (2022) e Sauini (2023) fornecem uma fundamentação científica aprofundada que possamos executar e tomar decisões sobre o manejo da taboa. Em seus artigos que é de extrema importância continuarem a pesquisar e desbravar mais temas sobre essa planta. Por meio deles, conseguimos harmonizar a preservação da biodiversidade com a utilização sustentável dos recursos naturais, assegurando que a taboa mantenha suas diversas funções relevantes nos ecossistemas e na vida das pessoas. 

Não se trata de apenas revisar o que já foi publicado sobre o tema, mas demonstrar que o problema encontra sustentação na literatura e que a sua compreensão ainda requer estudos mais aprofundados ou metodologias alternativas para ser compreendido. 

3 METODOLOGIA 

A presente pesquisa foi conduzida por meio de uma abordagem experimental e aplicada, com o objetivo de investigar o impacto da adição do caule da taboa (Typha domingensis), previamente tratada com resina impermeabilizante, na resistência à compressão do concreto. O estudo tem como fundamento a busca por alternativas sustentáveis para substituição parcial de agregados graúdos, considerando a necessidade de menor impacto ambiental, eficiência mecânica e viabilidade técnica da solução proposta.

A metodologia adotada contempla todas as etapas necessárias para a obtenção de dados experimentais confiáveis, observando os princípios de baixo custo, agilidade, precisão e reprodutibilidade dos resultados, conforme orientação de Barreto e Honorato (1998). As atividades da pesquisa serão descritas a seguir de forma sequencial e detalhada:

3.1 Coleta e Seleção da Taboa

A taboa foi coletada em regiões de brejo, especificamente em uma propriedade rural localizada no município de Ouro Verde de Goiás (GO), onde a planta ocorre em abundância e a coleta foi previamente autorizada pelo proprietário. O corte é realizado próximo à raiz, buscando preservar a maior extensão do caule, que é a parte aproveitada no estudo. As demais partes da planta, como folhas, inflorescências e raízes, foram separadas e estocadas, para possíveis estudos futuros.

Após a coleta, os caules foram limpos manualmente para retirada de impurezas e armazenados em local seco e ventilado até o início das etapas subsequentes de processamento, como é demonstrado na Figura 7.

Figura 7 – Talos da Typha domingensis Pers.

Fonte: Ouro Verde – GO (2025) (Foto: Marcos Felipe Silva).

3.2 Fracionamento, Secagem e Tratamento com Resina

Os caules da taboa foram cortados em pedaços com dimensão padronizada de 19 mm, que corresponde ao tamanho máximo permitido para agregados graúdos segundo a NBR 7211:2019. A Figura 8 mostra como os cortes foram realizados, com o auxílio de ferramentas manuais, garantindo uniformidade e evitando deformidades que possam comprometer a homogeneidade do concreto.

Figura 8 – Cortes dos Talos da Taboa.

Fonte: Anápolis – GO (2025) (Foto: Marcos Felipe Silva).

Em seguida, os fragmentos foram dispostos em bandejas e submetidos à secagem em estufa a 40°C, aproximadamente, por um período estimado de 24 a 48 horas, até a completa eliminação da umidade interna. Essa etapa é fundamental a eficiência da resina no isolamento da fibra. A Figura 9 expressa o processo descrito acima.

Figura 9 – Secagem da Taboa.

Fonte: Anápolis – GO (2025) (Foto: Marcos Felipe Silva).

Concluída a secagem, foi aplicada uma resina impermeabilizante de base polimérica, por imersão, em toda a superfície da taboa. O objetivo é criar uma barreira protetora contra umidade, evitando a deterioração do material vegetal e prevenindo a formação de vazios no concreto. A Figura 10 mostra como esse processo de aplicação da resina. 

Figura 10 – Aplicação da Resina.

Fonte: Anápolis – GO (2025) (Foto: Marcos Felipe Silva).

 Na Figura 11, após a aplicação da resina, os fragmentos tratados foram deixados em ambiente seco e ventilado até a cura completa da resina.

Figura 11 – Cura da Resina.

Fonte: Anápolis – GO (2025) (Foto: Marcos Felipe Silva).

3.3 Definição do Traço

A definição do traço do concreto é uma etapa fundamental para garantir a eficiência da mistura. Foi adotado um traço de referência com proporção 1:1,3:1,1:0,33:0,45 (cimento:areia:brita 0:brita 1:água), utilizando cimento Portland composto tipo CPII. Esse traço foi selecionado com base em estudos que apontam boa resistência mecânica e trabalhabilidade adequada para estruturas de pequeno porte.

A obtenção do traço foi realizada com base no método de massa unitária e na relação a/c (cimento/água) adequada para garantir resistência e trabalhabilidade. Os materiais foram secos, peneirados e pesados individualmente em balança de precisão.

Foram preparados três traços:

– Traço 1: concreto de referência (sem taboa);

– Traço 2: concreto com 5% de substituição volumétrica da brita por taboa;

– Traço 3: concreto com 10% de substituição volumétrica da brita por taboa.

A porcentagem utilizada na pesquisa foi baseada nos testes realizados com a fibra de coco e do bambu, sendo que de acordo com as mesmas, uma porcentagem relativamente menor tem um resultado positivo comparado a uma porcentagem maior. A Tabela 1 demonstra a utilização do traço a partir de um valor de referência de 10 kg de cimento, com o objetivo de apresentar na pratica a proporção dos agregados utilizados.

Tabela 1– Proporções dos Traços

Fonte: (Marcos Felipe Silva, 2025)

A substituição foi calculada com base na densidade de massa aparente da brita e da taboa, para garantir equivalência volumétrica. As porcentagens adotadas de 5% e 10% foram definidas para efetuar uma futura correlação com pesquisas existentes já citadas que utilizaram porcentagens equivalentes. A mistura foi feita em betoneira de eixo inclinado, com tempo de mistura de 3 a 5 minutos, garantindo homogeneização.

3.4 Ensaio de Abatimento (Slump Test)

Antes da moldagem dos corpos de prova, foi realizado o ensaio de abatimento do tronco de cone, conforme a NBR NM 67:1998. O objetivo é avaliar a consistência do concreto fresco e verificar a trabalhabilidade da mistura.

O ensaio foi feito utilizando o molde tronco cônico com dimensões padronizadas de 300 mm de altura, 200 mm de diâmetro na base e 100 mm no topo. O molde foi preenchido em três camadas de igual altura. Cada camada foi adensada com 25 golpes de soquete, aplicados uniformemente.

Na Figura 12, após o preenchimento, o molde foi retirado na vertical em um movimento contínuo e rápido. A diferença entre a altura do molde e a altura do concreto após a retirada corresponde ao valor do abatimento, sendo o valor esperado de 10 cm (+ ou – 2cm), e valor encontrado estava de acordo com o esperado.

Figura 12 – Slump Test.

Fonte: Anápolis – GO (2025) (Foto: Marcos Felipe Silva).

3.5 Moldagem dos Corpos de Prova

Com o concreto fresco aprovado, foram moldados os corpos de prova cilíndricos com dimensões de 10 cm de diâmetro e 20 cm de altura, conforme a NBR 5738:2015. Na Figura 13 é possível ver que para cada traço, foram moldados 9 corpos de prova, totalizando 27 unidades. Os demais corpos de prova da Figura 13 foram de outra pesquisa que foi elaborada em paralelo.

Figura 13 – Corpos de Prova Moldados.

Fonte: Anápolis – GO (2025) (Foto: Marcos Felipe Silva).

As fôrmas foram previamente limpas e lubrificadas com desmoldante. O concreto foi vertido em três camadas de igual altura, e cada camada foi adensada com 30 golpes de soquete metálico. Após o preenchimento e adensamento, a superfície superior foi nivelada com uma régua metálica. Na Figura 13 é possível verificar o o processo de moldagem dos corpos de prova.

Figura 14 – Moldagem dos Corpos de Prova.

Fonte: Anápolis – GO (2025) (Foto: Marcos Felipe Silva).

Os corpos de prova foram identificados com etiquetas contendo a data, tipo de traço e tempo de ruptura programado. Após 24 horas, foram desmoldados e transferidos para a câmara úmida, até o momento dos ensaios como pode ser verificado na Figura 15.

Figura 15 – Corpos de Prova Desmoldados.

Fonte: Anápolis – GO (2025) (Foto: Marcos Felipe Silva).

3.6 Ensaio de Resistência à Compressão Axial

Os corpos de prova foram submetidos ao ensaio de compressão axial de acordo com a NBR 5739:2018, nas idades de 7, 14 e 28 dias. Para cada traço, foram rompidos 3 corpos por idade, totalizando 9 rompimentos por ensaios de ruptura. Segue abaixo na Figura 16 um dos corpos de prova no traço com adição de 5% de Taboa rompido na marca de 7 dias.

Figura 16 – Traço 5% rompimento 7 dias.

Fonte: Anápolis – GO (2025) (Foto: Marcos Felipe Silva).

A Figura 17 demonstra um dos corpos de prova no traço com adição de 10% de Taboa rompido também na marca de 7 dias. 

Figura 17 – Traço 10% rompimento 7 dias.

Fonte: Anápolis – GO (2025) (Foto: Marcos Felipe Silva).

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS

Com a coleta dos dados, após o rompimento dos corpos, fez-se possível uma análise comparativa dos traços, que estão dispostas nas tabelas a seguir:

Tabela 2 – Traço Referência Resultados.

Fonte: (Marcos Felipe Silva, 2025)

Resultados do traço padrão sem adição de taboa, com proporção 1:1,3:1,1:0,33:0,45 (cimento: areia: brita 0: brita 1: água).

Tabela 3 – Traço 5% Taboa Resultados.

Fonte: (Marcos Felipe Silva, 2025)

Resultados do traço com adição de taboa, onde foi adicionado 5% de Taboa em relação ao volume da brita 1, com mesma proporção do traço de referência, sendo: 1:1,3:1,1:0,25:0,45:0,0074 (cimento: areia: brita 0: brita 1: água: Taboa).

Tabela 4 – Traço 10% Taboa Resultados.

Fonte: (Marcos Felipe Silva, 2025)

Resultados do traço com adição de taboa, onde foi adicionado 5% de Taboa em relação ao volume da brita 1, com mesma proporção do traço de referência, sendo: 1:1,3:1,1:0,17:0,45:0,0148 (cimento: areia: brita 0: brita 1: água: Taboa).

Tabela 4 – Traço 10% Taboa Resultados.

Fonte: (Marcos Felipe Silva, 2025)

Analisando a média dos resultados Idade x Tensão média de ruptura obtém-se o seguinte gráfico:

Fonte: (André Feliciano, 2025)

Com a análise das tabelas e comparando os seus resultados, pode-se observar que após 7 dias o concreto com adição de 5% de Taboa apresentou a tensão de ruptura média em 24,8Mpa, e os moldes com adição de 10% teve a tensão média de ruptura em 24,4Mpa, que são superiores a tensão de ruptura média do traço padrão, sendo de 22,93Mpa. Seguindo com as análises, observa-se que após os 14 dias os traços com adição de Taboa se mantém ligeiramente melhores em relação ao padrão, com exceção de um dos moldes do concreto com adição de 10% que ficou inferior aos outros devido a erros na moldagem. Após seus 28 dias, os testes de ruptura foram finalizados e encerra-se as comparações, sendo assim, o traço de 10% teve a maior tensão de ruptura com 29,37Mpa em média, seguido pelo concreto com 5% de adição com 28,43Mpa e por fim o traço padrão com 28Mpa.

Portanto, os resultados obtidos ao final da pesquisa dos traços de 5% e 10% foram um sucesso, ultrapassando o Fck mínimo para a Classe de agressividade II que é de 25Mpa conforme a NBR 6118.

Analisando os resultados pode-se notar que os traços de 5% e 10% de adição da Taboa atenderia as normas e suportaria tensões até maiores que o padrão utilizado. Outra observação é que o traço de 5% se destacou até os 14 dias de idade apresentando uma tensão de ruptura até 16% superior aos outros dois traços, portanto, tratando-se da aplicação o uso do traço com 5% de taboa pode ser sugerido em locais que necessitam de uma resistência alta mais rapidamente, e posteriormente mantendo seu padrão, como por exemplo em obras com datas de entrega e com prazos curtos para a continuação da construção. Já o traço com adição de 10% pode ser sugerido em locais que necessitem de maior resistência no longo prazo, sendo explicado pela absorção de água pela Taboa, contribuindo na sua cura e podendo ser utilizado em local onde não terá fácil acesso para deixar o concreto úmido, dessa forma a própria Taboa absorve uma quantidade maior de água em relação aos outros traços e se mantém úmido sozinho por mais tempo. 

5 CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS

O estudo evidenciou que a utilização da taboa tratada com resina polimérica como agregado alternativo no concreto apresenta resultados promissores, conciliando aspectos de sustentabilidade e desempenho técnico. A substituição parcial de 5% revelou ganhos expressivos de resistência em idades iniciais, enquanto a proporção de 10% apresentou evolução satisfatória no longo prazo, associada à maior capacidade de retenção de umidade. Assim, a taboa demonstra potencial de aplicação em diferentes contextos construtivos, podendo ser empregada tanto em obras que demandam resistência acelerada quanto em situações que exigem maior durabilidade. Dessa forma, conclui-se que a pesquisa contribui para o desenvolvimento de soluções inovadoras e ambientalmente responsáveis na construção civil, reforçando a importância da exploração de materiais alternativos para a produção de concretos sustentáveis.

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1Docentes do Curso Superior de Engenharia Civil da Universidade Evangélica de Goiás Campus Anápolis – GO.