REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202508081418
Jackson Silva da Cruz1
Jaqueline Mendes Bastos2
RESUMO
Este artigo tem como objetivo apresentar práticas pedagógicas empregadas no ensino de Biologia, com base em uma abordagem crítica e investigativa. A pesquisa adotou uma metodologia qualitativa, de natureza bibliográfica, utilizando como principais referências autores como Tardif (2002), Freire (2015), Krasilchik (2008), Leite (2014), Ricardo (2025), Hartmann e Zimmermann (2009), entre outros. Além da revisão de literatura, foi realizada uma análise documental de legislações e diretrizes curriculares nacionais, como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e os Parâmetros Curriculares do Ensino Médio (OCEM). A análise dos textos permitiu a identificação de três eixos centrais de discussão: a integração entre teoria e prática, o ensino por investigação científica e a contextualização e relevância social dos conteúdos biológicos. Esses temas foram interpretados à luz de referenciais teóricos críticos, especialmente os de Tardif e Freire, que concebem a prática docente como um processo reflexivo, dialógico e transformador da realidade. Os resultados indicam que as práticas pedagógicas no ensino de Biologia ainda enfrentam desafios significativos, especialmente no que se refere à articulação entre os conhecimentos teóricos e práticos, à incorporação de metodologias investigativas e à contextualização dos conteúdos no cotidiano dos estudantes. Diante disso, conclui-se ser fundamental que os educadores adotem práticas que estimulem a reflexão crítica, a participação ativa dos alunos e a vinculação do conhecimento científico às questões sociais contemporâneas, contribuindo para uma educação mais significativa, emancipadora e comprometida com a transformação social.
Palavras-chave: Práticas pedagógicas; Ensino de Biologia; Educação significativa e transformadora.
INTRODUÇÃO
O ensino de Biologia no Ensino Médio enfrenta desafios significativos, especialmente no contexto brasileiro, onde os alunos frequentemente percebem a disciplina como distante de sua realidade cotidiana. A complexidade dos conteúdos biológicos, que abrangem desde a célula até os ecossistemas, muitas vezes dificulta a compreensão dos estudantes, tornando o aprendizado desinteressante e desconectado de suas experiências diárias. Nesse cenário, a prática pedagógica, conforme Tardif (2002), é um processo contínuo de aprendizagem no qual os docentes reinterpretam e adaptam sua formação às realidades da profissão. É essencial que os educadores desenvolvam práticas que integrem teoria e prática, conhecimento e investigação, visando formar cidadãos críticos e conscientes.
A adoção da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e as mudanças promovidas pela Reforma do Ensino Médio estabeleceram novas orientações que exigem dos docentes a incorporação de abordagens pedagógicas mais ativas, inovadoras e participativas em sala de aula. Essas reformas enfatizam a necessidade de práticas pedagógicas que promovam a investigação científica, o pensamento crítico e a contextualização dos conteúdos. No entanto, a redução da carga horária destinada à Biologia e a escassez de recursos didáticos adequados, como laboratórios e materiais atualizados, dificultam a aplicação dessas novas abordagens (Souza, et. al., 2016). Além disso, a falta de formação continuada dos docentes e a resistência a novas metodologias pedagógicas são obstáculos adicionais que comprometem a efetividade do ensino de Biologia (Rossasi e Polinarski, 2011).
Nesse contexto, é fundamental que os professores adotem metodologias inovadoras que integrem teoria e prática, utilizando recursos como experimentos de laboratório, textos de divulgação científica e tecnologias educacionais. Essas estratégias não apenas tornam o ensino mais atrativo e relevante para os alunos, mas também estimulam o desenvolvimento de habilidades investigativas e reflexivas. A prática pedagógica, portanto, deve ser vista como um processo de transformação, no qual tanto alunos quanto professores se envolvem ativamente na construção do conhecimento, alinhando-se à visão de Freire (2015) de uma educação emancipadora e voltada para o desenvolvimento da consciência crítica.
METODOLOGIA
Este estudo configura-se como uma revisão de literatura de abordagem qualitativa, cujo objetivo central foi analisar criticamente as práticas pedagógicas no ensino de Biologia no Ensino Médio, com foco na integração entre teoria e prática, na promoção da investigação científica e na contextualização dos conteúdos. A revisão de literatura é uma etapa fundamental na condução de pesquisas científicas, pois possibilita ao pesquisador contextualizar seu trabalho em relação ao que já foi produzido na área. Segundo Gil (2021), essa revisão envolve uma análise crítica e sistemática das publicações como livros, artigos científicos e documentos oficiais, com o propósito de reunir, analisar e interpretar informações relevantes para o objeto de estudo. Mais do que reunir informações, essa etapa visa reconhecer lacunas no conhecimento, analisar distintas perspectivas teóricas e metodológicas e fornecer suporte para a fundamentação do estudo em desenvolvimento. Esse processo é fundamental para a construção do referencial teórico e para a fundamentação da pesquisa.
Para tanto, foram selecionadas obras de autores consagrados na área de ensino de Ciências e Biologia, tais como Krasilchik (2008), Campos e Nigro (2009), Caldeira e Zaidan (2010), Leite (2014), Sasseron (2015), Bonilla e Pretto (2015), entre outros. A seleção do material bibliográfico foi orientada pelos seguintes critérios: (1) pertinência temática em relação ao ensino de Biologia no Ensino Médio; (2) reconhecimento da contribuição científica dos autores no campo da Educação; (3) diversidade metodológica e teórica; e (4) publicações com ênfase no contexto educacional brasileiro.
O corpus documental também incluiu legislações e diretrizes curriculares oficiais, como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a Reforma do Ensino Médio e as Orientações Curriculares para o Ensino Médio (OCEM) (Brasil, 2006), com o intuito de compreender as mudanças recentes nas políticas públicas voltadas à área de Ciências da Natureza, em especial a Biologia.
A análise dos textos selecionados para esta pesquisa foi conduzida a partir da identificação de três eixos centrais que se mostraram recorrentes e significativos nas discussões sobre o ensino de Biologia. O primeiro eixo trata da integração entre teoria e prática, evidenciando a necessidade de superar a dicotomia historicamente construída entre o saber acadêmico e o saber aplicado em sala de aula. Nesse sentido, os textos apontam que as estratégias pedagógicas precisam estar alinhadas com uma prática que valorize o conhecimento científico, mas que também se concretize na realidade cotidiana dos estudantes.
O segundo eixo identificado refere-se ao ensino por investigação científica, entendido como uma abordagem que estimula o protagonismo discente, o pensamento crítico e a construção ativa do conhecimento. Essa perspectiva rompe com o modelo tradicional de ensino transmissivo e propõe metodologias que incentivem a problematização, a formulação de hipóteses, a experimentação e a análise de resultados, promovendo, assim, uma aprendizagem mais significativa.
O terceiro eixo aborda a contextualização e a relevância social dos conteúdos biológicos, destacando a importância de relacionar os temas estudados com o cotidiano dos alunos e com questões sociais, ambientais e éticas contemporâneas. Essa dimensão contextualiza o ensino de Biologia, tornando-o mais próximo da realidade dos estudantes e mais comprometido com a formação de cidadãos críticos e atuantes.
Os dados extraídos das fontes bibliográficas foram cuidadosamente organizados e analisados com base em referenciais teóricos de cunho crítico. Destacam-se, nesse processo, as contribuições de Tardif (2002) e Freire (2015), cujas obras oferecem fundamentos importantes para compreender a prática docente como uma ação reflexiva, situada historicamente e voltada à transformação da realidade social. Tardif contribui com a ideia de que o saber docente é construído na experiência e na interlocução entre diferentes saberes – acadêmico, experiencial, curricular – enquanto Freire enfatiza a necessidade de uma prática pedagógica dialógica, libertadora e comprometida com a emancipação dos sujeitos. Assim, a análise se sustenta na compreensão de que ensinar Biologia não deve restringir-se à transmissão de conteúdos, mas deve promover uma prática educativa crítica, consciente e transformadora.
O enfoque qualitativo permitiu uma compreensão aprofundada das práticas pedagógicas relatadas e sugeridas na literatura, valorizando o sentido atribuído pelos autores às experiências educacionais e suas implicações na formação dos estudantes. Essa abordagem não pretendeu generalizar resultados, mas oferecer subsídios teóricos e críticos para a reflexão sobre caminhos possíveis para o aprimoramento do ensino de Biologia em contextos escolares diversos.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
A presente seção tem por finalidade apresentar e discutir os resultados referentes às práticas pedagógicas no ensino de Biologia, à luz do referencial teórico adotado. Com o intuito de proporcionar maior clareza e aprofundamento analítico, os achados foram organizados em três eixos centrais: (1) integração entre teoria e prática; (2) ensino por investigação científica; e (3) contextualização e relevância social dos conteúdos biológicos.
INTEGRAÇÃO ENTRE TEORIA E PRÁTICA NO ENSINO DE BIOLOGIA
Articular teoria e prática no ensino de Biologia é essencial para proporcionar uma aprendizagem mais relevante e conectada com a realidade dos estudantes. Krasilchik (2008) destaca a importância de aulas práticas que permitam aos alunos vivenciar os fenômenos biológicos, tornando o aprendizado mais significativo. Tais práticas contribuem para a assimilação dos conteúdos e estimulam o desenvolvimento de competências voltadas à investigação.
Leite (2014) reforça essa perspectiva, enfatizando que o uso de recursos como laboratórios e mídias eletrônicas pode interessar os alunos e dar sentido ao aprendizado, aproximando-o de seu cotidiano. No entanto, a autora também observa que muitos professores ainda não utilizam esses recursos de forma efetiva, o que limita o potencial das aulas práticas. Somado a isso, a ausência de uma infraestrutura apropriada e a limitação de materiais didáticos representam obstáculos extras à efetivação dessas metodologias. O emprego de ferramentas audiovisuais e tecnológicas no ensino de Biologia também tem sido objeto de ampla reflexão por parte de diferentes pesquisadores.
A pesquisa de Theodoro, Costa e Almeida (2015) mostrou que esses recursos são muito utilizados em sala de aula — nota-se isto quando as autoras expõem que 99,6% dos professores de Biologia que participaram da pesquisa declararam utilizá-los. No entanto, Bonilla e Pretto (2015) discutem a estrutura tradicional da escola, caracterizada pela transmissão vertical de conteúdos e controle da comunicação, apresenta dificuldades em se alinhar com a nova dinâmica da cultura digital, que é mais horizontal e fluida.
Se o que Krasilchik apontou em 2008 ainda se faz presente na atualidade, como expõem Bonilla e Pretto (2015), ainda é preciso que o campo da educação avance muito mais na interação entre as disciplinas e os recursos audiovisuais. Os professores e gestores escolares precisam permitir que a cultura digital seja parte do cotidiano escolar, compreendendo que ela é capaz de participar do processo de ensino-aprendizagem.
Além disso, a realização de atividades práticas em ambientes externos à sala de aula, como visitas a museus, jardins zoológicos e botânicos, é uma estratégia pedagógica eficaz para aproximar os alunos da realidade biológica. Segundo Krasilchik (2008), essas ações possibilitam aos estudantes uma vivência prática com os fenômenos biológicos, por meio da manipulação de materiais e da observação de organismos, o que contribui para uma melhor compreensão dos conteúdos e desperta maior interesse pela área.
No entanto, a autora também alerta para a necessidade de planejamento adequado dessas atividades, garantindo que os objetivos pedagógicos sejam atingidos e que os alunos possam refletir sobre as observações realizadas.
INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA COMO ESTRATÉGIA PEDAGÓGICA
O ensino de Biologia, conforme defendido por Campos e Nigro (2009), deve ser pautado na investigação científica, permitindo que os alunos desenvolvam uma compreensão profunda dos conceitos biológicos. Essa abordagem busca estimular a curiosidade dos estudantes, incentivando-os a questionar, explorar e construir seu próprio conhecimento por meio da experimentação e reflexão crítica. Ao adotar práticas pedagógicas que promovam a investigação, os educadores criam um ambiente de aprendizagem dinâmico e significativo, no qual os alunos se tornam protagonistas de seu processo educativo.
Complementando essa perspectiva, Duarte, Carmo e Ferreira (2023) destaca a importância de inovar a prática docente, tornando-a mais atrativa e alinhada às necessidades e interesses dos alunos. Eles enfatizam que estratégias pedagógicas inovadoras, como o uso de metodologias ativas e sequências didáticas contextualizadas, são fundamentais para despertar o interesse dos estudantes pela Biologia. Essas estratégias contribuem para tornar o processo de ensino mais atrativo, ao mesmo tempo em que favorecem uma aprendizagem mais profunda e consistente ao longo do tempo.
Nesse contexto, Sasseron (2015) propõe a alfabetização científica como um objetivo central do ensino de Biologia, destacando a importância de desenvolver nos alunos a compreensão dos conceitos científicos, a natureza da ciência e suas relações com a sociedade e o ambiente. Ela argumenta que a escola deve ser um espaço que oferece cultura, permitindo que os estudantes se apropriem do conhecimento científico de forma crítica e reflexiva. Essa abordagem contribui para a formação de cidadãos conscientes e capazes de tomar decisões informadas em relação ao mundo natural e social.
Além disso, é essencial que os professores possam adaptar suas metodologias às necessidades dos alunos e ao contexto educacional. Ao refletir sobre sua prática pedagógica, os docentes podem identificar áreas de melhoria e implementar mudanças que favoreçam uma aprendizagem mais eficaz. Adotar uma atitude reflexiva favorece a formação contínua dos professores e colabora diretamente para o aprimoramento da qualidade do ensino de Biologia.
Portanto, a integração dessas abordagens — ensino por investigação, inovação pedagógica, alfabetização científica e prática reflexiva — constitui um caminho promissor para a transformação do ensino de Biologia, tornando-o mais significativo, envolvente e alinhado às demandas contemporâneas da educação.
CONTEXTUALIZAÇÃO E RELEVÂNCIA SOCIAL NO ENSINO DE BIOLOGIA
O ensino, conforme defendido por Freire (2015), deve ser significativo, levando em consideração as experiências de vida dos estudantes e seus contextos. Para o ensino de Biologia, isso implica a abordagem de temas como saúde, meio ambiente e ética, que são diretamente relevantes para os alunos, incentivando o pensamento crítico e a responsabilidade social. Para Freire, a educação deve ser um processo de libertação, no qual o aluno é visto como sujeito ativo na construção do conhecimento.
Para promover uma educação mais significativa e conectada à realidade dos alunos, foram elaborados documentos oficiais com o objetivo de orientar os professores na inserção da contextualização durante as práticas de ensino. Um exemplo disso são as Orientações Curriculares para o Ensino Médio: Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias, que enfatizam a importância de estabelecer, por parte do professor, conexões diretas e claras entre o conteúdo curricular e a realidade vivida pelos alunos. Essa prática, conhecida como contextualização, propõe que o ponto de partida para o ensino e a compreensão da Biologia seja o contexto do aluno e da escola. Ao considerar as experiências, conhecimentos prévios e vivências dos estudantes como base para o processo educativo, o ensino da Biologia torna-se mais significativo, possibilitando uma compreensão efetiva dos processos e fenômenos biológicos (Brasil, 2006).
A contextualização no ensino visa atribuir significado às experiências vividas pelos alunos, proporcionando-lhes a oportunidade de se posicionarem diante de situações e problemas reais. Essa abordagem permite que o estudante amplie seu conhecimento científico e tecnológico, utilizando-o como ferramenta para compreender e transformar seu contexto social. Dessa maneira, os conteúdos escolares deixam de ser tratados apenas como metas pontuais voltadas à aprovação em exames, passando a atuar como ferramentas que possibilitam ao estudante compreender e interpretar criticamente o mundo ao seu redor, favorecendo a construção de uma percepção mais integrada da realidade (Hartmann e Zimmermann, 2009).
Hartmann e Zimmermann destacam a importância da contextualização no ensino, propondo que os conteúdos curriculares deixem de ser objetivos isolados e se tornem meios para a interação com o mundo. Essa perspectiva alinhada à pedagogia crítica enfatiza que o conhecimento deve ser relevante para a realidade dos alunos, permitindo-lhes compreender e transformar seu contexto social. E, nesse sentido, Ricardo (2005) propõe que o ensino deve buscar caminhos para superar a desconexão entre os conteúdos abordados em sala de aula e a realidade vivida pelos alunos.
Nesse contexto, a prática pedagógica deve promover a ressignificação do conhecimento, conectando-o com dos alunos. A utilização de metodologias ativas, como projetos interdisciplinares e resolução de problemas contextualizados, pode facilitar essa integração, permitindo que os estudantes desenvolvam competências críticas e reflexivas, essenciais para a formação de cidadãos conscientes e atuantes em sua comunidade.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente estudo evidenciou que o ensino de Biologia no Ensino Médio, embora essencial para a formação de estudantes críticos e conscientes, ainda enfrenta inúmeros desafios no cenário educacional brasileiro. A distância entre os conteúdos abordados e a realidade cotidiana dos alunos, somada à rigidez de práticas pedagógicas tradicionais, compromete o engajamento discente e a efetividade do processo de ensino-aprendizagem. Nesse contexto, torna-se imprescindível repensar as práticas docentes à luz das diretrizes contemporâneas, como a BNCC, e das contribuições teóricas que enfatizam uma educação mais significativa, contextualizada e emancipada.
As análises indicaram que a integração entre teoria e prática, a investigação científica e a contextualização dos conteúdos biológicos são pilares fundamentais para a revitalização do ensino da disciplina. No entanto, para que essas abordagens se concretizem, é necessário investimento em formação continuada, melhoria na infraestrutura escolar, acesso a materiais didáticos atualizados e valorização do trabalho docente. A atuação dos professores como mediadores do conhecimento requer não apenas domínio técnico, mas também sensibilidade para interpretar os contextos sociais e culturais dos alunos.
Dessa forma, a superação dos obstáculos identificados não depende apenas de reformas curriculares ou da introdução de novas metodologias, mas de uma mudança mais ampla no modo como se concebe o processo educativo. É fundamental que a escola se transforme em um espaço de diálogo, experimentação e construção coletiva do saber, promovendo um ensino de Biologia que forme sujeitos capazes de compreender criticamente o mundo e intervir nele de maneira ética e responsável. As práticas pedagógicas, portanto, devem ser continuamente avaliadas e ressignificadas, reafirmando o compromisso da educação com a transformação social e com a formação de uma cidadania plena.
Esse estudo, ao reunir e discutir aportes teóricos diversos, contribui com subsídios para a reflexão crítica sobre o ensino de Biologia no Ensino Médio. Espera-se que os resultados aqui apresentados possam fomentar práticas mais dialógicas, investigativas e contextualizadas, inspirando educadores a construírem, com seus alunos, caminhos mais significativos para a aprendizagem da Biologia.
REFERÊNCIAS
BONILLA, Maria Helena Silveira; PRETTO, Nelson De Luca. Política educativa e cultura digital: entre práticas escolares e práticas sociais. Perspectiva, Florianópolis, v. 33, n. 2, p. 499–521, mai./ago. 2015. DOI: https://doi.org/10.5007/2175-795X.2015v33n2p499. Disponível em: http://educa.fcc.org.br/pdf/rp/v33n2/2175-795X-rp-33-2-00499.pdf. Acesso em: 12 jun. 2025.
BRASIL, Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica. Orientações Curriculares para o Ensino Médio: Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias. Brasília: Ministério da Educação, 2006. Disponível em: https://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/book_volume_02_internet.pdf. Acesso em: 12 jun. 2025.
CALDEIRA, A. M. S.; ZAIDAN, S. Prática pedagógica. In: OLIVEIRA, D. A.; DUARTE, A. C.; VIEIRA L. M. F. (Org.). Dicionário: trabalho, profissão e condição docente. Belo Horizonte: UFMG, v. 1. 2010.
CAMPOS, M. C. da C.; NIGRO, R. G. Teoria e prática em ciências na escola: o ensino-aprendizagem como investigação. 1. ed. São Paulo: FTD, 2009.
DUARTE, A. C. O; CARMO, A. A. A. do; FERREIRA, W. D. (Org.). Práticas pedagógicas para o ensino de Ciências e Biologia: ensino fundamental. Divinópolis: Editora UEMG, 2023. ISBN 978-65-00-84762-8. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/375083185_Praticas_pedagogicas_para_o_ensino_de_ciencias_e_biologia_ensino_fundamental. Acesso em: 15 jun. 2025.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 52. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2015.
GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 7ª ed. [3ª reimpr.]. São Paulo: Atlas, 2021.
HARTMANN, Ângela M.; ZIMMERMANN, Erika. Feira de ciências: a interdisciplinaridade e a contextualização em produções de estudantes de ensino médio. Florianópolis: VII Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências, 2009. Disponível em: http://www.fep.if.usp.br/~profis/arquivos/viienpec/VII%20ENPEC%20-%202009/www.foco.fae.ufmg.br/cd/pdfs/178.pdf. Acesso em: 13 jun. 2025.
KRASILCHIK, M. Prática de ensino de Biologia. 4. ed. São Paulo: Edusp, 2008.
LEITE, Daiane Maria do Nascimento. Práticas pedagógicas para o ensino de ciências, PR. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização) – Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Medianeira, 2014; 31 p. Disponível em: http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/bitstream/1/22054/2/MD_ENSCIE_IV_2014-15.pdf. Acesso em: 03 jun. 2025.
RICARDO, E. C. Competências, interdisciplinaridade e contextualização: dos Parâmetros Curriculares Nacionais a uma compreensão para o ensino de ciências. 2005. Tese (Doutorado em Educação Científica e Tecnológica). Instituto de Educação Científica e Tecnológica da UFSC, Florianópolis, 2005. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/102668/222646.pdf. Acesso em: 12 jun. 2025.
ROSSASI, L. B.; POLINARSKI, C. A. Reflexões sobre metodologias para o ensino de biologia: uma perspectiva a partir da prática docente. Porto Alegre: Lume UFRGS, 2011.
SASSERON, L. H. Alfabetização científica, ensino por investigação e argumentação: relações entre ciências da natureza e escola. Revista Ensaio, v. 17, n. especial, p. 49-67, Belo Horizonte, 2015. DOI: https://doi.org/10.1590/1983-2117201517s04. Disponível em: https://www.scielo.br/j/epec/a/K556Lc5V7Lnh8QcckBTTMcq/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 15 jun. 2025.
SOUZA, T. T. de; MARCHI, M. I.; STROHSCHOEN, A. A. G. Professores de Biologia e a busca por práticas pedagógicas voltadas ao letramento científico: uso de texto de divulgação científica. Caderno Pedagógico, [S. l.], v. 13, n. 1, 2016. Disponível em: https://ojs.studiespublicacoes.com.br/ojs/index.php/cadped/article/view/1317. Acesso em: 17 jun. 2025.
TARDIF, M. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis: Vozes, 2002.
THEODORO, Flávia Cristine Medeiros; COSTA, Josenilde Bezerra de Souza; ALMEIDA, Lucia Maria de. Modalidades e recursos didáticos mais utilizados no ensino de Ciências e Biologia. Estação Científica, Macapá, v. 5, n. 1, p. 127–139, jan./jun. 2015. Disponível em: https://periodicos.unifap.br/index.php/estacao/article/view/1724. Acesso em: 16 jun. 2025.
1Mestrando em Ciências da Educação
Instituição: Facultad Interamericana de Ciencias Sociales (FICS)
Endereço: Cametá, Pará, Brasil E-mail: jacksonsilvadacruz36@gmail.com
2Doutora em Educação
Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
Endereço: Cametá, Pará, Brasil E-mail: jaquelinebastos321@gmail.com
