THE IMPORTANCE OF PLAYFULNESS AS A STRATEGY FOR EDUCATION IN CHILDHOOD HEALTH: A LITERATURE REVIEW.
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202511182047
Anna Laís do Nascimento Sousa1; Ana Claudia de Almeida Varão2; Maria Beatriz Pereira Silva3; Cairo de Almeida Varão4; Vitória Mendes Rosa5; Mayara Caroline Rodrigues da Silva6; Matheus Lima da Silva7; Célia Maria Santos Rezende8; Eduardo Carvalho Marques de Oliveira9; Ana Clara Mourão Fernandes10
Resumo
A infância representa uma fase fundamental para a formação de valores, hábitos e comportamentos, sendo o período em que o indivíduo demonstra maior receptividade à aprendizagem. Nesse contexto, a educação em saúde voltada ao público infantil e fundamentada na ludicidade tem se mostrado uma estratégia eficaz para a promoção do autocuidado desde cedo. O uso de atividades lúdicas, como jogos, brincadeiras e contação de histórias, valoriza o ato de brincar — característica inerente às crianças —, favorecendo a atenção, curiosidade e assimilação do conhecimento de forma prazerosa e significativa. Este estudo tem como objetivo destacar, na literatura, a importância da ludicidade como estratégia na educação em saúde infantil, ressaltando seu papel no aprimoramento da aprendizagem e na adoção de hábitos saudáveis. Trata-se de uma revisão bibliográfica descritiva, guiada pela questão: “Como a ludicidade pode ser utilizada estrategicamente para promover uma educação em saúde de qualidade para as crianças?”. A pesquisa foi conduzida nas bases BVS e Google Acadêmico, considerando publicações recentes, em português e de livre acesso. Após os critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados 14 estudos científicos para análise. Os resultados apontaram que as metodologias lúdicas desempenham um papel essencial no processo educativo, promovendo o aprendizado de forma agradável e estimulante. As atividades lúdicas contribuem para a compreensão de conceitos relacionados à prevenção de doenças e à manutenção de hábitos saudáveis, tornando o ensino mais participativo e eficiente. Conclui-se que a ludicidade é uma ferramenta indispensável para a educação em saúde infantil, pois favorece a construção do conhecimento, estimula o engajamento e fortalece práticas de autocuidado, consolidando-se como um recurso pedagógico eficaz e motivador na formação de crianças conscientes sobre sua própria saúde.
Palavras-chave: “Educação em saúde”, “Jogos e Brinquedos”, “Criança”.
1 INTRODUÇÃO
A educação em saúde é um aspecto essencial na transmissão de conhecimento e na promoção de uma vida saudável, além de ser fundamental para a prevenção de doenças. Segundo Fittipaldi et al. (2021), ela se destaca como uma conjunção de estratégias que visam à promoção de saúde e bem-estar por meio de informações e conhecimentos.
Nogueira et al. (2022) complementa que é um procedimento educativo voltado à introdução de temas relacionados à saúde, com o objetivo de promover consciência, sensibilidade e autonomia nas práticas de saúde, permitindo o enfrentamento de situações e a adoção de posturas preventivas.
No que tange o público infantil, a educação em saúde é uma ação que visa a proteção da criança, garantindo a ela seu papel como cidadã, ao dispor informação e visibilidade quanto a independência de si mesma. É visto que estratégias de saúde, como o Programa Saúde na Escola destaca-se como meio para alcance do público infanto-juvenil.
Celestino et al. (2020) destaca a importância de que a criança entenda precocemente a relevância do cuidado com a saúde e as necessidades relacionadas. A educação em saúde na etapa infantil é essencial para que as crianças adquiram conhecimentos que contribuam para uma vida mais saudável.
Uma das estratégias mais promissoras para conscientizar as crianças é a integração da ludicidade na educação em saúde, uma abordagem que tem se revelado altamente eficaz para promover o aprendizado e a assimilação de práticas essenciais de saúde na infância. A metodologia lúdica, conforme Silva et al. (2021), facilita a compreensão e a atenção das crianças, pois o brincar faz parte da natureza do indivíduo na fase da infância. Isso aumenta a fixação dos temas de saúde abordados, proporcionando um aprendizado mais eficaz.
A ludicidade é essencial para a promoção da saúde física, mental e emocional das crianças, facilitando a construção do conhecimento e a preparação para a tomada de decisões, sendo o ponto de equilíbrio da criança, da qual é essencial para a sua formação intelectual e interativa (SOUZA, 2021).
Sendo assim, integrar o lúdico na educação em saúde oferece maior dinamismo ao ensino e proporciona experiências únicas que envolvem e 13 engajam o público infantil, favorecendo a assimilação dos conteúdos de maneira mais envolvente. Logo, a ludicidade se revela uma estratégia eficaz para o desenvolvimento integral das crianças, promovendo uma compreensão mais profunda e prática dos temas relacionados à saúde.
Ademais, a educação em saúde na infância demonstra sua importância ao abordar os aspectos de aprendizagem da criança no que tange ao conhecimento de atitudes de autocuidado e à adoção de hábitos positivos em saúde. Além disso, as práticas educativas em saúde servem como formas de promoção da saúde, garantindo ao indivíduo o direito à informação e, por conseguinte, possibilitando uma melhor qualidade de vida (JÚNIOR et al., 2020).
A ludicidade, característica marcante do universo infantil, é explorada como uma ferramenta estratégica no ensino, pois, além de atrair a atenção das crianças, facilita a imaginação e a aplicação de conceitos em situações do mundo real (SILVA, 2022). A infância, sendo uma fase de curiosidade e atenção, torna o lúdico uma metodologia eficaz para o ensino.
Dessa forma, ao reconhecer o potencial do lúdico como uma abordagem metodológica que alia aprendizado e diversão, surge a necessidade de investigar como essa metodologia pode ser aplicada em contextos específicos, como a educação em saúde. A compreensão desse vínculo é essencial para identificar estratégias que transformem o aprendizado em uma experiência significativa e efetiva para as crianças.
Desse modo, para o desenvolvimento desta pesquisa, utilizou-se a seguinte questão norteadora: “Como a ludicidade pode ser utilizada estrategicamente para promover uma educação em saúde de qualidade para as crianças?”. Diante deste contexto, o estudo ressalta a importância do desenvolvimento do conhecimento na área, servindo como uma base informativa para a construção de novos saberes e a disseminação de conteúdos que promovam melhores práticas na educação em saúde infantil.
A infância é a etapa mais propícia para o desenvolvimento integral do ser humano, momento em que capacidades como reflexão, criticidade e habilidades cognitivas são moldadas com maior intensidade. Nessa fase, o cérebro encontra-se em pleno desenvolvimento, tornando o indivíduo especialmente receptivo a novas aprendizagens e estímulos. Quando bem orientadas, essas potencialidades resultam na construção de competências e saberes duradouros (SIMÃO, 2021). Nesse sentido, incorporar uma educação em saúde eficaz durante a infância é fundamental para promover hábitos saudáveis e fomentar, desde cedo, uma compreensão sólida sobre práticas e condutas positivas para a vida.
A educação em saúde propõe o desenvolvimento de conhecimentos e atitudes voltadas ao autocuidado. Utilizar métodos que facilitem o processo de ensino-aprendizagem e despertem a atenção e compreensão das crianças, como a ludicidade, representa uma forma de alcançar resultados positivos e adequados às necessidades do público infantil. Segundo Santos et al. (2019), a inserção do lúdico nas práticas educativas promove o desenvolvimento infantil, proporcionando liberdade de aprendizado e incentivando a criação, a imaginação e a vivência de experiências que estimulam a criatividade e a autonomia.
Brincadeiras, dinâmicas e jogos permitem que as crianças explorem os conteúdos de forma ativa e prazerosa, despertando o interesse e favorecendo a assimilação dos conhecimentos em saúde. A ludicidade contribui para o desenvolvimento físico e intelectual, sendo uma importante facilitadora do aprendizado (ASSIS, 2017). De acordo com Vieira et al. (2021), o uso de práticas lúdicas nas ações educativas em saúde é uma ferramenta estratégica para ampliar o conhecimento das crianças, além de representar um recurso valioso para a humanização do cuidado na enfermagem.
Engers et al. (2023) reforçam que estratégias de educação em saúde voltadas para o público infantil, especialmente as que utilizam o lúdico, resultam em melhorias nas condutas e atitudes relacionadas à saúde, além de promoverem influências positivas no comportamento das crianças. Dessa forma, a ludicidade assume um papel de destaque como metodologia atrativa, interativa e eficaz no processo de ensino, ocupando uma posição estratégica na promoção da saúde infantil.
Assim, este estudo justifica-se pela relevância de explorar diferentes visões e perspectivas sobre como a ludicidade pode se constituir em uma ferramenta promissora e eficaz na promoção de uma educação em saúde de qualidade para as crianças, analisando as contribuições e resultados apontados pela literatura. Justifica-se também pela viabilidade e pela experiência prática da pesquisadora no projeto de extensão “Aprender sobre saúde brincando: Promoção de educação em saúde para crianças da educação infantil através do lúdico”, desenvolvido entre 2022 e 2024. Esse projeto, aplicado a crianças de quatro a cinco anos, abordou diversos temas relacionados à saúde de maneira lúdica, demonstrando resultados positivos e evidenciando a eficácia dessa metodologia na promoção da educação em saúde infantil. A vivência prática da pesquisadora contribuiu, portanto, para o aprimoramento e a continuidade das ações educativas que utilizam o lúdico como ferramenta essencial para o aprendizado e o desenvolvimento integral das crianças.
Dessa maneira, o presente estudo teve como objetivo realizar uma revisão de literatura com foco nos impactos e na eficácia das estratégias lúdicas na promoção da educação em saúde infantil, destacando o papel da ludicidade no aprimoramento da aprendizagem, contextualizando sua aplicabilidade nas diversas temáticas relacionadas à saúde e analisando como essa metodologia influencia positivamente os hábitos saudáveis e a prevenção de doenças na infância.
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA
2.1 A infância
De acordo com Aguiar (2021) a infância provém do latim, infantia, do qual significa aquele cujo não consegue falar, um significado que dispõe retratar não somente a limitação da fala, mas também de seus pensamentos e habilidades, um conceito que caracteriza uma forte evidência de como ao longo dos tempos, a criança foi vista de forma minoritária pela sociedade.
Embora, no conceito antigo, a criança seja vista como uma curva fora a parte da sociedade, por vezes até mesmo consideradas como adultos em miniatura, e não sendo vistas com suas singularidades infantis. Atualmente, a criança é um ser dotado de direitos dentro da sociedade.
Como dentro do viés da Constituição Federal de 1988, em seu artigo 227:
É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
Assim como cidadã, a criança possui um rol de direitos necessários para seu desenvolvimento e crescimento saudável e coerente, entre eles, destaca- se a educação e a saúde, dos quais são em conjunção com outros aspectos importantes, pontos que asseguram uma melhor qualidade de vida à criança. Possui o direito de ter sua liberdade, e poder aproveitar sua etapa de vida.
Como disposto por Soares et al. (2023), a infância é compreendida como a fase dos 0 aos 12 anos incompletos, e que em vista têm-se a primeira infância que que é analisada dos 0 até aos 5 anos de idade. Em quaisquer destas fases existe um domínio de desenvolvimento árduo, em plenitude desde o físico até o psicológico, sendo notável que a criança em todo momento deve ter seu rol de direitos garantidos e respeitados.
Segundo Fenezi et al. (2023), a infância é uma fase crucial e determinante na trajetória da vida humana, sendo um período em que as decisões, experiências e influências vivenciadas desempenham um papel fundamental na construção dos alicerces das etapas futuras. Essa fase, repleta de transições e descobertas, carrega um impacto profundo e duradouro, cujos efeitos podem se manifestar ao longo de toda a vida.
Os desenvolvimentos emocionais, cognitivos e sociais ocorridos durante esse período da infância podem moldar características definidoras da personalidade e do comportamento na vida adulta, influenciando diretamente as escolhas, habilidades e a forma como o indivíduo lida com desafios ao longo do tempo (FENEZI et al., 2023).
De acordo com Paredes e Kohle (2020), a criança vai se apropriando do mundo ao seu redor, das atividades sociais, dos costumes, das maneiras de pensar e agir de todos que estão em sua volta. Ela começa a dar significado às suas experiências e aprendizagens, moldando assim sua formação como ser humano, ou seja, desenvolvendo suas capacidades e aspectos. Pode-se dizer, que as mesmas constroem qualidades humanas, a partir dessa relação entre objetos, indivíduos, ambientes, valores que encaram.
Segundo Raminho e Gonçalves (2023), dispõe que a criança cria sua etapa de vida, a infância, através de sua imaginação. E esta, é a compreensão da mesma, em seu imaginário ela cria situações, local o qual ela se reconhece e entende o sentido das coisas, para que após isso, possa correlacionar ao mundo real.
E assim, é importante ressaltar que a criança deve ser vista como ator social, protagonizar também dentro da sociedade, e que as mesmas possuem capacidades em largas escalas, e quando tem a oportunidade conseguem se expressar, porém quando são limitadas, elas são submetidas a uma espécie de vulnerabilidade, e isso as faz enxergar que aquele bloco de limitação seja seu espaço de representatividade (RAMINHO E GONÇALVES, 2023).
É necessário que a criança tenha seu espaço de criticidade, além do mais, desenvolver seu ponto de vista sobre a situação. É assim que são formados cidadãos conscientes das situações ao seu redor, e que busquem mudar aspectos, e que não tenham a monotonia da mesmice, principalmente no combo da educação e saúde.
2.2 Educação em Saúde infantil
Segundo Silva et al. (2023), no viés área da saúde é disposto que o entendimento do processo saúde-doença é possibilitado mediante a interatividade do ser humano com os seus determinantes sociais. Este conhecimento é visionado como algo ativo e influenciado por estes determinantes, entre eles a educação, bem como também o nível de conhecimento. Em detrimento é necessária a aplicação de Educação em Saúde de qualidade atrelada a capacidade dos profissionais de saúde, para que ocorra esse avanço na aprendizagem dos indivíduos sobre saúde e doença, ademais, seu potencial papel na prevenção.
A Educação em Saúde é uma estratégia de promoção de saúde, que estabelece a troca de informações e ideias entre o público-alvo e profissionais, para que haja uma conscientização e reflexão crítica dos indivíduos na sensibilidade para a busca de medidas saudáveis e coerentes. E que apesar de no Brasil existirem políticas públicas que visionem a promoção de saúde, é necessário que a equipe de saúde desenvolva ações estratégicas para cada população específica (COSTA et al., 2020).
De acordo com Brasil (2012), o significado de Educação em Saúde condiz como “processo educativo de construção de conhecimentos em saúde que visa à apropriação temática pela população e não à profissionalização ou à carreira na saúde”. Sendo colocado nesta disposição, que a Educação em Saúde é um meio de transmissão de informações entre os profissionais de saúde e sociedade.
Rumor et al. (2022), dispõe que após a Primeira Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde (Carta de Ottawa, 1986), houve uma movimentação maior para recorrência de políticas públicas voltadas à promoção de saúde. E que no Brasil, centrou-se a promoção de saúde, o que resultou na Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS).
Dentre a colocação da promoção de saúde, a Educação em Saúde é uma evidência para prevenção primária de doenças; bem como o desenvolvimento de capacidades relacionadas aos hábitos saudáveis, pois o conhecimento e aquisição de informação relativas a condutas corretas traz poder aos indivíduos, sendo necessária sua aplicação em todas as fases da vida dos indivíduos (BUSS et al. 2020).
Ainda conforme Rumor et al. (2022), a PNPS tem como foco a disposição de qualidade de vida atrelada a minimização dos riscos evidentes em saúde, e isso voltado ao contexto dos determinantes sociais, e que conforme a mesma, houve a busca de políticas públicas que norteasse a promoção de saúde infantil, através da visão do foco de práticas interligadas as abordagens intersetoriais. A evidente colocação da redução de vulnerabilidades, encontra-se um ponto entre os determinantes sociais, a educação, como forma de dispor um desenvolvimento ao público infantil.
Práticas educativas podem possibilitar a conscientização sobre doenças e suas devidas consequências; nisto a eficaz importância de ser trabalhada na fase da infância para que exista coerência de hábitos saudáveis não somente nesta fase, como também na vida adulta. Quando a criança entende sua responsabilidade, e que ações simples podem minimizar a sensibilidade para adquirir determinadas patologias, a mesma passa a ter participação ativa nessas medidas preventivas. Nisso busca-se a necessidade de estratégicas efetivas neste processo para facilitar o ensino-aprendizagem da criança (MARTINS et al. 2019).
Entre as políticas públicas voltadas a atenção à saúde da criança está a Política Nacional de Atenção Integral à Criança (PNAISC), da qual estipula em um dos seus objetivos o crescimento e desenvolvimento saudável das crianças, ao visionar também o posicionamento também de práticas que busquem ações de promoção de saúde às crianças, além do mais, o quesito preventivo de doenças (TOSO et al. 2020).
E que como descrito por Gonçalves et al. (2020), a Educação em Saúde é um elemento indispensável quando trata-se da colocação de promoção de saúde e prevenção de doenças. Sendo assim, um artefato para proporcionar uma melhor qualidade de vida aos indivíduos aos quais ela se aplica, logo isso contribui de forma eficaz para o desenvolvimento da criança.
Ademais, segundo BRASIL (2024), a fase da infância é uma etapa de intensos desenvolvimentos, e que vivências propiciadas neste período são essenciais para formação de um indivíduo adulto saudável. Logo, entre os direitos vistos, estão os itens fundamentais que a criança a oportunidade de brincar e aprender, bem como ter um acompanhamento de seu crescimento e desenvolvimento. É visto que para promoção de uma saúde eficaz é importante o atrelar de diversos fatores, entre eles estão a educação e os profissionais de saúde.
De acordo com Conceição et al. (2020), dentre os aspectos mais essenciais dos prospectos da atenção primária à saúde, a educação em saúde torna-se um dos pontos principais; sendo a promoção da saúde um dos direitos do cidadão brasileiro. É visível que a educação e a saúde são interrelacionadas, sendo que o parâmetro de conhecimento do indivíduo quanto ao processo saúde-doença pode afetar diretamente em suas condições de saúde.
Segundo o que se encontra disposto no Art. 7º do Estatuto da Criança e do Adolescente, “a criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência” (BRASIL, 1990). Logo, é visto que a criança detém de total direito de uma saúde plena e eficaz, sendo necessária a constante aplicação de políticas que priorizem isto.
2.2.1 Programa Saúde na Escola (PSE) e a Educação em Saúde infantil.
Ao visar as estratégias que disponibiliza proporcionar educação em saúde para o público infantil, destaca-se o Programa Saúde na Escola (PSE), instituído no Brasil no ano de 2007, que foi precisamente arquitetado devido demandas internacionais, no quesito de promoção de saúde e prevenção de doenças para não somente as crianças, mas também aos adolescentes e jovens em fase escolar; sendo que se busca com está programação uma interligação entre educação e saúde (FERNANDES et al., 2022).
O PSE, segundo Ramos et al. (2021), é visto como um destaque entre as políticas públicas voltadas a promoção de saúde de crianças e adolescentes em fase escolar; sendo a união de duas esferas governamentais, o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação, com a ênfase em proporcionar uma atenção devida aos estudantes da rede pública. E que detém de total importância para a influência no desenvolvimento saudável dessa população, ao visionar a saúde e educação, ademais outros entraves que podem ser empecilhos para a saúde como a obesidade, ao exemplo. De acordo com Brambilla et al. (2020),
Os focos do PSE se concentram no fortalecimento da relação entre as redes de saúde e educação e motivam a comunicação entre essas, articulando as ações do Sistema Único de Saúde (SUS) com as ações das redes de educação básica, visando à participação comunitária, à formação integral dos alunos e à redução de vulnerabilidades. Intersetorialidade, integralidade, articulação das redes públicas de educação e de saúde, monitoramento e avaliação permanentes das ações são diretrizes orientadoras do Programa.
Ao adotar diretrizes como integralidade, articulação das redes públicas, monitoramento e avaliação contínuos, o PSE não apenas melhora a qualidade de vida dos estudantes, mas também promove um ambiente escolar mais saudável e acolhedor, propício para a formação integral.
Segundo DallaCosta et al. (2023), o PSE detém de uma evidente importância para o processo educacional em saúde, da qual foi instituída como uma estratégia de dimensões setoriais e disciplinares que combinam a educação e saúde para promover uma integralidade às crianças da rede pública de ensino, o que visa promover ações preventivas. Essa abordagem sistêmica é indispensável para criar uma sociedade mais equitativa e com melhores oportunidades para as futuras gerações.
A comunidade escolar é um dos ambientes mais favoráveis para a aplicação de condutos que auxiliam na formação do ser humano, ao envolver o aspecto da educação e saúde, o PSE visa transpor ao público infantil uma gama de propostas que dispõe uma colocação mais saudável, ao trabalhar aspectos básicos, mas extremamente necessários para o desenvolver de hábitos positivos, como a higiene oral, alimentação saudável, prática de exercícios físicos, entre outros (AZEVEDO et al., 2021).
E que segundo Anjos et al. (2022), O ambiente escolar deve ser um espaço que favoreça o desenvolvimento da criticidade entre os alunos, não apenas transmitindo conhecimentos sobre condutas de saúde, mas também destacando as vantagens de adotar esses hábitos. É fundamental que os estudantes compreendam que essas práticas são essenciais para o seu crescimento saudável. Além disso, a escola deve incentivar de maneira constante a adoção desses hábitos saudáveis, contribuindo para a formação de uma consciência individual e coletiva sobre o impacto positivo na saúde ao longo da vida.
Sendo assim, de acordo com Orsano e Zômpero (2021), as ações educativas presentes dentro dos planos do PSE são condizentes em dispor uma educação em saúde de qualidade, desenvolvendo a promoção em saúde para crianças e adolescentes. São estratégias que visam uma sociedade mais justa e informada, com poder de independência sobre os conhecimentos de saúde, pois é proporcionada por diversos eixos entre a saúde e educação.
Além disso, o PSE valoriza o desenvolvimento da criticidade e da consciência coletiva sobre saúde, evidenciando a importância de práticas saudáveis para o crescimento e bem-estar ao longo da vida. A sua aplicação consolida uma visão de saúde como parte fundamental do processo educativo, contribuindo para uma sociedade mais informada, equitativa e capacitada.
2.3 A criança e o “brincar”
De acordo com Neto et al. (2021) a brincadeira faz parte da criança, é sua forma de expressão e linguagem, é o meio que ela pode transpor sua comunicação de forma efetiva, e é a partir da ludicidade que ela fixa sua personalidade. Nesses atos, são desenvolvidas a sua criticidade, interação, imaginação, entre outras características essenciais para o seu desenvolvimento.
E segundo Winnicott (2017, p. 163, apud NETO ET AL., 2021).
A criança adquire experiência brincando. A brincadeira é uma parcela importante da sua vida. As experiências tanto externas como internas podem ser férteis para o adulto, mas para a criança essa riqueza encontra-se principalmente na brincadeira e na fantasia. Tal como as personalidades dos adultos se desenvolvem através de suas experiências da vida, assim as das crianças evoluem por intermédio de suas próprias brincadeiras e das invenções de brincadeiras feitas por outras crianças e por adultos
De acordo com Broetto e Pasini (2022) a criança entende-se através da ludicidade, ato que para a mesma não é somente um momento prazeroso, mas também, uma ação de promoção de inúmeros estímulos que constrói a personalidade infantil, é sua metodologia para socializar, descobrir novos aspectos da vida, aprende e entende os diálogos e regras existentes, o brincar é uma espécie de posição para ver o mundo, e compreender suas evidências.
O brincar é parte essencial da criança, sendo visível em todas as suas fases de desenvolvimento, a ludicidade visiona transpor os acontecimentos em seu imaginário para sua realidade presente. Sendo que os jogos e brincadeiras estimulam o aprender e o entender, sendo algo que é parte natural de todo ser humano. Sendo que a brincadeira é uma necessidade na infância, pois é o linguajar das crianças, é a partir dessa função que elas têm seu espaço e liberdade (NASCIMENTO E LIMA, 2022).
Ainda de acordo com Nascimento e Lima (2022), analisa-se que a importância da brincadeira na infância é o papel que a criança assume mediante essa ação, pois é na ludicidade que a mesma tem o desenvolvimento do seu papel dentro da sociedade, em que ela assume atitudes que são essenciais na sua vida social, por exemplo o poder de escolha, decisões, seguimentos de regras, bem como imaginar e criar.
Dessa forma, é visto que a brincadeira traz não somente algo compreensível para a criança, como também dimensiona ela como ator social, transpõe suas opiniões e criticidades através do lúdico, a mesma pode transpor seus sentimentos e imaginação por meio dos jogos e brincadeiras.
Segundo Liberatto e Mota (2022), a brincadeira sendo algo que é fundamental para o aprendizado das crianças, assume o papel de auxílio para que as crianças construam sua gama de ideias; é um aspecto de socialização, o lúdico traz para a criança o entendimento de sua inserção no mundo como cidadão, ensina o respeito às outras crianças e também seus limites na sociedade.
A ludicidade é algo típico da infância, é por meio desta que a criança vivencia sua realidade através do simbolismo das brincadeiras, dispõe a mesma diferentes vivências e experiências que são essenciais para a vida adulta, e que permitem um contato com o mundo de maneira específica e apropriada para a fase infantil (BEZERRA et al., 2021).
De acordo com Santana et al. (2022), dispõe que a brincadeira possui uma influência característica na infância, é algo que traz uma disposição para diversos desenvolvimentos na criança, em precípuo na área psíquica, e que a ludicidade está atrelada além da satisfação, embora tenha grande parte neste conceito, o que torna mais atrativo é como esses aspectos propõe um sentido ao mundo para os pequenos.
Ainda conforme Santana et al. (2022), a brincadeira detém de uma importância considerável, pois a partir da mesma a criança desfruta um olhar sobre o mundo real, pois as temáticas divertidas de suas brincadeiras são situações que permeiam a realidade, e as crianças podem vivenciá-las e supor todo o enredo na imaginação. E as atividades não necessitam de aspectos inovadores ou tecnológicos, apenas basta um ambiente capaz de estimular o imaginar e criar da criança.
De acordo com Lira (2019), é imprescindível que a criança tenha seu espaço e ambiente para brincar, é por meio desse ato que são desenvolvidos aspectos de socialização, importante para sua convivência com indivíduos até mesmo de outras faixas etárias. Sendo algo característica da criança, já está inclusa em sua vida naturalmente, por meio dela, é possível desenvolver um olhar curioso sobre o mundo ao seu redor.
2.4 A ludicidade como aspecto para a aprendizagem infantil sobre saúde
A ludicidade é um aspecto que se caracteriza como algo típico do ser humano, bem como também a brincadeira é um ponto de desenvolvimento de aprendizagens. Por meio dela, a criança entende mais sobre o mundo ao seu redor, adquire conhecimentos imprescindíveis, pois traz a aplicação de diversas habilidades, dentre elas o raciocínio e a criatividade. Sendo assim, é visto que o lúdico é uma peça que traz uma influência benéfica no processo de aprendizagem, pois a disponibiliza com maior afeição para a criança, ademais, provoca uma abrangência de diversos saberes (REIS et al., 2021).
Segundo Putton e Cruz (2021), o lúdico tem um papel fundamental quanto ao desenvolvimento das crianças, ao possibilitar comunicação, interatividade, sendo essas características importantes pois dispõe atrelar aprendizagens potenciais para o desenvolver e crescimento saudável. É por meio da brincadeira, que a criança compreende seu cotidiano, e pode imaginar as situações.
De acordo com o pensamento de Santos et al. (2021), é por meio do lúdico que as crianças expressam suas emoções, através desses aspectos que o público-infantil entende a noção de normas e regras que precisam ser enfatizadas e respeitadas. Sendo que a ludicidade propicia uma aprendizagem natural, mais efetiva, e que dentro desse viés a criança entende e induz o aspecto para raciocínio e o julgamento de colocações, pois as brincadeiras induzem o pensar e o como agir.
Sendo que a ludicidade é um meio estudo por amplas áreas de conhecimento como algo que pode influenciar de forma assertiva o desenvolvimento humano, bem como sua essencialidade em diversos quesitos, entre eles, a saúde. As brincadeiras transmitem as crianças seu aspecto típico de liberdade, sendo um potencial meio para que profissionais utilizem para dispor humanização nas práticas, principalmente voltadas a saúde (BATAGLION E MARINHO, 2019). Nisso, é visível que sua utilização dentro do aspecto de práticas educativas em saúde pode facilitar o entendimento das crianças.
Segundo Callou et al. (2020), dentro dos aspectos de ensino- aprendizagem, o lúdico destaca-se como um intermediador eficaz para educação em saúde com crianças, pois é visível a conexão entre as crianças e interatividade ao utilizar o artefato da ludicidade como meio para proporcionar ensinamentos de saúde. Bem como, é visto que a educação em saúde é fundamental para desenvolver o senso crítico e reflexivo, logo com o método lúdico pode-se influir em uma aprendizagem atraente ao público infantil.
Para a definição de busca de resultados mais satisfatórios no quesito da aprendizagem infantil sobre saúde, as práticas lúdicas podem intermediar um processo mais bem colocado; pois influenciam o desenvolvimento de aprendizagem que atrai os olhares das crianças, bem como proporciona humanização e afetividade. E que bem como, é por meio da ludicidade dentro da educação em saúde, que a criança se entende como ser, sua responsabilidade nas atitudes saudáveis, e pode influenciar a aprendizagem de forma harmoniosa (MEDEIROS E CHAGAS, 2020).
Bem como, ainda nos estudos de Medeiros e Chagas (2020), foi visto que a metodologia lúdica é imprescindível na proporção das práticas educativas em saúde, que pode não somente dispor uma colaboração para o desenvolvimento do conhecimento, mas também dispor a aprendizagem para mudança efetiva de hábitos e possibilitar uma melhor qualidade de vida.
Segundo Bezerra et al. (2021), é visto que trazer a ludicidade como aspecto estratégico para os ensinamentos para as crianças, é um método de estímulo fascinante ao público infantil, é nela que se encontra o alicerce notável para a comunicação com as mesmas, é uma ferramenta que possibilita alcançar com melhor êxito a aprendizagem efetiva da criança.
De acordo com Amarante (2019), como a ludicidade é a comunicação mais efetiva para se ter com a criança, percebe-se a necessidade do uso para o processo de ensinar na fase infantil, por ser algo mais atrativo e que envolve mais os pequenos a ter o olhar de atenção ao que está sendo repassado. Sendo um método visto como plausível para a aplicação nos ensinos sobre saúde.
É visto que os jogos e brincadeiras como essenciais para a aplicação de uma educação em saúde efetiva, analisado como aspecto promissor no quesito da aprendizagem infantil, devem ser sempre melhorados e atualizados, ou seja, é necessária a utilização destes métodos com cautela em inovar nos detalhes para que possa impulsionar a atração aos olhares das crianças; e que mudanças benéficas poderão ser observadas no desenvolvimento através desse poder de atenção (FORMIGA, 2021).
De acordo com Costa et al. (2022), dentro da área da saúde vem sendo buscado métodos alternativos para as aplicações de ensino em saúde, propostas recreativas e lúdicas que possam atrair a atenção do público, bem como, maximizar os efeitos do ensino-aprendizagem, propondo melhores resultados com o público infantil; sendo que a aprendizagem junto com a ludicidade torna o entendimento mais prazeroso a elas.
Segundo Silva et al. (2019), a ludicidade faz-se um método necessário para o transmitir conhecimentos, pois desenvolve características essenciais, sendo que é uma estratégia eficaz e posiciona a aprendizagem em níveis mais altos, e que naturalmente o público-alvo passa a entender aquele determinado processo em seu cotidiano.
De acordo com Lima et al. (2019), as brincadeiras são ferramentas estratégicas para transmitir uma comunicação eficaz com a criança, sendo um meio de socialização com a mesma, demanda seu interesse e atenção, logo é um aspecto analisado como efetivo para as condutas do ensinar. Ademais, dentro da educação em saúde deve-se aplicar melhores métodos para estimular o público-alvo, visto que no lúdico é atrativo ao meio infantil.
3 METODOLOGIA
3.1 Tipo de estudo
O presente estudo foi desenvolvido por meio de uma revisão bibliográfica, com abordagem descritiva. De acordo com Cavalcante e Oliveira (2020), a revisão bibliográfica constitui-se em um método que possibilita a análise de documentos científicos, como artigos, livros, teses e outros registros, com o intuito de discutir e sintetizar o conhecimento existente sobre uma temática comum. Este tipo de metodologia permite atualizar e consolidar informações relevantes em uma área de interesse, ao reunir diferentes perspectivas e evidências científicas.
3.2 Local e período
A coleta de dados foi realizada em bases de dados reconhecidas, como Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Google Acadêmico. Para garantir a relevância e a abrangência da busca, foram utilizados descritores em ciências da saúde, conforme o DeCS (Descritores em Ciências da Saúde): “Educação em saúde”, “Jogos e Brinquedos” e “Criança”. Os descritores foram combinados por meio do operador booleano “AND” assegurando uma busca estratégica e orientada ao objetivo da pesquisa. O período de coleta de dados aconteceu no segundo semestre de 2024.
3.3 Coleta de dados e instrumentos de pesquisa
Os critérios de inclusão estabelecidos para a seleção dos documentos foram: publicações em língua portuguesa, de acesso gratuito e com texto completo, publicadas entre os anos de 2019 e 2024, priorizando os estudos mais recentes. Por outro lado, os critérios de exclusão foram documentos que estivessem em língua estrangeira, fossem incompletos ou publicados antes de 2019. Após colocados os critérios dispostos, chegou-se aos 179 documentos, sendo 30 da BVS e 149 do Google Acadêmico.
Como instrumento de organização de dados, foi utilizada o programa gerenciador de revisões RAYYAN para sintetizar os documentos encontrados. O total de 179 artigos, teses, monografias e dissertações foram adicionados ao aplicativo e assim após colocados os critérios dispostos, procedeu-se à análise detalhada e crítica dos documentos selecionados, com o objetivo de atender aos critérios propostos.
3.4 Método de análise de dados
A análise envolveu a leitura dos títulos e resumos dos documentos encontrados e adicionados ao aplicativo RAYYAN para verificar sua adequação aos critérios definidos. Esses documentos foram analisados de forma sistemática, buscando-se consolidar uma visão fundamentada e abrangente sobre o objeto de estudo.
Com base na leitura e na discussão dos conteúdos selecionados, foi possível sintetizar o conhecimento existente, identificar aspectos relevantes para a área estudada e propor reflexões fundamentadas que contribuam para o avanço do tema abordado. Os selecionáveis conforme ao objeto de estudo foram 30 artigos, porém buscando a objetividade e não repetição prolongada de temáticas, a amostra final foi composta por 14 artigos, teses, monografias e dissertações.
Figura 1 – Fluxograma de coleta de dados, 2024.

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS
De tal forma analisados à luz da literatura, os documentos narram a devida importância da ludicidade no aspecto da educação em saúde infantil, proporcionado em diversas demandas, temáticas e situações, que corroboram para a significância e abrangência da metodologia. Em destaque é visto que a efetividade do lúdico proporciona um ambiente humanizado e acolhedor para as crianças dentro da promoção das práticas educativas em saúde. Os estudos destacam esses pontos positivos, bem como os resultados plausíveis neste objetivo.
Quadro 1 – Pesquisas encontradas sobre o destaque da utilização do método lúdico na educação em saúde infantil e sua devida importância nos resultados.





Segundo Lacerda et al. (2023), é visível os pontos positivos relativos à ludicidade aplicada na educação em saúde infantil, o público que participa dessas ações é mais propenso a adoção de hábitos saudáveis de forma mais rápida e atenciosa, logo pois foi aplicada segundo suas limitações infantis, sendo que passam a ter atenção ao exemplo a escovação dos dentes de forma mais constante e lavar as mãozinhas antes das refeições.
Ainda conforme Lacerda et al. (2023) a educação em saúde infantil dispõe um essencial aspecto para a construção de hábitos saudáveis desde a infância, algo que predomina um fator intrínseco do qual a prevenção de doenças que podem ser evitadas por simples hábitos coerentes em saúde, ademais, as informações disponibilizadas para as crianças podem retirar certas ficções relativas à saúde, e trazer um ambiente mais propenso a condutas corretas.
Analisou-se que o público infantil é o mais vulnerável quanto ao quesito das parasitoses, as infecções nessa faixa etária são comuns, sendo que a conduta da higienização das mãos corretamente pode ser um aspecto de proteção eficaz contra as contaminações, e por isso, deve-se ser uma ação vista como prazerosa para as crianças. E em consonância a isto, que a metodologia lúdica se torna uma ferramenta autêntica e necessária para dispor a prática educativa em saúde, como o uso do teatro e histórias contadas para as crianças, e experiências práticas podem facilitar sua aprendizagem e evitar o contágio parasitário (MOUTA et al., 2020).
Ainda conforme Mouta et al. (2020), existem diversos fatores que são atrelados às más condutas de higiene das crianças, e uma delas, é a ausência de orientação e incentivo, e a não compreensão quanto a importância da higienização traz consequências ruins. Logo, disponibilizar essas informações ao público infantil é trazer autonomia e consciência sobre o próprio corpo; ainda mais, com o auxílio da conduta lúdica para ser um aspecto adaptado a este público.
Visto as ações realizadas por Silva et al. (2021), a repercussão da ludicidade é visto como extremamente positiva para o público infantil referente as condutas do ensino sobre higienização bucal, por meio de jogos e experiências químicas simples, o despertar da atenção das crianças a higienização correta dos dentes, uso do fio dental e também os perigos das doenças dentárias trouxe uma melhora nas condutas das crianças, principalmente nas condições periféricas que se encontravam, o acesso à informação foi necessária para a mudança de hábitos.
Através dos estudos de Costa et al. (2020), dispôs que o uso da metodologia lúdica para ações como higienização bucal trouxe resultados de aumento da escovação diária do público-infantil alcançado, em uma proporção maior que o dobro da rotina anterior; assim como visto na aplicação de atividades lúdicas para o ensino de parasitoses intestinais, trouxe às crianças o entendimento abrangente sobre os cuidados necessários para a prevenção. Logo, é visto o quanto a aplicação da ludicidade pode compor um artefato estratégico para educação em saúde.
De acordo com Bragagnollo et al. (2019), a proposta de educação em saúde aplicada para crianças do ensino fundamental, através de jogos e brincadeiras no ensino da prevenção de parasitoses trouxe uma efetividade quanto a noção do público-alvo quanto as medidas preventivas, e também proporcionou aos mesmos que entendessem o funcionamento do corpo humano, bem como a importância da adoção de hábitos saudáveis; o que dispõe a relevância quanto as atividades recreativas detém poder para a aprendizagem infantil.
Segundo Carlos et al. (2019), a utilização de jogos revelou-se uma metodologia inclusiva e facilitadora no ensino em saúde sobre parasitoses para crianças surdas e com deficiência auditiva. O uso de componentes lúdicos no ensino prático demonstrou ser eficaz para promover a conscientização sobre a importância da higiene pessoal, além de tornar o aprendizado mais acessível e interativo. A aplicação de jogos de tabuleiro, em particular, mostrou resultados significativos, evidenciando um aumento expressivo no conhecimento das crianças sobre os parasitas e as situações de contaminação. Assim, a abordagem lúdica não apenas reforçou os conteúdos, mas também incentivou a participação ativa e engajada do público-alvo no processo de aprendizado.
Oliveira et al. (2020) destacam que metodologias como o uso de fantoches, dramatizações, contação de histórias e jogos de memória se mostraram estratégias eficazes para conscientizar crianças em idade pré-escolar sobre a prevenção de acidentes. Essas atividades não apenas facilitaram a assimilação do conteúdo pelas crianças, mas também promoveram uma maior socialização entre os educadores e o público-alvo, criando um ambiente interativo e acolhedor. Além disso, essas ferramentas foram fundamentais para avaliar o nível de entendimento das crianças em relação ao tema abordado, auxiliando no desenvolvimento de conexões significativas entre o conteúdo apresentado e situações do cotidiano. Dessa forma, a abordagem lúdica e participativa contribuiu para um aprendizado mais efetivo e engajador, reforçando a importância de estratégias inovadoras no educar em saúde.
Segundo Oliveira e Santos (2021), dispõe que no contexto de ensino em saúde, os procedimentos lúdicos são grandes aliados para o processo de aprendizagem; e que através do experimento da utilização de jogos e brincadeiras para o ensino sobre alimentação saudável trouxe um despertar e atenção das crianças para com os quesitos dos hábitos positivos quanto à alimentação, o que ocasiona uma educação em saúde ativa, em consequência isso traz uma maior criticidade do público-alvo quanto pontos relativos a estes hábitos.
De acordo com Teixeira et al. (2024) a utilização de jogos da memória como ferramenta para o ensino às crianças sobre atividade física e autocuidado corporal foi disposta como efetiva através de ações realizadas com a fase a partir de 4 anos de idade, a aprendizagem foi rica e mostrou que a inserção de métodos mais plausíveis para o público infantil que possa atrair sua atenção é considerada um aspecto de humanização nas práticas de enfermagem quanto a educação em saúde. Ademais, assim como a música é um dos pontos interessante, dependendo da melodia e atração que causa aos pequenos, é uma forma relevante de aplicação.
Dentre os resultados analisados por Ataídes et al. (2023), quanto as qualidades obtidas dentro da educação em saúde infantil em diversas faixas etárias sobre diferentes temáticas desde boas práticas até a conscientização da vacinação, foi que através das atividades lúdicas empregadas, as crianças desenvolveram aspectos importantes como a memorização das condutas, a criatividade, e a atração pelos conceitos ensinados, sendo notável que a brincadeira é capaz de transformar o ensino em saúde, além de possibilitar o desenvolvimento da criança em suas habilidades e capacidades.
De tal forma, o lúdico deve ser visto como metodologia ativa para captar a atenção das crianças sobre informações importantes que protejam não apenas sua própria saúde, como também de sua comunidade. E nisto, como desenvolvido por Gomes et al. (2020), a realização de gincanas com o uso de um dado divertido contendo imagens ao quesito do combate aos focos do mosquito Aedes Aegypti para crianças do 5° ano de uma escola municipal do interior da Bahia; a metodologia foi assistida com muita euforia pelos alunos, trouxe comunicação e interação ativa, o que fomenta a credibilidade da aprendizagem sobre saúde.
Segundo Bernardo et al. (2024), observou-se que a abordagem lúdica trouxe efetivos resultados quanto ao contexto da vacinação, pois por meio dessa intervenção, as crianças conseguiram expressar melhor suas dúvidas, receios e notas sobre a imunização. Através das rodas de conversa que envolveram aspectos lúdicos, como o “jogo da batata quente”, despertou a consciência nas crianças sobre a importância da vacinação. Além disso, o uso de metáforas e palavras que fossem aliadas à imaginação da criança, auxiliou no processo, ao exemplo o uso da palavra “soldadinhos” para se referir aos anticorpos.
De acordo com Braga (2023), constatou-se que dentro do ambiente ambulatorial, a utilização de práticas lúdicas realizadas por enfermeiros trouxe um aspecto facilitador para a educação em saúde junto as crianças com bexiga neurogênica; observou-se que houve menor resistência deles quanto aos procedimentos após o uso da ludicidade para explicar a importância dos cuidados, principalmente quanto ao cateterismo vesical intermitente. Para tal, foi utilizado recursos como bonecos, histórias em quadrinhos, desenhos, algo que visa promover saúde e qualidade de vida para as crianças, além de diminuir os receios quanto aos procedimentos necessários.
Assim como, visto por Cavalcante et al. (2020), o lúdico torna-se um aspecto essencial dentro das práticas educativas em saúde para crianças entenderem o contexto hospitalar, a ludicidade pode ser um artefato educador para que as crianças compreendam mais sobre o hospital, a necessidade de certos cuidados que vão desde a triagem até a cirurgia; e que para isso, foi utilizado o recurso do cenário do Hospital do Ursinho, e trouxe um feedback muito positivo pelos alunos do ensino fundamental de uma escola estadual de Manaus. Isso propõe dispor humanização, para que as crianças entendam a importância dos cuidados que são realizados no hospital, isso auxilia a diminuir a resistência, e eventos traumáticos.
Dessa forma, o uso da ludicidade não só enriquece a educação em saúde, mas também contribui para o desenvolvimento integral das crianças, promovendo consciência crítica e práticas preventivas desde cedo. O enfoque criativo e humanizado é essencial para impactar positivamente a qualidade de vida do público infantil.
5 CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS
Conclui-se ao analisar a pesquisa que a ludicidade é uma metodologia essencial e estratégica para a educação em saúde infantil. As evidências apresentadas destacam que a educação em saúde infantil, quando adaptada às especificidades e interesses das crianças, tem maior eficácia na formação do estímulo à condução para um estilo de vida mais saudável.
Esta pesquisa respondeu à pergunta central: “Como a ludicidade pode ser utilizada estrategicamente para promover uma educação em saúde de qualidade para as crianças?”. Pois, os resultados evidenciam que a ludicidade não é apenas uma ferramenta didática, mas um elemento transformador, que potencializa o aprendizado em saúde e impacta positivamente a vida das crianças.
Além disso, as atividades lúdicas são capazes de transformar o pensamento das crianças, reduzir medos e resistências até mesmo em ambientes hospitalares e incentivar práticas conscientes de autocuidado, pela transmissão de informações de modo atrativo e compreensível.
A aplicação de jogos e atividades interativas também demonstrou resultados significativos em grupos com necessidades específicas, como crianças surdas, o que visiona a característica de ser um método adaptado e humanizado. Essas metodologias, além de inclusivas, promovem a socialização, a criatividade e a compreensão crítica sobre saúde, elementos fundamentais para o desenvolvimento integral das crianças.
Os dados levantados reafirmam a relevância de ampliar e adaptar as práticas lúdicas em diferentes contextos e temáticas, garantindo que a educação em saúde seja não apenas informativa, mas também atrativa e eficaz.
Os estudos analisados demonstraram que o uso de atividades lúdicas favorece a transmissão de conhecimentos sobre as diversas temáticas de saúde, promove a adoção de hábitos preventivos e estimula o engajamento das crianças no processo de aprendizagem, ao trazer maior estímulo na visão infantil, pois promove a atenção e interação deste público-alvo. Sendo assim o objetivo de representar os impactos das estratégias lúdicas na promoção da educação em saúde infantil foi visto.
Por fim, investir em metodologias lúdicas é essencial para formar cidadãos conscientes e saudáveis desde a infância. O enfoque criativo e humanizado não apenas melhora os resultados de saúde, mas também promove o bem-estar coletivo, contribuindo para a construção de comunidades mais preparadas e engajadas no cuidado com a saúde.
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VIEIRA, V. R. et al. Abordagem lúdica na educação em saúde voltada para escolares. Revista Remecs -Revista Multidisciplinar de Estudos Cientí-ficos em Saúde, [S. l.], p. 42, 2021.
1Enfermeira-UEMA. e-mail: annalais73@gmail.com
2Enfermeira-UFMA, Pós-doutorado em Educação-UFLO. e-mail: anaclaudiaavarao@gmail.com
3Enfermeira-UFMA, Pós-doutorado em Educação: conhecimento e inclusão social- UNR/ARG/UFMG. e-mail: bibiapereira1959@gmail.com
4Médico-FACID. e-mail: cairo_1999@hotmail.com
5Enfermeira-UEMA. e-mail: vitoryamendes17@gmail.com
6Enfermeira-UEMA. e-mail: mayaraufma17.2@gmail.com
7Graduando em Enfermagem-UEMA. e-mail: matheus.limadasilva89@gmail.com
8Enfermeira-UFMA. E-mail: celiarezende@gianna.com.br
9Enfermeiro-UEMA. e-mail: eduardocarvalho2810@gmail.com
10Enfermeira-UEMA. e-mail: anaclaramourao1409@gmail.com
