VALIDAÇÃO DA APLICAÇÃO DE SENSORIAMENTO REMOTO PARA ESTIMATIVA DE ESTOQUE E SEQUESTRO DE CARBONO NA  CULTURA CANAVIEIRA: ESTUDO DE CASO 

VALIDATION OF THE REMOTE SENSING APPLICATION FOR  ESTIMATION OS CARBONS STOCK AND SEQUESTRY IN  CANAVIEIRA CULTURE: CASE STUDY

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202510042126


Vanessa Durante Polonio1


RESUMO: A transformação espacial de paisagem no cerrado brasileiro com o advento  do crescimento territorial demográfico que se fortaleceram no decorrer do século XX  com as diversas conjecturas que alicerçam o desenvolvimento e crescimento regional,  nesse ambiente se destaca a cultura canavieira. A aptidão ambiental favorável para o  cultivo da cana-de-açúcar transformou o Brasil no maior produtor de açúcar e o  segundo produtor de etanol do mundo, com alta relevância na balança comercial e  com grande destaque econômico nos resultados, tanto de fluxo de produção quanto  de capital do país. A adoção de técnicas de sensoriamento remoto para a mensuração  via Índices Espectrais para estimativa de biomassa, estoque e sequestro de carbono  no monitoramento da cultura agregar valor ambiental na validação e redução dos  valores de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), tendo se assim como objetivo  discriminar as diferentes áreas cultivadas, configurando-as pelo Índice de Vegetação  na apuração de estoques de carbono na cultura no município de São Manuel – SP,  através de imagens do satélite Landsat 8 foram gerados os índices de vegetação:  NDVI, PRI, CO2 flux, IAF e SAVI baseado em metodologia propostas por vários  autores. As análises dos índices apresentaram o esperado, pois, em São Manuel,  grandes áreas possuíam valores maiores ou iguais aos valores apresentados nas  áreas de validação, onde havia presença da cultura de cana-de-açúcar e, com isso,  pode-se indicar que a aplicação e uso de índices na mensuração de biomassa e  sequestro de carbono no monitoramento e análise temporal da cultura é válida. 

Palavra-Chave: Cana-de-açúcar, estimativa de CO2, Efeitos Climáticos. 

ABSTRACT: The spatial transformation of landscape in the Brazilian Cerrado with the  advent of the demographic territorial growth that was strengthened during the twentieth  century with the various conjectures that underpin the development and regional  growth, in this environment stands out the canevieira culture. The favorable  environmental suitability for the cultivation of sugarcane transformed Brazil into the  largest sugar producer and the second largest producer of ethanol in the world, with a  high relevance in the trade balance and with great economic prominence in the results,  both of production flow and of the country’s capital. The adoption of remote sensing  techniques for the measurement by Spectral Indexes for estimation of biomass,  inventory and carbon sequestration in the monitoring of the crop aggregate  environmental value in the validation and reduction of emission values of Greenhouse  Gases, as a goal to discriminate the different cultivated areas, by setting them by the Index of Vegetation in the calculation of carbon stocks in the culture in the municipality  of São Manuel – SP, through images of the satellite Landsat 8 were generated the  vegetation indices: NDVI, PRI, CO2flux, IAF and SAVI-based methodology proposed  by various authors. The analyzes of the indices presented the expected results,  because in São Manuel, large areas had values greater or equal to the values  presented in the validation areas, where there was presence of the sugarcane crop  and, with this, it can be indicated that the application and use of indices in the  measurement of biomass and carbon sequestration in the monitoring and temporal  analysis of the crop is valid 

Keywords: Sugarcane, CO2 estimation, Climatic effects. 

INTRODUÇÃO 

O progresso de pesquisas e informações cientificas desenvolvidas sobre o  efeito estufa, condiciona a necessidade de adequações dos processos de produção e  cultivo agropastoril (GARCÍA et. al., 2018), que visa adequar alternativas que tornem  o solo mais absorvedor do que emissor dos Gases de Efeito Estufa (GEE) (UPRETY,  REDDY, MURA, 2019). Uma das maneiras para a redução do principal gás de efeito  estufa o Dióxido de Carbono (CO2) da atmosfera é o sequestro geológico de carbono (C), que incide na captura deste gás de fontes emissoras estacionárias em indústrias,  no setor de transporte e de armazenamento e em reservatórios geológicos como  ocorre na cultura canavieira (CHU, ZHAO, YUAN, 2019). 

A adoção mecanizada em substituição ao formato manual de colheita da  produção canavial, por força do Protocolo Agroambiental do Setor Sucroenergético  colaborou para uma redução expressiva das emissões de GGE pela atividade (CORTEZ, 2018). A prática adotada da queima da cana era usada para facilitar o corte  manual, porém ao mesmo tempo grandes quantidades de gases eram expelidas para  a atmosfera como CO2, Óxido Nitroso (N2O) e Metano (CH4) gerando concentrações  expressivas e ocasionando danos ambientais (BERTOLLO, 2018). 

A dinâmica do efeito estufa é um processo natural e intrínseco do meio  ambiente, por onde a perda de radiação infravermelha (calor) emitida pelo planeta é  reduzida pela presença de gases na atmosfera (AREVALO et al., 2002). Dessa forma,  o planeta mantém-se aquecido em consequência do calor que é retido. Porém esse  fenômeno vem sendo alterado, em parte e com a contribuição antrópica e esse fato é  constatado através de diversos estudos que indicam o aumento no aquecimento e concentração do CO2 desde a Revolução Industrial. (GUERREIRO et al, 2017;  PRATT, TATE, 2018). 

O CO2 é um importante elemento para a realização da fotossíntese, por onde  o gás é absorvido pela vegetação e libera O2 para a atmosfera (MANZATO, 2018). A  importância do carbono e seus compostos são irrefutáveis, está presente de forma  universal na natureza e seus compostos proteicos, carboidratos e gorduras concebem  toda matéria viva e vital na respiração, fotossíntese e regulação climática (ZASSO,  2014). 

Contudo esse ciclo natural sofre entraves diretos no seu processo de fixação  e liberação, decorrido das mudanças de uso do solo e do desmatamento, sendo essas  ações responsáveis pela segunda fonte principal de emissão de CO2, atrás apenas  das emissões de queima de combustíveis fosseis (VOGT, NAVARRO, 2017). 

A mudança de paisagem por meio da mudança do uso do solo tanto pela  urbanização quanto pela agricultura e pecuária são consideradas principais fontes de  emissões de CO2 do meio ambiente no Brasil (MARCHIORI et al. 2018). E diante  disso, trabalhar o sequestro do carbono em prol da mitigação das emissões, possibilita  uma atenuação dos impactos gerados e se tornou uma alternativa difundida de forma  global (RIGHI, BERNARDES, 2018). 

Agregado a essa alternativa, demandas por tecnologias que permitam estimar  os valores de absorção e estoque de carbono inserido ferramentas e soluções eficazes como a adoção de Sistemas de Informações Geográficas (SIG) e do  Sensoriamento Remoto (SR) contribui significantemente ao proposito ambiental (GUERREIRO et al, 2017). 

Estudos como de Silva (2018) e Moraes et al. (2017) denotam a relevância da  adoção de SIG e SR na obtenção e validação dos Índices Espectrais como Índice de  Vegetação por Diferença Normalizada (NVDI) e sua relação com Índice de  Reflectância Fotoquímico (PRI) para ordenação e estimação da biomassa e estoque  de Carbono (CO2 Flux). 

Assim sendo, o presente artigo propõe confeccionar e manipular imagens  para determinação dos Índices Espectrais de Vegetação da cultura de cana-de-açúcar  em São Manuel – SP e verificar a correlação entre os índices NDVI, CO2 Flux, SAVI  e IAF nas áreas de validação. 

2 MATERIAL E MÉTODOS

2.1 ÁREA DE ESTUDO – MUNICÍPIO DE SÃO MANUEL – SP 

A área de estudo (Figura 1) está localizada na região centro-oeste do estado  de São Paulo, entre as coordenadas geográficas 22° 45’, 22º 36’ de latitude sul e 48°  43’, 48º 22’ de longitude a oeste de Greenwich, no município de São Manuel – SP,  com altitude média de 520 m. São Manuel possui uma área de 65.127,45 ha e  36.364,39 ha de área está ocupada com a cultura cana-de-açúcar. O município  estudado está localizado no estado de São Paulo que aponta com cerca de 51% de  toda cana processada para produção de álcool e açúcar no Brasil. A cadeia produtiva  e os arranjos locais agregaram as grandes usinas de transformação conjuntamente  com os pequenos agricultores rurais alicerçando e configurando uma malha produtiva  consolidada. 

Figura 1. Localização da área cultivada com cana-de-açúcar no município de São Manuel – SP. 

2.2 CLIMA E SOLO 

Conforme os critérios adotados por Köppen, o clima da região de São Manuel  –SP é Cfa (Clima Temperado Mesotérmico), com temperaturas médias mínimas e  máximas, no verão, de 19 e 29 °C e, no inverno de 12 e 25 °C, respectivamente. A temperatura média do mês mais quente é superior a 22,0°C e o total médio de  precipitação pluvial anual de 1377 mm (CUNHA; MARTINS, 2009). Os solos presentes  no município, segundo Oliveira et al. (1999), são: LATOSSOLO VERMELHO AMARELO Distrófico, LATOSSOLO VERMELHO Distrófico, LATOSSOLO  VERMELHO Eutroférrico e Distroférrico, NITOSSOLO VERMELHO Eutrófico,  ARGISSOLO VERMELHO-AMARELO Distrófico, CAMBISSOLO HÁPLICO e  NEOSSOLO LITÓLICO Eutrófico. 

2.3 MATERIAIS 

Foi utilizado as imagens do satélite LANDSAT 8 o qual apresente dois  sensores Operational Land Imager (OLI) e Thermal Infrared Sensor (TIRS). Foi  adotado uma cena do satélite Landsat 8 na data de 30 de janeiro de 2014 (período de  maior vigor vegetativo da cultura da cana-de-açúcar), órbita/ponto 220/076 com  resolução radiométrica de 16 bits e resolução temporal 16 dias com projeção da  imagem UTM, datum WGS84 (cilíndrica) para o hemisfério Sul. O tamanho  aproximado da cena é de 170 km ao norte-sul por 183 km de leste a oeste. A cena foi  adquirida gratuitamente no portal GLOVIS: The USGS Global Visualization Viewer

Foi realizado correção atmosférica das imagens, para conversão de número  digital para Reflectância, através do plugin Semi-automatic-Plugin (SCP) e a  metodologia Dark Object Subtraction (DOS1). Essa metodologia é realizada por meio  da interferência atmosférica, onde é estimada com base nos Números Digitais (ND)  da imagem de satélite e a absorção atmosférica é ignorada (CRISTOVÃO, 2016;  OLIVEIRA, 2017). 

2.4 INDICES ESPECTRAIS 

Um índice de vegetação ideal deve ser sensível à vegetação, insensível ao  fundo do solo e não ter interferências atmosféricas. Todos os índices gerados com as  várias combinações dos dados adquiridos pelos sensores de satélites são chamados  de índice de vegetação (LIU, 2006) e os principais índices de vegetação utilizados  para correlacionar parâmetros da planta e solo foram:

a) Índice de Vegetação por Diferença Normalizada – NDVI (Normalized Difference Vegetation) tem sido um dos mais utilizados índices de  vegetação. Ele baseia-se na alta absorção da clorofila que é constatada na região espectral do vermelho e na alta reflectância esclarecida pela  estrutura interna das folhas na região do infravermelho próximo. O valor de  NDVI varia entre -1 e 1. Geralmente em vegetações saudáveis, o índice  apresenta valores em torno de 0,2 e 0,8 (ROUSE et al., 1973). O NDVI é  expresso pela Equação 1. 

Onde:  

IV é o fluxo radiante refletido no infravermelho próximo e, 

V o fluxo radiante refletido no vermelho da região do visível. 

b) Índice de Reflectância Fotoquímico – PRI (Photosynthetic Reflectance  Index) foi desenvolvido para avaliar a eficiência fotossintética usando as  bandas de reflectância nos comprimentos de onda do azul e do verde  (GAMON et al., 1992). O PRI (Equação 2) é sensível às alterações nos  pigmentos de carotenoides (principalmente a xantofila) na folhagem. Tais  pigmentos são indicativos da eficiência do uso da luz fotossintética ou da  taxa de dióxido de carbono armazenada pela folhagem por unidade de  energia absorvida. Esse índice é usado em estudos de estresse e de  produtividade da vegetação. Os valores variam entre -1 e 1 e valores  comuns para vegetação sadia ficam entre -0,2 e 0,2 (GAMON et al., 1992). 

Onde:  

R1= Reflectância relativa à banda 2 do Landsat 8;  

R2= Reflectância relativa à banda 3 do Landsat 8  

O PRI expressa a relação entre as bandas do verde e azul e, segundo  Rahman et al. (2000), pode ser relacionado com a eficiência do uso da luz no processo fotossintético. Salienta-se, porém, que os dados de PRI devem ser reescalonados  para valores positivos, gerando um novo índice, o sPRI (Equação 3). Assim, o  sequestro de carbono depende da integração desses dois índices (NDVI e sPRI), que  geram um novo índice: o CO2 Flux (BAPTISTA, 2003; BAPTISTA, 2004). 

Após a realização do cálculo do índice PRI, deve ser calculado o índice sPRI,  seguindo a metodologia proposta por Rahman et al. (2000). O índice sPRI possui o  mesmo significado do PRI, mas passa a ser representado em uma escala que varia  entre 0 e 1 para, assim, ficar com a mesma escala do NDVI. Os índices NDVI e PRI  foram combinados, segundo a metodologia de Rahman et al. (2000), para gerar o  índice CO2 Flux. 

c) CO2 Flux é a integração do índice de reflectância fotoquímica, ou PRI, que  representa a eficiência do uso da luz na fotossíntese, com o NDVI  (RAHMAN et al., 2000), que representa o vigor da vegetação  fotossinteticamente ativa, o que tornaria possível integrar as feições de  absorção decorrentes do sequestro de carbono. A esse índice integrado,  Baptista (2003) chamou de CO2 Flux. 

Para determinação do fluxo de CO2, Equação 4, estudos recentes salientam  a possibilidade da utilização da integração do índice espectral NDVI e do PRI. O índice  espectral PRI pode ser correlacionado com as taxas de fotossíntese e o NDVI com o  sequestro de carbono. Essa integração mede a eficiência do processo de sequestro  de carbono. 

O sequestro de carbono pela vegetação depende da integração do NDVI e do  PRI (RAHMAN et al 2000). Esta integração pode ser medida pelo índice CO2 Flux,  que resulta da razão entre aqueles dois índices. O índice NDVI expressa à diferença de reflectância entre a feição de absorção do vermelho (660 nm) e o aumento de  albedo que ocorre nos espectros de vegetação após o início do infravermelho próximo  (800 nm) e o PRI expressa a diferença entre a feição de absorção no azul (531nm) e  o pico de reflectância do verde (570 nm).  

O PRI e o NDVI podem ser correlacionados com as taxas de fotossíntese e o  CO2 Flux com o sequestro de carbono. Isso é explicado pelo fato de que, quanto maior  for à atividade fotossintética, maiores serão as feições de absorção nas faixas do azul  e do vermelho e mais expressivos serão os valores (BAPTISTA, 2004). Logo, quanto  maior for à diferença de contraste entre a região do visível e o infravermelho próximo,  maior será a biomassa da vegetação na área imageada, (MOREIRA, 2001) e maior o  potencial de fixação de carbono. 

d) O Índice de Área Foliar (IAF) é definido pela razão entre a área foliar de  toda a vegetação por unidade de área utilizada por essa vegetação. O IAF  é um indicador da biomassa de cada pixel da imagem (ALLEN et al., 2007). 

O índice de área foliar (IAF), expresso na Equação 5, é um parâmetro biofísico  que pode ser utilizado como medida de crescimento das plantas nos modelos  agronômicos (DORAISWAMY et al., 2004; GOEL, 2009; GONZÁLEZ- SANPEDRO et  al., 2008; TERUEL et al., 1997). O conhecimento da variação IAF, ao longo do ciclo  de uma cultura agrícola, permite avaliar a capacidade ou a velocidade com que a parte  aérea do vegetal (área foliar) ocupa a área do solo disponível àquele vegetal  (LUCCHESI, 1987). 

O mesmo autor comenta que o aumento da área foliar propicia um aumento  na capacidade da planta de aproveitar a energia solar para a realização da  fotossíntese e, desta forma, pode ser utilizado para avaliar a produtividade. Além  disso, o IAF pode ser empregado na estimativa da evapotranspiração e das emissões  biogênicas (GONZÁLEZ – SANPEDRO et al., 2008). 

O IAF expressa a disponibilidade de superfície assimiladora de CO2 e da  radiação fotossinteticamente ativa e de perdas de água (transpiração) da população  de plantas. Isso tem relação com a capacidade fotossintética da população vegetal  por estar relacionada a área de assimilação de CO2 e de interceptação de radiação,  ou pela redução da própria taxa fotossintética quando altos índices de área foliar  indicam perda de água e, consequente, deficiência hídrica (MÜLLER et al., 2005). 

e) Índice de Vegetação Ajustado ao Solo – SAVI (Soil Ajusted Vegetation  Index) foi proposto por Huete (1988) e foi uma adaptação do NDVI  possuindo a propriedade de minimizar os efeitos do solo de fundo no sinal  da vegetação ao incorporar uma constante de ajuste de solo, o fator L na  Equação 6 do NDVI. A equação do SAVI é composta por: 

Sendo: Ls uma constante denominada de fator de ajuste do índice SAVI. 

O SAVI limita-se em função dos diferentes biomas e situações agrícolas, uma  vez que os valores da constante são generalizados, não considerando as  especificidades dos ambientes analisados, mas apenas a densidade vegetada  (PONZONI; SHIMABUKURO, 2010). A constante L pode apresentar valores de 0 a 1,  variando segundo a própria biomassa. Segundo Huete, em 1988, descrito por Ponzoni  e Shimabukuro (2010), os valores ótimos de L são: 

L = 1 (para baixas densidades de vegetação)  

L = 0,5 (para médias densidades de vegetação)  

L = 0,25 (para altas densidades de vegetação) 

3 RESULTADOS E DISCUSSÕES 

O NDVI gerado em cana-de-açúcar (Figura 2) representa grande parte da  área com o crescimento vegetativo máximo da cultura, com valores próximos a 1 representados em cor verde e pode-se certificar que nessas áreas em verde possui  maior quantidade de biomassa da cultura. 

O NDVI, para Alvarenga e Moraes (2014), é um indicador da proporção e da  condição da vegetação verde. Geralmente para superfícies com presença de alguma  vegetação o valor do NDVI é positivo, para superfícies sem vegetação o valor é nulo,  já para a água e nuvens o valor geralmente é negativo. Quanto mais próximo do  extremo positivo, maior a densidade da cobertura vegetal, ou seja, condiz com seu  estágio denso e desenvolvido. Esse valor diminui gradativamente para cobertura  vegetal menos densa, que apresenta valores positivos, porém, não muito elevados. 

Figura 2. Índice de vegetação NDVI em cana-de-açúcar no município de São Manuel-SP.

Para as áreas com valores próximos a zero, representados em vermelho,  encontram-se os talhões de cana-de-açúcar com ausência da cultura, podendo ser  solo exposto, ou áreas onde o crescimento da cultura é inicial. 

O índice de vegetação CO2 flux é gerado a partir da integração do NDVI com  o sPRI. O NDVI representa o vigor da vegetação fotossinteticamente ativa e o índice  PRI ou sPRI representa a eficiência do uso da luz na fotossíntese. Logo, com essa  integração o CO2 flux mede a eficiência do processo de sequestro de carbono. Na  Figura 3 é possível detectar onde a captura e armazenamento de carbono teve maior  eficiência, nessa época, representados pelos maiores valores.  

Melo et al. (2015) definiram o NDVI um índice capaz de determinar a  densidade de fitomassa foliar fotossinteticamente ativa por unidade de área (quanto  maior este índice de vegetação, mais densa é a fitomassa verde). Segundo Rouse et  al. (1973), as vegetações saudáveis estão representadas no intervalo de 0,2 e 0,8 no  NDVI. Por meio desse índice pode-se dizer que nas áreas de vegetação densa (verde  em NDVI) seria as áreas que mais sequestrariam carbono e é o que realmente  acontece no índice CO2 flux em cana-de-açúcar no município de São Manuel –SP  (Figura 3).

Figura 3. Índice de vegetação CO2 flux em cana-de-açúcar no município de São Manuel –SP. Na Figura 4, o Índice de Área Foliar (IAF) estima a quantidade de biomassa  nos talhões de cana-de-açúcar, desta forma, quanto maior os valores de IAF, menor  os valores de radiância na região do visível e no infravermelho médio e maior na região  do infravermelho próximo.  

As áreas que apresentam maior teor de biomassa (Figura 4) são relativamente  às mesmas que apresentam maior teor de CO2 flux representado na Figura 3.

Figura 4. Índice de vegetação IAF em cana-de-açúcar no município de São Manuel – SP. 

Assim, como o NDVI, o Índice de Vegetação Ajustado ao Solo (SAVI) é um  indicador da proporção e da condição da vegetação verde, porém, faz parte de um  grupo de índices considerados híbridos, pois utiliza um fator de ajuste para minimizar  o efeito da presença de solo em meio à vegetação. Segundo Huete (1988), o SAVI  mede ou aproxima a distância entre o pixel e a linha do solo retirando o efeito dos  solos claros ou escuros amenizando os efeitos do background do solo. 

Como a área de estudo é somente talhões de cana-de-açúcar o intervalo de  SAVI foi de 0,03 à 0,78, Figura 5, sendo os valores baixos às áreas de solo exposto,  ou quando na fase inicial de crescimento da cultura. Os valores obtidos da  classificação SAVI variam em escala negativo-positivo, onde áreas com presença de alguma vegetação o valor é positivo e áreas sem vegetação, corpos d’água e nuvens  o valor geralmente é negativo. (ALVARENGA; MORAES, 2014). 

Figura 5. Índice de vegetação SAVI em cana-de-açúcar no município de São Manuel – SP. 

A cana de açúcar por ser classificada como planta C4, possui crescimento e  uso de água eficientes, pelo mesmo motivo, é considerada eficiente na conversão de  energia radiante em energia química, com taxas fotossintéticas calculadas em até 100  mg de CO2 fixado por dm2 de área foliar por hora, para efeito de parâmetro, chega a  acumular o dobro de biomassa que uma planta C3, como a soja.

Os índices de vegetações utilizados no trabalho são de grande importância  para o acompanhamento do desenvolvimento na cultura da cana. 

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS 

Pelos resultados apurados no estudo de índices de vegetação em cana-de açúcar pôde-se concluir: 

• É viável a confecção e manipulação das imagens para determinação dos  índices de vegetação da cultura de cana-de-açúcar em São Manuel – SP sendo  que a cana soca apresentou os maiores índices de vegetação em relação à  cana planta; 

• Foi possível a confecção de mapa de estoque de carbono a partir de dados de  análise química do solo; 

• Houve alta correlação entre os índices de vegetação NDVI, CO2 flux, SAVI e  IAF nas áreas de validação; 

• Não houve correlação entre o sequestro de carbono obtido por sensoriamento  remoto com o estoque de carbono no solo. 

REFERÊNCIAS 

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