VACINAÇÃO PARA PREVENÇÃO DE BRONQUIOLITE EM PEDIATRIA (2020–2025): REVISÃO INTEGRATIVA COM ÊNFASE NA IMUNIZAÇÃO MATERNA CONTRA O VÍRUS SINCICIAL RESPIRATÓRIO

VACCINATION TO PREVENT BRONCHIOLITIS IN PEDIATRICS (2020–2025): AN INTEGRATIVE REVIEW WITH EMPHASIS ON MATERNAL IMMUNIZATION AGAINST RESPIRATORY SYNCYTIAL VIRUS

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202509301332


Ana Letícia Vieira de Oliveira Pinheiro
Orientadora: Michele Montier Freire do Amarante


Resumo 

Introdução: A bronquiolite é uma causa importante de internação em lactentes. Entre as infecções do trato respiratório inferior (ITRI), o vírus sincicial respiratório (VSR) concentra elevado risco nos primeiros meses de vida, com maior impacto em países de baixa e média renda. Objetivo: Sintetizar criticamente a evidência (2020–2025) sobre vacinação para prevenção de bronquiolite/ITRI-VSR em pediatria, com ênfase na imunização materna (RSVpreF), avaliando eficácia/efetividade, segurança e moderadores programáticos no Hemisfério Sul. Métodos: Revisão integrativa segundo Whittemore & Knafl, PRISMA 2020 e JBI. Buscas em PubMed/MEDLINE, Web of Science, Scopus e SciELO (01 jan. 2020–25 set. 2025), com idiomas PT/EN/ES. Inclusão de ECRs, coortes e caso-controle com desfechos clínicos em lactentes; avaliação crítica por RoB 2/NOS e julgamento de certeza pelo GRADE. Resultados: Quatro estudos compuseram a síntese: um ECR de fase 3 (MATISSE), um estudo multicêntrico de efetividade e duas coortes de segurança perinatal. Convergência para redução de ITRI-VSR (efeito mais nítido em doença grave) e hospitalização nos 0–6 meses; ausência de aumento de prematuridade; influência do timing vacinação–parto (nascimento ≥14 dias pós-dose) e da sazonalidade na aplicabilidade programática. Considerações Finais: A imunização materna com RSVpreF é benéfica e segura nas coortes avaliadas, devendo ser ofertada entre 32–36 semanas e alinhada ao pico sazonal do VSR, com vigilância pós-licença. Lacunas persistem em duração da proteção, subgrupos e custo-efetividade no Hemisfério Sul. 

Descritores: Bronquiolite; Vírus Sincicial Respiratório; Imunização Materna; Recém Nascido; Revisão Integrativa. 

Abstract 

Background: Bronchiolitis is a leading cause of infant hospitalization. Respiratory syncytial virus (RSV) drives substantial lower respiratory tract infection (LRTI) burden in early infancy. Objective: To critically synthesize 2020–2025 evidence on vaccination to prevent bronchiolitis/RSV-LRTI in pediatrics, focusing on maternal RSVpreF immunization, its efficacy/effectiveness, safety, and programmatic moderators in the Global South. Methods: Integrative review (Whittemore & Knafl), PRISMA 2020, and JBI. Searches in PubMed/MEDLINE, Web of Science, Scopus, and SciELO (Jan 1, 2020– Sep 25, 2025), PT/EN/ES. Inclusion of RCTs, cohorts, and case–control studies with infant clinical outcomes; critical appraisal using RoB 2/NOS; certainty rated through GRADE. Results: Four studies met criteria: one phase 3 RCT (MATISSE), one multicenter effectiveness study, and two perinatal safety cohorts. Findings converge on reduced RSV-LRTI (stronger for severe disease) and hospitalizations at 0–6 months; no increase in preterm birth; effectiveness moderated by vaccination–birth interval (≥14 days) and local seasonality. Conclusions: Maternal RSVpreF immunization is beneficial and safe in assessed cohorts and should be offered at 32–36 weeks, aligned with RSV peak, with post-licensure monitoring. Research gaps remain on duration, subgroups, and cost-effectiveness in the Southern Hemisphere.

Keywords: Bronchiolitis; Respiratory Syncytial Virus; Maternal Immunization; Infant; Integrative Review.

INTRODUÇÃO 

A bronquiolite é uma síndrome clínica frequente em lactentes e figura entre as principais causas de hospitalização por infecções do trato respiratório inferior (ITRI) em menores de cinco anos. No conjunto dessas ITRI, o vírus sincicial respiratório (VSR) responde por parcela substancial da carga de doença, com concentração do risco nos primeiros meses de vida e maior impacto relativo em países de baixa e média renda (Li et al., 2022). Tal cenário traduz milhões de internações anuais e pressão sazonal sobre serviços pediátricos, com repercussões para a atenção primária e hospitalar. 

A vacinação direta do lactente muito jovem historicamente enfrentou limitações de segurança e de imunogenicidade protetora sustentada, inerentes à imaturidade do sistema imune nessa faixa etária. Em contrapartida, consolidou-se a imunização materna como estratégia biologicamente plausível e operacionalmente viável: ao induzir títulos elevados de IgG anti-VSR durante a gestação, a transferência transplacentária mediada pelo receptor neonatal de Fc (FcRn) confere proteção passiva ao recém-nascido exatamente na janela de maior vulnerabilidade (0–6 meses). O amadurecimento tecnológico de imunógenos baseados na proteína F do VSR estabilizada na conformação de prefusão (preF) elevou a probabilidade de indução de anticorpos neutralizantes com melhor correlação biológica de proteção (Kampmann et al., 2023). 

No âmbito dos ensaios clínicos, o estudo fase 3 MATISSE demonstrou que a vacina RSVpreF administrada na gestação reduziu a incidência de ITRI associada ao VSR (ITRI-VSR) em lactentes, com efeito mais pronunciado nas formas graves, sem identificação de novos sinais de segurança no período de seguimento reportado (Kampmann et al., 2023). Em sequência, análises de efetividade em mundo real publicadas em 2025 observaram redução do risco de hospitalização por VSR em lactentes nascidos de gestantes vacinadas — sobretudo nas janelas de 0–3 e 0–6 meses — achados consistentes entre redes e cenários, ainda que sujeitos a viés de indicação e confundimento residual (Marc et al., 2025). A segurança na gestação constitui eixo decisivo: coortes publicadas em 2024 não evidenciaram aumento do risco de parto prematuro associado à vacinação materna com RSVpreF, após ajustes e análises de sensibilidade (Son et al., 2024; Regan et al., 2024). 

À luz desse corpo de evidências, organismos normativos publicaram orientações convergentes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu, em maio de 2025, position paper recomendando a vacinação materna no terceiro trimestre como uma das estratégias para proteger lactentes contra a doença por VSR e registrou a pré-qualificação da primeira vacina materna, passo essencial para aquisição internacional. De forma complementar, o CDC/ACIP recomenda uma dose entre 32 e 36 semanas de gestação, com administração sazonal adaptada à epidemiologia local (WHO, 2025; CDC/ACIP, 2025). Para países do Hemisfério Sul, a implementação demanda alinhamento entre sazonalidade regional, provável data do parto e cobertura do pré-natal, além de estratégias de comunicação para adesão. 

Consideradas a relevância clínica e as exigências programáticas — especialmente no Hemisfério Sul —, impõe-se uma síntese atual, crítica e aplicável que, para além de mapear a evidência, a traduza em decisões de calendário (sincronização da janela 32–36 semanas com o pico local do VSR, integração com calendários de dTpa/influenza/COVID-19 e alternativas quando o timing materno é desfavorável). Ao mesmo tempo, importa reconhecer que se trata de um campo emergente: a base contemporânea de evidências é recente e concentra-se em um ensaio clínico pivotal, um estudo multicêntrico de efetividade e coortes de segurança; por isso, as conclusões devem ser comunicadas com certeza por desfecho, segundo critérios GRADE, e acompanhadas de agenda de pesquisa. Persistem lacunas quanto à duração da proteção além de seis meses (e possível impacto na segunda temporada), ao desempenho em subgrupos (prematuros, comorbidades maternas), aos moderadores programáticos (intervalo vacinação–parto; sazonalidade) e à custo-efetividade comparando vacinação materna, anticorpo monoclonal e arranjos combinados em cenários de orçamento restrito, com especial pertinência para a América Latina (Li et al., 2022; WHO, 2025). 

Diante desse panorama, este artigo busca responder: (i) quais evidências recentes (2020–2025) sustentam a eficácia e a efetividade de vacinas relacionadas ao VSR — com ênfase na imunização materna — para reduzir bronquiolite/ITRI-VSR e hospitalizações em lactentes? (ii) qual é o perfil de segurança materno-infantil observado em ensaios e estudos em vida real? (iii) em que medida sazonalidade, timing da dose (intervalo vacinação–parto) e condições de implementação no Hemisfério Sul modulam o desempenho e a aplicabilidade dessa estratégia? Com base na racionalidade biológica (transferência transplacentária de IgG anti-VSR), no ensaio clínico pivotal e nas análises de efetividade mais recentes, testam-se: H1) a imunização materna com RSVpreF reduz o risco de ITRI-VSR e de hospitalização em lactentes nos primeiros 6 meses de vida; H2) a vacinação durante a gestação não aumenta a ocorrência de eventos adversos maternos relevantes, incluindo parto prematuro, quando comparada à ausência de vacinação; H3) a magnitude do efeito varia de acordo com o timing entre a vacinação e o parto e com a sazonalidade local, implicando diferenças de desempenho programático em contextos do Hemisfério Sul. 

Apesar de avanços expressivos desde 2023, faltam sínteses integrativas que organizem criticamente os achados mais recentes — conciliando ensaios, efetividade e segurança, à luz de diretrizes OMS/CDC — e os traduzam em recomendações aplicáveis a sistemas públicos de saúde com restrições orçamentárias e heterogeneidades de cobertura. Realiza-se, portanto, uma revisão integrativa (2020–2025) destinada a mapear o estado da arte, identificar correntes e autores relevantes, avaliar criticamente a qualidade e a consistência dos estudos (eficácia, efetividade e segurança) e delimitar lacunas e tendências para pesquisa e implementação, com enfoque translacional para a prática clínica e a saúde pública no Hemisfério Sul. 

METODOLOGIA 

Esta revisão integrativa foi concebida a priori com base em três referenciais metodológicos complementares — a arquitetura clássica da revisão integrativa (cinco etapas), a diretriz PRISMA 2020 para relato transparente e reprodutível e o JBI Manual for Evidence Synthesis para padronização operacional — com o objetivo de assegurar coerência interna (pergunta–busca–seleção–extração–avaliação–síntese) e clareza externa (documentação rastreável e replicável) (Whittemore; Knafl, 2005; Page et al., 2021; JBI, 2024). 

Partindo da necessidade de integrar evidências experimentais (eficácia) e observacionais (efetividade/segurança) sobre vacinação relacionada ao VSR em pediatria, formulou-se a questão norteadora no eixo PEO/PIO ampliado: em pediatria, que evidências publicadas entre 2020 e 2025 sustentam o uso de vacinas — com ênfase na imunização materna — para reduzir bronquiolite/ITRI-VSR e hospitalizações em lactentes; qual o perfil de segurança materno-infantil observado; e de que modo sazonalidade e timing (intervalo vacinação–parto) modulam a aplicabilidade no Hemisfério Sul? Essa formulação orientou as decisões de busca, elegibilidade, extração e avaliação crítica, garantindo alinhamento lógico e foco analítico (Whittemore; Knafl, 2005; JBI, 2024) 

A busca bibliográfica foi conduzida de forma sistemática nas bases PubMed/MEDLINE, Web of Science – Core Collection, Scopus e SciELO, complementada por Google Scholar para recuperação de textos completos e citation chasing. A estratégia combinou descritores controlados (MeSH/DeCS) e termos livres em português, inglês e espanhol, com recorte temporal de 01/01/2020 a 25/09/2025 e restrição a estudos com texto completo, em conformidade com PRISMA e JBI (Page et al., 2021; JBI, 2024). Uma das strings utilizadas no PubMed foi: (“Respiratory Syncytial Virus, Human”[MeSH] OR RSV OR “vírus sincicial respiratório”) AND (vaccin* OR RSVpreF OR “maternal immunization” OR “imunização materna”) AND (infant* OR newborn* OR neonate* OR lactente* OR child* OR pediatric*) AND (bronchiolitis OR “lower respiratory tract infection” OR LRTI OR hospitali*), com filtros para humanos e idiomas PT/EN/ES. *As strings completas por base, com campos e filtros específicos, estão descritas no Apêndice A (incluindo WoS, Scopus e SciELO), assegurando reprodutibilidade. 

A seleção dos estudos ocorreu em duas etapas independentes: (i) triagem de títulos e resumos; e (ii) leitura em texto completo, com resolução de divergências por consenso e remoção de duplicatas antes da elegibilidade final, como orientam PRISMA e JBI (Page et al., 2021; JBI, 2024). Critérios de inclusão: (i) ensaios clínicos fase 3 e fase 2/2b que reportassem desfechos clínicos em lactentes (<5 anos: ITRI-VSR/bronquiolite, hospitalização) ou correlatos de proteção pré-especificados com plausibilidade biológica (p. ex., anticorpos neutralizantes anti-preF); (ii) estudos observacionais (coortes, caso controle, séries temporais/interrupção de séries) que avaliassem efetividade e segurança materno-infantil; e (iii) revisões sistemáticas/meta-análises recentes (2020–2025) utilizadas exclusivamente para triangulação e contextualização, sem integrar a matriz quantitativa de estimativas de efeito primário. Critérios de exclusão: literatura cinzenta não revisada por pares, relatos/séries de casos sem comparador, editoriais/opiniões e publicações sem texto completo. Documentos normativos (OMS/WHO; CDC/ACIP) foram usados apenas para contextualização programática (sazonalidade; janela gestacional), mantendo a distinção entre evidência primária e fontes institucionais (Whittemore; Knafl, 2005; JBI, 2024). O percurso (identificação, triagem, elegibilidade e inclusão) está consolidado no fluxograma PRISMA 2020 (Figura 1), garantindo transparência. 

A extração de dados seguiu formulário padronizado com dupla checagem, contemplando: identificação (autoria, ano, DOI), país/continente e hemisfério, desenho, população (gestantes; idade dos lactentes), janela gestacional (quando aplicável), intervenção (plataforma/dose), comparador, definições de desfechos (bronquiolite/ITRIVSR; hospitalização; UTI; mortalidade) e janelas de seguimento (0–3; 0–6; ≥6 meses), medidas de efeito (VE; RR/OR/HR com IC95%), correlatos imunes (quando pré-especificados), segurança materna e neonatal, financiamento, limitações e risco de viés. A padronização da coleta e a dupla verificação são estratégias recomendadas para reduzir erros e ampliar a confiabilidade das sínteses (JBI, 2024; Page et al., 2021).  

A avaliação crítica empregou instrumentos validados: RoB 2 para ensaios clínicos — com julgamento por domínios (processo de randomização, desvios da intervenção, dados ausentes, mensuração de desfechos e relato seletivo) —, Newcastle–Ottawa Scale (NOS) para estudos observacionais — com avaliação de seleção, comparabilidade e desfecho/exposição — e AMSTAR 2 para revisões sistemáticas eventualmente citadas como suporte metodológico. As decisões foram registradas por domínio/critério com justificativas sintéticas, garantindo rastreabilidade e auditoria metodológica alinhadas ao Cochrane Handbook (Sterne et al., 2019; Wells et al., 2021; Shea et al., 2017; Higgins et al., 2024). 

Considerada a heterogeneidade clínica (populações, janelas gestacionais, definição de ITRI-VSR) e metodológica (desenhos, medidas de efeito), a síntese foi planejada como narrativa estruturada; uma meta-análise seria considerada somente com homogeneidade suficiente (≥3 estudos comparáveis por intervenção, população e desfecho), aplicando-se modelo de efeitos aleatórios, estatística I² e análises de sensibilidade (p. ex., exclusão de estudos com alto risco de viés). A investigação de viés de publicação (gráfico de funil; teste de Egger) dependeria de número adequado de estudos comparáveis. Essas decisões seguem capítulos específicos do Cochrane Handbook e são interpretadas à luz do GRADE para comunicar a força e a incerteza dos achados (Higgins et al., 2024; Schünemann et al., 2020). 

A certeza da evidência por desfecho foi apreciada por meio da abordagem GRADE (alta, moderada, baixa, muito baixa), considerando limitações de estudo, inconsistência, imprecisão, indireção e viés de publicação; quando a síntese quantitativa não foi possível, aplicou-se o GRADE de forma descritiva com sumários estruturados, conforme orientação do GRADE Guidance Group e manuais institucionais (Schünemann et al., 2020).  

Ao término da elegibilidade, quatro estudos compuseram o núcleo da síntese: um ensaio clínico de fase 3 que estimou a eficácia da intervenção, um estudo multicêntrico de efetividade em contexto de prática e duas coortes dedicadas à avaliação de segurança perinatal (com ênfase em prematuridade). Todo o percurso — identificação dos registros, remoção de duplicatas, triagem de títulos e resumos, leitura em texto completo e justificativas para exclusão — encontra-se documentado no diagrama PRISMA 2020, com as contagens correspondentes em cada etapa, e detalhado no apêndice metodológico (Page et al., 2021).  

Considerando a maturidade ainda recente do campo, esta metodologia admite, nos limites do recorte e dos critérios, a incorporação complementar de ensaios fase 2/2b com desfechos clínicos/correlatos pré-especificados e de observacionais adicionais de efetividade, bem como o uso de revisões sistemáticas como evidência secundária para triangulação, sem alterar a matriz primária de efeito. 

Esta pesquisa baseia-se exclusivamente em publicações de acesso público, sem coleta de dados primários ou interação com participantes; nessa condição, não se exige submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa. Ainda assim, o estudo observa os princípios da Resolução CNS nº 466/2012 — integridade científica, transparência no relato e atribuição adequada das fontes — em consonância com as boas práticas descritas nos guias metodológicos adotados (Brasil, 2012; Page et al., 2021; JBI, 2024). 

RESULTADOS 

A atualização da busca (2020–2025), sob o escopo revisado na Metodologia, revelou um corpo de evidências coeso, porém ainda jovem, acerca da imunização materna com RSVpreF. Em termos de consistência interna e externa, os resultados convergem entre um ensaio clínico de fase 3 com elevada validade interna e estimativas de efetividade em vida real obtidas por redes multicêntricas de vigilância na temporada 2024–2025, além de coortes direcionadas à segurança perinatal. A seguir, descrevem-se os achados com foco em definições de desfecho, janelas de seguimento, potenciais vieses e aplicabilidade programática. 

Conforme o fluxograma PRISMA 2020 (Figura 1), foram incluídos 4 estudos na síntese qualitativa; não foi conduzida meta-análise (n = 0) em razão da heterogeneidade clínica e metodológica 

Figura 1 — Fluxograma PRISMA 2020 da identificação, triagem, elegibilidade e inclusão dos estudos (2020–2025).

Consolidado o percurso de seleção (Figura 1), os resultados analíticos iniciam-se pela evidência de eficácia. O ensaio MATISSE (NEJM, 2023) demonstrou redução de ITRI associada ao VSR em lactentes de gestantes vacinadas com RSVpreF, com efeito mais pronunciado em formas graves e ausência de novos sinais de segurança no seguimento publicado (Kampmann et al., 2023). Em convergência externa, estimativas multicêntricas de efetividade para a temporada 2024–2025 mostraram menor risco de hospitalização e, em menor magnitude, de atendimentos de urgência por VSR entre lactentes nascidos de mães vacinadas, sobretudo quando o nascimento ocorreu ≥14 dias após a dose materna (CDC/ACIP, 2025; Marc et al., 2025). Esses achados sustentam a validade interna do ensaio e a aplicabilidade em mundo real, reconhecendo-se possíveis fontes de confundimento residual nos estudos observacionais. 

Em mundo real, estimativas de efetividade apresentadas ao ACIP/CDC para a temporada 2024–2025 apontam proteção consistente contra desfechos assistenciais em lactentes nascidos de gestantes vacinadas. Na rede VISION, observou-se redução relativa aproximada de quatro quintos para hospitalização por VSR e cerca de metade para atendimentos em serviços de urgência; na NVSN, resultados de magnitude semelhante foram documentados para hospitalização quando a análise se restringiu a lactentes nascidos pelo menos 14 dias após a vacinação materna, um corte metodologicamente prudente que mitiga viés de tempo imortal e alinha a exposição ao mecanismo de transferência transplacentária de IgG (CDC/ACIP, 2025). As redes empregaram confirmação laboratorial de VSR, modelos ajustados para confundidores relevantes e recortes sazonais, mas, como em todo estudo observacional, remanescem riscos de confundimento residual (p. ex., comportamento de busca por cuidado, status socioeconômico e comorbidades maternas), de classificação imperfeita da exposição (registros de vacinação incompletos) e de viés de testagem (heterogeneidade nos algoritmos diagnósticos entre centros). Tais limitações, entretanto, não alteram a direção do efeito, que permanece coerente com o benefício observado no ensaio clínico, reforçando a validade externa das conclusões. 

A consistência entre cenários é ainda reforçada por estudo multicêntrico publicado em The Lancet Infectious Diseases com efetividade de 76,9% (45,0–90,3) contra hospitalização por LRTI-VSR do nascimento aos seis meses, resultado que, apesar do intervalo de confiança amplo — compatível com número de eventos limitado na primeira temporada pós-introdução —, mantém significância clínica e convergência com as estimativas CDC (Marc et al., 2025). No eixo segurança, duas coortes independentes em JAMA Network Open não identificaram aumento de parto prematuro entre gestantes vacinadas com RSVpreF; tampouco evidenciaram incremento de desfechos neonatais relevantes (admissão em UTI neonatal, hiperbilirrubinemia, hipoglicemia, sepse), sendo os resultados estáveis após ajustes multivariáveis e análises de sensibilidade (Son et al., 2024; Regan et al., 2024). Em triangulação com o MATISSE, esse conjunto sugere perfil de segurança gestacional compatível com uso programático, com certeza GRADE moderada para prematuridade e vigilância pós-licença recomendada. 

A leitura crítica integrada desses resultados recomenda prudência e clareza sobre moderadores. O intervalo vacinação–parto emerge como determinante principal da efetividade nos primeiros meses, tanto pela fisiologia da transferência de IgG quanto pelas análises que mostram melhor desempenho quando o nascimento ocorre ≥14 dias após a dose materna (CDC/ACIP, 2025). A sazonalidade do VSR, por sua vez, condiciona a janela de oferta para maximizar a coincidência entre pico de circulação e período de proteção passiva — razão pela qual a OMS recomenda vacinação no terceiro trimestre e o ACIP especifica 32–36 semanas com administração sazonal (WHO, 2025; CDC/ACIP, 2025). Há, contudo, lacunas de aplicabilidade ao Hemisfério Sul: muitas estimativas derivam de países do Norte Global e podem sofrer modulação por diferenças climáticas, calendário de pré-natal, cobertura vacinal e coadministração com dTpa/influenza. Essa transposição requer monitoramento local de efetividade e segurança, preferencialmente com desenho que minimize confundimento (ex.: pareamento por escore de propensão, controle por período e coorte sazonal) e teste hipóteses de waning após três a seis meses, de subgrupos (prematuros, comorbidades maternas) e de interações programáticas (sazonalidade × timing vacinação–parto). 

Em termos de qualidade e certeza, o conjunto é robusto para doença grave e hospitalização (ensaio com baixo risco de viés e observacionais consistentes → certeza GRADE moderada-alta) e satisfatório para atendimentos de urgência (estimativas consistentes porém mais suscetíveis a heterogeneidade de acesso/testagem → certeza moderada); para prematuridade, a convergência de coortes sustenta certeza moderada, com recomendação explícita de vigilância contínua (Sterne et al., 2019; Wells et al., 2021; Schünemann et al., 2020). À luz desses elementos, a interpretação clínica e programática é coerente: a imunização materna com RSVpreF reduz desfechos clínicos relevantes em lactentes na janela 0–6 meses, não aumenta prematuridade em análises ajustadas e exige planejamento sazonal e gestacional para performar de modo ótimo — especialmente onde a sazonalidade do VSR difere do Hemisfério Norte. 

Tabela 1 — Síntese dos achados sobre eficácia/efetividade e segurança da imunização materna com RSVpreF (2020–2025).

Fonte Contexto/definições Estimativa principal Notas de método (validez/limitações) 
Kampmann et al., 2023 (NEJM, MATISSE) Ensaio fase 3; LRTI/ITRI-VSR com confirmação laboratorial; seguimento 0–6 meses Redução significativa, efeito maior em doença grave Randomização e cegamento → baixo RoB; precisão limitada em subgrupos; duração além de 6 meses não avaliada 
VISION, 2024–2025 (CDC/ACIP) Vigilância multicêntrica; ED e hospitalização por VSR (RT-PCR); ajuste multivariável ED ≈ 54% (35–67); hospitalização ≈ 79% (55–90) Risco de confundimento residual; heterogeneidade de testagem; melhor desempenho com nascimento ≥14 dias pós-dose 
NVSN, 2024–2025 (CDC/ACIP) Rede pediátrica; hospitalização por VSR; subanálises por janela vacinação–parto Hospitalização ≈ 70% (28–88) Amostras menores e ICs amplos; mitigação parcial de tempo imortal pelo cut-off ≥14 dias 
Marc et al., 2025 (Lancet Infect DisMulticêntrico; hospitalização por LRTI-VSR do nascimento aos 6 meses VE 76,9% (45,0–90,3) IC amplo por número de eventos; coeso com CDC e ensaio 
Son et al., 2024; Regan et al., 2024 (JAMA Netw OpenCoortes; prematuridade e desfechos neonatais Sem aumento de prematuridade Ajustes robustos; possibilidade de viés de informação residual; resultados estáveis em sensibilidade 

Fonte: Elaboração própria com base em Kampmann et al. (2023); CDC/ACIP (2025); Marc et al. (2025); Son et al. (2024); Regan et al. (2024).

Notas: VE reportada como 1−1 -1− medida ajustada (OR/HR) conforme cada estudo; confirmação laboratorial de VSR em todas as séries; potenciais vieses: seleção, testagem diferencial, misclassificação da exposição e confundidores não mensurados.

DISCUSSÃO 

Os achados desta revisão integrativa sustentam, com coerência entre evidência experimental e observacional, que a imunização materna com RSVpreF reduz desfechos clínicos relevantes de doença do trato respiratório inferior associada ao vírus sincicial respiratório em lactentes no primeiro semestre de vida, sem indicar aumento de prematuridade em análises ajustadas. O ensaio MATISSE, conduzido com randomização e confirmação laboratorial de VSR, oferece a âncora de validade interna ao demonstrar redução de LRTI/ITRI-VSR e efeito mais nítido nas formas graves, sem surgimento de novos sinais de segurança durante o seguimento reportado (Kampmann et al., 2023).  

Em convergência, estimativas de mundo real provenientes de redes multicêntricas norte-americanas na temporada 2024–2025 apontam proteção contra hospitalização e, em menor magnitude, contra atendimentos de urgência em lactentes nascidos de gestantes vacinadas, com modelos ajustados para confundidores principais e estratificações sazonais que preservam a direção do efeito observada no ensaio (CDC/ACIP, 2025; MacNeil, 2025).  

Um estudo multicêntrico publicado em periódico de alto impacto reforça essa consistência externa ao demonstrar efetividade elevada contra hospitalização por LRTIVSR do nascimento aos seis meses, ainda que com intervalo de confiança amplo compatível com número de eventos limitado em primeira temporada pós-introdução (Marc et al., 2025).  

Em paralelo, coortes independentes não evidenciaram incremento de prematuridade ou de outros desfechos neonatais relevantes após vacinação com RSVpreF na gestação, resultados que permaneceram estáveis após ajustes multivariáveis e análises de sensibilidade e que se alinham ao perfil de segurança observado no ensaio (Son et al., 2024; Regan et al., 2024; Kampmann et al., 2023). 

A leitura crítica desses resultados exige explicitar moderadores e fontes de heterogeneidade que condicionam a transferência de inferências à prática. O intervalo entre vacinação e parto emerge como determinante do desempenho, pois a proteção neonatal depende do gradiente de anticorpos IgG transplacentários e, por isso, análises que restringem a população a nascimentos ocorridos pelo menos quatorze dias após a dose materna tendem a apresentar estimativas mais favoráveis e metodologicamente menos sujeitas a viés de tempo imortal (CDC/ACIP, 2025; MacNeil, 2025). A sazonalidade do VSR, por sua vez, demanda que a oferta seja calibrada para coincidir a janela gestacional recomendada com o período de maior circulação viral, razão pela qual os organismos normativos convergem para a vacinação no terceiro trimestre, idealmente entre 32 e 36 semanas, com administração sazonal conforme a epidemiologia local (WHO, 2025; CDC/ACIP, 2025).  

Tais condicionantes programáticos adquirem relevância particular no Hemisfério Sul, onde padrões sazonais podem divergir do Norte Global e onde a logística do pré-natal, a coadministração com dTpa/influenza/COVID-19 e a cobertura de consultas variam amplamente entre sistemas públicos, exigindo sincronização fina do calendário gestacional com o pico regional de VSR. 

A robustez inferencial, ainda que elevada para doença grave e hospitalização, convive com limitações metodológicas inerentes aos desenhos observacionais. Mesmo com confirmação laboratorial, ajuste multivariável e especificações sazonais, permanece a possibilidade de confundimento residual por fatores não mensurados, bem como de heterogeneidade em algoritmos de testagem e de classificação incompleta da exposição, sobretudo quando registros de vacinação não são integralmente integrados a bancos de vigilância (CDC/ACIP, 2025).  

No ensaio, a validade interna é alta, mas a precisão para subgrupos permanece limitada pelo número de eventos e pela duração do seguimento até seis meses, pontos que restringem conclusões sobre atenuação do efeito na segunda temporada, sobre desempenho em prematuros e sobre interações com comorbidades maternas (Kampmann et al., 2023).  

À luz do GRADE, a certeza é adequadamente classificada como moderada-alta para doença grave e hospitalização — em razão da convergência entre o ensaio e a efetividade — e moderada para atendimentos de urgência, que são mais sensíveis a variações de acesso e comportamento de procura por cuidado; para prematuridade, a certeza é moderada, dado o acordo entre coortes e a ausência de sinal de dano, sem dispensar vigilância pós-licença (Schünemann et al., 2020; Sterne et al., 2019; Wells et al., 2021). Importa registrar explicitamente que a convergência entre o ensaio clínico randomizado pivotal, as redes multicêntricas de efetividade e as coortes de segurança confere suficiência de evidências para conclusões prudentes por desfecho, apesar do número reduzido de estudos no período 2020–2025, característica própria de um campo em rápida consolidação. 

A translação para a política pública deve partir desse equilíbrio entre benefício demonstrado e condicionantes operacionais. Em contextos do Hemisfério Sul, a maximização do impacto exige sincronizar a oferta entre 32 e 36 semanas com o pico local de VSR, integrar a vacinação materna a agendas de pré-natal já estabelecidas e implementar rastreadores nominais que permitam monitorar cobertura, oportunidade (timing) e desfechos-alvo, com auditorias de qualidade dos dados. A convergência entre posição da OMS e recomendações do ACIP/CDC fornece base regulatória e técnica para adoção, mas a efetividade programática dependerá da capacidade local de garantir temporalidade adequada da dose, manutenção da cadeia de frio e estratégias de comunicação em saúde que favoreçam adesão (WHO, 2025; CDC/ACIP, 2025).  

A comparação com alternativas não vacinais, como o anticorpo monoclonal de longa ação ofertado diretamente ao lactente, permanece pertinente para decisões de custo efetividade e desenho de arranjos sazonais complementares, embora tais intervenções não integrem a matriz de efeito primária desta revisão por não se tratarem de vacinação. Em cenários de orçamento restrito, a priorização de coortes de maior vulnerabilidade, a coadministração racional com outras vacinas do pré-natal e a avaliação econômica local são elementos decisivos para otimizar a alocação de recursos. 

Persistem lacunas relevantes que orientam uma agenda imediata de pesquisa aplicada: estimar a duração da proteção além de seis a doze meses e a transição para a segunda temporada; caracterizar efetividade em prematuros e em lactentes com condições de risco; investigar interações entre sazonalidade e timing vacinação-parto em climas tropicais com circulação menos marcada; e comparar, em análises de impacto e custo efetividade, a vacinação materna, a imunização passiva do lactente e estratégias combinadas.  

Em síntese, o conjunto de evidências disponíveis entre 2020 e 2025 autoriza a conclusão de que a vacinação materna com RSVpreF é clinicamente benéfica e segura no que tange a prematuridade nas coortes avaliadas, e que sua adoção, quando ancorada em planejamento sazonal e gestacional oportuno e acompanhada de vigilância de efetividade e segurança, tem plausibilidade elevada de produzir ganho populacional mensurável em sistemas públicos do Hemisfério Sul (Kampmann et al., 2023; Marc et al., 2025; Son et al., 2024; Regan et al., 2024; WHO, 2025; CDC/ACIP, 2025). 

CONSIDERAÇÕES FINAIS 

A presente revisão integrativa respondeu de forma afirmativa ao problema proposto: a imunização materna com RSVpreF reduz eventos clínicos de infecção do trato respiratório inferior associada ao vírus sincicial respiratório e hospitalizações em lactentes nos primeiros seis meses de vida, sem sinal de incremento de prematuridade nas coortes avaliadas, quando analisada sob desenho metodológico rigoroso e confirmação laboratorial (Kampmann et al., 2023; Son et al., 2024; Regan et al., 2024). Ao integrar evidências experimentais e de mundo real no recorte 2020–2025, ampliou-se a compreensão do tema ao identificar moderadores determinantes do desempenho — especialmente o intervalo entre vacinação e parto, idealmente com nascimento ≥14 dias após a dose, e a sazonalidade local — e ao explicitar questões ainda abertas, como a duração da proteção para além de seis a doze meses, o possível atenuamento do efeito na segunda temporada e o desempenho em subgrupos de maior vulnerabilidade (CDC/ACIP, 2025; WHO, 2025). 

Nessa perspectiva, as hipóteses formuladas foram julgadas de modo consistente com o corpo de evidências: confirmou-se que a vacinação materna reduz ITRI/LRTI-VSR e hospitalização em lactentes (H1), não se observou aumento de eventos adversos maternos/perinatais relevantes, com ênfase na prematuridade (H2), e verificou-se que a magnitude do efeito varia conforme o timing vacinação–parto e a sazonalidade, com implicações diretas para implementação no Hemisfério Sul (H3) (Kampmann et al., 2023; Son et al., 2024; Regan et al., 2024; CDC/ACIP, 2025; WHO, 2025). 

Os objetivos foram alcançados: mapeou-se o estado da arte recente; identificaram-se autores, correntes e diretrizes institucionais; avaliou-se criticamente a qualidade dos estudos com instrumentos validados (RoB 2, NOS) e julgou-se a certeza da evidência por desfecho à luz do GRADE; por fim, sintetizaram-se lacunas e tendências com enfoque translacional. A metodologia adotada mostrou-se suficiente e transparente, apoiada em PRISMA 2020 e no JBI Manual, distinguindo claramente evidência primária de fontes institucionais e preservando reprodutibilidade e rastreabilidade do processo. A bibliografia correspondeu às expectativas quanto à atualidade e pertinência, com predominância de fontes primárias e institucionais dentro do período definido, o que confere solidez às inferências e às recomendações. 

Do ponto de vista do posicionamento do(a) pesquisador(a), a síntese sustenta a recomendação de adoção programática da imunização materna com RSVpreF em sistemas públicos com circulação sazonal de VSR, desde que a oferta seja sincronizada ao terceiro trimestre — preferencialmente entre 32 e 36 semanas — e alinhada ao pico local de circulação, integrada às estratégias já vigentes no pré-natal (dTpa, influenza e COVID-19) e acompanhada por vigilância pós-licença para efetividade e segurança. Em contextos do Hemisfério Sul, em que a sazonalidade diverge do Norte Global e a logística de pré-natal é heterogênea, a efetividade populacional dependerá de planejamento temporal preciso, registro nominal que garanta oportunidade da dose e monitoramento contínuo de desfechos. Permanecem, contudo, prioridades de pesquisa imediatamente aplicáveis: estimar a duração da proteção e o comportamento na segunda temporada; quantificar a efetividade em prematuros e em lactentes com comorbidades; explorar interações entre sazonalidade e timing em climas tropicais; e comparar, sob a ótica da custo-efetividade, a vacinação materna, a imunização passiva do lactente e arranjos combinados. À luz do exposto, conclui-se que a vacinação materna com RSVpreF é clinicamente benéfica, segura no que tange à prematuridade nas coortes avaliadas e viável programaticamente quando inserida em desenho sazonal e gestacionalmente oportuno, oferecendo base técnica suficiente para incorporação em políticas públicas, com os devidos mecanismos de monitoramento e avaliação contínua (Cervo; Bervian; Da Silva, 2007; Kampmann et al., 2023; CDC/ACIP, 2025; WHO, 2025). 

REFERÊNCIAS 

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