REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cs10202512082115
Giovanna Veloso Araújo
Orientador (a): Profa. Dra. Karlinne Maria Martins Duarte
Coorientador (a): Profa. Dra. Karime Tavares Lima da Silva
RESUMO
A cárie dentária é uma das doenças bucais mais prevalentes na infância, estando diretamente associada ao consumo frequente de açúcares, à higiene oral inadequada e ao uso contínuo de medicamentos infantis que contêm sacarose em sua formulação. Diante disso, o objetivo do presente estudo foi realizar uma revisão de literatura sobre a influência do consumo de açúcar, do uso de medicamentos açucarados e dos hábitos de higiene oral na prevalência de cárie em crianças, destacando os cuidados necessários no uso prolongado desses fármacos. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica realizada nas bases de dados SciELO, PubMed e Portal Periódicos, contemplando publicações dos anos de 2014 e 2025, em português e inglês. Os estudos analisados evidenciam que a combinação entre o uso contínuo de medicamentos contendo açúcares, ingestão frequente de alimentos açucarados e práticas insuficientes de higiene oral potencializa o desenvolvimento da cárie dentária. Além disso, destacam-se a importância da orientação odontopediátrica, da prescrição racional de medicamentos livres de açúcar e da educação em saúde como estratégias essenciais para a prevenção da doença. Conclui-se que a conscientização de pais e cuidadores, aliada a medidas preventivas, é fundamental para reduzir a prevalência da cárie e promover a qualidade de vida infantil.
Palavras-chave: Cárie dentária. Criança. Açúcares. Preparações Farmacêuticas. Índice de Higiene Oral.
ABSTRACT
Dental caries is one of the most prevalent oral diseases in childhood, directly associated with frequent sugar consumption, inadequate oral hygiene, and the continued use of children’s medications containing sucrose. Therefore, the objective of this study was to conduct a literature review on the influence of sugar consumption, the use of sugar-sweetened medications, and oral hygiene habits on the prevalence of dental caries in children, highlighting the necessary precautions during prolonged use of these medications. This bibliographic search was conducted in the SciELO, PubMed, and Portal Periódicos databases, covering studies published between 2014 and 2025, in Portuguese and English. The studies analyzed show that the combination of continued use of medications containing sugars, frequent intake of sugary foods, and insufficient oral hygiene practices increases the risk of dental caries. Furthermore, the importance of pediatric dental guidance, the rational prescription of sugar-free medications, and health education are highlighted as essential strategies for preventing the disease. It is concluded that raising awareness among parents and caregivers, combined with preventive measures, is essential to reduce the prevalence of caries and promote children’s quality of life.
Keywords: Dental caries. Children. Sugar. Pharmaceutical Preparations. Oral Hygiene Index.
1. INTRODUÇÃO
A cárie dentária infantil permanece como uma das condições bucais mais prevalentes no mundo, representando um desafio importante de saúde pública devido ao seu impacto no bem-estar, na alimentação e no desenvolvimento infantil. No Brasil, o uso de medicamentos em crianças é comum, especialmente nos primeiros anos de vida, e a adição de açúcares a essas formulações é uma prática frequente da indústria farmacêutica para melhorar a aceitação pelos pacientes pediátricos (Leal et al., 2015).
Embora essa estratégia facilite a adesão terapêutica, a presença de sacarose nos medicamentos aumenta o risco de cárie dentária, pois contribui para a redução do pH bucal e favorece a desmineralização do esmalte. Além disso, situações de doença — como febre, mal-estar e uso frequente de fármacos — podem reduzir a salivação e comprometer a higiene oral, intensificando a vulnerabilidade das crianças à doença (Coutinho, Moraes & Campos, 2022; Leal et al., 2015).
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a cárie dentária um importante problema de saúde pública, reforçando a necessidade de medidas preventivas eficazes. No Brasil, sua prevalência infantil continua elevada, especialmente em grupos com menor acesso a serviços preventivos (Silva et al., 2022). Assim, torna-se essencial que pais e cuidadores sejam orientados sobre os riscos associados ao uso contínuo de medicamentos açucarados, adotando medidas preventivas como higiene oral após o uso ou a preferência por formulações sem açúcar quando disponíveis (Coutinho, Moraes & Campos, 2022).
Além dos fatores biológicos e comportamentais, os determinantes sociais da saúde exercem forte influência sobre a prevalência de cárie infantil. Baixa escolaridade dos pais, condições socioeconômicas desfavoráveis, menor acesso aos serviços odontológicos e limitações no uso de produtos fluoretados aumentam a vulnerabilidade de muitas crianças (Peres et al., 2019; Santos et al., 2025).
Dessa forma, discutir o impacto dos medicamentos adoçados na saúde bucal infantil torna-se fundamental, uma vez que esse tema ainda recebe menos atenção do que o consumo alimentar de açúcares. Compreender essa relação contribui significativamente para a prática clínica odontológica, além de orientar pais, cuidadores e profissionais da saúde sobre cuidados essenciais diante do uso prolongado desses fármacos.
METODOLOGIA
O presente estudo trata-se de uma revisão narrativa da literatura de caráter explicativo, realizada por meio de pesquisa bibliográfica em bases de dados científicas. Esse método foi escolhido por possibilitar a síntese e análise de diferentes estudos, permitindo compreender de forma ampla a relação entre o consumo de açúcares em medicamentos infantis, a higiene oral e a prevalência de cárie em crianças.
A busca dos artigos foi realizada nas bases de dados SciELO, PubMed, Portal de Periódicos CAPES, considerando publicações no período de 2015 a 2025, nos idiomas português e inglês. Foram utilizados como descritores em português: “Cárie dentária”; “Criança”; “Açúcares”; “Preparações Farmacêuticas”; “Índice de Higiene Oral”.
Foram incluídos artigos científicos originais e revisões de literatura que abordassem a relação entre medicamentos contendo açúcar, saúde bucal e risco de cárie em crianças. Foram excluídos trabalhos com mais de dez anos de publicação, artigos não disponíveis online na íntegra, duplicados entre diferentes bases de dados e publicações que não apresentassem relação direta com o tema.
3. REVISÃO DE LITERATURA
3.1 Cárie Dentária Infantil: Um Problema de Saúde Pública Multifatorial
A cárie dentária em crianças continua sendo uma das doenças crônicas mais prevalentes mundialmente, representando um problema de saúde pública persistente e multifatorial. Estudos recentes confirmam que o consumo excessivo de açúcares livres está fortemente associado ao aumento do risco de cáries dentárias em crianças (Caldas et al., 2025).
A ingestão frequente de açúcares fermentáveis favorece a proliferação de microrganismos cariogênicos, como Streptococcus mutans, e a produção de ácidos que desmineralizam o esmalte dentário. Diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendam que a ingestão de açúcares livres não ultrapasse 10% da ingestão energética total, sendo ideal reduzir para menos de 5% para proteção eficaz contra cárie (Bernabé et al., 2025).
3.2 Fatores Dietéticos e o Papel da Frequência do Consumo de Açúcares
O risco de cárie dentária não depende apenas da quantidade de açúcar consumido, mas também da frequência e duração da exposição oral ao carboidrato fermentável. Ingestões repetidas de açúcares, especialmente fora das refeições ou à noite, criam quedas frequentes do pH na placa bacteriana, facilitando a desmineralização do esmalte e a formação de lesões cariosas (Sheiham & James, 2015; Caldas et al., 2025).
Padrões dietéticos ricos em açúcares livres, como refrigerantes, sucos industrializados e doces, estão fortemente associados à maior prevalência de cárie em crianças. Intervenções nutricionais que reduzem a frequência e a quantidade de açúcares ingeridos demonstram efeito positivo na prevenção da doença (Kassebaum et al., 2017; Bernabé et al., 2025).
3.3 Medicamentos Líquidos Pediátricos: Um Fator de Risco Subestimado
O uso de medicamentos líquidos adoçados em crianças tem sido identificado como um fator de risco significativo para o desenvolvimento de cáries dentárias. Estudos recentes indicam que crianças que utilizam medicamentos líquidos adoçados apresentam maior incidência de cáries em comparação com aquelas que não utilizam tais medicamentos (Al Humaid, 2018; Bento et al., 2021).
Além disso, propriedades físico-químicas desses medicamentos, como pH ácido, alta viscosidade e alto teor de açúcar, aumentam o tempo de contato do açúcar com os dentes, potencializando o risco cariogênico e erosivo (Bento et al., 2021; Sheiham et al., 2017).
Tabela 1 – Observa-se uma associação significativa entre o uso de medicamentos adoçados e o aumento da prevalência de cárie dentária em crianças, especialmente quando administrados sem a devida higiene bucal.
| Tipo de Medicamento | Frequência de Uso | Presença de Açúcar | Prevalência de Cárie (%) | Observações |
| Xarope para tosse | Diária | Sim | 76,1 | Uso prolongado aumenta risco |
| Suplemento vitamínico | Semanal | Sim | 45 | Administração noturna potencializa risco |
| Antibiótico pediátrico | Conforme prescrição | Sim | 60 | Uso crônico sem higiene bucal aumenta o risco |
3.4 Estratégias Preventivas Frente ao Uso de Medicamentos Açucarados
A prevenção da cárie associada ao uso de medicamentos adoçados requer abordagem integrada. Medidas recomendadas incluem: preferir formulações sem açúcar sempre que possível, administrar medicamentos durante as refeições, evitar a administração imediatamente antes de dormir, realizar enxágue com água ou escovação após a ingestão quando o medicamento adoçado for inevitável (Gao et al., 2022).
O flúor é um dos pilares mais eficazes na prevenção da cárie dentária, atuando na remineralização do esmalte e na inibição do metabolismo bacteriano. Evidências científicas apontam que sua ação tópica contínua, proveniente de dentifrícios, enxaguatórios e água fluoretada, é fundamental para manter o equilíbrio entre desmineralização e remineralização, especialmente em populações infantis. Estudos clássicos reforçam essa importância e demonstram que tanto a concentração quanto a frequência de uso influenciam diretamente o efeito preventivo do flúor (Cury & Tenuta, 2008; Cury et al.,2019).
3.5 Recomendações Práticas e Protocolos de Prevenção
Protocolos adicionais incluem reforço da aplicação tópica de flúor em consultório, acompanhamento odontológico mais frequente e educação familiar sobre hábitos alimentares e de higiene. Essas medidas visam reduzir a frequência e a duração da exposição ao açúcar na cavidade oral, fatores cruciais para o controle da cárie infantil (Al Humaid, 2018; Caldas et al., 2025; Barnabé et al., 2025).
3.6 Atribuições Interprofissionais e Políticas Públicas
A prevenção da cárie associada ao uso de medicamentos adoçados envolve a atuação integrada de diferentes profissionais de saúde. Os prescritores devem priorizar apresentações sem açúcar, enquanto os farmacêuticos e a indústria farmacêutica precisam promover reformulações e rotulagem clara dos produtos (Moynihan, 2016).
Além disso, os cirurgiões-dentistas desempenham papel central na orientação das famílias, atuando diretamente na prevenção da cárie associada ao uso de medicamentos açucarados. Essa atuação inclui a identificação precoce de crianças em risco, a educação dos cuidadores sobre a importância da escovação após a administração de medicamentos, o estímulo à substituição por formulações sem açúcar e o acompanhamento periódico para detecção de lesões iniciais (Al Humaid.2018:Caldas et al.,2025).
No âmbito das políticas públicas, torna-se imprescindível que os órgãos reguladores, como a Anvisa, ampliem a fiscalização e a exigência de rotulagem clara sobre o teor de açúcares em medicamentos pediátricos, permitindo escolhas mais seguras pelos cuidadores. Programas de saúde pública vinculados ao SUS, especialmente na Atenção Primária à Saúde, podem fortalecer ações de educação em saúde, capacitar equipes multiprofissionais para abordagem preventiva e inserir o tema no planejamento das escolas e unidades básicas. Campanhas educativas, aliados à ampliação do acesso a dentifrícios fluoretados e à vigilância sanitária mais rigorosa, constituem estratégias fundamentais para reduzir a prevalência de cárie relacionada ao uso de medicamentos açucarados na infância (Al Humaid, 2018; Caldas et al., 2025
4. DISCUSSÃO
A cárie dentária infantil é uma condição multifatorial, cuja ocorrência depende da interação complexa entre fatores dietéticos, hábitos de higiene oral, características individuais da criança e, como evidenciado nesta revisão, o uso de medicamentos adoçados. A literatura indica que a ingestão frequente de açúcares, inclusive proveniente de medicamentos líquidos, contribui significativamente para a acidificação do biofilme dental, favorecendo a desmineralização do esmalte. Esses achados reforçam que o impacto dos medicamentos adoçados deve ser compreendido dentro da rotina alimentar e de higiene oral da criança, e não como um fator isolado (Fontana, 2015; Cunha et al., 2019).
No entanto, é importante ressaltar que a simples presença de açúcar não determina a cárie; o risco é potencializado pela frequência da exposição, pela duração do contato do açúcar com os dentes e pela suscetibilidade individual, incluindo fatores genéticos e imunológicos. Portanto, compreender esses fatores modificadores é essencial para que profissionais identifiquem crianças com maior vulnerabilidade e adotem intervenções precoces (Cunha et al., 2019; Caldas et al., 2025).
A análise integrada dos estudos evidencia que os medicamentos adoçados não devem ser considerados apenas como um elemento adicional na dieta infantil, mas como um fator de risco independente e relevante para o desenvolvimento da cárie. Esse padrão de uso confere aos medicamentos um potencial cariogênico próprio, distinto dos alimentos, já que sua administração segue horários fixos e previsíveis, muitas vezes em períodos de baixa salivação. Essa combinação aumenta o tempo de exposição do dente ao ambiente ácido e favorece o desequilíbrio entre desmineralização e remineralização (Kirthiga et al., 2019; Elkhodary & Alzughaibi,2025).
Quando o uso desses medicamentos adoçados está associados a hábitos alimentares inadequados, como consumo frequente de sucos industrializados, doces e ultraprocessados, o potencial cariogênico é amplificado, resultando em um efeito sinérgico que coloca crianças em condição de uso prolongado dos medicamentos em maior vulnerabilidade. Portanto, estratégias preventivas precisam ir além do simples controle do açúcar na dieta, considerando também a orientação sobre o uso medicamentoso, o reforço da higiene oral supervisionada e a avaliação individualizada do risco de cárie (Kirthiga et al., 2019; Elkhodary & Alzughaibi, 2025).
Além dos fatores biológicos, os determinantes sociais exercem papel significativo na distribuição da cárie dentária infantil. Desigualdades socioeconômicas, diferenças de escolaridade parental e barreiras no acesso a cuidados odontológicos preventivos influenciam diretamente o risco de desenvolvimento da doença (Peres et al., 2019).
Essa desigualdade socioeconômica reflete o impacto das condições de vida sobre a saúde bucal, tornando a cárie um marcador de iniquidade social. Paralelamente, Cury e Tenuta (2008) destacam que o uso regular de flúor, especialmente em dentifrícios, pode reduzir significativamente a progressão das lesões iniciais, mesmo em contextos de alto risco social. Assim, a associação entre estratégias clínicas, como o uso do flúor, e políticas públicas voltadas para a redução das desigualdades, configura o caminho mais efetivo para o controle da cárie em populações pediátricas. Assim, ao interpretar os achados desta revisão, observa-se que o impacto dos medicamentos adoçados é ainda maior em populações vulneráveis, onde a soma de fatores biológicos e sociais cria um cenário favorável ao avanço da doença.
A eficácia da higiene oral supervisionada com pasta fluoretada é consolidada, mas intervenções educativas familiares têm demonstrado impacto superior, pois promovem mudanças no comportamento alimentar, na rotina de escovação e na administração adequada de medicamentos. Tais evidências sugerem que programas preventivos holísticos são mais eficazes do que abordagens isoladas, reforçando a necessidade de integração entre ações clínicas, educativas e comportamentais. Desse modo, a eficácia das intervenções depende da capacidade de integrar orientações sobre o uso correto de medicamentos às rotinas familiares (Touger-Decker et al., 2018; Gao et al., 2021).
Além disso, a prevenção efetiva requer uma abordagem interprofissional, envolvendo prescrição médica consciente, formulações farmacêuticas com menor potencial cariogênico, orientação odontológica direcionada, fortalecendo uma abordagem interprofissional (Kassebaum et al., 2017; Touger-Decker & van Loveren, 2018).
Apesar dos avanços, a literatura apresenta lacunas importantes. Observa se escassez de estudos longitudinais que avaliem de forma integrada o efeito da dieta, da higiene oral e do uso de medicamentos adoçados ao longo do tempo. Além disso, a maioria das pesquisas foca em populações urbanas ou de contextos específicos, o que limita a generalização dos resultados. Estudos futuros devem explorar diferentes contextos socioeconômicos e culturais, bem como a eficácia de intervenções interdisciplinares, fornecendo evidências robustas para políticas públicas direcionadas. Essas lacunas reforçam a necessidade de pesquisas que considerem o uso de medicamentos como uma variável central na etiologia da cárie em crianças. (Kassebaum et al., 2017; Mello, 2025).
Em síntese, a cárie infantil é um problema complexo, em que medidas preventivas isoladas são insuficientes. A integração entre controle dietético, higiene oral supervisionada, escolha adequada de medicamentos e ações educativas direcionadas a cuidadores emerge como estratégia central para reduzir a prevalência da doença, principalmente em crianças com exposição frequente a açúcares provenientes de medicamentos. Essa abordagem integrada reflete a necessidade de uma atuação conjunta entre famílias, profissionais de saúde e políticas públicas, reforçando a prevenção como eixo principal no enfrentamento da cárie dentária infantil. Portanto, o presente estudo ressalta que o uso de medicamentos adoçados deve ser reconhecido como um fator de risco significativo e incorporado às estratégias de prevenção da cárie na infância (Walsh, 2019; Sheiham et al., 2022).
5. CONCLUSÃO
A cárie dentária infantil permanece como um desafio significativo de saúde pública, especialmente quando associada ao uso contínuo de medicamentos adoçados. A exposição frequente ao açúcar, seja pela alimentação ou pelas formulações farmacêuticas, cria um ambiente altamente favorável ao desenvolvimento de lesões cariosas, sobretudo em crianças com hábitos de higiene oral insuficientes. Diante desse cenário, a prevenção não pode se limitar à escovação supervisionada: exige educação familiar, orientação profissional consistente e revisão crítica das formulações disponíveis no mercado. A articulação entre dentistas, prescritores, farmacêuticos e políticas públicas é essencial para reduzir a vulnerabilidade dessas crianças. Fortalecer essas estratégias é o caminho mais efetivo para mitigar o impacto dos medicamentos adoçados e promover saúde bucal desde os primeiros anos de vida.
REFERÊNCIAS
AL HUMAID, A. A. Medicamentos líquidos adoçados e risco de cárie dentária em crianças. Revista Brasileira de Odontopediatria. 2018.
ALVES DOS SANTOS, G. N.; MONTEIRO, A. C. C.; ALVES, M. A. Prevalência de cárie dentária na primeira infância em uma comunidade rural do Nordeste brasileiro. Revista de Saúde Pública. 2025.
BERNABÉ, E.; MARCENES, W.; SULIANKATCHI ABDULKADER, R.; et al. Trends in the global, regional, and national burden of oral conditions from 1990 to 2021: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2021. The Lancet. 2025.
BENTO, Laura Imbriani; SOUSA, Yara Teresinha Correa Silva; GONÇALVES, Francyenne Maira Castro; EMERENCIANO, Nayara Gonçalves; DANELON, Marcelle. Avaliação de fatores primários e secundários no desenvolvimento da cárie dentária em pacientes infantis: um estudo piloto. Archives of health investigation. 2021.
BENTO, L. I.; SILVA, A. C.; SILVA, M. A. Potencial cariogênico de medicamentos, fármacos e drogas: uma revisão. Research, Society and Development. 2021.
CALDAS, Ana Luiza Ferreira Rodrigues; DE MEDEIROS JUNIOR, Nésio Fernandes. Diretriz para a prática clínica odontológica na Atenção Primária à Saúde: Prevenção de cárie na primeira infância. Ministério da Saúde. 2024.
COUTINHO, L. S.; MORAES, D. C.; CAMPOS, E. de J. Potencial cariogênico e erosivo de xaropes infantis. Revista de Ciências Médicas e Biológicas. 2022.
CUNHA, R. F.; SILVA, M. A.; GOMES, L. C. Fatores individuais e comportamentais associados à cárie dentária em crianças. Revista Brasileira de Odontologia. 2019.
CURY, J. A.; TENUTA, L. M. A.; PAES LEME, A. F. The role of fluoride in controlling dental caries and the mechanisms involved: a 21st century perspective. Brazilian Oral Research, v. 33, e058, 2019.
ELKHODARY, Heba; ALZUGHAIBI, Ohud; FARSI, Deema; BASTAWY, Hagar; BAYOUMI, Rania; FELEMBAN, Osama. The impact of long-term use of pediatric liquid medications on primary tooth enamel: an in vitro study. Journal of Clinical Pediatric Dentistry. 2025.
FONTANA, M. The clinical, environmental, and behavioral factors that foster early childhood caries: evidence for caries risk assessment. Pediatric Dentistry. 2015.
GAO, X.; LI, Y.; WANG, W. Eficácia do uso de flúor na prevenção da cárie dentária em crianças. Revista Brasileira de Saúde Pública. 2022.
KASSEBAUM, N. J.; BERNABÉ, E.; MARSH, J. L. Global burden of untreated caries: a systematic review and meta-analysis. Journal of Dental Research. 2017.
KIRTHIGA, M.; VASUDEVAN, R.; SINGH, S. Intervenções educativas para prevenção da cárie dentária em crianças. Revista Brasileira de Saúde Pública. 2022.
LEAL, W. M. S.; MORAES, M. R.; CAMPOS, M. C. Entendendo a relação entre medicamentos de uso pediátrico e cárie dentária. Revista de Pediatria SOPERJ. 2015.
MELLO, A. B. Associação entre medicamentos líquidos e cárie dentária em crianças. Revista Brasileira de Odontopediatria. 2025.
MOYNIHAN, P. Sugars and dental caries: evidence for setting a recommended threshold for intake. Advances in Nutrition. 2016.
PERES, M. A.; MACPHERSON, L. M. D.; WEIDENHAMER, D.; et al. Oral diseases: a global public health challenge. The Lancet, v. 394, n. 10194, p. 249–260, 2019.
SANTOS, R. da C. dos; QUEIROZ, I. Q. D. de; ANDRADE, R. S. e; PIOVESAN, E. T. de A. Impacto das Condições Socioeconômicas na Saúde Bucal de Crianças e Adolescentes Socialmente Vulneráveis. Saúde Coletiva (Barueri), [S. l.], v. 15, n. 94, p. 15367–15380, 2025.
SHEIHAM, A.; JAMES, W. P. A.; MUNRO, H. C. A. A. Dieta e cárie dentária: uma revisão crítica. Revista Brasileira de Saúde Pública. 2022.
SILVA, D. D.; GOMES, V. E.; SOUZA, M. P. Prevalência de cárie dentária em crianças brasileiras: uma revisão sistemática. Revista Brasileira de Saúde Pública. 2022.
TOUGER-DECKER, R.; VAN LOVEREN, C. The role of nutrition in the prevention of dental caries. Journal of the American Dental Association. 2018.
WALSH, T. Fluoride toothpastes of different concentrations for preventing dental caries in children and adolescents. Cochrane Database of Systematic Reviews. 2019.
