DEXMEDETOMIDINE AS AN ADJUVANT IN PERIPHERAL BLOCKADES: NARRATIVE REVIEW OF EFFICACY AND SAFETY
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202509281741
Fábio Rocha1
Camilla Fagundes de Oliveira Bueno2
Lara Zanandrea Silva e Sousa3
Nicolas Eduardo Marques4
Ligia Maria Senigalia Bacca5
Letícia Novak6
Patrícia Grube dos Santos de Lima7
Carlos Ricardo Maneck Malfati8
RESUMO
A dexmedetomidina, agonista seletivo de receptores α2-adrenérgicos, tem se destacado como adjuvante em bloqueios periféricos por prolongar a analgesia e reduzir o consumo de opioides. Esta revisão narrativa analisou evidências recentes de ensaios clínicos e metanálises (2018–2025) sobre sua eficácia e segurança associada a anestésicos locais. Doses de 0,5–1 µg/kg mostraram-se eficazes em estender a analgesia, com menor risco de bradicardia e hipotensão em comparação a doses elevadas. Em relação a outros adjuvantes, a dexmedetomidina apresentou superioridade frente à clonidina e efeito semelhante à dexametasona, embora esta última tenha menor incidência de efeitos cardiovasculares. Estudos recentes sugerem benefício adicional da combinação dexmedetomidina + dexametasona, potencializando a duração da analgesia. Além dos bloqueios de plexo braquial e femoral, evidências apontam vantagens em bloqueios truncais e aplicações em populações pediátricas e oncológicas. Apesar dos resultados consistentes, limitações como heterogeneidade de protocolos e amostras pequenas restringem recomendações definitivas. Conclui-se que a dexmedetomidina é eficaz e segura como adjuvante em bloqueios periféricos, mas sua consolidação clínica depende de ensaios multicêntricos padronizados.
Palavras-chave: Dexmedetomidina. Bloqueios periféricos. Analgesia. Adjuvantes. Segurança.
1 INTRODUÇÃO
O controle adequado da dor pós-operatória é um desafio central da anestesiologia moderna, pois a dor não tratada adequadamente aumenta complicações clínicas, prolonga o tempo de internação e impacta negativamente a qualidade de vida do paciente (CHEN et al., 2023; DEEN et al., 2024; WANG et al., 2020). Nesse sentido, a analgesia multimodal, com destaque para os bloqueios nervosos periféricos, representa um avanço importante, permitindo reduzir o consumo de opioides e seus efeitos colaterais (SCHNABEL et al., 2018).
Entretanto, apesar de sua eficácia, a duração relativamente limitada dos anestésicos locais isolados permanece como um obstáculo clínico. Pacientes frequentemente necessitam de analgesia suplementar nas primeiras 24 horas após procedimentos cirúrgicos, o que motivou a busca por adjuvantes capazes de prolongar a duração do bloqueio (ROCANS et al., 2022, KANG et al., 2021).
Diversas substâncias têm sido investigadas como adjuvantes, incluindo opioides, clonidina, dexametasona e magnésio (THOMPSON et al., 2023). No entanto, os resultados obtidos com essas drogas foram inconsistentes em termos de eficácia e segurança (CAI et al., 2021; SCHMIDT et al., 2024). Nesse contexto, a dexmedetomidina (DEX), um agonista seletivo de receptores α2-adrenérgicos, tem atraído crescente interesse devido às suas propriedades sedativas, ansiolíticas e analgésicas (ACQUAFREDDA et al., 2021; SCHNABEL et al., 2018; WANG et al., 2023).
Estudos sugerem que a DEX potencializa o efeito dos anestésicos locais ao reduzir a excitabilidade neuronal e prolongar a duração da analgesia. Além disso, apresenta impacto positivo na qualidade do bloqueio, reduzindo o consumo de opioides e aumentando a satisfação do paciente (ACQUAFREDDA et al., 2021; CAI et al., 2021; MAAGAARD et al., 2025; MUELLER et al., 2024).
Apesar desses benefícios, ainda existem controvérsias quanto à dose ideal, ao tipo de bloqueio em que seu uso é mais vantajoso e à segurança em grupos específicos, como idosos e cardiopatas (BAJPAI et al., 2022; SINGH et al., 2023). A heterogeneidade dos protocolos e a ausência de padronização dificultam a transposição dos resultados para a prática clínica (BAJPAI et al., 2022; JI et al., 2023).
Dessa forma, o presente artigo tem como objetivo revisar de maneira narrativa as evidências recentes sobre o uso da dexmedetomidina como adjuvante em bloqueios periféricos, discutindo sua eficácia, segurança e perspectivas futuras.
2 REVISÃO DA LITERATURA
O controle eficaz da dor no período pós-operatório é um componente crucial da anestesiologia moderna, impactando diretamente a recuperação do paciente (CHEN et al., 2023; JONES et al., 2019). A analgesia multimodal emergiu como uma estratégia robusta para enfrentar esse desafio, combinando diferentes fármacos e técnicas para otimizar o alívio da dor e minimizar os efeitos adversos, especialmente dos opioides (SCHNABEL et al., 2018).
Dentro desse panorama, os bloqueios nervosos periféricos representam uma ferramenta poderosa, proporcionando analgesia específica e de alta qualidade (ROCANS et al., 2022; SCHNABEL et al., 2018;). No entanto, sua principal limitação é a duração de ação relativamente curta, o que impulsionou a busca por adjuvantes farmacológicos capazes de prolongar o efeito dos bloqueios (KIM et al., 2020; ZHU et al., 2023).
A dexmedetomidina (DEX), um agonista altamente seletivo dos receptores alfa-2 adrenérgicos, tem ganhado destaque. Suas propriedades sedativas, ansiolíticas e analgésicas a tornam um candidato ideal para o papel de adjuvante em bloqueios periféricos (SCHNABEL et al., 2018; KILIC et al., 2021). O mecanismo de ação da DEX envolve a hiperpolarização neuronal por meio da ativação dos receptores α2 pós-sinápticos, que inibem a liberação de neurotransmissores nociceptivos, potencializando o efeito dos anestésicos locais (JONES et al., 2023; ZHANG et al., 2022).
A eficácia da dexmedetomidina em prolongar a analgesia pós-operatória é sustentada por uma vasta literatura. Uma metanálise robusta realizada por Schnabel et al. (2018) com mais de 2.000 pacientes confirmou que a adição da DEX aos anestésicos locais prolonga a analgesia em aproximadamente 4 a 6 horas (XIONG et al., 2021; YADAV et al., 2024). Outros estudos corroboram essa descoberta, mostrando que a DEX melhora a qualidade do bloqueio, reduz o consumo de opioides e aumenta a satisfação do paciente (ACQUAFREDDA et al., 2021; CAI et al., 2021; MAAGAARD et al., 2025).
Apesar dos benefícios, a dose ideal e o perfil de segurança da dexmedetomidina ainda são tópicos de debate. Cai et al. (2021) demonstraram que doses entre 0,5 e 1 µg/kg são suficientes para prolongar a analgesia, com menor risco de complicações. No entanto, doses mais elevadas podem estar associadas a efeitos adversos como bradicardia e hipotensão, que, embora geralmente leves, exigem cautela em populações vulneráveis (MARTINS et al., 2022; ROCANS et al., 2022; WALOEJO et al., 2024).
A literatura também explora a comparação da DEX com outros adjuvantes. Bajpai et al. (2022) constataram a superioridade da dexmedetomidina em relação à clonidina na extensão dos bloqueios sensitivos e motores, reforçando a maior seletividade da DEX (CHEN et al., 2024). Já quando comparada com a dexametasona, os estudos de Xiong et al. (2021) e Yadav et al. (2024) sugerem eficácia analgésica semelhante, embora a dexametasona apresente menor incidência de bradicardia. Uma abordagem promissora, recentemente investigada por Maagaard et al. (2025), é a combinação de dexmedetomidina com dexametasona, que demonstrou um efeito aditivo na prolongação da analgesia sem aumentar significativamente as complicações cardiovasculares, abrindo caminho para futuros protocolos de analgesia multimodal mais eficazes (KANG et al., 2021; LEE et al., 2024; LIU et al., 2021).
Apesar dos avanços, a heterogeneidade dos protocolos de estudo e a ausência de padronização nas doses dificultam a formulação de diretrizes universais. A maioria dos estudos foca em bloqueios de plexo braquial ou de membros inferiores, embora o uso da DEX em bloqueios de tronco (como os paravertebrais ou TAP blocks) também tenha mostrado resultados promissores (SINGH et al., 2023; WALOEJO et al., 2024; WONG et al., 2023). Futuras pesquisas são necessárias para explorar o perfil de risco-benefício em populações especiais, como pacientes pediátricos ou gestantes (GUPTA et al., 2023), e para consolidar o papel da dexmedetomidina na prática clínica.
3 METODOLOGIA
Foi conduzida uma revisão narrativa da literatura científica com foco na utilização da dexmedetomidina como adjuvante em bloqueios periféricos. A busca foi realizada nas bases PubMed/MEDLINE, Embase, Scopus, Web of Science, SciELO e Cochrane Library, abrangendo o período entre janeiro de 2018 e janeiro de 2025.
Os descritores utilizados foram: dexmedetomidine, peripheral nerve block, regional anesthesia e adjuvant. A busca foi restrita a artigos em inglês, português e espanhol.
Critérios de inclusão: ensaios clínicos randomizados, revisões sistemáticas e metanálises; estudos em humanos adultos; avaliação da DEX como adjuvante em bloqueios periféricos de qualquer topografia; disponibilidade do texto completo.
Critérios de exclusão: relatos de caso, séries de casos ou estudos experimentais em animais; artigos com uso sistêmico da DEX sem associação a bloqueio periférico; duplicatas.
As variáveis extraídas foram: desenho do estudo, tipo de bloqueio, anestésico local utilizado, dose de dexmedetomidina, principais desfechos (duração da analgesia, intensidade da dor, consumo de opioides, eventos adversos).
Embora não se trate de revisão sistemática, os artigos foram analisados criticamente de acordo com sua qualidade metodológica e relevância clínica. A síntese narrativa priorizou a comparação entre diferentes doses, tipos de bloqueios e adjuvantes alternativos.
4 RESULTADOS
Foram incluídos vinte artigos principais, entre ensaios clínicos randomizados e metanálises recentes, que avaliaram a eficácia e segurança da DEX em diferentes bloqueios periféricos.
Schnabel et al. (2018), em metanálise abrangendo mais de 2.000 pacientes, demonstraram que a adição de DEX aos anestésicos locais prolongou em média 4 a 6 horas a analgesia, com aumento do risco de bradicardia e hipotensão. Acquafredda et al. (2021) confirmaram esses achados em bloqueios de membros inferiores, relatando melhora significativa da analgesia com eventos adversos de baixa gravidade.
Cai et al. (2021) analisaram o efeito dose-resposta e mostraram que doses entre 0,5 e 1 µg/kg foram suficientes para prolongar a analgesia sem aumento expressivo de complicações, um achado reforçado por estudos de Kuan et al. (2022). Em contrapartida, doses acima de 1,5 µg/kg estiveram associadas a bradicardia sintomática em alguns pacientes, um ponto de preocupação levantado por Liu et al. (2023).
Rocans et al. (2022) revisaram especificamente o uso da DEX em bloqueios de plexo braquial e concluíram que o fármaco é superior ao placebo na redução da dor pós-operatória, com segurança aceitável. Bajpai et al. (2022), em estudo comparativo, evidenciaram que a DEX apresenta maior eficácia que a clonidina na extensão do bloqueio sensitivo e motor.
Xiong et al. (2021) e Yadav et al. (2024) compararam DEX e dexametasona, mostrando eficácia semelhante entre os dois fármacos, embora a dexametasona tenha apresentado menor incidência de bradicardia, achado também relatado por Kim et al. (2023). Waloejo et al. (2024) ampliaram o uso da DEX para bloqueios truncais, como o paravertebral e o TAP block, em cirurgias oncológicas, reportando menor consumo de opioides e melhor controle da dor. Essa aplicação em bloqueios de tronco é corroborada por estudos de Patel et al. (2024).
Mais recentemente, Maagaard et al. (2025) realizaram metanálise que investigou a combinação de DEX com dexametasona. Os resultados apontaram efeito aditivo na prolongação da analgesia, sem aumento relevante de complicações cardiovasculares. Esse achado abre perspectiva para protocolos multimodais mais eficazes, como sugerido por Tellez et al. (2024).
Em síntese, os estudos convergem para a eficácia da DEX em prolongar a analgesia pós-operatória, mas divergências permanecem quanto à dose ideal, perfil de segurança em populações específicas e comparações diretas com outros adjuvantes.
5 DISCUSSÕES
Os achados desta revisão reforçam de maneira consistente o papel da dexmedetomidina (DEX) como adjuvante em bloqueios nervosos periféricos. Tanto metanálises quanto ensaios clínicos de qualidade metodológica elevada demonstram que a DEX prolonga significativamente a analgesia pós-operatória e reduz o consumo de opioides (SCHNABEL et al., 2018; ACQUAFREDDA et al., 2021). Esse efeito é particularmente relevante em um cenário global marcado pela crise dos opioides, no qual alternativas farmacológicas seguras e eficazes se tornam estratégicas (THOMPSON et al., 2023; WANG et al., 2020).
A redução da necessidade de opioides representa um dos pontos centrais da utilização da DEX. Ao minimizar a exposição a esses fármacos, a dexmedetomidina contribui não apenas para a analgesia adequada, mas também para a diminuição do risco de dependência, tolerância e efeitos adversos relacionados ao uso prolongado de opioides. Essa característica a posiciona como uma ferramenta importante dentro da analgesia multimodal perioperatória.
A relação dose-resposta tem recebido atenção significativa nos estudos mais recentes. Evidências apontam que doses baixas, variando entre 0,5 e 1 µg/kg, são suficientes para garantir benefício clínico relevante (CAI et al., 2021; KUAN et al., 2022). Essa constatação é crucial para a prática clínica, pois demonstra que não há necessidade de doses elevadas para alcançar resultados consistentes.
Em contrapartida, doses superiores a 1,5 µg/kg foram associadas a eventos adversos cardiovasculares, especialmente bradicardia sintomática e hipotensão, que exigem monitorização rigorosa (KANG et al., 2021; YADAV et al., 2024). Dessa forma, a titulação adequada da dose torna-se um fator determinante para equilibrar eficácia e segurança, principalmente em pacientes com maior risco cardiovascular.
A segurança do fármaco, sobretudo no que diz respeito a seus efeitos hemodinâmicos, está diretamente relacionada ao regime de dose utilizado. Estudos demonstram que a utilização de doses menores mantém a eficácia analgésica e reduz a incidência de complicações, como bradicardia e hipotensão, frequentemente autolimitadas, mas clinicamente relevantes em populações vulneráveis (BAJPAI et al., 2022; LIU et al., 2023; XIONG et al., 2021).
Na comparação com outros adjuvantes, a dexmedetomidina mostrou-se superior à clonidina. Essa vantagem decorre de sua maior seletividade pelos receptores α2-adrenérgicos, garantindo analgesia e sedação mais consistentes, com menor ativação de receptores indesejados (BAJPAI et al., 2022; CHEN et al., 2024). Tais características farmacodinâmicas ampliam a previsibilidade dos efeitos clínicos, favorecendo sua adoção em diferentes contextos cirúrgicos.
Já em comparação com a dexametasona, observa-se um cenário mais equilibrado. Ambos os agentes prolongam a analgesia de maneira significativa; entretanto, a dexametasona apresenta perfil de segurança cardiovascular mais favorável, com menor incidência de bradicardia (XIONG et al., 2021; YADAV et al., 2024). Essa diferença torna a decisão clínica dependente das características individuais do paciente, reforçando a importância da personalização terapêutica.
Um ponto promissor identificado em publicações recentes é a associação entre dexmedetomidina e dexametasona. Essa combinação apresenta efeito sinérgico na ampliação da analgesia, o que pode representar uma evolução importante nas práticas de anestesia regional multimodal. A metanálise conduzida por Maagaard et al. (2025) e o ensaio clínico de Lee et al. (2024) apontam para resultados encorajadores, embora ainda haja necessidade de validação em ensaios multicêntricos de grande porte antes de sua incorporação rotineira à prática clínica.
Outro aspecto que merece destaque é a expansão das indicações da DEX. Embora a maioria dos estudos iniciais tenha se concentrado em bloqueios de plexo braquial e femoral, evidências recentes demonstram eficácia também em bloqueios truncais, como o paravertebral e o TAP block (WALOEJO et al., 2024). Tal versatilidade amplia significativamente o leque de procedimentos nos quais a DEX pode ser utilizada como adjuvante.
Além dos bloqueios truncais, o uso da DEX tem sido explorado em populações especiais, como pediátricas e oncológicas. Liu et al. (2021) demonstraram segurança e eficácia em crianças, enquanto Martins et al. (2022) evidenciaram benefícios em cirurgias oncológicas. Esses achados sugerem que a dexmedetomidina pode ter papel relevante em contextos além da anestesia regional convencional.
Entretanto, a segurança do fármaco em populações especiais — como idosos frágeis, gestantes, cardiopatas e pacientes imunocomprometidos — ainda carece de estudos robustos. Revisões recentes apontam para lacunas importantes, ressaltando a necessidade de investigações direcionadas a esses grupos (GUPTA et al., 2023; SINGH et al., 2023; ZHANG et al., 2022). A ausência de dados consolidados limita recomendações universais e exige cautela no uso ampliado do fármaco.
Por fim, cabe destacar que, apesar dos avanços, a literatura atual ainda apresenta limitações metodológicas, como heterogeneidade nos protocolos, amostras reduzidas e períodos de seguimento curtos. Essas fragilidades dificultam a formulação de diretrizes amplamente aplicáveis. Nesse cenário, torna-se fundamental a condução de ensaios multicêntricos, randomizados e padronizados, que permitam consolidar a evidência científica sobre a DEX e definir com clareza seu papel na anestesiologia regional contemporânea.
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A dexmedetomidina se destaca como um adjuvante eficaz em bloqueios periféricos, prolongando a analgesia, reduzindo o consumo de opioides e aumentando a satisfação do paciente. Evidências recentes confirmam sua superioridade frente a alguns adjuvantes, como a clonidina, e eficácia semelhante à dexametasona.
Apesar disso, questões importantes permanecem em aberto, especialmente quanto à dose ideal e à segurança em populações especiais. Os efeitos adversos cardiovasculares, embora geralmente leves, exigem monitorização cuidadosa.
A perspectiva futura aponta para o uso combinado de DEX com outros adjuvantes, como a dexametasona, em protocolos multimodais de analgesia. Estudos de grande porte, multicêntricos e padronizados são necessários para consolidar definitivamente seu papel na prática clínica.
REFERÊNCIAS
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1 Doutorando no Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual do Centro-Oeste UNICENTRO. e-mail: fabiorocha_15@hotmail.com
2 Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual do Centro-Oeste UNICENTRO. e-mail: bueno.cami@hotmail.com
3 Graduanda em Medicina pelo Centro Universitário Campo Real. e-mail: med-larasousa@camporeal.edu.br
4 Graduando em Medicina no Centro Universitário Campo Real. e-mail: med-nicolasmarques@camporeal.edu.br
5 Graduanda em Medicina no Centro Universitário Campo Real. e-mail: med-ligiabacca@camporeal.edu.br
6 Graduanda em Medicina no Centro Universitário Campo Real. e-mail: med-leticiagoncalves@camporeal.edu.br
7 Graduanda em Medicina no Centro Universitário Campo Real. e-mail: med-patriciagrube@camporeal.edu.br
8 Docente no Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual do Centro-Oeste UNICENTRO. e-mail: crmalfatti@gmail.com
