PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS NOTIFICAÇÕES DE SÍFILIS GESTACIONAL NA 15ª REGIONAL DE SAÚDE (2020-2024)

EPIDEMIOLOGICAL PROFILE OF GESTATIONAL SYPHILIS CASES REPORTED IN THE 15TH HEALTH REGION, 2020–2024

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202509281710


Milena Tammy Suzuki Ueno
Fabiana Hina Gondo
Márcia Glaciela da Cruz Scardoelli


RESUMO

A sífilis gestacional representa um importante desafio para a saúde pública, principalmente em virtude do risco de transmissão vertical e dos desfechos adversos associados para mãe e filho. Este estudo teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico das notificações de sífilis gestacional na 15ª Regional de Saúde do Paraná, no período de 2020 a 2024. Trata-se de um estudo observacional, ecológico e retrospectivo, desenvolvido a partir de dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Foram avaliadas variáveis sociodemográficas, clínicas e epidemiológicas das gestantes notificadas no período. Os resultados apontaram maior prevalência entre mulheres de 20 a 39 anos, predominantemente brancas e com ensino médio completo. Em relação à classificação clínica, a sífilis primária foi a mais frequente, seguida pela forma latente. Observou-se aumento progressivo nas notificações até 2023, com posterior redução em 2024. Conclui-se que a sífilis gestacional permanece como um problema relevante para a saúde materno-infantil, o que reforça a necessidade de fortalecer a vigilância epidemiológica, aprimorar o acompanhamento pré-natal e ampliar o envolvimento dos parceiros no tratamento, visando à erradicação da transmissão vertical.

Palavras-chave: Sífilis gestacional. Infecções sexualmente transmissíveis. Transmissão vertical. Epidemiologia. Saúde materna. Vigilância em saúde.

ABSTRACT

Gestational syphilis represents a significant public health challenge, mainly due to the risk of vertical transmission and the adverse outcomes associated with both mother and child. This study aimed to analyze the epidemiological profile of gestational syphilis notifications in the 15th Regional Health Division of Paraná, from 2020 to 2024. It is an observational, ecological, and retrospective study, developed using secondary data from the Notifiable Diseases Information System (SINAN). Sociodemographic, clinical, and epidemiological variables of the reported pregnant women during the study period were evaluated. The results indicated a higher prevalence among women aged 20 to 39 years, predominantly white and with completed secondary education. Regarding clinical classification, primary syphilis was the most frequent, followed by the latent form. A progressive increase in notifications was observed until 2023, with a subsequent decline in 2024. It is concluded that gestational syphilis remains a relevant concern for maternal and child health, highlighting the need to strengthen epidemiological surveillance, improve prenatal care, and increase partner involvement in treatment, aiming at the eradication of vertical transmission.

Keywords: Maternal syphilis. Sexually transmitted diseases. Vertical transmission. Epidemiology. Maternal health. Health surveillance.

1 INTRODUÇÃO 

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) de natureza sistêmica, causada pela bactéria Treponema pallidum, pertencente ao grupo das espiroquetas. O contato sexual desprotegido é a principal forma de transmissão, mas também pode ocorrer de maneira vertical, da mãe para o feto, tanto durante a gestação quanto no parto (CHAVES et al., 2024).

No contexto gestacional, a infecção é chamada de sífilis gestacional. Quando não diagnosticada e tratada corretamente, pode evoluir para sífilis congênita, o que constitui um grande desafio para a saúde pública em razão das sérias consequências para a saúde materno-fetal. Dentre os principais efeitos adversos associados, encontram-se o abortamento espontâneo, a natimortalidade, a prematuridade, o baixo peso ao nascer e a sífilis congênita. Esta última pode resultar em sequelas neurológicas, auditivas e visuais, além de, em casos extremos, levar ao óbito neonatal (MOREIRA et al., 2017; SANTOS et al., 2022; SOARES; AQUINO, 2021).

Embora seja uma doença que pode ser prevenida e tratada, especialmente devido à eficácia e ao baixo custo da penicilina benzatina, oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o Brasil tem observado um crescimento contínuo nas taxas de incidência. Esse contexto destaca problemas na cobertura e na qualidade do pré-natal, bem como obstáculos de acesso aos serviços de saúde, principalmente para gestantes em condição de vulnerabilidade social, com menor nível de escolaridade e pouca participação em programas de acompanhamento gestacional (MACÊDO et al., 2020; WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2024)

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) definiu como meta, eliminar a transmissão vertical da sífilis. No entanto, o Brasil ainda apresenta resultados insatisfatórios, evidenciando deficiências nos sistemas de vigilância epidemiológica e na assistência materno-infantil (OPAS, 2022). Assim, a análise do perfil epidemiológico das gestantes com diagnóstico de sífilis é fundamental para apoiar políticas públicas e estratégias que incentivem a detecção precoce por meio do acompanhamento pré-natal, aumentando a adesão ao tratamento e promovendo a longo prazo, a erradicação da sífilis pela transmissão vertical.

Dada a importância do assunto e o crescimento significativo das notificações, este estudo tem como objetivo analisar o panorama epidemiológico de sífilis gestacional na 15ª Regional de Saúde do Paraná, permite identificar elementos sociodemográficos e clínicos que podem contribuir para maiores índices de sífilis gestacional. Dessa forma, é possível observar os pontos que precisam de maior atenção, levando ao fortalecimento das medidas de prevenção e controle.

2 METODOLOGIA

Esta pesquisa utilizou um delineamento observacional, ecológico e retrospectivo, com abordagem quantitativa, focado na análise de dados epidemiológicos referentes às notificações de sífilis gestacional. A principal fonte de dados foi o DATASUS, especificamente o banco de dados do SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação).

A amostra do estudo incluiu todas as notificações registradas de sífilis gestacional na 15ª Regional de Saúde do Paraná, abrangendo os anos de 2020 a 2024. A região é composta por 30 municípios e, de acordo com o censo de 2022, possui uma população estimada em aproximadamente 820.000 habitantes.

As variáveis analisadas compreenderam idade (variando de 10 a 59 anos), raça (classificadas em branca, preta, parda e indígena), escolaridade (do analfabetismo à conclusão do ensino superior), classificação clínica (primária, secundária, terciária e latente), ano do diagnóstico (2020–2024) e a região de saúde específica (CIR) responsável pela notificação do caso.

As taxas de prevalência para cada variável foram determinadas dividindo-se o número de casos existentes pelo total de notificações no período do estudo, multiplicando-se em seguida por 100 para obtenção da porcentagem.

Os dados foram organizados e analisados no Microsoft Excel, empregando estatísticas descritivas básicas. Por se tratar de dados públicos, disponíveis na internet e de forma anonimizada, não houve necessidade de submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa.

3 APRESENTAÇÃO DOS DADOS (RESULTADOS)

Entre 2020 até o primeiro semestre de 2024, foram notificados 86.111 casos de sífilis em gestantes no Brasil. Na 15ª Regional de Saúde do Paraná, observou-se uma variação relevante no número de notificações durante esse período: houve um aumento progressivo até 2023, seguido por uma queda significativa em 2024 (conforme ilustrado na Figura 1). Tal comportamento pode refletir tanto alterações reais na dinâmica de transmissão da sífilis quanto possíveis mudanças nos processos de vigilância epidemiológica, na qualidade das notificações ou ainda na realização do pré-natal. A literatura nacional destaca que a subnotificação e as dificuldades na ampliação da testagem durante a gestação segue como desafios consideráveis para o enfrentamento da sífilis no país. (SANTOS et al., 2022; MACÊDO et al., 2020).

No que diz respeito à idade, observou-se uma amplitude significativa entre 10 e 59 anos. A faixa etária de 10 a 14 anos apresentou a menor prevalência, representando somente 0,54% dos casos. Em contraste, a maior incidência ocorreu entre indivíduos de 20 a 39 anos, com 738 casos, o que corresponde a 80,22% das notificações – um percentual expressivo.

No que tange à raça, os dados apontam predominância de pessoas brancas, com 466 casos (50,65%), seguidos por pessoas pardas, que somaram 355 casos (38,59%).

Em relação à escolaridade, houve distribuição desde indivíduos analfabetos (0,54%) até aqueles com ensino superior completo (2,72%). Contudo, destaca-se que a maioria dos casos concentrou-se em pessoas com ensino médio completo, totalizando 261 casos (28,37%).

Quanto à classificação clínica, os resultados encontrados foram: primária, 416 casos (15,65%); secundária, 68 casos (7,39%); terciária, 38 casos (4,13%); e latente, 284 casos (30,87%), conforme demonstrado na Tabela 1.

Dos 30 municípios que compõem a 15ª Regional de Saúde de Maringá, seis não constam na tabela 2 de casos confirmados de Sífilis em gestante (2020-2024): Atalaia, Floraí, Flórida, Lobato, Munhoz de Melo e Uniflor. Isso indica que, conforme a base SINAN, esses municípios não registraram notificações confirmadas durante o período – o que pode se dever à real ausência de casos ou a ocorrências de subnotificação ou notificações transferidas para municípios polo, como Maringá por exemplo, o que justificaria também, um maior número de casos confirmados na cidade de Maringá (460 casos) em relação às outras cidades. 

Verificou-se uma diferença entre o total (tabela 2) de casos confirmados de Sífilis gestacional obtidos por município de residência (947 casos) e o total (tabela 1) apresentado por variáveis sociodemográficas e clínicas (920 casos). Essa discrepância ocorre devido aos distintos critérios de tabulação do SINAN/TABNET. A contagem por município de residência segundo as cidades que compõem a 15ª Regional de Saúde, considera todos os casos confirmados entre 2020 a 2024, enquanto a tabela por variáveis (faixa etária, raça, escolaridade e classificação clínica), contempla apenas registros encerrados e com informações completas, o que pode excluir notificações duplicadas, inconsistentes ou ainda abertas. Além disso, o banco de dados do SINAN é dinâmico e sujeito a atualizações, o que também pode gerar pequenas variações nos totais.   

DISCUSSÃO

Os dados expostos nesta pesquisa mostram um crescimento contínuo nas notificações de sífilis gestacional na 15ª Regional de Saúde do Paraná entre 2020 e 2024, fenômeno que segue a tendência observada em todo o país. Esse aumento pode ser em parte explicado pela expansão da cobertura dos sistemas de vigilância epidemiológica, porém também evidencia fragilidades persistentes no acompanhamento pré-natal, especialmente no que diz respeito à detecção precoce e ao tratamento adequado das gestantes.

No perfil sociodemográfico, observou-se que a maioria das gestantes têm entre 20 e 39 anos (cerca de 80%), faixa etária que coincide com o auge da vida reprodutiva e maior atividade sexual. Também foram registradas notificações em adolescentes de 10 a 14 anos, o que evidencia tanto o início precoce da vida sexual quanto questões sociais importantes, como vulnerabilidades familiares e deficiências no sistema educacional (BRASIL, 2022). É importante ressaltar que o Estatuto da Criança e do Adolescente, que faz parte da legislação brasileira, estabelece mecanismos de proteção e garantia de direitos para essa faixa etária. Isso reforça a importância de estratégias educacionais e do fortalecimento do apoio familiar (BRASIL, 1990). Nesse cenário, é essencial investir em estratégias de educação em saúde e no fortalecimento do suporte familiar, a fim de assegurar informações claras e acessíveis que auxiliem a prevenir  gestações não planejadas e a reduzir a transmissão de infecções sexualmente transmissíveis.

Em relação à variável raça/cor, observou-se uma maior prevalência entre gestantes que se autodeclararam brancas (50,65%). Segundo o Censo Demográfico de 2022, pela primeira vez a população parda superou a branca, representando 45,3% do total, enquanto a população branca correspondeu a 43,5%, evidenciando uma diferença de 1,8 ponto porcentual (IBGE, 2023). No entanto, a continuidade da sífilis gestacional em mulheres brancas pode estar ligada não só à composição demográfica, mas também a aspectos como melhor acesso a serviços de saúde por essas mulheres, resultando em maior detecção e notificação dos casos. Isso evidencia as desigualdades presentes nos processos de vigilância e cuidado em saúde.

Em relação à escolaridade, o ensino médio completo foi o mais comum, representando 28,37%. Esse resultado pode estar relacionado ao fato de que mulheres com maior nível de escolaridade costumam utilizar mais os serviços de saúde e realizar mais exames durante o pré-natal, o que leva a um maior número de diagnósticos e notificações. Em contrapartida, gestantes com menor nível de escolaridade podem encontrar obstáculos para acessar os serviços, o que pode levar à subnotificação e à dificuldade em avaliar o risco de forma precisa. A exposição à sífilis gestacional pode ser afetada por outros elementos, como idade, estado civil e mobilidade social. Dessa forma, a análise indica que a prevalência observada reflete não apenas problemas de acesso e detecção, mas também as desigualdades sociais que afetam o cuidado materno.

No que diz respeito à classificação clínica, a sífilis primária foi a mais frequente, representando 45,22%, seguida pela forma latente, com 30,87%. A sífilis primária é marcada pelo aparecimento de uma lesão inicial (cancro), que geralmente é perceptível. Isso pode explicar a maior incidência de casos nessa fase, pois as pessoas buscam atendimento médico em razão dos sintomas. Por outro lado, muitos casos latentes não são identificados ou acabam subnotificados por serem assintomáticos. A fase secundária, que ocorre entre seis semanas e seis meses após a cicatrização do cancro inicial, apresenta sintomas como febre, cansaço, perda de apetite, mal-estar e dor de cabeça. A fase terciária, considerada a mais grave, pode ocorrer de um a quarenta anos após a infecção, afetando a pele, ossos, sistema cardiovascular e nervoso, podendo levar à morte. A elevada quantidade de registros “ignorados” ou em branco evidencia a urgência de melhorar as abordagens de vigilância e detecção, particularmente para reconhecer casos na fase latente, o que auxiliará no enfrentamento mais eficiente à sífilis gestacional. (BRASIL, 2020)

Um aspecto crucial refere-se ao tratamento, que se revelou insuficiente tanto para as gestantes quanto para seus parceiros. Embora a penicilina benzatina seja um remédio comprovadamente eficaz, de fácil acesso e disponibilizado sem custos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), uma parte considerável das gestantes não obteve o tratamento necessário, e a participação dos parceiros foi ainda mais reduzida. Essa falha no tratamento contribui para a continuidade da transmissão da sífilis, evidenciando a necessidade de estratégias que envolvam não só a gestante, mas também o parceiro sexual, a fim de efetivamente interromper a cadeia de transmissão.

Nesse sentido, os resultados observados na 15ª Regional de Saúde do Paraná destacam a importância de intensificar as medidas de vigilância epidemiológica, melhorar a qualidade do pré-natal e aumentar a eficácia das políticas públicas direcionadas à saúde materno-infantil. Tais ações são essenciais para diminuir a transmissão da sífilis de mães para filhos e progredir no cumprimento da meta definida pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) para erradicar a transmissão vertical da doença.

5 CONCLUSÃO

Os resultados desta pesquisa evidenciam que a sífilis gestacional continua sendo um desafio significativo para a saúde pública na 15ª Regional de Saúde do Paraná, refletindo tanto as tendências nacionais quanto as particularidades locais. Entre 2020 e 2024, a doença se mostrou mais prevalente em mulheres de 20 a 39 anos, com ensino médio concluído e que se autodeclararam brancas. Isso ressalta o impacto de fatores sociodemográficos, bem como o acesso aos serviços de saúde e os padrões de detecção. Há uma predominância da fase primária da sífilis, o que indica que é preciso melhorar a detecção precoce. Simultaneamente, a subnotificação da fase latente e as deficiências no tratamento de gestantes e seus parceiros destacam a necessidade urgente de estratégias unificadas para o cuidado materno-infantil.

Nesse cenário, é fundamental intensificar a vigilância epidemiológica, melhorar a qualidade do pré-natal e reforçar as políticas públicas voltadas à saúde materno-infantil, assegurando a participação ativa do parceiro sexual no acompanhamento das gestantes. Essas medidas são fundamentais para interromper a propagação da sífilis e progredir no cumprimento das metas de eliminação da transmissão vertical definidas pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Dessa forma, este estudo destaca a relevância de políticas contínuas e integradas que levem em conta as desigualdades sociais e regionais. Essas políticas são essenciais para proteger a saúde materno-infantil e prevenir a sífilis gestacional na região durante o período analisado.

REFERÊNCIAS

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