REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202509301123
Flavio Antonio Silva Santiago
Orientadora: Prof. Lorena Matos
RESUMO
As pesquisas sobre o uso da cannabis no tratamento do Alzheimer são necessárias por várias razões. Primeiramente, a doença de Alzheimer é uma condição neurodegenerativa complexa e debilitante que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Atualmente, não existe cura para o Alzheimer e os tratamentos disponíveis têm efeitos limitados no controle dos sintomas e na progressão da doença. Os estudos pré-clínicos e experimentos em modelos animais têm mostrado que os canabinoides, compostos presentes na cannabis, possuem propriedades neuroprotetoras, anti-inflamatórias e antioxidantes. Essas propriedades podem ser benéficas para os pacientes com Alzheimer, pois a doença envolve processos inflamatórios, estresse oxidativo e dano neuronal. Além disso, pesquisas indicam que os canabinoides podem influenciar a formação de placas beta-amiloide, que são aglomerados anormais de proteínas encontrados no cérebro de pacientes com Alzheimer. A redução da formação de placas beta-amiloide é um objetivo importante no tratamento da doença, e os canabinoides podem ter um papel nesse processo. Outro aspecto importante é a melhoria dos sintomas comportamentais associados ao Alzheimer, como agitação, agressividade e ansiedade. Estudos preliminares sugerem que os canabinoides podem ajudar a reduzir esses sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes e seus cuidadores. No entanto, é importante ressaltar que a pesquisa clínica em humanos sobre o uso da cannabis no tratamento do Alzheimer ainda está em estágios iniciais. Mais estudos controlados, randomizados e de longo prazo são necessários para entender melhor os efeitos terapêuticos, a dosagem adequada, a segurança e possíveis efeitos colaterais. Além disso, é necessário considerar os aspectos legais e regulatórios em relação ao uso da cannabis, pois as leis variam de país para país e até mesmo dentro de diferentes estados em um mesmo país. A obtenção de aprovações regulatórias para realizar pesquisas clínicas com cannabis pode ser um desafio em algumas jurisdições. O uso da cannabis no tratamento do Alzheimer são justificadas devido à necessidade de opções terapêuticas mais eficazes, aos potenciais benefícios neuroprotetores, anti-inflamatórios e antioxidantes dos canabinoides, à influência na formação de placas beta-amiloide e à melhoria dos sintomas comportamentais. No entanto, mais pesquisas clínicas são necessárias para fornecer evidências científicas sólidas e orientar o uso seguro e eficaz da cannabis nesse contexto.
Palavras-Chave: Cannabis. Alzheimer. Farmaco. Neuroprotetores.
ABSTRACT
Research on the use of cannabis in the treatment of Alzheimer’s is needed for several reasons. First, Alzheimer’s disease is a complex and debilitating neurodegenerative condition that affects millions of people around the world. Currently, there is no cure for Alzheimer’s and the treatments available have limited effects on symptom control and disease progression. Preclinical studies and experiments in animal models have shown that cannabinoids, compounds present in cannabis, have neuroprotective, anti- inflammatory and antioxidant properties. These properties may be beneficial for Alzheimer’s patients, as the disease involves inflammatory processes, oxidative stress, and neuronal damage. In addition, research indicates that cannabinoids may influence the formation of beta-amyloid plaques, which are abnormal clumps of proteins found in the brains of Alzheimer’s patients. Reducing the formation of beta-amyloid plaques is an important goal in the treatment of the disease, and cannabinoids may play a role in this process. Another important aspect is the improvement of behavioral symptoms associated with Alzheimer’s, such as agitation, aggression and anxiety. Preliminary studies suggest that cannabinoids may help reduce these symptoms and improve the quality of life for patients and their caregivers. However, it is important to point out that clinical research in humans on the use of cannabis in the treatment of Alzheimer’s is still in its early stages. More controlled, randomized, and long-term studies are needed to better understand therapeutic effects, proper dosage, safety, and possible side effects. In addition, it is necessary to consider the legal and regulatory aspects regarding the use of cannabis, as laws vary from country to country and even within different states in the same country. Obtaining regulatory approvals to conduct clinical cannabis research can be challenging in some jurisdictions. The use of cannabis in the treatment of Alzheimer’s are justified due to the need for more effective therapeutic options, the potential neuroprotective, anti-inflammatory and antioxidant benefits of cannabinoids, the influence on the formation of beta-amyloid plaques and the improvement of behavioral symptoms. However, more clinical research is needed to provide solid scientific evidence and guide the safe and effective use of cannabis in this context.
Keywords: Cannabis. Alzheimer’s. Pharmaco. Neuroprotector
1. INTRODUÇÃO
A Cannabis Sativa, também conhecida popularmente como maconha, é uma planta pertencente à família Cannabacae e, faz parte do gênero de angiospermas. Seu cultivo e uso tem cerca de 5.000 E 6.000 anos. (ELSOHLY et al., 2017).
A cannabis possuí grande potencial terapêutico e o estudo de seus efeitos começaram a ganhar força a partir da descoberta de seus compostos químicos, que, devido ao fato de se ligarem em receptores do sistema endocanabinóide, ficaram conhecidos como canabinóides.(FORTUNA; TIYO; FREITAS, 2019).
A planta possui mais de 100 constituintes ativos, conhecidos como fitocanabinoides. Dentre esses, os mais abundantes são o delta9-tetrahidrocanabinol (THC) e o canabidiol (CBD), sendo este último considerado o segundo constituinte ativo mais presente. O THC apresenta efeitos psicoativos, enquanto o CBD pode desempenhar várias ações que são benéficas para o organismo.
As doenças neurodegenerativas ainda não possuem cura, por isso os tratamentos atuais são voltados para o alívio dos sintomas e para retardar a progressão das enfermidades. Estudos demonstram que a sinalização endocanabinóide se encontra alterada em várias destas doenças, por isso acredita- se que a modulação do sistema endocanabinóide pode ser uma alternativa útil no tratamento da neurodegeneração (SILVA, 2019).
A Doença de Alzheimer (DA) é a causa mais comum de demência na população idosa. Ela possui perfil neurodegenerativop que pode ser caracterizado pela presença de placas β-amiloides e proteína Tau hiperfosforilada dentro das células em certas áreas do cérebro. Além disso, ela é caracterizada por neuroinflamação, estresse oxidativo, gliose reativa e baixos níveis de acetilcolina, resultantes da morte de neurônios colinérgicos (SILVA, 2019).
Os sintomas incluem perda de memória e outros distúrbios cognitivos, tais como declínio progressivo na capacidade de raciocínio, compreensão, realização de cálculos, linguagem, aprendizagem e julgamento. Esses sintomas podem incapacitar o indivíduo, tornando-o incapaz de realizar suas atividades diárias sem assistência. (BARROS et al., 2009; WHO, 2019).
Vários estudos têm indicado que os canabinoides têm propriedades neuroprotetoras, agindo tanto de forma direta quanto indireta para reduzir os efeitos do acúmulo de placas beta-amiloide. Diante disso, o objetivo do estudo é analisar as evidências científicas sobre a utilização terapêutica da Cannabis sativa e seus derivados na doença de Alzheimer e por fim, descrever a fisiopatologia da doença de Alzheimer.
A inflamação crônica é um componente importante na progressão do Alzheimer. Acredita-se que a resposta inflamatória desregulada no cérebro contribua para a morte das células cerebrais e o surgimento de sintomas relacionados à doença. Nesse sentido, reduzir a inflamação pode ter um efeito protetor no cérebro e ajudar a retardar a progressão da doença.
O principal problema com os estudos sobre o uso da cannabis para o tratamento do Alzheimer é a falta de pesquisas clínicas suficientes e robustas. Embora existam estudos pré-clínicos e alguns estudos clínicos iniciais, a maioria das evidências disponíveis ainda é limitada e inconclusiva.
A pesquisa em humanos sobre o uso da cannabis para o tratamento do Alzheimer ainda está em estágio inicial, e mais estudos controlados, randomizados e de longo prazo são necessários para determinar a eficácia, segurança e dosagem adequada. Além disso, é importante considerar os diferentes perfis de pacientes, a diversidade genética e outras variáveis que podem influenciar os resultados do tratamento.
Outro desafio é a variação na composição e na qualidade dos produtos de cannabis disponíveis. A cannabis contém vários compostos ativos, como THC e CBD, além de outros canabinoides, terpenos e flavonoides, que podem ter efeitos diferentes no cérebro e interagir de maneiras complexas. A falta de regulamentação e controle de qualidade adequados dificulta a comparação e a padronização dos resultados dos estudos.
Além disso, a natureza complexa da doença de Alzheimer também apresenta desafios para a pesquisa. O Alzheimer é uma doença multifacetada que envolve diferentes processos patológicos, como a formação de placas beta-amiloide e emaranhados neurofibrilares, inflamação, estresse oxidativo e disfunção sináptica. Portanto, é difícil determinar o impacto específico da cannabis em cada um desses processos e em diferentes estágios da doença.
É importante destacar que, até o momento, a Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos não aprovou nenhum medicamento à base de cannabis para o tratamento do Alzheimer. As opções de tratamento convencionais, como inibidores da colinesterase e memantina, são as recomendações padrão para o tratamento do Alzheimer, e a cannabis não é considerada um tratamento de primeira linha.
Embora haja evidências preliminares promissoras sobre os possíveis benefícios da cannabis no tratamento do Alzheimer, há problemas relacionados à falta de estudos clínicos robustos, variação na composição dos produtos e complexidade da doença. Portanto, é necessário realizar mais pesquisas para obter conclusões mais sólidas sobre a eficácia e a segurança do uso da cannabis no tratamento do Alzheimer.
A justificativa para o estudo surgiu da necessidade de mais pesquisas sobre o uso da cannabis para o tratamento do Alzheimer para poder junto ao profissional de saúde(médico) entender como ocorre o processo.
Para desenvolver o estudo identificou-se como problema; como o uso da cannabis pode ser uma alternativa como uma opção de tratamento viável e segura para o Alzheimer?
Diante desse contexto teve como objetivo geral que é o norteamento do estudo conforme (Gil, 2019), descrever as evidências científicas sólidas que possam fundamentar a tomada de decisões médicas e ajudar a desenvolver opções terapêuticas mais eficazes para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e retardar a progressão da doença.
Assim criou-se objetivo específicos; citar a eficácia da cannabis no alívio dos sintomas comportamentais associados ao Alzheimer, como agitação, agressividade e ansiedade. O primeiro e o segundo descrever os efeitos dos canabinoides na redução da inflamação cerebral, que é uma característica do Alzheimer, e entender os mecanismos envolvidos nessa ação anti-inflamatória. E por último identificar a dosagem adequada de canabinoides e a melhor forma de administração para obter resultados terapêuticos no tratamento do Alzheimer.
2. DESENVOLVIMENTO
2.1 A doença de Alzheimer
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa crônica que afeta principalmente a memória, o pensamento e o comportamento de uma pessoa. Ainda não existe uma cura para o Alzheimer, mas várias abordagens estão sendo exploradas para retardar a progressão da doença e aliviar os sintomas.
A doença de Alzheimer (DA) é a forma mais frequente de demência em pessoas idosas. É uma condição neurodegenerativa complexa, de natureza genética, que progride de maneira gradual e contínua, sendo infelizmente irreversível. Caracteriza-se pela degeneração progressiva do hipocampo, córtex cerebral e algumas estruturas subcorticais, resultando na deterioração das funções cerebrais (RIECK, 2016).
Embora existam evidências promissoras de estudos em animais e em células cultivadas, as pesquisas em seres humanos são limitadas e os resultados são mistos. Alguns estudos clínicos sugerem que a cannabis pode ter efeitos positivos na melhoria dos sintomas de demência, como agitação e agressividade. No entanto, outros estudos não encontraram benefícios significativos.
É importante ressaltar que a cannabis não é um tratamento padrão para o Alzheimer, e qualquer decisão relacionada ao uso da cannabis para essa finalidade deve ser feita em consulta com um médico especialista. Existem preocupações em relação aos efeitos colaterais da cannabis, como alterações de humor, ansiedade, problemas de memória e risco de dependência.
Além disso, a falta de regulamentação e controle de qualidade dos produtos de cannabis pode ser um problema, pois a potência e a composição dos produtos podem variar significativamente. O uso da cannabis para o tratamento do Alzheimer ainda é considerado uma área de pesquisa em desenvolvimento, e são necessários estudos clínicos bem projetados para avaliar sua eficácia, segurança e dosagem adequada.
A cannabis contém compostos químicos chamados canabinoides, sendo o mais conhecido deles o delta-9-tetrahidrocanabinol (THC) e o canabidiol (CBD). Esses canabinoides interagem com o sistema endocanabinoide do corpo humano, que desempenha um papel na regulação de várias funções, incluindo a memória, inflamação e neuroproteção.
Estudos pré-clínicos têm demonstrado que os canabinoides podem ter propriedades neuroprotetoras e anti-inflamatórias, o que pode ser benéfico para pacientes com Alzheimer. Além disso, alguns estudos sugerem que os canabinoides podem ajudar a reduzir a formação de placas beta-amiloide, uma das características distintivas da doença de Alzheimer. (FREITAS, 2019, p. 89)
Assim, embora haja algumas evidências preliminares sugerindo que os canabinoides da cannabis podem ter propriedades benéficas para o tratamento do Alzheimer, é necessário realizar mais pesquisas para determinar sua eficácia e segurança. Atualmente, a abordagem médica convencional para o tratamento do Alzheimer envolve medicamentos aprovados pela FDA e terapias não farmacológicas, como terapia ocupacional e suporte aos cuidadores.
Convém salientar que a maioria dos casos de DA surge após os 65 anos e são considerados casos esporádicos. No entanto, uma pequena porção, menos de 3%, apresenta um componente hereditário, conhecido como Doença de Alzheimer familiar.
Essa forma da DA também é chamada de forma genética, pois resulta de mutações no gene da proteína precursora de amiloide (APP), localizado no cromossomo 21, ou nos genes das presenilinas PS1 (cromossomo 14) e PS2 (cromossomo 1). A APP é a molécula precursora que é clivada em peptídeos β- amiloides (Aβ), enquanto as presenilinas PS1 e PS2 codificam as enzimas γ- secretase e β-secretase, responsáveis pela clivagem da APP.
O Alzheimer envolve um processo inflamatório no cérebro, e os canabinoides têm sido estudados por suas propriedades anti-inflamatórias. Acredita-se que eles possam ajudar a reduzir a inflamação cerebral associada à doença detalhar Acredita-se que os canabinoides presentes na cannabis possam ter propriedades anti-inflamatórias que podem ser benéficas no contexto do Alzheimer. O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa caracterizada pela formação de placas beta- amiloide e emaranhados neurofibrilares no cérebro, levando à perda progressiva de células cerebrais.
A inflamação crônica é um componente importante na progressão do Alzheimer. Acredita-se que a resposta inflamatória desregulada no cérebro contribua para a morte das células cerebrais e o surgimento de sintomas relacionados à doença. Nesse sentido, reduzir a inflamação pode ter um efeito protetor no cérebro e ajudar a retardar a progressão da doença.
Estudos pré-clínicos têm demonstrado que os canabinoides, principalmente o CBD, podem exercer efeitos anti-inflamatórios no cérebro. Eles interagem com os receptores canabinoides CB1 e CB2, que fazem parte do sistema endocanabinoide presente no corpo humano. Esses receptores estão envolvidos na regulação do sistema imunológico e podem influenciar a resposta inflamatória.
Além disso, os canabinoides podem modular a liberação de substâncias pró- inflamatórias e reduzir a ativação de células imunes, como os microglia, que desempenham um papel na resposta inflamatória no cérebro. Isso pode ajudar a reduzir a inflamação crônica observada no Alzheimer.
No entanto, é importante notar que a pesquisa sobre os efeitos antiinflamatórios dos canabinoides no Alzheimer ainda está em estágio inicial, e mais estudos são necessários para entender completamente os mecanismos subjacentes e determinar a eficácia desses compostos no tratamento da inflamação cerebral associada à doença.
Além disso, é fundamental destacar que o uso da cannabis para o tratamento do Alzheimer deve ser feito sob supervisão médica adequada. Os médicos especializados podem orientar sobre a dosagem correta, a forma de administração e monitorar possíveis efeitos colaterais. O uso de cannabis medicinal para reduzir a inflamação cerebral no Alzheimer ainda requer mais pesquisas clínicas para determinar sua segurança e eficácia.
APP é a molécula precursora, clivada em peptídeos β-amiloides (Aβ), enquanto PS1 e PS2 codificam os complexos γ-secretasse e β-secretasse que são responsáveis por realizar a clivagem da APP. A clivagem de APP pode resultar em 2 formas: Aβ40 e Aβ42, onde a Aβ42 é considerada a forma mais tóxica da proteína e com maior probabilidade de formar agregados (WATT; KARL, 2019).
Nos casos esporádicos, observa-se uma diminuição na quantidade de Aβ no líquido cefalorraquidiano (LCR), o que sugere que a doença não é causada pela hiperprodução de Aβ, mas sim pela redução da sua eliminação. Isso leva a uma acumulação dos peptídeos β-amiloides nas placas amiloides. Acredita-se que essa forma da doença esteja relacionada a mutações no gene APOE4, localizado no cromossomo 19 (ALONSO, 2019).
O gene APOE4 codifica uma apolipoproteína produzida no fígado, que é exportada para o plasma e desempenha um papel no transporte de colesterol e triglicerídeos nos tecidos. No entanto, o encéfalo é o segundo local de produção mais importante, ocorrendo em neurônios e astrócitos, com o objetivo de proteger contra a neurodegeneração.
Ainda não estão completamente esclarecidos os mecanismos pelos quais o APOE4 está envolvido na DA, mas estudos sugerem que esse gene pode ter um papel dependente da Aβ, contribuindo para o aumento da sua produção ou prejudicando a sua remoção (KOLARIK, 2019).
A doença de Alzheimer é caracterizada por uma série de sintomas que são comumente referidos como “4 As”: amnésia (perda de memória), afasia (dificuldade na linguagem), agnosia (dificuldade em reconhecer objetos ou pessoas) e apraxia (incapacidade de executar movimentos coordenados).
Além desses sintomas, estudos, como o de Gómez (2016), sugerem que também podem surgir sintomas neuropsiquiátricos, como depressão, fadiga, agressividade e alienação.
As características principais da doença de Alzheimer estão relacionadas a alterações no cérebro. Essas alterações incluem o acúmulo extracelular de placas β-amilóide, a presença de emaranhados intracelulares de Tau hiperfosforilada e uma diminuição do neurotransmissor acetilcolina (ACh), devido à perda de neurônios colinérgicos em áreas cerebrais importantes para a memória e o desenvolvimento cognitivo, como o hipocampo, o lóbulo temporal e algumas áreas corticais frontais (RIECK, 2017).
Pacientes portadores da doença de Alzheimer apresentam no cérebro a presença de glicose reativa, um episódio que ocorre no Sistema Nervoso Central (SNC) como resultado de danos nos tecidos. Esse evento pode ser explicado como um crescimento anormal (hiperplasia e/ou hipertrofia) de oligodendrócitos, astrócitos e micróglia, que têm a função de eliminar aglomerados de proteínas. Como resultado desse processo, ocorre uma síntese excessiva de fatores pró- inflamatórios (ALONSO, 2019).
Por um longo período, houve um foco de estudos no sistema neurotransmissor de acetilcolina (ACh) em relação à doença de Alzheimer (DA).
Isso se deve ao fato de que os pacientes com DA apresentavam níveis reduzidos de ACh no cérebro, o que está associado a danos cognitivos. A ACh é um dos neurotransmissores mais importantes, pois pode se ligar aos receptores nicotínicos e muscarínicos, desencadeando respostas estimulantes ou inibitórias, respectivamente (MARIA; PEREIRA; JUNIOR, 2019).
Atualmente, os principais medicamentos utilizados no tratamento da doença de Alzheimer são os inibidores da colinesterase (I-ChE). Essa abordagem terapêutica é baseada no déficit colinérgico observado na doença, buscando aumentar a disponibilidade de acetilcolina nas sinapses através da inibição das principais enzimas catalisadoras: acetilcolinesterase e butirilcolinesterase.
Esses medicamentos têm como resultado o aumento das concentrações de acetilcolina, visando estabilizar a comunicação entre os neurônios e, consequentemente, melhorar ou estabilizar os sintomas da demência (BARBOSA et al., 2020).
Conforme Reques (2017), estudos demonstram que os canabinoides conferem neuroproteção, tanto de forma indireta, ao reduzir a neuroinflamação, estresse oxidativo e apoptose relacionados ao acúmulo de placas β-amiloides, quanto de maneira direta, agindo sobre o processamento do peptídeo. A ativação dos receptores CB2 estimula a eliminação dos agregados Aβ por células da glia e astrócitos, resultando na redução dos danos causados por essas placas. e acordo com (ALONSO 2019).
Estudos recentes demonstraram que o THC e seus análogos atuam como inibidores competitivos da enzima acetilcolinesterase (AChE), resultando no aumento da disponibilidade sináptica de acetilcolina. Além disso, essas substâncias estimulam a expressão da neprilisina, uma protease responsável pela degradação dos peptídeos β-amiloides, o que leva à redução da forma
Embora a pesquisa nesta área ainda esteja em estágio inicial, alguns estudos sugerem que certos componentes da cannabis, como o THC e o CBD, podem ter propriedades que podem ser benéficas para pacientes com Alzheimer.
O Alzheimer envolve um processo inflamatório no cérebro, e os canabinoides têm sido estudados por suas propriedades anti-inflamatórias. Acredita-se que eles possam ajudar a reduzir a inflamação cerebral associada à doença.
Acredita-se que os canabinoides presentes na cannabis possam ter propriedades anti-inflamatórias que podem ser benéficas no contexto do Alzheimer.
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa caracterizada pela formação de placas beta-amiloide e emaranhados neuro fibrilares no cérebro, levando à perda progressiva de células cerebrais.
A inflamação crônica é um componente importante na progressão do Alzheimer. Acredita-se que a resposta inflamatória desregulada no cérebro contribua para a morte das células cerebrais e o surgimento de sintomas relacionados à doença. Nesse sentido, reduzir a inflamação pode ter um efeito protetor no cérebro e ajudar a retardar a progressão da doença.
Estudos pré-clínicos têm demonstrado que os canabinoides, principalmente o CBD, podem exercer efeitos anti-inflamatórios no cérebro. Eles interagem com os receptores canabinoides CB1 e CB2, que fazem parte do sistema endocanabinoide presente no corpo humano. Esses receptores estão envolvidos na regulação do sistema imunológico e podem influenciar a resposta inflamatória.
Além disso, os canabinoides podem modular a liberação de substâncias pró- inflamatórias e reduzir a ativação de células imunes, como os microglia, que desempenham um papel na resposta inflamatória no cérebro. Isso pode ajudar a reduzir a inflamação crônica observada no Alzheimer.
No entanto, é importante notar que a pesquisa sobre os efeitos anti- inflamatórios dos canabinoides no Alzheimer ainda está em estágio inicial, e mais estudos são necessários para entender completamente os mecanismos subjacentes e determinar a eficácia desses compostos no tratamento da inflamação cerebral associada à doença.
Além disso, é fundamental destacar que o uso da cannabis para o tratamento do Alzheimer deve ser feito sob supervisão médica adequada. Os médicos especializados podem orientar sobre a dosagem correta, a forma de administração e monitorar possíveis efeitos colaterais. O uso de cannabis medicinal para reduzir a inflamação cerebral no Alzheimer ainda requer mais pesquisas clínicas para determinar sua segurança e eficácia.
Propriedades neuroprotetoras: Estudos pré-clínicos mostraram que os canabinoides podem ter efeitos neuroprotetores, o que significa que eles podem ajudar a proteger as células cerebrais contra danos e morte. Isso pode ser especialmente relevante no contexto do Alzheimer, onde ocorre a degeneração progressiva das células cerebrais.
Efeito na formação de placas beta-amiloide: No Alzheimer, ocorre o acúmulo de placas beta-amiloide no cérebro, que são consideradas uma das principais causas da doença. Alguns estudos sugerem que certos canabinoides podem ajudar a reduzir a formação dessas placas, possivelmente retardando a progressão da doença.
Alguns estudos clínicos e relatos de casos indicaram que o uso da cannabis medicinal pode ajudar a melhorar certos sintomas relacionados ao Alzheimer, como agitação, agressividade, insônia e perda de apetite. Esses efeitos podem ser atribuídos às propriedades relaxantes e sedativas da cannabis.
No entanto, é importante destacar que a pesquisa nesta área ainda é limitada e há controvérsias em relação ao uso da cannabis para o tratamento do Alzheimer. Além disso, a resposta ao tratamento pode variar de pessoa para pessoa, e a cannabis não é considerada um tratamento padrão para a doença.
Se alguém estiver considerando o uso da cannabis para o tratamento do Alzheimer, é crucial que consulte um médico especializado ou um especialista em cannabis medicinal. Eles podem fornecer orientações e informações personalizadas com base no histórico médico, na condição específica e em outros fatores relevantes.
Também é importante ressaltar que o uso da cannabis medicinal deve ser feito com cautela, levando em consideração os efeitos colaterais potenciais, como sedação, alterações de humor, tontura e comprometimento cognitivo. A dosagem e a forma de administração adequadas também devem ser determinadas com a orientação de um profissional de saúde qualificado.
Propriedades neuroprotetoras: Os canabinoides têm sido estudados por seu potencial neuroprotetor, ou seja, sua capacidade de proteger as células cerebrais contra danos e morte. Isso é particularmente relevante no caso do Alzheimer, onde ocorre a degeneração progressiva das células cerebrais. Os canabinoides podem ajudar a reduzir o estresse oxidativo e a inflamação, bem como modular a excitotoxicidade, que são fatores envolvidos na morte celular no cérebro afetado pelo Alzheimer.
Propriedades anti-inflamatórias: A inflamação crônica é uma característica do cérebro com Alzheimer, e os canabinoides têm sido estudados por suas propriedades anti-inflamatórias. Eles podem modular a resposta imune e reduzir a ativação de células imunes, como os microglia, que estão envolvidos na resposta inflamatória no cérebro. Essa redução da inflamação pode ajudar a preservar a função cerebral e a retardar a progressão da doença.
Redução da formação de placas beta-amiloide: Uma das características distintivas do Alzheimer é a formação de placas beta-amiloide no cérebro. Estudos sugerem que os canabinoides podem ajudar a reduzir a formação dessas placas. O THC, por exemplo, tem sido estudado por sua capacidade de inibir a agregação da proteína beta-amiloide e reduzir sua toxicidade. Isso pode ter um efeito positivo na doença, pois as placas beta-amiloide são consideradas um dos principais fatores de dano celular no Alzheimer.
Embora essas propriedades dos canabinoides sejam promissoras, é importante notar que os estudos até agora foram predominantemente realizados em modelos animais e em estudos in vitro. Portanto, é necessário realizar mais pesquisas clínicas em humanos para determinar a eficácia e a segurança dos canabinoides no tratamento do Alzheimer. Ainda existem muitas questões em aberto, incluindo a dosagem adequada, a forma de administração e os efeitos colaterais associados ao uso de canabinoides.
É fundamental que qualquer pessoa que esteja considerando o uso de cannabis para o tratamento do Alzheimer consulte um médico especialista ou um especialista em cannabis medicinal. Eles podem fornecer informações individualizadas e orientação adequada com base nas necessidades e características de cada paciente.
Estudos pré-clínicos têm demonstrado que os canabinoides, principalmente o CBD, podem exercer efeitos anti-inflamatórios no cérebro. Eles interagem com os receptores canabinoides CB1 e CB2, que fazem parte do sistema endocanabinoide presente no corpo humano. Esses receptores estão envolvidos na regulação do sistema imunológico e podem influenciar a resposta inflamatória.
Além disso, os canabinoides podem modular a liberação de substâncias pró- inflamatórias e reduzir a ativação de células imunes, como os microglia, que desempenham um papel na resposta inflamatória no cérebro. Isso pode ajudar a reduzir a inflamação crônica observada no Alzheimer.
No entanto, é importante notar que a pesquisa sobre os efeitos anti- inflamatórios dos canabinoides no Alzheimer ainda está em estágio inicial, e mais estudos são necessários para entender completamente os mecanismos subjacentes e determinar a eficácia desses compostos no tratamento da inflamação cerebral associada à doença.
Além disso, é fundamental destacar que o uso da cannabis para o tratamento do Alzheimer deve ser feito sob supervisão médica adequada. Os médicos especializados podem orientar sobre a dosagem correta, a forma de administração e monitorar possíveis efeitos colaterais. O uso de cannabis medicinal para reduzir a inflamação cerebral no Alzheimer ainda requer mais pesquisas clínicas para determinar sua segurança e eficácia.
Uso da cannabis para o tratamento do Alzheimer ainda é objeto de pesquisa e debate, e os benefícios e malefícios precisam ser considerados cuidadosamente. Vou detalhar os possíveis benefícios e também mencionar alguns dos potenciais malefícios associados ao uso da cannabis para o tratamento do Alzheimer:
Benefícios potenciais da cannabis no tratamento do Alzheimer:
• Alívio dos sintomas comportamentais: Alguns estudos sugerem que a cannabis medicinal pode ajudar a reduzir sintomas comportamentais associados ao Alzheimer, como agitação, agressividade, ansiedade e insônia. Os canabinoides podem ter propriedades relaxantes e sedativas que podem proporcionar alívio desses sintomas.
• Efeito neuroprotetor: Alguns canabinoides, como o THC e o CBD, mostraram propriedades neuroprotetoras em estudos pré-clínicos. Eles podem ajudar a proteger as células cerebrais contra danos e morte, o que pode ser benéfico no contexto do Alzheimer, onde ocorre a degeneração progressiva das células cerebrais.
• Propriedades anti-inflamatórias: Acredita-se que certos canabinoides possam ter propriedades anti-inflamatórias, reduzindo a inflamação cerebral associada ao Alzheimer. A inflamação crônica é uma característica da doença e está relacionada à progressão dos sintomas. A redução da inflamação pode ajudar a preservar a função cerebral e retardar a progressão da doença.
Malefícios potenciais da cannabis no tratamento do Alzheimer:
• Efeitos colaterais: O uso da cannabis pode estar associado a efeitos colaterais, incluindo alterações de humor, ansiedade, tontura, sonolência, problemas de memória, dificuldades de concentração e comprometimento cognitivo. Esses efeitos podem ser problemáticos, especialmente em pacientes idosos com Alzheimer, que já podem apresentar dificuldades cognitivas.
• Dependência e abuso: A cannabis contém substâncias psicoativas, como o THC, que podem levar à dependência e ao abuso em algumas pessoas. É importante considerar o histórico de uso de substâncias e o risco potencial de desenvolver dependência antes de iniciar o uso da cannabis para o tratamento do Alzheimer.
• Falta de regulamentação e controle de qualidade: A cannabis é uma substância cuja produção, distribuição e qualidade podem variar amplamente. A falta de regulamentação adequada pode levar a inconsistências na potência e na composição dos produtos, o que pode afetar sua eficácia e segurança.
• Interações medicamentosas: A cannabis pode interagir com outros medicamentos que o paciente esteja tomando para o Alzheimer ou outras condições médicas. É importante considerar as possíveis interações medicamentosas e consultar um médico para garantir a segurança do uso da cannabis em combinação com outros tratamentos.
• É importante destacar que o uso da cannabis para o tratamento do Alzheimer deve ser feito sob supervisão médica adequada. Os médicos especializados podem fornecer orientações personalizadas, considerando os benefícios potenciais e os riscos associados, levando em conta o histórico médico e as necessidades individuais
Necessidade de opções de tratamento eficazes: O Alzheimer é uma doença progressiva e debilitante, para a qual atualmente não há cura. Os medicamentos disponíveis atualmente têm efeitos limitados no tratamento dos sintomas e na progressão da doença. Portanto, é crucial explorar todas as opções terapêuticas possíveis, incluindo o potencial uso da cannabis, para proporcionar alívio aos pacientes e melhorar sua qualidade de vida.
Evidências pré-clínicas promissoras: Estudos pré-clínicos e experimentos em modelos animais sugerem que os canabinoides podem ter efeitos benéficos no cérebro afetado pelo Alzheimer, como propriedades neuroprotetoras e anti- inflamatórias, além da redução da formação de placas beta-amiloide. Essas descobertas preliminares justificam a necessidade de pesquisas clínicas para avaliar a eficácia dessas substâncias em seres humanos.
O uso de cannabis medicinal tem ganhado popularidade como uma opção de tratamento em várias condições de saúde. Muitos pacientes e suas famílias têm relatado benefícios potenciais no uso da cannabis para o Alzheimer, incluindo melhora nos sintomas comportamentais e na qualidade do sono. A demanda por mais informações e opções terapêuticas impulsiona a necessidade de pesquisas adicionais.
Impacto econômico e social: O Alzheimer tem um impacto significativo nas famílias e nos sistemas de saúde em todo o mundo. A busca por tratamentos eficazes que possam retardar a progressão da doença ou melhorar os sintomas pode reduzir a carga econômica e social associada ao Alzheimer. Portanto, é fundamental investir em pesquisas para explorar todas as opções terapêuticas possíveis.
Compreender os efeitos e riscos potenciais do uso da cannabis no tratamento do Alzheimer é essencial para garantir a segurança dos pacientes. Pesquisas clínicas adequadas podem fornecer dados precisos sobre dosagem, interações medicamentosas e possíveis efeitos colaterais, ajudando os médicos a tomar decisões informadas e orientar seus pacientes de forma adequada.
Dada a complexidade do Alzheimer, a falta de tratamentos eficazes e as evidências preliminares promissoras, a realização de mais pesquisas clínicas sobre o uso da cannabis no tratamento do Alzheimer é justificada para fornecer opções terapêuticas adicionais e avançar no conhecimento científico sobre essa doença neurodegenerativa.
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O uso da cannabis para o tratamento do Alzheimer é um tópico complexo e em constante evolução. Embora haja evidências preliminares sugerindo que certos componentes da cannabis, como o tetra-hidrocanabinol (THC) e o canabidiol (CBD), possam ter propriedades neuroprotetoras e anti-inflamatórias, ainda existem muitas incertezas e lacunas no conhecimento científico.
Alguns estudos em modelos animais e em laboratório demonstraram que compostos da cannabis podem ajudar a reduzir a formação de placas beta- amiloides, que são características do Alzheimer. Além disso, esses compostos também podem ter efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes, que podem ser benéficos para o cérebro.
No entanto, a pesquisa em seres humanos ainda é limitada e muitos dos estudos disponíveis são de pequena escala e têm limitações metodológicas. Além disso, os resultados desses estudos são inconsistentes, com alguns relatando benefícios significativos e outros não encontrando efeitos positivos.
É importante ressaltar que o uso da cannabis para o tratamento do Alzheimer não é amplamente aceito pela comunidade médica e científica. Ainda não há medicamentos à base de cannabis aprovados especificamente para o tratamento do Alzheimer nos Estados Unidos. A Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) não aprovou o uso da cannabis ou de seus componentes para essa finalidade.
Ademais, a cannabis apresenta riscos potenciais, como efeitos psicoativos, prejuízos cognitivos, risco de dependência e interações com outros medicamentos. Esses riscos devem ser levados em consideração ao ponderar os benefícios potenciais do uso da cannabis no tratamento do Alzheimer.
Em conclusão, embora existam algumas evidências promissoras sobre o potencial da cannabis no tratamento do Alzheimer, é necessário realizar mais pesquisas robustas e de larga escala para entender melhor os efeitos, a segurança e a eficácia da cannabis nessa condição. É fundamental consultar profissionais de saúde qualificados e seguir as orientações médicas ao considerar opções de tratamento para o Alzheimer.
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