TRAUMATISMO CRÂNIOENCEFÁLICO E O PERFIL DOS ATENDIMENTOS REALIZADOS PELO SERVIÇO DE ATENDIMENTO MÓVEL DE URGÊNCIA DO MUNICÍPIO DE IMPERATRIZ, MARANHÃO

CRANIOCEPHALIC INJURY AND THE PROFILE OF CARE PROVIDED BY THE MOBILE EMERGENCY SERVICE OF THE MUNICIPALITY OF IMPERATRIZ, MARANHÃO

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ar10202511161747


Arthur Saulo Jales Souza Prado¹
Jordana Santos Sousa Silva¹
Marluce Leite de Alencar¹
Tatiara Araujo Freitas Ghader¹
Thiago de Oliveira Brito¹
Márcio Paiva de Brito²


Resumo

O traumatismo cranioencefálico (TCE) representa um dos principais problemas de saúde pública no mundo, especialmente entre a população jovem, devido ao risco de lesões neurológicas irreversíveis e à elevada taxa de mortalidade associada, o que exige atendimento rápido e eficaz. Este estudo teve como objetivo traçar o perfil dos atendimentos realizados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Imperatriz – MA, entre outubro e dezembro de 2023, identificando a ocorrência de casos de TCE. Trata-se de uma pesquisa descritiva, observacional, retrospectiva, com abordagem quantitativa, cujos dados foram obtidos a partir das fichas de atendimento do SAMU de Imperatriz – MA, coletados em abril de 2024 e analisados por meio da estatística descritiva. Foram avaliadas 575 fichas de atendimentos, evidenciando predominância do sexo masculino, faixa etária entre 37 e 57 anos e maior número de ocorrências no município de Imperatriz. O tipo de acidente mais prevalente foi o de carro com moto, seguido pelos acidentes envolvendo apenas motocicletas. Observou-se que a principal conduta adotada foi o encaminhamento hospitalar, sendo que a maioria das vítimas apresentou escore 15 na Escala de Coma de Glasgow, indicando comprometimento neurológico mínimo. Conclui-se que o conhecimento do perfil dos atendimentos realizados pelo SAMU é fundamental para subsidiar políticas públicas e medidas preventivas voltadas à redução dos acidentes e dos traumas decorrentes, reforçando a importância do aprimoramento contínuo dos profissionais de saúde que atuam em serviços de urgência e emergência.

Palavras-chave: Traumatismos Craniocerebrais. Emergências. Serviços Médicos de Emergência. Perfil de Saúde. Epidemiologia Clínica.

1 INTRODUÇÃO

O traumatismo cranioencefálico (TCE) é considerado um dos principais problemas de saúde pública no mundo devido aos números cada vez maiores de casos, principalmente entre a população adulta jovem. Trata-se de um agressão de ordem traumática decorrente de lesão no crânio causados por inúmeros fatores, como: impacto externo, que pode ser penetrante ou não, cujo efeito é a incapacitação intelectual, impactos na mobilidade física e cognição, que podem ser momentâneos ou irreversível (Gerhardt et al., 2018). 

O TCE tem alta prevalência e as taxas de morbimortalidade vem aumentando em decorrência dos acidentes e atos de violência (Freitas; Ribeiro; Jorge, 2007). Segundo Oliveira et al. (2018), afirmam, que nos Estados Unidos a cada ano são registrados mais de 1,7 milhões de casos de TCE’s, sendo responsável por aproximadamente 270.000 internações e 53.000 mortes, sendo que cerca de 20% são de indivíduos entre 5 e 35 anos. No Brasil, esta realidade não é diferente e as ocorrências aumentam a cada ano, estima-se que o TCE acomete em torno de 700.000 mil a 1,1 milhões de pessoas, ao qual 20 a 30% dos casos se referem ao do tipo razoável à grave (Nghinah et al., 2018). 

Reis et al. (2017) destacam que, o TCE impacta diretamente a vida das vítimas já que, muitas vezes, é responsável por sequelas irreversíveis e incapacitantes que exigem cuidados a longo prazo o que gera grande despesa para os sistemas de saúde. Além disso, os determinantes das lesões do TCE são diversos e são definidos pelas forças biomecânicas que sussede no momento do impacto, bem como pelos fatores decorrentes das lesões sistêmicas que causam exacerbação do dano neuronal. Os sinais e sintomas incluem desmaio, perda de consciência, dor de cabeça intensa, sangramento da boca, nariz e ouvidos, fraqueza muscular, sonolência, distúrbios da fala, alterações da visão e audição, perda de memória e coma. Esses sintomas podem levar até vinte e quatro horas para aparecer e, portanto, a pessoa deve ser monitorada de perto durante esse período, de preferência em um hospital (Smeltzer; Bare, 2014). 

Diante disso, é de suma importância que toda vítima de TCE seja atendida por um Serviço de Atendimento Médico Móvel de Urgência (SAMU) e conduzida para um serviço que apresente suportes tecnológicos e profissionais qualificados, a fim de conseguirem através do exame físico e da avaliação neurológica, estratificar o risco de vida e a probabilidade de surgir lesões neurológicas leves, médias ou graves na vítima com TCE (Brasil, 2015). 

Ao longo do tempo, percebeu-se que vidas poderiam ser poupadas se os atendimentos fossem feitos rapidamente por pessoal treinado e qualificado, mesmo em ambiente extrahospitalar, encaminhando a vítima aos serviços especializados. Diante disso, em 2003, o governo brasileiro implantou a Política Nacional de Urgência (PNAU), estabelecendo incentivos políticos e financeiros para à criação e implantação de um componente préhospitalar, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU -192), que foi reformulada em 07 julho de 2011, através da Portaria nº 1.600/GM/MS, que introduz a Rede de Atenção às Urgências (RAU) no SUS. Em 08 de outubro de 2011, ainda foi publicada a Portaria de nº2.338, a qual determina as diretrizes e os mecanismos necessários para instituir a Sala de Estabilização (es) na RAU (Ministério da Saúde, 2011). 

Segundo Oliveira, Ikuta e Regner (2008) o trauma tem sido considerado a maior causa de óbito na faixa etária de 1 a 44 anos. O traumatismo crânioencefálico (TCE) dentre as lesões de causas externas é o responsável por elevadas taxas de morbidade, sequelas e óbito neste grupo etário. Ressalta-se, ainda, que cerca de 30% a 70% dos óbitos por trauma estão relacionados ao TCE grave, e os pacientes que sobrevivem à essa condição clínica tendem a apresentar incapacidades neurológicas graves, que comprometem a sua qualidade de vida e bem-estar. 

Atualmente, no Brasil e no mundo, os acidentes de trânsito (AT’s) são considerados um problema de saúde pública relevante, por serem reconhecidos como fatores de risco de morbimortalidade e por ser a principal causa do TCE (Abreu et al., 2010; Marinho et al., 2019).Pesquisas citam as principais causas dos AT’S: falta ou sinalização insatisfatória das estradas, iluminação insuficiente das vias, falta de atenção, de cuidado e de experiência do motorista, altas velocidades, consumo de bebidas alcoólicas e o uso de celular ao volante (Almeida et al., 2013; Marín-león et al., 2012). 

No país, o atendimento a pacientes que sofreram algum tipo de trauma, vêm se tornando cada vez mais frequente nos serviços de atendimento de urgência e emergência hospitalares, sendo, esse, considerado um problema de saúde pública, devido à taxas elevadas de mortalidade e incapacidade entre as lesões por causas externas (Brasil, 2015). 

Diante do exposto, a realização deste estudo justifica-se pela necessidade de se conhecer mais sobre o TCE e o perfil dos atendimentos realizados pelo serviço médico de urgência de Imperatriz – MA, tendo em vista que o TCE apresenta elevada magnitude, mortalidade e incapacidade. A partir disso, elaborou-se a seguinte questão norteadora: Quais as características dos atendimentos realizados pelo SAMU de Imperatriz– MA?

2 OBJETIVOS

2.1 GERAL

Traçar o perfil dos atendimentos realizados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Imperatriz – MA, entre os meses de outubro à dezembro de 2023, apontando a existência ou não de casos de TCE.

2.2 ESPECÍFICOS

  • Investigar na literatura os fatores determinantes, formas clínicas e avaliação do Trauma crânioencefálico;
  • Conhecer as principais condutas adotadas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência de Imperatriz, Maranhão;
  • Elaborar um folder educativo sobre os cuidados no trânsito para prevenir a ocorrência de acidentes e TCE;
  • Promover uma roda de conversa com o Núcleo de Educação Permanente- NEP/ SAMU 192 de Imperatriz – MA, sobre os atendimentos e preenchimento das fichas.

3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

3.1 SERVIÇO DE ATENDIMENTO MÓVEL DE URGÊNCIA – SAMU

O Serviço de Atendimento Móvel às Urgências (SAMU) foi criado na década de 60 na França e implantado em diversos países na Europa, com o objetivo de coordenar os serviços móveis de urgência e reanimação, contando com um centro de captação e regulação médica dos pedidos e por diversos profissionais, como médicos, enfermeiros, técnicos, anestesiologistas, cardiologistas e intensivistas. Entre os princípios estabelecidos, dá-se destaque ao fato de que a qualidade do resultado depende em grande parte do nível de competência do profissional, bem como a necessidade de atividades preventivas complementares após os cuidados urgentes. Ressalta-se que, em 29 de setembro de 2023, o SAMU completou 20 anos (Brandão, 2023). 

Pertinente a isso, destaca-se que, uma das primeiras tentativas de organização da assistência emergencial pré-hospitalar é datada de 1792, na guerra de Napoleão, a partir do cirurgião e chefe militar, Dominique Larrey, que prestou atendimento aos feridos no próprio campo de batalha a fim de prevenir complicações. O mesmo realizava suturas, incisões, imobilizações e até amputações se julgasse necessário. Assim, com o passar do tempo, os batalhões passaram a incluir médicos entre os combatentes, conservando a vida de muitos soldados, através das intervenções imediatas realizadas no próprio local (Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina, 2006). 

Visto isso, frisa-se que a implantação do SAMU e as mudanças no atendimento préhospitalar culminaram na Declaração de Lisboa, que dispõe sobre a ética da urgência médica, com 4 princípios fundamentais: respeitar de forma absoluta a autonomia da pessoa humana; oferecer o máximo de benefício de saúde; produzir o menor prejuízo possível; e distribuir a ajuda da coletividade com critério de justiça (Declaração de Lisboa, 1990 apud Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina, 2006). 

Nos Estados Unidos da América (EUA), uma estrutura semelhante foi implantada a partir de 1968. A regulação funciona com um único número, o 911, que serve para atender todas as urgências e contatar a agência adequada, seja a polícia, os bombeiros, o serviço de urgência ou até mesmo os três. No quesito saúde, o responsável pelo atendimento é o Serviço de Emergência Médica (SEM), que conta com um corpo de técnicos em emergências médicas em diferentes níveis, sendo o avançado também conhecido como paramédico. Aqui o médico atua na central de regulação e não in loco, os atuantes nas urgências são profissionais especificamente capacitados para exercer aquela função. Nos EUA já funciona o rastreamento automático da chamada de urgência, facilitando assim a triagem da chamada e o direcionamento das ambulâncias ao local do acontecimento (Martins; Prado, 2003; Layton, 2006). 

No Brasil, o órgão responsável pelos atendimentos de urgência também era o Corpo de Bombeiros, mas os profissionais eram pouco qualificados, afinal o treinamento destes centralizava-se no resgate e salvamento, as viaturas não eram adequadas para o transporte de feridos e doentes e os recursos materiais insuficientes para a demanda de urgências. Diante disto, em 1988, constatou-se a necessidade de implantar um serviço especializado para atender as urgências, após diversas pesquisas que buscaram determinar a modalidade mais adequada para a realidade do país. Por fim, o Brasil decidiu adotar um modelo que mescla a modalidade francesa e americana para os atendimentos às urgências. As ambulâncias, por exemplo, contam com o profissional médico para os atendimentos in loco, mas o serviço funciona com centrais de regulação diferentes para cada tipo de urgência: 190 – Polícia Militar; 191 – Polícia Rodoviária Federal; 192 – SAMU; 193 – Corpo de Bombeiros; 194 – Polícia Federal e assim por diante (Martins; Prado, 2003). 

A central de regulação é a responsável por triar as chamadas recebidas entre urgências e emergências a fim de determinar o tipo de atendimento. Alguns casos requerem apenas a escuta ativa e aconselhamento por parte do profissional médico da regulação. Mas em grande parte dos casos, faz-se necessário o deslocamento de ambulâncias até o local da ocorrência para a prestação dos cuidados iniciais e o deslocamento do paciente até o serviço de maior complexidade quando necessário (Gonzales et al., 2013). 

Pertinente a isso, o Ministério da Saúde (2009) destaca que a área de Urgência e Emergência constitui-se um importante componente da assistência à saúde. Contudo, nos últimos anos, o aumento do número de acidentes, da violência urbana e a insuficiente estruturação da rede assistencial, têm contribuído decisivamente para a sobrecarga dos serviços de Urgência e Emergência. Assim sendo, têm sido perceptível a necessidade de ordenar o atendimento às situações de urgência e emergência, a fim de garantir ao paciente maior acolhimento, atenção qualificada e resolutiva para as pequenas e médias urgências, estabilização e referência adequada dos pacientes graves (Brasil, 2009).

3.2 TRAUMA CRANIOENCEFÁLICO

O Traumatismo Cranioencefálico é definido como uma agressão a cabeça proveniente de uma força física de origem externa. De acordo com a Brain Injury Association o traumatismo cranioencefálico (TCE) corresponde a qualquer lesão na cabeça que venha a atingir o cérebro, geralmente provocado por um trauma externo (Carney, 2017). O indivíduo que sofreu TCE pode apresentar-se normal nas primeiras horas, ou apresentar alguma alteração no nível de consciência, podendo esta ser diminuída ou elevada. Além da alteração do nível de consciência, o TCE pode afetar à função cognitiva, no comportamento, estado emocional e no físico (Magalhães et al., 2017). 

Segundo Silva, Padula e Waters (2021), o TCE, geralmente é produzido por uma força física de grande impacto, resultante de uma pancada na cabeça ou oriunda da movimentação repentina de outras partes do corpo. Tal força pode não só comprimir, mas também, expandir, acelerar, desacelerar e favorecer a rotação do cérebro no interior do crânio. Silva e Filha (2017) afirmam que o TCE tende a causar mudanças na anatomia do crânio, tais como: laceração do couro cabeludo, fraturas ósseas e prejuízos no funcionamento das estruturas intracranianas como meninges, encéfalo ou vasos sanguíneos significantes, e ate mesmo a morte ou perturbações no cérebro que podem ser breve ou duradouras, de origem cognitiva e/ou funcional.

3.2.1 Epidemiologia do TCE

Segundo Gentile et al. (2011) o TCE vem afetando a saúde da população em geral de forma significativa, por apresentar alta morbidade e mortalidade, pois cerca de 15% a 20% dos óbitos na faixa etária entre os 5 e 35 anos e corresponde a 1% de todos os óbitos entre os adultos. Coronado et al. (2010), destacam que nos Estados Unidos ocorre cerca de 538 casos de TCE para cada 100.000 habitantes, desde 2003, apresenta incidência de 1,7 milhões. Koizumi et al. (2000) apud Neto et al. (2016) em estudo sobre morbidade e mortalidade por traumatismo crânioencefálico na cidade de São Paulo, Brasil, verificaram que maior incidência deste na faixa etária inferior a 10 anos (20,3%), em seguida entre indivíduos com 20 a 29 anos (16,9%) e com 30 a 39 anos (16,1%). Constataram ainda uma taxa de mortalidade de 10,2% entre pacientes internados com TCE. 

Corroborando com os achados acima, Scanlon e Ammerman (2007) afirmam que as mortes decorrentes do trauma constituem um verdadeiro problema de saúde pública no Brasil e mundialmente, pois diariamente ocorrem cerca de 16.000 mortes, e aproximadamente 1,6 milhões de pacientes são atendidos por TCE nas emergências, onde 500.000 manifestam lesão cerebral do tipo traumática (LCT), 80% de indivíduos apresentam TCE leve e cerca de 50.000 vítimas com TCE vão a óbito antes de chegarem ao hospital. O TCE além de apresentar sérias complicações e alta probabilidade de alteração funcional grave e permanente, ainda é responsável por 50% dos óbitos dos pacientes atendidos nos hospitais (OLIVEIRA, 2007).

Pertinente a isso, Moura et al. (2011) ao traçarem o perfil clínico-epidemiológico dos pacientes com traumatismo cranioencefálico atendidos em um Hospital de Urgências e Traumas no município de Petrolina, estado de Pernambuco evidenciaram que a incidência do TCE varia segundo o sexo, onde este ocorre com maior frequência entre os homens, o que faz repensar sobre as diferentes situações de risco que estes são expostos diariamente. 

De acordo com Bennet e Raymond (2008) o traumatismo cranioencefálico tem causado impacto muito grande na sociedade, pois aproximadamente 70% dos indivíduos diagnosticados com esta condição clínica são jovens. Corroborando, Silva, Padual e Waters (2021) enfatizam que o TCE constitui uma das causas mais comum dos óbitos que ocorrem entre adultos com menos de 35 anos, com maior incidência na faixa etária reprodutiva dos 15 aos 24 anos. 

Dados estatísticos revelam elevado número de vítimas de TCE por acidentes de trânsito, principalmente na faixa etária de 1 a 44 anos, sendo mais frequente entre o sexo masculino, e considerado um relevante determinante de morbidademortalidade e de incapacidade (Gaudêncio; Leão, 2013). No ano de 2015, no Brasil, ocorreram 39.543 óbitos provenientes de acidentes de transportes. Cabe destacar que, o estado do Rio Grande do Norte, entre os anos de 1996 e 2015, apresentou um aumento significativo de acidentes de trânsito, com representação percentual de 76,91%, maior prevalência entre o sexo masculino (84,21%). Além disso, ocorreram 9.917 óbitos durante esse período (Brasil, 2018).

3.2.2 Fatores determinantes para o TCE

Segundo Mascarenhas et al., (2010) as causas de TCE estão ligadas a um grupo de doenças provocadas por causas externas, sendo a mais comum, os acidentes automobilísticos, pois são responsáveis por 50% dos casos desta patologia e afetam com maior frequência adolescentes e adultos jovens na faixa etária dos 15 aos 24 anos e 30% são oriundos de quedas, principalmente em idosos e 20% resultam de causas violentas, como ferimento por projétil de arma de fogo e de armas brancas. Ressalta-se ainda, que os acidentes de automobilísticos são responsáveis pelo maior número de óbitos que todas as outras causas juntas. Adekoya e Majumder (2004) pontua que, no Brasil, são comuns as quedas de lajes, no entanto, estas não são consideradas nas estatísticas internacionais. Além disso, os acidentes que ocorrem em esportes e recreação podem causar TCE. 

Reforçando à argumentação anterior, Moore, Mattox e Feliciano (2006) citam que os acidentes automobilísticos constituem a principal etiologia do TCE, principalmente entre adolescentes e adultos jovens. A segunda causa mais comum de TCE são as quedas, principalmente em crianças e idosos. Todavia, em alguns locais, as lesões por arma de fogo são responsáveis pelo maior número de vítimas com TCE, quando comparado aos de acidentes de veículos. 

Nesse contexto, Silva; Padula e Waters (2021) citam os acidentes de veículos, atropelamentos, acidentes de bicicletas e motos, lesões físicas, quedas, lesões por arma de fogo, como as causas mais comuns de TCE, dentre outras menos ocorrentes. Para Reis et al. (2017) nos últimos anos, vem sendo registrado no Brasil um grande aumento no número de motocicletas, o que tem provocado maior quantidade de acidentes com esse tipo de veículo. 

Visto isso, Waiselfisz (2013) ao publicar o mapa da violência de 2013, onde fala sobre os acidentes de Trânsito e Motocicletas constatou aumento dos óbitos de 2001 a 2011, com um acréscimo de 41,7%. Verificou que alguns estados como Rondônia, Bahia e Piauí os óbitos relacionados a tais acidentes se duplicaram, sendo o Nordeste e o Norte às regiões com maior aumento destas ocorrências. O Piauí, que no ano de 2001 estava na 20ª posição, apresentando uma média de 15,3 óbitos a cada 100 mil habitantes, no ano de 2011 ficou em quarto lugar. Já Rondônia, que ocupava a 11º posição, foi para 2ª posição. Considerando o aumento da população, por outro lado, Roraima, Rio de Janeiro, Distrito Federal, São Paulo e Amapá conseguiram reduzir suas taxas no período avaliado (2001 a 2011). 

Corroborando com os autores acima, Ruy e Rosa (2011) destacam que os traumas associados a quedas de motocicletas, bicicletas e acidentes com pedestres são responsáveis por 50% dos casos de TCE. Além disso, nas crianças com idade inferior a 3 anos, as quedas constituem as causas mais comuns de lesão cerebral. Outra causa de TCE, e que corresponde à aproximadamente 24% de lesões cerebrais em crianças, decorrente de abuso ou de maus tratos, especialmente em menores de 2 anos de idade. 

Moura et al. (2011) afirmam que os traumatismos cranioencefálicos em idosos são considerados um importante problema de saúde pública, sendo este comum por causa de algumas declínio funcional nesta fase. Por essa razão, torna-se primordial estabelecer estratégias, que visem prevenir acidentes entre idosos. Os idosos são mais propensos a sofrerem queda, pois esta é conseqüente da perda total do equilíbrio postural, podendo estar associada à insuficiência inesperada dos mecanismos neurais e osteoarticulares fundamentais para manter a postura. 

Aguiar et al. (2023) ressaltam que, no Brasil, anualmente são registrados aproximadamente 1,24 milhões de óbitos, cuja causa principal são os acidentes de trânsito. Mundialmente, as mortes por acidentes de trânsito ocupam o ranking da oitava maior causa de óbito, que em decorrências dos óbitos precoces, longos períodos de internações e de reabilitação, acaba abarrotando o sistema de seguridade social e de saúde. Tal cenário pode comprometer as condições econômicas da vítima e de sua família em virtude da incapacidade temporária ou permanente (Santos et al., 2016; Lalonguiniere et al., 2021). 

Pesquisa realizada por Lopes; Costa e Carvalho (2013) afirmam que os acidentes de trânsito cooperam para aumentar a incidência e prevalência do TCE. Diante disso, no Brasil, precisa-se de informações mais detalhadas acerca da gravidade do trauma, bem como, das lesões e sequelas mais comuns. Além disso, necessita-se de mais dados sobre as complicações decorrentes dos acidentes de trânsito. 

3.2.3 Fisiopatologia do TCE

De acordo com Helmy; Vizcaychipi e Gupta (2007) o mecanismo do TCE pode ser categorizado como: dano cerebral focal, produzindo contusão, laceração e hemorragia intracraniana devido à agressão direta nessa região; lesão difusa do cérebro, resultando em dano axonal difuso e alteração no tamanho do cérebro, pois este tende a ficar maior (edema) em conseqüência do processo de aceleração e desaceleração. A lesão cerebral ocorre devido a dois mecanismos ou períodos diferentes, tais como: lesão primária (acontece no momento do trauma); lesão secundária (neste o mecanismo patológico tem início no momento que houve o trauma, porém as manifestações clinicas surgem tardiamente). As complicações decorrentes do TCE podem afetar a capacidade do indivíduo para realizar suas funções no meio em que vive (BARBOSA et al., 2010), impossibilitando sua inserção ou reinserção no convívio social e no trabalho devido as seqüelas oriundas da lesão cerebral. 

Diante disso, Santos, Sousa e Castro-Caldas (2010) frisam que o TCE é considerado um grande problema de saúde pública devido às sequelas que deixam no indivíduo, pois compromete a estrutura e a estabilidade da vida deste, e consequentemente à sua independência. Por essa razão, é de suma importância que toda vítima de TCE seja conduzida para um serviço de emergência, que apresentem suportes tecnológicos e profissionais qualificados, que a partir da aquisição de informações e conhecimentos obtidos no exame físico e avaliação neurológica, possam estratificar o risco de morte e a probabilidade de surgir lesões neurológicas leves médias ou graves (Helmy; Vizcaychipi; Gupta; 2007). 

Segundo Brock e Cerqueira (2008) a magnitude, o tamanho e a forma da lesão primária provenientes do TCE variam segundo os processos físicos e do tipo de agressão (direta ou pelo processo de inércia) que aconteceram no momento do impacto. Desse modo, caso ocorra uma parada súbita da cabeça depois do trauma, será produzida uma força de contato, que levará ao surgimento de danos locais como contusões e fraturas do crânio. 

No entanto, na presença dos mecanismos de desaceleração/aceleração da cabeça, que produz uma variação no movimento entre o crânio e encéfalo, gera-se uma força inercial. Tal força pode ser translacional, resultando especialmente no aparecimento de lesões locais, como: contusões; hematomas intraparenquimatosos, ou rotacional, e provável quadro de concussão e dano axonal difuso. Além destas, pode ser ainda do tipo translacional e rotacional, que são muito comuns no mecanismo de lesão (Silva; Padula; Waters, 2021). 

3.2.4 Formas Clínicas e Avaliação do Paciente com TCE

O TCE é classificado de acordo com o grau de risco, levando em consideração à avaliação da escala de coma de Glasgow. Assim sendo, o TCE possui três classificações: leve, moderado e grave. O TCE leve resulta das consequências dos traumas leves, e o paciente com essa forma clínica apresenta entre 14 a 15 pontos na escala de coma de Glasgow. Dessa forma, os mesmos podem não demonstrar nenhuma sintomatologia durante o exame físico normal, bem como, nenhuma mudança neurológica representativa (Brasil,2013). 

Carney et al. (2017) relatam que o Guidelines for the Management of Severe Traumatic Brain Injury a forma clínica leve e de moderado risco do TCE, os pacientes tendem a manifestar visivelmente equimoses orbito palpebral, danos no couro cabeludo, intoxicação decorrente do consumo de álcool ou excessivo de drogas, cefaléia gradativa, vômitos e náuseas, perda repentina da consciência ou ainda apresentar-se desorientado em tempo e espaço, ou seja, são aqueles com grande probabilidade de progredirem para lesão cerebral mais grave. Já o trauma cranioencefálico leve com elevado risco ocorre com maior frequência entre crianças que sofreram algum tipo de violência, as gestantes e entre portadores de problemas de coagulação. Tais pacientes apresentam elevado risco de lesão neurológica mais grave, embora algumas vezes aparente estar bem. O TCE do tipo moderado é responsável aproximadamente por 10% dos traumas cranianos assistidos pelos serviços de emergência. 

O TCE moderado apresenta pontuação na escala de coma de Glasgow entre 9 a 13 pontos. Ao exame físico estes pacientes geralmente se demonstram confusos ou sonolentos, com diminuição do nível consciência, podendo manifestar deficiências neurológicas locais. Na forma clínica grave do TCE, encontram-se os pacientes com elevado risco de morte e de seqüelas depois do mecanismo traumático. No TCE grave os pacientes ao serem avaliados pela escala de coma de Glasgow apresentam pontuação entre 3 e 8. Por essa razão, o atendimento a estes pacientes deve ser rápido, com maior ênfase na assistência hemodinâmica e oferecimento de suporte ventilatório apropriado. Neto et al. (2017) destacam que os pacientes com 3 pontos na escala de coma de Glasgow apresentam morte encefálica e são considerados fortes doadores de órgãos durante o tempo que os sinais vitais e estabilidade hemodinâmica estiverem presentes. 

Quanto à avaliação do paciente com TCE, a principal apreensão durante à assistência a esse paciente é conseguir reduzir as complicações que este poderá ter, tanto pelos gastos financeiros, sociais e sentimentais provocados pelo mecanismo do trauma. Mensurar a magnitude das complicações que poderão ocorrer é complexo até mesmo nas lesões cranianas menores (Niemeier et al., 2011). Salienta-se, ainda, que a faixa etária mais acometida por este tipo de trauma eleva os prejuízos individuais e sociais associados à lesão craniana persistente. Nas literaturas pertinentes ao assunto, destacam que a Escala de Coma de Glasgow (ECG) é o critério clínico amplamente aplicado para mensurar a magnitude do TCE. 

Neste contexto, Kornbluth e Brezezzinski (2011) afirmam que a ECG constitui o principal indicador para avaliar inicialmente o paciente com TCE tanto no serviço préhospitalar como hospitalar. A ECG foi elaborada por Teasdale e Jennett no ano de 1974, na Universidade de Glasgow, tendo sido desenvolvida para uniformizar as investigações clínicas entre adultos com TCE em situação grave, com modificações no nível de consciência. A escala tinha como objetivo reduzir a opinião de diferentes investigadores, viabilizando a realização de pesquisas comparativas sobre diversas condutas e estabelecer um guia para determinar o prognóstico do TCE. No ano de 1976, a escala foi reformulada e foi acrescentado um sexto valor para resposta motora (Kornbluth; Brezezzinski, 2011). 

A ECG possibilita uma abordagem uniformizada e aprovada mundialmente para acompanhar e analisar os achados do exame neurológico. A utilização da ECG parece simples e deve ser realizada de acordo com a avaliação do paciente, onde não deve ser aplicado qualquer medicamento com efeito sedativo ou para aliviar a dor, a fim de não interferir no resultado (Lima; Korkes; Freitas, 2011). A pontuação da ECG varia de 3 a 15 pontos, conforme o comprometimento do indivíduo.

4 METODOLOGIA

4.1 TIPO DE ESTUDO

Trata-se de um estudo de natureza descritiva, observacional, retrospectivo e com abordagem quantitativa. Os dados foram extraídos das fichas de atendimento do Serviço Móvel de Urgência de Imperatriz –MA.
Para Cervo, Bervian e Silva (2007), a pesquisa descritiva observa, registra, analisa e correlaciona fatos ou fenômenos (variáveis) sem manipulá-los. Busca descobrir, com a maior precisão possível, a frequência com que um fenômeno ocorre, sua relação e conexão com outros, sua natureza e suas características. Ela apresenta uma relação com a pesquisa exploratória, a qual tem por finalidade apurar hipóteses, legitimar instrumentos e propiciar familiaridade com o campo de estudo. Compõe a primeira parte de um estudo mais amplo, e é muito aplicada em pesquisas cujo tema foi pouco explorado, podendo ser usada em estudos iniciais para se conseguir uma visão geral acerca de determinados fatos (Franco; Dantas, 2018).

A pesquisa quantitativa tem seu eixo centrado na objetividade, considera que a realidade só pode ser entendida com base na análise de dados brutos, apurados com o apoio de instrumentos padronizados e neutros. Como as amostras frequentemente são grandes e consideradas representativas da população, os resultados confirmam um retrato real de toda população alvo da pesquisa (Marques; Melo, 2016).

O método observacional é um dos mais utilizados no contexto das ciências sociais. Nesse estudo, o investigador atua como espectador de fenômenos ou fatos. Não é realizada qualquer intervenção que possa intervir no desfecho das situações, embora possa averiguar medições, análises e procedimentos de coletas de dados (Fonteneles et al., 2009).

4.2 LOCAL DA PESQUISA

O estudo foi desenvolvido no SAMU do municipio de Imperatriz-MA, a partir da análise das fichas de atendimentos do referido serviço. O municipio de Imperatriz está situado na Região Metropolitana do Sudoeste Maranhense e, conforme os dados do Censo realizado em 2022, possuía 273.110 habitantes, com densidade demográfica de 199,49 habitante por quilômetro quadrado, sendo, portanto, considerado o segundo mais populoso do Maranhão (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2023).

Cidade bastante movimentada, regidos pela imprudência no trânsito (como o não uso do equipamento de proteção, uso de bebidas alcoólicas ao volante e desinformação quanto às regras de trânsito), motoristas, motoqueiros e transeuntes estão mais susceptíveis a sofrerem acidentes. Cabe destacar que os motoqueiros expõem-se a velocidades maiores que os pedestres e a uma maior exposição física do que os motoristas. Tais condições são os principais alvos de traumas decorrentes de colisões.

Assim, neste estudo foram analisados dados dos atendimentos realizados pelo SAMU do município de Imperatriz-MA, entre outubro a dezembro de 2023, sendo os resultados descritos em tabelas, conforme as características dos atendimentos, condutas adotadas e avaliação dos casos.

4.3 CRITÉRIOS DE INCLUSÃO E EXCLUSÃO

Nos critérios de inclusão estão as fichas dos atendimentos realizados pelo SAMU de Imperatriz-MA, de outubro a dezembro de 2023. com dados incompletos e fichas com letras ilegíveis. Os critérios de exclusão foram: atendimentos realizados fora do período selecionado para compor a amostra do estudo.

4.4 INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS

A amostra do estudo foi composta por 575 fichas de atendimentos realizados pelo SAMU. Os dados foram coletados em abril de 2024, através dessa fichas, com o objetivo de traçar o perfil dos atendimentos realizados por esse serviço.

4.5 ASPECTOS ÉTICOS DA PESQUISA

É válido ressaltar que, a pesquisa não implicou em riscos diretos aos pacientes atendidos SAMU, por se tratar de um estudo retrospectivo, com dados secundários, sem intervenções diretas ao paciente, o que dispensou a aplicação do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Apesar de ser um estudo observacional, retrospectivo, o mesmo foi submetido ao Comitê de Ética da Universidade Ceuma – UNICEUMA e registrado sob número de CAAE 78244624.9.0000.5084.

4.6 ANÁLISE DOS DADOS

Os dados obtidos foram armazenados em um banco de dados do software Office Excel® onde foram analisados por meio da estatística descritiva, apresentados em tabelas e discutidos à luz da literatura científica

5. RESULTADOS E DISCUSSÃO

O presente estudo teve um total de 575 fichas de atendimento analisadas. Na Tabela 1, observa-se a distribuição dos atendimentos realizados pelo SAMU de Imperatriz, segundo: gênero, faixa etária, município de ocorrência, via da ocorrência e tipo de acidente. A análise mostrou que 59,48% dos indivíduos são do gênero masculino e 40,52% do feminino. Em relação à faixa etária, a mais prevalente foi a da faixa etária dos 37 a 57 anos (27,65%), seguido da população adulta-jovem entre 26 a 36 anos (26,79%) e jovens entre 15 a 25 anos (25,91%). A tabela 1, aponta, ainda, o municipio com maior ocorrência e suas principais causas.

Tabela 1 – Distribuição das variáveis epidemiológicas do atendimentos realizados pelo SAMU de Imperatriz – MA (n=575), de outubro a dezembro de 2023.

Fonte: Coleta de dados, 2024.

No que diz respeito a tabela 1, cabe destacar que algumas variáveis não estavam preenchidas no banco de dados, por essa razão não foram consideradas para o cálculo estatístico. Ao examinar os dados da referida tabela, evidenciou-se diferenças significativas de gênero entre as vítimas, com uma clara predominância de homens envolvidos em acidentes. Isso sugere a necessidade de entender melhor os fatores subjacentes a essa disparidade e desenvolver estratégias de prevenção adequadas, levando em consideração as características específicas dos diferentes grupos demográficos. 

Nesse contexto, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) emerge como uma ferramenta crucial para a formulação de políticas públicas e resposta ágil às demandas locais, dada a sua capacidade de fornecer informações em tempo real sobre emergências médicas em sua área de atuação (Rafael et al., 2020). Adicionalmente, é relevante destacar o papel fundamental desse serviço pré-hospitalar como o ponto inicial de acesso ao sistema de saúde, oferecendo acolhimento e atendimento inicial e, em seguida, encaminhando os pacientes para níveis de cuidados mais especializados através de um sistema de referência e contrarreferência (Dal Pai et al., 2021). 

Quanto à distribuição por gênero, observa-se uma predominância masculina nas demandas de atendimento, corroborando achados anteriores, como o estudo realizado por Dias et al. (2016) que identificou que 63,2% dos chamados ao SAMU 192 de Natal-RN, em 2014, foram feitos por homens. Esse padrão está associado à maior exposição dos homens a comportamentos de risco, como consumo excessivo de álcool, imprudência ao volante, e maior participação em trabalhos braçais, além de uma possível negligência em relação à própria saúde, especialmente no que diz respeito a doenças crônicas (Seyboth et al., 2016). 

A distribuição das vítimas por faixa etária destaca uma concentração preocupante de acidentes entre jovens adultos, particularmente aqueles com idades entre 15 e 36 anos. Isso sugere uma correlação entre atividade no trânsito e o risco de acidentes, ressaltando a importância de programas educacionais e de conscientização direcionados a essa faixa etária. Esse padrão de demanda de atendimentos pelo SAMU 192 assemelha-se ao observado no estado do Rio Grande do Norte em 2014, onde a faixa etária mais afetada foi entre 25 e 34 anos, refletindo a relação entre idade e ocorrências por causas traumáticas na região (Dias et al., 2016). Essa tendência também é corroborada por estudos anteriores, como os de Giaretta et al. (2012), Dantas et al. (2014) e Almeida et al. (2016). No entanto, em contraste, o município de Botucatu, localizado na região central do estado de São Paulo, em 2021, apresentou uma distribuição bimodal da faixa etária dos atendimentos móveis, com prevalência nas idades entre 41 e 60 anos e entre 71 e 80 anos (Cyrino et al., 2021).

Esses diferentes padrões podem ser explicados por teorias socioculturais que relacionam comportamentos de risco com sexo e idade, uma vez que fatores que vão desde a falta de experiência até a busca por emoções fortes ou o uso de substâncias estão intrinsecamente ligados aos comportamentos de jovens do sexo masculino (Ribeiro, 2017).

Assim como destacado no estudo de Carvalho e Saraiva (2015), e respaldado por outros dados na literatura, os adultos jovens constituem a parcela da população mais afetada por casos de violência. Diversas teorias têm sido propostas para explicar esse fenômeno, incluindo a inexperiência, a impulsividade, a irresponsabilidade, o estilo de vida, a busca por situações de risco em busca de satisfação pessoal e o abuso de substâncias psicoativas. Alves (2014) também salienta os graves problemas de exclusão juvenil e desigualdade social, que contribuem significativamente para esse elevado número de vítimas jovens. Essas reflexões evidenciam a necessidade urgente de políticas e intervenções direcionadas para enfrentar essas questões complexas e multifacetadas, visando a proteção e o bem-estar dessa faixa etária vulnerável. 

Além disso, a elevada incidência de vítimas masculinas em acidentes de trânsito pode ser atribuída ao fato de que os homens frequentemente transitam pelas vias públicas com maior regularidade, enquanto as mulheres ainda estão mais envolvidas com atividades domésticas, resultando em uma exposição mais pronunciada dos homens e, consequentemente, um aumento do risco de acidentes. Outros fatores relacionados a esse cenário incluem o comportamento mais agressivo desse grupo no tráfego, assim como o envolvimento em velocidades excessivas, manobras arriscadas e o consumo de álcool. Esses elementos combinados contribuem para a disparidade de gênero nos índices de acidentes de trânsito (Melo; Mendonça, 2021). 

Estes achados podem ser relacionado ao próprio modo com que o ser humano se comporta, já que o sexo masculino costuma ser mas agressivo e imprudente, estando sempre testando seus limites e por isso prezam por situações que os colocam em perigo, além do uso do álcool que frequentemente está associado a acidentes ou situações que causam TCE(Martins; Almeida; Avila, 2018). Além disso, as vítimas de TCE que mais vão a óbito são do sexo masculino, fato que pode estar relacionado a características impostas pela sociedade e aos aspectos culturais uma vez que não parece haver relação com os fatores biológicos 

Na tabela 1, observa-se, ainda, quanto ao município de ocorrência, Imperatriz obteve a maioria dos chamados 573 (99, 66%), os demais atendimentos dizem respeito a cidades próximas: Davinópolis e Governador Edson Lobão tiveram 01 (0,17%) chamado cada. No que diz respeito ao local de ocorrência, percebe-se que a maior prevalência foi de ocorrências na via urbana com 493 (85,74%) dos chamados e 82 (14,26%) na rodovia. Sobre o tipo de acidente a maior prevalência foi de carro com moto 204 (35,5%), seguido de moto 203 (35,4%).

A análise também revela uma clara concentração de acidentes em um único município, Imperatriz, indicando a necessidade de abordagens localizadas e adaptadas às condições específicas de cada área. De acordo com Machado (2017) o SAMU 192 de Imperatriz atende 14 municípios vizinhos. A presença de apenas alguns chamados em cidades vizinhas, sugere que a maioria dos incidentes ocorre dentro ou nas proximidades imediatas de Imperatriz. Isso pode ser atribuído a uma série de fatores, incluindo densidade populacional, infraestrutura viária, comportamentos de tráfego e atividades econômicas da região. 

No que diz respeito ao local de ocorrência, a predominância de acidentes em vias urbanas, destaca a necessidade de medidas específicas para melhorar a segurança nessas áreas. Vias urbanas são frequentemente mais congestionadas e complexas, com maior interação entre diferentes tipos de veículos e pedestres, o que pode aumentar o risco de acidentes (Ferreira, 2009). Por outro lado, os chamados registrados em rodovias também são preocupantes, especialmente considerando a potencial velocidade e volume de tráfego nessas vias. Medidas de segurança, como sinalização adequada, fiscalização rigorosa e melhorias na infraestrutura, são essenciais tanto em vias urbanas quanto em rodovias para reduzir a incidência de acidentes (Bock, 2016). Enquanto medidas de segurança viária podem ser eficazes em áreas urbanas densamente povoadas, outras regiões podem demandar soluções diferentes, considerando fatores como infraestrutura viária e comportamentos de tráfego locais (Câmara; Carvalho, 2003). 

Quanto aos tipos de acidentes, os dados mostram que colisões envolvendo motocicletas são particularmente comuns, representando uma parcela significativa do total de casos. Isso destaca a vulnerabilidade dos motociclistas e a necessidade de medidas específicas para proteger essa categoria de usuários das vias (Da Silva et al., 2023). Os acidentes de trânsito envolvendo motociclistas são um grave problema de saúde pública, responsáveis por mais de 60% dos óbitos, especialmente entre jovens do sexo masculino. Esse aumento significativo pode ser atribuído ao uso da motocicleta como meio de trabalho, devido à sua facilidade de aquisição e baixos custos de manutenção. Apesar de a frota nacional de carros ser o dobro da de motos, o baixo custo e facilidades de financiamento impulsionaram o aumento expressivo das motocicletas (Marín-León et al., 2012). 

Entre 1996 e 2009, o Brasil registrou um aumento de 800% na taxa de mortalidade por acidentes de moto, especialmente concentrados na região Nordeste. Isso reflete a gravidade desses acidentes, com anos potenciais de vida perdidos significativos, em média, 39,34 anos (Salles, 2020). A alta prevalência de acidentes de moto é atribuída à maior exposição física dos passageiros e à transgressão das regras de trânsito. No estado do Maranhão, a cidade de Imperatriz lidera em número de motocicletas em circulação, com 41,55% do total de veículos registrados (Ferreira, 2022).  Outro ponto abordado foram as condutas realizadas durantes os atendimentos, sendo estas: Encaminhamento para o Hospital (HMI, UNIMED, SÃO RAFAEL) (66,09%); Aferição de sinais vitais (SSVV) (6,61%); Curativo (4,52%); SSVV e imobilização (4,35%), entre outros. Os não especificados e sem registros no prontuário (6,78%) e houve um registro de óbito sob cuidados da Policia Rodoviária Federal (0,17%). Conforme mostra a Tabela 2.

Tabela 2 – Distribuição das condutas realizadas pelo SAMU 192 de Imperatriz – MA de outubro a dezembro de 2023 em uma amostra de 575.

Fonte: Coleta de dados, 2024

Na tabela 2, é notável que a maior parte das condutas envolve encaminhamento para hospitais específicos, como HMI, UNIMED e SÃO RAFAEL. Isso sugere que muitos dos casos atendidos requerem cuidados médicos mais especializados ou tratamentos que não podem ser fornecidos no local do atendimento inicial. Este é um ponto importante, pois destaca a necessidade de uma rede de saúde bem coordenada e acesso rápido as instalações hospitalares adequadas para atender às demandas dos pacientes. 

Segundo Abreu et al. (2019), no Brasil, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência atua com o objetivo de atender às demandas de regulação e as urgência e emergências préhospitalares, podendo atender de forma presencial ou por meio da telemedicina, buscando levar uma resposta apropriada à população, além de assegurar a continuidade do atendimento até o ambiente hospitalar. 

A aferição de sinais vitais é outra conduta com uma porcentagem significativa. Isso indica que a avaliação inicial da condição do paciente, através da medição de sinais vitais como pressão arterial, pulso e temperatura, é uma etapa crucial em muitos casos. Essa prática é fundamental para determinar a gravidade da situação e guiar as decisões de tratamento subsequente (Duarte, 2020). 

O curativo e a imobilização também representam uma parte importante das condutas realizadas. Isso sugere que muitos dos pacientes atendidos podem ter sofrido ferimentos que exigem intervenção imediata para controlar sangramentos, prevenir infecções e garantir a estabilização das lesões. Essas medidas simples, mas essenciais, podem ter um impacto significativo na recuperação do paciente (Araújo et al., 2021). 

É preocupante notar que uma porcentagem significativa de casos (6,78%) não possui especificações ou registros adequados no prontuário. Isso levanta questões sobre a qualidade da documentação dos atendimentos e a consistência na aplicação dos protocolos médicos. A falta de registros detalhados pode comprometer a continuidade do cuidado, a comunicação entre os profissionais de saúde e a análise retrospectiva para identificar áreas de melhoria. Corroborando com esses achados, Nóbrega (2016) em relação ao perfil dos usuários só foi possível pesquisar dados referentes ao sexo e idade por falta de registro nos prontuários. 

No que diz respeito à escala de Glasgow, os escores conhecidos de 0 a 15 foram utilizados para avaliar o grau de comprometimento neurológico dos acidentados com base em suas respostas verbal, ocular e motora. O escore mais prevalente encontrado nas vítimas de acidentes de trânsito em ambos os anos foi 15. De acordo com os dados coletados para o período do estudo, 554 (96,35%) dos atendimentos apresentaram um escore de 15, enquanto apenas 5 vítimas obtiveram um escore de 14 e 3. Houve apenas 4 vítimas com escore 13, enquanto 2 vítimas apresentaram escore 0, apenas uma vítima para os escores de 1, 7, 9, 11 e 12. No ano seguinte, 2014, o escore 15 também predominou, com 2453 vítimas alcançando este resultado. O escore 14 foi observado em 49 ocorrências. Quanto aos escores de 01 a 03, apenas 2 vítimas foram registradas, enquanto não houve vítimas com os escores 06, 07 e 11.

Tais dados podem ser observados na tabela 03.

Tabela 3 – Distribuição por avaliação com a escala de Glasgow em amostra de 575 pacientes atendidos pelo SAMU 192 de Imperatriz – MA, de outubro a dezembro de 2023.

Fonte: Coleta de dados, 2024.

Os dados da tabela 3 sugerem que, a maioria das vítimas de acidentes de trânsito no período apresentava um grau mínimo de comprometimento neurológico, conforme indicado pelo escore 15 na escala de Glasgow. No entanto, a presença de alguns casos com escores mais baixos indica a variedade de condições neurológicas enfrentadas pelas vítimas e a necessidade de atenção médica especializada para esses casos mais graves. 

Cabe ressaltar que não foram encontrados dentro dos atendimento analisados, casos de TCE. No entanto, alguns escores extraídos da fichas de atendimentos podem ser sugestivos de TCE, uma vez que os acidentes automobilísticos, ciclísticos e motociclísticos, constituem as principais causas desse tipo de trauma. 

Corroborando, estudos apontam alguns fatores determinantes da origem e da gravidade dos acidentes terrestres, tais como a faixa etária de 20 a 60 anos, o gênero masculino e o fato de que a maioria dos TCE são por causas externas, incluindo a imprudência no trânsito (Santos, 2020; Boone et al., 2018, Reis et al., 2017; Silva et al.,2015; Barbosa et al., 2014; Gaudêncio; Leão, 2013; Silva et al., 2013 ). Estes achados podem ser relacionado ao próprio modo com que o ser humano se comporta, já que o sexo masculino costuma ser mas agressivo e imprudente, estando sempre testando seus limites e por isso prezam por situações que os colocam em perigo, além do uso do álcool que frequentemente está associado a acidentes ou situações que causam TCE (Martins; Almeida; Avila, 2018). Além disso, as vítimas de TCE que mais vão a óbito são do sexo masculino, fato que pode estar relacionado a características impostas pela sociedade e aos aspectos culturais uma vez que não parece haver relação com os fatores biológicos. 

A escala de coma de Glasgow, originalmente desenvolvida como uma ferramenta de pesquisa para avaliar o nível de consciência em pacientes com trauma craniano grave, é amplamente utilizada para medir a função em pacientes comatosos e enfrenta desafios na definição da extensão da lesão cerebral (Volpe, 2023). Em estudos envolvendo pacientes vítimas de trauma cranioencefálico, predominam aqueles com pontuação total próxima de 15 na escala de Glasgow (Soares, 2012; Freitas; Nora, 2012). 

Pertinente a isso, Freitas e Nora (2012), afirmam, que na escala de Glasgow em situações restritivas, como a intubação, as pontuações tendem a ser inferiores a 8, enquanto na ausência dessas restrições, se aproximam de 15. Essa distinção marcante motivou a continuação das investigações sobre a subestimação da referida escala. 

Os resultados deste estudo corroboram a tendência observada em outros estudos, como o de Carvalho e Saraiva (2015), onde constataram o maior número de vítimas com escore de 15 na escala de Glasgow, o que representa uma função neurológica próxima à normalidade. Esse padrão indica que a maioria das vítimas não sofreu danos neurológicos significativos ou que, se houve algum comprometimento, foi leve. Por outro lado, as vítimas com a menor pontuação na escala de Glasgow, nesse caso um escore de 3, são aquelas que apresentaram os danos cranioencefálicos mais graves. É importante notar que, neste estudo, todas as seis vítimas que alcançaram essa pontuação acabaram falecendo. Isso ressalta a gravidade dessas lesões e a correlação entre o escore na escala de Glasgow e o prognóstico dos pacientes. 

Em lesões graves que podem resultar em coma, é conhecido que o fluxo sanguíneo cerebral diminui aproximadamente 50% nas primeiras 6 a 12 horas pós-trauma, com um subsequente aumento e estabilização nos dois a três dias seguintes. A pontuação na escala de coma dTe Glasgow é uma das variáveis amplamente estudadas para estimar o prognóstico de pacientes com trauma cranioencefálico a médio e longo prazo (Trevisol et al., 2015). Pesquisas indicam que, entre os vários instrumentos e variáveis avaliadas para prever o prognóstico de pacientes com lesões cerebrais, a escala de coma de Glasgow se destaca por sua capacidade de estimar a evolução dessas vítimas (Setterval, 2010; Oliveira, 2020). 

Ainda em consonância com os achados desse estudo nos dados obtidos durante pesquisa realizada em João Pessoa–PB, no ano de 2010, para demonstrar o perfil epidemiológico das vítimas de acidentes de trânsito realizado por Soares (2012), foi observado que 80,9% das vítimas atendidas no período estavam conscientes e 73,6% estavam orientadas. Esses achados são reafirmados por Freitas e Nora (2012), que após avaliação do SAMU de Ipatinga, constataram que a maioria das vítimas apresentava Escore de Coma de Glasgow (ECGI) classificado como leve, enquanto 3,0% foram classificados como moderados e 2,5% como graves. 

Assim, esses estudos convergem para indicar que a maioria das vítimas de acidentes de trânsito mantém um nível de consciência e orientação adequados, apesar das lesões sofridas. Isso sugere a importância de uma abordagem multidisciplinar e integrada no atendimento pré-hospitalar para avaliar e gerenciar adequadamente as vítimas, considerando tanto os aspectos clínicos quanto os epidemiológicos. 

Apesar de sua ampla utilização em pacientes com trauma cranioencefálico e críticos, a precisão da escala de coma de Glasgow ainda é questionada nesses grupos, especialmente quando a intubação endotraqueal está presente.  A realização deste estudo foi relevante e necessária, pois possibilitou conhecer o perfil dos atendimentos realizados pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência do município de Imperatriz-MA, que é um tema com pouco estudado. Além disso, foi possível conhecer as principais condutas adotadas por esse serviço, sendo uma oportunidade para nós aprendermos mais sobre os serviços de urgência e emergência. Contudo, destaca-se algumas limitações para realização do mesmo: fichas de atendimentos com poucas informações coletadas, ausência de um sistema próprio de informação, o que dificulta a precisão e atualização constantes dos dados. Além disso, verificou-se que a maioria das fichas de atendimentos foram preenchidas por técnicos de enfermagem, os quais não são capacitados para estabelecer diagnóstico clínico e fazer a avaliação da escala de Coma de Glasgow e não tinham diagnóstico.

6. CONCLUSÃO

O presente estudo buscou traçar o perfil dos atendimentos realizados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência SAMU 192 do município de Imperatriz, apontando ou não a existência de casos de TCE. O tema escolhido foi de grande relevância para o crescimento pessoal e formação acadêmica dos pesquisadores, pois o estudo possibilitou novas reflexões sobre a prática profissional e os atendimentos que deve ser oferecido aos pacientes nos serviços de urgência. 

Foi possível constatar que o município de Imperatriz apresentou maior número de atendimentos, sendo mais predominantes entre as ocorrências: o gênero masculino, a faixa etária dos 37 aos 57 anos e os acidentes por colisão de carro com moto. Verificou-se, ainda, o preenchimento incompleto das fichas de atendimento, o que dificulta conhecer mais detalhadamente características complexas de cada vítima, como, o diagnóstico estabelecido na cena do atendimento. Além disso, nenhuma das fichas havia diagnóstico de TCE, no entanto, alguns indivíduos apresentaram escores da Escala de Coma de Glasgow, que são sugestivos para esse tipo de trauma. Ademais, os acidentes automobilísticos e por motocicletas, constituem as principais causas da patologia em estudo. 

Evidenciou-se também que os dados produzidos pelas fichas de atendimento, impulsionam a implementação das políticas públicas e medidas preventivas, que contribuem para reduzir a incidência de acidentes e, por conseguinte, dos diferentes tipos de traumas ou outros agravos. Diante disso, destaca-se a necessidade do preenchimento adequado das fichas de atendimento, para o fornecimento de informações precisas e produção de dados com qualidade, que serão úteis para o desenvolvimento de estudo e estratégias de promoção e prevenção de agravos atendidos com maior frequência. 

Por fim, recomenda-se a realização de novos estudos na área, para construir e disseminar novos conhecimentos acerca da temática. Além disso, torna-se imprescindível aos profissionais de saúde, que atuam nos serviços de urgência e emergência, especialmente no SAMU, continuem aperfeiçoando seus conhecimentos, a fim de prestar um atendimento com agilidade, competência e qualidade, tendo em vista que essas características são essenciais para reabilitação do paciente e aumento da probabilidade de sobrevivência.

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¹Discente do Curso de Medicina da Universidade Ceuma Campus Imperatriz
²Docente do Curso Superior de Medicina da Universidade Ceuma Campus Imperatriz. Especialista pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT). e-mail: marciopaiva.ortopedista@gmail.com