SAÚDE MENTAL DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM NO SETOR DE EMERGÊNCIA

MENTAL HEALTH OF NURSING PROFESSIONALS IN THE EMERGENCY DEPARTMENT

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202510210911


Angela Maria Soares da Silva1
Beatriz Perfeito Silveira1
Eduardo Meneghel Sanceverino1
Elisangela Aparecida da Silva1
Flávia Fernandes Perfeito Silveira1
Grasiele da Silva Paes de lima1
Everson da Silva Souza2


Resumo: A saúde mental dos profissionais de enfermagem tem se destacado como uma preocupação crescente, especialmente entre aqueles que atuam em setores de emergência hospitalar, onde a rotina de alta demanda, o contato com situações críticas e os dilemas éticos agravam o estresse ocupacional. Nesse contexto, compreender os fatores que influenciam o bem-estar psicológico desses profissionais é essencial para a construção de estratégias institucionais de cuidado e prevenção. O presente estudo teve como objetivo geral analisar, por meio de uma revisão integrativa, as evidências científicas relacionadas à saúde mental dos profissionais de enfermagem atuantes em setores de emergência hospitalar. Como objetivos específicos, buscou-se identificar os principais fatores de risco e proteção para o sofrimento psíquico, descrever as estratégias de enfrentamento propostas na literatura e discutir as implicações dessas evidências para a prática profissional. A metodologia adotada consistiu em uma revisão integrativa realizada nas bases Google Acadêmico, SciELO e Acervo+ iDex, utilizando descritores em português e inglês combinados por operadores booleanos. Foram incluídos artigos publicados entre 2020 e 2025, resultando na seleção final de sete estudos alinhados ao tema. Os resultados evidenciaram alta prevalência de síndrome de Burnout, ansiedade e depressão entre enfermeiros de emergência, associadas à sobrecarga de trabalho, falta de apoio institucional e sofrimento moral. Estratégias individuais, coletivas e organizacionais mostraram-se fundamentais para mitigar esses impactos. Conclui-se que é imprescindível fortalecer políticas institucionais e programas de apoio psicológico. Recomenda-se a realização de pesquisas longitudinais e avaliativas que aprofundem o entendimento das trajetórias de adoecimento e testem intervenções voltadas ao bem-estar desses profissionais. 

Palavras-chave: Saúde mental da enfermagem. Síndrome de Burnout. Emergência Hospitalar.

Abstract: The mental health of nursing professionals has become an increasing concern, especially among those working in hospital emergency departments, where high workloads, exposure to critical situations, and ethical dilemmas intensify occupational stress. In this context, understanding the factors that influence the psychological well-being of these professionals is essential for developing institutional strategies for care and prevention. This study aimed, as a general objective, to analyze, through an integrative review, the scientific evidence related to the mental health of nursing professionals working in hospital emergency departments. The specific objectives were to identify the main risk and protective factors for psychological distress, describe the coping strategies proposed in the literature, and discuss the implications of these findings for professional practice. The methodology consisted of an integrative review conducted in the Google Scholar, SciELO, and Acervo+ iDex databases, using Portuguese and English descriptors combined with Boolean operators. Articles published between 2020 and 2025 were included, resulting in a final sample of seven studies aligned with the theme. The results revealed a high prevalence of burnout syndrome, anxiety, and depression among emergency nurses, associated with work overload, lack of institutional support, and moral distress. Individual, collective, and organizational strategies proved essential to mitigate these impacts. It is concluded that strengthening institutional policies and psychological support programs is crucial. The study recommends conducting longitudinal and evaluative research to deepen the understanding of illness trajectories and test interventions aimed at improving the well-being of these professionals.

Keywords: Mental Health; Nursing; Emergency Department; Burnout Syndrome.

1  INTRODUÇÃO

O ambiente hospitalar vivenciado pelos profissionais de saúde é significativamente caracterizado tanto pela excessiva carga de trabalho, bem como mudanças constantes de normas e de protocolos a serem seguidos, incluindo nesse rol as responsabilidades estabelecidas e as hierarquias funcionais (Da Silva et al., 2023). 

Esse ambiente tende a contribuir para elevar a incidência de morbidade entre os profissionais de saúde, na medida em que eles desempenham as suas atribuições em meio a um ambiente de trabalho que exige tanto um desgaste físico, quanto emocional e psicológico. Assim, ao longo do desenvolvimento de sua atividade laboral, esses trabalhadores lidam de forma constante com fatores como doenças transmissíveis e de sobrecarga mental (Andrade; Silva, 2024).

O profissional de enfermagem no setor de emergência está no núcleo das escolhas clínicas e humanas: elabora decisões ágeis, organiza o atendimento em situações de grande pressão e apoia famílias em momentos de dor; essa mescla de habilidades técnicas, ética profissional e envolvimento emocional cria um dia a dia intenso que requer conhecimentos específicos e apoio institucional. Entender essa função é essencial para analisar como as exigências do trabalho afetam a saúde mental da equipe e para direcionar ações que integrem formação, assistência e estrutura do trabalho (Andrade; Silva, 2024).

Diante do exposto, pode-se denotar que as atribuições e competências técnicas desses profissionais são diversas e complexas dentre as quais se pode observar nos próximos parágrafos ((Li et al., 2024; Naidoo; Schoeman, 2023).

No que diz respeito à triagem e à rápida tomada de decisões frente a prioridades clínicas no contexto do atendimento emergencial, o enfermeiro exerce a função de avaliador clínico inicial: analisa os sinais, reconhece riscos imediatos e decide quem deve ser atendido com urgência. Essas decisões são tomadas com dados incompletos e sob pressão temporal, o que requer uma combinação de julgamento clínico, experiência prática e protocolos estabelecidos para diminuir a chance de sub ou sob triagem. A identificação rápida das prioridades e a aplicação de treinamentos específicos são vitais para a segurança do paciente e a eficácia do atendimento (Soola, Mehri e Azizpour, 2022).

Ao realizar procedimentos complexos em situações emergenciais, o profissional de enfermagem atua em um cenário onde precisa executar e apoiar intervenções técnicas cruciais em um curto período. Exemplos frequentes incluem o acesso venoso imediato, o manejo das vias aéreas e o tratamento inicial em casos de traumas múltiplos. Essas tarefas são realizadas sob elevada pressão, com informações limitadas e sem margem para hesitações (Horvath et al., 2023; Baik et al., 2024).

O aprimoramento da formação, a simulação prática e a adoção de protocolos padronizados são essenciais para diminuir falhas e otimizar resultados. Contudo, a repetição constante dessas tarefas gera uma significativa carga mental e emocional para o profissional, o que enfatiza a importância do apoio institucional e de táticas sistemáticas para proteger a equipe. (Horvath et al., 2023; Baik et al., 2024)  

Existem diversos fatores que contribuem para o estresse relacionado ao sofrimento psicológico no ambiente de trabalho, afetando diretamente os profissionais de enfermagem. Observa-se que o hospital é um espaço caracterizado por uma forte necessidade e responsabilidade que recai sobre esses trabalhadores, resultando em uma tendência das equipes a fornecer cuidados de forma mais integrada (Andrade; Silva, 2024).

A melhoria na formação, a realização de simulações práticas e a implementação de protocolos padronizados são fundamentais para reduzir erros e melhorar resultados. No entanto, a repetição constante dessas atividades impõe uma carga significativa de estresse mental e emocional aos profissionais, ressaltando a importância do suporte institucional e de abordagens sistemáticas para proteger as equipes (Horvath et al., 2023; Baik et al., 2024).

Em situações emergenciais, dilemas éticos e legais surgem com frequência: a limitação de recursos, a necessidade de decisões rápidas sobre prioridades e situações críticas de vida ou morte colocam os enfermeiros em conflitos entre o que seria ideal e o que realmente pode ser feito. Nesses momentos, a utilização de critérios claros (como protocolos de priorização e diretrizes institucionais) e a busca por apoio ético institucional são essenciais para validar as decisões e proteger tanto os profissionais quanto os pacientes (Duarte et al., 2024).

Quando um profissional percebe que não está conseguindo agir conforme seus princípios éticos — por exemplo, devido à falta de recursos ou imposições gerenciais — ele pode vivenciar sofrimento moral. Este efeito está associado a uma sensação de impotência e angústia, o que pode resultar em consequências como Burnout e desejo de abandonar a profissão, salientando a importância de respostas organizacionais além das individuais (Faraco et al., 2022; Boulton, 2024).

Nesse contexto, atuar em situações de emergência exige que o enfermeiro administre suas emoções de forma deliberada: acolher as famílias, transmitir notícias desfavoráveis e manter a calma, mesmo diante do tumulto. Essa metodologia organizada — designada como trabalho emocional — envolve recursos tanto emocionais quanto mentais e pode influenciar a satisfação profissional e a qualidade do atendimento prestado. (Xu, Gu e Dong, 2023)

Assim, conforme apontam Machado et al., (2024), a promoção da saúde mental desses profissionais necessita de ações integradas que unam formação contínua, apoio organizacional e medidas específicas de proteção e acompanhamento. Contudo, para uma melhor compreensão desse importante papel, é essencial abordar o estresse ocupacional e o Burnout que se apresentam no ambiente hospitalar. Após essa breve apresentação, será possível analisar de maneira mais aprofundada as estratégias voltadas para a prevenção e intervenção diante desses fatores estressantes.

O estresse se tem revelado como uma questão de saúde recorrente, ligado a diversos fatores, especialmente o estresse no ambiente de trabalho, que surge das condições laborais (Rocha et al., 2022). Pode ser entendido como uma reação do corpo a situações que comprometem seu equilíbrio, sendo ativado por fatores físicos, psicológicos ou externos (Ferreira et al., 2024). Quando se torna crônico, pode evoluir para distúrbios sérios, incluindo ansiedade, depressão, problemas de sono, isolamento social e síndrome de burnout (Keubo et al., 2021).

Para os profissionais da área de saúde, especialmente enfermeiros, o risco aumenta devido à natureza do trabalho, que envolve cuidados diretos, alta responsabilidade e a presença de cenários críticos. Teorias clássicas como a de demanda-controle Karasek (1979) e esforçorecompensa Siegrist (1996) demonstram que ambientes com alta exigência, baixo controle e recompensas inadequadas favorecem problemas de saúde mental. Estudos empíricos validam a relação entre essas condições e o aumento do Burnout, diminuição da satisfação no trabalho e riscos à segurança dos pacientes (Li et al., 2024; Naidoo; Schoeman, 2023).

A síndrome de burnout (SB) pode ser entendida como uma exaustão física, emocional e mental resultante da exposição prolongada a demandas intensas no trabalho, sendo que esse aspecto corresponde à perda completa da energia necessária para o desempenho profissional (Rocha et al., 2022). No Brasil, cerca de 30% dos trabalhadores sofrem com isso, sendo que a SB foi reconhecida pela OMS como uma doença ocupacional em 2022 (Cofen, 2025). Entre os enfermeiros que trabalham em emergência, a prevalência é ainda maior em virtude do volume de atendimentos, dilemas éticos e longas jornadas (De Oliveira et al., 2025). Esse cenário afeta não apenas a saúde dos profissionais, mas também a qualidade do atendimento, elevando o número de erros e incidentes adversos (Li et al., 2024; Naidoo; Schoeman, 2023).

Entretanto, estudos complementam que a depressão e o suicídio são partes integrantes potenciais do panorama apresentado. Sendo assim, a depressão em profissionais da enfermagem pode ser provocada por desavenças no trabalho e em casa, turnos noturnos, excesso de carga de trabalho, estresse elevado, relações interpessoais frágeis e perspectivas de carreira limitadas. Por sua vez, o suicídio está principalmente vinculado à depressão, ao esgotamento profissional, à ansiedade, ao uso de medicações e à fragilidade das conexões pessoais (Dos Reis et al., 2022). Esta questão se configura como um problema de saúde pública que afeta, de maneira particular, os técnicos de enfermagem, demandando a implementação de políticas de apoio psicológico permanente, espaços de escuta ativa e a identificação precoce de sinais de depressão e tendências suicidas (Araújo, Barbosa e Nogueira, 2021).

Para enfrentar esses fatores de risco apresentados, é essencial adotar estratégias integradas em três níveis: individual, coletivo e organizacional. No âmbito individual, práticas de autocuidado — como exercícios, mindfulness e apoio psicológico — fortalecem a resiliência e reduzem sintomas de estresse (Ferreira et al., 2024; Keubo et al., 2021). No coletivo, grupos de apoio, rodas de conversa e supervisões colaborativas favorecem o compartilhamento de experiências e diminuem o sofrimento moral (Faraco et al., 2022; Boulton, 2024). Já no organizacional, políticas institucionais voltadas ao bem-estar, carga horária adequada, valorização profissional e programas de prevenção se mostram fundamentais para reduzir riscos psicossociais (Naidoo; Schoeman, 2023; Machado et al., 2024).

Observa-se que o estresse ocupacional e a SB entre enfermeiros de emergência representam graves desafios para a saúde mental e para a qualidade da assistência. A literatura aponta que somente uma abordagem multidimensional — que una autocuidado, apoio coletivo e políticas institucionais — poderá assegurar melhores condições de trabalho, reduzir os agravos psicológicos e garantir um atendimento mais seguro e humanizado (Naidoo; Schoeman, 2023; Faraco et al., 2022).

Diante da relevância do tema em estudo, adotou-se como objetivo geral analisar, por meio de uma revisão integrativa, as evidências científicas relacionadas à saúde mental dos profissionais de enfermagem atuantes no setor de emergência hospitalar.

A escolha do tema justifica-se pela exposição contínua dos profissionais de enfermagem de emergência a sobrecarga, dilemas éticos, risco de erro e contato com sofrimento, o que aumenta a vulnerabilidade ao estresse, à SB, à depressão e, em casos graves, ao suicídio. Essas agruras afetam a qualidade de vida dos trabalhadores e a segurança do paciente. Investigar o tema é fundamental para orientar políticas institucionais de prevenção, suporte psicológico e valorização profissional.

Sendo assim, a pergunta de pesquisa que induziu esse estudo busca responder ao seguinte questionamento: Quais evidências a literatura científica apresenta sobre a saúde mental dos profissionais de enfermagem que atuam em setores de emergência hospitalar e as estratégias de cuidado voltadas a eles?

2   MÉTODO

Estudo de revisão integrativa, realizado nas bases Google Acadêmico, Scientific Electronic Library Online (SciELO) e Acervo + idex, com coleta de dados em outubro de 2025. Utilizou-se descritores e termos booleanos combinando palavras-chave em português e inglês, por exemplo: “saúde mental” OR “mental health” AND “enfermagem” OR “nursing” AND “emergência” OR “emergency” AND “burnout” OR “síndrome de burnout” OR “depressão”. 

A partir das combinações apresentadas, em razão do resultado significativamente elevado encontrado incialmente, para o Google Acadêmico de 21.500 resultados, adotou-se a seguintes estratégia de busca: (“saúde mental” OR “mental health”) AND (“enfermeiro” OR “nurse”) AND (“emergency department” OR “unidade de emergência”) AND (“burnout” OR “depressão”) AND (“condições de trabalho” OR “work environment” OR “ocupacional”) “revisão” -“review” -“systematic” -“integrative”,o que resultou em 114 resultados. Para as demais bases de pesquisa a combinação inicial foi mantida.

Como critérios de inclusão, foram considerados artigos originais e revisões publicadas no recorte temporal delimitado entre 2020 a 2025, disponíveis em texto completo e com foco explícito na saúde mental de profissionais de enfermagem em setores de emergência; aceitam-se publicações em português e inglês. Foram excluídos trabalhos que não possuíam como foco a assistência de enfermagem (por exemplo, estudos centrados exclusivamente em médicos ou populações não-assistenciais), monografias, dissertações, comunicados de congresso sem texto completo e materiais fora do escopo temático. 

O processo de seleção seguiu etapas em duplicata: triagem de títulos, leitura de resumos e, se compatíveis, leitura integral; das divergências foram resolvidas por consenso entre os revisores. Os estudos selecionados foram organizados em um quadro síntese (autor/ano, título, objetivo, método, principais resultados/ conclusões) e a análise será realizada por síntese narrativa, destacando padrões, lacunas e implicações para a saúde mental do profissional de enfermagem atuante em setores de emergência hospitalar. 

3   RESULTADOS

Na etapa de identificação, foram encontrados 4 registros na base SciELO, 114 registros no Google Acadêmico e 5 registros na base Acervo+ iDex, totalizando 123 estudos inicialmente localizados.

Na fase de triagem, os 123 registros foram avaliados por títulos, resumos e período de publicação e critérios de relevância e qualidade. Primeiramente, aplicou-se o recorte temporal (2020–2025), excluindo estudos anteriores e reduzindo o total para cerca de 75. Em seguida, foram removidas revisões, dissertações e ensaios teóricos, restando aproximadamente 48 artigos empíricos. A exclusão de trabalhos sem foco em enfermagem ou emergência reduziu o número para cerca de 25, totalizando a exclusão de 105 artigos. 

Por fim, a eliminação de duplicidades resultou em um conjunto final de 18 artigos, representando estudos recentes e diretamente relacionados à saúde mental, burnout e depressão em enfermeiros de unidades de emergência. Assim, 18 artigos foram selecionados para leitura na íntegra.

Na etapa de elegibilidade, esses 18 estudos foram analisados em profundidade, resultando na exclusão de 7 registros que não atendiam ao escopo temático da revisão (por tratarem de contextos distintos como UTI, atenção primária, saúde mental geral ou estudantes de enfermagem).

Por fim, na fase de inclusão, permaneceram 11 artigos que compuseram a revisão integrativa, todos alinhados ao tema da saúde mental de profissionais de enfermagem atuantes em serviços de emergência, com foco em burnout e depressão.

Após a leitura na íntegra dos 11 artigos restantes e a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados 7 artigos para compor a amostra final. Dessa forma, a distribuição temporal dos artigos apresentou o seguinte resultado:1 artigo publicado em 2023, 3 artigos em 2022, 4 artigos em 2024.

A sequência desta identificação, seleção e inclusão dos artigos estão apresentadas na Figura 1, segundo o fluxograma PRISMA de identificação de estudos através das bases de dados.

Figura 1 – Fluxograma PRISMA adaptado para as etapas da revisão integrativa

Quadro 1 – Caracterização da produção científica analisada, segundo autor (es), ano, título, método, objetivo (os) e principais resultados/ conclusões acerca das evidências científicas relacionadas à saúde mental dos profissionais de enfermagem atuantes no setor de emergência hospitalar.

Autor/anoTítuloObjetivoMétodoPrincipais           resultados/conclusões
Hetheringt on et al.,(2024)Emergency departmen t Nurses’ narratives of burnout: Changing roles and boundariesExplorar as experiências de Burnout de enfermeiros do departamento de emergência (DE), como eles  o conceitualizaram, e as estratégias que usaram para gerenciar os efeitos profissionais e pessoaisInquérito narrativo, seguindo      as diretrizes COREQ. Entrevistas semiestruturadas face a face com oito enfermeiros do DE em NSW, Austrália. Abordagem indutiva         para análise de dadosDois temas principais: (1) Experimentar emoções conflitantes e (2) Tentar estabelecer um senso pessoal de controle. Enfermeiros sentiam paixão, mas encontravam dificuldades devido a gestão, restrições de tempo e subapreciação. O desalinhamento entre expectativas e realidade resultou em experiências de insatisfação/frustrações. A gestão deve promover uma cultura positiva e equilibrar a vida profissional/pessoal para estabelecer limites claros
Boulton (2024)Does moral distress in emergency department nurses contribute to intentions to leave their post, specialisation,     or profession:           Asystematic reviewSintetizar as evidências disponíveis sobre       a associação entre       o sofrimento moral (moraldistress) e a intenção de sair (do posto, especialidade           ou profissão) em enfermeiros de emergênciaRevisão sistemática  e síntese narrativa. Busca         em MEDLINE, CINAHL, PsychINFO, Web of Science e Cochrane. Cinco estudos quantitativos foram elegíveis para sínteseEnfermeiros de emergência relataram níveis baixos a moderados de sofrimento moral. No entanto, uma percentagem significativa relatou ter considerado deixar ou já ter deixado o posto devido ao sofrimento moral (até 51%). As ferramentas atuais (como o MDS-R) podem não capturar as pressões exclusivas do DE, como o alto número de pacientes ou as metas de tempo
Batalha et al., (2020)Satisfação por compaixão, Burnout e estresse traumático secundário em enfermeiros da área hospitalarO objetivo foi identificar o nível    de Satisfação por Compaixão(SC), Burnout(BO) e Estresse Traumático Secundário(ETS) em enfermeiros portugueses do âmbito hospitalarA pesquisa teve abordagem quantitativa, sendo classificada como descritiva, analítica, e de corte transversal. O estudo foi realizado com 201 enfermeiros que atuavam em hospitais da região Norte de Portugal.     A amostragem utilizada foi não probabilística, através        da amostragem por redes(snowball). Os participantes eram majoritariamente mulheres (82%), com idade ≤ 36 anos(55%)    e    com experiência profissional ≤ 13 anos (53%). Os instrumentos utilizados foram a         Professional Quality Scale 5 (Pro-QOL    5), traduzida   e adaptada para o contexto português, e um questionário socio demográfico. A análise de dados incluiu a utilização de frequências, medidas      de tendência central, o $R$ de Pearson para correlação e testes paramétricos/nã o paramétricos para comparação de médiasNíveis: A maioria dos enfermeiros apresentou níveis maioritariamente médios para todas as subescalas: SC (46,8%), BO (51,2%) e ETS (56,2%). Associações: Foi encontrada uma associação negativa significativa entre a SC e o BO. Foi observada uma associação positiva significativa entre o BO e o ETS. Não houve correlação significativa entre ETS e SC. Variação: Apenas o ETS apresentou um resultado estatisticamente significativo em função de uma característica profissional: a carga horária semanal. Os enfermeiros que trabalhavam menos horas (≤ 35 horas semanais) apresentaram média superior de ETS. Conclusões/Implicações: Os resultados demonstram a necessidade de desenvolver estratégias que promovam ambientes de trabalho saudáveis para a saúde mental dos enfermeiros. Tais estratégias devem focar na gestão do estresse, buscando a diminuição do BO e do ETS e a elevação da SC. As intervenções devem ser de cunho individual (ex: desenvolvimento da resiliência, autoconhecimento) e organizacional (ex: equalização da carga laboral, melhoria no apoio social)
Horta et al., (2021)O estresse e a saúde mental de
profissionais da linha de frente da COVID19 em hospital geral
Investigar os efeitos da atuação na linha de frente da COVID-19 na saúde mental de profissionais de hospital públicoAnálise transversal de entrevistas de ingresso em estudo prospectivo, com abordagem mista. 123 profissionais entrevistados (76% enfermagem) em um hospital no Sul do Brasil. Instrumentos: SRQ-20, PSS e Oldenburg Burnout Inventory (OBI)Prevalência elevada de sofrimento psicossocial: 40% com escores compatíveis com transtornos mentais comuns (SRQ-20) e 45% com estresse percebido moderado/alto (PSS). 41% apresentaram Burnout (OBI). Os desfechos estavam fortemente associados entre si. Fatores estressantes: longos plantões sem intervalos (devido à paramentação), pressão e cansaço. O risco de contaminação e a culpa relacionadas à família foram destacados. A união da equipe foi um aspecto que favoreceu o desempenho.
Alzahrani et(2022)al.,Factors influencin g hospital anxiety anddepression among emergency department   nurses during the COVID-19 pandemic: A multi-center crosssectional studyExaminar os fatores que podem influenciar os níveis de ansiedade e depressão em enfermeiros do DE durante a pandemia de COVID-19Estudo transversal multicêntrico com 251 enfermeiros de seis hospitais na Arábia Saudita. Instrumento: Hospital  Anxiety    and Depression Scale (HADS)Níveis elevados de ansiedade(64% casos duvidosos/definidos) e depressão (69% casos duvidosos/definidos). Níveis mais altos de ansiedade estavam associados a ser do sexo feminino, ter baixos níveis de atividade física e trabalhar em áreas urbanas. Níveis baixos de atividade física e mais de 6 anos de experiência correlacionaram-se com níveis mais altos de depressão
   Viana  eKawagoe(2023)Pronto Socorro e COVID 19: Burnout e empatia reportada pelos profissionais  de enfermagem e percebida pelos pacientesAvaliar o impacto da pandemia da COVID19 sobre os profissionais  de enfermagem em relação aos  níveis da Síndrome de Burnout (SB) e no atendimento empático prestado em Pronto Socorro públicoEstudo transversal, com abordagem quantitativa. Realizado em Pronto-Socorro público de médio porte de São Paulo, entre outubro de 2020 a março de 2021. Participaram 92 profissionais de enfermagem e 271  pacientes. Instrumentos utilizados: Maslach Burnout Inventory (MBI-HSS)      e Consultation and Relational Empathy Measure (CAREMeasure–Nurses) (versão brasileira) para profissionais, e CARE Measure (versão brasileira) para pacientes. A análise incluiu testes como QuiQuadrado, Anova e coeficiente de correlação de SpearmanBurnout e COVID-19: A maioria dos profissionais (86,96%) relatou impacto da COVID-19 na SB e, desses, 93,75% referiram aumento. No entanto, os resultados gerais mostraram baixo nível de SB, com baixa Exaustão Emocional(71,74%) e  baixa Despersonalização (59,78%). A maioria relatou alto nível de Realização Profissional (72,83%). Empatia: A maioria dos profissionais (66,30%) relatou impacto da pandemia no atendimento empático, sendo que 83,61% relataram aumento. Correlação: Houve associação significativa, negativa e fraca, entre empatia autorreferida e Exaustão Emocional (-0.32) e Despersonalização (-0.26). A empatia autorreferida teve associação significativa, positiva e moderada, com Realização Profissional (0.49). Conclusão: Os profissionais reportaram baixo nível de Síndrome de Burnout e alto nível de empatia na pandemia. A empatia autorreferida pode ser um fator protetor para a SB
Ferreira et al., (2025)Estresse ocupacional   e Síndrome de Burnout em enfermeiros de unidades de emergênciaInvestigar a prevalência da Síndrome de Burnout(SB)  em enfermeiros de unidades de emergência hospitalarEstudo qualitativo por revisão integrativa da literatura. As buscas foram realizadas nas bases Scielo, LILACS, PubMed, Science Direct e Cochrane. Os descritores utilizados foram “Síndrome de Burnout”, “Enfermagem” e “Ambiente Hospitalar”. Foram incluídos estudos a partir de 2014 com foco em Burnout entre enfermeiros em emergências hospitalares. artigos foram selecionados para análise. A seleção utilizou o software Rayyan e a análise seguiu a técnica de análise de conteúdoA Síndrome de Burnout é prevalente entre enfermeiros de emergência. As causas principais incluem carga de trabalho excessiva, múltiplos empregos e falta de recursos e apoio institucional. A exaustão física e emocional desses profissionais impacta a qualidade do atendimento. A ausência de suporte psicológico e políticas institucionais adequadas agrava o problema. Conclusão: É urgente a implementação de políticas institucionais que promovam ambientes de trabalho saudáveis. As estratégias devem incluir suporte psicológico, programas de gestão do estresse e melhores condições de trabalho para reduzir a incidência da SB e melhorar a qualidade da assistência

Fonte: Elaboração dos autores, 2025.

4   DISCUSSÃO

A atuação dos profissionais de enfermagem nas áreas de emergência hospitalar é caracterizada por um ambiente de trabalho de alta demanda, com exposição a experiências traumáticas, turnos prolongados e riscos de infecção e violência (Hetherington et al., 2024; Alzahrani et al., 2022). Estudos na literatura científica mostram que essas condições favorecem o sofrimento mental, agravado em situações de crise, como o que se observou durante a pandemia de COVID-19. Horta et al., (2021) informaram que 40% dos profissionais da linha de frente apresentaram transtornos mentais comuns e 41% preenchiam os critérios para Burnout, ressaltando a fragilidade deste grupo. De maneira similar, uma pesquisa multicêntrica na Arábia Saudita evidenciou uma elevada prevalência de ansiedade e depressão, afetando 64% e 69% dos enfermeiros nas salas de emergência, respectivamente (Alzahrani et al., 2022). Esses dados realçam como os fatores estressores impactam diretamente a saúde mental desses trabalhadores, incluindo a sobrecarga física, pressão emocional e os riscos associados ao ambiente hospitalar.

Por outro lado, a taxa de Burnout varia consideravelmente de acordo com o contexto cultural e demográfico. Viana e Kawagoe (2023), em estudo realizado em um pronto-socorro público no Brasil durante a pandemia, notaram que, embora 86,96% dos entrevistados reconhecem um aumento da Síndrome de Burnout relacionado à COVID-19, os níveis de Exaustão Emocional e Despersonalização foram baixos, enquanto a Realização Profissional se manteve elevada. Essa diferença em relação a outras investigações (Horta et al., 2021; Alzahrani et al., 2022) pode ser atribuída a fatores protetores, como maior experiência profissional e vínculo empregatício exclusivo, o que diminui a carga total de trabalho (Viana; Kawagoe, 2023). Em contrapartida, a jornada dupla é frequentemente identificada como uma causa primária do Burnout, correlacionando-se diretamente à exaustão física e emocional (Ferreira et al., 2025).

A literatura também enfatiza o sofrimento moral como uma dimensão importante do desgaste profissional, surgindo quando o enfermeiro reconhece qual seria a conduta eticamente correta, mas se vê impossibilitado de realizá-la devido a barreiras institucionais (Boulton, 2024; Alzahrani et al., 2022). Dentro do contexto emergencial, dilemas éticos que surgem incluem a necessidade de restringir o cuidado a certos objetivos estatísticos e a prestação de atendimento em condições adversas, como a “enfermagem em corredores” (Boulton, 2024). A impossibilidade de resolver esses dilemas contribui para um efeito cumulativo do sofrimento moral, afetando não apenas a saúde mental dos profissionais, mas também sua permanência na profissão, dado que até 51% dos enfermeiros ponderaram em sair da função devido a dilemas éticos percebidos (Boulton, 2024). 

Os impactos do sofrimento mental e do estresse relacionado ao trabalho vão além do espaço laboral, afetando a vida privada e a identidade profissional. Hetherington et al., (2024) abordam como a síndrome de Burnout provoca uma tensão entre o desejo de salvar vidas e a insatisfação frente às restrições institucionais, resultando na adoção de comportamentos desadaptativos pelos profissionais, como o isolamento social e a utilização de licenças médicas sob a justificativa de “dias de saúde mental”. Ademais, o trauma contínuo enfrentado no trabalho ocasiona uma hipervigilância na vida pessoal, refletindo as experiências do departamento de emergência e mostrando a desintegração das barreiras entre a vida profissional e a vida pessoal (Hetherington et al., 2024).

Quanto às abordagens de cuidado, a literatura destaca a resiliência e a empatia como elementos que protegem a saúde mental, nesse sentido, Ferreira et al., (2025) mostraram uma relação inversa entre resiliência e estresse emocional, enquanto Viana e Kawagoe (2023) notaram uma correlação positiva entre empatia autodescrita e realização profissional. No entanto, a eficiência dessas abordagens é influenciada pelo suporte institucional, que deve incluir a ênfase na importância de pausas e períodos de descanso, a oferta de suporte psicológico contínuo, o fomento de uma cultura organizacional saudável e a promoção de atividades físicas (Horta et al., 2021; Hetherington et al., 2024; Alzahrani et al., 2022; Ferreira et al., 2025).

Os resultados encontrados por Batalha et al., (2020) evidenciam a necessidade de estratégias que visem fomentar ambientes de trabalhos que promovam a saúde mental dos profissionais de enfermagem

Apesar do aumento da conscientização sobre a gravidade dessa questão, lacunas metodológicas limitam o desenvolvimento de intervenções fundamentadas em evidências. Entre as principais limitações estão a inadequação dos instrumentos de avaliação, como a Moral Distress Scale-Revised (MDS-R), que foi criada originalmente para unidades de terapia intensiva e que tende a subestimar o sofrimento moral específico do departamento de emergência, além da predominância de estudos transversais que impossibilitam a investigação da causalidade e o efeito acumulativo do sofrimento moral ao longo do tempo (Boulton, 2024; Ferreira et al., 2025; Viana; Kawagoe, 2023).

Assim, a revisão integrativa demonstra que o sofrimento mental dos enfermeiros em emergência é influenciado por uma diversidade de fatores, incluindo os individuais, organizacionais e éticos. Embora traços pessoais, como resiliência e empatia, ofereçam uma proteção parcial, a redução efetiva dos riscos à saúde mental requer a implementação de políticas institucionais sólidas e a evolução metodológica das pesquisas, a fim de facilitar intervenções específicas respaldadas por evidências adaptadas ao contexto da emergência hospitalar (Boulton, 2024; Ferreira et al., 2025).

5   LIMITAÇÃO DO ESTUDO

As principais limitações deste estudo estão relacionadas à natureza metodológica da revisão integrativa, que depende exclusivamente das informações disponíveis na literatura científica. O fato de os estudos analisados apresentarem diferentes delineamentos, instrumentos de avaliação e contextos institucionais dificulta a comparação direta entre os resultados e pode limitar a generalização das conclusões. Ademais, a predominância de pesquisas de caráter transversal impossibilita a observação da evolução dos sintomas psicológicos ao longo do tempo, restringindo a compreensão das relações de causalidade entre os fatores ocupacionais e o adoecimento mental dos profissionais de enfermagem.

Outra limitação relevante diz respeito à escassez de estudos nacionais recentes voltados especificamente à saúde mental de enfermeiros que atuam em setores de emergência. Essa lacuna evidencia a necessidade de investigações que considerem as particularidades do contexto brasileiro, incluindo as condições de trabalho, as políticas de gestão e os aspectos socioculturais que influenciam o sofrimento psíquico. Assim, futuras pesquisas devem priorizar metodologias longitudinais e avaliativas, capazes de mensurar o impacto das intervenções institucionais e identificar, com maior precisão, os mecanismos de proteção e vulnerabilidade desses profissionais, contribuindo para o desenvolvimento de políticas públicas e práticas de cuidado mais efetivas.

6   CONSIDERAÇÕES FINAIS 

As evidências analisadas revelam que a saúde mental dos profissionais de enfermagem que atuam em setores de emergência encontra-se em situação crítica. A elevada exposição a sobrecarga de trabalho, longas jornadas, dilemas éticos e escassez de recursos tem contribuído para o aumento de casos de SB, ansiedade e depressão, afetando não apenas o bem-estar desses profissionais, mas também a qualidade e a segurança da assistência prestada.

Nesse cenário, destaca-se que o cuidado com quem cuida é um desafio urgente e coletivo. A valorização profissional, o reconhecimento institucional e a oferta de condições adequadas de trabalho são elementos indispensáveis para reduzir o sofrimento psíquico e fortalecer a resiliência e o engajamento da equipe de enfermagem. O investimento em formação continuada, espaços de escuta e suporte emocional contínuo são caminhos essenciais para mitigar os efeitos do estresse ocupacional e promover um ambiente mais saudável.

É imprescindível, portanto, o fortalecimento de políticas institucionais e programas permanentes de apoio psicológico, que promovam ambientes de trabalho seguros e humanizados, prevenindo o adoecimento e incentivando o autocuidado e o equilíbrio emocional.

Por fim, recomenda-se, ainda, a realização de pesquisas longitudinais e avaliativas que aprofundem o entendimento das trajetórias de adoecimento e testem intervenções voltadas ao bem-estar e à saúde mental dos profissionais de enfermagem, contribuindo para práticas sustentáveis e baseadas em evidências dentro dos serviços de emergência.

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1 Acadêmicos do curso Enfermagem da Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL. E-mail: Angelasilva034@gmail.com. Artigo apresentado como requisito parcial para a conclusão do curso de Graduação em Enfermagem da Universidade do Sul de Santa Catarina. 2025.
² Orientador: Prof. Msc. Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL. E-mail: everson.souza1@ulife.com.br