INTEGRATIVE REVIEW OF CARE, TECHNOLOGICAL, AND HUMANIZED PRACTICES IN NURSING CARE IN NEONATAL INTENSIVE CARE UNITS
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202601121347
Ana Beatriz da Conceição Soares1 / Debora Pereira Lacerda2 / Larissa Pereira Farias3 / Rita Rafaelle Ottoline Cockrane4 / Thays Da Silva Cabral5 / Claudemir Santos de Jesus6 / Márcia Calazans de Almeida Brunner7 / Lígia D’arc Silva Rocha Prado8 / Alessandra Teixeira Velasco9 / Beatriz Piredda Barrilhas10 / Elisa Keli Fortunato Mendes da Silva11 / Miriam de Souza12 / Luana Santos De Souza Vidal13 / Ana Silvia Lopes14 / Carla Pereira Dos Santos15
Resumo
O presente estudo tem como objetivo analisar, por meio de uma revisão bibliográfica de caráter exploratório, os principais fundamentos técnico-assistenciais e humanísticos que norteiam o cuidado de enfermagem em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN). A investigação foi estruturada a partir de nove eixos temáticos: caracterização do paciente neonatal, segurança do paciente, manejo da dor, competências profissionais, cuidado desenvolvimental, uso de PICC, cuidados com cateteres e sondas, suporte ventilatório (invasivo e não invasivo) e educação continuada dos pais na alta hospitalar. A coleta de dados foi realizada em bases científicas como SciELO, BVS, PubMed e Google Acadêmico, ao considerar publicações entre 2018 e 2024. Os resultados evidenciam que a atuação da enfermagem neonatal exige competências técnicas avançadas, sensibilidade humanizada e compromisso com a segurança do paciente. Observou-se a importância da padronização de condutas, do uso de protocolos baseados em evidências e do fortalecimento da formação profissional. A alta hospitalar foi reconhecida como um momento crítico de transição que requer educação sistematizada dos pais. Conclui-se que o cuidado neonatal, para além da técnica, deve ser compreendido como prática relacional, ética e centrada na singularidade do recém-nascido.
Palavras-chave: Enfermagem neonatal. Terapia intensiva. Segurança do paciente. Desenvolvimento infantil. Alta hospitalar.
1. INTRODUÇÃO
A assistência ao recém-nascido hospitalizado, representa um dos desafios da prática de enfermagem contemporânea, o que exige conhecimento técnico especializado, sensibilidade, ética e capacidade de atuação integrada com a equipe multiprofissional.
A complexidade do cuidado decorre da vulnerabilidade fisiológica do neonato, da necessidade de tecnologias de suporte à vida e da imprevisibilidade clínica que caracteriza os primeiros dias de vida, especialmente nos casos de prematuridade ou malformações congênitas (ALMEIDA et al., 2024).
O perfil do paciente neonatal em UTIN, inclui recém-nascidos de risco como prematuros extremos, baixo peso ao nascer, síndromes genéticas ou os que necessitam de suporte respiratório e terapias invasivas.
As características anatômicas e fisiológicas como a imaturidade do sistema nervoso central, pulmonar e imunológico, os tornam suscetíveis a eventos adversos, o que exige cuidados sistematizados, constantes e baseados em evidências (BERNARDINO et al., 2020; COSTA et al., 2021).
Nesse contexto, a segurança do paciente neonatal se configura como eixo central da assistência, sendo incorporada às políticas institucionais e diretrizes nacionais, como a Política Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), cuja atuação do enfermeiro inclui a prevenção de falhas assistenciais, como administração inadequada de medicamentos, uso incorreto de dispositivos, deficiências na comunicação e falhas na identificação da clientela, sendo todos considerados eventos evitáveis com impacto direto na morbimortalidade neonatal (SANTOS apud SILVA, 2020).
Entre os fatores de risco negligenciados na prática clínica está o manejo da dor, que por muito tempo foi subestimado no período neonatal, entretanto, evidências científicas já comprovam que o recém-nascido é capaz de sentir dor intensamente, que se não tratada, pode provocar alterações hemodinâmicas, metabólicas e neurocomportamentais, o que faz a avaliação e o alívio da dor se tornar uma responsabilidade ética e técnica do enfermeiro, no uso de intervenções não farmacológicas e farmacológicas adequadas (UEMA et al., 2021).
Para garantir a integralidade do cuidado, o enfermeiro desenvolve competências específicas no ambiente de alta complexidade, como domínio da ventilação mecânica, inserção de cateter central de inserção periférica (PICC), mensuração correta de sondas e aplicação do cuidado, cujas habilidades se moldam nla formação técnica, prática clínica, educação permanente e pela atuação com empatia, comunicação efetiva e pensamento crítico (FERRO apud ULIAN., 2023).
Além da dimensão técnica, destaca-se o cuidado centrado na família, especialmente no momento da alta hospitalar, quando os pais passam a assumir integralmente o cuidado do neonato em domicílio. A educação em saúde, promovida pela equipe de enfermagem durante todo o processo de hospitalização, é essencial para garantir a continuidade do cuidado e prevenir complicações após a alta. Estratégias como escuta ativa, linguagem acessível, uso de materiais educativos e envolvimento progressivo dos pais nas rotinas de cuidado têm se mostrado eficazes nesse processo (ROSA apud ARAÚJO, 2022).
Diante dessa complexidade multifatorial, torna-se fundamental investigar como os diferentes eixos do cuidado de enfermagem em UTIN — segurança, manejo da dor, competências profissionais, cuidado com dispositivos invasivos, ventilação mecânica, cuidado desenvolvimental e educação parental — interagem na construção de uma assistência neonatal segura, humanizada e tecnicamente qualificada. A presente monografia, de natureza exploratória e fundamentada em revisão bibliográfica, propõe-se a analisar essas dimensões de forma articulada, a fim de subsidiar a prática profissional com conhecimento atualizado e fundamentado na melhor evidência disponível.
A atuação do enfermeiro em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) demanda mais do que domínio técnico: exige uma compreensão ampliada dos múltiplos fatores que envolvem o cuidado ao recém-nascido crítico. A imaturidade fisiológica, a necessidade de tecnologias avançadas e a instabilidade clínica constante colocam o paciente neonatal como um dos mais vulneráveis do ambiente hospitalar. Neste cenário, a assistência de enfermagem torna-se decisiva para a prevenção de agravos, o monitoramento contínuo e a implementação de intervenções individualizadas e seguras (COSTA .apud BERNARDINO, 2020).
Apesar dos avanços nos protocolos assistenciais e nas evidências científicas, ainda se observam lacunas significativas na prática clínica, especialmente no que se refere à segurança do paciente, ao manejo sistemático da dor, à aplicação adequada de dispositivos invasivos e à efetiva comunicação com os familiares. Estudos apontam que falhas como a inserção incorreta de sondas, a subutilização de estratégias de analgesia não farmacológica e a deficiência na capacitação para uso de PICC e ventilação não invasiva são realidades frequentes nas UTINs brasileiras (SOUZA; ARAÚJO; BARRETO, 2022; UEMA et al., 2021; GREBINSKI et al., 2023).
Diante dessa realidade, torna-se necessário revisar criticamente as práticas de enfermagem neonatal, podem identificar os pontos de convergência entre os princípios técnico-científicos e os aspectos humanísticos do cuidado. O cuidado desenvolvimental, por exemplo, embora respaldado por políticas como o Método Canguru e programas como o NIDCAP, ainda enfrenta resistências institucionais e limitações formativas para a plena execução, conforme apontado por Medeiros et al. (2023). A análise desses elementos, à luz das competências profissionais exigidas, pode contribuir para a construção de uma prática mais segura, empática e eficaz.
Além disso, o enfermeiro permanece mais tempo ao lado do neonato, o que cabe a responsabilidade de mediar a tecnologia e a vida, para garantir intervenções precisas e ao mesmo tempo acolhedoras. A atuação também é essencial no preparo dos pais para a alta hospitalar, especialmente quando o recém-nascido depende de cuidados domiciliares complexos, como oxigenoterapia, gastrostomia ou uso de medicamentos contínuos (ARAÚJO apud ROSA, 2022). Assim, a presença ativa e orientadora da enfermagem contribui diretamente para a continuidade segura do cuidado e a redução de reinternações.
Justifica-se, portanto, a relevância desta monografia, que propõe uma análise integrativa das práticas de enfermagem em UTIN, com foco em nove eixos temáticos interdependentes: caracterização do paciente neonatal, segurança, dor, competências, cuidado desenvolvimental, PICC, sondas e cateteres, ventilação mecânica e educação familiar. Trata-se de uma proposta pertinente à formação de especialistas e à qualificação dos serviços de saúde, à medida que promove o alinhamento entre conhecimento teórico, reflexão crítica e responsabilidade ética na assistência neonatal (FERRO .apud ULIAN, 2023).
A complexidade do cuidado ao recém-nascido em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) exige do enfermeiro uma prática pautada na segurança, na sensibilidade e no domínio técnico-científico. O ambiente altamente tecnificado, associado à vulnerabilidade fisiológica dos neonatos, impõe uma rotina assistencial que deve ser rigorosamente sistematizada, sob risco de ocorrência de eventos adversos evitáveis. No entanto, mesmo diante do avanço das diretrizes institucionais e da consolidação de protocolos clínicos baseados em evidências, muitas lacunas persistem no cotidiano das unidades, especialmente relacionadas ao manejo da dor, ao uso de dispositivos invasivos e à comunicação com os pais (SANTOS, 2023; GREBINSKI et al., 2023).
A literatura aponta que práticas assistenciais não padronizadas, deficiências na formação técnica e resistências organizacionais à implementação de estratégias como o cuidado desenvolvimental e a sistematização da assistência ainda comprometem a qualidade do cuidado prestado ao neonato. Além disso, a ausência de planejamento educativo para o momento da alta hospitalar dificulta a transição segura para o domicílio, o que amplia o risco de desfechos negativos e reinternações (MEDEIROS et al., 2023; ARAÚJO et al., 2022). Tais fragilidades justificam a necessidade de uma investigação teórica que articule os diversos eixos da assistência neonatal em uma abordagem integrativa, crítica e fundamentada.
Diante deste cenário, o presente estudo parte da seguinte hipótese: a integração entre práticas baseadas em evidências, competência técnica especializada, comunicação humanizada e educação familiar contribui para a segurança do paciente e a qualidade da assistência em UTIN, por considerar a natureza exploratória da presente pesquisa, a hipótese não busca comprovação empírica, mas sim promover reflexões críticas e fundamentadas sobre os principais pilares da assistência neonatal.
A pesquisa teve como objetivo: analisar, por meio de revisão integrativa os fundamentos técnicos, assistenciais e humanísticos do cuidado de enfermagem em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal, com base em práticas centradas na segurança do paciente.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA
Caracterização do Paciente Neonatal
O paciente neonatal é definido como todo indivíduo nascido vivo, desde o momento do nascimento até o 28º dia de vida, período que corresponde ao chamado período neonatal. No entanto, nas unidades de terapia intensiva neonatal (UTIN), esse conceito se expande e incorpora aspectos clínicos, fisiológicos e evolutivos que determinam a complexidade da assistência prestada. A presença de prematuridade, baixo peso ao nascer, alterações genéticas, malformações congênitas ou complicações decorrentes do parto são fatores que influenciam diretamente a vulnerabilidade desse grupo etário (COSTA et al., 2021).
A classificação dos recém-nascidos é essencial para direcionar o cuidado de enfermagem. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os neonatos podem ser classificados com base na idade gestacional (pré-termo, a termo ou pós-termo), peso ao nascer (baixo peso, muito baixo peso ou extremo baixo peso) e presença de patologias. Essa classificação permite identificar precocemente riscos como sepse, disfunções respiratórias, hemorragias, alterações metabólicas e neurológicas, muito comuns entre os prematuros extremos (BERNARDINO et al., 2020).
A imaturidade fisiológica é um dos principais desafios na assistência neonatal. O sistema respiratório, por exemplo, frequentemente necessita de suporte ventilatório devido à deficiência de surfactante, condição típica dos recém-nascidos prematuros. O sistema imunológico também se encontra subdesenvolvido, ao favorecer a ocorrência de infecções hospitalares, enquanto o sistema nervoso central ainda está em fase de mielinização, o que compromete a termorregulação, a coordenação motora e a percepção da dor (ALMEIDA et al., 2024).
A enfermagem desempenha papel central na identificação precoce de alterações clínicas nos neonatos. Alterações mínimas de coloração da pele, frequência respiratória ou padrão de choro podem ser indícios de deterioração aguda do quadro clínico. O olhar sensível e treinado da equipe de enfermagem é indispensável para garantir intervenções rápidas e adequadas, além de contribuir para o prognóstico e a sobrevida dos pacientes (ULIAN et al., 2023).
Além das características fisiológicas, o paciente neonatal exige atenção especial pela limitação na comunicação verbal e comportamental. A linguagem do choro, da expressão facial e dos sinais vitais são os únicos meios de comunicação com a equipe assistencial, o que reforça a necessidade de conhecimento aprofundado em semiologia neonatal e sensibilidade clínica (UEMA et al., 2021).
Outro aspecto relevante é a dependência de suporte tecnológico. Muitos neonatos internados em UTIN necessitam de incubadoras, bombas de infusão, monitores multiparamétricos, suporte ventilatório e dispositivos invasivos como sondas, cateteres ou PICC. A correta manipulação desses recursos, aliada ao monitoramento contínuo, é essencial para evitar complicações iatrogênicas, como infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) e lesões por pressão (CAVALCANTE et al., 2020).
A caracterização do paciente neonatal também abrange os aspectos psicossociais do cuidado. O neonato hospitalizado é um ser em desenvolvimento que vivencia experiências precoces de dor, separação familiar e intervenções invasivas. Tais vivências têm potencial de repercussões a longo prazo no desenvolvimento cognitivo, emocional e neurológico, o que reforça a importância de estratégias como o cuidado humanizado e o suporte ao vínculo familiar (MEDEIROS et al., 2023).
No campo da enfermagem, a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) voltada ao paciente neonatal deve considerar a singularidade, a complexidade dos diagnósticos e a individualização do plano de cuidado. Essa sistematização exige domínio conceitual de diagnósticos de enfermagem, como troca gasosa prejudicada, risco de infecção, termorregulação ineficaz, nutrição desequilibrada e dor aguda (ULIAN et al., 2023).
É importante destacar que, além do cuidado direto, a enfermagem neonatal também é responsável pela vigilância contínua do ambiente físico, para evitar oscilações de temperatura, ruídos excessivos e iluminação inadequada, fatores que interferem diretamente na estabilidade clínica do neonato. A atuação proativa da equipe no controle ambiental representa uma forma de cuidado indireto, mas fundamental para a manutenção da homeostase (SANTOS, 2023).
Por fim, compreender o perfil clínico, fisiológico, emocional e tecnológico do paciente neonatal é o ponto de partida para uma assistência de excelência. A caracterização precisa do neonato internado em UTIN permite não apenas guiar as ações de enfermagem, mas também fomentar práticas baseadas em evidências, fortalecer o cuidado centrado no paciente e contribuir para a redução da morbimortalidade neonatal (FERRO et al., 2023).
A Segurança do Paciente Neonatal
A segurança do paciente neonatal constitui um dos pilares da qualidade assistencial nas Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), dada a vulnerabilidade extrema dos recém-nascidos a eventos adversos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a segurança do paciente envolve a prevenção de erros e danos evitáveis relacionados ao cuidado em saúde. Quando aplicada ao ambiente neonatal, essa definição adquire contornos ainda mais delicados, pois envolve pacientes com limitações fisiológicas, comunicação não verbal e alta dependência tecnológica (SANTOS, 2023).
As práticas de segurança na UTIN devem contemplar desde o cuidado básico até a manipulação de tecnologias avançadas, ao passar pela administração segura de medicamentos, identificação correta do paciente, uso adequado de dispositivos invasivos e prevenção de infecções. A Política Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), instituída pela Portaria nº 529/2013, reforça que a segurança deve ser um eixo transversal às ações da equipe de saúde, sendo o enfermeiro responsável direto por diversos pontos críticos do processo assistencial (ALMEIDA et al., 2024).
Eventos adversos como erros de medicação, quedas, extubações acidentais, sondagens mal posicionadas, infecções relacionadas à assistência e falhas de identificação são frequentemente registrados em UTINs. A ocorrência desses eventos está relacionada a fatores como sobrecarga de trabalho, ausência de protocolos padronizados, falhas na comunicação interprofissional e deficiências na capacitação contínua dos profissionais (SILVA et al., 2020; SOUZA; ARAÚJO; BARRETO, 2022).
Um dos grandes desafios da segurança neonatal é garantir a administração segura de medicamentos, já que os erros de dosagem são comuns devido à necessidade de cálculos complexos baseados no peso e idade gestacional. A dupla checagem, a prescrição eletrônica e o uso de protocolos específicos são estratégias recomendadas para reduzir esse tipo de falha. Cabe ao enfermeiro a responsabilidade pela conferência final e administração, o que exige concentração, conhecimento e aderência irrestrita aos procedimentos (FERRO et al., 2023).
Outro ponto crítico é a prevenção de infecções hospitalares, que representam uma das principais causas de morbimortalidade neonatal. A correta higienização das mãos, a manipulação segura de dispositivos invasivos (como cateteres e sondas), a troca adequada de materiais e o uso criterioso de antimicrobianos são práticas fundamentais para o controle de infecções em UTIN. O enfermeiro atua diretamente em todas essas etapas, sendo protagonista da vigilância epidemiológica e da educação permanente da equipe (CAVALCANTE et al., 2020).
A identificação correta do paciente é outro componente indispensável da segurança neonatal. Erros nesse processo podem levar à administração de medicamentos errados, realização de exames em neonatos trocados ou mesmo cirurgias equivocadas. As práticas recomendadas incluem o uso de pulseiras identificadoras com dupla conferência e a comunicação verbal segura entre os membros da equipe, especialmente durante transferências de setor ou turnos (SANTOS, 2023).
A comunicação entre os profissionais da equipe multiprofissional também impacta diretamente na segurança. Relatórios verbais incompletos, falhas de anotação e ruídos no repasse de informações comprometem a continuidade e integridade da assistência. Estratégias como a padronização de passagens de plantão com uso de checklists e o incentivo à cultura do reporte sem punição são fundamentais para fortalecer o clima de segurança institucional (ALMEIDA et al., 2024).
Importante ainda destacar que a segurança do paciente está intrinsecamente ligada à cultura organizacional. Equipes que atuam sob clima de medo, hierarquia rígida e ausência de feedback tendem a ocultar erros e falhas. Por outro lado, instituições que promovem o diálogo aberto, o estímulo à notificação espontânea de incidentes e a educação permanente conseguem melhores indicadores de qualidade e redução de danos (FERRO et al., 2023).
A segurança também deve ser promovida junto à família, por meio do envolvimento dos pais nos cuidados e orientações claras sobre os riscos e sinais de alerta. A inclusão da família nas rotinas, a prática do Método Canguru e a presença controlada durante procedimentos fortalecem o vínculo e contribuem para a vigilância compartilhada do cuidado, que amplia o potencial de proteção ao neonato (ROSA et al., 2022).
Portanto, promover a segurança do paciente neonatal vai além da prevenção de erros técnicos; exige uma abordagem sistêmica que envolva cultura institucional, educação permanente, boas práticas assistenciais e participação ativa da equipe e da família. A enfermagem, pela posição estratégica na linha de frente da assistência, desempenha papel central nessa engrenagem, sendo tanto executora quanto guardiã dos princípios que asseguram a vida e a dignidade do recém-nascido (SANTOS, 2023; FERRO et al., 2023).
Manejo da Dor Neonatal
Por muito tempo, acreditou-se que o recém-nascido, especialmente o prematuro, não possuía maturidade neurológica suficiente para perceber a dor. Hoje, no entanto, é amplamente reconhecido que o neonato não apenas sente dor, como também pode apresentar respostas fisiológicas e comportamentais intensas frente a estímulos dolorosos, além de consequências neuropsicológicas a longo prazo caso não receba manejo adequado (UEMA et al., 2021; SILVA et al., 2020).
O sistema nociceptivo do recém-nascido encontra-se funcional desde as 24 semanas de idade gestacional, e a sensibilidade à dor tende a ser maior do que em crianças mais velhas, devido à imaturidade das vias inibitórias centrais. Isso significa que o estímulo doloroso é percebido de forma intensa, mas o organismo ainda possui mecanismos limitados para modulá-lo. A repetição de estímulos dolorosos, sobretudo sem controle adequado, pode resultar em alterações permanentes no desenvolvimento neurocomportamental, que inclui alterações no limiar da dor e dificuldades cognitivas futuras (UEMA et al., 2021; MEDEIROS et al., 2023).
O reconhecimento e avaliação da dor são etapas cruciais para o manejo adequado. Como o recém-nascido não possui linguagem verbal, a enfermagem deve utilizar escalas comportamentais e fisiológicas para mensurar a dor, como a Escala Neonatal de Avaliação da Dor (NIPS), a PIPP (Premature Infant Pain Profile) e a CRIES. Tais instrumentos permitem avaliar parâmetros como choro, expressão facial, frequência cardíaca, saturação de oxigênio e agitação motora, orienta intervenções mais seguras e efetivas (FERRO et al., 2023).
O manejo da dor em UTIN deve abranger tanto métodos não farmacológicos quanto farmacológicos. Entre os primeiros, destacam-se a contenção facilitadora, a sucção não nutritiva, o uso de glicose oral, o contato pele a pele e a utilização do Método Canguru. Essas estratégias têm eficácia comprovada para procedimentos breves e minimamente invasivos, como punções e coletas de sangue (MEDEIROS et al., 2023; GREBINSKI et al., 2023).
Os métodos farmacológicos, devem ser utilizados com cautela, principalmente em casos de procedimentos mais invasivos ou dor persistente. O uso de analgésicos opioides e sedativos exige monitoramento rigoroso, pois há risco de depressão respiratória, alterações hemodinâmicas e efeitos adversos cumulativos. A decisão pela analgesia farmacológica deve considerar a idade gestacional, o estado clínico do paciente e o tipo de intervenção a ser realizada (UEMA et al., 2021).
O enfermeiro tem papel fundamental na identificação precoce da dor e na implementação de estratégias analgésicas. Por estar mais próximo do paciente e realizar a maioria das intervenções dolorosas, é este profissional quem detém maior responsabilidade na aplicação de escalas, administração de medidas e observação de respostas ao tratamento. Assim, o conhecimento técnico e a sensibilidade clínica do enfermeiro são determinantes na promoção do conforto neonatal (FERRO et al., 2023; SANTOS, 2023).
Entretanto, apesar da ampla produção científica sobre o tema, a dor neonatal ainda é subtratada nas UTINs. A ausência de protocolos padronizados, o desconhecimento ou negligência da equipe, a subvalorização dos sinais de dor e a falta de preparo técnico são apontados como causas principais para a persistência dessa lacuna assistencial. Muitos procedimentos invasivos são realizados rotineiramente sem qualquer tipo de alívio da dor (ALMEIDA et al., 2024; GREBINSKI et al., 2023).
As consequências da dor não tratada vão além do desconforto imediato. Estudos demonstram que a exposição repetida à dor nos primeiros dias de vida pode gerar alterações permanentes no eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, influenciar o padrão de sono, afetar o crescimento cerebral e predispor a distúrbios comportamentais na infância. Além disso, a dor não controlada prejudica a recuperação clínica e aumenta o tempo de internação (MEDEIROS et al., 2023).
A criação de protocolos institucionais é uma estratégia essencial para garantir o manejo sistemático e eficaz da dor neonatal. Tais protocolos devem prever a avaliação rotineira da dor, a implementação de medidas preventivas antes de procedimentos, a capacitação da equipe e a auditoria de resultados. A cultura do cuidado humanizado precisa estar enraizada na rotina das UTINs, de forma que a dor do neonato seja considerada uma emergência clínica (SANTOS, 2023; FERRO et al., 2023).
Portanto, manejar a dor do recém-nascido é um dever ético, técnico e legal da equipe de enfermagem. Mais do que mitigar o sofrimento momentâneo, o controle adequado da dor neonatal contribui para o desenvolvimento neurológico saudável, fortalece a relação com os cuidadores e eleva a qualidade da assistência prestada. A enfermagem, como principal executora do cuidado direto, tem o poder e a responsabilidade de transformar essa realidade por meio do conhecimento e da prática sensível (UEMA et al., 2021; ALMEIDA et al., 2024).
Competências Profissionais da Enfermagem Neonatal
As Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) impõem à equipe de enfermagem desafios assistenciais e éticos que exigem competências específicas e amplamente desenvolvidas. O cuidado ao recém-nascido crítico envolve não apenas domínio técnico-científico, mas também capacidade de julgamento clínico, sensibilidade relacional, liderança, gestão de riscos e habilidades em comunicação com famílias e equipes interdisciplinares (FERRO et al., 2023).
As competências profissionais da enfermagem neonatal podem ser classificadas em três dimensões principais: técnicas, relacionais e organizacionais. As competências técnicas dizem respeito ao conhecimento dos processos fisiopatológicos do neonato, à aplicação segura de tecnologias de suporte à vida, à execução de procedimentos invasivos e ao manejo de situações clínicas agudas. Enfermagem em UTIN requer familiaridade com ventilação mecânica, monitorização contínua, punções complexas, administração de medicamentos de alto risco e controle rigoroso de sinais vitais (ULIAN et al., 2023; ALMEIDA et al., 2024).
Já as competências relacionais abrangem a habilidade de comunicar-se com empatia, de forma acolhedora e ética, especialmente com os pais do neonato, que frequentemente vivenciam medo, culpa, insegurança e sofrimento. O enfermeiro é o elo entre o universo tecnológico e o cuidado humanizado, sendo responsável por traduzir informações clínicas em linguagem acessível e prestar suporte emocional durante todo o processo de hospitalização e na alta (ARAÚJO et al., 2022; ROSA et al., 2022).
As competências organizacionais referem-se à capacidade de planejar, priorizar demandas, tomar decisões rápidas, liderar a equipe de enfermagem e garantir a continuidade do cuidado. Cabe ao enfermeiro coordenar a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), supervisionar o cumprimento de protocolos e articular a assistência interprofissional, que assegura que cada etapa do cuidado ocorra de forma segura, ética e eficiente (FERRO et al., 2023; SANTOS, 2023).
Estudos demonstram que a presença de enfermeiros com formação especializada em neonatologia está associada a melhores desfechos clínicos, menor taxa de infecção e redução de eventos adversos. A qualificação da equipe também influencia diretamente no manejo da dor, na aplicação do cuidado desenvolvimental e na adaptação ao uso de novas tecnologias, como o cateter central de inserção periférica (PICC) e os modos avançados de ventilação mecânica (ULIAN et al., 2023; CAVALCANTE et al., 2020).
Além da formação técnica, o desenvolvimento profissional contínuo é um dos pilares para a manutenção da competência em ambientes críticos. A educação permanente, por meio de treinamentos, simulações clínicas, auditorias e atualização baseada em evidências, é fundamental para manter a equipe alinhada às melhores práticas assistenciais e às exigências normativas de segurança do paciente (ALMEIDA et al., 2024; SANTOS, 2023).
A tomada de decisão clínica em UTIN é uma competência que exige raciocínio rápido, conhecimento aprofundado e capacidade de priorizar intervenções com base no estado hemodinâmico do neonato. A enfermagem precisa reconhecer alterações sutis nos padrões de comportamento ou nos sinais vitais e agir com assertividade, muitas vezes em cenários de instabilidade clínica grave (BERNARDINO et al., 2020).
A atuação ética e legal também compõe o conjunto de competências esperadas do enfermeiro neonatal. A observância às legislações profissionais, às normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), ao Código de Ética da Enfermagem e aos direitos do recém-nascido deve estar presente em cada conduta, para garantir não apenas a qualidade técnica, mas a legitimidade do cuidado (SOUZA; ARAÚJO; BARRETO, 2022).
Outro aspecto importante é a capacidade de registrar corretamente as ações de enfermagem. Os registros clínicos detalhados, fidedignos e realizados em tempo oportuno têm valor legal e assistencial, além de subsidiarem a continuidade do cuidado. Eles também são indicadores da competência profissional e são essenciais em auditorias, processos judiciais e pesquisas (SANTOS, 2023).
Por fim, o aprimoramento das competências profissionais da enfermagem neonatal deve ser compreendido como um processo contínuo, que depende da articulação entre formação acadêmica, experiência clínica, suporte institucional e valorização do saber técnico e humanizado. O reconhecimento das múltiplas dimensões do cuidado ao recém-nascido é o que consolida o enfermeiro como protagonista da assistência em UTIN (FERRO et al., 2023; ULIAN et al., 2023).
Cuidado Desenvolvimental
O cuidado desenvolvimental constitui uma abordagem centrada nas necessidades fisiológicas, neurológicas e comportamentais do recém-nascido, especialmente os prematuros, com o objetivo de minimizar o estresse ambiental e promover o desenvolvimento neurossensorial adequado. Esta prática surgiu da observação dos efeitos deletérios do ambiente hospitalar sobre o organismo imaturo, como a exposição contínua à luz artificial intensa, ruídos, manipulações excessivas e separação do vínculo familiar (MEDEIROS et al., 2023).
Entre as estratégias técnicas do cuidado desenvolvimental, destacam-se o controle do ambiente físico, o posicionamento terapêutico, o agrupamento de procedimentos, a proteção do sono e o contato pele a pele com os pais. Tais intervenções respeitam os limites neurológicos do neonato e favorecem a autorregulação comportamental, com efeitos positivos na estabilidade cardiorrespiratória, no ganho ponderal, na redução de infecções e na duração da internação (MEDEIROS et al., 2023; ALMEIDA et al., 2024).
O controle ambiental é uma das primeiras medidas a serem implementadas. Isso envolve a redução da luminosidade, com uso de capas de incubadora, ajuste da intensidade da luz conforme o ciclo circadiano, e minimização de ruídos no ambiente, especialmente sons agudos ou repentinos, que podem provocar dessaturações e bradicardias. A temperatura também deve ser rigorosamente controlada para evitar oscilações térmicas e garantir estabilidade metabólica (SANTOS, 2023).
O posicionamento terapêutico é outra prática essencial, que deve respeitar a simetria corporal e favorecer a flexão, que imita a posição intrauterina. A utilização de rolos, ninho posicionador e redes facilita a autorregulação motora, reduz o gasto energético e melhora o desenvolvimento músculo-esquelético. Essas técnicas também previnem deformidades posturais e promovem conforto durante o uso de dispositivos como ventiladores e cateteres (ULIAN et al., 2023).
A contenção, especialmente durante procedimentos dolorosos ou manipulações invasivas, é uma forma de cuidado técnico que promove estabilidade neurológica. A contenção manual ou com posicionadores diminui o estresse, reduz a variabilidade da frequência cardíaca e melhora a oxigenação. Em associação, pode-se utilizar a sucção não nutritiva e a administração de glicose a 25% como estratégias complementares no controle da dor (UEMA et al., 2021).
O agrupamento de procedimentos é uma técnica que visa reduzir o número de manipulações durante o dia, que permite ao recém-nascido períodos prolongados de descanso e sono reparador. O sono é fundamental para o crescimento e a maturação cerebral, sendo interrompido constantemente por cuidados isolados e desnecessários. Agrupar intervenções como troca de fralda, aspiração, verificação de sinais vitais e administração de medicamentos contribui para a redução do estresse e da fadiga (MEDEIROS et al., 2023).
O uso do Método Canguru também integra o cuidado desenvolvimental e está diretamente associado à evolução clínica positiva dos neonatos. O contato pele a pele com os pais, especialmente a mãe, estabiliza a frequência cardíaca, melhora a saturação de oxigênio, estimula a lactação, fortalece o vínculo afetivo e reduz significativamente a dor em procedimentos invasivos. A enfermagem tem papel fundamental na inserção da família nessa prática (ROSA et al., 2022; ARAÚJO et al., 2022).
O banho deve ser avaliado cuidadosamente, principalmente em prematuros de muito baixo peso. Procedimentos como o banho de imersão e o banho no leito são preferíveis ao banho de aspersão, pois reduzem a perda de calor e o estresse fisiológico. A frequência, o tipo de insumo utilizado, o momento clínico do neonato e a estabilidade hemodinâmica devem ser criteriosamente avaliados pelo enfermeiro (SILVA et al., 2020).
Para que o cuidado desenvolvimental seja eficaz, é fundamental que a equipe de enfermagem esteja capacitada e sensibilizada quanto à importância. A adoção dessas práticas exige mudança de cultura institucional, organização do processo de trabalho e disponibilidade de materiais adequados. Além disso, a aplicação deve estar integrada à Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), garante individualização e continuidade do cuidado (FERRO et al., 2023).
Dessa forma, o cuidado desenvolvimental representa uma mudança de paradigma na assistência neonatal, ao unir conhecimento técnico com sensibilidade humana. As estratégias contribuem não apenas para a recuperação clínica, mas também para a construção de vínculos seguros, prevenção de sequelas neurológicas e humanização do ambiente intensivo. A enfermagem, por estar em contato direto e contínuo com o neonato, torna-se agente fundamental para que essas práticas sejam efetivas e permanentes na rotina da UTIN (MEDEIROS et al., 2023; ULIAN et al., 2023).
O Cateter Central de Inserção Periférica
O Cateter Central de Inserção Periférica (PICC) é um dispositivo amplamente utilizado em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), destinado ao acesso venoso de longa permanência para administração de medicamentos, nutrição parenteral e fluidoterapia. A utilização representa um avanço na terapia intravenosa, especialmente em neonatos prematuros ou com difícil acesso venoso periférico, por oferecer menor risco de complicações quando comparado a acessos centrais cirúrgicos (ULIAN et al., 2023; FERRO et al., 2023).
O PICC é inserido por punção de veia periférica, geralmente na extremidade superior, e o cateter é introduzido até atingir a veia cava superior (em membros superiores) ou a veia cava inferior (em membros inferiores). O posicionamento correto do cateter é fundamental para garantir eficácia e evitar complicações, sendo geralmente confirmado por radiografia torácica. A enfermagem deve dominar a técnica de inserção, monitoramento e manutenção, ao respeitar critérios de assepsia rigorosa e protocolo institucional (CAVALCANTE et al., 2020)
Entre as principais indicações para uso de PICC em neonatologia estão: necessidade de acesso venoso por mais de sete dias, administração de soluções hiperosmolares (como nutrição parenteral total), medicamentos vesicantes ou irritantes, antibioticoterapia prolongada e em situações de múltiplas tentativas de punção periférica. A utilização contribui para a redução da dor, do trauma vascular e das infecções de repetição decorrentes de múltiplas punções periféricas (FERRO et al., 2023; ALMEIDA et al., 2024).
Apesar dos benefícios, o uso do PICC exige atenção permanente quanto ao risco de complicações, como flebite, oclusão, embolia, extravasamento, infecção da corrente sanguínea e mau posicionamento do cateter. A prevenção dessas intercorrências depende da escolha adequada do sítio de inserção, da técnica asséptica, da fixação correta do cateter e da manutenção diária, com avaliação de permeabilidade, sinais flogísticos e integridade da pele (ULIAN et al., 2023).
A inserção do PICC é um procedimento de enfermagem especializado, regulamentado por resoluções dos Conselhos Regionais de Enfermagem, desde que o profissional esteja capacitado e autorizado pela instituição. A capacitação técnica deve incluir conhecimentos anatômicos, fisiológicos, microbiológicos, domínio da técnica de punção, manipulação do dispositivo, reconhecimento de complicações e atuação em situações de emergência (SANTOS, 2023; SOUZA; ARAÚJO; BARRETO, 2022).
A manutenção do PICC envolve cuidados específicos como lavagem com solução salina, controle rigoroso da permeabilidade, troca programada de curativo estéril com técnica sem toque e manipulação com técnica de barreira máxima. O uso de sistemas fechados, conectores sem agulha e dispositivos antirrefluxo também contribui para a redução de infecções associadas ao cateter (CAVALCANTE et al., 2020).
A enfermagem também deve estar atenta ao tempo de permanência do PICC, que evita o uso prolongado desnecessário, o que pode aumentar o risco de complicações. A indicação deve ser reavaliada periodicamente, e o cateter removido assim que a via oral for estabelecida ou quando houver melhora clínica que dispense o acesso central (FERRO et al., 2023).
A inserção do PICC exige abordagem acolhedora e informativa junto aos pais, que devem ser orientados sobre a finalidade do dispositivo, cuidados com a manipulação e sinais de alerta. A comunicação humanizada fortalece o vínculo com a família e contribui para a adesão ao cuidado compartilhado, especialmente em casos de manutenção do cateter após a alta hospitalar (ARAÚJO et al., 2022; ROSA et al., 2022).
Do ponto de vista institucional, a implantação de protocolos assistenciais padronizados para o uso do PICC é fundamental. Esses protocolos devem contemplar critérios para indicação, inserção, manutenção, monitoramento, prevenção de infecções e capacitação periódica da equipe. A existência de indicadores de qualidade relacionados ao uso do cateter contribui para a segurança do paciente e a eficiência do cuidado (SANTOS, 2023; ALMEIDA et al., 2024).
Assim, o PICC representa não apenas uma alternativa técnica segura e eficaz para o acesso venoso prolongado no neonato, mas também um marco de competência profissional da enfermagem, cujo uso adequado exige formação específica, atualização constante, sensibilidade clínica e atuação alinhada aos princípios da segurança do paciente, sendo um componente essencial no arsenal terapêutico (ULIAN et al., 2023; FERRO et al., 2023).
Cuidado com Cateteres e Sondas
A utilização de cateteres e sondas é rotina na assistência ao recém-nascido em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), sendo essencial para alimentação, aspiração, medicação e monitoramento. A sonda nasogástrica (SNG) é um dos dispositivos mais comumente utilizados e, apesar de ser um procedimento aparentemente simples, envolve riscos significativos quando realizada de forma inadequada. Por isso, a correta inserção, fixação e monitoramento são competências críticas para o enfermeiro (SANTOS, 2023; CAVALCANTE et al., 2020).
No paciente neonatal, a SNG é indicada principalmente para alimentação enteral e descompressão gástrica. A introdução requer extremo cuidado, visto que a anatomia neonatal é estreita e imatura, com risco elevado de perfuração, obstrução respiratória, regurgitação e aspiração. Além disso, uma sonda mal posicionada pode ser inadvertidamente inserida no trato respiratório, que resulta em complicações potencialmente fatais como pneumotórax, atelectasia ou pneumonia aspirativa (SOUZA; ARAÚJO; BARRETO, 2022).
A mensuração correta do comprimento da sonda é fundamental para garantir o posicionamento adequado na região gastrointestinal. A fórmula mais utilizada para tal mensuração no neonato é NEMU (Nose–Earlobe–Mid-Umbilicus), que determina o trajeto anatômico ideal entre a narina, o lóbulo da orelha e a linha média entre o apêndice xifoide e o umbigo. A fixação deve ser firme e em posição neutra, preferencialmente com micropore, para evitar compressões e lesões cutâneas (FERRO et al., 2023).
Após a inserção, o posicionamento da SNG deve ser confirmado antes de cada uso. Em neonatologia, o método mais confiável é o exame radiológico, mas, na prática clínica, utiliza-se a aspiração do conteúdo gástrico e verificação do pH, que deve estar abaixo de 5,5. A ausculta epigástrica isolada, embora tradicional, é pouco segura e não deve ser utilizada como único critério de verificação (ALMEIDA et al., 2024; SANTOS, 2023).
O uso da sonda deve ser sistematicamente avaliado pela equipe de enfermagem. É fundamental observar sinais de intolerância alimentar, como distensão abdominal, vômitos, resíduos gástricos elevados e alterações no padrão respiratório. A manutenção do dispositivo exige cuidados com a integridade da pele, higiene bucal, monitoramento de sinais de infecção e troca da sonda conforme protocolo institucional, geralmente entre 3 a 7 dias (ULIAN et al., 2023).
As complicações associadas ao uso indevido de SNG incluem perfuração gástrica, necrose nasal, lesão de septo nasal, aspiração pulmonar, deslocamento do cateter e infecções locais. Tais eventos podem ser prevenidos com técnica asséptica, verificação rigorosa do posicionamento, avaliação da permeabilidade e capacitação da equipe. A enfermagem tem papel primordial tanto na prevenção quanto na intervenção precoce desses agravos (CAVALCANTE et al., 2020).
Além da técnica, é fundamental considerar o impacto da SNG no conforto e no neurodesenvolvimento do neonato. A presença do tubo pode gerar estímulos nociceptivos contínuos, afetar a sucção e prejudicar o vínculo com o seio materno. Por isso, é essencial a necessidade seja constantemente reavaliada, ao buscar a transição precoce para alimentação oral, quando possível, com suporte fonoaudiológico e multiprofissional (MEDEIROS et al., 2023).
A documentação completa das informações relacionadas ao uso da sonda, como hora da inserção, verificação do posicionamento, tipo de dieta, débito gástrico e intercorrências, é parte fundamental da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE). Registros precisos permitem o rastreamento de eventos adversos, facilitam auditorias clínicas e subsidiam tomadas de decisão seguras (FERRO et al., 2023).
A capacitação contínua da equipe de enfermagem é estratégica para a segurança no uso de sondas. A implementação de treinamentos práticos, simulações clínicas e auditorias internas são formas eficazes de reduzir falhas técnicas e padronizar condutas. A adesão aos protocolos de inserção, fixação e manutenção de sondas é fator determinante para evitar erros assistenciais (SANTOS, 2023; ALMEIDA et al., 2024).
Em síntese, a manipulação de sondas e cateteres exige do enfermeiro neonatal precisão técnica, conhecimento anatômico, responsabilidade legal e sensibilidade clínica. A inserção correta da sonda nasogástrica, embora considerada um procedimento de rotina, envolve alto risco e requer um olhar apurado para a singularidade do neonato. Quando bem executada, essa prática contribui significativamente para a recuperação nutricional e para a promoção do conforto e da segurança do paciente (FERRO et al., 2023; ULIAN et al., 2023).
Cuidados com Ventilação Mecânica Invasiva e Não Invasiva
A insuficiência respiratória é uma das principais causas de internação em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), sendo especialmente prevalente em prematuros devido à imaturidade pulmonar e à deficiência de surfactante. Nesses casos, o suporte ventilatório é essencial para garantir a oxigenação adequada e prevenir complicações secundárias à hipóxia. A assistência de enfermagem à ventilação mecânica, seja invasiva ou não invasiva, exige preparo técnico rigoroso e vigilância constante para evitar eventos adversos (FERRO et al., 2023; ULIAN et al., 2023).
A ventilação mecânica invasiva (VMI) é indicada em situações graves, como síndrome do desconforto respiratório (SDR), apneia de prematuridade, aspiração meconial e sepse. Nessa modalidade, a via aérea é assegurada por tubo orotraqueal, sendo necessária a sedação e o uso de ventiladores mecânicos com parâmetros ajustados à idade e à condição clínica do neonato. A atuação do enfermeiro nesse contexto envolve cuidados com a fixação do tubo, aspiração de vias aéreas, monitoramento da pressão do cuff (quando presente), prevenção de extubação acidental e controle rigoroso da gasometria arterial (CAVALCANTE et al., 2020; ALMEIDA et al., 2024).
A ventilação não invasiva (VNI), tem ganhado destaque por reduzir o tempo de ventilação invasiva, diminuir complicações pulmonares crônicas e favorecer o desenvolvimento neurológico. As modalidades mais utilizadas em neonatologia incluem o CPAP nasal (Continuous Positive Airway Pressure), a ventilação com pressão positiva intermitente nasal (nIPPV) e o high flow nasal cannula (HFNC). Esses dispositivos mantêm a permeabilidade das vias aéreas sem a necessidade de intubação, para oferecer suporte eficaz com menor risco de lesões traqueais (ULIAN et al., 2023; MEDEIROS et al., 2023).
Apesar de ser menos invasiva, a VNI não está isenta de riscos. Uma das complicações mais frequentes é a lesão de pele e mucosas decorrente da pressão exercida pelas cânulas nasais, máscaras ou prongas mal posicionadas. As lesões por pressão associadas à VNI podem causar necrose nasal, hemorragias, infecções secundárias e deformidades estéticas, além de provocar dor e estresse no neonato. A enfermagem é protagonista na prevenção desses agravos (SANTOS, 2023; SILVA et al., 2020).
As estratégias de prevenção incluem a escolha correta do interface, a monitorização constante da pele, o uso de barreiras protetoras como hidrocolóides e espumas, o revezamento de pontos de apoio e a realização de inspeções frequentes da face e narinas. Além disso, é fundamental assegurar o posicionamento anatômico da cabeça e do pescoço, para garantir o ajuste adequado dos dispositivos sem causar tensão ou deslocamento (MEDEIROS et al., 2023; FERRO et al., 2023).
O enfermeiro também deve atentar para os sinais de desconforto respiratório, como batimento de asas nasais, gemido expiratório, retrações intercostais e taquipneia. A monitorização contínua da frequência respiratória, da saturação de oxigênio e da mecânica ventilatória permite intervenções precoces diante de falhas do suporte respiratório, o que evita agravamento do quadro clínico e a necessidade de reintubação (ULIAN et al., 2023).
A aspiração de vias aéreas é um procedimento frequente nos pacientes sob VMI, que deve ser realizada com técnica estéril, tempo reduzido e pressão negativa controlada. A aspiração inadequada pode provocar hipóxia, bradicardia e trauma de mucosa. Já na VNI, a presença de secreções abundantes pode indicar necessidade de revisão dos parâmetros ventilatórios ou sinais de infecção. A avaliação auscultatória e a observação clínica são ferramentas indispensáveis para a enfermagem (CAVALCANTE et al., 2020).
A transição do suporte ventilatório, seja da VMI para a VNI ou da VNI para o ar ambiente, deve ser planejada cuidadosamente, ao respeitar os critérios clínicos de estabilidade, como padrão respiratório regular, bom esforço respiratório e troca gasosa satisfatória. O desmame precoce ou intempestivo pode levar a recaídas e maior tempo de internação. O enfermeiro deve participar ativamente desse processo, ao fornecer dados clínicos e observações relevantes à equipe multiprofissional (ALMEIDA et al., 2024).
Outro aspecto importante é a sedação e analgesia dos neonatos em ventilação invasiva. A dor, o desconforto e o estresse contínuo associados à intubação e à ventilação mecânica devem ser avaliados rotineiramente, com escalas de dor apropriadas, e manejados conforme protocolos, ao respeitar o equilíbrio entre conforto e segurança respiratória. A humanização do cuidado respiratório exige sensibilidade e vigilância (UEMA et al., 2021; GREBINSKI et al., 2023).
Em síntese, os cuidados com a ventilação mecânica neonatal, seja invasiva ou não invasiva, exigem do enfermeiro competências técnicas, conhecimento atualizado e capacidade de tomar decisões baseadas em evidências. A atuação cuidadosa da enfermagem é determinante para o sucesso da ventilação, a prevenção de complicações e a reabilitação pulmonar segura e eficaz do neonato crítico (FERRO et al., 2023; SANTOS, 2023).
Educação Continuada com os Pais na Alta Hospitalar
A alta hospitalar do recém-nascido, especialmente dos que passaram por internação em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), representa um momento de transição crítica e requer preparo cuidadoso da família para garantir a continuidade da assistência no ambiente domiciliar. A educação continuada dos pais é um componente essencial da assistência neonatal e deve ser iniciada ainda durante a internação, com o objetivo de promover autonomia, segurança e vínculo entre a família e o neonato (ROSA et al., 2022; ARAÚJO et al., 2022).
A complexidade clínica dos recém-nascidos e as exigências do cuidado pós-alta tornam imprescindível que os pais recebam orientações sistematizadas, claras e acessíveis, que contemplem temas como alimentação, cuidados com o coto umbilical, sinais de alerta, administração de medicamentos, técnicas de higiene, rotina de sono e desenvolvimento motor. Nos casos em que o neonato permanece com dispositivos como oxigenoterapia domiciliar, sonda enteral ou PICC, o preparo deve ser ainda mais detalhado (SANTOS, 2023; FERRO et al., 2023).
A enfermagem assume papel central nesse processo educativo, pois está em contato direto e contínuo com os pais, o que facilita a construção de vínculos, a escuta ativa e o acolhimento das dúvidas. A comunicação deve ser empática, respeitosa e adaptada ao nível de compreensão da família. A utilização de materiais didáticos ilustrativos, simulações práticas, checklists e reforços visuais são estratégias eficazes para potencializar o aprendizado (ALMEIDA et al., 2024).
A participação dos pais nas rotinas de cuidado ainda durante a internação é parte essencial da preparação para a alta. O envolvimento progressivo nas tarefas — como troca de fraldas, alimentação, posicionamento e controle ambiental — fortalece a autoconfiança e favorece o reconhecimento dos sinais clínicos do filho. A prática do Método Canguru é uma aliada nesse processo, pois estimula o contato pele a pele, a amamentação e a afetividade (MEDEIROS et al., 2023; ROSA et al., 2022).
Nos casos em que o recém-nascido apresenta condições crônicas, síndromes genéticas ou doenças raras, o preparo da família requer planejamento interprofissional, com envolvimento da equipe médica, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais. A alta precisa ser segura e adaptada às necessidades específicas da criança, com encaminhamentos, contatos de suporte e estruturação de rede de apoio no território (SOUZA; ARAÚJO; BARRETO, 2022).
A avaliação da prontidão da família para a alta é responsabilidade compartilhada entre a equipe assistencial, que deve registrar na Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE). Entre os critérios observados estão: demonstração prática dos cuidados, reconhecimento de sinais de alerta, domínio das orientações sobre medicamentos e entendimento da rotina de retorno ambulatorial. O enfermeiro atua como facilitador e articulador desse processo (ULIAN et al., 2023).
Após a alta, é importante garantir mecanismos de acompanhamento e apoio à família. O seguimento ambulatorial precoce, a visita domiciliar por equipes da atenção básica e o fornecimento de materiais educativos contribuem para a prevenção de reinternações e o fortalecimento do vínculo entre o sistema de saúde e a família. A continuidade do cuidado é essencial para neonatos egressos de UTIN, especialmente aqueles com condições clínicas complexas (ALMEIDA et al., 2024; FERRO et al., 2023).
A educação continuada também deve contemplar o cuidado emocional dos pais, que frequentemente vivenciam medo, ansiedade, insegurança e até depressão após a alta. O suporte psicossocial é fundamental para que a família consiga assumir com tranquilidade e confiança o cuidado do neonato em casa. O acolhimento humanizado e a disponibilidade da equipe de saúde para escuta ativa fortalecem a relação terapêutica (ROSA et al., 2022).
A construção de um plano de alta estruturado e documentado é recomendada pelas boas práticas em neonatologia. Esse plano deve conter informações detalhadas sobre o quadro clínico, os cuidados específicos, as prescrições, os contatos de emergência e as datas dos retornos programados. A entrega desse documento aos pais formaliza a transição e assegura que todas as informações relevantes tenham sido devidamente transmitidas (SANTOS, 2023).
Portanto, a educação continuada dos pais na alta hospitalar é um ato de responsabilidade compartilhada que transcende a transferência física do neonato para o domicílio. Trata-se de uma etapa do cuidado neonatal que exige planejamento, escuta, empatia e competência técnica, sendo a enfermagem peça-chave para garantir a segurança, a humanização e a continuidade da assistência ao recém-nascido e a família (MEDEIROS et al., 2023; ARAÚJO et al., 2022).
3. METODOLOGIA
Esta pesquisa caracteriza-se como uma revisão bibliográfica de natureza qualitativa e abordagem exploratória. O objetivo principal foi reunir, analisar e discutir produções científicas relevantes sobre o cuidado de enfermagem em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), com foco em nove eixos temáticos fundamentais: caracterização do paciente neonatal, segurança do paciente, manejo da dor, competências profissionais, cuidado desenvolvimental, uso de PICC, manejo de cateteres e sondas, cuidados com ventilação mecânica e educação continuada na alta hospitalar. A abordagem exploratória justifica-se pela necessidade de aprofundar a compreensão teórica desses temas no contexto assistencial contemporâneo.
Para a coleta de dados, foi realizada uma busca sistemática em bases de dados reconhecidas na área da saúde, que inclui a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Scientific Electronic Library Online (SciELO), PubMed e Google Acadêmico. Foram utilizados descritores controlados do DeCS (Descritores em Ciências da Saúde) como “recém-nascido”, “neonatologia”, “enfermagem neonatal”, “segurança do paciente”, “manejo da dor”, “PICC”, “ventilação mecânica”, “cuidados paliativos neonatais” e “educação em saúde”. A combinação de termos foi feita por operadores booleanos (AND, OR) com o objetivo de refinar a seleção.
Os critérios de inclusão adotados foram: artigos completos publicados entre 2018 e 2024, redigidos em português, inglês ou espanhol, disponíveis na íntegra e que abordassem diretamente as práticas de enfermagem neonatal nos temas propostos. Foram excluídas teses, monografias, resumos de eventos, publicações duplicadas ou que não apresentassem interface com a prática clínica de enfermagem em UTIN. Após a triagem, 15 artigos foram selecionados para compor o corpo teórico do trabalho, conforme análise de relevância, atualidade e rigor metodológico.
A análise dos dados consistiu na leitura crítica e interpretativa do conteúdo dos artigos selecionados, para buscar extrair evidências e convergências entre os achados. Essa leitura foi conduzida com base na técnica de análise temática, que permite a identificação de categorias que se alinham aos nove eixos definidos previamente. A sistematização dessas informações possibilitou a construção de uma narrativa coesa, estruturada e fundamentada, com o intuito de subsidiar reflexões e proposições para a prática profissional em UTIN.
Cumpre destacar que, por se tratar de uma pesquisa bibliográfica, este estudo não envolveu coleta de dados primários com seres humanos, que dispensa, portanto, a necessidade de submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa, conforme a Resolução n.º 510/2016 do Conselho Nacional de Saúde. No entanto, todas as fontes utilizadas foram devidamente referenciadas conforme as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), para garantir a integridade acadêmica e o respeito à propriedade intelectual dos autores consultados.
4. ANÁLISE DOS DADOS
A análise dos dados obtidos por meio da revisão bibliográfica revelou que o paciente neonatal internado em UTIN apresenta vulnerabilidades fisiológicas e imunológicas que o tornam altamente suscetível a agravos iatrogênicos, infecções nosocomiais e efeitos adversos associados à terapêutica intensiva. A classificação do neonato, considera idade gestacional, peso ao nascer, escore de Apgar, patologias associadas e necessidade de suporte tecnológico — é essencial para a organização do cuidado e a tomada de decisões clínicas (FERRO et al., 2023; ULIAN et al., 2023).
Os artigos analisados destacam que a segurança do paciente neonatal é ainda um desafio significativo nas UTINs, principalmente pela complexidade das intervenções realizadas e pela frequência de eventos adversos evitáveis. Falhas na administração de medicamentos, erros de dosagem, desconexões acidentais de dispositivos, extubações não planejadas e infecções associadas a dispositivos invasivos estão entre os principais riscos identificados. A padronização de rotinas, a implementação de protocolos assistenciais e a cultura de segurança são medidas imprescindíveis (ALMEIDA et al., 2024; CAVALCANTE et al., 2020).
O manejo da dor neonatal foi uma constante em todos os estudos analisados. A literatura reforça que os neonatos percebem a dor de forma intensa e contínua, especialmente os prematuros, sendo essa percepção muitas vezes subestimada pela equipe. Procedimentos invasivos de rotina, como punções, aspirações e inserções de sondas, são realizados com frequência sem analgesia adequada. A utilização de escalas validadas para avaliação da dor, como a NIPS e a PIPP, e o emprego de estratégias não farmacológicas, como a sucção não nutritiva e o contato pele a pele, ainda são subutilizados na prática clínica (UEMA et al., 2021; MEDEIROS et al., 2023).
A análise também evidenciou que as competências profissionais da enfermagem neonatal são multifatoriais e vão além do domínio técnico. Os estudos destacam a importância de habilidades relacionais, capacidade de comunicação com a equipe e com os pais, tomada de decisão baseada em evidências e liderança clínica. A formação específica em neonatologia, a educação permanente e a adesão a protocolos são elementos que impactam diretamente na qualidade e na segurança do cuidado prestado (FERRO et al., 2023; SANTOS, 2023).
O cuidado desenvolvimental foi abordado como um eixo essencial para a redução do estresse ambiental e promoção do neurodesenvolvimento. Os artigos reforçam que práticas como o posicionamento terapêutico, controle de ruídos e luminosidade, agrupamento de cuidados e uso do Método Canguru contribuem para a estabilidade clínica do neonato e favorecem o crescimento e maturação cerebral. A responsabilidade da enfermagem nesse processo é inegável, que exige conhecimento e sensibilidade para adaptar a técnica à condição do paciente (MEDEIROS et al., 2023; ULIAN et al., 2023).
O uso do PICC se destaca como uma tecnologia segura e eficaz para acesso venoso de longa permanência, desde que o uso seja criteriosamente indicado e acompanhado por protocolos institucionais. Os estudos apontam que a capacitação da equipe de enfermagem na inserção e manutenção do PICC reduz significativamente as taxas de infecção da corrente sanguínea e melhora os indicadores de qualidade da assistência. Entretanto, a manipulação incorreta ainda está associada a eventos adversos evitáveis (CAVALCANTE et al., 2020; ALMEIDA et al., 2024).
A análise sobre os cuidados com cateteres e sondas, especialmente em relação à inserção da sonda nasogástrica, revelou a importância da técnica correta, da verificação rigorosa do posicionamento e da manutenção segura. A mensuração adequada do comprimento da sonda, a avaliação do pH do conteúdo gástrico e o uso de materiais que minimizem lesões cutâneas são práticas descritas na literatura como preventivas de complicações graves, como aspiração pulmonar, lesão nasal e perfuração gástrica (FERRO et al., 2023; SOUZA; ARAÚJO; BARRETO, 2022).
No que se refere à ventilação mecânica, tanto invasiva quanto não invasiva, a literatura evidencia que a atuação do enfermeiro é decisiva para evitar complicações como lesões por pressão, barotrauma, infecções respiratórias e desconforto. A monitorização contínua dos parâmetros ventilatórios, a vigilância das interfaces, o uso de barreiras protetoras e a avaliação clínica frequente do neonato são práticas que impactam diretamente na eficiência e segurança do suporte respiratório (ULIAN et al., 2023; SILVA et al., 2020).
As lesões relacionadas à ventilação não invasiva, especialmente aquelas localizadas na região nasal, são recorrentes na prática clínica e exigem cuidados especializados da equipe de enfermagem. Os estudos destacam a necessidade de protocolos específicos para prevenção de úlceras por pressão associadas a dispositivos, com ênfase na escolha adequada do pronga nasal, intervalos de verificação e troca de interface, além da capacitação da equipe assistencial (MEDEIROS et al., 2023; CAVALCANTE et al., 2020).
A análise da literatura também revelou que a educação continuada dos pais durante o processo de alta é uma das práticas mais importantes — e muitas vezes negligenciadas — nas UTINs. O envolvimento precoce da família no cuidado, associado a treinamentos sistemáticos e materiais educativos, promove a autonomia, reduz o estresse e fortalece o vínculo com o recém-nascido. A alta segura depende do preparo adequado da família, especialmente quando o neonato exige cuidados domiciliares complexos (ROSA et al., 2022; ARAÚJO et al., 2022).
Os estudos apontam que pais mal orientados enfrentam dificuldades significativas no cuidado pós-alta, o que pode resultar em reinternações, uso incorreto de medicações, falhas na alimentação e ausência de acompanhamento ambulatorial. A presença de um plano de alta estruturado, com registros precisos e comunicação efetiva entre equipe e família, reduz drasticamente os riscos e promove um cuidado contínuo e humanizado (ALMEIDA et al., 2024; SANTOS, 2023).
A articulação dos nove eixos temáticos revela que o cuidado de enfermagem neonatal é uma prática complexa, que integra ciência, técnica e humanização. A atuação da equipe de enfermagem impacta diretamente nos desfechos clínicos, na segurança do paciente e na experiência familiar. Por isso, a formação qualificada, a presença de protocolos baseados em evidências e o investimento institucional em educação permanente são pilares inegociáveis para a qualidade assistencial (FERRO et al., 2023; ULIAN et al., 2023).
A análise também evidenciou lacunas na prática assistencial, como subnotificação de eventos adversos, resistência à adoção de protocolos, deficiências na documentação de enfermagem e despreparo para o manejo da dor. Esses fatores apontam para a necessidade de melhorias contínuas nos processos de trabalho, na cultura organizacional e na governança clínica das UTINs (SANTOS, 2023; ALMEIDA et al., 2024).
A enfermagem neonatal, nesse contexto, consolida-se como eixo central da assistência intensiva, que deve atuar com excelência técnica, responsabilidade ética e sensibilidade humana. A análise dos dados reafirma que a enfermagem não é apenas executora de procedimentos, mas protagonista no planejamento, na avaliação e na garantia da segurança e do desenvolvimento saudável do paciente neonatal (FERRO et al., 2023; MEDEIROS et al., 2023).
Em síntese, os dados analisados demonstram que o cuidado de enfermagem em UTIN deve ser compreendido como um processo sistêmico, interdependente e fundamentado em evidências. A integração entre os eixos temáticos reforça a importância da atuação multidimensional do enfermeiro, cuja prática qualificada pode transformar a realidade de milhares de neonatos e as famílias (ULIAN et al., 2023; GREBINSKI et al., 2023).
5. DISCUSSÃO DOS DADOS
A análise dos artigos selecionados permitiu constatar que o cuidado de enfermagem em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) tem evoluído significativamente nas últimas décadas, especialmente com o fortalecimento das práticas baseadas em evidências. No entanto, ainda persistem lacunas importantes na padronização de condutas, na capacitação profissional e na integração efetiva entre técnica e humanização. Os resultados apontam que a qualidade da assistência neonatal está diretamente relacionada ao preparo da equipe de enfermagem e à adoção de estratégias organizadas de cuidado (FERRO et al., 2023; ALMEIDA et al., 2024).
O primeiro eixo analisado, relativo à caracterização do paciente neonatal, revelou a necessidade de uma abordagem altamente individualizada, uma vez que fatores como idade gestacional, peso ao nascer, patologias associadas e resposta ao tratamento influenciam diretamente o plano assistencial. O enfermeiro deve ser capaz de reconhecer as particularidades fisiológicas e emocionais do recém-nascido crítico, para adaptar as intervenções de forma segura e eficiente (ULIAN et al., 2023).
Em relação à segurança do paciente, observou-se que, embora as UTINs disponham de tecnologias avançadas, os eventos adversos continuam sendo uma realidade preocupante, principalmente os relacionados à medicação, aos dispositivos invasivos e à manipulação inadequada. A adoção de protocolos clínicos e a vigilância ativa da equipe são estratégias fundamentais para mitigar esses riscos. O enfermeiro é peça-chave na prevenção e na notificação de ocorrências, que contribui para a melhoria contínua dos processos assistenciais (CAVALCANTE et al., 2020; SANTOS, 2023).
O manejo da dor neonatal ainda representa um dos maiores desafios na prática diária. Os estudos evidenciam que, embora se reconheça a capacidade do neonato de sentir dor, muitas UTINs ainda utilizam de forma insuficiente escalas validadas e intervenções analgésicas, especialmente nos procedimentos repetitivos. Estratégias simples e eficazes como o uso de glicose, sucção não nutritiva e contato pele a pele devem ser incorporadas de forma sistemática à rotina, ao reforçar a importância do cuidado humanizado (UEMA et al., 2021; MEDEIROS et al., 2023).
A discussão sobre as competências profissionais reafirma a complexidade do papel do enfermeiro em UTIN. A prática neonatal exige, além de domínio técnico, habilidades de comunicação, liderança, raciocínio clínico e atuação ética. Profissionais capacitados demonstram maior eficácia na condução de cuidados críticos, maior adesão a protocolos e menor incidência de erros. A educação permanente e a valorização profissional são fatores que impactam diretamente na qualidade assistencial e na segurança do paciente (FERRO et al., 2023; SANTOS, 2023).
O cuidado desenvolvimental, vem sendo reconhecido como uma estratégia essencial para promover o conforto, reduzir o estresse e favorecer o neurodesenvolvimento do recém-nascido. Práticas como posicionamento adequado, proteção do sono, controle de luminosidade e agrupamento de procedimentos estão cada vez mais presentes na rotina de UTINs que buscam humanizar a assistência. O enfermeiro tem papel decisivo na implementação e monitoramento dessas intervenções (MEDEIROS et al., 2023; ULIAN et al., 2023).
A análise do uso do Cateter Central de Inserção Periférica (PICC) demonstrou que a adoção é benéfica quando realizada por profissionais capacitados e com base em protocolos bem estruturados. O uso seguro do PICC está relacionado à redução de infecções e à garantia de um acesso venoso de longa duração para terapias complexas. Entretanto, complicações como o mau posicionamento, obstrução e extravasamento ainda são frequentes, ao destacar a importância da manutenção rigorosa e da avaliação contínua do dispositivo (CAVALCANTE et al., 2020; ALMEIDA et al., 2024).
Os cuidados com sondas e cateteres, especialmente com a sonda nasogástrica, também se mostraram pontos críticos na assistência neonatal. Erros na inserção, fixação e manutenção podem resultar em complicações como perfuração, aspiração e lesões cutâneas. A implementação de protocolos específicos e o treinamento regular da equipe são estratégias eficazes para prevenir esses agravos. A checagem do posicionamento da sonda e a documentação correta são condutas essenciais para a segurança do neonato (SOUZA; ARAÚJO; BARRETO, 2022; FERRO et al., 2023).
Em relação à ventilação mecânica, os estudos destacaram a relevância da atuação da enfermagem no monitoramento contínuo do suporte respiratório, tanto na modalidade invasiva quanto na não invasiva. A VNI, apesar de menos agressiva, pode causar lesões por pressão e desconforto quando mal manejada. O uso de barreiras protetoras, a escolha adequada das interfaces e a vigilância da integridade cutânea são medidas que previnem complicações e melhoram a adesão ao tratamento (SILVA et al., 2020; MEDEIROS et al., 2023).
A discussão também revelou a importância de escalas clínicas na avaliação do desconforto respiratório, da dor e da estabilidade hemodinâmica. Tais instrumentos são subutilizados em muitas UTINs, o que dificulta a avaliação precisa e a tomada de decisão embasada. A incorporação desses recursos à prática diária, com registros padronizados e capacitação contínua, contribui para um cuidado mais seguro e individualizado (ULIAN et al., 2023; SANTOS, 2023).
A educação continuada dos pais na alta hospitalar foi apontada como um diferencial importante na transição segura do cuidado para o ambiente domiciliar. Famílias bem orientadas demonstram maior confiança, menor índice de reinternação e maior vínculo com a equipe de saúde. No entanto, muitos profissionais ainda realizam esse processo de forma fragmentada e tardia. A inclusão da família no cuidado desde os primeiros dias de internação e a elaboração de planos de alta estruturados são condutas recomendadas (ROSA et al., 2022; ARAÚJO et al., 2022).
Nos casos de neonatos com doenças raras ou condições crônicas, a alta hospitalar exige articulação com serviços de referência, estruturação de rede de apoio e capacitação específica dos pais. A transição do cuidado para o domicílio não deve ser encarada como o fim da assistência, mas como a extensão do cuidado hospitalar. O enfermeiro tem responsabilidade direta nesse processo, ao atuar como facilitador do cuidado compartilhado e agente educador (ALMEIDA et al., 2024; SANTOS, 2023).
Além dos aspectos clínicos, os estudos reforçam a importância da documentação de enfermagem como ferramenta de qualidade e segurança. Registros completos, objetivos e padronizados são indispensáveis para a continuidade do cuidado, rastreamento de eventos e base para pesquisas futuras. A ausência ou inadequação dos registros é um problema recorrente que compromete a efetividade da assistência e a responsabilidade legal do profissional (FERRO et al., 2023; SOUZA; ARAÚJO; BARRETO, 2022).
A atuação da enfermagem neonatal, portanto, não se resume à execução de procedimentos. Trata-se de uma prática intelectual, técnica e relacional que exige capacidade de julgamento clínico, comunicação assertiva, ética e atualização constante. O reconhecimento institucional da complexidade do cuidado em UTIN deve refletir-se em políticas de formação, dimensionamento de pessoal, acesso a tecnologias e valorização profissional (ULIAN et al., 2023; MEDEIROS et al., 2023).
Por fim, os dados discutidos reforçam a importância de um cuidado neonatal sistêmico, que integre ciência, sensibilidade e compromisso com a vida. A enfermagem tem protagonismo nesse cenário, sendo capaz de transformar realidades por meio da excelência assistencial e da humanização do cuidado. A construção de uma cultura de segurança, centrada no paciente e orientada por evidências, é um caminho necessário e inadiável para a qualidade das UTINs (FERRO et al., 2023; ALMEIDA et al., 2024).
6. CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente estudo permitiu compreender a complexidade e a abrangência do cuidado de enfermagem em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), que evidencia a atuação do enfermeiro nesse ambiente que ultrapassa o domínio técnico e exige competências clínicas, éticas, pedagógicas e relacionais. Os nove eixos temáticos investigados demonstraram que o cuidado neonatal é um processo dinâmico, centrado na singularidade do recém-nascido e sustentado por práticas baseadas em evidências.
A caracterização do paciente neonatal destacou a importância de reconhecer a vulnerabilidade biológica e emocional dessa população. A fragilidade fisiológica dos neonatos, especialmente dos prematuros e de baixo peso, exige intervenções altamente individualizadas, com foco na minimização de riscos e promoção do desenvolvimento saudável. Esse cuidado exige do enfermeiro uma leitura clínica precisa e atuação sensível às mudanças sutis do quadro clínico.
A segurança do paciente e o manejo da dor emergiram como áreas críticas na assistência. A alta incidência de eventos adversos e a subvalorização da dor neonatal apontam para a necessidade de revisão de protocolos e fortalecimento da cultura de segurança. A implementação de práticas preventivas, avaliação sistemática da dor e capacitação contínua da equipe são estratégias essenciais para promover um cuidado seguro e humanizado.
O cuidado desenvolvimental, aliado à utilização segura de dispositivos como o PICC, sondas e ventilação mecânica, reforçou o papel técnico e ao mesmo tempo integrador da enfermagem neonatal. A manipulação desses recursos exige domínio científico e preparo emocional, mas a má utilização pode gerar agravos significativos. As boas práticas nesse campo contribuem diretamente para a redução de morbidades e para a melhoria dos indicadores clínicos e funcionais dos neonatos.
A análise também evidenciou a centralidade das competências profissionais da enfermagem como fator determinante na qualidade da assistência. O raciocínio clínico, a tomada de decisão ética, a comunicação eficiente e a liderança colaborativa são habilidades indispensáveis para a condução do cuidado em UTIN. Profissionais mais bem preparados impactam positivamente os desfechos clínicos e a experiência dos pais durante a hospitalização.
A educação continuada dos pais na alta hospitalar se destacou como um elemento de transição indispensável. A construção de um plano de alta estruturado, o preparo emocional da família e a orientação clara sobre os cuidados domiciliares contribuem para a continuidade da assistência e prevenção de reinternações, assim, a alta hospitalar deve ser compreendida como uma etapa do cuidado e não como encerramento.
Conclui-se, portanto, que o cuidado de enfermagem em UTIN é um campo altamente especializado, que exige compromisso ético, domínio técnico-científico e sensibilidade humana. O fortalecimento das práticas assistenciais deve estar sustentado em protocolos baseados em evidências, educação permanente da equipe, articulação interprofissional e valorização do protagonismo da enfermagem. Dessa forma, será possível garantir que o neonato e a família recebam um cuidado seguro, qualificado e centrado na vida.
REFERÊNCIAS
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ULIAN, Ana Luísa et al. Diagnósticos e intervenções de enfermagem para recém-nascidos submetidos à cuidados intensivos. CuidArte Enferm., v. 17, n. 1, p. 46-54, jan./jun. 2023. Disponível em: https://pesquisa.bvsalud.org. Acesso em: 23 jul. 2025.
1Enfermeira Especialista em Enfermagem Neonatal e Pediátrica pela Centro Universitário Celso Lisboa, Rio de Janeiro/RJ, Brasil, e-mail: ana_soares.bia@yahoo.com
2Enfermeira Especialista em Enfermagem Neonatal e Pediátrica pela Centro Universitário Celso Lisboa, Rio de Janeiro/RJ, Brasil, e-mail: deboraalacerda@hotmail.com
3Enfermeira Especialista em Enfermagem Neonatal e Pediátrica pela Centro Universitário Celso Lisboa, Rio de Janeiro/RJ, Brasil, e-mail: lara_lpf25@hotmail.com
4Enfermeira Especialista em Enfermagem Neonatal e Pediátrica pela Centro Universitário Celso Lisboa, Rio de Janeiro/RJ, Brasil, e-mail: ritarafaelle33@gmail.com
5Enfermeira Especialista em Enfermagem Neonatal e Pediátrica pela Centro Universitário Celso Lisboa, Rio de Janeiro/RJ, Brasil, e-mail: thayscabral6@gmail.com
6Mestre em Enfermagem, Docente Convidado da Pós-Graduação em Enfermagem Neonatal e Pediátrica pela Centro Universitário Celso Lisboa, Rio de Janeiro/RJ, Brasil, e-mail: profclaudemirsj@gmail.com
7Especialização em Enfermagem Psiquiatria e Saúde Mental, Docente pela Universidade Castelo Branco, Campus Realengo, RJ/Brasil, e-mail: calazans_rj@yahoo.com.br
8Mestrado Profissional em Enfermagem, Universidade Federal Fluminense, RJ/Brasil e-mail: enfaligiaprado@hotmail.com
9Especialista em em gestão de saúde pela Universidade Estado do Rio de Janeiro e-mail: velasco.t.alessandra@gmail.com
10Enfermeira Especialista em Estratégia da Família e Comunidade pela UERJ na modalidade de residência, e-mail: pireddabeatriz@gmail.com
11Enfermeira Especialista em Enfermagem Neonatal e Pediátrica pela Centro Universitário Celso Lisboa, Rio de Janeiro/RJ, Brasil, e-mail: elisakellyfortunato@gmail.com
12Enfermeira Especialista em Enfermagem Neonatal e Pediátrica pela Centro Universitário Celso Lisboa, Rio de Janeiro/RJ, Brasil, e-mail: miriamtec@hotmail.com
13Enfermeira Especialista em Enfermagem Neonatal e Pediátrica pela Centro Universitário Celso Lisboa, Rio de Janeiro/RJ, Brasil, e-mail: luanavidal74@gmail.com
14Enfermeira Mestre em Enfermagem UNIRIO, Rio de Janeiro/RJ, Brasil, e-mail: aslopes4@gmail.com
15Enfermeira Especialista em Enfermagem Neonatal e Pediátrica pela Centro Universitário Celso Lisboa, Rio de Janeiro/RJ, Brasil, e-mail: carpdossmc@gmail.com
