A TRAJETÓRIA HISTÓRICA DO CONSUMO DE TERERÉ: DAS ORIGENS INDÍGENAS À CONTEMPORANEIDADE

THE HISTORICAL TRAJECTORY OF TERERÉ CONSUMPTION: FROM INDIGENOUS ORIGINS TO CONTEMPORANEITY

LA TRAYECTORIA HISTÓRICA DEL CONSUMO DE TERERÉ: DE LOS ORÍGENES INDÍGENAS A LA CONTEMPORANEIDAD

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202601121456


MENEGHINI, Olinda Beatriz Trevisol
QUEVEDO, Ruan Pina


Resumo

Na fronteira do estado de Mato Grosso do Sul e Paraguai, o consumo de erva-mate é uma tradição que se mantém de geração em geração, desde a época do ciclo da erva-mate até o período pós-guerra da Tríplice Aliança. Este estudo objetiva analisar e compreender as relações socioespaciais e afetivas ligadas ao consumo e à prática do Tereré na área de fronteira de Ponta Porã, Mato Grosso do Sul, e Pedro Juan Caballero. Para atingir essa finalidade, a metodologia empregada foi a revisão da literatura concernente às temáticas subjacentes a este estudo. Subsequentemente, foi efetuada uma pesquisa documental, fazendo uso de fontes primárias e secundárias, levantamento bibliográfico, com o intuito de aprofundar a compreensão das relações culturais, identitárias e afetivas que permeiam a prática do Tereré. Também foi realizada uma pesquisa via google forms para saber quem tem o hábito, qual a frequência e o que mistura na água para o consumo. O Tereré não é apenas uma bebida, mas um símbolo cultural de MS, sua importância consolidada legalmente para preservar e promover essa tradição única. 

Palavras-chave; mate, bebida, cultural, patrimônio

Abstract

On the border of the state of Mato Grosso do Sul and Paraguay, the consumption of mate tea is a tradition that has been maintained from generation to generation, from the era of the mate cycle to the post-War of the Triple Alliance period. This study aims to analyze and understand the socio-spatial and affective relations linked to the consumption and practice of Tereré in the border area of Ponta Porã, Mato Grosso do Sul, and Pedro Juan Caballero. To achieve this purpose, the methodology employed was a review of the literature concerning the underlying themes of this study. Subsequently, documentary research was carried out, using primary and secondary sources, and a bibliographic survey, with the aim of deepening the understanding of the cultural, identity, and affective relationships that permeate the practice of Tereré. A survey via Google Forms was also conducted to find out who has the habit, the frequency, and what they mix in the water for consumption. Tereré is not just a drink, but a cultural symbol of MS, its importance legally consolidated to preserve and promote this unique tradition.

Keywords; mate, drink, cultural, heritage

Resumen

En la frontera del estado de Mato Grosso del Sur y Paraguay, el consumo de yerba mate es una tradición que se mantiene de generación en generación, desde la época del ciclo de la yerba mate hasta el período posguerra de la Triple Alianza. Este estudio tiene como objetivo analizar y comprender las relaciones socioespaciales y afectivas ligadas al consumo y a la práctica del Tereré en el área de frontera de Ponta Porã, Mato Grosso del Sur, y Pedro Juan Caballero. Para alcanzar esta finalidad, la metodología empleada fue la revisión de la literatura concerniente a las temáticas subyacentes a este estudio. Subsecuentemente, se efectuó una investigación documental, haciendo uso de fuentes primarias y secundarias, y un levantamiento bibliográfico, con el propósito de profundizar en la comprensión de las relaciones culturales, identitarias y afectivas que permean la práctica del Tereré. También se realizó una encuesta a través de Google Forms para saber quién tiene el hábito, cuál es la frecuencia y qué se mezcla en el agua para su consumo. El tereré no es solo una bebida, sino un símbolo cultural de MS, su importancia consolidada legalmente para preservar y promover esta tradición única. 

Palabras clave: mate, bebida, cultural, patrimonio

Introdução

O costume de tomar a bebida chamada Tereré no estado de Mato Grosso do Sul e região centro-oeste do Brasil, faz parte da cultura sul-mato-grossense. O Tereré é elemento cultural e bebida típica do Estado de Mato Grosso do Sul, e tem relação direta com o desenvolvimento socioeconômico do estado. A origem da bebida e consumo desta erva nativa vem de muitos anos, muito antes dos europeus chegarem na região.

Trata-se de um hábito que é Patrimônio Imaterial da Humanidade, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) desde 2020 a pedido do Paraguai.  Em 2023 foi aprovado o Decreto Legislativo nº 15/2023, que declara o Tereré como Patrimônio Imaterial e Cultural do Estado de Mato Grosso do Sul, devido a sua importância histórica, cultural e social para os sul-mato-grossenses. 

1 – Origens e Herança Indígena A erva-mate (Ilex Paraguariensis) é uma árvore nativa da América do Sul, na natureza, pode atingir uma altura de 12 a 16 metros de altura  e é cultivada na zona subtropical da região.  Suas folhas são usadas para fazer várias infusões muito populares e consumidas pelos povos sul-americanos, como o chimarrão, o tereré ou o mate cozido (semelhante a um chá). A origem da erva-mate remonta ao povo indígena guarani, que antigamente estavam presentes no território desde a  Amazônia até o Rio da Prata (Figura 1).

Figura 1: SEQ Figura \* ARABIC 1-Mapa esquemático do Aquífero dos Guarais

Fonte: https://pt.slideshare.net/slideshow/ndios-guaranis/35533664

Acredita-se que o costume de consumir a erva-mate em infusões seja um legado direto do povo guarani que se estabeleceu na região ao longo do tempo, como diz a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). 

Como aponta um artigo publicado pelo Ministério da Cultura da Argentina em seu site oficial, os primeiros consumidores (e guardiões) da erva-mate foram os indígenas guaranis.

Eles usavam suas folhas como bebida, objeto de adoração e moeda. Para esses povos, a árvore da erva-mate era, acima de tudo, um presente dos deuses, reconhece a organização argentina. Segundo a Unesco, é certo que a erva-mate era o elemento-chave da dieta dos guaranis, cuja tribo se estendia pelo território em torno dos rios Paraná, Paraguai e Uruguai.

Os guaranis usavam uma cabaça para preparar as folhas de erva-mate e as filtravam usando os dentes ou um canudo perfurado (como um antecedente da atual “bombilla”), um tacuapi (cana de bambu) feito de cestaria de tacuara (varas de bambu) como filtro, explica Alejandra Lapietra, uma sommelier argentina especializada em mate em um artigo da National Geographic dos Estados Unidos  intitulado (O que é a erva-mate – essa bebida cafeinada é realmente boa para você?, em tradução livre para o português) 

Outros grupos indígenas, como os charrúa do Uruguai e os tupi-guaranis do Brasil, mastigavam as folhas por seus benefícios fitoterápicos. Quando os missionários jesuítas chegaram ao Paraguai no século XVII, proibiram seu consumo por considerá-lo um hábito prejudicial à saúde. No entanto, a proibição terminou por volta de 1630, observa o artigo norte-americano.

A partir de então, acrescenta a Unesco, a extração e a venda da erva-mate tornaram-se uma das principais atividades socioeconômicas da então colônia onde hoje é o Paraguai.

2 – A Lenda do Mate

Existe uma lenda, de origem guarani, que narra a história de Yari, uma jovem que, para cuidar de seu pai idoso e solitário, abriu mão de seu futuro na tribo, permanecendo com ele em uma tapera, enquanto a tribo foi em busca de terras férteis para o cultivo. Um dia, um viajante, que era um mensageiro do deus Tupã, apareceu, foi bem recebido e, em gratidão, deu ao pai uma muda de uma planta milagrosa, ensinando-o a preparar uma infusão energizante que o fortaleceu e trouxe companhia. Essa planta se multiplicou, e Yari, por sua dedicação, foi transformada em Caá-Yari, a deusa dos ervais, tornando-se a protetora da erva-mate, símbolo de amizade e hospitalidade (Figura 2). Por isso o mate é oferecido a todos que chegam, representando a generosidade e a amizade do povo.

Figura 2 – Yari com seu pai

Fonte: https://institutopuruna.com.br/a-lenda-da-erva-mate/

O amargo do mate pode simbolizar a saudade, enquanto o doce representa um coração sem ela, e a bebida fortalece os laços. A erva-mate concede força e clareza mental aos que a bebem. A origem mística da planta na tradição indígena, associada a rituais e generosidade.

3 – Primeiros contatos com os europeus 

Os primeiros contatos de exploradores europeus com a erva-mate na região que hoje compreende parte do Centro-Oeste (especificamente o sul do Mato Grosso, atual Mato Grosso do Sul) ocorreram por meio dos povos indígenas Guaranis. Estes nativos já consumiam a infusão (conhecida como caá-i, ou “água de erva”) muito antes da chegada dos colonizadores. Os europeus notaram que os povos indígenas Guaranis e Tupis consumiam uma bebida de folhas trituradas, chamada de caá-i (água da erva), que lhes proporcionava vitalidade, força e aliviava a fadiga.

 4 – O Ciclo Econômico e a Companhia Mate Laranjeira 

Mato Grosso do Sul, principalmente a região de Dourados e Ponta Porã, se desenvolveu a partir da exploração da erva-mate, colhidas e transportadas pelos ervateiros. Os ervateiros foram protagonistas do período de expansão da produção de erva-mate em Mato Grosso do Sul. Eles eram responsáveis por preparar as folhas para o consumo. 

Eles eram responsáveis por preparar as folhas para o consumo. De acordo com registros históricos, eram descritos como homens com grande resistência física, capazes de suportar o calor das regiões fronteiriças e de erguer, sozinhos, grandes montes de galhos de erva-mate, conhecidos como raidos.  

As vestimentas destes trabalhadores eram característicasuma espécie de proteção improvisada que cobria da cabeça aos pés, adequada para enfrentar longas jornadas de trabalho (Figura 3). A Guerra do Paraguai foi o conflito decisivo para a definição das fronteiras em áreas ricas em ervais nativos, consolidando o controle brasileiro sobre essas terras.

No início do século XX, Mato Grosso do Sul figurava entre os principais produtores. Os ervateiros foram protagonistas do período de expansão da produção de erva-mate em Mato Grosso do Sul. Uma empresa chegou a cultivar 5 milhões de hectares, área que era mantida por esses trabalhadores.

Figura 3 – Trabalho braçal nos ervais

Fonte: https://globoplay.globo.com/v/6370452/

A Companhia Mate Laranjeira (Figura 4) foi uma poderosa empresa do século XIX e XX, fundada por Tomás Laranjeira, para explorar erva-mate no sul do antigo Mato Grosso (hoje Mato Grosso do Sul e Paraná), tornando-se gigante econômica, fundando cidades como Porto Murtinho e Guaíra, criando infraestrutura (portos, ferrovias) e explorando vastas áreas de ervais nativos, sendo fundamental na história regional e influenciando até os limites de fronteira Brasil Paraguai, atuando com grande poder político e econômico antes de suas concessões serem canceladas pelo governo Vargas em 1943, mas sua história se estende com sucessoras no agronegócio moderno. A companhia funcionava como um “estado dentro do estado”, investindo em infraestrutura (portos, estradas e ferrovias) para escoar o produto, principalmente para Buenos Aires.

Figura 4: SEQ Figura \* ARABIC 4 – Proprietários da companhia mate Laranjeira

Fonte: https://globoplay.globo.com/v/6370452/

A atividade manteve relevância até o século XXI, quando a produção começou a declinar e o estado passou a importar o produto, principalmente da região Sul do país.  

O ciclo da erva-mate, marcou o Sul de Mato Grosso no final do século 19 e primeiras décadas do século 20. 

O verde que saía dos campos para a Argentina carregava o peso de jornadas exaustivas e de uma escravidão travestida de contrato de trabalho (Figura 5). 

Figura 5 -Trabalhadores nos ervais

Fonte: https://globoplay.globo.com/v/6370452/

Esses trabalhadores, na maioria indígenas e descendentes de indígenas vindos também do Paraguai, eram explorados de forma brutal. (Figura 6)

Figura 6 -Trabalhadores acompanhados por homens armados

Fonte: https://globoplay.globo.com/v/6370452/

A gente chama de escravidão por dívidas, porque eles chegavam endividados e não podiam deixar o trabalho. Alguns morriam, outros eram capturados. Era praticamente trabalho escravo.

5 – Declínio e Transformação (Século XX)

O encerramento do ciclo econômico da erva-mate em MS ocorreu após a Argentina interromper as compras do produto brasileiro. Em 1915 a abertura dos ervais para produtores independentes e a criação de colônias agrícolas, como a CAND (Colônia Agrícola Nacional de Dourados) na era Vargas, acontece então a transição da economia ervateira para a agropecuária (soja, milho e gado) nas antigas terras da companhia.

6 – Patrimônio e Identidade Sul-Mato-Grossense

O Tereré é uma bebida típica do Paraguai e em 2020 foi declarado Patrimônio Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), conquistado pelo próprio país. 

Em 2023 foi aprovado o Decreto Legislativo nº 15/2023, que declara o tereré como Patrimônio Imaterial e Cultural do Estado de Mato Grosso do Sul, devido a sua importância histórica, cultural e social para os sul-mato-grossenses. 

Segundo Mochi deputado estadual que propôs o registro do tereré como patrimônio imaterial de MS, ao transformar algo em Patrimônio Cultural e Imaterial, você reconhece que isso faz parte do cotidiano e não tem nada mais característico do nosso dia a dia do que o Tereré, que depois da água, é a bebida mais consumida no estado. As questões que se tornam Patrimônio são os costumes, a valorização das raízes, da história e cultura do povo, ele é um marcador da identidade regional. O hábito de tomar mate (Tereré gelado ou chimarrão quente) une famílias e amigos, preservando a herança paraguaia e indígena no estado.

Atualmente, a erva-mate é um produto de grande consumo e que faz parte da cultura e da economia do Paraguai, Brasil, Uruguai e Argentina. No entanto, ela também é buscada em outros países da América Latina e, recentemente, foi exportada para países europeus e asiáticos, de acordo com a Unesco.A organização destaca que a erva-mate é parte essencial da rotina alimentar das pessoas da região, independentemente de sua classe social e localização no território. Além disso, sua relevância para a população local se reflete em inúmeras manifestações culturais, como músicas, danças, poesias, histórias, mitos e lendas. 

Em qualquer região de Campo Grande, a qualquer horário, é possível encontrar alguém se deliciando com aquele que é um dos maiores símbolos da nossa cultura: o tereré (Figura 7).  Em alusão ao término da Guerra do Paraguai, no dia 1º de março entrou para o Calendário Oficial de Eventos de Campo Grande. 

Figura 7– Tereré preparado em uma guampa

Fonte: https://pt.slideshare.net/slideshow/ndios-guaranis/35533664

A lei visa reconhecer a bebida típica de Campo Grande e afirmar a cultura presente diariamente no cotidiano dos munícipes. O reconhecimento não é apenas a bebida típica, mas tudo o que envolve o hábito de tomar tereré para o campo-grandense. Além de manter viva a tradição e a cultura, reunindo famílias e amigos em momentos descontraídos, o tereré fomenta o comércio e o artesanato da Capital através da venda de cuias e garrafas térmicas personalizadas, guampas e da erva-mate. 

Um monumento em formato de uma guampa de tereré foi instalado em 2014 na avenida Duque de Caxias em Campo Grande. Segundo o artista plástico que criou a obra, Anor Pereira Mendes, o monumento é em homenagem às tradições sul-mato-grossenses. A peça foi colocada próxima ao Aeroporto Internacional de Campo Grande. O artista explicou que o objetivo é que o monumento seja um ponto de atração para os turistas na capital do estado.

A escultura (Figura 8) pesa 300 quilos e é feita de armações de ferro e uma mistura de resina e areia. Mendes levou cerca de um mês para confeccionar a guampa.

Figura 8 –  Monumento ao Tereré

Fonte: Osvaldo Nóbrega/TV Morena)

O Tereré está representado como monumento em outras cidades também tais como: Ponta Porã (Figura 9), e na cidade de Caarapó.

Figura 9 – Monumento ao Mate em Ponta Porã

Fonte: https://www.fundacaodecultura.ms.gov.br/38099-2; Acesso set. 2022

7 Sul Mato-grossenses e o Tereré

Em pesquisa realizada com moradores do estado entre os dias 7 e 10 de janeiro de 2026, apresentou  resultados  muito interessantes, 25% dos entrevistados nasceu em outros estados, de idade variando de menos de 18 anos  a 60 mais, 69% do sexo feminino, 50% com nível superior completo, nível socio econômico variando de menos de  3,5 mil a superior a 25 mil reais mensais, estudantes e profissionais de diversas áreas da economia como:  pedreiro, diarista, professores universitários,  destes 66,7% possuem o habito de tomar Tereré 77%  destes usam limão na água e 22,2 % usam hortelã. A  frequência com que as pessoas consomem a bebida  varia  muito e  8% tomam o mate com água quente, e todos concordam que não é um modismo mas faz parte da cultura e identidade do Estado de Mato Grosso do Sul.

Figura 10 – Nuvem de palavras gerada a partir dos resumos dos artigos do corpus

Fonte: Elaborada pela autora com auxílio do programa wordcloud.online

Palavras em destaque indicam a frequência e relevância temática. A nuvem de palavras no caso criada pela autora com auxílio do programa wordcloud. online é um elemento que auxilia na visualização sobre os temas centrais da pesquisa. Auxilia na justificativa de emergência das palavras-chave no resumo. 

Considerações finais

Na análise da presença do tereré como um bem cultural, identitário de Mato Grosso do Sul os fios condutores foram História e patrimônio cultural.   A história do consumo da erva-mate e seus significados e lendas, as especificidades regionais ligadas   construções de identidades e de memórias, bem como a contextualização dos registros de bens imateriais no estado colaboraram para demonstrar como a bebida faz referência no cotidiano da população sul-mato-grossense. 

Ao apontar ideias associadas, por meio do tereré, foi possível compreender como o “mate” é inserido no universo das relações sociais, históricas, e entendido como prática alimentar que materializa a identidade cultural sul-mato-grossense, inserido, portanto, no campo das disputas simbólicas.

O tereré é uma bebida usada por pessoas de idades variadas e nível socioeconômico variado também. Uma bebida que, juntamente com a erva-mate, atravessou e deixou marcas na história do antigo Sul de Mato Grosso, atual Mato Grosso do Sul. O típico, o regional, materializa-se por meio do tereré. O registro da bebida como bem imaterial do estado pode ser considerado como um divisor de águas nas ações de promoção da cultura sul-mato-grossense.

Referências 

ALEMS: https://al.ms.gov.br/Noticias/137583/de-autoria-de-mochi-terere-e-declarado-patrimonio-imaterial-e-cultural-de-ms

ENU  MATO GROSSO DO SULhttps://g1.globo.com/ms/videos-mstv-1-edicao-ponta-pora/video/monumento-em-dourados-reflete-a-importancia-do-terere-para-a-cultura-de-ms-6370452.ghtml

GONÇALVES, Carlos Barros. Tereré Patrimônio cultural de Mato Grosso do Sul Cacoal – RO editora Carywa 2023 repositorio.ufgd.edu.br › jspui › bitstream Tereré – repositorio.ufgd.edu.br

LAPIETRA, Alejandra. What is yerba mate-and is this caffeinated drink really good for you? (O que é a erva-mate – essa bebida cafeinada é realmente boa para você? National Geographic dos Estados Unidos intitulado em tradução livre para o português. Pesquisado em 27 de dezembro de 2025 pelo link https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2023/12/qual-e-a-origem-da-erva-mate-segundo-a-histori

SEREJO, Helio. Erva-Mate – Nos tempos dos Ervais que abriu nesta segunda-feira (11), a 1ª Jornada Estadual do Patrimônio Cultural de Mato Grosso do Sul.

SEREJO, Helio. Caminhos de Memória: Territórios, Saberes e Resistências”           https://www.campograndenews.com.br/lado-b/comportamento-23-08-2011-08/ciclo-da-erva-mate-custou-suor-e-a-liberdade-indigena-em-ms

CENTENO, Carla Villamaina. https://www.campograndenews.com.br/lado-b /comportamento-23-08-2011-08/ciclo-da-erva-mate-custou-suor-e-a-liberdade-indigena-em-ms


Rolar para cima