RETINOPATIA DIABÉTICA: O PAPEL DO RASTREAMENTO NA ATENÇÃO BÁSICA PARA EVITAR A CEGUEIRA

DIABETIC RETINOPATHY: THE ROLE OF SCREENING IN PRIMARY CARE TO AVOID BLINDNESS

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/pa10202510311148


RODRIGUES, Gutembergue Silva; DE MOURA, Maria Eduarda Muniz; EL KADRI, Mohamed Aly; HIRLE, Nathalia Pereira; SILVA, Thiago Rodrigues; DA SILVA, Bárbara Luzia Oliveira


RESUMO

INTRODUÇÃO.A retinopatia diabética representa uma das principais causas de cegueira evitável no mundo, sendo particularmente relevante no contexto brasileiro devido à alta prevalência do diabetes mellitus. A detecção precoce das alterações oculares é fundamental para a prevenção da progressão da doença e para a preservação da visão. Nesse sentido, a Atenção Básica, como porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), desempenha papel estratégico na identificação e no acompanhamento de pacientes com diabetes, tendo implementado ações de rastreamento sistemático que contribuem para a redução das complicações visuais. OBJETIVOS. O estudo teve como objetivo analisar o papel do rastreamento da retinopatia diabética na Atenção Básica como estratégia preventiva para redução da cegueira em pacientes com diabetes mellitus, bem como identificar a existência de protocolos formais de rastreamento da retinopatia diabética. JUSTIFICATIVA.
A prevenção da cegueira causada pela retinopatia diabética apresenta grande relevância social, pois mantem a autonomia e a qualidade de vida dos indivíduos, reduzindo a sobrecarga física, emocional e financeira sobre as famílias, além de minimizar os custos para o sistema de saúde. Do ponto de vista científico, a pesquisa contribui para a compreensão do papel estratégico da Atenção Básica no diagnóstico precoce e no acompanhamento de pacientes com diabetes mellitus, subsidiando a formulação de políticas públicas e protocolos clínicos. MATERIAIS E MÉTODOS O estudo foi conduzido por meio de uma revisão sistemática da literatura, seguindo as diretrizes PRISMA, com foco na identificação e na análise crítica de evidências sobre o rastreamento da retinopatia diabética na Atenção Básica. A busca de artigos foi realizada nas bases PubMed e SciELO, considerando publicações entre 2020 e 2025, em português, inglês ou espanhol, disponíveis na íntegra.
Os critérios de inclusão compreenderam estudos publicados entre 2020 e 2025, focados no rastreamento da retinopatia diabética na Atenção Básica e relevantes para a prevenção da cegueira. Já os critérios de exclusão abrangeram trabalhos duplicados e artigos indisponíveis de forma gratuita na íntegra. RESULTADOS E DISCUSSÃO Foram encontrados inicialmente 405 artigos sobre a temática e após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 10 foram destacados na tabela e discutidos. A revisão evidenciou a efetividade do rastreamento da retinopatia diabética na detecção precoce de alterações visuais, possibilitando intervenções oportunas que retardaram ou preveniram a progressão da doença. Observou-se que a implementação de protocolos de rastreamento na Atenção Básica fortaleceu o cuidado contínuo e ampliou o acesso dos pacientes ao diagnóstico especializado, contribuindo para a redução das taxas de cegueira evitável. CONSIDERAÇÕES FINAIS. O rastreamento sistemático da retinopatia diabética na Atenção Básica se mostrou uma estratégia eficaz na prevenção da cegueira e na melhoria da qualidade de vida de pacientes com diabetes mellitus. A pesquisa contribuiu para a consolidação de evidências científicas que subsidiam políticas públicas, protocolos clínicos e práticas assistenciais voltadas ao fortalecimento do cuidado oftalmológico no contexto do SUS.

Palavras-chave: Retinopatia diabética. Atenção Básica; Rastreamento.

ABSTRACT

INTRODUCTION.Diabetic retinopathy represents one of the main causes of preventable blindness worldwide, being particularly relevant in the Brazilian context due to the high prevalence of diabetes mellitus. Early detection of ocular changes is essential for preventing disease progression and preserving vision. In this sense, Primary Health Care, as the entry point to the Unified Health System (SUS), has played a strategic role in identifying and monitoring patients with diabetes, implementing systematic screening actions that contribute to reducing visual complications.OBJECTIVES.This study aimed to analyze the role of diabetic retinopathy screening in Primary Health Care as a preventive strategy to reduce blindness in patients with diabetes mellitus, as well as to identify the existence of formal screening protocols for diabetic retinopathy.JUSTIFICATION
The prevention of blindness caused by diabetic retinopathy has great social relevance, as it helps maintain individuals’ autonomy and quality of life, reducing the physical, emotional, and financial burden on families, in addition to minimizing healthcare system costs. From a scientific standpoint, the research contributed to understanding the strategic role of Primary Health Care in the early diagnosis and follow-up of patients with diabetes mellitus, supporting the development of public policies and clinical protocols.MATERIALS AND METHODS. The study was conducted through a systematic literature review following PRISMA guidelines, focusing on identifying and critically analyzing evidence on diabetic retinopathy screening in Primary Health Care. The article search was carried out in the PubMed and SciELO databases, considering publications between 2020 and 2025, in Portuguese, English, or Spanish, available in full text.
The inclusion criteria comprised studies published between 2020 and 2025 focused on diabetic retinopathy screening in Primary Health Care and relevant to blindness prevention. The exclusion criteria included duplicate studies and articles not freely available in full text.RESULTS AND DISCUSSION. Initially, 405 articles were found on the topic, and after applying the inclusion and exclusion criteria, 10 were highlighted in the table and discussed. The review demonstrated the effectiveness of diabetic retinopathy screening in the early detection of visual changes, allowing timely interventions that delayed or prevented disease progression. It was observed that the implementation of screening protocols in Primary Health Care strengthened continuous care and expanded patients’ access to specialized diagnosis, contributing to the reduction of preventable blindness rates.FINAL CONSIDERATIONS Systematic screening for diabetic retinopathy in Primary Health Care proved to be an effective strategy for preventing blindness and improving the quality of life of patients with diabetes mellitus. The research contributed to consolidating scientific evidence that supports public policies, clinical protocols, and healthcare practices aimed at strengthening ophthalmologic care within the SUS context.

Keywords: Diabetic retinopathy; Primary Health Care; Screening.

1 INTRODUÇÃO

A retinopatia diabética, uma das principais complicações microvasculares do diabetes mellitus, representa importante causa de cegueira evitável em todo o mundo, especialmente entre adultos em idade produtiva (Wong et al., 2021; Tan et al., 2023). No contexto brasileiro, a crescente prevalência do diabetes e as dificuldades de acesso a exames oftalmológicos especializados tornam essa condição um relevante problema de saúde pública, exigindo ações efetivas de rastreamento e acompanhamento contínuo no âmbito da Atenção Primária à Saúde (Rocha, 2024; Oliveira, 2022).

Aproximadamente um terço dos indivíduos com diabetes mellitus apresenta algum grau de retinopatia, e após duas décadas de evolução da doença, cerca de 90% dos pacientes com diabetes tipo 1 e 60% dos com diabetes tipo 2 desenvolvem manifestações retinianas (Busnello, 2021; García et al., 2025). A fisiopatologia da retinopatia diabética está associada a alterações vasculares da retina provocadas pela hiperglicemia crônica, que gera aumento da permeabilidade capilar, isquemia tecidual e neovascularização, resultando em perda progressiva da visão (Santos et al., 2025; Paes, 2023).

O diagnóstico precoce é determinante para evitar a progressão da doença e reduzir a cegueira associada. Entretanto, muitos pacientes permanecem sem avaliação oftalmológica regular, sobretudo na Atenção Básica, devido à escassez de profissionais especializados e à ausência de protocolos sistematizados de rastreamento (Carneiro, 2024; Rocha et al., 2025). Nesse cenário, o uso de tecnologias acessíveis, como a retinografia digital e a teleoftalmologia, tem se mostrado eficaz para ampliar o acesso ao diagnóstico e fortalecer as práticas de prevenção (Oliveira, 2022; Braga et al., 2024).

Além disso, o controle rigoroso dos fatores de risco como glicemia, pressão arterial e dislipidemia é essencial para retardar a progressão da doença e reduzir a morbimortalidade associada ao diabetes. O manejo deve ser interdisciplinar, envolvendo médicos de família, endocrinologistas, oftalmologistas e profissionais de enfermagem, assegurando um acompanhamento integral e contínuo ao paciente (Rocha, 2024; Santos et al., 2025).

Diante da relevância epidemiológica e do impacto social e econômico causados pela perda visual, torna-se indispensável compreender a importância do rastreamento sistemático da retinopatia diabética na Atenção Básica. A consolidação de evidências sobre a efetividade do diagnóstico precoce e sobre os protocolos existentes pode subsidiar políticas públicas e aprimorar a prática clínica. Assim, este estudo tem como objetivo analisar o papel do rastreamento da retinopatia diabética na Atenção Básica como estratégia preventiva para a redução da cegueira em pacientes com diabetes mellitus, bem como identificar a existência de protocolos formais de rastreamento dessa condição.

   2 MATERIAIS E MÉTODOS

O presente estudo foi conduzido por meio de uma revisão sistemática da literatura, seguindo as recomendações da metodologia Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA), com o propósito de identificar, selecionar e analisar criticamente as evidências científicas sobre o papel do rastreamento da retinopatia diabética na Atenção Básica como estratégia para prevenção da cegueira. A busca de artigos foi realizada nas bases de dados National Library of Medicine (PubMed), principal repositório internacional de publicações biomédicas, e Scientific Electronic Library Online (SciELO), que contempla produções científicas disponíveis gratuitamente na íntegra.

A análise dos artigos ocorreu em três etapas sequenciais: leitura dos títulos e resumos para triagem inicial, leitura integral dos textos selecionados e extração dos dados relevantes para responder à questão de pesquisa. As informações obtidas foram organizadas em sínteses descritivas, tabelas e quadros comparativos, utilizando o software Excel, de forma a evidenciar os principais achados, metodologias empregadas e conclusões dos estudos incluídos.

Foram incluídos estudos publicados entre 2020 e 2025, redigidos em português, inglês ou espanhol, que abordaram o rastreamento da retinopatia diabética, especialmente no contexto da Atenção Básica, e que apresentaram relevância para a prevenção da cegueira. Foram aceitos estudos originais, revisões sistemáticas e meta-análises disponíveis gratuitamente na íntegra. Foram excluídos trabalhos duplicados entre as bases e artigos que não estavam disponíveis de forma gratuito na íntegra.

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Foram encontrados inicialmente 405 artigos sobre a temática e, após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 10 foram destacados como evidente no fluxograma 01.

Figura 1. Fluxo de estudos encontrados.

Fonte: Acervo do autor (2025).

           Os estudos selecionados abordaram majoritariamente a importância do rastreamento sistemático da retinopatia diabética na Atenção Básica e sua efetividade na detecção precoce de alterações oculares relacionadas ao diabetes mellitus, como destacados na tabela 01.

Tabela 01. Artigos escolhidos para composição da tabela.

Fonte: Autores (2025).

O rastreamento da retinopatia diabética (RD) na Atenção Básica representa uma das estratégias mais eficazes para a prevenção da cegueira evitável em pessoas com diabetes mellitus. Nesse sentido, a detecção precoce das alterações oculares, aliada ao controle metabólico rigoroso e ao acompanhamento multiprofissional, é capaz de reduzir significativamente a progressão da doença e as consequências visuais irreversíveis (Carneiro, 2024).

Além disso, observa-se que a Atenção Básica, por sua capilaridade e proximidade com a comunidade, possui papel estratégico na implementação de políticas de prevenção e rastreamento da RD, atuando como primeiro nível de vigilância em saúde ocular e integrando ações educativas, clínicas e de monitoramento contínuo. Ademais, a retinopatia diabética continua sendo uma das principais causas de cegueira em adultos em idade produtiva, o que a torna um importante problema de saúde pública (Braga et al., 2024).

Existe uma associação significativa entre a presença de retinopatia diabética e o pé diabético, indicando que ambas as condições compartilham mecanismos fisiopatológicos relacionados à microangiopatia diabética. Essa realidade ressalta a necessidade de abordagens integradas na Atenção Básica, em que o rastreamento da retinopatia seja realizado de forma concomitante à investigação de outras complicações crônicas do diabetes, fortalecendo uma visão integral do cuidado (Busnello, 2021).

Além disso, destaca-se que fatores de risco como hipertensão arterial, controle glicêmico inadequado e tempo de diagnóstico estão fortemente associados à gravidade da retinopatia diabética. Esses elementos reforçam a importância da atuação preventiva das equipes de saúde na Atenção Básica, uma vez que o monitoramento constante desses parâmetros e a educação em saúde voltada à adesão terapêutica podem retardar o aparecimento das lesões retinianas (Garcia, 2025).

Dessa forma, o rastreamento da RD deve ser compreendido como um exame pontual, como parte integrante de um conjunto de estratégias voltadas à manutenção da saúde ocular e à redução da morbidade associada ao diabetes mellitus. No contexto assistencial brasileiro, Carneiro (2024) evidencia que o médico generalista, quando devidamente treinado, é capaz de realizar o rastreamento da retinopatia diabética utilizando protocolos simples e retinografia digital.

Essa constatação é particularmente relevante para o fortalecimento da Atenção Básica, pois indica que, mesmo sem a presença constante de oftalmologistas, é possível ampliar a cobertura diagnóstica por meio de tecnologias acessíveis e treinamento adequado. Rocha (2024), ao relatar a experiência de rastreamento em Unidades de Atenção Primária no município de Canindé, no Ceará, demonstrou a viabilidade operacional dessa estratégia, destacando o impacto positivo no encaminhamento precoce de pacientes com alterações retinianas. Tais experiências evidenciam que o rastreamento realizado no nível primário é uma intervenção custo-efetiva e capaz de reduzir significativamente a demanda por tratamentos de alta complexidade.

Por outro lado, Garcia et al. (2025) analisaram o impacto da pandemia de COVID-19 sobre os programas de rastreamento da retinopatia diabética na Andaluzia e observaram queda expressiva nas triagens oftalmológicas, o que resultou no aumento de casos detectados em estágios avançados. Esse resultado alerta para a necessidade de formalização de protocolos de rastreamento que assegurem a continuidade das ações, mesmo em períodos de crise sanitária.

No cenário brasileiro, a ausência de protocolos padronizados e de infraestrutura adequada ainda constitui um desafio expressivo. Oliveira (2022) destacou que, embora a retinografia digital seja um método viável para o rastreamento na Atenção Primária, sua implementação é frequentemente limitada por carência de equipamentos e de profissionais capacitados para interpretar as imagens.

Paes (2023) chama atenção para o papel da enfermagem no acompanhamento do paciente diabético e na prevenção das complicações oculares. Além disso, a atuação da equipe de enfermagem, por meio de ações educativas, reforça a importância do autocuidado, do controle glicêmico e do comparecimento regular às consultas oftalmológicas.

Essa dimensão educativa é essencial, pois a adesão dos pacientes às recomendações de rastreamento e tratamento depende, em grande parte, da percepção do risco e do conhecimento sobre as consequências da doença. Dessa forma, a integração da enfermagem, do médico e de outros profissionais de saúde é indispensável para o sucesso das estratégias preventivas no âmbito da Atenção Básica.

Outro aspecto relevante observado nos estudos é a influência do grau de comprometimento microvascular sobre a resposta a exames clínicos e terapêuticos. Segundo Rocha et al. (2025) a resposta à midríase farmacológica varia conforme o estágio da retinopatia, o que sugere que a avaliação oftalmológica pode ser utilizada também como ferramenta para estimar o grau de lesão vascular sistêmica. Esse dado reforça a importância da detecção precoce, visto que o comprometimento microvascular reflete não apenas o estado da retina, mas também o grau de dano em outros órgãos-alvo afetados pelo diabetes.

Sob uma perspectiva tecnológica e prospectiva, Tan (2023) aponta que os avanços digitais, como a telemedicina e o uso da inteligência artificial, têm potencial para transformar o rastreamento da retinopatia diabética até 2030. O autor destaca que sistemas automatizados de análise de imagens da retina podem ampliar o acesso ao diagnóstico, especialmente em regiões com escassez de oftalmologistas. Essa inovação, quando integrada à estrutura da Atenção Básica, pode otimizar o tempo de resposta e permitir a priorização de casos de maior gravidade. Essa visão dialoga com as experiências nacionais descritas por Oliveira (2022) e Rocha (2024), nas quais o uso da retinografia digital demonstrou resultados positivos tanto em termos de cobertura quanto de efetividade diagnóstica.

Os estudos de Santos et al. (2025) sintetizam a importância de compreender a retinopatia diabética como uma manifestação sistêmica da doença, associada ao controle glicêmico inadequado, ao tempo de evolução do diabetes e aos distúrbios metabólicos concomitantes. Dessa forma, o rastreamento da RD deve ser incorporado às rotinas de cuidado integral ao paciente diabético, contemplando o exame oftalmológico, como também ações educativas, acompanhamento clínico regular e incentivo à mudança de estilo de vida. A Atenção Básica, ao integrar esses componentes, consolida-se como um ambiente estratégico para a promoção da saúde ocular e a prevenção da cegueira.

Em síntese, a análise dos estudos revela que o rastreamento da retinopatia diabética na Atenção Básica é viável, efetivo e essencial para reduzir as complicações visuais e os custos com tratamentos especializados. Contudo, sua plena implementação depende da existência de protocolos formais, da capacitação contínua das equipes e do uso de tecnologias adequadas para triagem e monitoramento. Logo, investir na estruturação desses processos é, portanto, uma medida prioritária para garantir o cuidado integral ao paciente diabético e fortalecer o papel da Atenção Básica na prevenção da cegueira por retinopatia diabética.

CONCLUSÃO

A análise dos estudos evidencia que o rastreamento da retinopatia diabética na Atenção Básica é fundamental para a prevenção de complicações visuais graves e para o manejo integral do paciente com diabetes mellitus. A detecção precoce das alterações retinianas, associada ao controle metabólico e à educação em saúde, mostrou-se essencial para reduzir a progressão da doença e o risco de cegueira evitável. Nesse contexto, a atuação das equipes multiprofissionais da Atenção Básica, aliada ao uso de tecnologias como a retinografia digital e a teleoftalmologia, tem se destacado como estratégia eficaz e de baixo custo para ampliar o acesso ao diagnóstico precoce.

Entretanto, ainda são observadas lacunas importantes relacionadas à padronização de protocolos, infraestrutura insuficiente e limitação na capacitação dos profissionais de saúde, o que compromete a efetividade das ações de rastreamento. Assim, reforça-se a necessidade de políticas públicas voltadas à implementação de protocolos formais e à integração entre níveis de atenção, garantindo continuidade do cuidado e vigilância permanente. O fortalecimento dessas ações representa um avanço significativo na promoção da saúde ocular, na prevenção da cegueira e na melhoria da qualidade de vida das pessoas com diabetes.

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