SURGICAL REPAIR OF PERFORATED DUODENAL DIVERTICULUM: A CASE REPORT
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202508231220
Tiago Barbosa
Patricia Marcolin
Matheus Rizzotto
Raísa Severo Cruz
Eduarda Roani Baptista
Eduarda Hannaui Bastos
RESUMO
Introdução: Os divertículos duodenais são comuns, geralmente assintomáticos, mas sua perfuração é uma complicação rara e potencialmente fatal. O manejo deve ser individualizado.
Relato do caso: Paciente feminina, 71 anos, hipertensa e dislipidêmica, apresentou dor em hipocôndrio direito após preparo colônico. A tomografia computadorizada evidenciou retropneumoperitônio na segunda porção duodenal. Submetida à laparotomia, realizou-se ressecção parcial do divertículo, sutura em bolsa com inversão e colecistectomia profilática. Evoluiu bem, com alta hospitalar no sétimo dia pós-operatório.
Conclusão: A perfuração de divertículo duodenal requer alto grau de suspeição e diagnóstico precoce. O reparo cirúrgico individualizado é essencial para reduzir morbimortalidade.
Palavras-chave: Divertículo duodenal; Perfuração; Laparotomia; Relato de caso; Cirurgia digestiva
ABSTRACT
Introduction: Duodenal diverticula are common and usually asymptomatic, but perforation is a rare and potentially fatal complication. Management must be individualized.
Case report: A 71-year-old female with hypertension and dyslipidemia presented with right upper quadrant pain after bowel preparation. Computed tomography revealed retroperitoneal free air in the second portion of the duodenum. She underwent laparotomy with partial resection of the diverticulum, purse-string closure with inversion and prophylactic cholecystectomy. She recovered well and was discharged on the seventh postoperative day.
Conclusion: Perforated duodenal diverticulum requires high clinical suspicion and early diagnosis. Individualized surgical repair is essential to reduce morbidity and mortality.
Keywords: Duodenal diverticulum; Perforation; Laparotomy; Case report; Digestive surgery
INTRODUÇÃO
Os divertículos duodenais são protrusões saculares da mucosa e submucosa através da camada muscular, predominando na segunda e terceira porções do duodeno, sobretudo em pacientes idosos. A perfuração é rara (<0,1%), mas grave, associada a alta morbimortalidade. O diagnóstico precoce e o manejo cirúrgico individualizado são fundamentais.
RELATO DO CASO
Paciente feminina, 71 anos, hipertensa e dislipidêmica, apresentou dor em hipocôndrio direito após preparo colônico. Exame físico com dor localizada. Tomografia abdominal evidenciou retropneumoperitônio em segunda porção duodenal.
Figura 1. Tomografia computadorizada evidenciando retropneumoperitônio na segunda porção duodenal, com densificação dos planos adiposos e líquido livre peripancreático.
A paciente foi submetida à laparotomia de emergência com manobra de Kocher, sendo identificado divertículo perfurado em parede posterior da segunda porção duodenal, justapapilar. Realizada ressecção parcial do divertículo, sutura em bolsa com inversão e colecistectomia profilática.
Figura 2. Fotografia intraoperatória mostrando divertículo duodenal perfurado em parede posterior da segunda porção, submetido à ressecção parcial e sutura em bolsa de inversão.
A paciente apresentou boa evolução pós-operatória, com alta hospitalar no 7º dia. No seguimento ambulatorial manteve-se assintomática e sem novas intercorrências.
DISCUSSÃO
A perfuração de divertículo duodenal é uma entidade rara e grave, com mortalidade descrita até 30%. A escolha terapêutica depende da estabilidade clínica e da extensão da lesão. O reparo cirúrgico direto com sutura ou ressecção parcial é eficaz em perfurações localizadas, enquanto ressecções maiores ficam reservadas a casos complexos. Relatos recentes descrevem também manejo conservador em pacientes selecionados.
CONCLUSÃO
A perfuração de divertículo duodenal, embora rara, deve ser lembrada no diagnóstico diferencial de abdome agudo em idosos. O diagnóstico precoce por tomografia e a abordagem cirúrgica individualizada são determinantes para bom prognóstico.
DECLARAÇÕES
Consentimento informado obtido da paciente para publicação do caso e imagens.
Conflitos de interesse: os autores declaram não haver.
Financiamento: não houve suporte financeiro externo.
REFERÊNCIAS
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