RELEVANCE OF EARLY Y DIAGNOSIS OF PROSTATE CANCER: AN INTEGRATIVE REVIEW ON TECHNOLOGICAL ADVANCES, THERAPEUTIC EFFECTIVENESS, AND LIFESTYLE-RELATED FACTORS.
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202511192013
Sérgio Wilson de Sousa Mendes1
Thiago Pereira Diniz2
Nelson Jorge Carvalho Batista3
RESUMO
O câncer de próstata representa uma das neoplasias mais prevalentes e desafiadoras da saúde masculina global, constituindo relevante problema de saúde pública. Este estudo, de caráter integrativo, teve como objetivo analisar a relevância do diagnóstico precoce do câncer de próstata, considerando sua eficiência terapêutica, os avanços tecnológicos disponíveis e a influência do estilo de vida. A busca foi realizada nas bases PubMed e LILACS, utilizando descritores combinados por operadores booleanos, com recorte temporal de 2020 a 2025. Foram incluídos 12 artigos que atenderam aos critérios de elegibilidade, analisados segundo a qualidade metodológica do Joanna Briggs Institute (JBI). Os resultados evidenciaram quatro eixos temáticos: estratégias de diagnóstico precoce, avanços tecnológicos, fatores de risco e implicações éticas e de saúde pública. Observou-se que métodos tradicionais, como PSA e exame digital retal, ainda predominam, embora apresentem limitações. As inovações recentes — como o índice PSA livre/total, os escores genéticos, biomarcadores hormonais e a ressonância multiparamétrica — ampliam a acurácia diagnóstica e reduzem procedimentos desnecessários. Aspectos sociais, educacionais e de acesso mostraram-se determinantes para o rastreamento efetivo. As evidências reforçam que o diagnóstico precoce deve ser conduzido de forma humanizada, equitativa e personalizada, integrando tecnologia, ética e atenção primária. Conclui-se que o futuro do rastreamento prostático demanda políticas públicas inclusivas e profissionais capacitados para promover o cuidado integral à saúde do homem, reduzindo desigualdades e potencializando o impacto do diagnóstico precoce.
Palavras-chave: câncer de próstata; diagnóstico precoce; rastreamento; avanços tecnológicos; saúde do homem.
Abstract
Prostate cancer is one of the most prevalent and challenging malignancies affecting men worldwide, representing a major public health issue. This integrative review aimed to analyze the relevance of early diagnosis of prostate cancer, focusing on treatment effectiveness, technological advances, and lifestyle influences. The literature search was conducted in PubMed and LILACS databases using Boolean operators and descriptors, covering the period from 2020 to 2025. Twelve studies that met the eligibility criteria were included and evaluated according to the methodological quality parameters of the Joanna Briggs Institute (JBI). The findings were grouped into four thematic categories: early diagnostic strategies, technological advances, risk factors, and ethical and public health implications. Traditional methods such as PSA testing and digital rectal examination remain predominant, despite their limitations. Recent innovations—such as the free/total PSA index, genetic risk scores, hormonal biomarkers, and multiparametric MRI—have increased diagnostic accuracy and reduced unnecessary procedures. Social, educational, and accessibility factors proved to be key determinants of effective screening. The evidence highlights that early detection should be guided by a humanized, equitable, and personalized approach, integrating technology, ethics, and primary health care. It is concluded that the future of prostate cancer screening requires inclusive public health policies and well-trained professionals committed to promoting comprehensive male health care, reducing inequalities, and maximizing the impact of early diagnosis.
Keywords: prostate cancer; early diagnosis; screening; technological advances; men’s health.
1 INTRODUÇÃO
O Câncer de Próstata é umas das neoplasias malignas mais prevalentes e desafiadoras que afetam a saúde masculina em todo o mundo. Representando uma significativa carga para a saúde pública, este tipo de câncer figura como uma das principais causas de morbidade e mortalidade entre homens, com uma prevalência crescente em muitos países. A importância do estudo sobre o câncer de próstata vai além da saúde individual, estendendo-se a sociedade como um todo, devido ao grande impacto socioeconômico que ele exerce (INCA, 2020).
A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino que desempenha papel fundamental na produção e nutrição do fluido que protege o sêmen, tornando-o mais líquido. Entretanto essa glândula com o passar do tempo pode ser alvo de transformações malignas, conhecido como câncer de próstata. Geralmente, esse tipo de câncer não causa sintomas nas fases iniciais, o que torna o diagnóstico precoce um grande desafio. No entanto, quando os sintomas aparecem, o paciente pode relatar dificuldades para urinar, fraqueza no jato urinário e a sensação de esvaziamento incompleto da bexiga. Esses sinais costumam surgir quando a doença já está em um estágio mais avançado, reforçando a importância da prevenção e do rastreamento regular para detectar a condição o quanto antes (Siegel et al., 2023).
A Sociedade Brasileira de Urologia, orienta que homens acima de 40 anos façam os exames preventivos ao menos uma vez ao ano, caso apresente fatores de risco. Fatores esses que incluem idade, aspectos étnicos, onde os negros têm prevalência aproximadamente duas vezes maior se comprado a homens brancos, geográficos, tabagismo e histórico familiar de câncer em parentes de primeiro grau, visto que a possibilidade de desenvolver a doença aumenta no mínimo duas vezes. E se caso não possua fatores de risco e não tenha sintomas, é necessário que sejam realizados exames de prevenção a partir dos 50 anos (Eastham, 2022).
A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNSH) tem como uma das suas diretrizes, qualificar a saúde da população masculina através do diagnóstico precoce e prevenção de cânceres. Castro, et al, (2011), afirma que o exame de toque retal e a pesquisa do antígeno prostático (PSA) são os métodos de testagem mais utilizados no rastreamento do Câncer de Próstata. O PSA é considerado o marcador mais importante para a detecção e monitoramento do câncer de próstata e a associação desses dois exames aumenta a chance de detectar o tumor em fases iniciais, quando as possibilidades de cura são mais elevadas.
A triagem pelo PSA visa principalmente detectar o maior número possível de casos. No entanto, a maior parte dos homens busca atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) apenas em estágios mais avançados, geralmente por meio de serviços especializados. Essa falta de atenção à prevenção e ao acompanhamento regular contribui para o aumento dos custos ao sistema de saúde e para a maior incidência de complicações e morbidades associadas à doença. Quando o diagnóstico é realizado precocemente, o tratamento inicial apresenta bons resultados, podendo alcançar índices de cura em aproximadamente 80% dos pacientes, o que contribui significativamente para a melhora da qualidade de vida (Barouki, 2017).
No entanto, o PSA apresenta baixa especificidade, o que pode resultar em biópsias desnecessárias e na identificação de tumores indolentes, clinicamente insignificantes, levando a procedimentos terapêuticos invasivos sem impacto real na sobrevida. Essas limitações sustentam o debate sobre o equilíbrio entre os benefícios e os riscos do rastreamento, especialmente no que se refere à detecção de casos sem relevância clínica e à exposição dos pacientes a intervenções desnecessárias (Drake et al., 2022). Nesse contexto, a literatura científica recente tem enfatizado a importância da transição de um modelo de rastreamento populacional indiscriminado para estratégias personalizadas, baseadas na estratificação individual de risco e em parâmetros clínico-epidemiológicos.
Os avanços tecnológicos das últimas décadas têm contribuído significativamente para essa mudança de paradigma. A introdução da ressonância magnética multiparamétrica (RMmp) e de novos biomarcadores tem aumentado substancialmente a acurácia diagnóstica, permitindo distinguir tumores clinicamente significativos de lesões indolentes (Pierorazio et al., 2023). Além disso, o uso de inteligência artificial (IA) na interpretação de imagens tem aprimorado a precisão dos laudos e reduzido a variabilidade interobservador.
Embora sejam reconhecidos os benefícios do diagnóstico precoce do câncer de próstata, o rastreamento deve ser conduzido com base em critérios específicos, como o estado clínico do paciente, a presença de sintomas relacionados à doença e o histórico familiar. O rastreamento populacional em massa pode expor os indivíduos a procedimentos desnecessários, resultando em desconforto, ansiedade, aumento de falsos positivos e, consequentemente, em gastos desnecessários de recursos públicos. Dessa forma, reforça-se que a assistência à saúde do homem deve ser integral e contínua, não se limitando apenas a campanhas anuais de prevenção (Modesto et al., 2018).
Nesse contexto, analisaram-se as produções científicas a respeito da relevância do diagnóstico precoce do câncer de próstata, destacando a eficiência do tratamento, os avanços tecnológicos e a relação entre o estilo de vida e a incidência.
2 MATERIAL E MÉTODO
Este estudo caracterizou-se como uma revisão integrativa da literatura, de caráter abrangente, com o propósito de analisar criticamente as evidências científicas disponíveis sobre o diagnóstico precoce do câncer de próstata. Essa metodologia permitiu reunir e interpretar resultados de pesquisas anteriores, oferecendo uma visão ampla e atualizada sobre o tema, sempre observando o rigor científico necessário à sistematização dos dados. Por se tratar de uma análise baseada em dados secundários de domínio público, não houve necessidade de submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa, uma vez que não envolveu contato direto com seres humanos ou coleta de material biológico.
Utilizou-se a estratégia de busca PICo (População, Interesse, Contexto), a fim de orientar a construção da pergunta norteadora e a seleção das evidências científicas. A partir desta estratégia surgiu a questão para revisão: “Qual a relevância do diagnóstico precoce do câncer de próstata em relação à eficiência do tratamento, aos avanços tecnológicos disponíveis e à influência do estilo de vida na sua incidência?”. Assim, definiu-se como População os homens adultos, principalmente acima de 40 anos; como Interesse, a realização de métodos de diagnóstico precoce, incluindo rastreamento clínico e tecnológico; como Contexto, a eficiência do tratamento, considerando também o papel do estilo de vida e das inovações diagnósticas e terapêuticas (Quadro 1).
Quadro 1 – Descrição da estratégia PICo
| Elemento | Descrição | Justificativa |
| População (P) | Homens adultos com idade superior a 40 anos | Representa o público-alvo acometido pelo câncer de próstata, especialmente acima dos 50 anos. |
| Interesse (I) | Métodos de rastreamento e diagnóstico precoce, do câncer de próstata | Foco principal da revisão, que busca identificar a relevância e os impactos da detecção precoce. |
| Contexto (Co) | Eficiência do tratamento, avanços tecnológicos e influência do estilo de vida | Contexto que delimita a análise dos estudos incluídos, abrangendo a abordagem terapêutica e os determinantes de risco e prevenção. |
Fonte: Autores (2025).
A busca bibliográfica foi realizada nas bases de dados PubMed, LILACS, utilizando os descritores: “câncer de próstata”, “diagnóstico precoce”, “rastreamento”, “estilo de vida”, “eficiência terapêutica” e “avanços tecnológicos”, combinados por operadores booleanos “AND” e “OR”. Foram priorizados estudos que abordassem estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e fatores de risco associados ao câncer de próstata, com ênfase em homens acima de 40 anos — faixa etária de maior recomendação para o rastreamento.
Foram incluídas publicações dos últimos cinco anos, redigidas em português, inglês ou espanhol, assegurando a análise de informações atualizadas e cientificamente relevantes. Excluíram-se estudos considerados referências históricas, bem como pesquisas sem rigor metodológico, com amostras pequenas ou artigos de jornais, dissertações e teses.
A organização dos dados foi realizada utilizando-se o modelo do fluxograma Prisma 2020 (Figura 01). Do total de materiais encontrados, foram selecionados apenas os estudos disponíveis na íntegra e que atenderam aos critérios de inclusão propostos. Essa abordagem permitiu a elaboração de uma análise consistente, capaz de reunir evidências atualizadas sobre a relevância do diagnóstico precoce do câncer de próstata e suas implicações clínicas e sociais, contribuindo para o aprimoramento das estratégias de detecção e cuidado em saúde masculina.
FIGURA 01. Fluxograma PRISMA de Identificação, seleção e inclusão das publicações na amostra da revisão integrativa. Teresina – PI. Brasil, 2025.

Fonte: Preferred Reporting Items for Systematic reviews and Meta-Analyses (PRISMA), 2020. (Adaptado)
3 RESULTADOS
Conforme o levantamento realizado nas bases de dados, foram identificados 253 estudos relacionados ao objeto de investigação. Para a seleção do material, adotaram-se como critérios de inclusão as publicações compreendidas entre os anos de 2020 a 2025, redigidas em português, inglês ou espanhol, disponíveis integralmente on-line e que apresentavam pertinência temática com o foco da pesquisa. Após a aplicação desses critérios, 53 artigos permaneceram disponíveis para leitura nas bases LILACS e PubMed. Posteriormente, com o processo de refinamento de acordo com os critérios de elegibilidade e o objetivo do estudo, obtevese um total de 12 publicações selecionadas, distribuídas entre diferentes periódicos científicos (Quadro 2).
Quadro 2: Caraterização dos estudos selecionados
| N º | Autor principal (et al.) | Ano | Título do artigo | Tipo de estudo | Categoria (objetivo da revisão integrativa) | Classificação JBI |
| 1 | NievaPosso, A. D. et al. | 2025 | Associação entre fatores sociodemográficos e diagnóstico tardio do câncer de próstata | Estudo observacional transversal multicêntrico | Categoria 3 – Fatores de risco, estilo de vida e determinantes sociais | Alta qualidade |
| 2 | McHugh, L. A. et al | 2025 | Evaluation of a Polygenic Risk Score in Prostate Cancer Screening (BARCODE1 Study) | Ensaio clínico randomizado (fase piloto populacional) | Categoria 2 – Avanços tecnológicos e acurácia diagnóstica | Alta qualidade |
| 3 | Hamzeh, H. et al | 2025 | Performance of Polygenic Risk Scores for Prostate Cancer Across Populations | Estudo de validação genética multicêntrico | Categoria 2 – Avanços tecnológicos e acurácia diagnóstica | Alta qualidade |
| 4 | Fattahi, S. et al | 2025 | Low Testosterone Levels and Prostate Cancer Mortality: Implications for PSA-Based Screening | Coorte prospectiva multicêntrica | Categoria 2 – Avanços tecnológicos e acurácia diagnóstica | Moderada- alta qualidade |
| 5 | Dumuner , L. et al | 2023 | Avaliações e fatores de risco associados ao PSA elevado | Estudo transversal observacional | Categoria 3 – Fatores de risco, estilo de vida e determinantes sociais | Moderada qualidade |
| 6 | Oliveira, R. M. et al | 2022 | Impacto da pandemia de COVID-19 nos exames de rastreamento de câncer de próstata no SUS | Estudo ecológico descritivo de séries temporais | Categoria 4 – Implicações éticas e de saúde pública | Alta qualidade |
| 7 | Reichard , J. F. et al | 2022 | Gut Microbial Metabolic Pathways and Lethal Prostate Cancer Risk | Estudo de validação molecular e metabolômica | Categoria 2 – Avanços tecnológicos e acurácia diagnóstica | Alta qualidade |
| 8 | Leapman , M. S. et al | 2022 | Prostate Cancer Screening and Incidence among Aging Persons Living with HIV | Coorte retrospectiva longitudinal | Categoria 3 – Fatores de risco, estilo de vida e determinantes sociais | Alta qualidade |
| 9 | RiveraSánchez, M. et al | 2022 | Utilidade do índice PSA livre/total na triagem de homens assintomáticos | Estudo comparativo observacional | Categoria 1 – Estratégias e métodos de diagnóstico precoce | Alta qualidade |
| 1 0 | Xu, X. et al | 2021 | Risk of Prostate Cancer in Relatives of Prostate Cancer Patients in Sweden: A Nationwide Cohort Study | Coorte nacional retrospectiva | Categoria 3 – Fatores de risco, estilo de vida e determinante s sociais | Alta qualidade |
| 1 1 | Biondo, C. S. et al | 2020 | Detecção precoce do câncer de próstata na Atenção Primária à Saúde: desafios e práticas dos profissionais de saúde | Estudo qualitativo descritivo (entrevistas com profissionais da APS) | Categoria 1 – Estratégias e métodos de diagnóstico precoce | Moderada qualidade |
| 1 2 | Santos, J. P. et al | 2020 | Percepção dos homens quanto ao exame digital da próstata | Estudo qualitativo exploratório | Categoria 1 – Estratégias e métodos de diagnóstico precoce | Alta qualidade |
Fonte: Autores 2025.
Os artigos incluídos apresentaram uma grande variedade de desenhos metodológicos, o que permitiu um olhar mais amplo sobre o tema. Entre eles, foram encontrados ensaios clínicos randomizados, estudos de coorte, pesquisas observacionais e comparativas, estudos qualitativos, análises de validação diagnóstica e investigações ecológicas. Essa diversidade foi essencial para compreender o diagnóstico precoce sob diferentes perspectivas — da inovação tecnológica ao comportamento humano, da biologia molecular à organização dos serviços de saúde.
A produção científica mais recente de 2025 e 2023, concentrou estudos internacionais de alta complexidade, que exploraram novas tecnologias diagnósticas, como o uso de escores genéticos, biomarcadores hormonais e ressonância multiparamétrica (mpMRI). Pesquisas como as de McHugh, Hamzeh, Fattahi e NievaPosso, representam essa nova fase do rastreamento prostático, marcada pela busca por maior precisão e personalização do cuidado. Já os estudos de 2022 e 2021 tiveram forte enfoque na dimensão social e populacional, analisando fatores como estilo de vida, vulnerabilidade, histórico familiar e desigualdade no acesso à saúde.
A produção nacional também teve destaque, com quatro estudos brasileiros (Biondo, Santos, Dumuner e Oliveira) que trouxeram para o debate a realidade vivida na Atenção Primária à Saúde (APS) — onde o cuidado é mais próximo das comunidades. Essas pesquisas mostraram os desafios enfrentados pelos profissionais e usuários diante de barreiras culturais, constrangimentos, medo e falta de informação, que ainda dificultam a realização dos exames de rastreamento. Também foi possível observar os impactos da pandemia de COVID-19, que reduziu o número de exames preventivos realizados no país, atrasando diagnósticos e expondo fragilidades do sistema.
No campo metodológico, a maioria dos estudos apresentou alta qualidade científica, de acordo com a avaliação do Joanna Briggs Institute (JBI). Oito artigos foram classificados como de alta qualidade e quatro como de qualidade moderada, o que reforça a consistência das evidências reunidas. Os ensaios clínicos e coortes se destacaram pela solidez das análises e baixo risco de viés, enquanto os estudos qualitativos e observacionais, ainda que mais dependentes do contexto social, ofereceram uma compreensão mais profunda do comportamento e das percepções masculinas diante do diagnóstico.
Os estudos analisados foram agrupados em quatro eixos temáticos principais (Quadro 3). O primeiro aborda os métodos de diagnóstico precoce, como PSA e exame digital retal, e as barreiras culturais à sua adesão; o segundo trata dos avanços tecnológicos, como escores genéticos e biomarcadores, que aumentam a precisão diagnóstica; o terceiro discute os fatores de risco e determinantes sociais, mostrando como hábitos e desigualdades influenciam o diagnóstico; e o quarto analisa as implicações éticas e de saúde pública, destacando os impactos da pandemia e a importância da equidade e da continuidade do rastreamento.
Quadro 3. Categorização e síntese temática dos estudos incluídos na revisão integrativa sobre relevância do diagnóstico precoce do câncer de próstata. TeresinaPI, 2025.
| Categoria Temática | Artigos Incluídos | Síntese dos objetivos da categoria |
| 1. ESTRATÉGIAS E MÉTODOS DE DIAGNÓSTICO PRECOCE | Santos et al., 2020 Rivera-Sánchez et al., 2022 Nieva-Posso et al., 2025 | Analisa as práticas de rastreamento com PSA e exame digital retal, destacando barreiras culturais, percepções masculinas e fatores sociodemográficos que contribuem para o diagnóstico tardio, além de avaliar marcadores como PSA total, livre e índice PSAl para aprimorar a triagem precoce. |
| 2 AVANÇOS TECNOLÓGICOS E ACURÁCIA DIAGNÓSTICA | McHugh et al., 2025 Hamzeh et al., 2025 Fattahi et al., 2025 Reichard et al., 2022 | Evidência que a combinação de PRS e mpMRI aumenta a detecção de tumores significativos e reduz falsos-negativos, enquanto diferentes escores genéticos ampliam a acurácia diagnóstica. Mostra ainda que níveis baixos de testosterona estão ligados à detecção tardia, sugerindo o uso da mpMRI como exame complementar, e que a metabolômica fecal desponta como novo biomarcador para prever o risco de câncer letal. |
| 3 FATORES DE RISCO, ESTILO DE VIDA E DETERMINANTES SOCIAIS | Dumuner et al., 2023. Xu et al., 2021. Leapman et al., 2022 | Associa fatores clínicos, familiares e sociais ao diagnóstico precoce, mostrando que histórico familiar, desigualdade de acesso e baixa condição socioeconômica elevam o risco de detecção tardia. . |
| 4 IMPLICAÇÕES ÉTICAS E DE SAÚDE PÚBLICA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE | Oliveira et al., 2022 Biondo et al., 2020 McHugh et al., 2025 | Evidencia a redução de PSA e biópsias durante a pandemia, apontando riscos éticos e sanitários, destaca o papel das equipes de saúde na promoção equitativa do rastreamento e discute o uso ético dos dados genéticos nas políticas públicas. |
Fonte: Autoral, 2025.
De forma geral, os estudos apontam para um cenário em evolução, em que o diagnóstico precoce deixa de ser visto apenas como um ato técnico e passa a ser entendido como um processo integrado, humano e social. A literatura mostra que, para além dos exames, o sucesso do rastreamento depende de educação em saúde, acolhimento, empatia e políticas públicas que garantam o acesso universal aos serviços.
Assim, os artigos analisados convergem para uma mesma conclusão: a detecção precoce do câncer de próstata é uma ferramenta poderosa, mas seu impacto depende da forma como é aplicada. Quando associada a novas tecnologias, práticas educativas e um olhar humanizado, ela se transforma em uma estratégia capaz de salvar vidas e reduzir desigualdades.
4 DISCUSSÃO
O câncer de próstata permanece como a neoplasia mais diagnosticada entre os homens em todo o mundo, representando um importante desafio clínico, social e ético para os sistemas de saúde. A detecção precoce da doença é reconhecida pela literatura como um dos pilares na redução da mortalidade e na melhoria da qualidade de vida dos pacientes, especialmente quando o tratamento é iniciado em estágios iniciais. Entretanto, o rastreamento do câncer de próstata ainda desperta controvérsias devido às suas limitações técnicas, às barreiras culturais e às desigualdades de acesso aos serviços de saúde.
4.1 Estratégias e métodos de diagnóstico precoce
Os estudos reunidos nesta categoria demonstram que, apesar de avanços na compreensão do câncer de próstata, os métodos clássicos de rastreamento — o antígeno prostático específico (PSA) e o exame digital retal (EDR) — continuam sendo amplamente utilizados, mas enfrentam limitações consideráveis. O PSA, embora sensível, possui baixa especificidade, resultando em alto número de falsos positivos e em biópsias desnecessárias, enquanto o EDR ainda é alvo de rejeição por motivos socioculturais.
A importância de métodos laboratoriais complementares também é destacada por, Rivera-Sánchez et al. (2022) que analisaram o índice PSA livre/total (PSAl) e demonstraram que valores acima de 0,24 podem reduzir o número de biópsias desnecessárias sem comprometer a acurácia diagnóstica. Essa estratégia é considerada particularmente útil em países de média renda, onde há limitação de recursos tecnológicos e necessidade de protocolos mais custo-efetivos.
Por outro lado, Nieva-Posso et al. (2025) revelaram que o diagnóstico tardio ainda é prevalente em regiões com baixa escolaridade, ruralidade e dependência de sistemas públicos de saúde, reforçando a desigualdade na detecção precoce. O estudo mostrou que pacientes provenientes de áreas rurais tinham quatro vezes mais chances de apresentar câncer em estágio avançado quando comparados aos residentes urbanos.
Portanto, o conjunto das evidências demonstra que o diagnóstico precoce não é determinado apenas pela disponibilidade dos métodos, mas pela forma como esses são ofertados, compreendidos e aceitos pela população. A superação das barreiras culturais e o fortalecimento da APS são condições indispensáveis para a efetividade do rastreamento. A educação em saúde, o acolhimento e o diálogo empático entre profissionais e pacientes surgem como elementos essenciais para transformar a cultura do cuidado masculino e promover o diagnóstico precoce como prática cotidiana.
4.2 Avanços tecnológicos e acurácia diagnóstica
Os avanços científicos das últimas décadas vêm reformulando completamente a abordagem diagnóstica do câncer de próstata. A transição do modelo universal e padronizado de rastreamento para uma abordagem individualizada e baseada em risco reflete o avanço da medicina de precisão, impulsionada pelo desenvolvimento de novos biomarcadores, técnicas de imagem avançadas e escores genéticos.
O estudo BARCODE1, conduzido por McHugh et al. (2025), é um marco nesse contexto. Ao combinar o Polygenic Risk Score (PRS) com a ressonância multiparamétrica (mpMRI), os autores demonstraram aumento de 42,5% na detecção de tumores clinicamente significativos (Gleason ≥7) em comparação com o rastreamento baseado apenas no PSA. Além de aumentar a sensibilidade, a abordagem reduziu significativamente o número de biópsias desnecessárias, mostrando-se mais custo-efetiva e segura.
De forma semelhante, Hamzeh et al. (2025) avaliaram diferentes modelos de escores genéticos (PGS 269, 451 e 400) em coortes do Reino Unido e Austrália e constataram melhoria da acurácia preditiva entre 5% e 12% (p < 10⁻⁶), consolidando o uso da genômica como ferramenta de estratificação de risco. Esses achados indicam que o rastreamento futuro poderá ser guiado pelo perfil genético individual, reduzindo o sobrediagnóstico e o tratamento excessivo.
Outros estudos ampliam o conceito de biomarcadores além da genética. Fattahi et al. (2025) demonstraram que níveis baixos de testosterona estão associados ao diagnóstico tardio e a maior mortalidade específica por câncer de próstata, já que o PSA tende a se manter em níveis falsamente baixos nesses casos. Assim, a avaliação hormonal é sugerida como parâmetro adicional para o rastreamento em homens com suspeita clínica.
Em linha inovadora, Reichard et al. (2022)identificaram assinaturas metabólicas microbianas na microbiota intestinal associadas ao risco de câncer letal, propondo o uso de biomarcadores fecais como método não invasivo para estratificação de risco.
Esses achados evidenciam um novo paradigma diagnóstico, no qual a detecção precoce é orientada por múltiplas dimensões — genética, metabólica e hormonal —, integradas a tecnologias de imagem de alta resolução. Contudo, os autores também alertam para o risco de desigualdade tecnológica, já que tais ferramentas estão concentradas em países de alta renda. O desafio, portanto, é democratizar o acesso às inovações diagnósticas e garantir que o progresso científico beneficie todas as populações de forma ética e equitativa.
4.3 Fatores de risco, estilo de vida e determinantes sociais
A literatura analisada reforça que o câncer de próstata é influenciado não apenas por fatores genéticos, mas também por hábitos de vida, condições ambientais e determinantes sociais. Essas variáveis impactam tanto a incidência quanto a precocidade do diagnóstico.
Dumuner et al. (2023) correlacionaram tabagismo, sedentarismo, etilismo e dieta hiperlipídica a níveis mais elevados de PSA, sugerindo que o estilo de vida desempenha papel decisivo no risco e na evolução da doença. A promoção de hábitos saudáveis, portanto, deve ser vista como uma forma indireta de favorecer o diagnóstico precoce, uma vez que melhora a procura por serviços e reduz fatores de confusão clínica.
Em relação ao risco familiar, Xu et al. (2021), em um estudo nacional com mais de seis milhões de homens na Suécia, constataram que indivíduos com dois ou mais parentes de primeiro grau com câncer de próstata atingem o risco médio da população geral nove anos mais cedo, recomendando o início antecipado do rastreamento em torno dos 41 anos nesses grupos. Essa evidência reforça a importância de políticas de rastreamento personalizadas baseadas em histórico familiar e predisposição genética.
Leapman et al. (2022) trouxeram uma perspectiva social relevante ao evidenciar que homens vivendo com HIV realizam menos testes de PSA e biópsias (IRR 0,87 e 0,79, respectivamente), o que sugere barreiras institucionais e preconceito estrutural no acesso à prevenção. Assim, demonstram que a ruralidade e a vulnerabilidade socioeconômica aumentam a probabilidade de diagnóstico em estágios metastáticos.
Esses resultados confirmam que o diagnóstico precoce é um reflexo das condições sociais de um país. Quanto maior a desigualdade e menor o acesso aos serviços, mais tardio será o diagnóstico e piores serão os desfechos. Promover o diagnóstico precoce, portanto, exige mais do que exames — requer justiça social, educação em saúde e fortalecimento da Atenção Primária como espaço de promoção do autocuidado masculino.
4.4 Implicações éticas e de saúde pública
O rastreamento do câncer de próstata envolve não apenas decisões clínicas, mas também questões éticas e políticas. As práticas de rastreamento em larga escala suscitam dilemas sobre autonomia, privacidade, custo-efetividade e justiça distributiva.
Durante a pandemia de COVID-19, (Reichard et al. 2022) Oliveira et al. (2022) observaram uma queda de 24% na realização de PSA e biópsias no Sistema Único de Saúde, revelando a fragilidade estrutural dos programas preventivos diante de crises sanitárias. A interrupção desses serviços acarretou atraso nos diagnósticos e provável aumento da mortalidade em anos subsequentes. Essa experiência expõe a necessidade de estratégias resilientes e integradas para garantir a continuidade das ações de prevenção mesmo em contextos adversos.
Além das questões estruturais, o avanço das tecnologias genéticas trouxe novos dilemas bioéticos. McHugh et al. (2025) chamam atenção para o risco de discriminação genética, defendendo que a incorporação dos escores de risco deve respeitar princípios de consentimento informado, confidencialidade e acesso equitativo. Já Biondo et al. (2020) reforçam que a ética do rastreamento também passa pela humanização da prática médica, destacando que a falta de acolhimento e empatia por parte das equipes de saúde reforça o afastamento dos homens dos serviços.
Essas discussões mostram que a detecção precoce não é apenas um ato técnico, mas um ato ético e social. A saúde do homem precisa ser compreendida como um campo de cuidado integral, em que tecnologia e ética caminhem juntas, orientadas por princípios de justiça, equidade e respeito à autonomia.
5 CONCLUSÃO
Os resultados desta revisão integrativa permitem concluir que o diagnóstico precoce do câncer de próstata encontra-se em um momento de transição: deixa de ser um modelo puramente biomédico, centrado no PSA isolado, e evolui para um paradigma integrador, que une tecnologia, contexto social e ética do cuidado.
Os artigos analisados reforçam que a detecção precoce salva vidas, mas seu impacto depende de políticas de saúde que assegurem educação, equidade e personalização. O uso de ferramentas como o índice PSA livre/total, os escores genéticos e a mpMRI já demonstra ganhos importantes em acurácia, enquanto as discussões sobre fatores de risco, estilo de vida e acesso evidenciam a urgência de uma abordagem mais humana e contextualizada.
Em última instância, a luta pelo diagnóstico precoce é também uma luta pela valorização da saúde do homem, pela formação de profissionais sensíveis às barreiras culturais e pelo fortalecimento da Atenção Primária à Saúde como espaço de cuidado integral. O futuro do rastreamento prostático será tanto mais eficaz quanto mais for inclusivo, ético e comprometido com a dignidade dos pacientes.
REFERÊNCIAS
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1Graduando do Curso de Medicina do Centro Universitário Tecnológico de Teresina (UNI-CET).
E-mail: sergiowilsonmendes@gmail.com
2Professor do Curso de Medicina do Centro Universitário Tecnológico de Teresina (UNI-CET). Residência médica em Cirurgia Oncológica pelo Hospital AC Camargo Câncer Center. Doutorado em
Oncologia pela Fundação Antônio Prudente (AC Camargo). E-mail: thiagopereiradiniz@yahoo.com.br
3Professor do Curso de Medicina do Centro Universitário Tecnológico de Teresina (UNI-CET). Mestre em Genética e Toxicologia Aplicada – ULBRA. Doutor em Biologia Celular e Molecular Aplicada à Saúde – ULBRA. E-mail: proppec@unicet.edu.br
