ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO ISQUÊMICO: A ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA JANELA TERAPÊUTICA DA TROMBÓLISE

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202511192037


Camilly Vitória Andrade Amaral1; Julya Maria Martins1; Lara Raissa Vale Reis Da Silva1; Lívia Monteiro Nakamichi1; Silvana Flora de Melo2; Glauce Cristina de Oliveira Ferreira3; Jamila Fabiana Costa3


RESUMO

Introdução: O Acidente Vascular Encefálico (AVE) isquêmico resulta da interrupção do fluxo sanguíneo cerebral, causando danos às células do Sistema Nervoso Central. Objetivo: Analisar a importância da agilidade no atendimento ao paciente com AVE isquêmico e o impacto do atraso no reconhecimento dos sinais e sintomas pelo enfermeiro. Metodologia: Trata-se de um estudo de revisão integrativa, analisando a importância do tempo no início da trombólise e a atuação do enfermeiro no reconhecimento precoce dos sinais e sintomas, com abordagem qualitativa e descritiva, realizado nas bases de dados Google Acadêmico, SciELO , LILACS e  PubMed, no período de 2015 a 2025. Resultados: A revisão da literatura sobre AVE isquêmico evidencia que a idade superior a 50 anos é o principal fator de risco, associada a maior mortalidade e incapacidade funcional. Fatores modificáveis, como hipertensão, diabetes, tabagismo e etilismo, devem ser controlados para prevenir o evento. Discussão: A trombólise endovenosa é o tratamento mais eficaz quando realizada dentro da janela terapêutica, e critérios claros de elegibilidade são essenciais. A atuação da equipe de enfermagem é fundamental na identificação precoce, implementação de cuidados, prevenção de complicações e promoção da recuperação funcional, contribuindo para melhores desfechos clínicos e qualidade de vida do paciente. Conclusão: Constata-se que, embora grande parte dos estudos sobre AVE isquêmico foque na eficácia da trombólise, ainda há lacunas quanto à assistência de enfermagem, mas que a atuação efetiva do enfermeiro são determinantes para o reconhecimento precoce e a condução segura e eficiente da trombólise em casos de AVE isquêmico.

Descritores:“Assistência de Enfermagem”, “Acidente Vascular Encefálico Isquêmico”, “Trombólise”, “Trombectomia”.

ABSTRACT

Introduction: Ischemic stroke results from the interruption of cerebral blood flow, causing damage to the cells of the Central Nervous System. Objective: To analyze the importance of speed in attending to patients with ischemic stroke and the impact of delays in the recognition of signs and symptoms by nurses. Methodology: This is an integrative review study, analyzing the importance of time in initiating thrombolysis and the nurse’s role in the early recognition of signs and symptoms, with a qualitative and descriptive approach, carried out in the Google Scholar, SciELO, LILACS, and PubMed databases, from 2015 to 2025. Results: The literature review on ischemic stroke shows that age over 50 years is the main risk factor, associated with higher mortality and functional disability. Modifiable factors, such as hypertension, diabetes, smoking, and alcoholism, should be controlled to prevent the event. Discussion: Intravenous thrombolysis is the most effective treatment when performed within the therapeutic window, and clear eligibility criteria are essential. The nursing team’s role is fundamental in early identification, implementation of care, prevention of complications, and promotion of functional recovery, contributing to better clinical outcomes and quality of life for the patient. Conclusion: It is observed that, although most studies on ischemic stroke focus on the effectiveness of thrombolysis, there are still gaps regarding nursing care, but the effective performance of the nurse is crucial for early recognition and the safe and efficient management of thrombolysis in cases of ischemic stroke.

Descriptors: “Nursing Care”, “Ischemic Stroke”, “Thrombolysis”, “Thrombectomy”.

INTRODUÇÃO

O Acidente Vascular Encefálico Isquêmico ocorre pela interrupção repentina, total ou parcial do fluxo sanguíneo cerebral diminuindo o fluxo de oxigênio e glicose, gerando assim danos às células do Sistema Nervoso Central (SNC) (ALVES LOBO, et al., 2021). O AVE isquêmico é o tipo mais frequente de acidente vascular encefálico, normalmente causado por oclusões trombóticas ou embólicas que restringem a irrigação cerebral. (FORSHING LUI, et al., 2025). 

Considera-se que o AVE  é a segunda principal causa de morte e a principal causa de incapacidade em todo o mundo. Anualmente, mais de 12 milhões de pessoas são afetadas  e cerca de 6,5 milhões morrem devido à doença. Por mais de 30 anos,  ocupou a posição de principal causa de morte no Brasil. Em 2011, passou para o segundo lugar em decorrência da melhoria na organização do atendimento ao acidente vascular encefálico, considerada uma estratégia eficaz e econômica de reduzir mortalidade e incapacidades. Contudo, após a pandemia de COVID-19, o AVE retomou o posto de principal causa de óbito no país. (MARTINS, et al., 2023).

Alguns estudos incluem que certos sinais neurológicos podem chamar a atenção do enfermeiro durante a avaliação clínica, com base na área do cérebro afetada e nas áreas específicas do cérebro que são afetadas pelo derrame. Nesses termos, paralisia de um lado do corpo, confusão mental, desorientação e perda de memória estão entre aqueles que são destacados e merecem atenção além de um exame superficial. Lesões no hemisfério esquerdo do cérebro podem levar a deficiências na fala ou compreensão da linguagem (afasia), enquanto danos no hemisfério direito geralmente se traduzem em alterações na percepção. (DOS SANTOS et al., 2023).

Uma avaliação clínica rápida e precisa é o primeiro passo na gestão de um paciente com suspeita de AVE. Os profissionais de saúde podem usar ferramentas como a NIHSS (Escala de Acidente Vascular Cerebral dos Institutos Nacionais de Saúde). Esta escala avalia a gravidade dos sintomas neurológicos. Entre essas funções estão a fala, o movimento dos membros e o equilíbrio. Além de determinar a gravidade da condição, a avaliação inicial também ajuda a identificar o tipo de AVE. (NETO et al., 2023)

Em 2019, no Brasil foi a maior causa de incapacitação da população na faixa etária superior a 50 anos, sendo responsável por 10% do total de óbitos, 32,6% das mortes com causas vasculares e 40% das aposentadorias precoces no Brasil. O país está entre os dez primeiros com maiores índices de mortalidade por AVE. Dentre os fatores de risco mais importantes estão, idade (>50 anos), sexo masculino, hipertensão arterial, tabagismo, diabetes, história familiar de AVE, sedentarismo, etilismo e uso de contraceptivos hormonais (ALVES LOBO, et al., 2021).

O AVE pode acarretar incapacidades físicas e cognitivas, as quais inevitavelmente causam abalo emocional, exigindo assim que o paciente se adapte à nova condição, seja ela temporária ou permanente. Além disso, há grande repercussão econômica para o Sistema Único de Saúde, uma vez que o indivíduo pode necessitar de cuidados contínuos ou de reabilitação, os quais são de elevados custos (SALES et al., 2023).

A chamada janela terapêutica do AVE isquêmico, ou seja, o tempo máximo que se tem para intervir e evitar maiores agravos ao sistema nervoso se estende por aproximadamente 4,5 horas após o início dos sintomas (SILVA, et el., 2025). Diante disso, torna-se fundamental avaliar a importância do tempo de início da trombólise endovenosa no acidente vascular encefálico isquêmico, ressaltando sua relação com a preservação da área de penumbra cerebral, a minimização de sequelas neurológicas. Além disso, busca-se compreender de que forma a agilidade da atuação do enfermeiro no reconhecimento precoce dos sinais e sintomas influencia diretamente a sobrevida, a qualidade de vida após o evento e a redução das taxas de morbimortalidade associadas ao AVE isquêmico (Szymanski et al., 2021). 

Diante disso, é possível identificar a relevância do profissional de enfermagem durante o processo, em que o mesmo contribui notavelmente para o melhor prognóstico do paciente, visto que potencializa os resultados decorrentes da reabilitação e diminui possíveis sequelas do AVE, promovendo o aumento da independência funcional e a melhoria da qualidade de vida desses pacientes (DA SILVA et al., 2025).

OBJETIVO

Apresentar a relevância da agilidade no atendimento ao paciente com Acidente Vascular Encefálico (AVE) isquêmico, destacando a competência do enfermeiro na identificação precoce dos sinais e sintomas e suas implicações no aproveitamento da janela terapêutica para realização da trombólise e redução dos déficits neurológicos.

METODOLOGIA

O presente trabalho trata-se de um estudo de revisão integrativa da literatura, com o objetivo de reunir, analisar, e sintetizar, contribuindo para análise crítica e abrangente sobre determinada temática. Desenvolvido com o objetivo de avaliar a importância do tempo de início da trombólise endovenosa no acidente vascular encefálico isquêmico e a influência da atuação do enfermeiro no reconhecimento precoce dos sinais e sintomas da doença.

Inicialmente, foi efetuada a identificação do tema e a elaboração da questão norteadora, que dirigiu todo o desenvolvimento do estudo. Logo após, foram determinados os critérios de inclusão e exclusão, a fim de assegurar a relevância e a qualidade dos estudos escolhidos. Em seguida, realizou-se à seleção das bases de dados e a coleta e organização dos estudos que atenderam aos critérios estabelecidos.

A busca foi concluída entre agosto e outubro de 2025, abrangendo as bases de dados Scielo, Google Acadêmico, PUBMED e revistas publicadas. Foram aplicados os descritores acertados pelos operadores booleanos AND e OR: “Assistência de Enfermagem”, “Acidente Vascular Encefálico Isquêmico”, “Trombólise”, “Trombectomia”.

Como critérios de inclusão, abrangeram-se artigos originais com texto completo disponível, publicados entre 2015 e 2025, na língua portuguesa, e línguas estrangeiras, que abordassem exatamente sobre a importância do profissional de enfermagem no reconhecimento dos sinais e sintomas do AVE isquêmico. Como critérios de exclusão, foram definidos: artigos duplicados, textos sem acesso integral e estudos que não respondessem à questão norteadora. 

Concluída a busca inicial, foi efetuada a leitura minuciosa dos títulos e resumos para triagem prévia, seguida da leitura na íntegra dos artigos possivelmente selecionados. Ao final do processo, foram elegíveis 21 artigos que cumpriram os critérios definidos e constituíram a amostra final. Os dados foram estruturados em um fichamento, no qual constavam informações referentes ao autor, ano de publicação, objetivo do estudo, tipo de pesquisa, principais resultados e contribuições para o tema investigado.

A análise dos estudos foi realizada de forma descritiva e interpretativa, possibilitando associar as evidências em categorias associadas às competências gerenciais, assistenciais e humanizadas do enfermeiro mediante a percepção e atuação na janela terapêutica da trombólise.

RESULTADOS

A análise dos artigos mostrou que o principal fator de risco para acidente vascular encefálico isquêmico ocorre com idade acima de 50 anos, com aumentos subsequentes na morte à medida que a idade aumenta. Portanto, é importante manter em controle os aspectos modificáveis, como hipertensão, diabetes, tabagismo, consumo de álcool e hábitos de vida não saudáveis, para reduzir sequelas e mortes. Os estudos também destacam a importância de aplicar a trombólise dentro da janela terapêutica e dos critérios de elegibilidade, bem como o papel fundamental da enfermagem no diagnóstico precoce do AVE, com o objetivo de minimizar complicações e favorecer a recuperação. No total, foram encontrados 860 artigos (SciELO: 141; LILACS: 711; PubMed: 8). Após as etapas de triagem e leitura completa, restaram 21 estudos relevantes que atenderam aos critérios e foram incluídos na pesquisa.

Quadro 1 : Dados da tabulação da análise sistemática dos artigos

Fonte: Autoria própria.

DISCUSSÃO

O Acidente Vascular Encefálico (AVE) é uma condição de saúde crítica que está entre as principais causas de mortalidade no mundo. O AVE pode ser classificado em dois tipos principais: Acidente Vascular Encefálico Isquêmico e Acidente Vascular Encefálico Hemorrágico. O estudo a seguir é focado na relevância do tempo no tratamento do AVE isquêmico por meio da trombólise, com ênfase na atuação do enfermeiro na condução rápida e eficiente do cuidado. (Souza et al.,2024)

A partir da análise dos resultados obtidos pelo estudo, destaca-se a importância do profissional de enfermagem em relação ao AVE isquêmico, sendo assim o tempo limite entre o início dos sintomas e o início do tratamento com a trombólise não deve transpassar 4,5 horas, esse é um dos principais fatores para a elegibilidade da terapia trombolítica, pacientes que estão dentro dessa janela terapêutica e não apresentam contraindicações necessitam receber o trombolítico de imediato. (ROXA et al.,2021). Seguindo a mesma linha de pensamento Souza et al, 2025 ressaltam que pacientes com AVE isquêmico a partir dos 18 anos, cujo sintomas começaram até 4,5 horas devem ser considerados para a terapia trombolítica se os exames de imagem de tomografia computadorizada ou de ressonância magnética mostrarem possível salvamento do tecido encefálico. 

A trombólise é considerada uma das principais estratégias terapêuticas para o manejo do acidente vascular encefálico isquêmico (Silva et al., 2025), pois, além de ser um tratamento essencial, visa reduzir sequelas, prevenir complicações, otimizar o tempo de recuperação e, de forma indireta, contribuir para a diminuição da mortalidade. Desse modo, o propósito central desse cuidado ágil e efetivo é assegurar a melhor qualidade de vida ao paciente (Paula Szymanski et al., 2022). Paula Szymanski et al., (2021) enfatizam que a eficácia da trombólise decorre diretamente da agilidade no diagnóstico e no início do tratamento, estabelecendo parâmetros como: até 10 minutos para avaliação médica inicial, 25 minutos para a realização da tomografia computadorizada, 45 minutos para a interpretação do exame e, no máximo, 60 minutos para o início da trombólise.

A trombectomia mecânica oferece uma alternativa potente à trombólise intravenosa para pacientes com acidente vascular encefálico isquêmico, particularmente na presença de obstrução de grandes vasos cerebrais. Embora a trombólise seja mais eficaz nas primeiras 4,5 horas, a trombectomia pode ser indicada até 24 horas em certas circunstâncias, com o tempo determinando o curso da terapia (Neto et al., 2020). Mesmo com os avanços e a expansão da janela terapêutica, o procedimento ainda apresenta riscos para o paciente, sendo a principal complicação a hemorragia intracraniana, de acordo com Gastaldi et al. (2024).            

O paciente com suspeita de AVE isquêmico deve ser imediatamente encaminhado a um hospital que possua recursos adequados para o atendimento da doença, com recursos como: uma equipe organizada, enfermeiros de triagem capacitados para reconhecer rapidamente os sinais e sintomas de um AVE, neurologista clínico disponível e aparelhos de tomografia computadorizada  disponíveis durante 24 horas (Ministério da Saúde, 2021). Dessa forma, ao organizar e aprimorar a assistência ao paciente com AVE isquêmico é possível identificar os casos mais indicados para a trombólise, resultando em desfechos mais favoráveis, como altas mais rápidas, diminuição de procedimentos invasivos e menos gastos com a saúde (DA SILVA et al, 2025). 

Torna-se evidente que os enfermeiros são os primeiros profissionais que o paciente com AVE entrará em contato durante o atendimento de emergência (Brandão et al., 2023).  Em decorrência disso, o responsável por realizar a triagem do paciente com AVE isquêmico é o enfermeiro, este profissional deve reconhecer as condições clínicas de um AVE, em virtude disso a escala de Cincinnati é altamente utilizada para identificar as três principais indicações de um AVE isquêmico sendo essas: fala anormal, debilidade dos braços e queda facial (Saraiva et al., 2025).

Além do tratamento medicamentoso, é essencial considerar os diversos fatores de risco que estão associados ao desenvolvimento do AVE isquêmico, existem fatores de risco modificáveis e não-modificáveis, sendo os não-modificáveis: raça, idade e genética, já os fatores de risco modificáveis são: hipertensão arterial, diabetes mellitus, etilismo, sedentarismo, tabagismo, obesidade, hipercolesterolemia SOUZA, et al., (2024) Observa-se em um dos artigos que a hipertensão arterial e a idade acima de 50 anos (66,7%) são considerados os fatores de risco mais frequentes, a diabetes mellitus também foi um forte fator de risco (48,1%) (Szymanski et al., 2022). Em contrapartida, um outro estudo relata que o tabagismo (62,5%) também evidencia alto risco para o AVE isquêmico (ROXA et al.,2021). 

Enquanto os fatores de risco modificáveis demonstram oportunidades para a implantação de prevenção primária, os fatores não-modificáveis como idade superior a 50 anos e genética reforçam a necessidade de monitoramento constante e acompanhamento minucioso em populações de alto risco (AHA/ASA, 2019). Em alinhamento com Nobre et al.,(2019), que deixa evidente a necessidade de realizar o mapeamento de pacientes de alto risco para o AVE, visando monitorar sinais de alerta, e garantindo o acesso a serviços de saúde possibilitando assim o diagnóstico precoce.  

Outro ponto importante é em relação ao impacto econômico, uma vez que o AVE isquêmico, não afeta somente a saúde, mas também a economia. (MARGARIDO, et al., 2021). Em decorrência disso, Ribeiro et al., (2024) evidencia que o tratamento de AVE isquêmico no Brasil, representa altos custos, dos quais excedem 4 milhões de reais ao ano. Tais custos estão diretamente ligados à gravidade dos casos, o tipo de intervenção conduzida, e o tempo de internação. Apesar de terapias avançadas, como a trombólise, oferecerem resultados clínicos mais favoráveis elas também acarretam um aumento considerável dos custos. 

Além disso, a promoção de estratégias públicas que maximizem a alocação de recursos, promovendo a prevenção do AVE isquêmico e ampliando o acesso a tratamentos de grande complexidade, contribui não apenas para prognósticos mais favoráveis mas também a minimização dos custos, e impacto em termos de doença e morte relacionados ao AVE isquêmico no Brasil (Ribeiro A. F. A , et al., 2024).  Nesse contexto, a atuação da equipe de enfermagem torna-se estratégica, uma vez que sua capacitação e treinamento permitem a aplicação eficaz dessas políticas, garantindo o reconhecimento precoce do AVE isquêmico, a rápida intervenção e, consequentemente, a melhoria do prognóstico do paciente (SARAIVA, Suzane Mendes, et al., 2025).

Este estudo contribui para a propagação de conhecimentos sobre a atuação do enfermeiro na janela terapêutica da trombólise. Sendo  que,  a  maioria das publicações restringem-se a estudar a efetividade do tratamento trombolítico, contudo sobre a assistência de enfermagem são encontrados  pouquíssimos artigos na literatura abordando a atuação do enfermeiro com pacientes acometidos pelo acidente vascular encefálico isquêmico.

CONSIDERAÇÕES FINAIS 

Com base na análise dos dados, constatou-se que embora existam diversas pesquisas voltadas à efetividade do tratamento trombolítico em casos de AVE isquêmico, faltam pesquisas direcionadas ao cuidado de enfermagem nesse contexto. Essa lacuna destaca a importância de valorizar o papel do enfermeiro nas fases iniciais do cuidado, particularmente na identificação rápida dos sinais e sintomas. Um papel crucial para o enfermeiro é o tempo, que é conhecido por desempenhar um papel importante no sucesso da trombólise. Esses profissionais necessitam de treinamento e educação constantes para identificar precocemente os pacientes elegíveis, compreender as indicações e contraindicações, e garantir que o tratamento seja realizado de forma segura e eficiente.

Dessa forma, avançar na qualidade do treinamento e preparar a equipe de enfermagem se traduz na redução de complicações e em melhores resultados clínicos e prognósticos aprimorados. Isso, portanto, reforça a necessidade contínua de novas linhas de trabalho investigando abordagens para melhorar o cuidado de enfermagem em caso de acidente vascular encefálico isquêmico.

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1Discentes da Universidade Anhembi Morumbi

2Docente da Universidade Anhembi Morumbi

3Docente da Universidade Anhembi Morumbi

Curso de Enfermagem da Universidade Anhembi Morumbi