REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202511160951
Gabriely Guimarães Guedes1; Amanda Dlivny Ribeiro Rodrigues2; Elizângela Sofia Ribeiro Rodrigues3; Kassiane de Souza Santos4; Gabriel Augusto Rosa Luna5; Argentina França Buarque Machado6; Jacqueline Aparecida Philipino Takada7; Jhenyffer de Sousa Oliveira8; Fabiano Nobrega9; Professor orientador: Agrinazio Geraldo Nascimento Neto10.
RESUMO
INTRODUÇÃO: O estresse acadêmico tem sido apontado como um fator relevante no agravamento da acne, especialmente entre universitários da área da saúde, que enfrentam altos níveis de cobrança e pressão. OBJETIVO: Este estudo tem como objetivo analisar a influência do estresse em acadêmicos universitários na agudização da acne, considerando fatores emocionais e ambientais do contexto universitário. METODOLODIA: revisão de literatura integrativa , com a busca de artigos nas bases de dados Google Acadêmico, PubMed, Scielo e Cochrane , utilizando os descritores “acne,” “estresse,” e “universitários” associados pelo operador booleano AND. Foram incluídos artigos em inglês e português, publicados entre 2015 e 2025, resultando na seleção de 3 artigos para a amostra final. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Os resultados dos estudos selecionados evidenciaram uma relação direta e estreita entre o estresse acadêmico e o surgimento ou agravamento das psicodermatoses, destacando a acne como a condição dermatológica mais comum entre os universitários voluntários. Os participantes dos estudos relataram piora das manifestações cutâneas em momentos de ansiedade, nervosismo ou estresse. Os principais fatores causais ou agravantes da acne percebidos pelos estudantes foram: predisposição genética, hábitos alimentares e estresse.
Palavras-chave: Estresse. Acne. Acadêmicos. Autoestima.
ABSTRACT
INTRODUCTION: Academic stress has been identified as a relevant factor in the worsening of acne, especially among health science students, who face high levels of pressure and demands. OBJECTIVE: This study aims to analyze the influence of stress on university students in the worsening of acne, considering emotional and environmental factors in the university context. METHODOLOGY: Integrative literature review, searching for articles in the Google Scholar, PubMed, Scielo, and Cochrane databases, using the descriptors “acne,” “stress,” and “university students” associated by the Boolean operator AND. Articles in English and Portuguese published between 2015 and 2025 were included, resulting in the selection of three articles for the final sample. RESULTS AND DISCUSSIONS: The results of the selected studies showed a direct and close relationship between academic stress and the onset or worsening of psychodermatosis, highlighting acne as the most common dermatological condition among university student volunteers. Study participants reported worsening skin manifestations during times of anxiety, nervousness, or stress. The main causal or aggravating factors of acne perceived by students were genetic predisposition, eating habits, and stress.
Keywords: Stress. Acne. Academics. Self-esteem.
INTRODUÇÃO
A acne é uma das doenças dermatológicas mais prevalentes no mundo, afetando principalmente adolescentes e adultos jovens, mas podendo persistir até a vida adulta. A acne caracteriza-se por um distúrbio inflamatório crônico da unidade pilossebácea, envolvendo aumento da produção sebácea, hiperqueratinização folicular, colonização por Cutibacterium acnes e resposta inflamatória local (Levada et al., 2022).
Segundo Habif (2017) a acne não é apenas uma condição estética, mas também uma afecção que pode afetar o bem-estar psicológico e a autoestima, impactando a qualidade de vida dos indivíduos acometidos.
Paralelamente, o estresse tem sido objeto de atenção dentro da área da saúde, sobretudo por seus efeitos sobre o organismo. O estresse é uma resposta fisiológica do organismo frente a desafios externos ou internos, e, quando crônico, pode comprometer diferentes funções orgânicas, incluindo a imunológica, endócrina e dermatológica (Medeiros, 2020).
Lazarus e Folkman (1984) definem o estresse como o resultado da avaliação cognitiva de demandas percebidas como superiores aos recursos disponíveis do indivíduo, desencadeando alterações neuroendócrinas que afetam o equilíbrio homeostático.
É importante pontuar que em ambiente acadêmico, os altos níveis de cobrança, prazos curtos e excesso de responsabilidades podem atuar como agentes estressores significativos. Estudos indicam que o ambiente universitário é um dos contextos que mais predispõe ao desenvolvimento de estresse, ansiedade e transtornos psicossomáticos em jovens adultos (Brito, Ferreira, 2019).
Estudos recentes vêm demonstrando a inter-relação entre fatores emocionais e manifestações dermatológicas, especialmente no agravamento de quadros de acne. De acordo com Ribeiro et al. (2025) o eixo psiconeuroimunoendócrino desempenha papel fundamental na mediação dos efeitos do estresse sobre a pele, favorecendo processos inflamatórios, aumento da produção sebácea e alteração da microbiota cutânea. Dessa forma, o estresse vivenciado por estudantes universitários pode ser considerado um importante fator desencadeador ou agravante das lesões acneicas.
O estresse é uma resposta fisiológica do organismo a estímulos externos que representam desafios ou ameaças, ativando mecanismos neuroendócrinos responsáveis pela liberação de hormônios como o cortisol e a adrenalina. Essa ativação prepara o organismo para reagir a situações adversas, promovendo alterações no sistema cardiovascular, respiratório e metabólico. No entanto, a exposição contínua ao estresse pode desencadear efeitos deletérios sobre a saúde física e mental, resultando em condições como ansiedade, fadiga e distúrbios dermatológicos (Lipp,1996).
O estresse acadêmico é um fenômeno recorrente entre estudantes universitários, podendo manifestar-se de forma aguda, quando associado a eventos específicos, como provas e prazos, ou crônica, quando decorrente de uma sobrecarga prolongada de demandas acadêmicas. A permanência desse estado de estresse pode levar a prejuízos no desempenho acadêmico e no bem-estar dos estudantes, além de influenciar no funcionamento de sistemas fisiológicos essenciais, como o imunológico, endócrino e dermatológico (Medeiros, 2020).
Do ponto de vista neurofisiológico, a resposta ao estresse tem início na amígdala, uma estrutura cerebral localizada no lobo temporal, responsável pelo processamento emocional e pela percepção do medo. Ao detectar uma situação estressante, a amígdala desencadeia a liberação do hormônio liberador de corticotropina (CRH), que estimula o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, resultando na secreção de adrenalina e cortisol pelas glândulas adrenais. Esses hormônios
preparam o organismo para lidar com a ameaça, aumentando a frequência cardíaca, a pressão arterial e a disponibilidade de energia (Ewert et al., 2025). Contudo, quando o estresse não é controlado, o locus coeruleus, uma região do tronco encefálico, libera norepinefrina, mantendo o cérebro em um estado de alerta contínuo. Esse mecanismo gera um ciclo de retroalimentação, intensificando os sintomas e podendo levar ao desenvolvimento de distúrbios como ansiedade crônica, insônia e doenças psicossomáticas. Além disso, há evidências de que a exposição prolongada ao estresse pode agravar quadros de acne, uma vez que o aumento dos níveis de cortisol e andrógenos estimula a hiperprodução sebácea e a inflamação cutânea (Monteiro, Freitas e Ribeiro, 2007).
Nesse contexto, a compreensão da relação entre estresse acadêmico e agravamento da acne contribui para diversos campos de estudo, mas também reforça a necessidade de uma abordagem multidisciplinar na promoção da saúde integral do estudante universitário. Conforme apontado por Freitas et al. (2022) a vivência acadêmica está frequentemente associada a níveis elevados de pressão emocional, e a ausência de suporte psicológico adequado pode refletir diretamente no adoecimento físico e mental desses indivíduos.
Diante disso, investigar a relação entre demandas acadêmicas e a agudização da acne torna-se relevante não apenas para fins clínicos, mas também para o desenvolvimento de estratégias de promoção da saúde e bem-estar entre jovens universitários.
Assim, o presente estudo buscou analisar a influência do estresse em acadêmicos universitários sobre a agudização ou o surgimento da acne, considerando fatores emocionais e ambientais dentro do contexto universitário.
METODOLOGIA
Esse trabalho consiste em uma revisão de literatura integrativa, realizado a partir do levantamento de dados bibliográficos. O centro temático da pesquisa foi buscar artigos que correlacionaram o surgimento da acne com fatores estressantes em acadêmicos universitários. Para busca de dados, utilizou-se a base de dados Descritores em Ciência e Saúde – DeCS – para selecionar os seguintes descritores: acne (acne), estresse (stress) e universitários (university students), onde a pesquisa dos artigos foi realizada através das plataformas Google Acadêmico, PubMed, Scielo e Cochrane.
Os descritores foram associados com o operador booleano AND. Foram incluídos no presente estudo, os artigos científicos que responderam ao objetivo central dessa revisão, artigos em inglês e português com publicação entre os anos de 2015 e 2025 com acesso completo e gratuito. A busca foi realizada durante o mês de outubro de 2025, onde foram encontrados cerca de 245 artigos (242 artigos no Google Acadêmico e 3 na PubMed), no entanto, foram selecionados apenas 3 artigos (2 artigos no Google Acadêmico, 1 na PubMed) que se enquadraram nos critérios de inclusão. Ressalvo que nas plataformas de busca Scielo e Cochrane não foram encontrados nenhum artigo diante dos descritores utilizados na pesquisa.
Os artigos que não se enquadraram nos critérios de inclusão, foram excluídos da presente pesquisa, além de artigos que apresentavam duplicidade nos bancos de dados. Após a junção dos artigos, os mesmos foram analisados e comparados de forma descritiva e qualitativa para que fossem evidenciadas as informações significativas acerca do tema. Em seguida foi realizado a discussão do trabalho utilizando com base os artigos selecionados.
RESULTADOS E DISCUSSÕES
Foram identificados 245 artigos e, após análise dos títulos, resumos, leitura completa dos artigos e aplicação dos critérios de inclusão, 3 artigos foram selecionados e incluídos na amostra final desta revisão.
Os 3 estudos selecionados e incluídos nesta revisão, foram publicados entre 2015 e 2025, em inglês e português. A tabela 1 apresenta os resultados colhidos, objetivos e metodologia em cada estudo selecionado. Logo após a tabela 1 os resultados de cada artigo selecionado foram descritos mais detalhadamente, percorrendo juntamente com a discussão.
Tabela 1 – Apresentação dos estudos selecionados, destacando o título, objetivos, metodologia e desfecho.
| Autores | Título | Objetivos | Metodologia | Desfecho |
| Nascimento et al., 2025 | Prevalência de psicodermatoses em estudantes de medicina de uma rede de ensino superior do Piauí | avaliar a prevalência das psicodermatoses entre os estudantes de medicina do 5º ao 12º período e correlacionar o seu surgimento com fatores estressantes desencadeados pelo curso e esclarecer os principais tipos de psicodermatoses | estudo transversal, de caráter descritivo, abordagem quali-quantitativa, observacional e não intervencionista. Através do questionário estruturado não disfarçados e pela Escala de Estresse Percebido (PSS 14). Foram incluídos 108 universitários. | revelou alta prevalência de condições dermatológicas, especialmente entre mulheres, jovens e alunos em períodos avançados do curso. Acne, dermatite seborreica, atópica e de contato foram as mais comuns, com agravamento associado ao estresse acadêmico |
| De Rossi, Nobre, 2023 | Psicodermatoses em alunos do curso de medicina em uma universidade particular do oeste do Paraná | Correlacionar fatores psicológicos no agravamento de dermatoses em acadêmicos de medicina | Estudo transversal, quantitativo, qualitativo e exploratório, através de aplicação de questionário autoral com perguntas simples. Foram incluídos 52 acadêmicos. | A pesquisa evidenciou que o curso pode gerar diversos fatores estressantes, que desencadeiam a precipitação e exacerbação de diversas manifestações dermatológicas como a acne. |
| Tan, Jamil, Gunabalasingam, 2025 | Percepção da doença, comportamento de busca por tratamento e impacto psicossocial da acne vulgar entre estudantes universitários – Um estudo transversal. | explorar a percepção da doença, o comportamento de busca por tratamento e o impacto psicossocial da acne em estudantes universitários | Um estudo transversal foi conduzido em quatro universidades. Um questionário autoaplicável foi desenvolvido e validado. Durante o exame clínico, a gravidade da acne foi determinada utilizando a Escala Abrangente de Gravidade da Acne (CASS) e o impacto psicossocial utilizando o Índice de Incapacidade por Acne de Cardiff (CADI). | Oestudo evidenciou a percepção dos participantes sobre a acne como doença e fatores que causam ou agravam a acne. Os cinco principais fatores foram a predisposição genética (n=296, 92,8%), hábitos alimentares (n=371, 92,8%), estresse (n=365, 91,3%), higiene (n=345, 86,3%) e menstruação (n=339, 84,8%). Mostrando o estresse como um fator relevante ao surgimento ou agravamento da acne. |
O estudo de Nascimento et al. (2025), questionou 108 universitários entre o 5º e 12º período do curso de medicina da rede de ensino superior do Piauí, com o intuito de avaliar a prevalência das psicodermatoses entre os estudantes e correlacionar o seu surgimento com fatores estressantes desencadeados pelo curso, além de esclarecer os principais tipos de psicodermatoses que surgem com maior frequência. Para coleta de dados, foram aplicados o questionário estruturado não disfarçado e a Escala de Estresse Percebido (PSS 14).
Em relação a quantidade de horas de sono e de atividade universitária realizada durante o dia, identificou-se que 86 (79,6%) acadêmicos dedicam mais de 5 horas às atividades voltadas para faculdade, enquanto o restante realiza menos que 5 horas por dia. Em relação ao sono, 78 (72,2%) universitários dormem entre 6 e 7 horas por dia, o que está dentro da recomendação média de sono diário.
Diante disso, é notável o excesso de carga horária dos acadêmicos voltado às atividades universitárias, o que pode ser um fator de estresse desencadeante para o surgimento de psicodermatoses, diante do impacto conhecido entre estresse e saúde cutânea, conforme relatam Graubard, Perez-Sanchez e Katta (2021) e Rajinikanth et al. (2025). Em relação ao sono, mesmo que 72,2% dos acadêmicos alcançam o quantitativo mínimo necessário de horas de sono por dia, cerca de 27,8% dormem menos que 6 horas por noite, o que ainda assim é um quantitativo alto e se torna inviável, pois segundo Mesquita et al. (2024), pessoas que dormem menos de 7 horas por noite estão mais susceptíveis ao agravamento dos sintomas das psicodermatoses.
A prevalência de dermatoses ou doenças dermatológicas entre os participantes da pesquisa foi de 72 universitários (66,7%) relataram a presença de alguma condição dermatológica, enquanto que 36 acadêmicos (33,3%) indicaram nenhuma condição à doença dermatológica. Esse dado quantitativo mostra o elevado percentual de acadêmicos que sofrem com algum distúrbio cutâneo, o que desencadeia outros problemas como autoestima baixa, piora da saúde mental e geral do indivíduo, podendo interferir diretamente em seu desempenho acadêmico, conforme mostraram os estudos de Oliveira (2021) e Silva et al. (2021).
Outro fator relevante do estudo de Nascimento et al. (2025), que foi selecionado nesta revisão, foi a incidência dos principais tipos de dermatoses presentes nos acadêmicos que relataram possuir alguma condição dermatológica. A principal dermatose com maior frequência entre os acadêmicos foi a acne (18 alunos – 25%), em segundo a dermatite seborreica (14 alunos – 19,4%) e em terceiro a dermatite atópica (9 alunos – 9,7%). Vale ressaltar também que, 41 alunos (56,9%) relataram piora do quadro clínico das dermatoses quando passaram por momentos de ansiedade, nervosismo ou estresse durante o período letivo, enquanto 28 acadêmicos (38,8%) perceberam leve piora. Segundo Antunes (2019), o nível elevado de estresse no organismo desencadeia respostas psicológicas e fisiológicas que prejudicam o sistema nervoso e imune, o qual acionam o sistema neuroendócrino que influencia a resposta inflamatória do organismo.
A pesquisa do De Rossi e Nobre (2023), avaliou 52 acadêmicos do curso de medicina da universidade particular do oeste do Paraná, através de um questionário para analisar a correlação de fatores estressantes com o surgimento ou agravamento de dermatoses. Dentre os participantes, aproximadamente 46% apresentaram algum tipo de dermatose, sendo identificadas 10 tipos: Acne, Ceratose pilar, Dermatite Atópica, Dermatite de Contato, Dermatite Seborreica, Foliculite, Líquen Plano, Psoríase, Disidrose e Skin Picking.
A dermatose que apresentou maior incidência foi a acne (13,8%), o que condiz com o estudo de Mohandas, Bewley e Taylor (2013), que sugere a acne como o tipo de dermatose psicocutânea (devido a fatores estressantes e emocionais) mais comum. Referente aos participantes que apresentaram dermatoses diagnosticadas, realizou-se uma correlação das manifestações cutâneas em momentos de ansiedade, nervosismo ou estresse. Diante disso, 32,7% dos acadêmicos referiram piora significativa da dermatose, 11,5% relataram uma pequena piora e, somente, 1,9% dos participantes responderam não haver interferência das condições psicológicas na manifestação da doença dermatológica presente. O restante dos 28 participantes (53,8%) não possuía dermatose diagnosticada.
A percepção de alterações dermatológicas durante momentos de ansiedade, nervosismo e estresse foram relatadas por 90,4% dos participantes e quando foram questionados a respeito dos momentos de estabilidade emocional e nível de estresse reduzido, 90,4% dos participantes relataram melhora no aspecto da pele. Já entre o grupo de voluntários diagnosticados com alguma dermatose, 100% alegaram melhora da doença no período de estabilidade emocional e estresse reduzido. Durante período de estresse ou algum outro fator emocional, os participantes relataram aumento da oleosidade em derme (29 participantes – 55,8%) e surgimento de prurido (24 participantes – 46,2%).
Diante do estudo de Tan, Jamil e Gunabalasingam (2025), que avaliou 400 estudantes universitários de 4 diferentes universidades, buscando analisar a percepção da doença, o comportamento de busca por tratamento e o impacto psicossocial da acne em estudantes universitários. A respeito da percepção dos participantes sobre a acne como doença e fatores que causam ou agravam a acne, os cinco principais fatores foram a predisposição genética (n=296, 92,8%), hábitos alimentares (n=371, 92,8%), estresse (n=365, 91,3%), higiene (n=345, 86,3%) e menstruação (n=339, 84,8%).
Olhando especificamente para o estresse, um dos fatores que causa ou agrava a acne, observa-se um percentual elevado (n=365, 91,3%) de percepção dos acadêmicos universitários em correlacionar o surgimento da acne ou o agravamento quando passam por fatores estressantes. Esse dado revela o quanto a proximidade do estresse e da acne estão intimamente ligados, repercutindo de forma negativa para o desempenho acadêmico, redução da autoestima e desequilíbrio na saúde psicossocial e emocional (De Lima e Caires, 2024).
Em resumo, esta revisão oferece informações relevantes a respeito da relação entre a influência dos fatores de estresse em acadêmicos universitários com o surgimento ou agravamento de dermatoses, especificamente a acne, que mostrou ser a principal condição dermatológica presente entre os universitários voluntários dos estudos abordados. Vale destacar a importância de novos estudos que abrangem mais cursos além da medicina, estudos que afunilem o nicho de uma dermatose específica, além de promover maior evidência científica para falar com mais propriedade sobre essa relação entre estresse, acne e acadêmicos universitários.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A presente revisão de literatura integrativa, abrangeu 3 estudos que correlacionaram os fatores estressantes imersos no meio acadêmico universitário com o surgimento ou agravamento de psicodermatoses. Diante da análise, os estudos reforçam a estreita relação e influência dos fatores emocionais e estressantes em acadêmicos universitários com a saúde dermatológica desses indivíduos, destacando o surgimento ou agravamento dessas doenças, principalmente, a acne que é uma das condições dermatológicas mais comum entre essa população.
Diante disso, fica explícito a sobrecarga sobre os universitários, necessitando de novos estudos para pensar a melhor alternativa para solucionar essa sobrecarga e, assim diminuir os fatores estressantes que, consequentemente reflete na diminuição de dermatoses como a acne. Ressalto também, a importância de mais estudos para melhor evidenciar a relação entre estresse e acne.
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1Graduanda de fisioterapia; Universidade de Gurupi – Unirg Gurupi, To, Brasil Gabyguedes7788@gmail.com
2Graduanda de fisioterapia; Universidade de Gurupi – Unirg; Gurupi, To, Brasil; amandadlivny@gmail.com
3Doutorado em Biodiversidade e Biotecnologia – Rede Bionorte Universidade Federal do Tocantins – UFT; Gurupi, TO, Brasil;
elizangela@unirg.edu.br
4Graduanda de Fisioterapia; Universidade de Gurupi – Unirg; Gurupi, Tocantins – Brasil; kassianesantos365@gmail.com
5Graduando de fisioterapia; Universidade de Gurupi – Unirg; Gurupi, To, Brasil; gabriel.a.r.luna@unirg.edu.br
6Fisioterapeuta; Universidade de Gurupi – Unirg; Gurupi, TO, Brasil;
argentinafbm@hotmail.com
7Especialista Bases Neuromecânicas do movimento humano Uniclar – Batatais SP; Gurupi, TO, Brasil Jackfisio59@hotmail.com
8Graduanda de fisioterapia; Universidade de Gurupi – Unirg; Gurupi, TO, Brasil
Jhenyfferoliveira48@gmail.com
9Especialista em Saúde da Família; Universidade de Gurupi – Unirg; Gurupi, TO, Brasil fabianonobrega26@gmail.com
10Professor orientador do estudo.
Mestre em biotecnologia Universidade Federal do Tocantins – UFT Universidade de Gurupi – UnirG; Gurupi, TO, Brasil. agrinaziogeraldo@gmail.com
