REUSING WATER IN CONSTRUCTION SITES: RAISING AWARENESS IN THE CONSTRUCTION PROCESS A REVIEW
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cs10202511161528
Gabriela Frontelli
Prof° Orientador: Danilo Aguilhera Paes Maria
RESUMO
Este trabalho tem como objetivo analisar os aspectos da reutilização de águas pluviais sobre canteiro de obra, conciliando a elaboração da sustentabilidade e dando foco à economia hídrica para o consumo de água potável, utilizando técnicas e materiais essenciais para desfechos ao meio ambiente. Neste sentido, a metodologia para abordagem do tema envolve pesquisa bibliográficas, artigos entre outros, que possibilita conhecimentos para a importância de recursos hídricos. Inicialmente, apresentou-se um breve resumo sobre a importância d’água, além dos benefícios ambientais que oferece vantagens de custos com abastecimentos. Em seguida, apresenta um contexto sobre a reutilização de água pluviais e a sustentabilidade no meio ambiente e como a engenharia civil tem um eficaz dentro do tema, também é relacionado o desperdício e o aproveitamento em canteiros de obras e normalização para ser realizado o consumo d’água. A precisão de reduzir os impactos causados buscando informações e construindo ideias tecnológicas que trabalhem na formação socioeconômica.
Palavras-chave: Canteiro de obra. Gestão de recurso hídrico. Aproveitamento de água pluvial
ABSTRACT
This work aims to analyze aspects of rainwater reuse on construction sites, reconciling sustainability with water conservation for potable water consumption, using techniques and materials essential for environmental outcomes. In this sense, the methodology for addressing the topic involves bibliographic research, articles, and other sources, providing knowledge on the importance of water resources. Initially, a brief summary of the importance of water is presented, along with the environmental benefits it offers in terms of supply costs. Following this, a context is presented regarding rainwater reuse and environmental sustainability, and how civil engineering plays an effective role in this area. Waste and resource utilization on construction sites are also discussed, along with regulations for water consumption. The need to reduce the impacts caused by seeking information and developing technological ideas that contribute to socioeconomic development is emphasized.
Keywords: Construction site. Water resource management. Rainwater harvesting.
1. INTRODUÇÃO
A água sempre foi um recurso fundamental para todos os seres vivos. Por isso, é importante usá-la de maneira consciente e responsável, para que no futuro não falte água no planeta. Nesse sentido, a conscientização sobre o uso racional da água é essencial. O crescimento da população e as mudanças climáticas que têm ocorrido nos últimos anos trazem sérios desafios relacionados à escassez de água. A única forma de evitar uma situação ainda mais difícil no futuro é investir na conservação e na preservação dos recursos hídricos em todo o mundo.
A água é o elemento da natureza que melhor expressa os impactos do clima, quer seja por secas extremas ou grandes enchentes, e evidência como estamos sendo, todos, diretamente afetados. Viva em uma grande metrópole ou no campo, os impactos do desmatamento e da poluição nos atingem diariamente e podem ser sentidos nas coisas mais corriqueiras do cotidiano, desde a falta d’água ao preço dos alimentos ou de contas como de água e luz (MANTOVANI, 2015).
De acordo com um estudo realizado pela ONG Tearfund (GUTIERREZ, 2003), nos últimos cinquenta anos, a população mundial triplicou, enquanto o consumo de água aumentou em seis vezes, e essa tendência continua crescendo. Esse aumento se explica pelo crescimento populacional, que impulsionou também o desenvolvimento dos setores agrícola e industrial, responsáveis por grande parte do consumo de água. Atualmente já existem 26 países que abrigam 262 milhões de pessoas e que se enquadram na categoria de áreas de escassez de água (MANCUSO E SANTOS, 2003).
No meio desse desperdício de águas no planeta entra a construção civil, no Brasil enfrenta diversos desafios relacionados ao meio ambiente. Por isso, tem sido necessário adotar medidas voltadas à gestão de resíduos e ao uso de materiais mais ecológicos. Segundo o Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS), o consumo de água em áreas urbanas chega a cerca de 150 a 166 litros por pessoa por dia, o que representa aproximadamente 50% do uso total. No entanto, a infraestrutura pode ajudar a reduzir esse consumo para cerca de 30% a 40%, como aponta Costa Filho (2016).
A água da chuva, conforme a NBR 15527 (ABNT, 2007), pode ser utilizada para fins não potáveis, como abastecimento de vasos sanitários, irrigação e máquinas de lavar roupas. Além de diminuir os gastos com água potável, aproveitar a água da chuva também ajuda a reduzir o escoamento superficial do solo, aliviando o sistema público de drenagem urbana e contribuindo para a diminuição das enchentes. Ou seja, ao adotarmos projetos que envolvem soluções como sistemas de comunicação, redes de abastecimento de água e saneamento, conseguimos diminuir o impacto ambiental.
Além disso, a captação de água e o uso de águas pluviais oferecem várias vantagens, como a redução do consumo e do desperdício de água potável. Essas práticas também ajudam a diminuir os custos com fornecimento de água, contribuindo para uma abordagem mais sustentável e ajudando a preservar o meio ambiente, especialmente ao combater a escassez de recursos hídricos (MAY, 2004).
De acordo com o referencial teórico utilizado, é possível considerar o desempenho da construção civil no que tange ao reaproveitamento dos recursos hídricos, pois, embora apresente respostas negativas, a teoria “fornece à engenharia civil o ambiente na integração de conhecimento dessa preocupação”.
Nesse sentido, a literatura permite avaliar o desempenho do setor, relacionando-o a essa questão hídrica, uma vez que ainda há grande volume de desperdício por parte da sociedade e que tem tornado a engenharia civil responsável por adotar medidas que conscientizem a respeito do problema. Os métodos e técnicas aplicados para atingir o propósito deste estudo compõem a revisão da literatura, livros e relatórios técnicos legíveis, e viabilizam um embasamento teórico que amplia a compreensão da temática.
Inicialmente, apresentou-se um breve resumo sobre a importância da água na sociedade. Em seguida, apresenta um contexto sobre o aproveitamento de água pluviais e a sustentabilidade no meio ambiente e como a engenharia civil tem um impacto importante dentro desse tema em relação aos canteiros de obras, com o objetivo de analisar a importância desse estudo para as construtoras. Por fim, traz conceitos relacionado as soluções para a manutenção dos recursos hídricos como os auxílios de contenção do sistema de captação para a reutilização de águas pluviais em projetos arquitetônicos e normas técnicas aplicadas.
1.1 PROBLEMA DA PESQUISA
Desperdício de água potável nos canteiros de obras, quais métodos podem ser utilizados para diminuir esse impacto ambiental e trazer uma vida mais saudável para o meio ambiente?
1.2 OBJETIVO
1.2.1 Objetivo Geral
O objetivo geral deste trabalho é discutir as soluções eficientes e econômicas para o reaproveitamento de águas pluviais em canteiros de obras, considerando os aspectos ambientais e técnicos, reduzindo o consumo de água potável.
1.2.2 Objetivo Específicos
Com base no objetivo geral podemos citar alguns objetivos específicos para esse trabalho.
- Realizar uma revisão sobre a importância da água no planeta e o reaproveitamento das águas pluviais para os benefícios e desafios, tendo como conceitos nesse tema.
- Avaliar os métodos e conceitos para a captação e o tratamento de água pluviais em canteiro de obra, considerando seus princípios e eficiência.
- Citar as normatizações sobre o consumo de água pluviais.
1.3 HIPÓTESE
Pesquisa sobre o sistema de aproveitamento de águas pluviais em canteiro de obra como contribuição na redução do consumo de água potável e como minimizar os impactos ambientais, sem comprometer a eficiência das atividades construtivas.
1.4 JUSTIFICATIVA
1.4.1 Tecnológicas
À medida que a população cresce, a necessidade por água potável também aumenta, principalmente por causa de mudanças no clima, que traz várias questões relacionadas ao recurso. O crescimento das cidades piorou o problema do desperdício e dificultou a gestão dos recursos hídricos, levando à escassez de água doce.
Por isso, muitas cidades já enfrentam essa dificuldade e estão em risco, pois o acesso à água limpa pode ser complicado nessas regiões. Diante desse cenário, buscamos informações e soluções que possam ajudar a desenvolver novas tecnologias e estimular uma reflexão sobre o uso responsável da água.
A NBR 155272007, que trata da água de chuva, aborda o aproveitamento das coberturas em áreas urbanas para usos que não envolvem consumo potável, estabelecendo os requisitos necessários. Ela oferece orientações para criar sistemas eficientes de captação, filtragem e armazenamento de águas pluviais. Aplicar essas tecnologias e seguir a norma nos canteiros de obras é uma ótima oportunidade para economizar água e incentivar práticas que aumentam a eficiência na redução do consumo hídrico.
1.4.2. Econômicas
O uso de água em construções envolve ações como limpar equipamentos, preparar argamassa, organizar o espaço e irrigar o solo para os alicerces. Essas atividades podem ter um impacto importante no meio ambiente, já que consomem bastante água potável e podem gerar custos elevados. Por isso, essa proposta sugere uma forma mais consciente de usar os recursos hídricos, destacando a coleta de água da chuva como uma solução eficiente para reduzir esses efeitos. Além disso, incentiva o uso moderado da água e a adoção de atitudes mais sustentáveis na área da construção.
1.4.3. Sociais
Quando as construtoras adotam práticas sustentáveis, como coletar e utilizar a água da chuva, elas demonstram um compromisso com o meio ambiente e com a sociedade. Além de ajudar a preservar o planeta, isso também faz com que os funcionários reflitam de forma mais consciente sobre o uso da água, incentivando mudanças de hábitos e ajudando a criar uma cultura mais sustentável no ambiente de trabalho. Segundo Tomaz (2003), ações importantes para a conservação da água incluem:
- Adotar práticas para economizar água;
- Reduzir perdas e desperdícios;
- Diminuir a demanda por água.
1.4.4. Ecológicas
Recolher a água da chuva é uma ótima maneira de aliviar a pressão sobre os rios e os sistemas públicos de abastecimento. Isso ajuda a preservar nossos recursos hídricos e a diminuir os impactos no meio ambiente. Além disso, essa prática também reduz a quantidade de água que escorre pela superfície, o que ajuda a prevenir alagamentos e erosões nas áreas próximas às obras. Por isso, investir em sistemas de captação e uso da água da chuva é uma estratégia inteligente para construir de forma mais sustentável e cuidar melhor do nosso planeta.
2. REFERENCIAL TEÓRICO
2.1.1 A escassez de água como recurso hídrico
A água é um componente essencial no ambiente, fazendo parte de todos os elementos naturais, ao abordarmos os recursos hídricos, nos referimos a toda a água existente no planeta, tanto nas superfícies quanto nas reservas subterrâneas.
As reservas de água do planeta são constituídas por 98% de água salgada e 2% de água doce. Destes 2%, 87% estão bloqueados nas calotas polares e nas geleiras, e a maior parte do que resta se encontra vivo. As reservas de água útil são limitadas e em muitas regiões do mundo se tornam escassas (DOWBOR, 2005).
O mundo está progressivamente implementando ações para assegurar o fornecimento de água, buscando atender à crescente solicitação por esse recurso vital. A falta de água tornou-se uma questão séria, agravada pela ineficácia dos sistemas de tratamento de água e esgoto e pela contaminação que atinge fontes e mananciais. Consequentemente, obter água por métodos convencionais está se tornando cada vez mais desafiador e caro. (GONÇALVES et al., 2006).
De acordo com Molle e Mollinga (2003), a escassez de água não se restringe apenas à quantidade física existente, mas também envolve questões relacionadas à gestão, governança, distribuição e acesso à água de qualidade.
A figura abaixo demonstra as porcentagens da utilização da água e mostra que é fundamental que a sociedade adote uma postura de conscientização e responsabilidade sobre o recurso de água. Os investimentos em tecnologias e o acesso equitativo à água potável e adoção de práticas sustentáveis em qualquer área atuante garante uma disponibilidade para novas gerações.
Figura 1: Distribuição dos recursos hídricos

2.1.2 Crise Hídrica
Segundo May (2004), em termos nacionais, o Brasil detém umas das maiores bacias hídricas do planeta, ou seja, um quinto de toda a reserva global. O Brasil ainda possui a vantagem de dispor de abundantes recursos hídricos. Porém, possui também a tendência desvantajosa de os desperdiçar.
A grande crise da água, prevista para o ano de 2020, tem preocupado cientistas das diversas áreas no mundo inteiro, e o caminho que poderá conduzir ao caos hídrico já é trilhado (DE LIMA MORAES, 2002).
O crescimento populacional aumenta o consumo para abastecimento humano e consequentemente a demanda no setor agrícola e no setor industrial. De acordo com a Conjuntura de Recursos Hídricos no Brasil (ANA, 2013).
Como mostrado ao gráfico de distribuição do consumo de água no Brasil feito por ANA em 2005 mostra a importância da irrigação do consumo de água com 69%, tendo como a agricultura uma suma importância com uma gestão maior para a produção de alimentos, os demais setores apresentam consumos similares de 11% enquanto a de indústria de 7% de toda a irrigação e o abastecimento de uso doméstico equivalem as porcentagens de uso urbano com 11% tem porcentagens baixas também. Como mostrado na figura 2.
Figura 2: Consumo de água no Brasil de acordo com os diferentes setores.

O Paraná criou uma lei que incentiva o uso consciente da água, promovendo a reutilização em diferentes áreas. Essa regulamentação, que entrou em vigor em junho por meio da Resolução nº 122 do CERH/PR, cobre desde o uso urbano, agrícola e industrial até atividades como irrigação e construção civil. Com isso, o estado se destaca como um dos pioneiros no Brasil ao estabelecer padrões de qualidade para a reutilização da água.
A legislação permite que o Paraná cumpra a Política Nacional de Recursos Hídricos (PNRH), garantindo que haja água suficiente e de boa qualidade para as pessoas de hoje e também para as futuras gerações, especialmente em regiões onde o recurso é mais escasso. Everton Souza, que é o diretor-presidente do IAT, explica que essa resolução ajuda a integrar a gestão do meio ambiente com a gestão dos recursos hídricos, mostrando o esforço da equipe do IAT e o apoio de instituições parceiras. Além disso, o estado do Paraná tem planos de abrir sete novos parques urbanos até o final de 2023.
José Luiz Scroccaro, que é o diretor de Saneamento Ambiental e Recursos Hídricos do IAT, explica que essa medida reforça um documento importante sobre o reuso de água, que atende às necessidades dos usuários e ajuda a economizar água potável. Isso é especialmente importante em tempos de crise hídrica, quando a gestão eficiente dos recursos se torna fundamental. A água de reuso inclui qualquer material descartado de processos industriais, atividades agrícolas ou esgoto doméstico, desde que passe pelos critérios de qualidade definidos pelo IAT para poder ser reutilizado.
Bacovis destaca que o reuso da água é uma peça fundamental na promoção da economia circular, ajudando a preservar nossos recursos naturais. Ele lembra também que a água é um elemento essencial para garantir a sustentabilidade econômica, social e ambiental. As primeiras discussões do Governo do Paraná sobre a elaboração da resolução começaram em 2020, com a formação de um grupo de trabalho interinstitucional pelo IAT, criado através da Portaria IAT nº 207/2020. Valdemar Bernardo Jorge, secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), reforça a importância de regulamentar o reuso da água, já que a demanda só aumenta e não podemos mais perder esse recurso. Ele destaca ainda a necessidade de garantir o abastecimento de água para todos, tanto no presente quanto no futuro. Para completar, o IAT conseguiu eliminar a fila de espera para análise dos planos de uso e conservação dos reservatórios.
2.1.3 Disponibilidade e Demanda Hídrica
O crescimento da demanda e o crescimento populacional acentuado e desordenado são os principais fatores que influenciam no aumento do consumo de água, principalmente nos grandes centros urbanos (MAY, 2004).
No Brasil, 68,5% dos recursos hídricos estão na região Norte, enquanto que no Nordeste temos 3,3%, Sudeste 6,0%, Sul 6,5% e Centro-Oeste 15,7%. O interessante é que apesar de a região Norte possuir 68,5% da nossa água doce, possui somente 6,83% da população, enquanto que o Nordeste, tem 28,94%, a região Sudeste 42,73%, o Sul 15,07% e o Centro-Oeste 6,43%. Portanto, o Brasil tem bastante água, mas a mesma está mal distribuída, pois, onde existe muita água, existe pouca população e onde existe muita população existe pouca água (TOMAZ, 2001).
Neste sentido, a demanda é dependente de uma série de fatores demográficos, econômicos, tecnológicos, sociais, políticos e de desenvolvimento regional (AMORIM JR., 2014). Além disso, com os dados fornecidos acima começamos a pensar em novas formas de usar os recursos de maneira mais sustentável e eficiente.
3. DEFINIÇÃO DO REUSO DE ÁGUAS NAS OBRAS
A construção civil é uma das atividades humanas que mais afeta o meio ambiente, utilizando 40% dos recursos naturais, 55% da madeira e 34% da água. A água é utilizada na construção em duas etapas: durante a execução (canteiro de obras) e no uso da edificação.
A água está no centro do desenvolvimento sustentável. Os recursos hídricos, e a gama de serviços providos por esses recursos, contribuem para a redução da pobreza, para o crescimento econômico e para a sustentabilidade ambiental. Desde a segurança alimentar e energética até a saúde humana e ambiental, a água contribui para as melhorias no bem-estar social e no crescimento inclusivo, afetando os meios de subsistência de bilhões de pessoas (World Water Assessment Programme, 2015, p.2).
Na área da construção, embora seja considerada um elemento fundamental não apenas na produção de concreto e argamassa, sua função se estende a várias etapas do canteiro de obras, como a coleta de aterros, a cura do concreto e a realização de testes de impermeabilidade. Nesse cenário, as construções sustentáveis estão ganhando cada vez mais importância dentro da engenharia civil, Silva também destaca a redução dos impactos ambientais na construção civil, assim como a ampliação da capacidade de criar valor e impulsionar o desenvolvimento social, que pode ser realizada por meio da implementação de políticas robustas e direcionadas especificamente a esse setor. Dentro dessas estratégias, a utilização de métodos para avaliação e classificação do desempenho ambiental e da sustentabilidade das edificações é de suma importância. (SILVA, 2003).
Pereira (2018) defende que uma forma de diminuir o consumo de água na construção civil é através da escolha do sistema construtivo. Soluções como drywall, Light Wood frame e Light Steel frame estão disponíveis no mercado e demonstram um menor consumo de água se comparadas aos sistemas convencionais.
Assim, é crucial investir em práticas sustentáveis e escolher sistemas de construção que utilizem a água de maneira eficiente. Além disso, é fundamental que haja um esforço conjunto não apenas das construtoras, mas também da sociedade e do governo, para promover essa conscientização e implementar políticas que apoiem a sustentabilidade no âmbito da engenharia.
Portanto, é essencial que todos tenham conscientização para que não haja problemas no armazenamento de águas, pois, segundo FENDRICH (2003), apontam para a preocupação de que, se a população começar a armazenar água de chuva sem as devidas orientações, significativos impactos poderão ocorrer sobre o ciclo hidrológico, a ponto de, por exemplo, ser inviabilizado o retorno da água pluvial para os fluxos subterrâneos. Certamente, isso causaria impacto negativo aos próprios mananciais de água subterrânea, além daqueles superficiais.
3.1.1 Água Pluviais
As águas pluviais, originadas das chuvas, são coletadas por ralos ou calhas nos telhados das construções. O sistema de reutilização de águas pluviais inclui a coleta, condução, tratamento, armazenamento e tubulações pressurizadas até o momento de seu uso. Este sistema oferece benefícios como por exemplo:
- Custo reduzido de implementação e operação;
- Redução da demanda por água tratada e contribuição na prevenção de enchentes; • Consumo de energia reduzido;
- Instalação simples e facilidade na operação.
3.1.2 Benefícios do uso de Água de Reuso
Reusar água na construção civil traz vantagens tanto econômicas quanto ambientais. De acordo com Odppes e colegas (2018), é possível diminuir o uso de água potável em até 61%, o que gera uma economia importante nos custos das empresas e ajuda a preservar os recursos hídricos. Além disso, essa prática alivia a pressão sobre os sistemas de abastecimento público, especialmente em regiões onde a água é escassa com frequência. Usar água de reuso também melhora a imagem das construtoras, que podem ser vistas como empresas comprometidas com práticas sustentáveis e responsáveis, como aponta Barbosa (2021).
Outro benefício relevante é a redução do risco de paralisação das obras devido à falta de água. Em períodos de crise hídrica, as restrições ao uso de água potável podem impactar diretamente as atividades da construção civil. A utilização de água de reuso pode mitigar esses riscos, garantindo a continuidade das operações e evitando atrasos no cronograma das obras (ODPPES et al., 2018).
Do ponto de vista ambiental, o uso de água de reuso reduz a necessidade de extração de água de mananciais, preservando os recursos naturais e contribuindo para a manutenção dos ecossistemas (MEYER, 2004). Além disso, o reuso de água pode minimizar a geração de efluentes e o descarte inadequado, que são grandes fontes de poluição dos corpos hídricos. Assim, a implementação de práticas de reuso de água não apenas reduz custos, mas também promove a sustentabilidade ambiental do setor da construção civil (CUNHA et al., 2022).
3.1.3. Diminuição do Escoamento Superficial
O sistema de aproveitamento de água da chuva funciona coletando a água que cai na área de captação, geralmente nos telhados. Ele também envolve eliminar a água inicial que escorre na chuva, usar calhas e tubos para transportar a água até um reservatório, onde ela fica armazenada e pode ser usada em diferentes pontos. Além disso, o sistema precisa drenar o excesso de água para evitar problemas.
Segundo Cruz e colegas (2000), há uma discussão sobre o uso de dispositivos que ajudam a diminuir o volume de água que escorre na superfície, como micro reservatórios em lotes, pavimentos permeáveis e trincheiras de infiltração. Esses dispositivos são analisados principalmente pelo seu dimensionamento, eficiência e custos. A ideia é reduzir, parcial ou totalmente, o volume de água que chega à rede de drenagem convencional.
Tassi e Villaneuva (2003a) investigaram como a implantação de micro reservatórios de retenção afeta o escoamento em uma bacia urbana, levando em conta diferentes escalas, desde os lotes até a rede de macrodrenagem, usando modelos numéricos. Para entender o impacto desses micro-reservatórios sobre o escoamento superficial, eles realizaram duas etapas de análise, baseando-se nos resultados das simulações.
Na primeira etapa, que ocorreu na escala de sub-bacia, eles propagaram o escoamento gerado nos lotes, calçadas, ruas e redes de micro-drenagem usando um modelo de onda cinemática. Já na segunda etapa, empregaram um modelo hidrodinâmico para simular a passagem dos hidrogramas ou seja, as curvas de vazão ao longo do tempo na saída das redes de micro-drenagem e também na água que escorreu pelas ruas e entrou nas redes de macrodrenagem.
Figura 3 – Sistema de drenagem

4. MÉTODOS DE REUTILIZAÇÃO DE ÁGUA
A reutilização não intencional de água ocorre quando efluentes, independentemente de serem tratados ou não, são despejados em corpos d’água naturais, como rios. Nesse cenário, a água se mistura com o ambiente ao seu redor e, após um certo tempo, esse mesmo corpo d’água é extraído para uso como fonte de abastecimento, seguido de tratamento e distribuição. Durante essa fase, conhecida como captação, a água passa por diversas etapas de purificação, e essa forma de reutilização acontece de maneira acidental, sem planejamento anterior, representando um reaproveitamento não intencional da água que foi utilizada em atividades humanas.
A Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho, a NR – 18, cita os itens básicos para o trabalhador desenvolver suas atividades profissionais e quantifica o número mínimo de equipamentos por número de funcionários, sendo que, refeitórios, instalações hidrossanitárias e bebedouros estão relacionados com o uso de água nos canteiros. No refeitório há a presença de lavatório para as mãos, cozinha, etc..
Conforme mencionado por Borges (2003), existem registros históricos sobre práticas de reutilização que datam das civilizações antigas, especialmente na Grécia, onde os resíduos eram aproveitados para irrigar as lavouras. No entanto, somente no século XX foram estabelecidas as primeiras regulamentações a respeito do tema. A reutilização pode acontecer de forma direta, quando o efluente tratado é usado no próprio local de aplicação. Também é viável a reutilização indireta, onde o efluente é empregado após ser liberado em um corpo d’água. Ademais, a reutilização pode ser programada para atender às condições de saúde e ambientais, sendo essa a abordagem mais adequada para sua execução. A Tabela 01 apresenta as principais formas de reutilização e suas respectivas características.
Tabela 1: Tabela formas de reuso e suas características
| Formas de reuso | Característica |
| Direto | Uso planejado de esgoto tratados para certa finalidade como uso industrial, irrigação e água potável. |
| Indireto | Quando a água, já utilizada, uma ou mais vezes para o uso doméstico ou industrial, é descartada nas águas superficiais ou subterrâneas e utilizada novamente, mas de forma diluída. |
| Planejado | Quando este é resultado de uma ação planejada e consciente, adiante do ponto de descarga do efluente a ser usado. |
| Não planejado | Caracterizado pela maneira não intencional e não controlada de sua utilização |
| Potável | Com a finalidade de abastecimento da população. |
| Não potável | Objetiva atender a demanda que tolera águas de qualidade inferior (Fins industriais, recreacionais, irrigação, descarga em vaso sanitários, entre outros). |
| Potável direto | O esgoto é recuperado através de tratamento avançado e é injetado diretamente no sistema de água potável. |
| Potável indireto | O esgoto depois de tratado é lançado nas águas superficiais ou subterrâneas para diluição e purificação natural, objetivando uma posterior captação e tratamento. |
Por outro lado, a tabela 01 apresenta uma visão ampla das diferentes estratégias para a reutilização de água, ressaltando a importância do planejamento para garantir tanto a segurança quanto a eficácia desse procedimento. A tabela indica que as diversas formas de reutilização de água podem ser classificadas como diretas ou indiretas, conforme o tipo de tratamento que o efluente recebe antes ou depois de ser lançado em um corpo d’água.
Ademais, a tabela distingue entre a reutilização destinada ao consumo humano e aquela destinada a outros fins, uma vez que a reutilização voltada para o fornecimento de água potável busca atender à população, enquanto a reutilização não potável servem a necessidades que aceitam água de menor qualidade, como as demandas industriais e a irrigação.
4.1.1 Captação e Distribuição de Água
Dos mananciais são retiradas a água tanto subterrânea ou superficial e são captadas pela captação, as adutoras são tubulações de grandes diâmetros responsáveis por levar a água para estação de tratamento e depois para os reservatórios de distribuição (CESAN, 2015).
As estações elevatórias fazem o bombeamento transportando a água a pontos mais distantes e elevados e também é utilizada para aumentar a vazão de linhas adutoras. A água vai para as estações de tratamento onde é realizada a purificação de acordo com critérios de qualidade exigido pela legislação, depois de tratada é armazenada nos reservatórios e encaminhada para rede de distribuição que é responsável por distribuir a água tratada para a população (CESAN, 2015);
Segundo Annecchini (2005), quatro formas construtivas de sistemas de aproveitamento da água da chuva destacam-se: sistema de fluxo total, sistema com derivação, sistema com volume adicional de retenção e sistema com infiltração no solo. Tais sistemas serão descritos a seguir:
- Sistema de fluxo total: nesse modelo, toda a água da chuva que é coletada na superfície de captação é direcionada diretamente para o reservatório de armazenamento. Antes de chegar lá, ela passa por um filtro ou uma tela para evitar que sujeiras entrem. Caso o reservatório encha além da sua capacidade, o excesso de água é direcionado para o sistema de drenagem. Veja a Figura 4 abaixo.
Figura 4 – Esquema do sistema de fluxo total.

- Sistema com derivação: neste caso, há uma derivação instalada na tubulação vertical que desce a água da chuva. Essa derivação serve para descartar a primeira chuva, levando-a ao sistema de drenagem. Em alguns exemplos, também é colocado um filtro ou uma tela nessa derivação para garantir maior proteção. A água que ultrapassa o reservatório e precisa ser descartada é encaminhada ao sistema de drenagem. Veja a Figura 5 abaixo.
Figura 5 – Esquema com o sistema com derivação.

- Sistema com volume adicional de retenção: Nesse modelo, constrói-se um reservatório maior, capaz de armazenar a quantidade de chuva necessária para atender à demanda, além de um volume extra para ajudar a evitar inundações. Uma válvula regula a saída de água desse volume adicional, direcionando-o ao sistema de drenagem, como ilustrado na Figura 6.
Figura 6 – Esquema com sistema com volume de retenção.

- Sistema com infiltração no solo: Nesse caso, toda a água da chuva coletada é enviada para um reservatório de armazenamento, passando antes por um filtro ou tela. Quando o volume de água excede a capacidade do reservatório, o excesso é direcionado para um sistema de infiltração no solo, conforme mostrado na Figura 7.
Figura 7 – Esquema do sistema com infiltração no solo.

Para a Bunge, será adotado o sistema de fluxo total. Isso significa que toda a água da chuva coletada passará por filtros e telas antes de ser armazenada no reservatório. Além disso, haverá um sistema de drenagem para onde será direcionado o excesso de água que extravasar do reservatório.
De acordo com a CONAMA e as normas NBR 15527 e NBR 13969, que estabelecem os padrões de qualidade da água para usos não potáveis, os principais parâmetros que devem ser avaliados são: turbidez, pH, DQO, DBO, nitrogênio, oxigênio dissolvido, fósforo, ferro, manganês, coliformes, cloretos e sólidos. Para que a água seja considerada potável, ela precisa atender aos critérios definidos na Portaria Nº 2.914, de 12 de dezembro de 2011, do Ministério da Saúde, onde:
“Art. 5° Para os fins desta Portaria, são adotadas as seguintes definições:
I. Água para consumo humano: água potável destinada à ingestão, preparação e produção de alimentos e à higiene pessoal, independentemente da sua origem;
II. Água potável: água que atenda ao padrão de potabilidade estabelecido nesta Portaria e que não ofereça riscos à saúde; ”
Figura 8 – Modelo Para Captação e Armazenamento de Água Pluvial

4.1.2. Indústria da Construção Civil
Segundo Pessarello (2008), a água, além de ser necessária para a higiene pessoal dos operários, é a matéria-prima para fabricação de alguns materiais, como concretos e argamassas. Assim, é necessário que se tenha quantidade suficiente e que a mesma apresente qualidade compatível com as necessidades. Sua cadeia produtiva tem uma enorme contribuição para a deterioração ambiental, como salienta
Teixeira (2010) ao listar algumas atividades da construção civil que mais causam impactos.
- Geração de elevadas quantidades de resíduos de construção e demolição, com impactos no ambiente urbano e nas finanças municipais;
- Geração de grandes quantidades de poeira e ruído nos canteiros de obras;
- Diminuição da permeabilidade do solo, mudando o regime de drenagem;
- Extração de madeira ilegal, que compromete a preservação das florestas e representa séria ameaça ao equilíbrio ecossistêmico;
- Contribuição para a poluição, inclusive na liberação de gases do efeito estufa, como CO2;
- Desperdícios, em média 56% de cimento, 44% de areia e 30% de gesso, 27% dos condutores e 15% dos tubos de PVC e eletrodutos;
- Extração de grandes volumes de recursos naturais. Até 75% são consumidos pela construção e manutenção da infraestrutura, sendo a cadeia produtiva a maior consumidora.
Segundo Pinheiro (2002), a parcela de consumo de água nos países industrializados para uso na construção civil é de 25%, para Asadollahfardi et al. (2015), em nível mundial, utiliza-se aproximadamente 17% do volume total de água, sendo o concreto o principal consumidor. Cerca de 3,8 bilhões de m³ de concreto são utilizados por ano globalmente (ISMAIL; AL-HASHMI, 2010). Somente a indústria do concreto consome 1 bilhão de m³ de água, além disso, grandes volumes de água potável são utilizados para lavar os caminhões betoneiras, bombas de concreto, equipamentos, agregados e para cura (GHRAIR et al., 2016).
Ao se tratar de edifícios, os impactos são mais representativos por demandarem maiores volumes de recursos, especialmente devido à proporção das obras e ao ciclo de produção longa, geralmente medido em anos. A interação do edifício com o meio ambiente se dá em momentos distintos de sua existência, envolve diferentes agentes da cadeia produtiva, que se refletem de diferentes formas, nas diferentes fases do ciclo de vida (MATEUS, 2009; TEIXEIRA, 2010).
Apesar de todas as peculiaridades apresentadas, na economia, a construção civil é responsável por uma significativa parcela do PIB nacional (8,32%), é um dos setores mais importantes, pois desempenha um papel fundamental no desenvolvimento do país. A Pesquisa Anual da Indústria da Construção (2015) revela que as empresas de construção realizaram incorporações, obras e/ou serviços no valor de R$ 354,4 bilhões. A receita operacional líquida atingiu o valor de R$ 323,9 bilhões (IBGE, 2017).
Com R$ 165,7 bilhões, a construção de edifícios foi a atividade que mais contribuiu para o valor das incorporações, obras e/ou serviços, com participação total de 46,7%. Seguido pelo segmento de obras de infraestrutura com 33,9% de participação. Por fim, o setor de serviços especializados para construção apresentou 19,4% de participação (IBGE,2017).
5. DEMANDA POR ÁGUA NA CONSTRUÇÃO
Segundo Pessarello (2008), a água, além de ser necessária para a higiene pessoal dos operários, é a matéria-prima para fabricação de alguns materiais, como concretos e argamassas. Assim, é necessário que se tenha quantidade suficiente e que a mesma apresente qualidade compatível com as necessidades.
5.1.1 Canteiro de Obras
No canteiro de obras a utilização da água para as necessidades humanas está relacionada, basicamente, às demandas essenciais dos funcionários do canteiro e estas são preservadas de acordo com a legislação trabalhista (PESSARELLO, 2008).
Segundo a norma NR 18 (MTE, 2015), um canteiro de obras é um espaço de trabalho, que pode ser temporário ou permanente, onde são realizadas atividades de apoio e execução de um projeto de construção.
Neto (2008) estima que o consumo diário por operário não alojado chega a 45 litros/dia, sem incluir a refeição. Com a refeição preparada na obra, o consumo passa para 65 litros/dia. Na fase dos serviços preliminares, a água é utilizada para a compactação de aterros. Na compactação de 1 m³ de aterro o consumo pode chegar a 300 litros de água. Nas etapas de infraestrutura e superestrutura, é onde se constrói a sustentação da edificação, como exposto anteriormente, mais comumente produzidas em concreto armado. Na produção de 1 m³ de concreto utiliza-se em média de 160 a 200 litros de água (NETO, 2008).
De acordo com Neto (2005), a água é um dos componentes mais importantes na confecção de concretos e argamassas e imprescindível na umidificação do solo em compactação de aterros. Um material de construção nobre, que influencia diretamente na qualidade e segurança da obra.
Entre as etapas de infraestrutura e superestrutura realiza-se o processo de cura do concreto. Esse processo é fundamental para que as reações químicas ocorram de maneira adequada, pois compensa a evaporação de água, necessária à hidratação do cimento, a fim de controlar o processo de pega e endurecimento e conferir durabilidade e vida útil às estruturas. A cura do concreto pode ser obtida por meio da molhagem constante com mangueira; aspersão de água por sistemas de irrigação de jardim; cobertura com lona plástica, saturação da umidade ou ventiladores pressurizados (NEVILLE; BROOKS, 2013).
Santos, Silva e Cerqueira (2015) mediram o volume de água destinado aos vestiários de duas obras de edifícios comerciais de alto padrão em Recife e observou um consumo per capita de 76,04 L/pessoa/dia, representando um percentual de 53,20% de toda a água utilizada nos canteiros estudados.
Pessarello (2008) também realizou medições do consumo de água na área de vivência de um dos canteiros estudados, um conjunto residencial de alto padrão em São Paulo, observando um consumo per capita de 51 L/pessoa/dia, significando aproximadamente 50% de toda a água utilizada neste canteiro. Sem medições nos demais canteiros estudados.
Estimou a quantidade de água destinada ao consumo humano, conforme estabelecido por Silva (2017), de 45 L/pessoa/dia, verificando uma representatividade de 50% e 47% de toda a água consumida.
Brown et al. (2012) também estimaram o volume de água destinado aos funcionários a partir do estabelecido por Silva (2017) e perceberam uma representatividade de 54% no consumo de água dos funcionários em relação ao total utilizado na obra.
Já Romano (2017), ao analisar obras residenciais de pequeno porte, com número de funcionários reduzido, mediu um consumo de água variando de 1,3 a 2,02 m³/homem/mês, equivalente a 59,09 – 98,98 L/pessoa/dia, o que representou de 9 a 14% do consumo de água de toda a obra.
Tabela 2 – Indicador de consumo de água por área construída
| Referência | Pessarello (2008) | Brown et al. (2012) | Silva e Violin (2013) | Santos, Silva e Cerqueira (2015) | Romano (2017) | Marques, Gomes e Brandli (2017) |
| Consumo de água (m³/m²) | 0,37 a 0,68 | 0,08 a 0,16 | 0,20 a 0,25 | 0,38 a 0,83 | 0,16 a 0,33 | 0,01 e 0,28 |
| Média | 0,49 | 0,60 | 0,23 | 0,15 | 0,23 | 0,12 |
A Tabela 2 mostra uma visão geral do consumo de água por metro quadrado de área construída, reunindo informações de diferentes estudos e fontes. É possível perceber que os resultados variam bastante, o que indica que o uso de água em construções pode ser influenciado por diversos fatores. Essa variação acontece por causa das particularidades de cada obra, como o tipo de construção, as técnicas empregadas, o clima da região e as práticas de gerenciamento da água.
Além disso, muitas vezes, faltam informações detalhadas sobre o consumo de água durante todo o período da construção. A ausência de dados contínuos e precisos pode afetar a confiabilidade desse indicador, fazendo com que ele seja subestimado ou superestimado.
Ou seja, os dados oferecem uma visão geral sobre o consumo de água por área construída, mostrando como esses números podem variar e ressaltando a importância de uma avaliação cuidadosa do uso de água na construção civil. Com uma coleta de informações mais completa e uma análise detalhada, podemos incentivar o uso mais eficiente da água e ajudar a tornar o setor mais sustentável.
5.1.2 Fabricação de Concreto
De acordo com Pessarello (2008), na fabricação do concreto, seja na obra ou em usinas, a água é usada na dosagem. A qualidade do concreto depende indiretamente dessa quantidade, porque ela influencia o fator água/cimento, que por sua vez afeta a resistência à compressão. Ou seja, quanto maior a relação entre água e cimento, menor será a resistência do concreto.
A quantidade de água usada no amassamento deve ser a menor possível, desde que ainda permita a aplicação adequada na obra. Isso porque, se usar água demais, a resistência do concreto pode ficar comprometida. No entanto, é importante lembrar que o consumo de água na construção de uma estrutura de concreto costuma ser alto e não deve ser ignorado (PESSARELO, 2008).
Figura 09 – Consumo de água na produção de concreto

Na hora de fazer o concreto, seja na obra ou na usina, o fator água e cimento é muito importante. A resistência do concreto diminui à medida que aumenta a proporção de água em relação ao cimento. Ou seja, quanto maior a relação água/cimento, menor será a resistência do concreto à compressão.
Por isso, é fundamental controlar bem a quantidade de água ao preparar a mistura de concreto ou argamassa. Para produzir um metro cúbico de concreto, costuma-se usar entre 160 e 200 litros de água, segundo Pessarello (2008). Ainda, conforme o autor, na compactação de um metro cúbico de aterro, podem ser utilizados até 300 litros de água.
As estimativas de consumo de água na fabricação de concreto virado na obra apresentadas na tabela 3, são baseadas nas composições do livro TCPO (2003).
Tabela 3 – Consumo de água na produção de concreto dosado na obra
| Fck (MPa) | Fator água/cimento (L/kg) | Cimento (kg/m³) | Água (L/m³) |
| 10 | 0,88 | 241 | 212,08 |
| 15 | 0,79 | 280 | 221,20 |
| 18 | 0,68 | 305 | 207,4 |
5.1.3 Cura do Concreto
O processo de endurecimento do concreto é chamado de “cura”. Quando feita corretamente, essa etapa torna o concreto mais resistente e durável. Segundo YAZIGI (2004), o concreto precisa ficar úmido por vários dias após ser colocado, pois a água é fundamental para as reações químicas que acontecem durante o endurecimento, especialmente nos primeiros dias.
De acordo com Corrêa (2013), a cura do concreto é um conjunto de procedimentos feitos para garantir que o cimento hidrata de forma adequada, o que ajuda a obter peças com a resistência certa no final do processo. A perda de água ocorre por causa da evaporação da água de amassamento, que está presente na mistura do concreto, e que acaba se dispersando para o ambiente. Essa perda pode ser evitada mantendo o ambiente saturado de água.
Além disso, há também o método de cura usando coberturas, como tecidos de aniagem, serragem ou areia, todos molhados com água. Outros materiais utilizados podem ser papéis betumados impermeáveis ou lonas plásticas colocadas sobre as superfícies expostas, preferencialmente de cor clara para evitar que o calor aqueça o concreto demais, o que poderia causar retração térmica. Esse processo de cura influencia positivamente na resistência do concreto, ajuda a diminuir sua porosidade, reduz a absorção de água, além de evitar fissuras e eflorescência (aquele depósito branco na superfície).
FIGURA 10 – Utilização de água na cura de concreto

Vale a pena ressaltar que a cura do concreto deve ocorrer de acordo com a NBR6118 de 2003. Além disso, GUEDES (2004) complementa, informando que qualquer que seja o processo empregado para a cura do concreto, a aplicação deverá iniciar-se tão logo termine a pega, devendo continuar por período mínimo de 7 dias.
Para estimar o consumo de água no processo de cura do concreto Pessarello (2008) utilizou dados empíricos obtidos por meio de dados levantados por construtoras, tais dados são apresentados na tabela 4.
Tabela 4 – Consumo de água na cura do concreto
| Tipo | Espessura (cm) | Água (L/m²) |
| Molhagem de tecidos | 2,0 | 0,02 |
| Lâmina de água | 5,0 | 0,05 |
5.1.4 Teste de Impermeabilização
O serviço de impermeabilização está relacionado com o consumo de água, devido aos procedimentos inclusos em seu método executivo, ou seja, após a execução de uma impermeabilização, é recomendado que seja efetuado um teste com lâmina d´água, com duração mínima de 72 horas, para verificação da aplicação do sistema empregado, orienta YAZIGI (2004).
Os consumos de água em testes de impermeabilização vão depender dos elementos a serem testados; por exemplo, o consumo de água para teste em uma piscina será bem mais elevado do que o consumo de água para teste de um piso de banheiro (PESSARELLO, 2008).
5.1.5 Limpeza
Conforme Pessarello (2008), o uso de água para higienizar ferramentas ou após a realização de determinadas atividades é fundamental, já que certos resíduos da construção, se não forem devidamente removidos, podem prejudicar a ferramenta e causar manchas ou danos na superfície.
Pessarello (2008) menciona que, mesmo na ausência de resíduos ou sujeira provenientes da construção, como tintas, argamassas ou colas, é necessário remover a poeira ou fuligem gerada durante a obra. Normalmente, as superfícies são limpas com o uso de máquinas de jato d’água.
Além dos usos mencionados anteriormente, também é importante considerar o uso de água na limpeza de pneus dos veículos, especialmente dos caminhões que transportam terra para o canteiro de obras, sobretudo nas fases iniciais da construção. Outra forma de consumo de água, ligada de maneira indireta à higiene do local, ocorre na rega das ruas durante períodos de alta aridez, visando diminuir a quantidade de poeira no ambiente de trabalho (PESSARELO, 2008).
6. NORMATIZAÇÃO E REQUISITOS DE QUALIDADE DE ÁGUA DE REUSO
No Brasil, as legislações sobre a reutilização de água são limitadas, dificultando a adoção de estratégias sustentáveis. A norma NBR 15.527, que se refere à captação de água da chuva, estabelece diretrizes para a utilização não potável em ambientes urbanos.
Segundo a NBR15527(ABNT, 2007), para a coleta da água da chuva é necessária a instalação de condutores horizontais, condutores verticais, dispositivos para filtragem, descarte da água de limpeza do telhado e materiais grosseiros, e reservatório de armazenamento da água. Na Figura 4 é apresentado um exemplo de sistema de captação de água de chuva feito com tanque vertical e seus componentes.
Os materiais empregados nos dispositivos estão elencados na NBR 10.844 (ABNT, 1989). Segundo essa norma, as calhas podem ser confeccionadas a partir de chapas de aço galvanizado, folhas de flandres, placas de cobre, aço inoxidável, alumínio, fibrocimento, PVC rígido, fibra de vidro, concreto ou materiais de construção de alvenaria.
ABNT – NBR 5.626 e NBR 10.844. Ainda deve constar o alcance do projeto, a população ser atendida, a determinação da demanda, bem como os estudos das séries históricas e sintéticas das precipitações da região (ABNT, 2007)
A NBR 15900-1 define as regras para o uso de água de reuso na fabricação de concreto. Ela estabelece limites para substâncias químicas presentes na água e também exige testes de resistência à compressão, tudo para garantir que a qualidade do concreto não seja prejudicada. Além dessas questões químicas, a norma também determina parâmetros físicos, como a turbidez e o pH da água, que precisam estar dentro de certos padrões para que o concreto tenha boa trabalhabilidade e resistência ao longo do tempo. Seguir essas normas é fundamental para que o concreto feito com água de reuso tenha um desempenho igual ao do concreto tradicional.
A normatização também inclui diretrizes para a frequência de ensaios e a amostragem da água, garantindo que a qualidade seja monitorada de forma contínua. Ensaios regulares são necessários para avaliar a presença de contaminantes e ajustar o processo de tratamento da água, caso seja necessário (SCAQUETTI, 2021). Além disso, a norma recomenda que a água de reuso seja armazenada de forma adequada, para evitar a contaminação por agentes externos durante o processo de estocagem.
No Brasil, a Lei Nº 9433/1997 institui a Política Nacional de Recursos Hídricos, e define a água como um bem de domínio público, constituindo um recurso natural limitado e dotado de valor econômico (LUCHINI, 1999).
Por sua vez, com respeito à legislação, destaca-se a Lei 10.785/03 do Município de Curitiba que instituiu o PURAE – Programa de Conservação e Uso Racional da Água nas Edificações. O programa prevê a adoção de medidas que visam induzir a conservação da água através do uso racional, e de fontes alternativas de abastecimento de água nas novas edificações. Tal programa foi criado com o intuito de sensibilizar os usuários sobre a importância da conservação dos recursos hídricos (CURITIBA, 2003)
Seguir regras rígidas ajuda a convencer o mercado a usar água de reuso, pois assegura que o material produzido seja seguro e confiável. Por isso, as normas são essenciais para aumentar o uso de água de reuso na indústria do concreto, transmitindo confiança aos consumidores e garantindo a qualidade do produto. Essas normas envolvem uma série de testes para verificar se a água de reuso é adequada para a mistura do concreto, como mostrado na figura 6 (ABNT, 2009).
7. MATERIAIS E MÉTODOS
No que se refere ao uso eficiente e à gestão da água em canteiros de obras, nota-se que há estudos e diretrizes voltadas para a implementação de estratégias que visam controlar e reduzir o consumo durante a fase de construção. No entanto, a aplicação generalizada dessas práticas nos canteiros ainda é escassa, possivelmente devido à ausência de supervisão das normas regulatórias em nível estadual e nacional. Portanto, foram conduzidas investigações em livros, dissertações, monografias, entre outros, com o objetivo de adquirir conhecimentos e desenvolver alternativas que, quando aplicadas, possibilitem um uso eficiente da água nas construções e, consequentemente, diminuam de forma significativa o desperdício desse recurso natural.
O projeto realizado envolveu uma pesquisa acerca da aplicação de águas pluviais e águas cinzas, com o objetivo de desenvolver e avaliar soluções que sejam tanto eficientes quanto econômicas em termos de sustentabilidade em canteiros de obras. Conforme Neto (2008), na indústria da construção, a água é um dos componentes mais fundamentais na produção de concretos e argamassas, sendo crucial para a umidade do solo e na compactação de aterros. Além disso, ela desempenha um papel importante em tarefas de limpeza, resfriamento e cura do concreto.
Dados foram coletados através de uma análise qualitativa sobre o tópico, e, após revisar artigos, dissertações de mestrado e teses de doutorado, alguns trabalhos relevantes foram escolhidos. A gestão hídrica e as oportunidades de utilização de água da chuva, juntamente com o reuso de águas cinzas, foram investigadas. Desse modo, foi elaborada uma síntese sobre o assunto para apresentar um estudo teórico, com o objetivo de entender o uso e o consumo desse recurso, além de fomentar a conscientização sobre sua aplicação, buscando aumentar o número de construções sustentáveis.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Reaproveitar a água da chuva em canteiros de obras é uma solução eficiente para diminuir o uso de água potável. Ao instalar sistemas de captação e tratamento, é possível reduzir bastante a demanda por água limpa, o que gera economia e ajuda a promover a sustentabilidade.
Adotar medidas que otimizam o uso da água traz vários benefícios, como a redução dos custos da obra e a diminuição do impacto nos sistemas de abastecimento de água e esgoto da região. Isso também torna o empreendimento mais atrativo para clientes que valorizam questões ambientais e sociais, entre outros aspectos (MCNAB; LYNCH; YOUNG, 2012).
Além disso, reutilizar a água da chuva ajuda a diminuir o escoamento superficial, reduzindo o risco de enchentes e erosões. Também alivia a pressão sobre os recursos naturais, ajudando na preservação de rios, mananciais e ecossistemas aquáticos. Adotar práticas de reaproveitamento de água ajuda a conscientizar os trabalhadores da construção civil sobre a importância do uso racional dos recursos hídricos. Isso contribui para criar uma cultura de sustentabilidade no local de trabalho e incentiva hábitos mais responsáveis no consumo de água.
Porém, mesmo com tantos benefícios, colocar em prática esses sistemas ainda enfrenta alguns obstáculos, como a falta de regulamentação específica, os custos iniciais de instalação e a necessidade de manutenção adequada. Superar esses desafios exige investimentos em tecnologia, capacitação e políticas públicas que estimulem essa adoção.
Outro ponto importante é a qualidade da água reutilizada. É essencial usar sistemas de tratamento eficientes para garantir que a água esteja dentro dos padrões de qualidade necessários para usos não potáveis, como limpeza, irrigação ou combate a incêndios.
Reaproveitar água também pode trazer economia a longo prazo, ajudando a diminuir os gastos com água potável e o tratamento de resíduos líquidos. É importante analisar se cada projeto é financeiramente viável, para garantir que os benefícios financeiros valham a pena em relação aos custos de implementação. Além disso, a normatização e a regulamentação são essenciais para assegurar que a água reutilizada seja segura e de boa qualidade. Um exemplo disso é a norma NBR 15527, que define requisitos para o uso da água da chuva em áreas urbanas e ajuda a promover práticas sustentáveis na construção civil.
O sucesso dessas iniciativas depende do envolvimento de todos os interessados, como construtoras, governos, empresas de saneamento e a sociedade como um todo. Criar parcerias e compartilhar conhecimentos são passos importantes para ampliar o uso dessas práticas de forma mais ampla e eficiente.
Por fim, a conscientização no Processo Construtivo mostra que aproveitar a água da chuva é uma estratégia muito promissora para tornar a construção civil mais sustentável. Mesmo enfrentando alguns desafios, ao explorar as oportunidades, podemos diminuir o uso de água potável, proteger os recursos hídricos e construir um futuro mais sustentável para o setor.
8. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A água desempenha um papel fundamental na construção civil. Ela é utilizada na fabricação de concreto e argamassa, na compactação de aterros, na cura do concreto, em testes de impermeabilização, na limpeza do canteiro de obras e também como um bem de consumo. No entanto, muitas vezes ela não é considerada nos cálculos iniciais de planejamento do projeto. Como a água é tão importante, seu uso pode acabar gerando um custo bastante alto. Isso acontece porque o recurso hídrico costuma ser negligenciado nas primeiras etapas da obra, o que leva ao consumo excessivo, ao uso sem cuidado e ao desperdício.
De modo geral, uma das maneiras de tornar a construção mais sustentável é usar sistemas que avaliem e classifiquem o desempenho ambiental e a sustentabilidade dos edifícios. Quando o assunto é uso da água, Flávio e seus colegas (2015) sugerem algumas estratégias, como investir em tecnologias que reduzam perdas físicas ou revisar os processos que utilizam água. Já Pereira (2018) destaca medidas para diminuir o consumo de água na construção civil, como adotar sistemas que demandam menos esse recurso, como drywall, estruturas de madeira leve (light wood frame) ou de aço leve (light steel frame).
Outro ponto que foi bastante discutido foi o uso da água nos canteiros de obras, que inclui desde o consumo para as pessoas até o uso técnico. Pereira (2018) comenta que algumas construtoras estão buscando diminuir o uso de água e também reutilizar recursos hídricos, com o objetivo de reduzir o consumo de água potável nessas áreas. Quando falamos sobre a reutilização da água nos canteiros de obras, Pereira (2018) traz algumas soluções práticas que têm mostrado resultados bastante positivos. Uma delas é o sistema de lava rodas, que se destaca por ser uma opção bastante viável. Além de reutilizar a água, esse sistema ajuda a diminuir a poeira e a lama nas vias próximas ao local da construção, trazendo benefícios adicionais.
Araújo (2009) também apresenta diversas soluções importantes e eficientes para os canteiros de obras. E, assim como ele, Lessa (2019) reforça a importância de separar a medição do consumo de água por setores. Essa prática facilita identificar onde o uso é maior e permite implementar ações para tornar o consumo mais eficiente e consciente.
Quanto à reutilização da água no canteiro de obras, Pereira (2018) aponta várias soluções práticas que têm mostrado resultados positivos. Entre elas, o sistema de lava rodas se destaca como uma das opções mais viáveis, pois traz benefícios além da simples reutilização da água, ajudando também a reduzir a poeira e a lama nas vias próximas ao local da construção.
Para que a gestão da água no canteiro de obras seja realmente eficiente, é fundamental que todas as ações sejam feitas de forma conjunta. Isso envolve conscientizar as pessoas responsáveis, que muitas vezes usam bastante água e tomam decisões importantes, além de buscar formas de construir de maneira mais sustentável.
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