PROTOCOLOS CIRÚRGICOS E OTIMIZAÇÃO DA OSSEOINTEGRAÇÃO EM IMPLANTODONTIA: UMA ANÁLISE SISTEMÁTICA

SURGICAL PROTOCOLS AND OPTIMIZATION OF OSSEOINTEGRATION IN IMPLANTODONTICS: A SYSTEMATIC ANALYSIS

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202509241548


LAUSCHNER, Rafael1


RESUMO

A implantodontia representa uma das principais inovações terapêuticas da odontologia moderna, sendo a osseointegração o fator determinante para o sucesso clínico dos implantes dentários. Nesse contexto, diferentes protocolos cirúrgicos vêm sendo estudados com o objetivo de otimizar a estabilidade primária e o contato osso-implante. Este estudo consistiu em uma revisão sistemática da literatura, realizada nas bases PubMed, Scopus, Web of Science e SciELO, entre 2010 e 2025, seguindo as diretrizes do PRISMA 2020. Foram incluídos estudos que avaliaram técnicas como osseodensificação, variações na velocidade de perfuração, simplificação da sequência de brocas, uso de câmaras de cicatrização e protocolos de carga imediata. Os resultados apontaram que a osseodensificação e o uso de câmaras de cicatrização apresentam evidências consistentes de melhora na estabilidade inicial e na qualidade da osseointegração, sobretudo em ossos de baixa densidade. Já a perfuração em baixa velocidade e a simplificação do número de brocas mostraram resultados promissores, mas ainda inconclusivos. A carga imediata, por sua vez, pode alcançar taxas de sucesso comparáveis à carga tardia, desde que haja adequada seleção do caso clínico e estabilidade inicial satisfatória. Conclui-se que a escolha do protocolo cirúrgico deve ser individualizada, considerando-se as características ósseas do paciente e a experiência do cirurgião. A literatura reforça a necessidade de ensaios clínicos randomizados e estudos longitudinais para consolidar protocolos padronizados que assegurem maior previsibilidade e longevidade no tratamento com implantes dentários.

Palavras-chave: Osseointegração; Implantodontia; Protocolos cirúrgicos.

ABSTRACT

Implant dentistry represents one of the main therapeutic innovations in modern dentistry, with osseointegration being the determining factor for the clinical success of dental implants. In this context, different surgical protocols have been investigated with the aim of optimizing primary stability and bone–implant contact. This study consisted of a systematic review of the literature, carried out in the PubMed, Scopus, Web of Science, and SciELO databases between 2010 and 2025, following the PRISMA 2020 guidelines. Studies evaluating techniques such as osseodensification, variations in drilling speed, simplification of the drilling sequence, the use of healing chambers, and immediate loading protocols were included. The results indicated that osseodensification and the use of healing chambers provide consistent evidence of improvement in initial stability and the quality of osseointegration, especially in low-density bone. Low-speed drilling and the simplification of the number of drills showed promising but still inconclusive outcomes. Immediate loading, in turn, can achieve success rates comparable to delayed loading, provided that appropriate case selection and satisfactory primary stability are ensured. It is concluded that the choice of surgical protocol should be individualized, taking into account the patient’s bone characteristics and the surgeon’s experience. The literature highlights the need for randomized clinical trials and longitudinal studies to consolidate standardized protocols that ensure greater predictability and long-term success in dental implant therapy.

Keywords: Osseointegration; Implantology; Surgical protocols.

INTRODUÇÃO

A implantodontia consolidou-se como uma das áreas mais inovadoras da odontologia contemporânea, oferecendo soluções reabilitadoras previsíveis e de longa duração para pacientes desdentados totais ou parciais. O êxito desse tratamento depende fundamentalmente da osseointegração, definida como a conexão estrutural e funcional direta entre o osso vivo e a superfície do implante, sem a presença de tecido conjuntivo interposto. Esse processo garante a estabilidade funcional necessária para suportar cargas mastigatórias e assegurar estética e conforto ao paciente (Brånemark et al., 1977).

Diversos fatores influenciam a osseointegração, incluindo as condições sistêmicas do paciente, a qualidade e quantidade óssea disponíveis, o design e a superfície do implante, além do protocolo cirúrgico empregado (Misch, 2020). Entre esses elementos, o protocolo cirúrgico é um dos aspectos mais passíveis de modificação pelo profissional, sendo alvo de intensas pesquisas e debates. Diferentes técnicas de preparo do leito ósseo e estratégias cirúrgicas têm sido propostas para otimizar a estabilidade primária e potencializar a remodelação óssea subsequente (Huang et al., 2020).

Nos últimos anos, surgiram abordagens inovadoras, como a osseodensificação, que ao invés de remover tecido ósseo durante a perfuração, compacta e redireciona o osso ao redor do leito, aumentando a densidade local e promovendo maior contato osso-implante (Huwais; Meyer, 2017). Outras estratégias incluem a redução ou simplificação da sequência de brocas, a variação da velocidade de perfuração com ou sem irrigação, o uso de câmaras de cicatrização e a aplicação de protocolos de carga imediata em casos selecionados (Jimbo et al., 2014; Souza et al., 2024).

Embora existam evidências promissoras, ainda não há consenso sobre qual protocolo cirúrgico é mais eficaz em diferentes contextos clínicos. As divergências nos resultados podem estar relacionadas à heterogeneidade das amostras, às variações metodológicas e às diferenças anatômicas entre os pacientes (Pérez-Pevida et al., 2020). Assim, a realização de uma análise sistemática se justifica pela necessidade de sintetizar criticamente a literatura disponível, oferecendo subsídios baseados em evidência para a prática clínica.

Nesse sentido, o objetivo do estudo foi analisar sistematicamente os protocolos cirúrgicos utilizados em implantodontia e sua eficácia na otimização da osseointegração, considerando variáveis como estabilidade primária, contato osso-implante, densidade óssea, tempo de cicatrização e taxa de sucesso clínico.

REVISÃO DE LITERATURA

A osseointegração de implantes depende de uma interação complexa entre o estado do tecido ósseo hospedador, a geometria e superfície do implante, e criticamente o protocolo cirúrgico utilizado para a preparação do leito implantário. Protocolos de preparo ósseo visam otimizar a estabilidade primária mecânica e criar condições biológicas favoráveis à substituição gradual da fixação mecânica por ancoragem biológica (osseointegração) (Pérez-Pevida et al., 2020).

A osseodensificação (OD) consiste em uma técnica não-subtrativa de preparo do osteótomo em que brocas especiais compactam o tecido ósseo lateralmente, preservando e “recolocando” fragmentos ósseos ao redor do leito e promovendo um efeito de autotransplante / compactação que pode aumentar a densidade peri-implantar e a torque de inserção (Huwais; Meyer, 2017). Estudos pré-clínicos e clínicos indicam que a OD pode elevar valores de torque de inserção e, em alguns relatórios, melhorar índices de estabilidade inicial (Implant Stability Quotient – ISQ), bone-to-implant contact (BIC) e bone area fraction occupancy (BAFO), sobretudo em sítios de baixa densidade óssea (Inchingolo et al., 2021; Monteiro et al., 2024; Fontes Pereira et al., 2023).

Entretanto, a literatura revela heterogeneidade metodológica: resultados variam com modelo experimental (animal vs humano), desenho do implante, sequência de brocagem e medidas avaliadas. Meta-análises recentes mostram ganho consistente em torque de inserção e, em alguns estudos humanos, diferença favorável em ISQ, mas com nível de evidência que os autores qualificam como baixo a moderado e com alta heterogeneidade entre estudos, o que recomenda cautela na extrapolação clínica (Inchingolo et al., 2021; Monteiro et al., 2024).

Uma dimensão importante do efeito da OD é a formação de healing chambers (câmaras de cicatrização) espaços controlados entre superfície do implante e osso preparado que promovem acúmulo de coágulo e formação óssea secundária. Modelos in vivo demonstraram que a OD pode gerar HCs que não prejudicam, e em alguns casos aceleram, a integração em ossos de baixa densidade; porém, a influência de HCs sobre BIC e estabilidade primária é multifatorial e depende da superfície do implante e do diâmetro final do osteótomo (Mello-Machado et al., 2021; Fontes Pereira et al., 2023).

A velocidade de rotação da broca e a presença/ausência de irrigação influenciam a geração de calor durante a osteotomia, e o calor excessivo pode causar necrose térmica e comprometer a osseointegração. Revisões sistemáticas e estudos controlados demonstram que a redução da velocidade associada à irrigação adequada pode manter temperaturas abaixo do limiar de necrose; estudos clínicos comparativos, entretanto, apresentam achados mistos quanto a efeitos diretos sobre os parâmetros de estabilidade ao longo do tempo (Sarendranath et al., 2015; Demir et al., 2023).

Protocolos de baixa rotação sem irrigação têm sido investigados (por exemplo, 50–150 rpm), mostrando em modelos experimentais que o aumento de calor é controlável se houver técnica e seleção de brocas apropriadas, mas o risco térmico aumenta quando se omitem etapas de sequenciamento (Jang et al., 2023). Estudos clínicos randomizados são escassos; um estudo clínico recente não encontrou diferenças significativas na osseointegração clínica entre técnicas de baixa e alta velocidade em humanos, sugerindo que a técnica e a irrigação influenciam mais do que apenas a rotação isolada (Demir et al., 2023; Inchingolo et al., 2021).

Há um interesse crescente por sequências simplificadas de perfuração (menos etapas; “single drill” ou “pilot + final”) com o objetivo de reduzir tempo cirúrgico e trauma. Estudos experimentais em animais indicam que protocolos simplificados, quando executados adequadamente (velocidade controlada, irrigação e seleção correta de diâmetros), podem produzir BIC e BAFO comparáveis aos protocolos convencionais nas fases precoce e tardia da cicatrização (Jimbo et al., 2014; Sarendranath et al., 2015). No entanto, evidências apontam que a simplificação pode aumentar a geração de calor em determinadas condições (ex., omissão de passos maiores em materiais ósseos mais densos), o que exige avaliação caso a caso (Jang et al., 2023).

Além disso, a interação entre sequência de brocagem e macrogeometria do implante é relevante: diferentes desenhos de corpo (paralelos vs cônicos, perfil de filetes) respondem de forma distinta a variações no sequenciamento, influenciando torque e ISQ. Assim, protocolos “universais” não são recomendáveis; a sequência deve considerar características do implante e qualidade óssea (Pérez-Pevida et al., 2020).

A geometria macroestrutural do implante (perfil cônico, tipo de filete, diâmetro e comprimento) e o tratamento de superfície (micro e nano-topografias) modulam a distribuição de esforços, o acúmulo de coágulo e a progressão da neoformação óssea. Estudos comparativos mostram correlações entre desenho do implante e medidas de estabilidade primária (torque/ISQ), e que alterações de macrogeometria podem mitigar ou exacerbar os efeitos de protocolos de preparo ósseo (Pérez-Pevida et al., 2020; Cirano et al., 2024).

A introdução deliberada de healing chambers (leitos finais um pouco maiores que o núcleo do implante) favorece a deposição de coágulo e formação óssea dirigida, mas pode reduzir a estabilidade mecânica inicial dependendo do caso; por isso, sua utilização costuma ser recomendada em combinações específicas de superfície e planejamento de carga (Mello-Machado et al., 2021).

Os indicadores utilizados para avaliar a estabilidade e a osseointegração (torque de inserção, ISQ, via RFA, BIC e BAFO histomorfométricos) registram aspectos distintos da interação osso-implante. Torque e ISQ refletem estabilidade primária mecânica; BIC/BAFO avaliam resposta tecidual histológica. Revisões e meta-análises sobre OD e outros protocolos mostram que ganhos em torque nem sempre equivalem a diferenças histológicas tardias, e que correlações entre ISQ e torque nem sempre são lineares, portanto, múltiplas medidas devem ser consideradas em estudos clínicos (Inchingolo et al., 2021; Monteiro et al., 2024).

A possibilidade de carga imediata depende da estabilidade primária adequada e da qualidade óssea local. Protocolos que aumentam torque e ISQ (ex., OD ou preparação undersized bem controlada) podem ampliar as opções de carga precoce, porém a segurança a longo prazo requer dados clínicos robustos e seguimento prolongado; a literatura ainda oferece poucos RCTs longos que comparem diretamente resultados funcionais e de sobrevivência entre técnicas (Monteiro et al., 2024).

A partir da revisão de estudos experimentais, clínicos e de síntese, alguns pontos emergem claramente: Técnicas como a osseodensificação apresentam base teórica e evidência experimental para melhorar parâmetros de estabilidade inicial e potencialmente acelerar a cicatrização em sítios de baixa densidade; contudo, a certeza da evidência é moderada/baixa devido à heterogeneidade de métodos, curtos períodos de seguimento e número limitado de ensaios clínicos randomizados em humanos (Huwais; Meyer, 2017; Inchingolo et al., 2021; Monteiro et al., 2024).

A influência da velocidade de perfuração sobre osseointegração é complexa e dependente de irrigação, geometria de broca e osso: estudos clínicos não confirmam efeitos majoritários de baixa rotação quando bem conduzida, mas condições de execução inadequadas podem gerar calor prejudicial (Sarendranath et al., 2015; Demir et al., 2023; Jang et al., 2023).

Protocolos simplificados podem ser equivalentes em termos de BIC/BAFO em muitos cenários, mas exigem atenção à geração de calor e à correspondência com a macrogeometria do implante (Jimbo et al., 2014; Sarendranath et al., 2015).

Falta consenso (e ensaios clínicos de alta qualidade) sobre desfechos clínicos de longo prazo (taxa de sobrevivência, remodelação, sucesso funcional) entre as diferentes abordagens de preparo do leito; por isso recomenda-se que a escolha do protocolo seja individualizada, baseada em densidade óssea, desenho do implante, experiência do cirurgião e monitorização objetiva da estabilidade (Monteiro et al., 2024; Fontes Pereira et al., 2023).

Em suma, a literatura contemporânea aponta para um cenário promissor, especialmente para a osseodensificação em indicações selecionadas, mas ressalta a necessidade de estudos clínicos randomizados, amostras maiores e seguimento prolongado para transformar variações técnicas em recomendações robustas e universais.

METODOLOGIA

Este estudo consiste em uma revisão sistemática da literatura, realizada de acordo com as recomendações do PRISMA 2020 (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses). Foram consultadas as bases de dados PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science e SciELO. Utilizaram-se descritores controlados e palavras-chave combinadas com operadores booleanos: “dental implants”, “osseointegration”, “surgical protocols”, “drilling speed”, “osseodensification”, “healing chambers” e “immediate loading”.

Os critérios de inclusão utilizados na seleção dos artigos foram: artigos originais, ensaios clínicos randomizados, estudos experimentais e revisões sistemáticas publicados entre 2010 e 2025; estudos publicados em inglês, português ou espanhol e pesquisas que avaliaram protocolos cirúrgicos voltados à otimização da osseointegração em implantodontia.

Já os critérios de exclusão foram: estudos duplicados ou de caráter opinativo (editoriais, cartas ao editor, resumos de congresso); pesquisas sem detalhamento metodológico adequado e trabalhos que não apresentassem desfechos relacionados à osseointegração.

Figura 1: Fluxograma PRISMA 2020 do processo de identificação, triagem, elegibilidade e inclusão dos estudos.

Fonte: Elaborado pelo autor, 2025

Dois revisores independentes selecionaram os artigos a partir da leitura de títulos e resumos, com posterior análise do texto completo. As informações extraídas incluíram: autor, ano, amostra, protocolo cirúrgico avaliado, métodos de avaliação da osseointegração e principais resultados. As divergências foram resolvidas por consenso.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A análise da literatura revelou diferentes protocolos cirúrgicos relacionados à otimização da osseointegração. Os principais achados são discutidos a seguir.

1. Osseodensificação

A técnica de osseodensificação mostrou resultados positivos, principalmente em ossos de baixa densidade. Estudos relatam aumento do torque de inserção e maior porcentagem de contato osso-implante (BIC) quando comparada à perfuração convencional (Huwais; Meyer, 2017; Slete et al., 2018). Uma meta-análise realizada por Bianchetti et al. (2021) confirmou esses achados, destacando que a técnica favorece maior estabilidade primária.

2. Velocidade de perfuração e irrigação

A velocidade de perfuração, associada ou não à irrigação, é outro fator determinante. Huang et al. (2020) verificaram que perfurações em baixas velocidades sem irrigação preservam a vitalidade óssea e favorecem a regeneração local. No entanto, a literatura não apresenta consenso, sendo necessário considerar o tipo de osso e a habilidade do operador (Johnson et al., 2023).

3. Sequência simplificada de brocas

A redução no número de brocas utilizadas durante o preparo do leito não demonstrou comprometer a osseointegração. Jimbo et al. (2014) observaram resultados semelhantes em BIC e BAFO (bone area fraction occupancy) quando comparado ao protocolo convencional, com a vantagem de reduzir o tempo cirúrgico.

4. Câmaras de cicatrização (healing chambers)

Protocolos que utilizam macrogeometria de implantes com câmaras de cicatrização têm se mostrado eficazes em favorecer a neoformação óssea em torno do implante. Souza et al. (2024) relataram melhor qualidade da osseointegração em modelos animais, especialmente em áreas de baixa densidade óssea.

5. Protocolos de carga imediata

Embora a carga imediata tenha sido inicialmente questionada, estudos demonstram que, quando associada a protocolos cirúrgicos adequados e à obtenção de estabilidade primária satisfatória, pode resultar em taxas de sucesso semelhantes às da carga tardia (Misch, 2020).

6. Considerações clínicas

A escolha do protocolo cirúrgico deve ser individualizada, levando em conta fatores como densidade óssea, saúde sistêmica do paciente, tipo de implante e experiência do cirurgião. A literatura indica que nenhuma técnica é universalmente superior, reforçando a importância do planejamento personalizado (Pérez-Pevida et al., 2020).

CONCLUSÃO

A presente análise sistemática demonstrou que protocolos cirúrgicos desempenham papel decisivo na otimização da osseointegração em implantodontia. Técnicas como a osseodensificação, a perfuração em baixa velocidade, a simplificação de brocas e o uso de câmaras de cicatrização apresentam evidências promissoras para melhorar a estabilidade primária e acelerar a remodelação óssea. No entanto, ainda há heterogeneidade nos estudos disponíveis, e não existe consenso sobre a superioridade de um protocolo específico em todos os cenários clínicos.

Dessa forma, conclui-se que a escolha do protocolo cirúrgico deve ser individualizada, baseada em evidências científicas e nas condições clínicas de cada paciente. Futuras pesquisas, especialmente ensaios clínicos randomizados e estudos longitudinais, são necessárias para validar e padronizar condutas que assegurem maior previsibilidade aos tratamentos reabilitadores com implantes dentários.

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1Cirurgião-dentista, pelo Centro Universitário Dinâmica das Cataratas -UDC * e-mail para correspondência: parafalauschner@gmail.com