PROTOCOLO SEPSE: A NECESSIDADE DA ABERTURA DO PROTOCOLO NOS PRIMEIROS SINAIS DO PACIENTE

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511121831


Caio Micael Dockhorn Pereira1
Juan Victor Nunes de Siqueira Romano2
Lucia Helena Ferreira Viana3
Fernanda Carini Silva4


Resumo: Este trabalho tem como objetivo analisar a importância da ativação imediata do protocolo de sepse, uma condição clínica grave e potencialmente fatal resultante de uma resposta desregulada do organismo a uma infecção, podendo evoluir rapidamente para disfunções orgânicas múltiplas e choque séptico. A detecção precoce e o tratamento oportuno são essenciais para reduzir complicações, morbimortalidade e custos hospitalares. A metodologia adotada foi de natureza qualitativa e caráter descritivo, fundamentada em pesquisa bibliográfica com fontes secundárias, como artigos científicos, livros, dissertações e diretrizes oficiais de órgãos de saúde, incluindo o Ministério da Saúde, o Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) e o Instituto Latino-Americano de Sepse (ILAS). As bases de dados utilizadas foram SciELO, BVS e PubMed, com recorte temporal de 2020 a 2025. Os resultados apontam que a aplicação de protocolos clínicos padronizados, como os da Surviving Sepsis Campaign, reduz significativamente a mortalidade e o tempo de internação. Destaca-se o papel essencial da equipe de enfermagem, responsável pela vigilância contínua, identificação precoce dos sinais clínicos e comunicação efetiva com a equipe multiprofissional. O estudo evidencia que a capacitação permanente dos profissionais e o uso de protocolos baseados em evidências são fundamentais para garantir um cuidado seguro, eficiente e humanizado. Conclui-se que a abertura imediata do protocolo de sepse é determinante para o sucesso terapêutico e a melhora dos desfechos clínicos.

Palavras-chave: sepse; protocolo clínico; detecção precoce; mortalidade.

Introdução

A sepse é uma condição clínica sistêmica grave caracterizada por uma resposta desregulada do organismo a uma infecção. Quando não é detectada e tratada precocemente, pode evoluir rapidamente para disfunção de múltiplos órgãos e, em casos mais severos, resultar em falência orgânica e óbito. Devido à sua gravidade e ao impacto significativo sobre as taxas de sobrevivência, a sepse representa um dos maiores desafios para os serviços de saúde em todo o mundo (Organização Mundial da Saúde, 2024; Naghavi et al., 2025; Machado et al., 2022).

Entre os principais desafios incluem identificação precoce pelos sinais e sintomas clínicos pouco característico. (Almeida et al., 2023). O início tardio do tratamento antimicrobiano constitui uma das maiores dificuldades, frequentemente associado a piores desfechos clínicos (Santos et al., 2023). Além disso, as limitações estruturais e de recursos humanos comprometem a aplicação eficaz dos protocolos assistenciais (Ferreira et al., 2024).

A implementação de protocolos clínicos padronizados para a triagem e profilaxia da sepse visa capacitar a equipe a identificar precocemente sinais e sintomas, de modo que possam iniciar rapidamente as intervenções terapêuticas apropriadas. O objetivo é reduzir a mortalidade e prevenir as complicações relacionadas à sepse (Evans et al., 2021; Instituto Latino-Americano de Sepse – ILAS, 2020; 2023).

A sepse manifesta-se clinicamente com taquicardia, hipotensão, redução da diurese, alterações do nível de consciência e variações térmicas (febre > 38 °C ou hipotermia < 36 °C) (Boechat; Boechat, 2010; MSD Manual, 2025). Exames laboratoriais podem revelar leucocitose, leucopenia ou presença de formas imaturas de leucócitos. A combinação e intensidade desses sinais variam conforme o foco infeccioso e o estado clínico do paciente, sendo o diagnóstico precoce essencial para melhores prognósticos (Silva et al., 2020)

Os protocolos clínicos ganharam destaque a partir dos anos 2000, após a publicação do estudo Early Goal-Directed Therapy in the Treatment of Severe Sepsis and Septic Shock, de Rivers et al. (2001), que demonstrou a eficácia de intervenções precoces orientadas por metas clínicas específicas nas primeiras horas da sepse grave, reduzindo significativamente a mortalidade hospitalar. A partir desse marco, iniciativas como a Surviving Sepsis Campaign

consolidaram diretrizes baseadas em evidências para o tratamento da síndrome (Evans et al., 2021).

As Diretrizes recentes da Organização Mundial da Saúde (2024) enfatizam que a detecção precoce, aliada ao início imediato da antibioticoterapia e a ressuscitação volêmica estável favorece sendo um dos pilares essenciais entre o tratamento. As medidas, sendo alinhadas com os protocolos institucionais, demonstraram resultados positivos com diminuição dos impactos clínicos da morbidade e mortalidade relacionadas à sepse (OMS, 2024, ILAS, 2020; 2023).

A abertura do protocolo de sepse é considerada uma ação emergencial determinante para o sucesso terapêutico, uma vez que influencia diretamente os desfechos clínicos. Nesse contexto, a equipe de enfermagem desempenha papel crucial, monitorando continuamente os pacientes, identificando precocemente os sinais clínicos e comunicando-se de forma efetiva com a equipe multiprofissional (Ferreira et al., 2020). A adoção de protocolos clínicos padronizados contribui para a redução da mortalidade, diminuição do tempo de internação e melhora na qualidade da assistência (COFEN, 2020; Ferreira et al., 2020).

O Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) é o órgão responsável pela regulamentação e fiscalização do exercício profissional da enfermagem no Brasil, assegurando a qualidade da assistência prestada à população. A instituição ressalta que os profissionais de saúde devem adotar protocolos de atendimento baseados em diretrizes clínicas internacionalmente reconhecidas, como as da Surviving Sepsis Campaign.

O COFEN incentiva a capacitação permanente dos profissionais de enfermagem, visando ao reconhecimento precoce da sepse e à implementação de intervenções terapêuticas oportunas, fundamentais para a redução da morbimortalidade e a promoção de um cuidado seguro e de qualidade (COFEN, 2020).

O início do protocolo de sepse pode ser iniciado por qualquer profissional de saúde, conforme o contexto da instituição e as diretrizes implementadas (BRASIL, 2021; Evans et al., 2021; OMS, 2024).

Dentro de um ambiente de saúde, médicos e enfermeiros têm permissões para dar início ao protocolo, principalmente ao reconhecerem as manifestações clínicas da sepse em determinados serviços de saúde, profissionais como técnicos e auxiliares de enfermagem, entre outros membros da equipe capacitada, podem acionar o protocolo de sepse tanto em adultos quanto em crianças desde que sigam os critérios específicos estabelecidos pela instituição (Evans et al., 2021; Sousa et al., 2022).

A relevância desta pesquisa está na necessidade de aprimorar as práticas de assistência e capacitar os profissionais de saúde para reconhecer e tratar a sepse de maneira eficiente e adequada. Ao enfatizar a relevância da abertura imediata do protocolo de sepse, busca-se auxiliar na diminuição de complicações e mortes relacionadas a essa condição, proporcionando um atendimento mais seguro e eficaz aos pacientes.

Este trabalho tem como objetivo analisar a importância da ativação imediata do protocolo de sepse aos primeiros sinais de alerta, enfatizando a necessidade de reconhecimento precoce dos sinais clínicos e a implementação rápida de intervenções terapêuticas.

Materiais e Métodos

O presente estudo caracteriza-se como uma pesquisa de natureza qualitativa e de caráter descritivo, que busca compreender, de forma aprofundada, a importância da ativação imediata do protocolo de sepse. A abordagem qualitativa foi escolhida por permitir a interpretação e análise das percepções e evidências disponíveis na literatura, possibilitando compreender a relevância do reconhecimento precoce e das intervenções rápidas no manejo clínico da sepse.

O caráter descritivo tem como finalidade identificar, analisar e interpretar as principais diretrizes, práticas e condutas associadas à abertura do protocolo de sepse, contribuindo para o aprimoramento da assistência de enfermagem e a segurança do paciente.

A pesquisa foi realizada por meio de levantamento bibliográfico, utilizando fontes secundárias como livros, artigos científicos, dissertações, teses e diretrizes oficiais de órgãos de saúde, incluindo o Ministério da Saúde, o Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) e o Instituto Latino-Americano de Sepse (ILAS).

As bases de dados consultadas foram a SciELO (Scientific Electronic Library Online), a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e a PubMed. Foram selecionados estudos publicados no período de 2020 a 2025, que abordam temas relacionados à sepse, à identificação precoce dos sinais clínicos, à utilização de protocolos clínicos padronizados e ao papel da equipe de enfermagem no processo de cuidado e tomada de decisão.

Resultados e Discussão

A sepse também denominada como septicemia é uma complicação grave resultante de uma reação imunológica desordenada do organismo a uma infecção que pode afetar diversos órgãos e em muitos casos, provocar a morte (Naghavi et al., 2025). Em todo o mundo, observa-se que a maior parte dos casos e das mortes por sepse ocorre em países de baixa e média renda, onde o acesso aos cuidados médicos é limitado e os recursos assistenciais são insuficientes.

Estima-se que aproximadamente 166 milhões de pessoas sejam diagnosticadas com sepse a cada ano, resultando em cerca de 21,4 milhões de óbitos, o que corresponde a 31,5% das mortes globais (Naghavi et al., 2025). Esses dados reforçam a magnitude do problema e a necessidade de estratégias eficazes para o reconhecimento precoce e o tratamento imediato da síndrome.

Tabela 1 – Óbitos causados pela sepse no Brasil entre 2020 e 2023

AnoÓbitos causados pela sepse
202020.653
202123.702
202227.429
202326.152

Fonte: Elaborado pelo autor (2025), com dados de DATASUS (2025).

Os dados mostram crescimento progressivo de óbitos de 2020 a 2022, com leve queda em 2023, possivelmente indicando estabilização ou impacto positivo de intervenções no manejo da sepse. Isso evidencia a necessidade de manutenção de estratégias de prevenção, detecção precoce e tratamento uniforme.

Protocolos padronizados de identificação e manejo precoce da sepse reduzem mortalidade hospitalar e tempo de internação, permitindo intervenções rápidas e consistentes (Acharya et al., 2024; CDC, 2024; Thomas et al., 2025).

Clinicamente, a sepse manifesta-se por febre (>38 °C) ou hipotermia (<36 °C), taquicardia, taquipneia e hipotensão, podendo evoluir para confusão mental, oligúria e choque séptico, exigindo vasopressores e suporte de órgãos vitais (Singer et al., 2023). Diretrizes como a Surviving Sepsis Campaign enfatizam a administração de antibióticos na primeira hora, reposição volêmica adequada e monitoramento contínuo da perfusão (Evans et al., 2021). Protocolos institucionais, como os do ILAS (2020; 2023), auxiliam na aplicação prática dessas recomendações.

A ativação imediata do protocolo aumenta a probabilidade de recuperação, reduz complicações e promove segurança do paciente por meio da padronização das condutas. A equipe de enfermagem desempenha papel central, monitorando sinais vitais e comunicando rapidamente alterações à equipe multiprofissional, garantindo intervenções rápidas e cuidado humanizado (Evans et al., 2021; OMS, 2024).

Além dos ganhos clínicos, a detecção precoce e o tratamento imediato da sepse trazem benefícios econômicos e organizacionais, como otimização do uso de leitos, redução do tempo de internação e diminuição de custos hospitalares (Evans et al., 2021; OMS, 2024). Assim, este estudo reforça que a ativação precoce do protocolo de sepse é essencial para melhores desfechos clínicos e maior eficiência nos serviços de saúde.

Conclusão

Como demonstrado ao longo deste trabalho, a sepse é uma condição grave, de progressão rápida e potencialmente fatal, exigindo atenção constante. O manejo não se limita à administração de medicamentos, mas depende da existência de protocolos claros. A identificação precoce dos sinais clínicos e a ativação imediata do protocolo permitem que o tratamento seja iniciado no momento adequado, reduzindo a mortalidade, prevenindo complicações nos órgãos e diminuindo o tempo de internação. Na prática clínica, cada minuto é determinante.

Além dos benefícios diretos ao paciente, a sepse impacta a estrutura e os custos hospitalares. A detecção precoce contribui para a otimização do uso de leitos, redução da pressão sobre as unidades de terapia intensiva (UTIs) e economia de recursos, beneficiando todo o sistema de saúde. Protocolos padronizados não apenas organizam a atuação da equipe, mas também garantem o uso racional de recursos, refletindo positivamente na segurança do paciente e na eficiência institucional.

A equipe de enfermagem exerce papel central nesse contexto, estando em contato direto com os pacientes, monitorando sinais vitais e comunicando prontamente quaisquer alterações que demandem a ativação do protocolo. O treinamento contínuo e a atuação colaborativa são essenciais para garantir intervenções rápidas e um cuidado de qualidade.

Portanto, a ativação imediata do protocolo de sepse é indispensável, sendo determinante para a redução da morbimortalidade e a melhoria dos desfechos clínicos. O sucesso depende de equipes bem preparadas, protocolos padronizados e políticas que incentivem a educação continuada.

Mesmo sendo uma condição complexa e de difícil manejo, a sepse pode ter impactos significativamente menores quando reconhecida precocemente e tratada de forma rápida e adequada. A integração entre conhecimento científico, cuidado qualificado e políticas públicas robustas constitui a estratégia mais eficiente para tornar o enfrentamento da sepse mais seguro, eficaz e humanizado, beneficiando pacientes e serviços de saúde.

Referências

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1Graduando em Enfermagem – caiopereira12009@gmail.com – Centro Universitário Piaget-UNIPIAGET.
2Graduando em Enfermagem – Jvsiqueira083b@gmail.com – Centro Universitário Piaget-UNIPIAGET.
3Enfermeira Mestre em Políticas Sociais – luciavianal@unipiaget.edu.br – Centro Universitário Piaget-UNIPIAGET.
4Coordenadora de Enfermagem – enfermagem@faculdadepiaget.com.br – Centro Universitário Piaget-UNIPIAGET.