PREVENÇÃO DE OSTEOPOROSE: EDUCAÇÃO EM SAÚDE PARA MULHERES PÓS-MENOPAUSA 

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202511210521


André Gabriel de Sousa1; Carolina Fernandes Melo Dantas¹; Marcia Ferreira da Silva¹; Lucas Geraldo da Silva¹; Rebeca Potratz Teodoro ¹; Silvana Flora de Melo²; Kathleen Melchior Altruda³; Jamila Fabiana De Oliveira Costa4


RESUMO 

A osteoporose é uma condição clínica caracterizada pela perda progressiva da  densidade mineral óssea, com aumento do risco de fraturas, especialmente em  mulheres no período pós-menopausa, em decorrência da diminuição dos níveis de  estrogênio. A doença representa um problema de saúde pública, com impacto social,  econômico e funcional significativo, sobretudo diante do envelhecimento da população  brasileira. O material tem o intuito de esclarecer e efetividade das ações em saúde na  prevenção da osteoporose em mulheres pós-menopausa. Trata-se de um estudo  descritivo realizado a partir da revisão de artigos publicados na íntegra. A busca dos  artigos foi realizada nas bases de dados PubMed/MEDLINE, SciELO, LILACS e  Google Scholar, por meio de descritores controlados e não controlados, incluindo  artigos publicados entre 2019 e 2024. Os resultados revelaram aumento expressivo  no nível de conhecimento das participantes quanto à importância da prática de  atividade física, ingestão de cálcio e vitamina D, exposição solar adequada e  abandono de hábitos prejudiciais como tabagismo e sedentarismo. A adesão às  orientações repassadas durante as oficinas evidenciou o impacto positivo das ações  educativas na mudança de comportamento e prevenção da osteoporose. O diferencial  do trabalho está na valorização da educação em saúde como instrumento  transformador, reforçando o papel do enfermeiro na atenção primária e na promoção  da saúde da mulher. As ações educativas voltadas à prevenção da osteoporose  demonstraram ser eficazes na conscientização e no incentivo ao autocuidado entre  mulheres pós-menopausa. A enfermagem, ao atuar diretamente com essa população,  contribui para a redução de agravos e melhora da qualidade de vida. 

Descritores: Enfermagem; Osteoporose; Saúde da Mulher; Educação em Saúde;  Promoção da Saúde. 

INTRODUÇÃO 

A osteoporose é reconhecida como uma das principais doenças crônicas não  transmissíveis que afetam a população mundial, sendo caracterizada pela diminuição  progressiva da densidade mineral óssea e pelo aumento do risco de fraturas. Segundo  a Organização Mundial da Saúde, trata-se de um problema de saúde pública que afeta  principalmente mulheres após a menopausa, em decorrência da queda dos níveis de  estrogênio (WHO, 2021). 

No Brasil, a prevalência de osteoporose tem aumentado nas últimas décadas,  acompanhando o processo de envelhecimento populacional. Estima-se que cerca de  10 milhões de brasileiros sejam acometidos pela doença, sendo a maioria mulheres  com mais de 50 anos, esse número revela a necessidade urgente de políticas públicas  de prevenção e promoção de saúde voltadas para essa população. (PINHEIRO et al., 2021). 

Segundo Soares e Araújo (2022), a osteoporose pós-menopausa é  responsável por uma grande proporção das fraturas de quadril e coluna, que  representam elevado impacto socioeconômico e sobrecarga para os serviços de  saúde, além do custo hospitalar, as fraturas osteoporóticas estão associadas à perda  de autonomia e aumento da mortalidade. 

Em nível mundial, estudos epidemiológicos indicam que aproximadamente uma  em cada três mulheres acima de 50 anos sofrerá uma fratura osteoporótica ao longo  da vida (Sözen et al., 2017). No Brasil, a incidência de fraturas de quadril tem crescido  em paralelo ao envelhecimento populacional, com estimativas de que esses eventos  dobrem até 2050 (LOPES et al., 2020). 

A faixa etária mais acometida pela osteoporose situa-se entre 50 e 80 anos,  sendo o período pós-menopausa o mais crítico para a perda acelerada da densidade  óssea (FERNANDES et al., 2021). De acordo com Santos et al. (2020), após os 50 anos, cerca de 30% das mulheres brasileiras apresentam baixa massa óssea, e esse  índice aumenta com o avançar da idade. 

Estudos recentes reforçam a importância de hábitos de vida saudáveis como  fator protetor. Pesquisas apontam que a prática regular de atividade física resistida e  a ingestão adequada de cálcio e vitamina D estão associadas à menor prevalência da  doença (Pereira; Moura, 2022). Além disso, intervenções educativas mostraram-se  eficazes para o aumento do conhecimento das mulheres sobre prevenção da  osteoporose (COSTA et al., 2021). 

De acordo com Lima e Rodrigues (2020), a prevalência da osteoporose é maior  em áreas urbanas do que em regiões rurais, o que pode estar relacionado a hábitos  alimentares inadequados e sedentarismo, esse dado reforça a necessidade de  estratégias locais de prevenção que considerem os contextos sociais e culturais. 

No âmbito internacional, investigações conduzidas por Cummings et al. (2020)  indicam que estratégias preventivas implementadas em atenção primária, como  rastreamento com densitometria óssea e orientação nutricional, contribuem para a  redução da incidência de fraturas, esses achados sustentam a importância da  abordagem multidisciplinar e preventiva. 

Além da relevância clínica, a osteoporose apresenta forte impacto econômico.  Estudos econômicos demonstram que o custo anual do tratamento de fraturas  osteoporóticas no Brasil ultrapassa R$1 bilhão, considerando hospitalizações,  cirurgias e reabilitação, esse cenário torna evidente a necessidade de medidas de  promoção de saúde e prevenção da doença (Oliveira; Martins, 2021). 

No PSF os enfermeiros, devem realizar orientações por meio de levantamentos  epidemiológicos e dietéticos, voltando-se para a educação em saúde incentivando o  autocuidado e rotina de consultas médicas, trabalhando a prevenção. Isso permite  que os enfermeiros atuem individualmente ou em grupo na prevenção e nos cuidados  ao paciente com osteoporose. (VALDENICE S. F; SANTOS L. S., 2021). 

O campo de estudo da osteoporose em mulheres pós-menopausa, portanto,  envolve aspectos clínicos, sociais e econômicos. A adoção de programas de  educação em saúde surge como estratégia essencial para reduzir os índices da  doença, aumentar a qualidade de vida e promover o autocuidado (SILVA; SOUZA,  2021). 

OBJETIVO 

Este trabalho tem como objetivo analisar a efetividade das ações educativas  em saúde na prevenção da osteoporose em mulheres no período pós-menopausa. A  pesquisa será conduzida por meio de uma análise bibliográfica fundamentada em  evidências científicas, buscando contribuir para o fortalecimento do conhecimento, a  promoção de mudanças de hábitos e o incentivo ao autocuidado entre esse público. 

MATERIAIS E MÉTODOS  

Trata-se de uma revisão sistemática da literatura, desenvolvida a partir de  levantamento bibliográfico em bases de dados científicas nacionais e internacionais,  com o objetivo de reunir e analisar evidências recentes relacionadas à prevenção da  osteoporose em mulheres pós-menopausa, com foco em estratégias de educação em  saúde. 

A busca dos artigos foi realizada nas bases de dados PubMed/MEDLINE,  SciELO, LILACS e Google Scholar, por meio da combinação dos descritores  controlados e não controlados: osteoporosis, postmenopause, health educationprevention, physical activity e nutrition, combinados com operadores booleanos “AND”  e “OR”. Para assegurar a precisão metodológica, foram utilizados os descritores em  Ciências da Saúde (DeCS) e os termos do Medical Subject Headings (MeSH). 

Foram incluídos estudos publicados entre 2019 e 2024, em português, inglês e espanhol, que tenham como população-alvo mulheres em fase pós-menopausa e que  abordem aspectos relacionados à prevenção da osteoporose por meio de educação  em saúde, nutrição e atividade física. Foram excluídos artigos de revisão narrativa,  relatos de caso, dissertações, teses e publicações duplicadas nas bases. 

O processo de seleção seguiu as recomendações do Preferred Reporting Items  for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA), sendo conduzido em três  etapas: (1) identificação dos artigos por meio da busca nas bases de dados; (2)  triagem inicial dos títulos e resumos, de acordo com os critérios de inclusão e  exclusão; e (3) leitura na íntegra dos artigos elegíveis para confirmação da adequação  ao objetivo do estudo. 

A extração dos dados foi realizada de forma padronizada, por meio de uma  planilha, contendo informações como: autor, ano de publicação, país de realização, delineamento metodológico, faixa etária da população, tipo de intervenção ou  recomendação preventiva, principais resultados e conclusões. 

A análise dos dados foi feita de maneira qualitativa e descritiva, organizando os  achados em categorias temáticas: (1) epidemiologia e fatores de risco; (2) estratégias  nutricionais; (3) prática de atividade física; e (4) ações de educação em saúde. Os  resultados foram comparados entre diferentes contextos regionais e internacionais. 

Destes, 62 não atendiam ao objetivo central, restando uma amostra final de 20  artigos, que compuseram a síntese desta revisão. O processo de seleção está  ilustrado no Prisma (Figura 1). 

Figura 1 – Identificação dos estudos 

Fonte: Autores (2025). 

RESULTADOS  

A seguir, apresenta-se o quadro síntese dos estudos selecionados que abordam a  prevenção da osteoporose sob diferentes perspectivas, com destaque para a atuação  da enfermagem, estratégias educativas e promoção do autocuidado. O levantamento incluiu produções nacionais e internacionais publicadas entre 2017 e  2023, contemplando revisões, estudos observacionais e abordagens de educação em  saúde. A elaboração da tabela seguiu critérios de inclusão relacionados à relevância  temática e à contribuição para a prática de enfermagem na prevenção da osteoporose.  As informações foram organizadas de modo a evidenciar o objetivo, as conclusões,  as revistas de publicação e o vínculo dos artigos com o tema central. Assim, o quadro  abaixo sintetiza os principais achados das referências analisadas, facilitando a  compreensão da abrangência e da evolução das práticas preventivas relacionadas à  osteoporose. 

Quadro 1 – Referências– Prevenção da Osteoporose 

ARTIGO DATA OBJETIVO CONCLUSÃO REVISTAPUBLICADA
Atuação da  enfermagem na  prevenção de fraturas  osteoporóticas: revisão narrativa2021Analisar a atuação do  enfermeiro na  prevenção de fraturas  decorrentes da  osteoporose.Evidencia-se a  importância das ações  educativas e da vigilância de enfermagem na  redução de fraturas  osteoporóticas.Revista  Enfermagem Atual  In Derme
Promoção do autocuidado na  prevenção da  osteoporose: uma  abordagem de  enfermagem2022Discutir estratégias de  autocuidado como  medida preventiva da  osteoporose.A promoção do  autocuidado mostrou-se  essencial para o controle  e prevenção da doença  em grupos de risco.Revista Brasileira  de Promoção da  Saúde
Ações de enfermagem  na prevenção da osteoporose em  mulheres na pós menopausa2022Identificar ações de enfermagem  direcionadas à  prevenção da  osteoporose em  mulheres pós menopausa.A enfermagem 
desempenha papel ativo  na orientação e na  promoção de hábitos  saudáveis para  prevenção da  osteoporose.
Revista Saúde em  Foco
Educação em saúde e  empoderamento  
feminino na prevenção  da osteoporose
2020Analisar como a educação em saúde  contribui para o  
empoderamento  
feminino na prevenção  da osteoporose.
A educação em saúde  fortalece o protagonismo  feminino e melhora a  adesão a práticas  
preventivas.
Revista Saúde &  Ciência
Educação em saúde como estratégia para  prevenção da  osteoporose em  mulheres pós menopausa2021Avaliar o impacto das  estratégias educativas  na prevenção da  osteoporose.A educação em saúde é uma ferramenta eficaz na mudança de  comportamento e  redução de riscos  
osteoporóticos.
Revista Brasileira  de Enfermagem
Prevention and management of  osteoporosis: advances and gaps in primary  care2020Revisar avanços e  lacunas no manejo da  osteoporose na atenção primária.Identificam-se progressos em terapias, mas  
persistem desafios na  prevenção e diagnóstico precoce.
The Lancet  
Diabetes &  
Endocrinology
Prevalência de osteoporose em  mulheres acima de 50  anos: estudo  transversal em atenção primária2021Investigar a 
prevalência da 
osteoporose em 
mulheres acima de 50  anos.
O estudo demonstrou alta prevalência da doença e  necessidade de políticas  de prevenção.Revista de Saúde  Pública
Diferenças regionais na prevalência de  osteoporose no Brasil:  estudo epidemiológico2020Analisar variações  regionais na ocorrência de osteoporose no  Brasil.Há diferenças 
significativas entre 
regiões, associadas a  fatores socioeconômicos e culturais.
Cadernos de Saúde Pública
Tendência das fraturas de quadril no Brasil e  projeções até 20502020Descrever tendências  de fraturas de quadril e projeções futuras no  país.Estima-se aumento das fraturas com o  
envelhecimento  populacional, reforçando  a necessidade de  prevenção.
Arq. Bras.  
Endocrinol. Metab.
Programas 
comunitários de  prevenção da  osteoporose em  mulheres: revisão  sistemática
2021Revisar evidências de  programas  
comunitários de  prevenção da  osteoporose.
Programas comunitários  se mostraram eficazes na conscientização e adesão à prevenção.Rev. Panamericana  
de Salud Pública
Impacto econômico das fraturas  
osteoporóticas no  Brasil
2021Avaliar os custos e impactos econômicos  das fraturas  
osteoporóticas.
Fraturas geram altos custos ao sistema de  saúde, reforçando o valor de medidas preventivas.Jornal Brasileiro de Economia da  Saúde
Atividade física e ingestão de cálcio  como fatores  
protetores contra a  osteoporose
2022Analisar a influência da atividade física e da  ingestão de cálcio na  prevenção da  osteoporose.A prática regular de exercícios e dieta rica em cálcio reduz 
significativamente o risco da doença.
Rev. Bras. Geriatria e Gerontologia 
Epidemiologia da  osteoporose no Brasil:  atualização e  perspectivas2021Atualizar dados  
epidemiológicos e  discutir perspectivas da osteoporose no Brasil.
O envelhecimento 
populacional aumenta a  incidência, exigindo  políticas preventivas e  educativas.
Arq. Bras.  
Endocrinol. Metab.
Avaliação de ações educativas sobre  prevenção da  osteoporose em  mulheres de 50 a 70  anos2021Avaliar o impacto de  ações educativas em  mulheres adultas e  idosas.As intervenções  
educativas mostraram-se eficazes para melhorar o  conhecimento e a adesão preventiva.
Rev. Enfermagem e Saúde Coletiva 
Estratégias educativas para prevenção da  osteoporose em  mulheres na atenção  primária: revisão  
integrativa
2023Reunir evidências  sobre estratégias  
educativas na  prevenção da  osteoporose.
Estratégias educativas na atenção primária  
aumentam a  
conscientização e  reduzem fatores de risco.
Rev. Eletrônica  Acervo Saúde
Fraturas osteoporóticas em mulheres  
brasileiras: impacto na  saúde e na qualidade  de vida
2020Avaliar o impacto das  fraturas osteoporóticas na saúde e qualidade  de vida de mulheres.As fraturas causam limitações funcionais e  comprometem a  qualidade de vida,  reforçando a prevenção.Rev. Assoc. Médica Brasileira
Prevenção da osteoporose em  mulheres: o papel do  enfermeiro na atenção  primária2020Destacar o papel do enfermeiro na  prevenção da  osteoporose em  mulheres.O enfermeiro é  fundamental na detecção precoce e promoção de  práticas preventivas.Rev. Enfermagem  Contemporânea
Educação em saúde e  autocuidado na  prevenção da  osteoporose pós menopausa2021Analisar estratégias de educação em saúde  voltadas ao  autocuidado de  mulheres pós menopausa.A educação em saúde  favorece o autocuidado e contribui para o controle  da osteoporose.Rev. Enfermagem  Atual In Derme
An overview and  
management of  osteoporosis
2017Revisar aspectos gerais e estratégias de  manejo da 
osteoporose.
Destaca avanços 
terapêuticos e a  importância da prevenção precoce e contínua.
European Journal  of Rheumatology
Osteoporosis: 
assessing the burden  and reducing the impact of a silent  epidemic
2021Analisar o impacto  global da osteoporose  e estratégias de  
enfrentamento.
A osteoporose representa desafio de saúde pública  mundial, exigindo  
políticas preventivas 
amplas.
World Health  
Organization (WHO)

Fonte: Autores (2025).  

Segundo Moura et al. (2021), os resultados de intervenções comunitárias  demonstram que a adoção de programas educativos melhora significativamente a  adesão a práticas preventivas. Essas ações incluem palestras, oficinas e rodas de  conversa, com destaque para a população feminina acima dos 50 anos. Os resultados  obtidos por meio da presente revisão sistemática reforçam a importância da educação em saúde como ferramenta essencial na prevenção da osteoporose em mulheres no  período pós-menopausa.  

A análise dos estudos realizados por Moura et al. (2021) revelou que o nível  de conhecimento prévio dessa população sobre os fatores de risco associados à  doença é, em grande parte, insuficiente, essa lacuna informacional pode ser  explicada, em muitos casos, pela baixa escolaridade, pelo acesso restrito à  informação qualificada e pela ausência de políticas públicas efetivas que contemplem  a saúde óssea como prioridade na atenção básica. Assim, a desinformação torna-se  um fator agravante que contribui para a alta incidência de fraturas osteoporóticas,  especialmente em mulheres com mais de 50 anos. 

As oficinas educativas destacadas nos estudos analisados demonstraram ser  estratégias eficazes para ampliar o conhecimento das mulheres sobre a doença e  estimular mudanças comportamentais significativas. A utilização de métodos  participativos, como palestras, rodas de conversa, dinâmicas de grupo e materiais  informativos, favoreceu o engajamento das participantes e permitiu que elas  compreendessem, de forma acessível, a importância da adoção de hábitos saudáveis  para a preservação da saúde óssea. A prática regular de atividade física,  especialmente exercícios resistidos, associada a uma alimentação rica em cálcio e  vitamina D, foi reconhecida como fator protetor relevante em diversos estudos, sendo  incorporada à rotina das participantes após as intervenções. 

Além disso, a aplicação de questionários antes e depois das atividades  educativas permitiu mensurar, de maneira objetiva, a efetividade das ações. Os dados  demonstraram aumento expressivo no nível de conhecimento e uma mudança positiva  nas atitudes relacionadas à prevenção da osteoporose. Mulheres que, inicialmente,  desconheciam os riscos da doença passaram a adotar medidas preventivas com  maior autonomia e responsabilidade, evidenciando o impacto positivo das estratégias  de educação em saúde. Esse resultado corrobora os achados de autores como Costa,  Lima e Freitas (2021), que defendem a educação em saúde como ferramenta  fundamental na promoção do autocuidado e na prevenção de doenças crônicas. 

Ainda que os estudos revisados apresentem resultados promissores, é  necessário destacar a importância de ampliar o alcance dessas intervenções  educativas, especialmente em áreas de maior vulnerabilidade social. A atuação do  profissional de enfermagem mostra-se essencial nesse processo, uma vez que é ele quem está mais próximo da comunidade e pode planejar ações de forma integrada,  contínua e culturalmente sensível. Além disso, a inserção dessas práticas de forma  permanente nas unidades de saúde da família pode contribuir para a redução dos  índices de osteoporose e de suas complicações, como fraturas, internações  prolongadas e perdas funcionais irreversíveis. 

DISCUSSÃO  

Os dados obtidos com a revisão sistemática reforçam a relevância da educação  em saúde como estratégia fundamental para a prevenção da osteoporose em  mulheres pós-menopausa. Estudos como o de Costa, Lima e Freitas (2021)  demonstram que ações educativas, quando bem planejadas e aplicadas, elevam o  nível de conhecimento sobre o tema e promovem mudanças comportamentais  efetivas. 

Além disso, Fernandes et al. (2021) destacam a elevada prevalência da  osteoporose em mulheres acima de 50 anos, justificando a urgência da  implementação de programas de prevenção. Soma-se a isso a análise de Pereira e  Moura (2022), que confirmam a eficácia da prática regular de exercícios físicos e da  ingestão adequada de cálcio como medidas preventivas de grande impacto. 

No mesmo sentido, Cummings, San Martin e McDonnell (2020) afirmam que  abordagens multidisciplinares na atenção primária, com foco em rastreamento  precoce e orientação nutricional, são indispensáveis para a redução da incidência de  fraturas osteoporóticas. 

O estudo de Moura, Souza e Almeida (2021) também trouxe contribuições  relevantes ao demonstrar que intervenções comunitárias, como oficinas e rodas de  conversa, promovem maior adesão às orientações preventivas. Já Santos e Araújo  (2020) chamam atenção para o impacto funcional das fraturas, que comprometem  significativamente a qualidade de vida e geram sobrecarga ao sistema de saúde. 

Lima e Rodrigues (2020) apontam disparidades regionais quanto à prevalência  da doença, sugerindo que fatores como sedentarismo, alimentação inadequada e  acesso desigual à informação podem interferir nas estatísticas. Nesse sentido, torna se evidente a necessidade de ações contextualizadas à realidade das mulheres,  especialmente nas grandes cidades, onde o risco é maior. 

Por fim, um estudo demonstrou que uma simples conscientização para ampliar  o conhecimento sobre a osteoporose não se mostrou interessante como forma de  prevenção da patologia. Um estudo que utilizou educação individualizada e em grupo  seguindo orientações de um site não conseguiu motivar os idosos a ampliar o  conhecimento sobre a doença e alcançar a ingestão de alimentos recomendados  mesmo com material entregue em mãos (Ribeiro et al, 2023) 

Dessa forma, os resultados discutidos sustentam o objetivo proposto neste  trabalho, evidenciando que a educação em saúde é uma ferramenta de baixo custo,  ampla aplicabilidade e impacto significativo na prevenção da osteoporose em  mulheres pós-menopausa. 

CONSIDERAÇÕES FINAIS/CONCLUSÃO  

A presente revisão sistemática evidenciou que a osteoporose permanece como  um grave problema de saúde pública, especialmente entre mulheres no período pós menopausa, em virtude do aumento do risco de fraturas e das repercussões sociais,  econômicas e funcionais que a doença acarreta. O objetivo geral proposto foi analisar  como a ação em saúde para mulheres pós-menopausa visa prevenir a osteoporose  por meio de estratégias educativas fundamentadas em evidências científicas e foi  alcançado ao reunir e analisar estudos recentes que confirmam a eficácia de  intervenções educativas. 

A análise dos estudos selecionados permitiu identificar o nível de conhecimento  prévio das mulheres sobre a osteoporose e seus fatores de risco, constatando lacunas  importantes no entendimento desse público acerca do autocuidado e da prevenção. Foram descritas e avaliadas oficinas educativas voltadas para hábitos alimentares  adequados, prática de atividade física e medidas de autocuidado, confirmando que  essas estratégias promovem ganhos significativos no conhecimento e na adoção de  comportamentos preventivos. Além disso, os dados evidenciaram que questionários  aplicados antes e após as intervenções funcionam como ferramentas eficazes para  mensurar a efetividade das ações educativas. 

Dessa forma, conclui-se que programas de educação em saúde direcionados  às mulheres pós-menopausa são fundamentais para reduzir a incidência de  osteoporose e suas complicações, promovendo qualidade de vida, autonomia e  autocuidado. Recomenda-se que tais ações sejam incorporadas de forma sistemática às práticas da atenção básica e ampliadas por meio de políticas públicas que priorizem  estratégias preventivas sustentáveis, sensíveis às especificidades culturais e  regionais dessa população. 

REFERÊNCIAS  

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23.WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Osteoporosis: assessing the  burden and reducing the impact of a silent epidemic. Geneva: WHO, 2021.


1Discente do curso de Graduação em Enfermagem na Universidade Anhembi Morumbi
²Enfermeira, Docente em Enfermagem da Universidade Anhembi Morumbi
³Enfermeira, Docente na Universidade Anhembi Morumbi
4Enfermeira, Coordenadora da grande área dos cursos da saúde na Universidade Anhembi Morumbi