PNEUMONIA POR HIPERSENSIBILIDADE EM PACIENTE COM DISPNEIA PROGRESSIVA: A IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO AMBIENTAL NO DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

HYPERSENSITIVITY PNEUMONIA IN A PATIENT WITH PROGRESSIVE DYSPNEA: THE IMPORTANCE OF ENVIRONMENTAL ASSESSMENT IN THE DIFFERENTIAL DIAGNOSIS”

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202511281923


Bianca Andressa de Azevedo Menezes¹; Ana Camylla Vasconcelos Lapenda²; Isabella Carla Barbosa Lima Angelo³; Isadora Ribeiro de Sá Rodrigues⁴; Carolina Lucena Lima⁵; Maria Beatriz Holanda Gomes⁶; Maria Luiza Salzano Costa Oliveira⁷; José Victor Nunes Coutinho⁸; Maria Eduarda Vieira de Melo⁹; Klarissa Beatriz Ferreira Serur¹⁰


Resumo:

O artigo apresenta um relato de caso cujo objetivo é destacar a importância da investigação ambiental no diagnóstico diferencial da dispneia progressiva, enfatizando a Pneumonia por Hipersensibilidade (PH).  Trata-se de estudo observacional, retrospectivo, baseado em história clínica de uma paciente em que a informação sobre exposição ambiental foi fundamental para estabelecer o diagnóstico. 

Palavras-chave: Pneumonite por Hipersensibilidade.  Doenças Pulmonares Intersticiais.  Dispneia.

Abstract:

The article presents a case report aimed at highlighting the importance of environmental investigation in the differential diagnosis of progressive dyspnea, emphasizing Hypersensitivity Pneumonitis (HP). This is an observational, retrospective study based on the clinical history of a patient in whom information about environmental exposure was essential for establishing the diagnosis.

Keywords: Hypersensitivity Pneumonitis. Interstitial Lung Diseases. Dyspnea.

Introdução: A pneumonia por hipersensibilidade (PH) é uma pneumonite imunomediada causada pela inalação repetida de antígenos orgânicos, desencadeando inflamação intersticial e brônquica. Subdiagnosticada, apresenta evolução insidiosa e sintomas inespecíficos. Os principais agentes incluem proteínas aviárias e fungos ambientais. Objetivos: Descrever um caso de dispneia progressiva em idosa em que a investigação ambiental contribuiu para o diagnóstico de PH. Delineamento/Métodos: Relato de caso observacional, retrospectivo, baseado em prontuário eletrônico de paciente internada em hospital terciário em Recife-PE. Descrição do Caso: Paciente feminina, 71 anos, hipertensa e diabética, admitida por pielonefrite com queixa associada de dispneia aos mínimos esforços há 3 anos, progressiva e sem sintomas associados. Referia criação de galinhas no domicílio, negando tabagismo e exposição a biomassa. Ao exame, apresentava taquipneia discreta e crepitações bibasais à ausculta pulmonar. Inicialmente, optou-se por teste terapêutico com diurético oral por hipótese de congestão pulmonar. Não houve melhora clínica. Ecocardiograma transtorácico não evidenciou disfunção cardíaca. A tomografia de tórax revelou opacidades em vidro fosco, nódulos centrolobulares, espessamento septal e bronquiolectasias de tração, compatíveis com doença pulmonar intersticial de padrão inflamatório. Dada a exposição relevante e os achados radiológicos, aventou-se o diagnóstico de PH. A paciente foi orientada a afastar-se da exposição a aves e encaminhada para seguimento com pneumologia especializada. Conclusões/Considerações Finais: Este relato reforça a importância da inclusão da PH, e de outras doenças intersticiais pulmonares, no diagnóstico diferencial de dispneia progressiva. A investigação ambiental ativa, aliada a sinais clínicos e tomográficos, é fundamental para o diagnóstico precoce, evitando progressão para fibrose pulmonar e perda funcional irreversível.

REFERÊNCIAS:

LACAZE-MASMONTEIL, T. et al. Pneumonite de hipersensibilidade: revisão sistemática. Jornal Brasileiro de Pneumologia, São Paulo, v. 43, n. 1, p. 60–68, 2017. Disponível em: https://www.scielo.br/j/jbpneu/a/KwWk9CyfZw3qPBJcnc74fFr. Acesso em: 25 jun. 2025.

SELMAN, M.; PÁEZ, A.; PARDOS, R. Diagnóstico, tratamento e prevenção da pneumonia de hipersensibilidade. Revista de Pneumologia e Tisiologia, México, v. 19, n. 2, p. 100–110, 2013.

LYNCH, D.A. et al. Imaging of diffuse lung disease. Clinics in Chest Medicine, Philadelphia, v. 29, n. 3, p. 405–432, 2008.


¹ Universidade Potiguar. E-mail: biancaandressa4@gmail.com
² Universidade Potiguar. E-mail: anacamylla@hotmail.com
³ Universidade Católica de Pernambuco. E-mail: isabellacbla@gmail.com
⁴ Universidade de Pernambuco – Campus Recife. E-mail: isadora.rsrodrigues@gmail.com
⁵ Centro Universitário Maurício de Nassau (UNINASSAU). E-mail: carolinalucenalima@gmail.com
⁶ Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS). E-mail: mbeaholanda@gmail.com
⁷ Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS). E-mail: salzanomalu@gmail.com
⁸ Universidade Católica de Pernambuco. E-mail: josevnunescoutinho@gmail.com
⁹ Universidade Católica de Pernambuco. E-mail: dudaavmelo@gmail.com
¹⁰ Centro Universitário Maurício de Nassau. E-mail: klarissabeatriz18@gmail.com