PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS CASOS NOTIFICADOS DE LEISHMANIA VISCERAL NO ESTADO DO PIAUÍ 

EPIDEMIOLOGICAL PROFILE OF NOTIFIED CASES OF VISCERAL LASHMANIA IN PIAUI

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/dt10202508301018


Clara Monalisa Medeiros Brandão1


RESUMO 

A Leishmaniose Visceral (LV) é uma zoonose grave que se expandiu para áreas urbanas, impulsionada  por desmatamento, urbanização e precariedade sanitária. Este estudo analisou 897 casos notificados no  Piauí entre 2016 e 2020, a partir de dados do SINAN. O maior número ocorreu em 2017 (27,3%), com  predominância em homens (72,1%), adultos de 20 a 39 anos e residentes em áreas urbanas (61,5%). A  maioria foi confirmada por critério laboratorial (89,3%) e 13,6% apresentaram coinfecção com HIV.  Em relação à evolução, 40,8% dos pacientes foram curados e 6,5% evoluíram para óbito. Conclui-se  que a LV permanece endêmica no estado, associada a vulnerabilidade social, exigindo vigilância  contínua, diagnóstico precoce e ações de prevenção. 

Palavras-chave: Epidemiologia. Leishmania. Calazar. 

1. INTRODUÇÃO 

A Leishmaniose visceral (LV), comumente conhecida por seu nome indiano calazar  (kala-azar), é apontada como uma doença de desenvolvimento crônica, sistêmica, não  transmissível, invectiva por um protozoário da espécie Leishmania Chagasi. No intermédio do  intestino do inseto, o seu circuito evolucional contém duas formas: a amastigota, que é  determinado parasita intracelular da espécie mamífera, e seguidamente tornam-se a forma  promastigota que se apresenta no tubo digestivo do inseto transmissor, sendo completamente  infectante para o homem (NEVES, 2011). 

Historicamente conhecida como uma endemia rural, a Leishmaniose Visceral (LV)  chegou a ocasionar epidemias em várias cidades brasileiras nas últimas décadas, tornando a  enfermidade um grave problema de saúde pública. Existe evidências da relação entre LV e o  aumento do processo de desmatamento e urbanização do país, juntamente com a interferência  humana nos habitats dos animais silvestres, levando à rápida expansão da doença nas cidades  (CHAVES, 2019). 

Alguns problemas como baixa renda, falta de assistência médica e baixo conhecimento  da população sobre a doença, consequências da falta ou ineficiência das políticas públicas  adotadas contribuem para a persistência da endemia. Outra relevante questão a abordar é a  elevada frequência de coinfecção por LV e o vírus da imunodeficiência humana (HIV), devido  à elevada prevalência quando associada ao aumento dos casos de leishmaniose visceral, motivo  de preocupação dos profissionais de saúde, inclusive daqueles que atuam na vigilância epidemiológica, haja vista a gravidade dos casos e a rápida evolução clínica dos HIV-positivos  para a manifestação da síndrome da imunodeficiência adquirida: a AIDS (CHAVES, 2019). 

Devido a destruição das florestas o vetor da LV acabou se adaptando nos centros  urbanos, se tornando o local com maior quantidade de casos notificados da doença. Segundo o  Instituto de Métricas e avaliação em saúde no estado do Piauí onde iniciou a urbanização da  doença, a primeira grande epidemia urbana ocorreu entre 1980 a 1986, e com maior número de  casos nos anos 1983 e 1984, ao avaliar a doença em Teresina, teve um novo registro de uma  segunda grande epidemia no estado no período de 1992 a 1995, estudos ressaltam que a doença  tem períodos cíclico, com picos a cada 10 anos. A incidência observada no Piauí em 1980, foi  0,75/100 mil, neste ano que marca o início dos ciclos epidêmicos do estado, a epidemia urbana  só foi iniciada em Teresina no ano de 1981, com registro de 73 casos em todo o estado  (BATISTA, 2007). 

A Leishmaniose é uma doença que ficou sem notificações de casos por cerca de 30 anos  e no seu retorno ela acometeu todas as regiões do país, até cidades maiores, com exceção apenas  da região sul, o predomínio maior da doença se concentra em centros urbanos, por ter um grande  número de cães e eles manifestarem o quadro clínico assim como o homem.  

Portanto, o presente estudo tem por objetivo identificar o perfil epidemiológico dos  casos de Leishmaniose Visceral registrados no Piauí entre o período de 2016 a 2020.

2. METODOLOGIA  

Trata-se de um estudo epidemiológico a partir de dados de casos notificados da  Leishmaniose Visceral no estado do Piauí, no intervalo de 2016 a 2020. Refere-se a um estudo  retrospectivo e quantitativo do tipo descritivo baseado em fatos já registrados. No mesmo, as  características foram descritas detalhadamente sobre um determinado grupo, não estudando  doença ou o sujeito, mas um grupo populacional total seguindo as variáveis. 

O estado do Piauí fica localizado na região Nordeste do Brasil e compreende uma área  de 251.611.929 km². Em 2020, data do último levantamento, possuía uma população de  3.281.480 habitantes, sendo dividido em 224 municípios. A cidade de Teresina é a capital do  estado (IBGE, 2020). Os dados utilizados para o estudo sobre Leishmaniose Visceral (LV)  foram apurados no banco com dados extraídos do Sistema Nacional de Informação de Agravos  e Notificação (SINAN/DATASUS) de acordo com as notificações da doença no Piauí. 

As variáveis analisadas do estudo foram: ano de notificação, faixa etária, gênero,  escolaridade, critério de confirmação, zona de residência, coinfecção HIV, evolução da doença  e tipo de entrada. Para execução e organização dos dados foi utilizado o software Microsoft  Excel 2013. As informações foram colocadas em tabelas, com a finalidade de fornecer a  compreensão dos mesmos. A argumentação teórica foi fundamentada na literatura livre que  trata sobre a Leishmania Visceral. 

3. RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS 

Analisando os dados atribuídos para os casos notificados de Leishmaniose Visceral no  território do Piauí de 2016 a 2020, ocorreram 897 casos. O ano de 2017 (245 casos e 27,31%)  evidência maior ocorrência de casos dentre esses 5 anos. 

Dentre os indivíduos afetados durante esses 5 anos, correspondiam ao gênero masculino  (647 casos) 72,12% e feminino (250 casos) 27,87%, respectivamente. Em relação a faixa etária,  os indivíduos de 20-39 anos foram o grupo mais afetado pela doença, apresentando 26,86%  (241 casos) dos casos notificados (Tabela 1). 

Tabela 1: Casos confirmados por faixa etária, gênero e escolaridade de Leishmaniose Visceral  no estado do Piauí no período de 2016 a 2020.

Legenda: EF: Ensino fundamental; EM: Ensino médio. 
Fonte: Elaborado com base nos dados disponibilizados pelo MS/SVS, SINAN Net 2022.

Relacionando os dados da tabela 1, a maior incidência de casos da Leishmaniose  Visceral entre 2016 a 2020 ocorreu no ano de 2017 com 245 casos. Um dos fatores desse  aumento de casos em 2017, está associado ao descaso de saneamento básico, segundo o Instituto  Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que 32% dos municípios piauienses com  esgotamento sanitário fazia o descarte de esgoto sem tratamento em lagos e rios no ano de 2017,  colocando em risco a qualidade da água para o abastecimento humano. A disposição de esgoto  sem tratamento nos corpos hídricos compromete a qualidade das águas, causando impactos  diversos no abastecimento humano, na transmissão de doenças, na balneabilidade, entre outros  aspectos (IBGE, 2017) 

Dentre os indivíduos afetados, o gênero masculino teve a maior incidência com 72,12%.  No tocante à faixa etária, indivíduos entre 20-39 anos apresentaram maior incidência. De acordo  com Chaves et al. (2022), em relação à maior ocorrência de LV entre o sexo masculino, existe  a hipótese de a doença estar relacionada a fatores hormonais. Porém, sugerem que pode estar  associado a riscos ocupacionais, por estarem mais expostos ao vetor, eventualmente em função  das suas atividades mais próximas à fonte de infecção. Em relação a faixa etária, Batista et al.  (2014) defendem que o predomínio de casos entre 20 a 39 anos ocorre por uma maior exposição  dos adultos aos flebotomíneos (vetores), porque são mais ativos e realizam tarefas tanto no  domicílio quanto no peridomicílio. 

Em relação aos dados obtidos na tabela 1 referente ao índice de escolaridade prevalece  a maior % o número de casos de Ign/Branco, com 392 e 43,69%, e ensino médio incompleto  com 109 e 12,15%. O que de acordo com Chaves et al. (2022) a maioria dos casos ocorre em  indivíduos analfabetos ou com baixo nível de escolaridade fundamental, confirmando a pobreza  como um dos determinantes da maior ocorrência de LV, uma vez que a baixa escolaridade  constitui um marcador de baixa renda, e o estado do Piauí apresenta elevada desigualdade  socioeconômica. Além disso, os indivíduos com baixa escolaridade tendem a apresentar menor  nível de conhecimento sobre as medidas de prevenção da doença, o que favorece a maior  incidência de casos de LV.

Tabela 2. Casos confirmados por critério de confirmação e zona de residência de Leishmaniose  Visceral no Piauí no período de 2016 a 2020.

Fonte: Elaborado com base nos dados disponibilizados pelo MS/SVS, SINAN Net 2022.

Relacionando os dados da tabela 2, o processo de confirmação da doença com maior  prevalência foi o critério laboratorial com um total de 801 casos (89,29%). Em relação a zona  de residência com maior índice de casos notificados é na urbana com 552 casos (61,53%).  Segundo Sousa et al. (2021) a elevada incidência da doença em regiões urbanas se deve a  características socioambientais determinantes para a infecção. Nesse contexto, verifica-se o  desenvolvimento desordenado de espaços urbanos, o qual não é acompanhado por  infraestrutura sanitária e coleta de lixo domiciliar, o que promove condições favoráveis para a  adaptação do vetor, principalmente em áreas mais empobrecidas e periféricas. No entanto  Brito el al. (2022), cita que o desmatamento crescente para construção de moradias, estradas  e fábricas, são os fatores que, possivelmente, contribuíram para o aumento de casos nas regiões  urbanas. 

Segundo Machado et al. (2021) a LV tem como principais reservatórios os cães, no  meio urbano, enquanto no ambiente silvestre são raposas, os marsupiais e roedores silvestres.  As medidas de controle de acordo com o Ministério da Saúde são a eutanásia de cães soror  reagentes, a diminuição da proliferação de flebotomíneos e realização de atividades de  educação em saúde.

Tabela 3. Casos confirmados por coinfecção HIV de Leishmaniose Visceral no estado do  Piauí entre os anos de 2016 a 2020.

Fonte: Elaborado com base nos dados disponibilizados pelo MS/SVS, SINAN Net 2022. 

 Em comparação com estudos realizados com dados nos anos 2016 a 2020 no estado do  Piauí a coinfecção HIV esteve presente em 122 casos positivos (13,60). Segundo Mascarenhas  et al. (2022), a terapia antirretroviral (TARV) leva ao aumento da resposta imune da pessoa  vivendo com HIV, reduzindo as infecções oportunistas e complicações decorrentes da  infecção. No entanto, a baixa adesão da população HIV positiva à TARV e a baixa procura  por assistência são fatores que, possivelmente, explicam a elevada frequência de pessoas com  essa coinfecção. Assim, torna-se importante realizar a investigação detalhada dos casos para  confirmação e/ou descarte da coinfecção LV-HIV, com a realização da testagem para HIV nas  pessoas com suspeita ou confirmação de LV, considerando-se que a Leishmaniose favorece o  agravamento da infecção por HIV em indivíduos com LV. 

De acordo com Gomes et al. (2011), é necessária a integração das vigilâncias de LV  e aids e o aprimoramento da vigilância da coinfecção leishmanioses-HIV-aids. Também é de  fundamental importância a oferta de testes sorológicos para HIV ao grupo de pacientes com  leishmanioses, cujas condutas são distintas. 

Tabela 4: Evolução e tipo de entrada dos casos notificados de Leishmaniose Visceral no  estado do Piauí entre os anos de 2016 a 2020.

Fonte: Elaborado com base nos dados disponibilizados pelo MS/SVS, SINAN Net 2022.

Relacionando os dados da tabela 4, sobre a evolução da doença obtivemos um  percentual significativo de cura com 366 casos 40,80% e Ign/Branco com 394 casos e 43,92%.  No tipo de entrada obtivemos 836 casos novos tendo 93,19%. Leva-se em consideração que  embora o acréscimo de casos novos notificados por Laudo Técnico de Avaliação (LTA), de  LV nos recentes anos, a mortalidade dessa enfermidade vem se reduzindo, sendo assim obteve  grande avanço na qualidade de conhecimento sobre as informações dos casos relatados no  estado do Piauí, resultando em um grande número de cura. Lemos et al. (2018) diz que pode  estar relacionado diretamente com a expansão das ações primárias à saúde através das equipes  da Estratégia Saúde da Família. Dessa forma, para reduzir a letalidade dessas doenças, autores  afirmam que se faz necessário principalmente o diagnóstico precoce dos casos e o tratamento  oportuno. Em outro estudo, Brito et al. (2022) aponta que a evolução para cura possui  tendência de redução em crianças menores de 1 ano de vida e é significativamente baixa em  indivíduos acima de 60 anos.

Por tanto Barbosa (2016), justifica que devido à fragilidade do sistema imunológico  desses pacientes, em virtude de os mesmos ainda não estarem totalmente desenvolvidos e isso  se agrava quando há carência nutricional e pelo fato de que as crianças estarem mais expostas  ao flebótomo no ambiente peridomiciliar em seus momentos de lazer, principalmente. Lemos  et al. (2018) aponta fatores como maior contato com cães (principal reservatório doméstico),  carência nutricional e sistema imunológico imaturo também contribuem para a elevada  incidência da doença nessa faixa etária. 

4. CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS 

Mediante os dados obtidos, notou-se uma diminuição de 7,8% do período de 2016 para  2020, o ano com maior número de casos foi 2017 sendo o menor índice em 2020. Grande  maioria das notificações estavam relacionada ao sexo masculino, obtendo predominância entre  a faixa etária de 20-39 anos onde parte da incidência estar relacionada a adultos jovens, seguida  por 40-59 anos, fato que pode ser justificado pela possível falta de medidas profiláticas e de  saneamento básico/ambiental. Os dados reforçam a importância da vigilância epidemiológica  para o monitoramento dos números de casos de LV no Piauí, bem como o combate a esta doença  através de medidas sanitárias para o controle vetorial e na disseminação da doença. 

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1Clara Monalisa Medeiros biomédica pelo Centro Universitário UNINOVAFAPI.
Email: monalisabrandao17@gmail.com