PERFIL DAS NEOPLASIAS CUTÂNEAS EM RONDÔNIA: UMA ANÁLISE A PARTIR DE DADOS SECUNDÁRIOS NO DATASUS DO PERÍODO DE 2020-2024

PROFILE OF SKIN NEOPLASMS IN RONDÔNIA: AN ANALYSIS BASED ON SECONDARY DATA FROM DATASUS FOR THE PERIOD 2020-2024

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/pa10202511302037


Adrielly Dantas de Menezes1
Elaine Sabrina Lourenço Macedo1
Gabriela Teixeira Gomes1
Gabriela Schabatoski dos Santos2


Resumo

O estudo aborda a ocorrência de neoplasias cutâneas na Amazônia Ocidental, no estado de Rondônia, entre 2020 e 2024, analisando dados secundários de incidência, tratamento e mortalidade provenientes dos sistemas DATASUS Oncologia e Mortalidade. A pesquisa tem como propósito descrever o perfil epidemiológico do câncer de pele no estado, identificando características sociodemográficas, distribuição por tipo de neoplasia, modalidades terapêuticas e desfechos clínicos. Utiliza abordagem descritiva com seleção de casos classificados pelos códigos C43, C44 e D04, permitindo examinar padrões de adoecimento e fatores regionais que influenciam a evolução da doença. Os resultados apontam predominância de casos em homens e idosos, maior frequência de neoplasias não melanoma, aumento progressivo dos diagnósticos até 2023, letalidade elevada nos melanomas e prevalência de cirurgia como principal tratamento. Observa-se, ainda, estadiamento frequentemente avançado no momento do diagnóstico e número expressivo de óbitos em ambiente hospitalar. A investigação conclui que o câncer de pele permanece um relevante problema de saúde pública na Amazônia Ocidental, influenciado por exposição solar ocupacional, dificuldades de acesso a serviços especializados e fragilidades na detecção precoce. Destaca-se a necessidade de ampliar estratégias preventivas, fortalecer a vigilância epidemiológica e aprimorar a organização da rede assistencial para reduzir a morbimortalidade associada às neoplasias cutâneas na região.

Palavras-chave: Neoplasias Cutâneas. Tumores da Pele. Epidemiologia. Melanoma.

1 INTRODUÇÃO

A pele, cútis ou cutâneo é o maior órgão do corpo humano, sendo constituída por um epitélio pavimentoso estratificado queratinizado, que se divide em três camadas: epiderme, derme e hipoderme. Desempenha múltiplas funções como a de proteção contra agentes externos, sensibilidade tátil, regulação térmica e hídrica (Aurélio, 2023).

Por ter um contato direto com o meio externo, é alvo constante de agressões físicas, incluindo a radiação solar ultravioleta (UV), a qual conforme o tempo e a intensidade, pode comprometer as funções das células e induzir modificações genéticas que propiciam o desenvolvimento de neoplasias cutâneas (Júnior et al., 2024).

Neoplasia é um termo usado para descrever o crescimento anormal de células, que pode ser benigno ou maligno. Já o câncer é uma forma específica de neoplasia maligna, caracterizada pelo crescimento descontrolado e invasivo de células que podem se espalhar para outras partes do corpo, causando danos aos tecidos e órgãos. Porém, quando se fala em “câncer de pele”, geralmente é feita uma distinção entre os casos malignos e os benignos, ou seja, o termo em si pode ser usado para abranger ambos os tipos (INCA, 2020).

O Câncer de pele é a neoplasia mais incidente no Brasil, correspondendo a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados (INCA, 2022). O Ministério da Saúde indicou, em dados de 2019, um número de mortes no Brasil por câncer de pele de 4.594, sendo 2.647 homens e 1.947 mulheres.

Há dois tipos básicos, os não-melanoma, composto pelo Carcinoma Basocelular (CBC) e Carcinoma Espinocelular (CEC), e os melanomas. No Brasil o tumor cutâneo maligno mais comum é o CBC, com prevalência de 70% dentre os casos diagnosticados de câncer de pele. Em segundo lugar, o CEC possui uma prevalência de 25%. O melanoma representa cerca de 4% dos cânceres de pele e apenas 1% representa os demais tumores cutâneos malignos, como Carcinoma das Glândulas Sebáceas, Síndrome do Nevo Basocelular, Linfoma Cutâneo e Dermatofibrossarcoma, Carcinoma das células de Merkel (Vazquez, 2019).

O estado de Rondônia reúne muitos trabalhadores rurais, mais suscetíveis ao câncer de pele pela exposição prolongada à radiação solar e ao contato com agrotóxicos, além de profissionais urbanos, como agentes comunitários de saúde e de combate a endemias. Estima- se que cerca de 23 milhões de trabalhadores brasileiros (23,5% da população ocupada) estejam expostos ocupacionalmente ao sol, sobretudo homens (36,1%), residentes de áreas rurais (54,1%) e das Regiões Norte e Nordeste, principalmente em atividades agropecuárias (Nogueira et al., 2025).

Além disso, certos fatores podem estar associados ao diagnóstico tardio do melanoma cutâneo em Rondônia, como a carência de campanhas educativas voltadas à prevenção e ao reconhecimento precoce dos sinais do câncer de pele, especialmente nas zonas rurais e comunidades ribeirinhas. A dificuldade de acesso a consultas dermatológicas e exames específicos faz com que muitos casos sejam identificados apenas em estágios avançados, reduzindo as chances de tratamento eficaz (FREIRE et al., 2023 apud RIBEIRO et al., 2019).

Esses achados reforçam que, na Amazônia Ocidental, a vulnerabilidade dos trabalhadores expostos ao sol é um fator determinante para o aumento dos casos de neoplasias cutâneas melanoma e não melanoma, assim como a falta de informação sobre a doença e a baixa acessibilidade aos serviços de saúde especializados, evidenciando a necessidade de ações preventivas e de educação em saúde voltadas à proteção solar e ao uso de equipamentos de proteção individual.

Nesse sentido, devido à falta de estudos de análise de dados atualizados sobre esta doença em Rondônia, a pergunta desse trabalho será de responder: Qual o quantitativo absoluto e relativo de casos diagnosticados de câncer de pele diagnosticados no Estado de Rondônia, abrangendo dados sociodemográficos, tratamento, estadiamento e óbitos, no período de 2020 a 2024?

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

A pele é um órgão essencial para a homeostase humana e desempenha funções protetoras, sensoriais e imunológicas, sendo composta por epiderme, derme e hipoderme, estruturas que interagem continuamente para manter a integridade cutânea (Eduardo & Mezzomo, 2022).

A epiderme, camada mais externa, concentra queratinócitos, melanócitos, células de Merkel e de Langerhans, que atuam na barreira física e na defesa imunológica. A melanina, produzida pelos melanócitos, exerce papel fotoprotetor fundamental, absorvendo e dispersando radiação ultravioleta (UV), cuja intensidade de dano varia conforme o fototipo cutâneo (Júnior et al., 2024). Dessa forma, características como fototipo I e II, baixa pigmentação e histórico de queimaduras solares estão associadas a maior vulnerabilidade aos tumores cutâneos.

O câncer de pele, entendido como a proliferação anômala e descontrolada de células epiteliais ou melanocíticas, constitui o grupo de neoplasias mais frequente no país, sendo classificado em melanoma e não melanoma (INCA, 2022).

O carcinoma basocelular origina-se das células basais da epiderme e predomina em regiões fotoexpostas, sobretudo cabeça e pescoço. O carcinoma espinocelular, derivado dos queratinócitos da camada espinhosa, apresenta maior potencial invasivo e maior risco de metástases quando comparado ao basocelular, estando relacionado à exposição solar crônica, imunossupressão e lesões precursoras como queratoses actínicas (Hoff, Chammas & Bonadio, 2023).

O melanoma surge da proliferação desordenada dos melanócitos e apresenta evolução variável conforme o subtipo, incluindo formas extensivas superficiais, nodulares e lentiginosas acral, sendo esta última mais frequente em populações não caucasianas (Bühring et al., 2020). O tipo não-melanoma geralmente cresce de forma lenta, invade localmente e raramente provoca metástase, apresentando bom prognóstico e altas taxas de cura quando tratado precocemente, embora atrasos no diagnóstico ou tipos mais agressivos possam causar morbidade e até mortalidade, já o melanoma, é o mais letal, em estágios iniciais ele se limita à epiderme e pode ser removido cirurgicamente com sucesso, mas quando mais avançado há maior risco de metástases e redução das chances de cura (Camarço, 2024).

Os fatores de risco associados ao câncer de pele incluem características individuais como fototipo, idade avançada e predisposição genética, além de fatores ambientais, como exposição solar excessiva e intermitente, radiação artificial, contato com substâncias químicas e ocupações associadas ao trabalho ao ar livre (INCA, 2021).

Ocupações rurais, construção civil e atividades externas intensificam o risco devido à exposição prolongada à radiação UV, cenário frequentemente observado na região Norte do Brasil, onde as condições climáticas e a predominância de trabalhos ao ar livre favorecem maior incidência (Freire et al., 2023).

A prevenção baseia-se principalmente na adoção de medidas fotoprotetoras, como uso regular de protetor solar, vestimentas adequadas, barreiras físicas e redução da exposição entre 10h e 16h. Tais práticas são reconhecidas como estratégias altamente eficazes e acessíveis (Bühring et al., 2020). O tratamento dos cânceres de pele varia de acordo com o tipo e estágio, incluindo cirurgia excisional, cirurgia micrográfica de Mohs, criocirurgia, terapia fotodinâmica, radioterapia e, nos casos avançados, quimioterapia e imunoterapia, esta última com crescente eficácia para tumores metastáticos (Cullen et al., 2020).

A identificação precoce de lesões cutâneas suspeitas é conduzida especialmente pelo enfermeiro especialista e pelos médicos dermatologista e oncologista, cuja atuação é fundamental para o reconhecimento inicial das alterações. A equipe interdisciplinar, composta por nutricionista, psicólogo e terapeuta ocupacional, também contribui para o cuidado integral (Pereira, 2023).

O enfermeiro realiza avaliação sistematizada da pele, utilizando protocolos de triagem e classificação de risco, além de registrar características sugestivas de neoplasias, como assimetrias, bordas irregulares, variação de cor, aumento do diâmetro e lesões ulceradas. A detecção precoce ainda depende da observação clínica qualificada, na qual o enfermeiro desempenha funções centrais em educação em saúde, fotoproteção e encaminhamento oportuno ao dermatologista, favorecendo o diagnóstico oportuno e melhor prognóstico (Pereira, 2023).

3 METODOLOGIA

Trata-se de um estudo epidemiológico quantitativo, qualitativo e descritivo, elaborado com o objetivo de analisar os casos de neoplasias cutâneas melanoma e não melanoma diagnosticados e tratados no estado de Rondônia, entre os anos de 2020 e 2024.

Os dados foram obtidos a partir de fontes secundárias do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), por meio dos bancos de dados Tabulação de Dados na Internet (TABNET) Painel-Oncologia e de Mortalidade, disponíveis publicamente no site do Ministério da Saúde. As neoplasias foram selecionadas com base nos códigos da Classificação Internacional de Doenças (CID-10) correspondentes a: C43 Melanoma maligno da pele; C44 Outras neoplasias malignas da pele; D04 – Carcinoma in situ da pele.

Foram incluídos todos os casos diagnosticados e/ou em tratamento registrados no período de 2020 a 2024, que foram diagnosticados e estão sendo tratados no estado de Rondônia. As variáveis analisadas compreenderam: número de casos diagnosticados, gênero, faixa etária, cor/raça, tipo de neoplasia, tipo de tratamento realizado, tempo de tratamento, estadiamento clínico, óbitos registrados e local de ocorrência do óbito.

Foram excluídos os registros referentes ao código D23 (Outras neoplasias benignas da pele), presente no TABNET Mortalidade uma vez que essa classificação não está presente no TABNET Painel-Oncologia e poderiam comprometer a acurácia da análise epidemiológica.

Os resultados foram apresentados em forma de tabelas e gráficos, elaborados pelas autoras. Os dados foram dispostos em valor bruto ou absoluto a partir do (N) amostral e valor relativo (%) comparando uma variável em meio ao valor total amostral. A análise interpretativa foi conduzida de forma comparativa com a literatura científica recente sobre a temática, buscando identificar padrões epidemiológicos e possíveis determinantes regionais da incidência e mortalidade.

A análise de dados secundários do DATASUS segue princípios éticos, com anonimato garantido pela LGPD (Lei nº 13.709/2018), dispensando consentimento individual, pois os dados são públicos e agregados. O estudo não envolve risco aos participantes, e os pesquisadores comprometem-se com confidencialidade e uso ético, conforme Resolução CNS nº 466/2012, priorizando benefícios científicos sem prejuízo aos direitos individuais.

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES

Os resultados apresentados a seguir descrevem o perfil epidemiológico das neoplasias cutâneas diagnosticadas em Rondônia entre 2020 e 2024, considerando incidência, mortalidade, características sociodemográficas, estadiamento e modalidades terapêuticas registradas no DATASUS. A discussão fundamenta-se em literatura científica recente, permitindo compreender padrões regionais e fatores que influenciam a ocorrência e evolução do câncer de pele no estado.

Gráfico 1 – Relação entre incidência e mortalidade por neoplasias de pele em Rondônia, entre os anos de 2020 e 2024.

Fonte: Elaboração das autoras com dados do DATASUS/TABNET Oncologia e TABNET Mortalidade, CID-10 (2020–2024).

Durante o período analisado, foram registrados 369 casos de câncer de pele, sendo 65 casos em 2020 (17,6%), 80 em 2021 (21,7%), 61 em 2022 (16,5%), 97 em 2023 (26,3%) e 66 em 2024 (17,9%) (Gráfico 1). Observa-se uma tendência de crescimento gradual dos diagnósticos até 2023, ano com o maior número de registros, seguido por uma leve redução em 2024. Essa variação pode estar associada tanto a fatores climáticos e ocupacionais típicos da região Amazônica, bem como à retomada das ações de rastreamento dermatológico após a pandemia de COVID-19, o que contribuiu para o aumento na identificação dos casos (Ribeiro; Atty, 2025).

Em relação à mortalidade, foram registrados 174 óbitos decorrentes de neoplasias de pele no mesmo período, sendo 24 em 2020 (13,8%), 29 em 2021 (16,7%), 41 em 2022 (23,6%), 43 em 2023 (24,7%) e 37 em 2024 (21,2%) (Gráfico 1). Nota-se uma tendência semelhante à dos diagnósticos, com crescimento até 2023 e redução leve no ano seguinte. Apesar do aumento no número absoluto de mortes, a proporção entre casos e óbitos (47,1%) indica que a mortalidade não acompanhou o ritmo de crescimento dos diagnósticos.

A análise por categoria demonstra o predomínio das Outras neoplasias malignas da pele, responsáveis pela maior parte dos diagnósticos de câncer cutâneo não melanoma. Esses resultados confirmam o padrão epidemiológico descrito por Vazquez (2019), o Melanoma maligno, apesar de menos frequente, continua sendo o tipo com maior letalidade proporcional, enquanto o Carcinoma in situ da pele foi identificado apenas em 2022, representando 0,3% do total de casos, possivelmente devido à subnotificação ou à dificuldade de detecção nas fases iniciais da doença.

A análise dos óbitos reforça a discrepância entre incidência e mortalidade. Embora os melanomas representem menos de 13% dos diagnósticos, responderam por 24% das mortes no estado, confirmando o caráter mais agressivo e metastático dessa neoplasia. Em contrapartida, os carcinomas não melanoma, apesar de muito mais frequentes, apresentaram letalidade reduzida, mas ainda preocupante devido à alta prevalência e ao impacto sobre o sistema de saúde local.

Gráfico 2 – Casos de Câncer de Pele diagnosticados em Rondônia de acordo com o gênero, entre 2019 e 2023.

Fonte: Elaboração das autoras com dados do DATASUS/TABNET Oncologia (2020–2024).

Entre os 369 casos registrados, 203 (55%) ocorreram em homens e 166 (45%) em mulheres (Gráfico 2). Essa diferença pode ser explicada, em grande parte, por fatores ocupacionais, que influenciam diretamente a exposição solar entre os gêneros. Conforme apontam Nogueira et al. (2025), 36,5% dos homens brasileiros estão expostos ocupacionalmente à radiação solar, em comparação a 7,9% das mulheres, devido principalmente à predominância masculina em setores como agricultura, construção civil e manejo de resíduos, atividades que exigem trabalho ao ar livre e, consequentemente, maior contato com a radiação UV. Essa desigualdade, embora mínima, de exposição evidencia que o ambiente de trabalho continua sendo um dos principais determinantes da incidência do câncer de pele na população economicamente ativa.

Quadro 1 – Frequência de casos de Câncer de Pele em Rondônia de acordo com a faixa etária, entre os anos de 2020 e 2024.

Fonte: Elaboração das autoras com dados do DATASUS/TABNET Oncologia (2020–2024).

A análise por faixa etária revelou uma distribuição desigual, com baixa incidência entre indivíduos jovens (0 a 39 anos) e aumento expressivo a partir dos 45 anos, tornando-se mais acentuado após os 60 anos de idade, faixa que concentra mais de 60% dos casos. De acordo com Bühring (2020), essa predominância nas faixas etárias mais avançadas reflete o efeito cumulativo da exposição solar ao longo da vida, somado à maior vulnerabilidade da pele envelhecida aos danos provocados pela radiação UV.

Tabela 1 – Tratamentos para as neoplasias de pele em Rondônia mais utilizados, no período de 2020 e 2024.

Fonte: Elaboração das autoras com dados do DATASUS/TABNET Oncologia (2020–2024).

Em relação ao tratamento, os resultados da Tabela 1 demonstram que a cirurgia permaneceu como o tratamento mais utilizado no manejo do câncer de pele durante todo o período analisado, seguida pela radioterapia e, em terceiro, pela quimioterapia. Essa predominância da abordagem cirúrgica é esperada, uma vez que a excisão cirúrgica é a abordagem padrão‑ouro para a maioria dos cânceres de pele não melanoma, que correspondem à maior parte das neoplasias cutâneas diagnosticadas em Rondônia, apresentando assim uma abordagem com maior taxa de cura (Stratigos et al. 2020)

A radioterapia foi o segundo método mais utilizado, esse fato se dá principalmente em lesões extensas, tumores localizados em áreas anatômicas delicadas ou em pacientes que apresentam contraindicação para procedimentos cirúrgicos. Além disso, a necessidade de sessões fracionadas está entre os motivos que justificam seu uso frequente em casos em que se busca preservar estruturas adjacentes ou controlar tumores de maior complexidade (Stratigos et al., 2020).

A quimioterapia, embora menos aplicada, também teve participação relevante no manejo das neoplasias de pele, sendo utilizada sobretudo em casos avançados, recidivantes ou com potencial metastático. Como tratamento sistêmico, sua indicação ocorre quando abordagens locorregionais não são suficientes para o controle da doença. De acordo com Cullen et al. (2020), a resposta ao tratamento quimioterápico varia conforme o tipo histológico da neoplasia e as características individuais do paciente, reforçando sua utilização em situações clínicas específicas.

A imunoterapia, embora ausente nos registros do DATASUS em Rondônia, representa um marco no tratamento dos cânceres de pele avançados. Inibidores de checkpoint, como cemiplimabe e pembrolizumabe, demonstram eficácia significativa, estimulando o sistema imune a combater células tumorais (Shalhout et al., 2021). Contudo, o uso no SUS ainda é limitado devido ao alto custo, necessidade de equipes especializadas e oferta restrita a centros oncológicos de referência.

Quadro 2 – Tempo de tratamento para as neoplasias de pele em Rondônia, no período de 2020 e 2024.

Fonte: Elaboração das autoras com dados do DATASUS/TABNET Oncologia (2020–2024).

O Quadro 2 apresenta a distribuição do tempo de tratamento dos pacientes com neoplasias cutâneas no estado, classificados em períodos de até 30 dias, entre 31 e 60 dias e acima de 60 dias. Os dados mostram que a maior concentração ocorreu na categoria de tratamentos superiores a 60 dias, totalizando 195 registros. Em seguida, observou-se 138 casos com tempo de tratamento inferior ou igual a 30 dias e 36 casos na faixa entre 31 e 60 dias. Esses resultados indicam que uma parcela importante dos pacientes permanece em acompanhamento terapêutico prolongado, o que pode estar relacionado à complexidade das lesões, à necessidade de múltiplas intervenções ou à presença de tumores em estágios mais avançados.

A predominância de tratamentos acima de 60 dias está alinhada à realidade descrita em estudos que destacam a proporção significativa de pacientes diagnosticados tardiamente no Brasil, sobretudo em áreas com barreiras de acesso a especialistas ou exames confirmatórios (FREIRE et al., 2023). O tempo prolongado de tratamento também pode refletir a necessidade de abordagens terapêuticas combinadas, como radioterapia fracionada ou tratamentos sistêmicos, que exigem acompanhamento contínuo.

De acordo com Camarço et al. (2024), pacientes com tumores avançados tendem a apresentar trajetórias terapêuticas mais longas, com maior utilização de recursos especializados e maior tempo para estabilização clínica, o que é compatível com o padrão observado no estado de Rondônia.

Gráfico 3 – Estadiamento para as neoplasias de pele em Rondônia, no período de 2020 e 2024.

Fonte: Elaboração das autoras com dados do DATASUS/TABNET Oncologia (2020–2024).

A análise do Gráfico 3 demonstra que a maioria dos registros se encontra na categoria “não se aplica” (54,5%), seguida pelos estádios 4 (21,1%), 3 (15,1%), 2 (6,0%), 1 (2,4%) e 0 (0,8%). A predominância de casos sem classificação reflete falhas no preenchimento dos registros hospitalares, possivelmente devido à ausência de informações clínicas completas ou à limitação técnica de alguns serviços de saúde no momento da notificação. Apesar dessa lacuna, observa-se que boa parte dos casos classificados está em estágios avançados (III e IV), o que evidencia que muitos diagnósticos ainda são realizados tardiamente, quando as lesões já apresentam crescimento invasivo ou disseminação local.

Gráfico 4 – Estabelecimento do diagnóstico de neoplasias de pele em Rondônia, entre 2020 e 2024.

Fonte: Elaboração das autoras com dados do DATASUS/TABNET Oncologia (2020–2024).

Os dados do Gráfico 4 mostram que os hospitais concentram a maior parte dos diagnósticos registrados, seguidos por serviços ambulatoriais e clínicas especializadas. Essa predominância decorre do fato de que o sistema de informação em saúde considera apenas casos confirmados por exame histopatológico, o que explica a ausência de registros provenientes de Unidades Básicas de Saúde (UBS), responsáveis apenas pela triagem e encaminhamento para investigação diagnóstica. Essa concentração de diagnósticos reflete a estrutura hierarquizada do SUS, em que a confirmação das neoplasias é feita em serviços de média e alta complexidade, com recursos laboratoriais e profissionais especializados (INCA, 2022).

Gráfico 5 – Óbitos classificados por Cor/raça em Rondônia, entre 2020 e 2024.

Fonte: Elaboração das autoras com dados do DATASUS/TABNET Mortalidade, CID-10 (2020–2024).

A análise dos Gráficos 5 revela que a maioria dos óbitos ocorreu entre indivíduos autodeclarados brancos, seguidos por pardos, com menor proporção entre pretos, indígenas e amarelos. Esse padrão é consistente com a literatura nacional, que aponta maior incidência e mortalidade por câncer de pele em pessoas de pele clara, devido à menor quantidade de melanina e, consequentemente, menor proteção natural contra a radiação UV (INCA, 2022; Júnior et al., 2024).

Entretanto, essa distribuição deve ser interpretada à luz do perfil demográfico regional. Em Rondônia, mais de 60% da população se autodeclara parda (IBGE, 2022), o que indica que a proporção de óbitos entre brancos é elevada em relação à sua representatividade populacional, sugerindo uma vulnerabilidade biológica associada ao fototipo cutâneo.

Por outro lado, os óbitos entre pardos e indígenas, embora menos numerosos, também merecem atenção, pois esses grupos enfrentam barreiras de acesso ao diagnóstico e tratamento, o que pode levar à subnotificação ou identificação tardia dos casos (Freire et al., 2023).

Gráfico 6 – Óbito por Neoplasia da pele em Rondônia classificado por local de ocorrência, entre 2020 e 2024.

Fonte: Elaboração das autoras com dados do DATASUS/TABNET Mortalidade, CID- 10 (2020–2024).

Por fim, o Gráfico 6 evidencia que o ambiente hospitalar foi o principal local de morte (69,0%), seguido pelo domicílio (28,7%) e por outros locais (1,1%), como unidades de pronto atendimento ou vias públicas, totalizando 174 óbitos no período analisado.

De acordo com Ferreira et al. (2024), a predominância de óbitos hospitalares está relacionada à necessidade de assistência médica intensiva nas fases avançadas da doença, à maior disponibilidade de leitos e à ainda limitada cobertura de serviços de cuidados paliativos domiciliares no país.

Embora o Programa Melhor em Casa venha ampliando sua atuação em Rondônia, atualmente com 11 equipes distribuídas em cinco municípios, observa-se um avanço significativo na oferta regional de cuidado domiciliar (Brasil, 2024). Esse modelo tem potencial para reduzir internações evitáveis e permitir que o tratamento seja mantido no ambiente familiar, favorecendo conforto e continuidade do cuidado.

As novas diretrizes nacionais e a criação das equipes de reabilitação (EMAP-R) também fortalecem a descentralização da atenção domiciliar, ampliando a possibilidade de atendimento em municípios menores (Brasil, 2024). No âmbito estadual, o Serviço de Assistência Multidisciplinar Domiciliar (SAMD) acompanha mais de 240 pacientes simultaneamente, ofertando desde curativos até suporte medicamentoso especializado, o que demonstra progresso local na política de atenção domiciliar (Rondônia, 2024).

Entretanto, apesar dessas iniciativas, a estrutura de cuidados paliativos domiciliares ainda é insuficiente em grande parte do território nacional, especialmente na região Norte. Assim, o fato de muitos pacientes morrerem no hospital pode refletir limitações no planejamento e no suporte multiprofissional necessários para viabilizar o óbito domiciliar de forma adequada (Sollero-De-Campos; Braga, 2019).

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente estudo permitiu traçar um panorama epidemiológico atualizado das neoplasias cutâneas no estado de Rondônia, no período de 2020 a 2024, evidenciando a relevância do câncer de pele como um problema de saúde pública crescente na região amazônica. Observou-se que os casos se concentram em indivíduos do gênero masculino, idosos e trabalhadores expostos ao sol, reforçando o impacto dos fatores ambientais e ocupacionais no perfil local da doença.

Os resultados confirmaram a predominância das outras neoplasias malignas da pele, seguidos pelo melanoma maligno da pele e, em menor proporção, pelo carcinoma in situ. Embora o melanoma apresente menor incidência, continua sendo o tipo de câncer de pele com maior letalidade proporcional, refletindo o impacto do diagnóstico tardio e das limitações de acesso a terapias avançadas.

Em relação ao tratamento, verificou-se que a cirurgia permanece como o principal método terapêutico, seguida pela radioterapia e pela quimioterapia, condizente com o perfil clínico das neoplasias diagnosticadas. O tempo médio de tratamento foi proporcional à complexidade do caso, sendo menor para as abordagens cirúrgicas e mais prolongado para as terapias sistêmicas e radioterápicas. A imunoterapia, embora amplamente discutida na literatura como inovação promissora no manejo dos cânceres de pele, ainda não aparece nos registros oficiais do DATASUS em Rondônia, o que evidencia desigualdades regionais no acesso a tecnologias oncológicas de ponta.

Quanto à mortalidade, observou-se que a maioria dos óbitos ocorreu em ambiente hospitalar, seguida por domicílio e outros locais, indicando que o fim da vida ainda se dá predominantemente sob assistência institucional. Essa distribuição reflete a falta de estrutura consolidada de cuidados paliativos e de atenção domiciliar, destacando a importância de políticas públicas que garantam cuidado integral e humanizado aos pacientes oncológicos em estágio terminal. Apesar disso, iniciativas como o Melhor em Casa e o fortalecimento de equipes de atenção domiciliar em Rondônia demonstram avanços recentes, ainda que modestos, na ampliação do cuidado no domicílio e na redução de internações desnecessárias.

De modo geral, o estudo demonstra que o câncer de pele em Rondônia mantém padrões semelhantes aos observados em outras regiões do país, mas com características próprias da Amazônia Ocidental, como a forte influência dos fatores ocupacionais e ambientais. Os achados reforçam a necessidade de fortalecer estratégias de prevenção, com ênfase na educação em saúde e o fácil acesso a recursos como: protetor solar de maneira gratuita, roupas adequadas e ambulatórios dermatológicos com equipe interdisciplinar qualificada, especialmente entre os grupos de maior risco para que possa ser realizada a identificação precoce.

Por fim, recomenda-se que futuras pesquisas explorem aspectos relacionados à qualidade de vida dos pacientes, à efetividade das campanhas de prevenção e à expansão do acesso a terapias inovadoras na rede pública. A consolidação de um sistema de vigilância mais completo e atualizado contribuirá significativamente para o planejamento de políticas públicas e para a redução da morbimortalidade associada ao câncer de pele na região amazônica.

REFERÊNCIAS

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1 Discentes do Curso de Enfermagem da Faculdade Integrada Aparício Carvalho – FIMCA e-mail: adriellymenezes403@gmail.com, elainesabrina26@gmail.com e gabrirlagomes007@gmail.com
2 Docente Especialista em Terapia Intensiva e Dermatologia do Curso de Enfermagem da Faculdade Integrada Aparício Carvalho – FIMCA e-mail: gabrielaschabatoski@outlook.com.br