PARALISIA DE PREGAS VOCAIS: REVISÃO DE LITERATURA

VOCAL FOLD PARALYSIS: LITERATURE REVIEW

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511191745


Mylana Vilarinho de Oliveira Costa1
Vilson Ribamar Rêgo Filho2
Flávio Carvalho Santos Filho3
Adélia Dalva da Silva Oliveira4
Orientadora: Profa. Esp. Mariana de Novaes Santos Magalhães Pinheiro5


RESUMO 

As pregas vocais são estruturas presentes na laringe, formadas pelo músculo vocal, ligamento vocal e a mucosa que o recobre. A ausência ou limitação do movimento de uma ou ambas as pregas vocais é denominada de imobilidade de pregas vocais (IPV). A IPV causada por lesão neurológica é denominada paralisia de prega vocal (PPV) e será o foco deste trabalho. Esse estudo tem como objetivo geral analisar, por meio de revisão de literatura, as principais causas, métodos diagnósticos e abordagens terapêuticas relacionados à paralisia das pregas vocais entre os anos de 2021 e 2025. Essa pesquisa caracteriza-se como pesquisa integrativa da literatura referente à paralisia das pregas vocais. Foram utilizados como critérios de inclusão estudos publicados nos anos de 2021 a 2025, nos idiomas inglês, português ou espanhol, disponíveis na íntegra. Os critérios de exclusão foram teses, capítulos de livros e artigos de revisão não sistemáticos. Após finalizada a seleção dos artigos, 13 publicações compuseram a amostra; a maioria data dos anos de 2025 com 6 artigos; em seguida o ano de 2024 com 5 artigos, seguida os anos de 2023 e 2021 com 1 artigo cada. A análise dos artigos selecionados como amostra desse estudo permitiu a elaboração de quatro categorias temáticas: Importância da investigação etiológica, Manifestações clínicas, Tratamento da paralisia de prega vocal em abdução e Tratamento da paralisia de prega vocal em adução. A paralisia das pregas vocais, seja em adução ou abdução, representa uma condição clínica complexa, que impacta significativamente a função respiratória, a deglutição e a qualidade vocal dos pacientes.

Descritores: Paralisia das Pregas Vocais. Paralisia Laríngea. Paralisia Vocal. Imobilidade de Pregas Vocais.

ABSTRACT 

The vocal folds are structures in the larynx, formed by the vocal muscle, vocal ligament, and the covering mucosa. The absence or limitation of movement of one or both vocal folds is called vocal fold immobility (VFI). VFI caused by neurological injury is called vocal fold paralysis (VFP) and will be the focus of this study. The general objective of this study is to analyze, through a literature review, the main causes, diagnostic methods, and therapeutic approaches related to vocal fold paralysis between 2021 and 2025. This research is characterized as an integrative review of the literature related to vocal fold paralysis. The inclusion criteria were studies published between 2021 and 2025, in English, Portuguese, or Spanish, and available in full. The exclusion criteria were theses, book chapters, and non-systematic review articles. After the article selection was completed, 13 publications comprised the sample; Most date from 2025, with six articles; followed by 2024, with five articles; and then 2023 and 2021, with one article each. Analysis of the articles selected as a sample for this study allowed the development of four thematic categories: Importance of etiological investigation; Clinical manifestations; Treatment of vocal fold paralysis in abduction; and Treatment of vocal fold paralysis in adduction. Vocal fold paralysis, whether in adduction or abduction, represents a complex clinical condition that significantly impacts patients’ respiratory function, swallowing, and vocal quality. 

Descriptors: Vocal Cord Paralysis. Laryngeal Paralysis. Vocal Paralysis. Vocal Cord Immobility.

1. INTRODUÇÃO 

As pregas vocais são estruturas presentes na laringe, formadas pelo músculo vocal, ligamento vocal e a mucosa que o recobre. Ela desempenha um papel essencial na comunicação sendo responsável pela fonação, que ocorre quando as pregas vocais vibram com a passagem do ar expirado, gerando a voz (Kishimoto et al., 2022). Além disso, elas atuam no fechamento da laringe durante a deglutição, impedindo a aspiração de alimentos ou líquidos. As pregas vocais também regulam o fluxo de ar que vai para a traqueia e a pressão subglótica, contribuindo para funções como tosse, esforço físico e equilíbrio respiratório (Victorino et al., 2022).  

A ausência ou limitação do movimento de uma ou ambas as pregas vocais são denominadas de imobilidade de pregas vocais (IPV). Ela pode ser causada por fixação mecânica (secundária por exemplo, a anquilose das articulações cricoaritenoides ou por cicatrizes recorrentes de traumas, cirurgias ou intubações prolongadas), ou por envolvimento dos nervos que inervam a laringe (Matsushima; Hajime; Oridate, 2020). 

A IPV causada por lesão neurológica é denominada Paralisia de Prega Vocal (PPV) e será o foco deste trabalho. Ela pode ser secundária ao envolvimento do nervo laríngeo recorrente (também chamado de laríngeo inferior) ou do nervo laríngeo superior, sendo ambos ramos do nervo vago e responsáveis pela inervação motora dos diferentes músculos da laringe (Tibbetts; Simpson, 2021 e Prescott; Liberles, 2022).  

O nervo laríngeo recorrente é o principal responsável pela inervação motora dos músculos intrínsecos da laringe, ele inerva todos os músculos intrínsecos, exceto o músculo cricotireoideo. E também fornece inervação sensitiva à mucosa abaixo das pregas vocais (Silva et al., 2020). O nervo laríngeo superior é responsável pela inervação motora do músculo cricotireoideo e pela sensibilidade da mucosa da supraglote até ao nível das pregas vocais (Prescott; Liberles, 2022).  

O nervo laríngeo recorrente apresenta trajeto assimétrico: à direita, contorna a artéria subclávia e sobe pelo sulco traqueoesofágico; à esquerda, desce até o mediastino, contorna o arco aórtico e retorna à laringe (Netter, 2019). Devido ao trajeto mais longo e intratorácico, o nervo laríngeo recorrente esquerdo é mais suscetível a lesões por compressão, inflamação ou trauma, tornando a paralisia da prega vocal esquerda mais frequente. As principais causas incluem tumores pulmonares, aneurismas do arco aórtico, linfadenomegalias mediastinais, dilatação do átrio esquerdo (síndrome de Ortner) e lesões iatrogênicas em cirurgias de tireoide, esôfago, coração ou grandes vasos (Silva et al., 2016). 

A PPV apresenta diferenças epidemiológicas entre regiões, relacionadas a fatores como o envelhecimento populacional, a prevalência de doenças neurológicas e a frequência de cirurgias cervicais (Silva, 2024). Nos Estados Unidos, a prevalência anual varia de 1,4 a 4,2 casos por 10.000 habitantes, sendo mais comum após os 45 anos e, principalmente, unilateral (Su; Liu; Hsu, 2023). 

No Brasil, embora faltem dados específicos sobre a incidência da PPV, observa-se aumento na demanda por tratamentos relacionados à condição, refletindo o crescimento do mercado voltado para a paralisia de prega vocal. Esse aumento está relacionado ao envelhecimento populacional, maior conscientização sobre distúrbios vocais e avanços no diagnóstico e tratamento (Silva, 2024). 

1.1 OBJETIVOS 

1.1.1 Objetivo Geral 

Analisar, por meio de revisão de literatura, as principais causas, métodos diagnósticos e abordagens terapêuticas relacionados à paralisia de pregas vocais. 

1.1.2 Objetivos Específicos 

  • Identificar os principais fatores etiológicos e manifestações clínicas associados à paralisia das pregas vocais. 
  • Analisar os métodos diagnósticos utilizados na avaliação da paralisia das pregas vocais. 
  • Identificar as estratégias terapêuticas mais comuns e eficazes descritas para a paralisia das pregas vocais. 
  • Avaliar os impactos da paralisia das pregas vocais na qualidade de vida dos pacientes. 

1.2 JUSTIFICATIVA 

O estudo da paralisia das pregas vocais como uma condição que afeta a comunicação, deglutição e a saúde respiratória é importante devido aos prejuízos que pode causar aos indivíduos afetados, independentemente da faixa etária. A imobilidade das pregas vocais pode surgir de diversas causas, como traumas cirúrgicos, neuropatias, doenças inflamatórias e a presença de tumores, impactando a qualidade de vida de maneira substancial. Compreender melhor essa condição permite que os profissionais de saúde diagnostiquem e tratem adequadamente os pacientes, reduzindo a ansiedade e o risco de complicações associadas à dificuldade respiratória e à comunicação inadequada. 

Além disso, a imobilidade das pregas vocais pode estar associada a outras comorbidades, como alterações neurológicas e distúrbios psicológicos, que também afetam a saúde geral e o bem-estar dos indivíduos. Revisar a literatura sobre a paralisia das pregas vocais pode fornecer novos insights sobre sua evolução e colaboração para o surgimento de comorbidades, permitindo um acompanhamento eficaz e uma abordagem multidisciplinar no manejo dos pacientes. Ao identificar fatores de risco e possíveis intervenções, os profissionais podem otimizar as estratégias de tratamento e melhorar os desfechos clínicos. 

Ademais, a pesquisa sobre a paralisia das pregas vocais contribui para o avanço do conhecimento científico na área da otorrinolaringologia. A partir desses estudos, será possível otimizar diretrizes para a avaliação e manejo da condição, além de promover a formação de profissionais mais capacitados. O entendimento aprofundado dos mecanismos subjacentes à paralisia das pregas vocais também poderá fomentar futuras investigações sobre suas causas e potenciais terapias, beneficiando não apenas os pacientes afetados, mas também a comunidade médica como um todo. 

2. METODOLOGIA 

Essa pesquisa caracteriza-se como pesquisa integrativa da literatura referente à paralisia das pregas vocais. Uma revisão integrada é um estilo de pesquisa que analisa e combina as evidências disponíveis sobre um tópico específico, a fim de obter uma compreensão mais ampla e informada do assunto. Essa abordagem metodológica permite a inclusão de diferentes tipos de investigações, como ensaios clínicos, estudos observacionais e revisões anteriores. Essas investigações contribuem para uma análise crítica e abrangente das informações (Souza, Silva e Carvalho, 2010). 

Na fase inicial, foi utilizada a estratégia PICo (População, Interesse, Contexto) como ferramenta para a realização da pergunta, apresentada no Quadro 1. 

Quadro 1. Estratégia PICo norteadora do presente estudo.

P: população População em geral 
I: interesse Paralisia de pregas vocais 
Co: contexto Publicações científicas  

Dados da Pesquisa, 2025. 

Com base nessa estrutura, formulou-se a seguinte pergunta para pesquisa: O que as publicações científicas relatam sobre a paralisia de pregas vocais na população em geral? 

A pesquisa foi realizada nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Medical Literature Analysis and Retrievel System Online (Medline), utilizou os operadores booleano “AND”. A combinação de descritores controlados, aqueles estruturados e organizados para facilitar o acesso à informação cadastrados nos Descritores em Ciências da Saúde (DECS) e MESH: paralisia das pregas vocais AND paralisia laríngea AND paralisia vocal AND imobilidade de pregas vocais. Vocal Cord Paralysis AND Laryngeal Paralysis AND Vocal Paralysis AND Vocal Cord Immobility. 

Foram utilizados como critérios de inclusão estudos publicados do ano de 2021 a 2025, nos idiomas inglês, português, espanhol e artigos disponíveis na íntegra. E como critério de exclusão teses, capítulos de livros e artigos de revisão não sistemática. 

A partir da coleta de dados, foram identificados 238 estudos. Desses, 98 foram excluídos por não atenderem aos critérios de inclusão, resultando em 140 artigos na primeira etapa de avaliação. Os estudos duplicados entre as bases de dados foram contabilizados apenas uma vez, levando à exclusão de 20 registros e totalizando 120 artigos únicos. 

Na segunda etapa, procedeu-se à leitura dos resumos para verificar a pertinência em relação à questão de pesquisa, sendo excluídos 45 estudos que não atenderam aos critérios de elegibilidade, restando 75 artigos selecionados. Após a leitura integral, 55 foram excluídos por não responderem ao objetivo da revisão, permanecendo 20 estudos que atenderam plenamente aos critérios estabelecidos e compuseram a amostra final. 

O fluxograma com o detalhamento das etapas de pesquisa está apresentado a seguir na Figura 1: 

Figura 1 – Fluxograma de identificação e seleção dos artigos. Teresina, PI, Brasil, 2025.

Fonte: Dados da Pesquisa, 2025.

3. RESULTADOS

Após finalizada a seleção dos artigos, 20 publicações compuseram a amostra.
A distribuição completa dos artigos selecionados para a presente revisão está
apresentada no Quadro 2.

Quadro 2: Distribuição dos estudos segundo: título, autores, ano, objetivos e conclusão. Teresina, 2025.

Título Autor/ano Objetivo Conclusão 
Management of bilateral vocal fold paralysis: a systematic review Lechien, Hans e Mau, 2024  Revisar a literatura atual sobre epidemiologia, etiologias e manejo cirúrgico da paralisia bilateral de pregas vocais. A revisão destacou que a principal causa da paralisia bilateral continua sendo iatrogênica, geralmente associada a cirurgias de tireoide. Embora existam diversas opções cirúrgicas, nenhuma técnica isolada se mostrou universalmente superior, e a traqueostomia ainda é necessária em muitos casos. Conclui-se que o tratamento deve ser individualizado, equilibrando permeabilidade da via aérea e qualidade vocal. 
The relation of recurrent laryngeal nerve to inferior thyroid artery and extralaryngeal nerve branching may increase the risk of vocal cord paralysis in thyroidectomy Aygun et al., 2024 Avaliar retrospectivamente o risco de paralisia do nervo laríngeo recorrente (NLR) em caso de suas variações anatômicas. Como resultado, entre as variáveis avaliadas no estudo, a ramificação extralaríngea do nervo laríngeo recorrente (NLR) relacionada à anatomia do e a relação anatômica entre o NLR da artéria tireoidiana inferior (ATI)foram identificadas como potenciais fatores de risco independentes para paralisia das cordas vocais (PCV) pós-operatória. O cruzamento anterior da ATI pelo NLR e a ramificação do NLR são variações anatômicas frequentes, aumentando o risco de PCV em tireoidectomias, que não podem ser previstas no pré-operatório.. 
Vocal Cord  Paralysis after  Repair of Esophageal Atresia Koivusalo et al., 2024 Avaliar a incidência, fatores de risco e morbidade da VCP após o reparo da atresia esofágica (EA). O reparo da EA está associado a um risco considerável de VCP e morbidade associada. A cirurgia de EA cervical aumentou significativamente o risco de VCP. VCP bilateral podem eventualmente requerem cirurgia de expansão laringotraqueal. 
Surgical  Treatments of Pediatric  Bilateral Vocal Fold Paralysis: A Systematic Review Nemry e Lechien, 2024 Revisar a literatura atual sobre tratamentos cirúrgicos para paralisia bilateral das pregas vocais em crianças O tratamento da paralisia das pregas vocais pode envolver diversos procedimentos cirúrgicos temporários ou permanentes, associados a melhorias subjetivas gerais dos sintomas e das alterações laríngeas. O desenho retrospectivo dos estudos, o pequeno número de participantes, a ausência de desfechos objetivos e as diferenças entre as equipes quanto ao momento e às características dos procedimentos limitam a possibilidade de conclusões confiáveis sobre a superioridade de uma técnica em relação às outras. 
Surgical interventions for pediatric unilateral vocal fold paralysis: a systematic  review and meta-analysis Aires, Marinho e Vasconcelo s, 2021 Avaliar os resultados da laringoplastia injetável (IL) e reinervação laríngea para o tratamento da Paralisia Unilateral de Pregas Vocais (PPVU) pediátrica, especialmente na deglutição e na qualidade da voz. Estudos de coorte retrospectivos sugerem que a laringoplastia por injeção e a reinervação são eficazes na melhora da deglutição e da voz em crianças com PPVU. Houve evidência clínica de melhora na metanálise da escala MPT e GRBAS em pacientes submetidos à reinervação. 
Right Vocal  Cord Paralysis Caused by Histoplasmosis: A Case Report Diaz et al., 2023Relatar uma apresentação incomum de disfonia devido à paralisia da prega vocal direita causada por linfadenopatia mediastinal por histoplasmose. Um outro relato de caso na literatura relatou paralisia de prega vocal esquerda relacionada à histoplasmose. Este primeiro caso de paralisia de prega vocal direita foi extremamente incomum e não é frequentemente incluído no diagnóstico diferencial de paralisia das pregas vocais. 
Bilateral Vocal Cord Paralysis Requiring Longterm Tracheostomy  After SARS-CoV-2 Infection Larrow e Hartnick, 2024 Relatar caso de paralisia bilateral de pregas vocais em adolescente após COVID-19. O relato de caso evidenciou que a infecção por SARS-CoV-2 pode desencadear complicações neurológicas graves, incluindo a paralisia bilateral das pregas vocais. A necessidade de traqueostomia de longa duração reforça a importância do acompanhamento respiratório e otorrinolaringológico em pacientes pós-COVID, principalmente em casos com sintomas persistentes. 
Vocal Cord Paralysis (VCP) in Pediatric Chiari Malformation: A Systematic  Review and Meta-analysis Vilarello et al., 2024 Caracterizar melhor os fatores prognósticos que podem predizer a gravidade dos sintomas e a resolução da VCP congênita em crianças com malformação de Arnold-Chiari Esta metanálise sugere um prognóstico mais desfavorável naqueles com sintomas de início precoce, reforçando os achados de séries de casos anteriores. Estudos prospectivos adicionais são necessários para elucidar a história natural e a utilidade da intervenção precoce em crianças com paralisia das pregas vocais secundária à malformação de Chiari. 
Modulation of BrainstemCortical  Pathways by Injection Laryngoplasty in Unilateral Vocal Fold Paralysis: A Longitudinal  Diffusion MRI Case Study Dedry et al., 2025 Investigar o papel potencial da laringoplastia por injeção com ácido hialurônico no suporte à reinervação espontânea e na recuperação da mobilidade das pregas vocais após paralisia unilateral das pregas vocais (PUPF).  Embora limitado a um único caso, as melhorias bilaterais observadas na integridade do trato motor, refletidas pelo aumento da anisotropia fracionada (FA) logo após a injeção de ácido hialurônico, sugerem uma possível resposta neuroplástica, particularmente nas projeções corticobulbares. Esses achados indicam que a laringoplastia por injeção precoce pode promover alterações estruturais adaptativas nas vias motoras envolvidas na fonação, potencialmente favorecendo a reinervação após paralisia unilateral das cordas vocais. 
Unilateral Vocal Fold Paralysis and Voice Therapy: Does Age Matter? A Prospective Study With 100 Consecutive Patients Santos et al., 2021 Avaliar influência da idade na resposta à fonoterapia em paralisia unilateral de prega vocal. O estudo demonstrou que a terapia vocal é benéfica em todas as faixas etárias, incluindo pacientes idosos. No entanto, observou-se que a magnitude da melhora varia com a idade, indicando que pacientes mais jovens tendem a apresentar respostas mais rápidas e robustas. Conclui-se que a idade não deve ser vista como fator limitante para a indicação da fonoterapia. 
Ultrasound Visualization of the Recurrent Laryngeal  Nerve: A Prospective Clinical Validation Study Yao et al., 2025Otimizar uma abordagem transtireoidiana lateral usando ultrassonografia de alta resolução (HRUS) para visualização do nervo laríngeo recorrente (NLR). A visualização eficaz do NLR pode ser alcançada usando uma abordagem transtireoidiana lateral via HRUS. A localização precisa, a predição da variação anatômica e a invasão do NLR proporcionam vantagens significativas no tratamento individualizado, planejamento cirúrgico e proteção nervosa de pacientes com lesões tireoidianas. 
Laryngeal Structural  Dysphagia in Children Keane,  Leeper e Drake, 2024 Revisar as causas estruturais laríngeas associadas à disfagia em crianças, descrevendo a fisiopatologia, os métodos diagnósticos. A disfagia laríngea estrutural infantil é frequentemente subdiagnosticada e requer uma avaliação multidisciplinar, envolvendo otorrinolaringologistas, fonoaudiólogos e radiologistas. O uso combinado de videolaringoscopia, endoscopia flexível e exames de imagem aumenta a precisão diagnóstica, permitindo identificar anomalias como laringomalácia, estenose subglótica e paralisia de pregas vocais.  
Vocal fold lateralization by percutaneous suture (PVFL) in children: A systematic review. Carneiro et al., 2025 Identificar, selecionar, avaliar e sintetizar as evidências relevantes disponíveis para definir se a PVFL é eficaz em evitar a traqueostomia, bem como se é eficaz em permitir a decanulação de crianças já traqueostomizadas. Secundariamente, foram avaliadas a qualidade vocal, as complicações e a reversibilidade do procedimento. A PVFL mostra-se um procedimento eficaz e seguro, com altas taxas de prevenção da traqueostomia, possibilidade de decanulação e baixo grau de invasividade, sendo aplicável em casos de paralisia bilateral de pregas vocais, inclusive em recém-nascidos e lactentes. Contudo, são necessários estudos controlados e de longo acompanhamento, com desfechos objetivos sobre disfonia, deglutição e complicações tardias. Ensaios clínicos randomizados e multicêntricos podem ampliar a evidência comparando a PVFL à traqueostomia e a outras técnicas endoscópicas. 
Manejo de la parálisis bilateral de las cuerdas vocales Velásquez, 2025 Analisar os diferentes tratamentos  conhecidos para o manejo da paralisia bilateral das cordas vocais. As evidências dos estudos selecionados mostram um efeito consistente a favor do tratamento cirúrgico, visando melhorar a função respiratória e a decanulação, com pouca perda na qualidade da voz ou da deglutição; no entanto, nenhuma das técnicas cirúrgicas descritas mostrou melhores resultados respiratórios e funcionais do que as outras. A decisão sobre qual cirurgia realizar ainda deve ser tomada com base no julgamento do otorrinolaringologista e levando em consideração as necessidades ou preferências do paciente, buscando melhorar sua qualidade de vida. 
Research on automatic assessment of the severity of unilateral vocal cord paralysis based on Melspectrogram and convolutional neural networks Ma et al., 2025Desenvolver uma plataforma alimentada por IA usando análise de espectrograma Mel e redes neurais convolucionais para automatizar a avaliação da gravidade da paralisia unilateral das pregas vocais por meio da análise de voz, fornecendo uma base objetiva para planos de tratamento clínico individualizados. Este estudo demonstra o potencial da análise de voz não invasiva baseada em aprendizado profundo para classificação precisa da gravidade da paralisia unilateral das pregas vocais. O método proposto oferece uma ferramenta clínica promissora para auxiliar os médicos na avaliação da doença e no planejamento personalizado do tratamento. 
Predictors of Voice Improvement After Intracordal Trafermin  Injection in  Vocal Fold Paralysis Hasegawa et al., 2025 Identificar fatores que predizem melhora vocal após injeção de trafermin. A pesquisa concluiu que características clínicas e vocais pré-tratamento, como o grau de fechamento glótico e parâmetros acústicos iniciais, são preditores importantes do sucesso da terapia. Dessa forma, a seleção adequada dos pacientes pode aumentar a taxa de resposta positiva, otimizando o uso do trafermin como intervenção minimamente invasiva. 
Oral Corticosteroids in Vocal Fold Paralysis After Thyroid Surgery: A Randomized Clinical Trial. CarvajalAlegria et al., 2025 Avaliar a eficácia de um tratamento com corticoide oral de 7 dias na remobilização de pregas vocais em pacientes com paralisia das pregas vocais unilateral após tireoidectomia ou cirurgia de paratireoide. Os resultados deste ensaio clínico randomizado sugerem que os corticosteróides orais não melhoram a remobilização das pregas vocais ou melhoram a qualidade da voz em pacientes com paralisia das pregas vocais unilateral pós-operatória. A fonoaudiologia continua sendo essencial no manejo da paralisia das pregas vocais pós-operatórias. 
Laryngeal Reinnervation Techniques for Unilateral Vocal Fold Paralysis—Clinical  Outcomes and Surgical Approaches: A Systematic  Review and Meta-Analysis Guarino et al., 2025 Avaliar sistematicamente os resultados clínicos e as abordagens cirúrgicas empregadas para a reinervação laríngea na paralisia unilateral das pregas vocais, utilizando parâmetros objetivos e subjetivos. A meta-análise revelou que as técnicas de reinervação resultaram em melhorias significativas tanto nos parâmetros objetivos da voz (como tempo máximo de fonação) quanto nos índices subjetivos de qualidade vocal relatados pelos pacientes. O estudo conclui que a reinervação é uma abordagem eficaz e duradoura, representando uma alternativa sólida às técnicas de medialização. 
Management of bilateral vocal folds immobility. Alnemr et al., 2024 Avaliar as estratégias diagnósticas e terapêuticas para imobilidade bilateral das pregas vocais (BVFI/BVFP), considerando suas variadas etiologia A imobilidade bilateral das pregas vocais é condição complexa que exige avaliação detalhada (história clínica, laringoscopia, eletromiografia laríngea, exames de imagem com TC e/ou RNM). Em crianças pode haver recuperação espontânea > 50%, sugerindo observação antes de intervenções agressivas. 
Pediatric vocal fold paresis and paralysis: A narrative review. Ridgway et al., 2021 Discutir as condições neurológicas e as considerações diagnósticas e de tratamento na paralisia das pregas vocais pediátricas. A neuroanatomia e a neurofisiologia da paralisia das pregas vocais permanecem mais evasivas para a população pediátrica do que para os adultos. A pesquisa básica e clínica é necessária para compreender completamente a complexidade desse distúrbio do movimento laríngeo e para melhor informar e padronizar a prática clínica.

Fonte: Dados da Pesquisa, 2025. 

Verificou-se uma predominância de estudos publicados nos últimos dois anos, evidenciando o crescente interesse científico pela temática. Os anos de 2024 e 2025 destacaram-se com oito artigos, representando o maior número de publicações incluídas na amostra. Em seguida, o ano de 2021 apresentou três estudos, indicando continuidade e consolidação das pesquisas recentes. Por fim, o ano de 2023 contribuiu com um artigo, o que, embora em menor proporção, reforça a constância da produção científica sobre o tema ao longo do período analisado. 

4. DISCUSSÃO 

A causa da paralisia de prega vocal deve ser sempre investigada. De acordo com Lechien, Hans e Mau (2024), as causas iatrogênicas permanecem as mais prevalentes, destacando-se as lesões do nervo laríngeo recorrente (NLR) decorrentes de cirurgias cervicais, especialmente tireoidectomias. Koivusalo et al., (2024) descreveram ocorrência de paralisia de pregas vocais em pacientes pediátricos submetidos a reparo de atresia esofágica, destacando a gravidade da obstrução respiratória nesses casos. Esse tipo de lesão representa um dos principais desafios clínicos na otorrinolaringologia e cirurgia de cabeça e pescoço. Aygun et al., (2024) complementam que variações anatômicas do nervo, como a ramificação extralaríngea e o cruzamento da artéria tireoidiana inferior, aumentam substancialmente o risco de lesão durante procedimentos cirúrgicos, reforçando a importância de mapeamento intraoperatório detalhado e técnicas de monitorização neural. 

Outros estudos demonstram que as causas não iatrogênicas também desempenham papel relevante. Diaz et al., (2023) relataram casos de paralisia secundária a processos infecciosos, como histoplasmose mediastinal, enquanto Larrow e Hartnick (2024) observaram paralisia bilateral associada à infecção por SARS-CoV-2, apontando para possíveis mecanismos neurológicos e inflamatórios.  

Além disso, Vilarello et al., (2024) indicam que malformações congênitas, como a síndrome de Arnold-Chiari, podem estar associadas à paralisia laríngea em casos pediátricos, evidenciando a amplitude etiológica do distúrbio. Dedry et al., (2025) ressaltam ainda que cerca de 10 a 20% dos casos são considerados idiopáticos, provavelmente relacionados a mecanismos microvasculares ou inflamatórios subclínicos, sendo necessária reavaliação periódica com eletromiografia laríngea para monitorar a recuperação funcional. 

Em relação às manifestações clínicas, os sintomas variam conforme o tipo e o grau de comprometimento da mobilidade glótica. Na paralisia em abdução, as pregas vocais permanecem afastadas, resultando em voz soprosa e em um aumento do risco de aspiração traqueal do alimento. Por outro lado, na paralisia em adução, as pregas ficam próximas à linha média, comprometendo principalmente a respiração do paciente. Se a imobilidade é bilateral, os sintomas são mais intensos. A paralisia de prega vocal em adução bilateral, por exemplo, pode levar à dispneia e estridor, podendo causar obstrução grave da via aérea e demandar intervenção cirúrgica. 

Segundo Santos et al., (2022), a paralisia unilateral é a mais comum. A paralisia em abdução unilateral se manifesta comumente por disfonia, fadiga vocal e aspiração leve, com impacto variável conforme a compensação da prega contralateral. Já a paralisia bilateral em adução tende a causar dispneia, estridor e risco de insuficiência respiratória. 

Nemry e Lechien (2024) acrescentam que, em crianças, a paralisia em adução bilateral pode causar apneia e cianose, exigindo avaliação detalhada e monitoramento contínuo. Aires, Marinho e Vasconcelos (2021) observaram que a relação entre o tipo de paralisia e a gravidade dos sintomas não é linear, sendo influenciada por fatores individuais, como idade, comorbidades respiratórias e capacidade de adaptação muscular. Essa variabilidade clínica reforça a necessidade de uma avaliação funcional detalhada da laringe, com o objetivo de planejar intervenções específicas. 

Quanto aos métodos diagnósticos, a literatura recente evidencia a importância da integração de diferentes técnicas. Lechien, Hans e Mau (2024) e Aygun et al., (2024) destacam a videolaringoscopia como exame fundamental para identificação do padrão de mobilidade glótica e avaliação do fechamento laríngeo. Yao et al., (2025), indicam que a ultrassonografia de alta resolução vem sendo utilizada como alternativa não invasiva na detecção de movimentos laríngeos, principalmente em pacientes pediátricos e em situações em que a laringoscopia é contraindicada. A eletromiografia laríngea tem se mostrado uma ferramenta valiosa para diferenciar a paralisia verdadeira da fixação articular, auxiliando na previsão de recuperação funcional. 

Keane, Leeper e Drake (2024) reforçam o papel dos exames de imagem como a tomografia computadorizada e a ressonância magnética na avaliação da via neural completa, desde o tronco encefálico até o nervo laríngeo recorrente (incluindo, portanto, avaliação do crânio, pescoço e tórax). A utilização combinada dessas ferramentas diagnósticas permite identificar tanto causas centrais quanto periféricas, ampliando a precisão na determinação etiológica. Dessa forma, a abordagem diagnóstica deve ser abrangente, integrando aspectos clínicos, endoscópicos e neurológicos.  

No que se refere ao tratamento da PPV, há consenso entre os autores de que a escolha terapêutica deve ser individualizada, considerando a etiologia, o tempo de evolução e a condição geral do paciente. Carneiro et al., (2025) apontam a tireoplastia tipo I como técnica de referência para paralisia em abdução unilateral estável, com resultados consistentes na melhora da qualidade vocal e redução do risco de aspiração.  

O procedimento tireoplastia tipo I consiste na medialização da prega vocal com implante de silicone ou material biocompatível, reposicionando-a em direção à linha média. Entre suas vantagens destacam-se a melhora imediata da voz, a redução do risco de aspiração e a preservação da função respiratória. É considerada uma técnica duradoura, com resultados previsíveis, sendo indicada como primeira opção em pacientes adultos com paralisia unilateral estável. Suas limitações incluem a menor eficácia em casos de paralisias bilaterais graves, a necessidade de experiência cirúrgica especializada e maior invasividade em comparação com técnicas de injeção intracordal (Carneiro et al., 2025; Velásquez, 2025). 

Segundo Hasegawa et al., (2025), outra forma de tratamento para paralisia em abdução é a laringoplastia de injeção, que consiste na aplicação de substâncias biocompatíveis, como o ácido hialurônico ou o colágeno, com o objetivo de medializar temporariamente a prega vocal, promovendo melhor fechamento glótico, redução do risco de aspiração e melhora da qualidade vocal. Trata-se de um procedimento minimamente invasivo, realizado por via percutânea ou por laringoscopia de suspensão, indicado especialmente para pacientes que necessitam de intervenção rápida, não são candidatos a cirurgias mais complexas ou se encontram em fase recente da paralisia. 

Entre as vantagens da laringoplastia de injeção, destacam-se a rápida recuperação, o baixo risco cirúrgico, a possibilidade de ajustes progressivos da medialização e a repetibilidade do procedimento. No entanto, seus efeitos costumam ser temporários, com duração de alguns meses, e apresentam limitações em casos de paralisias bilaterais graves (Ma et al., 2025). 

Recentemente, estudos têm ampliado as possibilidades terapêuticas da laringoplastia de injeção por meio da associação de diferentes substâncias, como o ácido hialurônico e o trafermin. Este último é um fator de crescimento derivado de fibroblastos (FGF-2), com propriedades angiogênicas e neurotróficas, capaz de estimular a regeneração nervosa e muscular da prega vocal. Hasegawa et al., (2025) identificaram que características clínicas e vocais pré-tratamento, como o grau de fechamento glótico e os parâmetros acústicos iniciais, são preditores relevantes do sucesso terapêutico com a injeção intracordal de trafermin. O estudo demonstrou resultados promissores na recuperação da mobilidade glótica e na melhora da qualidade vocal, especialmente em casos de paralisia unilateral em adução, configurando-se como uma alternativa menos invasiva e potencialmente regenerativa quando comparada às abordagens tradicionais. Assim, o uso combinado do ácido hialurônico, pela sua ação volumizadora imediata, e do trafermin, pelos seus efeitos regenerativos, representa um avanço significativo na busca por resultados funcionais mais duradouros e eficazes na reabilitação vocal (Carvajal-Alegria et al., 2025) 

Entretanto, nas paralisias bilaterais em adução, o desafio terapêutico permanece o equilíbrio entre a respiração e a fonação. Guarino et al., (2025) destacam o sucesso da cordotomia posterior, que aumenta o espaço glótico, permitindo uma decanulação segura. Além disso, Alnemr et al., (2024) apontam a aritenoidectomia parcial como uma alternativa eficaz para casos de obstrução respiratória grave, embora reconheçam o risco de aspiração e perda de qualidade vocal. Carneiro et al., (2025) e Keane, Leeper e Drake (2024) ainda mencionam a lateralização percutânea das pregas vocais, uma técnica reversível que preserva a fonação, especialmente indicada em crianças ou pacientes com potencial de recuperação neural. 

Nesse contexto, as abordagens combinadas têm se mostrado promissoras para otimizar os resultados funcionais. Ridgway et al., (2021) demonstram que o uso de polissonografia e espirometria é útil no monitoramento da função respiratória, auxiliando na definição do momento ideal para intervenção cirúrgica. Além disso, Santos et al., (2022) reforçam a importância da fonoaudiologia em todas as fases do tratamento, desde a prevenção de compensações inadequadas até a recuperação da função vocal, destacando seu papel fundamental no processo de reabilitação. 

De forma geral, as evidências mostram uma evolução significativa no manejo da paralisia de pregas vocais, marcada pela integração entre diagnóstico de alta precisão e estratégias regenerativas. O manejo contemporâneo da PPV deve ser multiprofissional, envolvendo otorrinolaringologistas, cirurgiões de cabeça e pescoço, neurologistas e fonoaudiólogos, com o objetivo de restabelecer a função vocal e respiratória do paciente. 

5. CONCLUSÃO 

A paralisia das pregas vocais representa uma condição clínica complexa que pode impactar significativamente a função respiratória, a deglutição e/ou a qualidade vocal dos pacientes. A análise da literatura evidencia que não existe uma técnica cirúrgica única capaz de atender de forma ideal todos os casos, sendo fundamental a individualização do tratamento com base na etiologia, extensão da paralisia, idade, condição respiratória pré-existente e expectativas do paciente. As principais causas incluem lesões iatrogênicas (com destaque para lesões do nervo laríngeo recorrente após tireoidectomias), idiopáticas, infecções (como a COVID-19), anomalias vasculares e malformações congênitas, o que evidencia a importância da investigação etiológica detalhada para orientar o planejamento terapêutico. 

A principal contribuição do estudo está na sistematização e atualização do conhecimento sobre a paralisia de pregas vocais, incorporando evidências recentes e destacando abordagens terapêuticas eficazes tanto para as paralisias em abdução (como tireoplastia tipo I e laringoplastia de injeção) como para as paralisias em adução (como cordotomia posterior, aritenoidectomia parcial e lateralização percutânea das pregas vocais). A inclusão de casos raros e etiologias não convencionais amplia a compreensão sobre a complexidade da PPV, ressaltando a importância de diagnóstico precoce, intervenção individualizada e acompanhamento multiprofissional, para otimizar a recuperação funcional e os desfechos clínicos dos pacientes. 

Uma das principais limitações deste estudo é a escassez de pesquisas disponíveis sobre a paralisia de pregas vocais, especialmente ensaios clínicos randomizados e estudos longitudinais. A maioria dos artigos revisados apresenta desenhos observacionais ou relatos de caso, o que dificulta a comparação direta entre diferentes abordagens terapêuticas e limita a generalização dos achados.  

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1Graduanda do Curso de Medicina do Centro Universitário Tecnológico de Teresina (UNI-CET). E-mail: mylanavilarinho@gmail.com
2Graduando do Curso de Medicina do Centro Universitário Tecnológico de Teresina (UNI-CET). E-mail: vilsonfilho10@hotmail.com
3Residência médica em Otorrinolaringologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) e Fellow de Cirurgia de Ouvido e Base Lateral de Crânio no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP).
4Professora do Curso de Medicina do Centro Universitário Tecnológico de Teresina (UNI-CET). Pós Doutora em Enfermagem Fundamental pela Universidade de São Paulo. Doutora em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Piauí. Mestre em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Piauí. E-mail: adeliaoliveira091127@gmail.com
5Professora do Curso de Medicina do Centro Universitário Tecnológico de Teresina (UNI-CET). Residência médica em Otorrinolaringologia pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Especialista em Otorrinolaringologia pela Associação Médico Brasileira/ Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial. Fellowship em Otorrinopediatria na Universidade Federal de São Paulo E-mail: mncsantos@gmail.com