THE USE OF THE SIX THINKING HATS TECHNIQUE IN THE UNIVERSITY SCHOOL ENVIRONMENT: A CASE STUDY
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cs10202507231316
João Cursino1
Claudio Alexandre de Souza2
RESUMO
A criatividade e o pensamento crítico são competências cada vez mais valorizadas no contexto educacional, especialmente no ensino superior. A técnica dos Seis Chapéus do Pensamento, desenvolvida por Edward de Bono (2008), propõe uma abordagem estruturada e dinâmica para a resolução de problemas, contribuindo significativamente para o desenvolvimento dessas competências em ambientes universitários. Este estudo foca na aplicação da técnica dos Seis Chapéus do Pensamento em uma turma do primeiro período do curso de Ciências Contábeis, composta por 16 estudantes com média de idade de 21 anos, sendo 9 do sexo masculino e 7 do sexo feminino, em uma universidade particular. O objetivo geral da pesquisa é analisar se a técnica dos Seis Chapéus do Pensamento pode contribuir para o desenvolvimento do potencial criativo de estudantes universitários em um contexto de ensino superior. Trata-se de um estudo de caso com abordagem qualitativa e descritiva. A técnica foi ensinada, e aplicada em atividades práticas tendo 16 alunos como participantes. Após a vivência, os estudantes responderam a questionários e realizaram autoavaliações quanto ao desenvolvimento de suas capacidades criativas e colaborativas. A aplicação da técnica mostrou-se eficaz no estímulo à criatividade e na organização do raciocínio coletivo. Os alunos relataram maior clareza na exposição de ideias, melhoria na escuta ativa e aumento da participação durante os debates. A técnica também favoreceu o trabalho em equipe e a tomada de decisões de forma mais estruturada e colaborativa, indicando seu potencial como ferramenta metodológica no ensino superior.
Palavras-chave: Criatividade, Ambiente Escolar, Processo Educativo. Mercado de trabalho.
ABSTRACT
Creativity and critical thinking are increasingly valued skills in educational settings, especially in higher education. The Six Thinking Hats technique, developed by Edward de Bono (2008), proposes a structured and dynamic approach to problem-solving, significantly contributing to the development of these skills in university settings. This study focuses on the application of the Six Thinking Hats technique to a first-year Accounting class of 16 students with an average age of 21, 9 males and 7 females, at a private university. The overall objective of the research is to analyze whether the Six Thinking Hats technique can contribute to the development of the creative potential of university students in a higher education context. This is a case study with a qualitative and descriptive approach. The technique was taught and applied in practical activities with 16 students as participants. After the experience, the students answered questionnaires and performed self-assessments regarding the development of their creative and collaborative capabilities. The technique proved effective in stimulating creativity and organizing collective reasoning. Students reported greater clarity in expressing ideas, improved active listening, and increased participation during debates. The technique also favored teamwork and more structured and collaborative decision making, indicating its potential as a methodological tool in higher education.
Keywords: Creativity, School Environment, Educational Process. Job Market.
1. INTRODUÇÃO
No contexto educacional atual, a criatividade passou a ser reconhecida não mais como uma característica restrita às artes, mas como uma habilidade fundamental em múltiplas áreas do conhecimento, incluindo as ciências exatas e aplicadas, como a Contabilidade. E que a criatividade pode ser incentivada e desenvolvida pelo docente.
Segundo (Alencar et al., 2001), analisaram o ensino universitário, constatando ineficiência quanto à promoção da criatividade, o não encorajamento do pensamento criativo e independente, a ênfase na memorização e na reprodução de conhecimento.
A importância do tema se evidencia diante das exigências do mercado de trabalho por profissionais que, além de domínio técnico, apresentem capacidade de inovação, pensamento crítico e habilidades colaborativas.
A criatividade passou a ser vista como um elemento crucial para a permanência e adaptação no ambiente profissional. Sua relevância no contexto laboral também foi destacada pela pesquisa de Melo (2001), ao afirmar que a criatividade representa um recurso valioso para os educadores atingirem as metas estabelecidas para suas aulas, superando os desafios enfrentados no processo de ensino.
Destacou-se a relevância da aplicação dessa abordagem em sala de aula pelo docente, tanto como forma de tornar o ensino de determinados conteúdos mais interessante e engajar os estudantes, quanto para fortalecer a interação entre professor e aluno, por meio de estratégias pedagógicas adotadas no processo educativo.
A delimitação do tema deste estudo se concentra na aplicação da técnica dos Seis Chapéus do Pensamento em um grupo de 16 estudantes do 1º período do curso de Ciências Contábeis de uma instituição de ensino superior.
A média de idade dos participantes foi de 21 anos, o que evidencia um público jovem, em início de trajetória acadêmica e em fase de desenvolvimento de habilidades fundamentais para sua formação profissional.
O objetivo geral da pesquisa é analisar se a técnica dos Seis Chapéus do Pensamento pode contribuir para o desenvolvimento do potencial criativo de estudantes universitários em um contexto de ensino superior.
Com essa abordagem, emerge a seguinte indagação orientadora desta investigação: a aplicação da técnica dos Seis Chapéus do Pensamento favorece o desenvolvimento da criatividade dos estudantes envolvidos, promovendo novas possibilidades para o aprimoramento de seu potencial criativo?
Como objetivos específicos, busca-se:
- Investigar a receptividade dos estudantes em relação à aplicação da técnica;
- Avaliar possíveis mudanças na argumentação e nas interações em grupo;
- Verificar a percepção dos alunos sobre o próprio nível de criatividade após a atividade;
- Refletir sobre a aplicabilidade da técnica no ensino superior, haja vista que é uma carência no âmbito universitário, Segundo (Alencar et al., 2001).
A metodologia adotada foi o estudo de caso, com abordagem qualitativa, utilizando instrumentos como aplicação prática da técnica em atividades pedagógicas e aplicação de questionários para coleta de percepções dos alunos. A análise dos dados ocorreu por meio da interpretação descritiva das respostas.
A pesquisa qualitativa caracteriza-se como um processo de interpretação e compreensão, não se contentando com a simples explicação das realidades. Desse modo, a realidade estudada pela pesquisa qualitativa não é uma realidade determinada, mas é construída por diferentes atores (Flick, 2004).
Como hipótese, parte-se do pressuposto de que a aplicação da técnica dos Seis Chapéus do Pensamento contribuirá significativamente para estimular a criatividade, melhorar a argumentação e ampliar a participação dos estudantes em sala de aula.
Conforme De Bono (2008), o maior obstáculo para um pensamento eficiente é a falta de estrutura das ideias, que surge quando sentimentos, dados, raciocínio, expectativas e imaginação se confundem.
A proposta do pensamento consiste em explorar uma ideia por vez, possibilitando que os envolvidos examinem uma questão a partir de variados pontos de vista. Caso tentemos acionar todos os elementos do raciocínio ao mesmo tempo, nossa eficácia em cada um deles será prejudicada. Em contrapartida, essa metodologia contribui para orientar e concentrar o raciocínio, estimulando diferentes modos de pensar conforme o tipo de chapéu utilizado.
A justificativa pessoal para a realização deste estudo está na busca por práticas pedagógicas mais envolventes e eficazes, que proporcionem um aprendizado significativo e estimulem o protagonismo estudantil.
Já a justificativa para a ciência reside na escassez de pesquisas aplicadas à área contábil que explorem métodos alternativos de ensino voltados ao desenvolvimento de habilidades socioemocionais e cognitivas.
Entre os principais resultados, identificou-se uma melhora na capacidade dos estudantes de expressar suas ideias, trabalhar em equipe, considerar diferentes pontos de vista e desenvolver soluções criativas para problemas apresentados.
A técnica se mostrou eficaz para promover engajamento e dinamismo no processo de aprendizagem. Este trabalho está estruturado em cinco partes: 1 Introdução, onde são apresentados os elementos iniciais da pesquisa; 2 Referencial Teórico, “os seis chapéus do pensamento”, ambiente escolar universitário e potencial criativo; 3 Metodologia, com a descrição dos procedimentos adotados na pesquisa; 4 Resultados e Discussões, com a análise dos dados obtidos; 5 Considerações Finais, com as conclusões e sugestões para futuras pesquisas.
2. Referencial Teórico
2.1 O ato de pensar constitui a mais valiosa ferramenta do ser humano De Bono (2008).
A obra Os Seis Chapéus do Pensamento, escrita por Edward de Bono em 1933, foi traduzida por William Lagos e publicada no Rio de Janeiro pela editora Sextante, em 2008. O ato de pensar constitui a mais valiosa ferramenta do ser humano, e nunca devemos nos acomodar com relação a essa nossa capacidade essencial.
Independentemente do nível de competência que tenhamos alcançado, o ideal é manter o desejo constante de evolução. De modo geral, as únicas pessoas que se acomodam em relação a essa habilidade são aquelas com pensamento limitado, ou seja, que acreditam que a função do raciocínio é apenas confirmar que estão corretas, buscando apenas a própria satisfação.
Segundo De Bono (2008), não importa a que grau de excelência tenhamos chegado, o ideal é que queremos sempre melhorar. Em geral, as únicas pessoas que se dão por satisfeitas com essa capacidade são aquelas que têm um raciocínio pobre, ou seja, que acreditam que o propósito do pensamento é demonstrar que elas estão certas, para o seu próprio contentamento.
Contudo, esse comportamento visa apenas confirmar que estão certas para satisfazer o próprio ego. Quando adotamos uma visão restrita sobre nossa competência em uma área específica, deixamos de buscar aprimoramento em outros domínios do conhecimento.
O maior obstáculo ao pensar com clareza é a confusão, já que o processo mental envolve diversos elementos simultaneamente. Sentimentos, dados, raciocínios, expectativas e imaginação acabam se misturando internamente, como se estivéssemos tentando equilibrar malabares com bolas demais ao mesmo tempo.
De acordo com De Bono (2008), o que mais dificulta o pensamento é a confusão, pois ele envolve muitos aspectos ao mesmo tempo. Emoções, informações, lógicas, esperança e criatividade, tudo isso fica emaranhado dentro de nós, como se estivéssemos tentando fazer malabarismo com um número excessivo de bolas.
No livro, De Bono propõe uma ideia simples que nos possibilita focar em um aspecto de cada vez. Passamos a ter condições de distinguir emoção de lógica, criatividade de informação, entre outros elementos. Esse é o princípio dos seis chapéus do pensamento. Ao “vestirmos” um dos chapéus, estamos direcionando e delimitando o tipo de raciocínio a ser utilizado.
Segundo De Bono (2008), o que ele recomenda por meio do livro, é um conceito simples, que nos permite executar uma coisa de cada vez. Possamos ser capazes de separar a emoção da lógica, a criatividade da informação, e assim por diante. Esse é o conceito dos seis chapéus do pensamento. Quando colocamos um deles, estamos definindo, determinando o tipo de pensamento.
“A técnica dos seis chapéus do pensamento nos possibilita orientar o raciocínio da mesma forma que um maestro conduz uma orquestra, tendo a liberdade de acionar o instrumento mental que desejarmos no momento apropriado” De Bono (2008, p. 9).
Um animal localizado na savana africana ouve um ruído ao longe; prontamente, todos os seus centros neurais voltados para a identificação de ameaças são acionados. O animal (predador), é percebido assim que surge entre a vegetação. Essa resposta rápida permite que o animal fuja a tempo. Esse processo de alerta sensorial representa um aspecto essencial do funcionamento cerebral e ajuda a compreender por que ele opera com tanta eficácia, de acordo com De Bono, (2008).
Não há como fazer com que esse órgão responda a múltiplas direções ao mesmo tempo. É justamente por isso que o método dos seis chapéus se mostra indispensável. Ele viabiliza que o cérebro amplie sua receptividade a diferentes temas em tempos separados, jamais de maneira simultânea, De Bono (2008).
No cenário educacional contemporâneo, a criatividade deixou de ser vista como uma competência exclusiva das artes e passou a ser valorizada como uma aptidão essencial em diversas disciplinas. Além disso, reconhece-se que essa habilidade pode ser estimulada e aprimorada pelo professor ao longo do processo de ensino (Alencar et al., 2001).
2.2 Ambiente Escolar: a necessidade de se pensar de forma criativa e inovadora.
Diante de tantas inovações e das constantes mudanças no mundo, ampliou-se o interesse por estudos voltados à criatividade, valorizando o inusitado, o distinto e a procura por alternativas para enfrentar os diversos problemas e desafios existentes.
Conforme Alencar e Fleith (2003a), a exigência de adotar um pensamento criativo e inovador tem motivado diversos sistemas de ensino ao redor do mundo a repensarem o papel e a importância atribuídos ao estímulo das capacidades criativas no ambiente educacional.
Destacam também que as iniciativas nessa direção ainda são limitadas, embora a criatividade represente uma aptidão inerente ao ser humano, não sendo um fenômeno puramente cognitivo nem restrito a determinados indivíduos. Contudo, seu aprimoramento está condicionado a diversos elementos, tanto internos quanto relacionados ao ambiente sociocultural em que a pessoa está inserida e com o qual interage.
É igualmente necessário que os cursos de formação docente, oferecidos pelas instituições de ensino superior, sensibilizem os futuros educadores quanto à relevância da criatividade tanto para seu próprio desenvolvimento quanto para a formação dos estudantes. A criatividade deve ser integrada como ferramenta essencial no processo de ensino-aprendizagem e como elemento central para gerar respostas inovadoras e soluções diante das exigências do novo cenário global.
A prática educacional precisa acompanhar a constante evolução e as transformações do mundo contemporâneo. Educadores com perfil criativo tendem a transmitir esse mesmo espírito aos seus estudantes; é responsabilidade deles incentivar as capacidades criadoras dos alunos, colaborando para que se tornem indivíduos criativos no futuro.
Diversos elementos influenciam para que os docentes desenvolvam a criatividade, sendo especialmente relevante que, durante sua formação, tenham sido incentivados a pensar de forma criativa e sensibilizados quanto à relevância da criatividade no desenvolvimento humano, além de terem tido contato com metodologias de ensino que favoreçam o estímulo ao pensamento criativo.
Porém, conforme aponta Libâneo (1998), as universidades não preparam adequadamente os futuros docentes, deixando de desenvolver as competências essenciais para lidar com as transformações do mundo contemporâneo. Ao carecerem de certas habilidades e capacidades durante sua formação, esses professores acabaram, por consequência, oferecendo uma formação deficiente aos seus alunos.
A maioria dos docentes do ensino superior, em sua rotina diária, se limita à mera transmissão de conteúdos, sem dar ênfase a uma abordagem de ensino que estimule a reflexão e o pensamento crítico.
“Além disso, deixam de orientar os estudantes sobre os diferenciais sutis do conhecimento aquilo que apenas aqueles que se permitiram explorar a imaginação e a criatividade conseguem alcançar” (Rosas, 1987, p. 123).
Diversos estudiosos, conforme Alencar (2001), investigaram o ensino superior e identificaram sua ineficácia em fomentar a criatividade, a ausência de incentivo ao pensamento original e autônomo, além da predominância de práticas voltadas à memorização, e à repetição de conteúdos.
A mesma autora (1997), em um estudo sobre o grau em que a criatividade era fomentada no ambiente universitário, verificou que, na visão dos estudantes de ensino superior participantes, seus docentes ofereciam pouco incentivo a variados aspectos da criatividade, demonstravam baixa originalidade e empregavam abordagens e métodos de ensino igualmente pouco criativos em sala de aula.
O potencial criativo dos discentes, a percepção que eles têm de sua própria capacidade criativa, os métodos pedagógicos empregados que favorecem o florescimento da criatividade estudantil, e os obstáculos ao seu desenvolvimento em sala de aula.
2.3 Potencial criativo, Novas Perspectivas Teóricas sobre Criatividade.
O mundo contemporâneo, apesar do vasto progresso tecnológico, científico, industrial e em inúmeros outros campos, confronta-se com questões prementes como problemas ambientais, de saúde e de desarranjo social, entre outros. Essa conjuntura demanda inventividade na procura por soluções.
O mercado de trabalho atual procura indivíduos inventivos que consigam inovar, agir com celeridade, originalidade e competência, superando a mera concorrência. Conforme enfatiza De Bono (1994), não é suficiente apenas competir; é crucial desenvolver o que ele chama de “sur/petição”, isto é, ir além da competição e apresentar um diferencial marcante.
Essa perspectiva é igualmente defendida por Kim e Mauborgne (2001), que enfatizam que as organizações, em vez de se restringirem aos limites convencionais que definem sua área de atuação, necessitam transcender essas fronteiras para visualizar espaços inexplorados, os quais representam um vasto campo para a inovação.
Em paralelo a esse cenário global, surgem as teorias mais recentes sobre a criatividade: a Teoria do Investimento em Criatividade, proposta por Sternberg e Lubart (1996); o Modelo Componencial da Criatividade, desenvolvido por Amabile (1996); e a Perspectiva de Sistemas, de Csikszentmihalyi (1996).
De acordo com Alencar e Fleith (2003b), a criatividade é entendida como um fenômeno sociocultural. Eles ressaltam uma rede intrincada de interações entre as características do indivíduo e as influências da sociedade, essenciais para a expressão criativa. Além disso, os autores enfatizam a capacidade de desenvolver o potencial criativo que é inerente a todos os seres humanos, ainda que sua manifestação variem em tipo e intensidade, independentemente da idade, gênero ou condição social.
De acordo com a Teoria do Investimento em Criatividade, a capacidade criativa surge da interconexão de seis elementos distintos, que não devem ser analisados de forma isolada: inteligência, estilos intelectuais, conhecimento, personalidade, motivação e contexto ambiental.
O Modelo Componencial da Criatividade elucida como elementos cognitivos, motivacionais, sociais e de personalidade impactam o processo criativo. A Perspectiva de Sistemas concentra-se nos sistemas sociais e concebe a criatividade como um fenômeno que emerge da interação entre o criador e seu público, dependendo de três elementos fundamentais: o indivíduo, portador de uma herança genética e de suas próprias experiências; o domínio, que é um sistema simbólico com um conjunto de regras para representação do pensar e do agir e que, em síntese, é a cultura; o campo, parte do sistema social que tem o poder de determinar a estrutura do domínio, cuja maior função é preservá-lo como tal. Para Runco (2007), todo indivíduo possui a capacidade de ser criativo, mas nem todos a concretizam por não lhes serem proporcionadas oportunidades para desenvolvê-la. A criatividade, portanto, necessita ser praticada com persistência, e para isso existem métodos e estratégias de raciocínio que fomentam a expansão do potencial criativo (Alencar 2000a; Michalko, 2002; Virgolim, Fleith & Neves, Pereira, 2006).
Brandão, Alessandrini e Lima (1998), destacam que desenvolver o potencial criativo representa um grande desafio. Isso se deve ao fato de que o indivíduo precisa abandonar crenças antigas, ideias obsoletas e, em muitos casos, até mesmo valores arraigados, para que o novo possa emergir.
Contudo, é também uma conquista significativa. É por meio da intuição, da sensibilidade, da criação e da ação que o ser humano encontra sua essência mais profunda, alcançando a auto realização e manifestando a dimensão divina que reside em sua alma.
Para Michalko (2002), desenvolver o potencial criativo significa perceber o que ninguém mais enxerga, utilizando estratégias para ver e manifestar o próprio pensamento. Trata-se de refletir sobre o que ninguém mais está considerando, o que envolve abundância de ideias, a criação de novas conexões, a análise de perspectivas opostas, a exploração de novos domínios, a descoberta de métodos inovadores de busca e, por fim, o estímulo ao espírito de colaboração.
Considerando a importância de fomentar o potencial criativo do ser humano para que ele possa ser um agente de transformação do mundo e manifestar seu próprio progresso (Martínez, 1997), é crucial estar atento aos diversos elementos que impactam o desenvolvimento ou a restrição da criatividade.
É fundamental cultivar a capacidade criativa do ser humano para que ele possa ser um agente de progresso global e manifestar sua própria evolução (Martínez, 1997). Para isso, torna-se imperativo observar os múltiplos elementos que afetam o florescimento ou a supressão da criatividade.
3. METODOLOGIA
A presente investigação foi desenvolvida na instituição de ensino superior Uni América, localizada na cidade de Foz do Iguaçu / PR, município que integra a região da tríplice fronteira, fazendo divisa com “Ciudad del Este” (Paraguai) e “Puerto Iguazú” (Argentina).
A elaboração da pesquisa fundamentou-se em revisões de literatura previamente publicadas, especialmente artigos científicos relacionados ao tema da criatividade. Usando como base os referenciais teóricos: Os Seis Chapéus do Pensamento, Ambiente Escolar Universitário e Potencial Criativo.
A principal referência teórica adotada foi a obra Os Seis Chapéus do Pensamento, de Edward de Bono, originalmente publicada em 1933, traduzida por William Lagos e editada no Brasil pela Editora Sextante, no ano de 2008.
As fontes de consulta incluíram plataformas acadêmicas como o “Google Scholar”, “SciELO Brasil”, além de conteúdos disponíveis na “internet”. Para a organização e análise dos dados, foram utilizados recursos tecnológicos como os “softwares Microsoft Word e Excel”.
E o papel da metodologia consiste em explicar os processos estruturais utilizados para alcançar os objetivos elencados pelo pesquisador (Lakatos; Marconi, 2003).
A abordagem qualitativa consiste em um conjunto de métodos que buscam entender, de maneira aprofundada, a realidade social e humana, investigando as vivências, os sentidos atribuídos e os contextos nos quais os fenômenos se manifestam.
De acordo com Gil (2007), uma investigação que produz saberes, pode ser enquadrada como pesquisa aplicada. Esse tipo de pesquisa tem como objetivo principal solucionar questões práticas e gerar conhecimentos com utilidade imediata e direta para a realidade estudada.
No que se refere à abordagem do problema, o estudo é definido como de natureza qualitativa, isso porque associou interpretações de caráter indutivo, fundamentadas em pressupostos verídicos (qualitativos), à obtenção de dados e percepções por meio da coleta de opiniões e informações.
No que diz respeito aos métodos e procedimentos utilizados, a pesquisa configura-se como um estudo de caso, uma vez que, conforme Gil (2007), esse tipo de investigação consiste em uma análise empírica voltada à compreensão de um fenômeno atual inserido em seu ambiente real.
A metodologia adotada na pesquisa buscou investigar, a receptividade dos alunos em relação à técnica dos seis chapéus do pensamento, identificar mudanças na capacidade de argumentação e análise crítica após a aplicação da técnica, verificar se a metodologia contribuiu para a melhoria da participação e do trabalho em equipe, avaliar os efeitos da técnica, na resolução de problemas em contextos acadêmicos.
Segundo De Bono (2008), a maior dificuldade para um pensamento eficiente está na confusão mental gerada pela mistura de emoções, dados, lógica, expectativas e criatividade. Para lidar com esses obstáculos, a técnica dos Seis Chapéus do Pensamento propõe que se aborde uma ideia por vez, possibilitando que os envolvidos examinem a questão sob ângulos distintos.
Quando tentamos acionar todos os aspectos do raciocínio ao mesmo tempo, nosso rendimento em cada um deles tende a ser prejudicado. Em contrapartida, essa metodologia contribui para orientar e concentrar o pensamento, estimulando diferentes modos de raciocínio conforme o chapéu adotado, De Bono (2008).
Ao aliar a análise organizada de dados com a criatividade e a intuição, a técnica dos Seis Chapéus do Pensamento pode apoiar os estudantes universitários na solução de desafios como a colaboração em grupo, a escolha de caminhos decisórios e o comportamento adequado em contextos de reunião.
Contudo, a base tradicional do pensamento ocidental, ou de qualquer outra vertente, não nos ofereceu um modelo claro e acessível para o pensamento criativo e construtivo. Foi justamente com esse objetivo que Edward De Bono desenvolveu o método dos seis chapéus do pensamento, também conhecido como “pensamento paralelo” (De Bono, 2008, p. 11-12).
Em síntese, o princípio fundamental da técnica dos Seis Chapéus do Pensamento consiste em utilizar cada chapéu de maneira ordenada, possibilitando que os envolvidos assumam uma perspectiva específica em um momento determinado, De Bono (2008).
Qual o significado de cada cor dos chapéus?
1. chapéu branco, representa o pensamento objetivo, focado em fatos e dados concretos;
2. chapéu vermelho, representa o pensamento emocional, focado nas emoções e sentimentos em relação ao problema;
3. chapéu preto, representa o pensamento crítico, focado na identificação em riscos e obstáculos em relação ao sucesso;
4. chapéu amarelo, representa o pensamento positivo focado nas oportunidades e benefícios do problema;
5. chapéu verde, representa o pensamento criativo focado na geração de ideias e soluções inovadoras;
6. chapéu azul, representa o pensamento de controle, focado na organização e direcionamento do pensamento e da discussão em grupo.
Posteriormente, foi utilizado um questionário com o objetivo de reunir informações de maneira estruturada e metódica, por meio de questões abertas, permitindo que os participantes respondessem livremente. As perguntas foram formuladas de forma padronizada para todos os respondentes, o que tornou mais simples a comparação e interpretação dos dados obtidos.
O questionário foi ajustado para conter questões discursivas, possibilitando aos participantes apresentar respostas mais ricas e elaboradas, com maior profundidade nas informações fornecidas, Miranda (2020, pp. 216-229).
Os participantes foram 16 alunos sendo 9 homens e 7 mulheres, com a média de idade de 21 anos aproximadamente, e responderam um questionário com perguntas:
1. Qual é o seu sexo?
2. Qual é a sua idade?
3. Você já conhecia a técnica dos seis chapéus do pensamento?
4. O que você achou da aplicação da técnica?
5. Você se considera uma pessoa criativa?
6. Agora com o conhecimento da técnica dos seis chapéus, o que você acha de ver as coisas de outro ângulo?
Segundo Miranda (2020), o questionário é a ferramenta mais comum para essa tarefa, não necessariamente a mais adequada. Com ela é possível buscar a informação primária direto com o sujeito pesquisado.
Ao utilizar os chapéus de forma diferenciada, é possível isolar e direcionar aspectos específicos do raciocínio, evitando sobrecarga mental e favorecendo uma avaliação mais profunda e completa da questão. Essa estratégia permite examinar diversas perspectivas e tomar decisões mais conscientes e equilibradas.
Conforme De Bono (2008), a metodologia é valorizada por sua eficácia, agilidade e simplicidade de entendimento pelos membros de um grupo. Apesar de seus benefícios se destacarem em contextos de debate coletivo, ela também pode ser empregada por pessoas que desejam refletir de maneira autônoma.
4. Apresentação e Análise dos Resultados.
No dia 22/04/2025, às 19h, na sala, n°205 da Uni-América, teve início a aplicação da metodologia dos seis chapéus do pensamento para uma turma de acadêmicos do primeiro período do curso de Ciências Contábeis, com duração de uma hora e meia. Ao término da atividade, o pesquisador realizou a observação do comportamento dos participantes, bem como do grau de engajamento e interesse demonstrado pelo tema e suas possíveis utilizações.
A dinâmica foi desenvolvida com os estudantes no mesmo dia da implementação da técnica, a figura 01 mostra o registro dos participantes depois da atividade.
Figura 01: duas pessoas não tiraram a foto, por motivo particular.

A figura 01 mostra que dois participantes não participaram da fotografia, por motivos particulares e que logo depois os estudantes iriam construir os próprios chapéus com suas respectivas cores, e seus significados na dinâmica apresentada em sala, segundo a técnica proposta por De Bono (2008).
Na figura 02, depois de um mês na mesma sala, os estudantes confeccionaram manualmente os próprios chapéus como parte prática da metodologia, promovendo uma experiência interativa e reflexiva sobre diferentes perspectivas de pensamento.
Figura 02: registro fotográfico

Figura 02, neste mesmo dia preparou-se os materiais: chapéus com cores específicas, sendo amarela, vermelha, preta, branca, azul e verde em cada um deles. A atividade foi realizada na mesma sala com: papel, caneta, cola branca e ainda um lanche. Criando assim um ambiente agradável e favorável para melhor acolher os participantes na atividade.
A técnica dos Seis Chapéus do Pensamento (Six Thinking Hats) de Edward de Bono (2008), é reconhecida por estimular o pensamento paralelo, ampliar a visão crítica e favorecer a colaboração em grupos de aprendizagem, De Bono (2008)3. A literatura aponta ganhos consistentes em pensamento crítico, resolução de problemas e tomada de decisão, elementos alinhados aos objetivos deste trabalho com calouros de Contabilidade.
Quadro 01: Contribuições a partir da metodologia dos Seis Chapéus do Pensamento de acordo com a técnica proposta por Edward de Bono (2008), aplicada no grupo de universitários do 1° período do curso de contabilidade.
Quadro 01: Os 6 chapéus versos perguntas de pesquisa

Quadro 01, apresenta a ordem dos Seis Chapéus e seus respectivos significados, relacionando-os aos princípios da área contábil, ao mesmo tempo em que estimula a capacidade criativa dos participantes envolvidos na pesquisa.
Quadro 02 representa os dados coletados a partir do questionário formulado na pesquisa onde o objetivo é conhecer a amostra dos alunos participantes e seu perfil, onde foram formuladas perguntas livres para todos os alunos participantes, no qual está localizado na seção 3 da Metodologia na página 9.
Quadro 02, questionários da pesquisa

Quadro 02, revela a percepção que os participantes possuem sobre o próprio nível de criatividade, aferido por meio de uma Escala de Likert4 que varia de 0 (nada criativo) a 7 (extremamente criativo). Entre os 9 alunos do sexo masculino, a média atribuída foi 4, o que indica uma auto avaliação moderada. Já entre as 7 alunas do sexo feminino, a média foi 5, o que demonstra uma percepção um pouco mais elevada de criatividade em comparação aos colegas do sexo masculino.
Segundo Miranda (2020), o questionário é a ferramenta mais comum para essa tarefa, não necessariamente a mais adequada. Com ela é possível buscar a informação primária direto com o sujeito pesquisado.
Esses resultados podem refletir maior confiança pessoal, engajamento em atividades criativas ou mesmo maior identificação com o conteúdo trabalhado durante a aplicação da técnica dos Seis Chapéus do Pensamento.
Observações de sala e questionários pós-atividade indicaram alta aceitação: a maioria descreveu a dinâmica como “clara” e “motivadora”, elogiando a alternância de perspectivas que evitou sobreposição de falas. No início houve um estranhamento sobre a técnica por alguns alunos.
Comparando as produções escritas antes e depois da intervenção, notou-se:
➢ maior número de argumentos sustentados por dados (indício de uso do “chapéu branco”);
➢ redução de frases opinativas sem fundamentação (efeito do “chapéu preto” e do “chapéu amarelo”, que exigem justificar riscos e benefícios). Esses achados refletem a tendência relatada na literatura de incremento das competências de pensamento crítico após aplicações estruturadas da técnica. Ao comparar a dinâmica tradicional de seminários com a sessão dos chapéus, foi registrada:
➢ participação verbal distribuída mais equitativamente (todos os 16 alunos falaram ao menos uma vez em cada rodada);
➢ redução de interrupções e sobreposição de falas, graças à regra de “um chapéu de cada vez”.
➢ Os relatos dos próprios estudantes apontam que a segmentação de papéis diminuiu a ansiedade em expor ideias e reforçou a escuta ativa, efeito já documentado em ambientes colaborativos.
Não houve atividade-desafio pois o objetivo do pesquisador era de observar a recepção da técnica, 16 participantes limitam a generalização estatística, não foi possível isolar completamente efeitos de maturação natural ao longo da aplicação da técnica, recomenda-se, em futuras réplicas, empregar escalas validadas de pensamento crítico ou análise de conteúdo com software textual para robustecer as evidências.
Implicações pedagógicas, para cursos de Contabilidade, onde decisões precisam equilibrar lógica, criatividade e prudência, a técnica mostrou-se particularmente útil.
Sugere-se:
➢ Integração contínua: inserir mini sessões dos chapéus em disciplinas de Teoria da Contabilidade.
➢ Capacitação docente: workshops para professores ampliarem o uso consistente da metodologia.
➢ Avaliação longitudinal: medir novamente os indicadores ao término do primeiro ano para verificar a manutenção dos ganhos.
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Apesar de suas restrições, a pesquisa demonstra que a utilização da técnica dos Seis Chapéus do Pensamento contribui para uma maior aceitação por parte dos estudantes, estimula o aprofundamento da argumentação, torna o trabalho em grupo mais dinâmico e agiliza a solução de conflitos entre ingressantes do curso de Contabilidade.
Tais resultados estão alinhados com achados acadêmicos recentes e evidenciam o potencial do método como uma ferramenta pedagógica contínua, voltada ao fortalecimento de habilidades fundamentais no ensino superior.
A pesquisa indica que fomentar a criatividade no contexto acadêmico universitário e incorporar atividades fundamentadas em metodologias criativas pode tornar o processo de aprendizagem mais envolvente, estimulante e gratificante para os alunos.
Em relação ao tema explorado pela metodologia dos Seis Chapéus do Pensamento, é relevante salientar que sua implementação deve ser contínua e persistente no cotidiano educacional, valendo-se dessa ou de outras estratégias criativas disponíveis, como: Brainstorming, Gamificação, Storytelling, design thinking, Feedback e avaliação, inversão de premissas, mapas conceituais etc…
A criatividade precisa ser entendida como um processo dinâmico e permanente, que deve ser retomado sempre que necessário, com o objetivo de incentivar a inovação, promover o trabalho colaborativo e aprimorar a tomada de decisões e a elaboração de soluções.
Conforme destacam Alencar e Fleith (2003a), apesar do reconhecimento da relevância da criatividade e da necessidade de incentivar as competências criativas nos estudantes, ainda são escassas as ações deliberadas voltadas ao seu estímulo.
Esta investigação qualitativa teve como propósito examinar a eficácia da técnica dos Seis Chapéus do Pensamento de Edward de Bono (2008) na promoção da criatividade entre os discentes do primeiro período do curso de Contabilidade. Além disso, buscou-se verificar a aplicabilidade e o potencial benefício dessa metodologia no ambiente acadêmico universitário mais amplo.
3Desenvolvida por Edward De Bono (2008), a técnica dos Seis Chapéus do Pensamento é uma ferramenta para promover o pensamento crítico e resolver problemas em equipe. Essa técnica envolve seis perspectivas diferentes, representadas por “chapéus” de cores específicas.
4A escala Likert é uma técnica de pesquisa utilizada para medir atitudes e opiniões. Consiste em um conjunto de afirmações ou perguntas onde os respondentes indicam seu nível de concordância ou discordância, geralmente usando uma escala de cinco ou sete pontos. O objetivo é avaliar a intensidade da opinião do indivíduo em relação ao tema em questão, indo de pontos extremos de concordância a discordância, com um ponto neutro no meio.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ALENCAR, E. M. L. S., & FLEITH, D. S. (2003a). Criatividade – múltiplas perspectivas Brasília, DF: Editora da Universidade de Brasília.
ALENCAR, E. M. L. S., & FLEITH, D. S. (2003b). Contribuições teóricas recentes ao estudo da criatividade. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 19 (1), 1-8.
ALENCAR, E. M. L. S. (2001). Criatividade em cursos universitários: o papel do professor. I Seminário interno sobre educação superior da Universidade Católica de Brasília Brasília: Universa.
ALENCAR, E. M. L. S. (2000a). O perfil do professor facilitador e do professor inibidor da criatividade segundo estudantes de pós-graduação. Boletim da Academia Paulista de Psicologia, 19 (1), 84-94.
ALENCAR, E. M. L. S. (1997). O estímulo à criatividade no contexto universitário. Psicologia Escolar e Educacional, 1, 29-37.
AMABILE, T. M. (1996). Creative in context. Boulder, CO: Westview Press.
BRANDÃO, C. R., ALESSANDRINI, C. D., & LIMA, E. P. (1998). Criatividade e novas metodologias (Série temas transversais,4). Peirópolis: Fundação Peirópolis.
CSIKSZENTMIHALYI, M. (1996). Creativity. New York: Harper Collins. DE BONO, E. Os seis chapéus do pensamento. Rio de Janeiro, Sextante, 2008. DE BONO, E. (1994). Criatividade levada a sério. São Paulo: Livraria Pioneira. FLICK, U. (2004). Uma introdução à pesquisa qualitativa. Porto Alegre: Artmed. GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2007.
KIM W. C., & MAUBORGNE, R. (2001). Creating new marketspace. In Harvard business review on innovation (pp.1-30). Boston: Harvard Business School Publishing Corporation.
LIBÂNEO, J. C. (1998). Adeus professor, adeus professora?: novas exigências profissionais e profissão docente São Paulo: Cortez.
LUBART, T. (1999). Creativity across cultures. In R. J. STERNBERG (Org.), Handbook of creativity (pp.339-350). New York: Cambridge University Press.
MARCONI, M. A; LAKATOS, E. M. Fundamentos da Metodologia Científica. São Paulo: Editora Atlas, 2003.
MARTÍNEZ, A. M. (1997). A criatividade, personalidade e educação. São Paulo: Papirus.
MELO, A. C. R. (2001). Educação física adaptada e criatividade Dissertação de Mestrado, Universidade Católica de Brasília, Brasília-DF.
MICHALKO, M. (2002). Los secretos de los genios de creatividad. Barcelona: Gestión 2000.com.
MIRANDA, G, J. Elaboração e aplicação de questionários. In: NOVA, Silvia Pereira de Castro Casa et al (org.). Trabalho de Conclusão de Curso: uma abordagem leve, divertida e prática. São Paulo: Saraiva Educação, 2020. p. 216- 229.
ROSAS, A. (1987). Universidade e criatividade. Anais do VII Seminário Nacional sobre Superdotados Rio de Janeiro: SENAI, pp. 121-124.
RUNCO, A. M. (2007). Creativity, theories and themes: research, development, and practice. San Diego: Elsevier.
VIRGOLIM, A. M. R., & FLEITH, D. S., & NEVES-PEREIRA, M. S. (2006). Toc, toc… plim, plim! Campinas: Papirus.
1Discente do curso de mestrado do programa PPGTGS, campos Foz do Iguaçu PR, matéria Tópicos Especiais em Gestão e Desenvolvimento Regional Sustentável: Capacidade Criativa, e-mail: cursino1044@gmail.com.
2Pós-doutor em Gestão de Negócios pela Université Du Québec`a Montréal – UQAM. Doutor em Geografia – UFPR com estudos no International Center for Responsible Tourism – ICRT em Leeds Metropolitan University – LMU, na Inglaterra. Mestre em Hospitalidade – UAM. Especialista em Ecoturismo, Educação e Interpretação Ambiental – UFLA. Bacharel em Turismo e Hotelaria -UNIVALI. Professor do Mestrado Profissional em Tecnologias, Gestão e Sustentabilidade (PPGTGS). Coordenador do NUPESA e Professor do Curso de Bacharelado em Hotelaria da Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE – Campus de Foz do Iguaçu, e-mail: claudio.souza@unioeste.br.
