O USO DA AROMATERAPIA DURANTE O PERÍODO PERINATAL: UMA REVISÃO INTEGRATIVA 

THE USE OF AROMATHERAPY DURING THE PERINATAL PERIOD: AN INTEGRATIVE REVIEW 

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/dt10202506251057


Camilly Vitória Leite Correia1
Luana Gontijo Assis2
Izabella Araujo Morais3


RESUMO:

Objetivo: Esta revisão integrativa visa analisar como a aromaterapia pode contribuir para a saúde física e emocional das mulheres na gravidez, nascimento e no pós-parto. Métodos: A metodologia seguiu seis etapas envolvendo a linguagem da questão norteadora, uma pesquisa sistemática de BVs, Medline e Bases PubMed com aplicação dos critérios PICO. De 341 foram selecionados 12 estudos, incluindo intervenções em óleos essenciais, como lavanda, laranja amarga, hortelã -pimenta e damascena Rose. Resultados: Os resultados mostraram que a aromaterapia tem grandes benefícios na redução de náusea e vômito, dor, melhoria da qualidade do sono, reduzindo o medo e a prevenção da depressão pós -parto. Combinado com outras terapias complementares, como reflexologia, mostrou-se eficaz em nascimentos humanizados , intervenções médicas reduzidas e domínio feminino. Discussão: A discussão apontou como as práticas integradas são importantes, recursos seguros e acessíveis para melhorar a humanização dos cuidados obstétricos. A aromaterapia não contribui apenas para o nascimento ,mas também para o emocional das mulheres grávidas, a liberação natural da ocitocina e o desenvolvimento fisiológico do trabalho. Conclusão: A aromaterapia é uma estratégia complementar valiosa nos cuidados perinatais, e sua aplicação é recomendada com base em evidências científicas e treinamento profissional apropriado, levando à conclusão de que promove mais cuidados holísticos e centrais. 

Descritores: Aromaterapia, Gestação, Pós-parto, Saúde da mulher, Práticas integrativas. 

ABSTRACT: 

Objective: This integrative review aims to analyze how aromatherapy can contribute to the physical and emotional health of women during pregnancy, childbirth, and postpartum. Methods: The methodology followed six stages involving the language of the guiding question, a systematic search in BVs, Medline, and PubMed databases with the application of PICO criteria. Out of 341, 12 studies were selected, including interventions with essential oils such as lavender, bitter orange, peppermint, and damascena rose. Results: The results showed that aromatherapy has great benefits in reducing nausea and vomiting, pain, improving sleep quality, reducing fear, and preventing postpartum depression. Combined with other complementary therapies, such as reflexology, it proved effective in humanized births, reduced medical interventions, and female empowerment. Discussion: The discussion pointed out how integrated practices are important, safe, and accessible resources to improve the humanization of obstetric care. Aromatherapy not only contributes to childbirth but also to the emotional well-being of pregnant women, the natural release of oxytocin, and the physiological development of labor. Conclusion: Aromatherapy is a valuable complementary strategy in perinatal care, and its application is recommended based on scientific evidence and appropriate professional training, leading to the conclusion that it promotes more holistic and centered care. 

Keywords: Aromatherapy: Pregnancy; Childbirth; Postpartum; Complementary Therapies; Obstetric Care. 

INTRODUÇÃO 

A gestação é um ciclo caracterizado por intensas transformações físicas, hormonais e emocionais, que impactam a mulher em diversas dimensões de sua vida. Trata-se de uma etapa marcada não apenas pela espera e pela preparação para a chegada de um recém-nascido, mas ainda pelo confronto de desafios que podem acometer profundamente o autodomínio psíquico e corporal. A saúde mental desempenha finalidade fundamental, uma vez que repercute  inteiramente na qualidade de vida da gestante e no desenvolvimento saudável do feto. De acordo com Figueiredo e Conde (2011), o sofrimento psíquico durante a gestação pode afetar negativamente tanto a saúde da mãe quanto o desenvolvimento emocional e neurológico do bebê. 

Condições quanto estresse, ânsia e depressão são reconhecidos quanto fatores que comprometem a saúde materno-fetal, atuando quanto às sombras que, silenciosamente, se projetam sobre essa etapa de vulnerabilidade (World Health Organization, 2021). Exigindo o seguimento de estratégias eficazes para o manuseamento desses sintomas, visando promover uma gravidez mais tranquila e segura. 

A questão norteadora desta revisão integrativa é “como a aromaterapia pode ajudar durante e em seguida da gestação?” emerge da crescente demanda por abordagens integrativas no cuidado à saúde materno-infantil. Essa busca evidencia o ardor de superar práticas fragmentadas, propondo intervenções que acolham a mulher em sua totalidade, notadamente frente aos desafios físicos e emocionais inerentes à gravidez. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o fortalecimento da resiliência é uma prioridade global na promoção da saúde mental e prevenção de distúrbios do estresse (Organização Mundial da Saúde, 2021). Estudos mostraram que as mulheres grávidas com capacidade reduzida são suscetíveis à insônia, mudanças no apetite, comportamento agressivo, desenvolvimento de doenças mentais e vias que podem comprometer a experiência da gravidez e seu vínculo inicial com o bebê (Hajibagheri et al., 2020). 

Levando em consideração essa realidade, as estratégias não farmacológicas são destacadas fornecendo alternativas seguras e eficazes para aliviar os sintomas e promover o bem-estar. Nestes, a aromaterapia como uma prática integrativa apontou que o uso de óleos essenciais deve ter um efeito terapêutico em alcançar emoções além do excesso físico e deve se constituir como um recurso promissor para a humanização dos cuidados obstétricos. 

Portanto, este estudo é justificado pela necessidade de fornecer alternativas terapêuticas seguras, acessíveis e eficazes, permitindo que ele seja incluído na prática clínica por meio de especialistas em enfermagem e obstétricos fundamentalmente importantes para monitorar mulheres grávidas. Nesse contexto, a resiliência é uma capacidade essencial para conflitos saudáveis na gravidez. 

Este estudo tem como objetivo investigar os benefícios da aromaterapia como uma intervenção complementar para cuidados perinatais e concentrar -se na sua capacidade de aliviar os sintomas físicos, como náusea e vômito, e apoiar emocionalmente as mulheres. É uma tentativa de entender como o uso terapêutico de óleos essenciais pode contribuir para a promoção do bem-estar físico e psicológico. 

METODOLOGIA

Este trabalho é uma revisão integrativa composta por seis fases propostas por Mendes, Silveira e Galvão (2008). As etapas para esta revisão começam com formulação da pergunta norteadora: Como a aromaterapia pode ajudar durante e após a gravidez? Em seguida, foram usadas as principais estratégias, nas quais as letras P-I-C-O significam problemas/pessoas, intervenções, comparações e resultados, onde P se dá por: gestante/gestação, I: tratamento com aromaterapia, C: não há, O: alívio da dor. 

A segunda etapa se caracteriza pela busca ou amostragem na literatura, neste trabalho utilizamos como palavras-chave: “Aromaterapia”, “Gravidez”, “Bem-estar”, “Gestante”, “Náuseas” e “Óleos essenciais”. Para combinar os termos, foram utilizados os operadores booleanos e truncamentos (Aromatherapy) AND (Pregnancy OR “Pregnant Women”) AND (“Patient Care” OR “Patient-Centered Care”) (Aromatherapy) AND (“Pregnant Women”), garantindo a ampliação e a precisão dos resultados. Em seguida, realiza-se a leitura completa e a análise dos textos, assegurando sua pertinência ao tema e à pergunta central. 

A coleta de dados foi realizada em novembro de 2024 na Biblioteca de Saúde Virtual (BVS), Medline e o PubMed selecionados para o escopo e associação do setor de saúde. Critérios de pesquisa específicos são definidos: Inscrição de artigos publicados nos últimos cinco anos (2019-2024) para garantir evidências atuais limitadas a português e inglês. 

Os critérios de inclusão abordam o uso de aromaterapia durante ou após a gravidez, métodos claros e reprodutíveis, como estudos clínicos, revisões sistemáticas, estudos de caso e publicações portuguesas e inglesas totalmente disponíveis. A pesquisa publicada antes de 2019 foi excluída e trabalhada sem relação direta com tópicos, artigos duplos e métodos inadequados ou resultados inconclusivos. 

Durante o processo de seleção do estudo para esta revisão integrativa, foram utilizados critérios de exclusão estritos para garantir a relevância e a qualidade na inclusão de evidências. Os artigos que não abordaram diretamente o tópico da aromaterapia foram originalmente excluídos e o total de 237 estudos foram excluídos, pois não atenderam ao foco central do estudo. Além disso, devido ao acesso limitado, 30 publicações foram descartadas devido elas estarem disponíveis apenas por meio de pagamentos ou não apresentarem texto completo. Outro critério de exclusão aplicado foi sobre incompatibilidade metodológica, levando à exclusão de 33 estudos, conforme classificados como revisões, protocolos ou surveys que não correspondiam ao objetivo desejado deste estudo. No entanto, 17 estudos foram considerados redundantes ao abordar tópicos que já foram avaliados, apesar de não classificados como duplicação . Dez textos também foram excluídos pois se mostraram inacessíveis, seja por links quebrados ou indisponibilidade nas bases consultadas.. Por fim, dois registros de dados foram excluídos devido a uma inconsistência ou erro de banco de dados classificada como campos inexistentes. Esses critérios de exclusão foram importantes para refinar a amostra final, para que os estudos selecionados fossem relevantes, sistematicamente apropriados e consistentes com os objetivos dessa visão geral. 

Em Figura 1 – Fluxograma PRISMA 2020 – Processo de Seleção dos Estudos, demonstra os artigos incluídos, que foram analisados individualmente e as informações foram agrupadas de acordo com os objetivos do estudo, como: benefícios da aromaterapia para sintomas gestacionais, efeitos no pós-parto e segurança de uso, para identificar padrões, lacunas de conhecimento e recomendações sobre o uso do tratamento no contexto da gravidez. 

RESULTADOS 

Foram encontrados 12 artigos que tratavam do uso de aromaterapia em contextos perinatais. Destes, a maioria (58,3%) ocorre no Irã , o país com maior produção científica neste tópico. No que diz respeito aos cortes temporários, 33,3% dos estudos foram publicados em 2020, indicando um interesse crescente na aplicação da aromaterapia durante esse período. O Quadro 1 – Resultados da revisão resume os principais recursos do estudo, levando em consideração as fontes e os resultados da exposição, metodologia, autor, país e ano de publicação.

Figura 1 – Fluxograma PRISMA 2020 – Processo de Seleção dos Estudos

Fonte: Elaborado pelas autoras, 2025

Quadro 1 – Resultados da revisão

Fonte: Elaborado pelas autoras, 2025

DISCUSSÃO 

É apresentado um panorama promissor sobre o uso de aromaterapia e terapia complementar no ciclo gravídico-puerperal. Durante a gravidez, o parto e o nascimento, essas abordagens demonstram potencial terapêutico de várias maneiras, desde o alívio dos sintomas até o apoio emocional e a modulação dos processos fisiológicos. Exemplos dessa melhoria são: 

Aromaterapia com Citrus aurantium 

Citrus aurantium, conhecido como laranja amarga, é uma planta amplamente usada na aromaterapia devido aos seus aromáticos cítricos suaves e propriedades calmantes. Os óleos essenciais da casca ou flor (no último caso chamado de neroli) incluem compostos como o limoneno, linalol e geraniol, que têm efeitos ansiolíticos e sedativos leves. Em outras palavras, é eficaz em intervenções de saúde mental. (Correa et al., 2022). 

Estudos mostraram que a inalação de óleos essenciais citrus aurantium pode contribuir para melhorar a qualidade do sono. Isso ocorre graças ao seu efeito calmante no sistema nervoso central, reduzindo o tempo necessário para adormecer e promover um sono mais profundo restaurador. A aplicação consiste em pulverizar em um difusor, travesseiro ou massagem com um óleo diluído antes de ir para a cama. Essa prática foi particularmente útil para pessoas que sofriam de insônia leve a moderada. (Hsieh et al., 2022). 

Citrus aurantium também é reconhecido por seus efeitos ansiolíticos. A inalação de óleos essenciais estimula o sistema límbico, uma área cerebral associada a emoções e promove uma sensação de calma e relaxamento. Vários estudos clínicos observaram a exposição a aromas de laranja amarga em ambientes clínicos e domésticos em uma variedade de populações, incluindo mulheres grávidas, pacientes pré-operatórios e pessoas com transtornos de ansiedade generalizados, que podem aliviar sintomas de sintomas de ansiedade. (De Melo et al., 2020). 

Ao contribuir para melhorar o sono e a redução da ansiedade, a aromaterapia com Citrus aurantium tem um efeito positivo na qualidade de vida geral. Pessoas com uso regular deste óleo essencial relatam uma sensação de bem-estar, melhor regulação emocional e uma maior motivação para as atividades diárias. É uma intervenção natural, de baixo custo e simples de aplicação, por isso é um instrumento acessível que é bem aceito por grande parte da população. (Correa et al., 2022).  

A aromaterapia cítrica pode ser isolada como uma estratégia suplementar para o autocuidado. É combinado com abordagens de psicoterapia, como terapia cognitiva comportamental (TCC), para melhorar as possibilidades de tratamento. A TCC trabalha com a reconstrução do pensamento disfuncional e o desenvolvimento de estratégias comportamentais para lidar com o estresse, a ansiedade e a depressão. O uso conjunto na aromaterapia pode favorecer o comprometimento do paciente no processo de tratamento, facilitando a criação de um ambiente e relaxamento mais envolventes durante a sessão. (De Melo et al., 2020). 

Alívio de sintomas físicos na gestação 

É comum que as mulheres experimentem sintomas físicos desagradáveis, como náusea, vômito, fadiga e alterações na digestão durante a gravidez, particularmente mudanças na digestão durante a gravidez. Embora muitos medicamentos sejam contra indicados nesse estágio devido ao risco fetal, abordagens naturais como a aromaterapia ganharam importância ao proporcionar os benefícios dos efeitos colaterais. Os óleos essenciais mais usados incluem o de limão (limão cítrico) e hortelã -pimenta (Mentha Piperita). (Lamdayani, 2020; Yuliyani, Suindri e Wirata, 2022). 

Náusea e vômito, geralmente conhecido como “doença da manhã”, afetam até 80% das mulheres grávidas nos estágios iniciais da gravidez. Esses sintomas podem afetar as mulheres, a ingestão de líquidos e a qualidade de vida. A aromaterapia é uma alternativa segura e eficaz para aliviar esses sintomas. O uso de certos óleos essenciais com inalação simples pode ajudar a reduzir os reflexos de vômitos, melhorar o apetite e proporcionar sensações de bem-estar. (Mudarris, Julaila e Muthitulsallimah, 2020; Yuliyani, Suindri e Wirata, 2022). 

– Óleo essencial de limão (Citrus limon): Este óleo possui propriedades refrescantes e é um dos dos mais estudados no processo da gestação. Estudos mostraram que a inalação de aromas de limão pode reduzir significativamente a náusea e o vômito no início da gravidez e pode ser usado em difusores, inaladores e/ou gotas em lenço de papel. (Lamdayani, 2020; Tisserand, 2020).

– Óleo essencial de hortelã-pimenta (Mentha piperita): O óleo de hortelã -pimenta também é conhecido por seus efeitos estimulantes e refrescantes. Alivia a náusea e promove uma sensação de força. No entanto, o uso na gravidez sempre deve ser tomado com orientação profissional, pois efeitos irritantes e indesejados podem ser causados pelo uso de altas concentrações. A curta inalação, especialmente em uma era de náusea intensiva, é eficaz e segura com a supervisão adequada. (Yuliyani, Suindri e Wirata, 2022). 

Bem-estar emocional durante a gestação 

A gestação é um período marcado por intensas transformações físicas, hormonais e emocionais. Além da expectativa positiva em torno da chegada de um bebê, é comum que gestantes enfrentem momentos de ansiedade, medo, alterações de humor e até sintomas depressivos. Promover o bem-estar emocional durante essa fase é fundamental não apenas para a saúde da gestante, mas também para o desenvolvimento do feto e o vínculo mãe-bebê. Estratégias naturais como a aromaterapia vêm ganhando espaço como ferramentas complementares no cuidado da saúde mental materna. (Hajibagheri et al., 2024). 

Estratégias naturais como a aromaterapia ganharam espaço como um dispositivo adicional para cuidados de saúde mental. (Hajibagheri et al., 2024). Uma gravidez hormonal pode ter um grande impacto no humor de uma mulher. O uso de óleos essenciais com propriedades aromáticas confortáveis e efeitos neurológicos positivos, como o óleo de flores laranja (Neroli), foi associado a um humor melhorado e redução da tristeza e irritabilidade. A inalação de flores neroli estimula o sistema límbico (uma região do cérebro que causa emoções) que promove a liberação de neurotransmissores como serotonina e dopamina, que estão ligados à sensação de bem-estar. (Hajibagheri et al., 2024) 

A resiliência emocional está relacionada à capacidade de lidar com o equilíbrio de desafios, pressões e mudanças. Durante a gravidez, essa habilidade é especialmente importante para enfrentar a incerteza e preocupações naturais do período. O uso regular e consciente de óleos essenciais calmantes ajuda as mulheres grávidas a se sentirem mais centradas e emocionalmente estáveis. Em particular, a aromaterapia com neroli prefere uma conexão mais profunda com o momento presente, estimula a auto compaixão, reduz a hiperatividade do sistema nervoso simpático (associado ao estresse) e fortalece a capacidade da mulher de responder com uma maior tranquilidade os desafios. (Hajibagheri et al., 2024). 

Resiliência emocional está relacionada à capacidade de lidar com o equilíbrio de desafios, pressões e mudanças. Durante a gravidez, essa habilidade é especialmente importante para enfrentar a incerteza e preocupações naturais do período. O uso regular e consciente de óleos essenciais calmantes ajuda as mulheres grávidas a se sentirem mais centradas e emocionalmente estáveis. Em particular, a aromaterapia com neroli prefere uma conexão mais profunda com o momento presente, estimula a auto compaixão, reduz a hiperatividade do sistema nervoso simpático (associado ao estresse) e fortalece a capacidade da mulher de responder com uma maior tranquilidade aos desafios. (Hajibagheri et al., 2024).  

O óleo essencial de flores de laranja, também conhecido como Neroli, é extraído das flores de Citrus Aurantium e possui as propriedades reconhecidas por seus efeitos calmantes e equilibrados do sistema nervoso. Seu perfume cítrico suave, floral e leve promove um relaxamento profundo sem causar sonolência, tornando-o ideal para uso em tempos de estresse emocional, insônia leve ou ansiedade. Estudos mostraram que a inalação de neroli pode reduzir os níveis de pressão arterial, frequência cardíaca e cortisol (hormônios do estresse). Além disso, os neroli podem ser usados em massagens suaves, banhos aromáticos ou difusores que sempre respeitam doses recomendadas durante a gravidez. (Scandurra et al., 2022). 

Preparação para o parto 

A preparação para o parto envolve aspectos físicos, emocionais e hormonais que visam favorecer um trabalho de parto mais tranquilo, seguro e humanizado. Além das práticas médicas convencionais e exercícios corporais, muitas mulheres têm recorrido à aromaterapia como forma de promover relaxamento, estimular o corpo de forma natural e facilitar o início das contrações. O uso de óleos essenciais nesse contexto é uma abordagem complementar que respeita os ritmos naturais do corpo e pode oferecer benefícios significativos quando aplicada com cautela e orientação profissional. 

Os banhos aromáticos dos pés são práticas simples, acessíveis e eficazes para promover o relaxamento e a conexão corporal durante os estágios finais da gravidez. Mergulhando os pés em água morna com óleos essenciais diluídos funciona pelo contato com a pele e inalação de perfume, proporcionando benefícios físicos e emocionais. (Silva et al., 2019). O óleo essencial de sálvia-esclaréia (Salvia sclarea) é conhecido por suas propriedades eufóricas e estimulantes do útero, é frequentemente usado para preparar o corpo para o nascimento, para promover contrações suaves e reduzir a tensão. (Silva et al., 2019). A Lavanda (Lavandula angustifolia), tem efeito calmante e ansiolítico que reduz o medo e promove estados emocionais mais silenciosos e receptivos para o trabalho de parto. (Silva et al., 2019). O Jasmim (Jasminum officinale) é tradicionalmente associado ao nascimento, o jasmim expande o colo do útero, relaxa os músculos, libera ajuda em tensões emocionais e ajuda a estimular o vínculo da mulher com o processo de nascimento. (Silva et al., 2019). 

Esse ritual sempre pode ser realizado com orientação de um profissional médico e respeitando contraindicações, a partir de 38 semanas. 

Alguns óleos essenciais têm propriedades que atuam sobre nos músculos lisos do útero, promovendo contrações naturais e progressivas. A sálvia-esclareia, por exemplo, contém ésteres e fitoestrógenos que promovem a atividade uterina, sendo indicada para uso apenas nas últimas semanas de gestação ou durante o trabalho de parto. O uso controlado desses óleos ajudará a evitar intervenções farmacológicas e, é claro, promover o início fisiológico das contrações, se o corpo da mulher estiver pronto para isso. (Silva et al., 2019). 

A ocitocina é o hormônio fundamental da contração, pois facilita a dilatação e intensifica o vínculo entre a mãe e o bebê. Aromas agradáveis e relaxantes têm sido associados à liberação de ocitocina endógena, especialmente quando usados em momentos de intimidade e acolhimento, como massagem, banho ou banho de pé. Estudos mostram que óleos como lavanda, jasmim e sálvia-esclareia podem contribuir para o aumento dos níveis de ocitocina salivar, favorecendo a progressão do trabalho de parto de maneira natural, ao mesmo tempo que reduzem o estresse e a liberação de cortisol (o hormônio antagônico à ocitocina). Esse efeito também favorece um parto mais humanizado e conectado, com menor necessidade de intervenções invasivas. (Silva et al., 2019). 

Terapias combinadas no trabalho de parto

O uso de terapias complementares no trabalho de parto tem ganhado destaque como uma estratégia para promover partos mais humanizados e naturais. Entre essas práticas, estão a combinação de aromaterapia, acupressão e reflexologia que se mostram promissoras na promoção do bem-estar da gestante, no alívio da dor e na otimização da progressão do parto (Koh et al., 2019). De maneira integrada, essas técnicas melhoram seus efeitos, atuando tanto no aspecto físico quanto emocional da parturiente (Koh et al., 2019). 

A aromaterapia usa óleos essenciais extraídos de plantas, como lavanda, sálvia e jasmin, que possuem propriedades calmantes, analgésicas e estimulantes uterinas(Tadokoro et al., 2023). Quando associada à acupressão, técnica da medicina tradicional chinesa que aplica pressão em pontos específicos do corpo, e à reflexologia, massagem em pontos reflexos dos pés e mãos relacionados a órgãos internos, ocorre um sinergismo que pode auxiliar significativamente no controle da dor, redução da ansiedade e estímulo das contrações uterinas de forma natural(Koh et al., 2019). Esses tratamentos combinados atuam na liberação de endorfinas e na regulação do sistema nervoso autônomo, contribuindo para um estado mais relaxado em mulheres grávidas, favorecendo a evolução fisiológica do parto (Kianpour et al., 2018). 

Pesquisas mostram que a aplicação dessas abordagens integradas pode reduzir a duração do trabalho de parto, particularmente em estágio positivo e expulsivo. O relaxamento promovido reduz a liberação de hormônios do estresse (como cortisol), que podem prejudicar negativamente a liberação espontânea de ocitocina, o hormônio responsável pela contração uterina (Tadokoro et al., 2023; Safarjou et al., 2020). Com menos interferências hormonais negativas e maior conforto para a gestante, o parto tende a evoluir de forma mais fluida e eficiente (Koh et al., 2019). 

A ocitocina sintética é frequentemente usada para induzir ou acelerar o trabalho de parto, mas seu uso pode causar sintomas como desconforto e aumentar o risco de intervenções médicas. Ao usar tratamentos combinados, a necessidade de administração dessa substância é baixa, pois as contrações se tornam mais eficazes e naturais. A estimulação de pontos específicos por acupressão e reflexologia, somada aos efeitos dos óleos essenciais, contribui para a produção natural de ocitocina endógena(Koh et al., 2019; Tadakoro et al., 2023). 

Ao melhorar a experiência da parturiente, diminuir o estresse e a dor, e contribuir para um trabalho de parto mais eficiente, essas práticas estão associadas a uma redução nas taxas de cesáreas, especialmente as motivadas por distócia (Koh et al., 2019). O parto ocorre espontaneamente, com menos intervenções médicas, resultando em um desfecho vaginal seguro e positivo para mães e bebês(Koh et al., 2019). 

Redução da dor no trabalho de parto 

O óleo de frangipani (também conhecido como plumeria) é conhecido por suas propriedades analgésicas relaxantes, hidratantes e leves. A massagem durante a contração ajuda a promover o relaxamento muscular, melhorar a circulação sanguínea e liberar a tensão que se acumulou na região lombar e nos ombros — áreas que geralmente são afetadas pela dor nesse período. (Santos, 2023). 

Além dos efeitos fisiológicos, o aroma suave e floral do frangipani tem um efeito emocional positivo, reduzindo o medo e proporcionando uma sensação calmante. O toque da massagem também serve como um recurso de conexão emocional e suporte contínuo, fortalecendo o vínculo entre a parturiente e quem a acompanha, o que pode impactar positivamente a sua percepção da dor. (Santos, 2023). 

O Five Flower Remedy, uma combinação de cinco essências florais do sistema Bach (Rock Rose, Impatiens, Clematis, Star of Bethlehem e Cherry Plum), é amplamente utilizado para momentos de estresse intenso, como o trabalho de parto. Essa fórmula é especialmente indicada para situações de emergência emocional, ajudando a trazer equilíbrio, calma e clareza mental. (Oliveira, Pereira, 2022). 

Seu uso durante o parto visa minimizar o medo, o pânico, a impaciência e os traumas emocionais, tornando a mulher mais centrada e confiante em seu processo. Embora não tenha ação analgésica direta, atua nos aspectos emocionais que muitas vezes amplificam a dor física, promovendo um ambiente interno mais sereno e receptivo. (Oliveira, Pereira, 2022). 

A humanização do parto é uma abordagem que respeita os aspectos fisiológicos, emocionais, sociais e culturais do nascimento, priorizando a autonomia da mulher e reduzindo intervenções desnecessárias. Nesse modelo, a gestante é a protagonista de seu parto, sendo incentivada a tomar decisões informadas e a expressar suas vontades sobre o processo de nascimento. (Costa, 2021). 

O protagonismo feminino no parto afeta diretamente a redução da dor percebida, pois quando a mulher se sente segura, ouvida e respeitada, seu corpo responde de forma mais positiva. A presença de acompanhante de escolha própria, o uso de métodos não farmacológicos para alívio da dor (como massagem, banho quente, posicionamento) e a escuta ativa por parte da equipe contribuem para um ambiente acolhedor e empoderador. (Costa, 2021). 

A humanização e os cuidados centrados nas mulheres reconhecem que o nascimento não é apenas um evento fisiológico, mas também uma experiência transformacional. Isso diminui o medo, aumenta a confiança e apoia a liberação natural de endorfinas e ocitocina, que contribuem para o alívio da dor e a progressão do trabalho de parto. (Martins, Almeida, 2020). 

Terapias no pós-parto 

A depressão pós-parto afeta uma média de 10% a 20% das mulheres e pode comprometer não apenas o bem-estar da mãe, mas também o vínculo afetivo com o bebê e a dinâmica familiar. A aromaterapia por inalação com óleos essenciais de lavanda (Lavandula angustifolia) e rosa damascena (Rosa damascena) tem sido estudada como uma intervenção suplementar com efeitos ansiolíticos e antidepressivos. (Shirvani et al., 2019). 

A lavanda é conhecida por suas propriedades calmantes e reguladoras do sistema nervoso, promovendo relaxamento, melhora do sono e redução da ansiedade. Já o óleo essencial de rosa damascena possui ação emocional profunda, sendo eficaz na elevação do humor, no fortalecimento da autoestima e na redução de sintomas depressivos. (Shirvani et al., 2019). 

Estudos apontam que sessões diárias de inalação por cerca de 15 minutos podem contribuir significativamente para a diminuição dos níveis de ansiedade e tristeza no pós-parto, especialmente quando integradas a um cuidado emocional mais amplo. (Shirvani et al., 2019). 

A cesariana, embora muitas vezes necessária, é uma cirurgia que ocasiona dor no pós-operatório e demanda cuidados específicos para uma recuperação mais confortável. O uso tópico do óleo essencial de lavanda, diluído em óleo carreador, tem mostrado resultados positivos na redução da dor pós-cesariana, devido às suas propriedades anti-inflamatórias, analgésicas e cicatrizantes. (Shirvani et al., 2019). 

A aplicação pode ser feita com compressas suaves sobre a região abdominal (nunca diretamente sobre a incisão, especialmente nos primeiros dias), ou em massagens suaves nas áreas de tensão muscular. Além do alívio da dor física, a lavanda também contribui para o relaxamento geral, o que pode melhorar o sono e diminuir o estresse durante esse período sensível. (Shirvani et al., 2019). 

O potencial analgésico da lavanda é amplamente reconhecido na aromaterapia e respaldado por estudos científicos. Seus componentes ativos, como o linalol e o acetato de linalila, atuam sobre o sistema nervoso central, inibindo a percepção da dor e estimulando a liberação de neurotransmissores relaxantes, como a serotonina. (Shirvani et al., 2019). 

O óleo de lavanda pode ser utilizado por diferentes vias, tais como: inalação (diretamente do frasco, em difusores ou em lenços), massagem (diluído em óleo vegetal), banhos aromáticos e compressas. 

Essa versatilidade faz da lavanda uma excelente aliada para o cuidado com a dor no pós-parto, incluindo dores musculares, cefaleias tensionais e desconfortos emocionais relacionados à exaustão. (Shirvani et al., 2019). 

Educação perinatal e acesso à informação 

A educação perinatal é uma ferramenta importante e essencial para o empoderamento das gestantes, promovendo o conhecimento necessário para que elas façam escolhas conscientes e participem ativamente do processo de gestar, parir e cuidar do recém-nascido. Trata-se de um processo diário de orientação que abrange temas como o trabalho de parto, o parto, o puerpério, o aleitamento materno, os direitos da mulher, e também o uso de terapias não farmacológicas como recursos de cuidado integrativo e humanizado. (Lima et al., 2023). 

Um sistema de saúde que valoriza a educação perinatal não apenas reduz medos e incertezas das gestantes, mas também contribui para melhores desfechos obstétricos e para uma experiência mais positiva do parto e nascimento. (Gonçalves, 2025) 

Apesar dos benefícios reconhecidos de técnicas como massagem, aromaterapia, acupressão, banhos quentes, exercícios respiratórios, musicoterapia e movimentação livre, muitas gestantes ainda desconhecem essas opções. Estudos mostram que grande parte das mulheres chega ao trabalho de parto sem informações claras sobre métodos não farmacológicos de alívio da dor, o que as torna mais vulneráveis ao uso precoce de intervenções médicas, muitas vezes desnecessárias. (Souza et al., 2019).

Esse baixo nível de conhecimento pode ser atribuído à ausência de espaços informativos de qualidade, à limitação de tempo nas consultas pré-natais, à desatualização de alguns profissionais e à escassez de programas de educação continuada voltados ao cuidado humanizado. (Gonçalves, 2025). 

Diante desse cenário, torna-se evidente a necessidade de ampliar o acesso à informação de qualidade e à orientação profissional qualificada durante o pré-natal. As equipes de saúde devem estar preparadas para educar, acolher dúvidas e estimular o uso consciente e seguro das terapias integrativas, sempre respeitando a autonomia e as preferências da mulher. (Lima et al., 2023). 

É importante que essa orientação ocorra de forma sistemática — por meio de rodas de conversa, cursos de gestantes, atendimentos individuais e materiais educativos — e que envolva não apenas a gestante, mas também seus parceiros e acompanhantes. (Souza et al., 2019). 

A formação continuada dos profissionais de saúde (enfermeiros obstetras, médicos, doulas, fisioterapeutas, entre outros) também é um ponto chave, pois permite uma abordagem mais sensível, atualizada e baseada em evidências, promovendo um cuidado mais completo e humanizado. (Gonçalves, 2025). 

CONSIDERAÇÕES FINAIS 

Uma análise integrada do estudo mostra que a aromaterapia é uma estratégia de tratamento eficaz e segura para promover a saúde física e emocional em mulheres grávidas ao longo de todo o ciclo gravídico-puerperal. Os efeitos positivos incluem ansiedade reduzida, melhor qualidade do sono, náusea reduzida, controle da dor e apoio aos sintomas depressivos no pós-parto. Os óleos essenciais, como frutas cítricas, lavanda, hortelã,pimenta e rosa Damascena, exibiram propriedades terapêuticas relevantes associadas a práticas isoladas ou outras práticas integradas. 

A aromaterapia não apenas oferece benefícios diretos à saúde materna, mas também contribui para humanizar os cuidados obstétricos, fortalecer o protagonismo das mulheres e expandir as opções de tratamento não farmacológico, especialmente em contextos em que a medicalização excessiva permanece priorizada. No entanto, os resultados destacam a importância da educação perinatal, como ignorar essas práticas limita seu acesso e responsabilidade. 

Portanto, conclui -se que a aromaterapia é um aliado valioso no atendimento integrado das mulheres durante a gravidez, nascimento o puerpério, e que é importante para os profissionais da saúde, especialmente da enfermagem e obstetrícia, para orientar e envolver essas práticas baseadas em evidências científicas, para promover uma abordagem mais holística e segura.

REFERÊNCIAS 

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1Graduanda em Enfermagem do Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB). E-mail: camillyleite01@gmail.com . Orcid: https://orcid.org/0009-0001-5625-6502

2Graduando em Enfermagem do Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB). E-mail: luanagontijoassis9@gmail.com Orcid:https://orcid.org/0009-0006-1291-2260

3Docente do curso de graduação em Enfermagem do Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB). E-mail: enf.izabellamorais@gmail.com. Orcid: https://orcid.org/0000-0001-8923-6420