THE PROFILE OF JUDO PRACTITIONERS IN THE LEVELS OF PHYSICAL FITNESS RELATED TO HEALTH
EL PERFIL DE LOS PRACTICANTES DE JUDO EN LOS NIVELES DE APTITUD FÍSICA RELACIONADOS CON LA SALUD
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/dt10202511121912
Vinicius Dalla Torre dos Santos
Orientadora: Profª Keila Aparecida de Lima
RESUMO
Introdução: A aptidão física relacionada à saúde é um importante para a qualidade de vida, com ela existem componentes como força, resistência, flexibilidade e composição corporal. Seu desenvolvimento desde a infância é fundamental para a prevenção de doenças e o aprimoramento motor. Objetivo: Avaliar o perfil de crianças praticantes de judô quanto aos níveis de aptidão física relacionada à saúde. Organização: Pesquisa de campo descritiva. Métodos: Participaram 22 crianças e adolescentes de ambos os sexos (6 a 12 anos) praticantes de judô em uma escolinha pública e uma particular do município de Cornélio Procópio–PR. Foram aplicados os testes do PROESP-BR, contemplando medidas antropométricas e testes motores (IMC, corrida de 6 minutos, abdominais e sentar e alcançar). Os resultados foram classificados em zonas de risco e zona saudável. Conclusões: A maioria dos participantes apresentou níveis adequados em todos os componentes da aptidão física, com predominância de classificações saudáveis em IMC, resistência cardiorrespiratória, resistência abdominal e flexibilidade. Observou-se que a prática regular do judô favorece o equilíbrio corporal, o desenvolvimento motor e a manutenção da saúde infantil. A pesquisa reforça a importância do judô como meio eficaz de promoção da saúde e desenvolvimento integral de crianças e adolescentes.
Palavras-chave: Treinamento, capacidades físicas, crianças e adolescentes.
ABSTRACT
Introduction: Health-related physical fitness is important for quality of life, including components such as strength, endurance, flexibility, and body composition. Its development from childhood is essential for disease prevention and motor development. Objective: To evaluate the profile of children practicing judo regarding their health-related physical fitness levels. Organization: Descriptive field research. Methods: Twenty-two children and adolescents of both sexes (6 to 12 years old) participating in judo at a public and a private school in the municipality of Cornélio Procópio, Paraná, participated. The PROESP-BR tests were administered, including anthropometric measurements and motor tests (BMI, 6-minute run, sit-ups, and sit and-reach). The results were classified into risk zones and healthy zones. Conclusions: Most participants presented adequate levels in all components of physical fitness, with a predominance of healthy classifications in BMI, cardiorespiratory endurance, abdominal endurance, and flexibility. Regular judo practice was found to promote physical balance, motor development, and overall health in children. The research reinforces the importance of judo as an effective means of promoting health and the overall development of children and adolescents.
Keywords: Training, physical abilities, children and adolescents
RESUMEN
Introducción: La aptitud física relacionada con la salud es importante para la calidad de vida, incluyendo componentes como fuerza, resistencia, flexibilidad y composición corporal. Su desarrollo desde la infancia es esencial para la prevención de enfermedades y el desarrollo motor. Objetivo: Evaluar el perfil de los niños que practican judo con respecto a sus niveles de aptitud física relacionados con la salud. Organización: Investigación de campo descriptiva. Métodos: Participaron veintidós niños y adolescentes de ambos sexos (de 6 a 12 años) que practicaban judo en una escuela pública y una privada en el municipio de Cornélio Procópio, Paraná. Se administraron las pruebas PROESP-BR, que incluyeron mediciones antropométricas y pruebas motoras (IMC, carrera de 6 minutos, abdominales y sentarse y alcanzar). Los resultados se clasificaron en zonas de riesgo y zonas saludables. Conclusiones: La mayoría de los participantes presentó niveles adecuados en todos los componentes de la aptitud física, con predominio de clasificaciones saludables en IMC, resistencia cardiorrespiratoria, resistencia abdominal y flexibilidad. Se encontró que la práctica regular de judo promueve el equilibrio físico, el desarrollo motor y la salud general en los niños. La investigación refuerza la importancia del judo como un medio eficaz para promover la salud y el desarrollo general de niños y adolescentes.
Palabras clave: Entrenamiento, capacidades físicas, niños y adolescentes.
1. INTRODUÇÃO
A aptidão física relacionada à saúde tem sido amplamente estudada dentro das Ciências do Esporte e da Educação Física, por representar um importante indicador da qualidade de vida e do bem-estar físico. De acordo com Pitanga (2002), a aptidão física relacionada à saúde compreende um conjunto de componentes que influenciam a capacidade do indivíduo em realizar suas atividades cotidianas com vigor e sem fadiga excessiva, além de contribuir para a prevenção de doenças crônicas não transmissíveis. Esses componentes incluem a resistência cardiorrespiratória, a força e resistência muscular, a flexibilidade e a composição corporal, os quais se inter-relacionam e podem ser aprimorados por meio de práticas regulares de atividade física (Guedes & Guedes, 2006).
No contexto educacional e esportivo, compreender o nível de aptidão física das crianças e adolescentes é essencial para a elaboração de programas que promovam o desenvolvimento integral. A avaliação da aptidão física não apenas indica o estado de saúde atual, mas também orienta o planejamento de atividades que favoreçam o desenvolvimento motor e a aquisição de hábitos saudáveis desde a infância. Como ressaltam Nahas (2017) e Barbanti (2010), a infância é um período sensível para o aprimoramento das habilidades motoras e para a consolidação de comportamentos ativos que tendem a se manter na vida adulta.
O desenvolvimento motor pode ser compreendido como o processo contínuo de mudanças nas habilidades e capacidades motoras ao longo da vida, resultante da interação entre fatores biológicos, ambientais e de aprendizagem (Gallahue & Ozmun, 2005). Durante a infância, esse desenvolvimento é fortemente influenciado pelas experiências de movimento que a criança vivencia, sendo fundamental a oferta de ambientes e atividades que estimulem diferentes padrões motores. A Educação Física e o esporte desempenham papel crucial nesse processo, pois proporcionam experiências variadas que contribuem para o refinamento das habilidades motoras fundamentais (Haywood & Getchell, 2016).
Entre as práticas corporais que favorecem o desenvolvimento motor e a aptidão física está o judô, modalidade de luta de origem japonesa que, além de desenvolver aspectos físicos, também estimula valores éticos, disciplinares e sociais. Segundo Franchini e Takito (2014), o judô é considerado uma atividade completa, pois envolve força, agilidade, equilíbrio, coordenação e resistência, características que o tornam especialmente benéfico para crianças em fase de crescimento. Além disso, a prática sistemática do judô pode contribuir para o aprimoramento de componentes da aptidão física relacionados à saúde, como a força muscular, a flexibilidade e a composição corporal, além de promover a socialização e o respeito mútuo (Matsumoto & Ferreira, 2018).
A inserção do judô na infância, portanto, vai além do aspecto esportivo, englobando dimensões educativas, sociais e de saúde. No ambiente escolar, o ensino das lutas, conforme previsto na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), contribui para o desenvolvimento integral do aluno, oferecendo oportunidades de vivências corporais que ampliam a compreensão sobre o próprio corpo e sobre o outro (Brasil, 2018). Nesse sentido, o judô apresenta-se como uma modalidade capaz de proporcionar benefícios motores e fisiológicos, além de favorecer o controle emocional, a concentração e o respeito às regras, elementos fundamentais na formação da criança (Ferreira et al., 2019).
Diversos fatores podem influenciar a adesão ou não de crianças à prática do judô. Entre eles, destacam-se a influência dos pais, a disponibilidade de espaços e projetos esportivos, as condições socioeconômicas e o interesse pessoal (Silva & Alves, 2015). A motivação também exerce papel determinante nesse processo, podendo estar associada tanto a aspectos intrínsecos — como o prazer pela atividade e o desejo de superação — quanto extrínsecos — como o reconhecimento social e o incentivo de professores e familiares (Deci & Ryan, 2000). Assim, compreender o perfil dos praticantes de judô e seus níveis de aptidão física relacionada à saúde permite não apenas identificar os benefícios da modalidade, mas também propor estratégias de intervenção que favoreçam a ampliação da participação de crianças e jovens em práticas esportivas regulares.
Dessa forma, investigar o perfil de praticantes da modalidade de lutas, especificamente o judô, sob a ótica da aptidão física relacionada à saúde, justifica-se pela relevância de compreender como essa prática influencia o desenvolvimento físico e motor de seus participantes. Além de fornecer subsídios para profissionais de Educação Física e treinadores no planejamento de programas mais adequados às necessidades das crianças, esse tipo de estudo contribui para reforçar a importância do esporte como meio de promoção da saúde e da formação integral do indivíduo.
2. OBJETIVOS
2.1 OBJETIVO GERAL
– Avaliar as crianças que praticam a modalidade de lutas tanto em escolinha particular quanto escolinha pública.
2.2 OBJETIVO ESPECÍFICO
– Identificar as crianças que estão praticando judô a no mínimo um mês em escolinha particular e escolinha pública do município de Cornélio Procópio.
– Aplicar testes que avaliam a aptidão física relacionada à saúde de crianças que praticam a modalidade de Judô.
– Classificar as crianças de acordo com os resultados dos testes.
3. REFERENCIAL TEÓRICO
3.1 APTIDÃO FÍSICA RELACIONADA À SAÚDE
A aptidão física relacionada à saúde (AFRS) é um dos principais eixos de estudo da Educação Física contemporânea, sendo compreendida como o conjunto de atributos biológicos e funcionais que permitem ao indivíduo realizar suas atividades diárias com vigor, sem fadiga excessiva, e ainda dispor de energia suficiente para o lazer e as demandas cotidianas (Pitanga, 2002). Segundo Caspersen, Powell e Christenson (1985), a aptidão física pode ser dividida em duas dimensões: a relacionada ao desempenho e a relacionada à saúde. A primeira refere-se às capacidades necessárias para o rendimento esportivo, enquanto a segunda abrange componentes que influenciam diretamente o bem-estar e a prevenção de doenças crônicas.
De acordo com Guedes e Guedes (2006), a AFRS é composta por quatro principais componentes: resistência cardiorrespiratória, força e resistência muscular, flexibilidade e composição corporal. Esses fatores, quando desenvolvidos de forma equilibrada, contribuem significativamente para a melhoria da qualidade de vida e para a manutenção da saúde ao longo do ciclo vital. Nahas (2017) destaca que o desenvolvimento de níveis adequados desses componentes está associado à redução de riscos de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, obesidade e outros distúrbios metabólicos, reforçando a importância da prática regular de atividades físicas desde a infância.
A infância, considerada um período crítico para o desenvolvimento motor e físico, é o momento ideal para o estímulo da aptidão física relacionada à saúde. Segundo Gallahue e Ozmun (2005), é durante essa fase que ocorrem as maiores aquisições de habilidades motoras fundamentais, que servirão de base para a prática esportiva e para um estilo de vida ativo na vida adulta. Dessa forma, a inserção de práticas corporais que estimulem a aptidão física de forma lúdica e educativa torna-se essencial. A Educação Física escolar e o esporte, quando bem orientados, são instrumentos eficazes para promover a saúde e desenvolver capacidades físicas básicas (Barbanti, 2010).
A prática regular de exercícios físicos exerce efeitos benéficos sobre o crescimento, o fortalecimento musculoesquelético e o controle da composição corporal das crianças. Segundo Gaya e Gaya (2016), o aprimoramento da aptidão física em idades precoces pode impactar positivamente o rendimento acadêmico, a autoestima e o comportamento social dos alunos. Além disso, o engajamento em atividades físicas contribui para a formação de hábitos saudáveis e para a construção de uma consciência corporal ativa, aspectos essenciais para a prevenção do sedentarismo e suas consequências na vida adulta.
Dentro do contexto esportivo, modalidades que envolvem múltiplos padrões de movimento, como o judô, têm sido apontadas como importantes aliadas no desenvolvimento da aptidão física relacionada à saúde. A prática dessa luta estimula a força muscular, a flexibilidade, o equilíbrio, a coordenação e a resistência cardiorrespiratória (Franchini & Takito, 2014). Matsumoto e Ferreira (2018) ressaltam que o judô é uma modalidade que favorece o desenvolvimento global da criança, tanto no aspecto motor quanto psicossocial, contribuindo para a melhoria dos níveis de aptidão física e para a adoção de um estilo de vida mais ativo e disciplinado.
A influência da AFRS na prática esportiva, especialmente em modalidades de combate como o judô, é fundamental para o desempenho e para a prevenção de lesões. Crianças com níveis adequados de força, flexibilidade e resistência tendem a apresentar melhor controle corporal e eficiência nos gestos técnicos (Ferreira et al., 2019). Além disso, a aptidão física adequada permite que os praticantes realizem os movimentos com maior segurança e menor risco de sobrecarga musculoesquelética, fator essencial em modalidades que exigem contato físico.
Em síntese, a aptidão física relacionada à saúde deve ser compreendida não apenas como um indicador biológico, mas também como um elemento formador da educação integral da criança. Sua promoção, por meio de atividades sistematizadas e pedagogicamente orientadas, contribui para o desenvolvimento motor, para a autonomia corporal e para a consolidação de hábitos saudáveis. Assim, o estudo da AFRS em crianças praticantes de judô apresenta relevância tanto científica quanto social, uma vez que possibilita compreender de que forma a prática esportiva influencia positivamente os componentes da saúde física e o processo de formação global do indivíduo.
3.2 PROESP
O Projeto Esporte Brasil (PROESP-BR) é uma iniciativa de caráter nacional desenvolvida pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com o objetivo de avaliar e monitorar a aptidão física e o desempenho motor de crianças e adolescentes brasileiros (Gaya & Gaya, 2016). Essa bateria de testes foi criada como uma ferramenta científica para subsidiar políticas públicas, práticas pedagógicas e programas esportivos, possibilitando que professores e profissionais de Educação Física obtenham informações precisas sobre o desenvolvimento físico e motor dos alunos.
Segundo Gaya et al. (2016), o PROESP-BR surgiu como resposta à necessidade de estabelecer parâmetros nacionais que permitissem comparar o nível de aptidão física das crianças brasileiras, considerando as diferenças regionais e culturais do país. Essa padronização é fundamental para identificar possíveis déficits de desenvolvimento, orientar intervenções pedagógicas e promover ações de incentivo à prática regular de atividade física. A partir dos resultados obtidos, é possível traçar o perfil físico e motor dos participantes e propor estratégias adequadas para o aprimoramento da aptidão física relacionada à saúde e ao desempenho esportivo.
O PROESP-BR é composto por duas grandes categorias de testes: medidas antropométricas e testes motores. As medidas antropométricas englobam a avaliação da estatura, massa corporal e circunferência da cintura, que são utilizadas para calcular o Índice de Massa Corporal (IMC) e estimar o risco de doenças associadas ao excesso de peso (Gaya & Gaya, 2016). Já os testes motores incluem a corrida de 20 metros, para avaliar a resistência cardiorrespiratória; o teste de abdominal modificado, que mede a força e resistência muscular; o teste de sentar e alcançar, que mensura a flexibilidade; o salto horizontal, que avalia a potência de membros inferiores; e o arremesso de medicineball, que mede a força explosiva de membros superiores.
Essas avaliações permitem uma análise global dos componentes da aptidão física relacionada à saúde, além de identificar potenciais talentos esportivos. Conforme Gaya e Gaya (2016), o PROESP-BR fornece valores de referência normativos, classificados de acordo com sexo e faixa etária, o que possibilita a interpretação comparativa dos resultados. Essa característica é essencial em contextos escolares e esportivos, onde os professores podem ajustar seus programas de treinamento e ensino de acordo com as necessidades dos alunos.
No contexto do presente estudo, a aplicação do PROESP-BR é de grande relevância, pois permite mensurar objetivamente o nível de aptidão física de crianças praticantes de judô, oferecendo dados consistentes para análise do perfil dos participantes. A utilização dessa bateria possibilita compreender de que forma a prática do judô pode influenciar os componentes da aptidão física relacionada à saúde, como a força, resistência e flexibilidade. Além disso, a comparação entre diferentes faixas etárias e tempos de prática pode revelar aspectos importantes sobre o impacto do treinamento regular nas capacidades físicas dessas crianças.
De acordo com Ceschini et al. (2015), a avaliação sistemática da aptidão física em crianças e adolescentes é um instrumento essencial para o acompanhamento do crescimento e do desenvolvimento motor, além de servir como estratégia preventiva contra o sedentarismo e suas consequências. Ao empregar o PROESP-BR, o profissional de Educação Física dispõe de uma ferramenta validada e padronizada, o que confere maior confiabilidade e rigor científico ao processo avaliativo.
Outro ponto relevante é que o PROESP-BR contribui para o diagnóstico de fatores de risco à saúde em populações jovens. Conforme Gaya et al. (2016), crianças que apresentam baixos níveis de aptidão cardiorrespiratória e altos índices de adiposidade corporal tendem a ser mais suscetíveis a desenvolver doenças metabólicas na vida adulta. Dessa forma, a aplicação periódica dessa bateria pode servir não apenas como instrumento de avaliação de desempenho, mas também como ferramenta de promoção da saúde no ambiente escolar e esportivo.
Em síntese, o PROESP-BR constitui uma metodologia científica amplamente reconhecida no Brasil, por integrar dimensões da aptidão física relacionada à saúde e ao desempenho esportivo em uma abordagem prática, acessível e de baixo custo. Sua utilização em pesquisas envolvendo o judô na infância é especialmente pertinente, uma vez que a modalidade exige múltiplas capacidades físicas e permite verificar, de maneira objetiva, o impacto da prática sistemática sobre o desenvolvimento global da criança. Assim, o uso do PROESP-BR fortalece a validade dos resultados e contribui para o avanço das investigações no campo da Educação Física escolar e do treinamento esportivo.
3.3 JUDÔ
O judô é uma modalidade esportiva de origem japonesa, criada por Jigoro Kano em 1882, que se consolidou como uma prática educativa, filosófica e esportiva voltada para o desenvolvimento integral do ser humano (Franchini & Takito, 2014). A palavra judô significa “caminho suave” (ju = suavidade e dô = caminho), expressando a ideia de que a técnica deve prevalecer sobre a força bruta. Desde sua criação, o judô tem se destacado não apenas como uma luta ou esporte competitivo, mas também como uma ferramenta pedagógica que visa à formação moral, intelectual e física dos praticantes (Kano, 1994).
De acordo com o Comitê Olímpico Brasileiro (COB, 2020), o judô é uma das artes marciais mais praticadas no mundo, sendo reconhecido como esporte olímpico desde 1964. Sua prática consiste em técnicas de projeções, imobilizações, estrangulamentos e chaves articulares, executadas dentro de um contexto de respeito, disciplina e cooperação. Para que o judoca alcance o domínio técnico e tático, é necessário o desenvolvimento de múltiplas capacidades físicas, como força, agilidade, equilíbrio, coordenação, velocidade e resistência (Franchini et al., 2011).
A iniciação esportiva no judô pode ocorrer desde a infância, respeitando as particularidades do desenvolvimento motor e psicológico de cada faixa etária. Segundo Bompa e Buzzichelli (2018), a prática esportiva precoce, quando bem orientada, contribui para a formação de uma base motora sólida e para o desenvolvimento das capacidades físicas e cognitivas. No caso do judô, a introdução de crianças na modalidade geralmente ocorre entre os 4 e 6 anos, em aulas com caráter predominantemente lúdico e educativo (Ferreira & Matsumoto, 2019). Nessa fase, o foco não está na competição, mas na exploração de movimentos, na coordenação motora e na compreensão de valores como respeito, cooperação e autocontrole.
A prática do judô na infância apresenta benefícios que ultrapassam o âmbito físico. Além de contribuir para o aprimoramento da aptidão física relacionada à saúde especialmente força, flexibilidade, coordenação e resistência cardiorrespiratória, o judô também desempenha um papel relevante na formação de valores sociais e emocionais (Matsumoto & Ferreira, 2018). Segundo Souza et al. (2019), o ambiente do dojô, pautado em regras e hierarquias claras, estimula o senso de responsabilidade, a disciplina e a empatia, aspectos essenciais na formação integral da criança.
No campo motor, o judô proporciona uma ampla variedade de estímulos que favorecem o desenvolvimento das habilidades motoras fundamentais. As técnicas de rolamentos, quedas e deslocamentos exigem controle corporal, equilíbrio e coordenação, sendo altamente benéficas para o amadurecimento do sistema neuromuscular (Gallahue & Ozmun, 2005). Além disso, a alternância entre momentos de força, agilidade e precisão de movimento contribui para o aprimoramento das capacidades biomotoras, fundamentais tanto para o desempenho esportivo quanto para a saúde geral.
Outro ponto importante é que o judô promove o desenvolvimento de aspectos cognitivos e afetivos. Durante os treinos, as crianças aprendem a lidar com desafios, frustrações e vitórias, desenvolvendo habilidades de autorregulação emocional e tomada de decisão (Franchini & Takito, 2014). Essa interação entre corpo e mente faz do judô uma prática educativa completa, alinhada aos princípios da Educação Física escolar e às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que reconhece as lutas como uma das manifestações da cultura corporal que devem ser exploradas no ensino fundamental (Brasil, 2018).
A prática sistemática do judô também tem relação direta com a melhoria da aptidão física relacionada à saúde. Estudos mostram que crianças praticantes da modalidade apresentam níveis superiores de força muscular, flexibilidade e coordenação motora em comparação a não praticantes (Silva & Alves, 2015; Ferreira et al., 2019). Além disso, o judô contribui para o controle do peso corporal e o aumento da densidade óssea, fatores fundamentais na prevenção de doenças metabólicas e posturais (Nahas, 2017).
Por reunir dimensões físicas, cognitivas e sociais, o judô se destaca como uma modalidade esportiva capaz de promover o desenvolvimento global do indivíduo. A prática regular, quando orientada por profissionais qualificados, favorece não apenas o desempenho físico, mas também a formação de valores éticos e morais que se estendem para além do tatame. Nesse sentido, a inserção do judô em contextos escolares e projetos sociais representa uma estratégia eficaz para a promoção da saúde, da cidadania e da educação integral.
4. MATERIAIS E MÉTODOS
4.1 Sujeitos: Participaram do estudo, 22 crianças e adolescentes de ambos os sexos (16 meninos e 6 meninas), com idades entre 6 e 12 anos, todos praticantes da modalidade do Judô em uma escolinha particular e uma escolinha pública do município de Cornélio Procópio-PR.
4.2 Coleta de dados: Será realizada uma pesquisa de campo descritiva, com crianças entre 6 e 12 anos, de ambos os sexos, praticantes de judô de uma escola pública e uma escola particular do município de Cornélio Procópio PR. Como critério de inclusão no estudo os sujeitos deveriam estar frequentando o presente projeto por no mínimo um mês. Por se tratar de menores, os pais ou responsáveis assinaram os termos de consentimento livre e esclarecido explicando o objetivo da avaliação nas crianças para posteriormente apresentar aos responsáveis.
4.3 Antropometria: A massa corporal foi medida em uma balança digital da marca ORIGINAL LINE, com escala de 0,1 kg, e a estatura mensurada através de uma fita métrica colocada na parede, com escala de 0,1 cm, de acordo com os procedimentos descritos por Gordon et al. (1998). O índice de massa corporal (IMC) foi determinado pelo quociente massa corporal/estatura2, sendo a massa corporal expressa em quilogramas (kg) e a estatura em metros (m). (Gordon et al., 1998).
4.4 Testes motores: Após a identificação das crianças seguiremos os padrões de avaliação propostos pela bateria de testes do PROESP ordem respectivamente: medidas de massa corporal, teste de sentar e alcançar, teste de abdominais em 1 minuto, teste de corrida de 6 minutos.
4.4.1 Medida do Índice de Massa Corporal:
Orientação: É determinado através do cálculo da razão (divisão) entre a medida de massa corporal total em quilogramas (peso) pela estatura (altura) em metros elevada ao quadrado.
4.4.2 Teste de sentar e alcançar:
Material: Fita métrica e fita adesiva.
Orientação: Coloca uma fita métrica no chão e na marca de 38 cm desta fita coloque um pedaço de fita adesiva de 30 cm em perpendicular. A fita adesiva deve fixar a fita métrica no solo. O sujeito a ser avaliado deve estar descalço. Os calcanhares devem tocar a fita adesiva na marca dos 38 centímetros e estarem separados 30 centímetros. Com os joelhos estendidos e as mãos sobrepostas, o avaliado inclina-se lentamente e estende as mãos para frente o mais longe que conseguir. O avaliado deve permanecer nesta posição o tempo necessário para a distância ser anotada. Serão realizadas duas tentativas.
4.4.3 Teste de abdominal de um minuto:
Material: Colchonetes e cronômetro.
Orientação: O aluno avaliado se posiciona em decúbito dorsal (de barriga para cima) com os joelhos flexionados a 45º e com os braços cruzados sobre o tórax. O avaliador, com as mãos, segura os tornozelos do estudante fixando-os ao solo. Ao sinal o aluno inicia os movimentos de flexão do tronco até tocar com os cotovelos nas coxas, retornando a posição inicial (não é necessário tocar com a cabeça no colchonete a cada execução). O aluno deverá realizar o maior número de repetições completas em 1 minuto.
4.4.4 Teste de corrida de 6 minutos:
Material: Local plano com marcação do perímetro da pista. Trena métrica. Cronômetro e ficha de registro. Orientação: Divide‐se os alunos em grupos adequados às dimensões da pista. Informa‐se aos alunos sobre a execução dos testes dando ênfase ao fato de que devem correr o maior tempo possível, evitando piques de velocidade intercalados por longas caminhadas. Durante o teste, informa-se ao aluno a passagem do tempo 2, 4 e 5 (“Atenção: falta 1 minuto). Ao final do teste soará um sinal sendo que os alunos deverão interromper a corrida, permanecendo no lugar onde estavam até ser anotada ou sinalizada a distância percorrida.
5. RESULTADOS E DISCUSSÃO


A Tabela 1 apresenta os resultados para IMC (Índice de Massa Corporal) entre os 22 alunos descritos de ambos os sexos, os resultados acima dos pontos de corte como ZONA DE RISCO À SAÚDE e os valores abaixo como ZONA SAUDÁVEL, com isso a maioria dos indivíduos teve um valor considerado saudável, cerca de 16.


A Tabela 2 apresenta os resultados para o teste Velocidade (Corrida 6 minutos) entre os 22 alunos descritos de ambos os sexos, os resultados foram representados com um ponto de corte, abaixo foram considerados RISCO, acima representados por SAUDAVEL.
Os resultados foram obtidos após uma análise dos dados, 6 crianças obtiveram o resultado “RISCO” e 16 alunos obtiveram o resultado “SAUDAVEL”, sendo assim a maioria são indivíduos saudáveis na variável velocidade.


A Tabela 3 apresenta os resultados para o teste flexibilidade (Sentar e Alcançar) entre os 22 alunos descritos de ambos os sexos, os resultados foram representados com um ponto de corte, acima foram considerados SAUDAVEL, abaixo considerados por RISCO.
Os resultados foram obtidos após uma análise dos dados, 8 crianças obtiveram o resultado “RISCO” e 14 alunos obtiveram o resultado “SAUDAVEL”, sendo assim a maioria são indivíduos saudáveis na variável flexibilidade.


A Tabela 4 apresenta os resultados para o teste Resistência (Abdominal) entre os 22 alunos descritos de ambos os sexos, os resultados foram representados com um ponto de corte, acima foram considerados SAUDAVEIS, abaixo representados por RISCO.
Os resultados foram obtidos após uma análise dos dados, 8 crianças obtiveram o resultado “RISCO” e 14 alunos obtiveram o resultado “SAUDAVEL”, sendo assim a maioria são indivíduos saudáveis na variável resistência.
DISCUSSÃO
Quanto a análise do Índice de Massa Corporal (IMC) dos participantes revelou uma média de 18,41 ± 1,56 kg/m², indicando que a maioria das crianças avaliadas apresenta níveis compatíveis com a faixa considerada saudável (Pitanga, 2002).
Observou-se que alguns indivíduos apresentaram valores superiores a 20 kg/m², classificados como risco para excesso de peso, enquanto a maior parte manteve-se dentro do intervalo saudável.
Estes resultados estão em concordância com estudos anteriores que investigaram o perfil antropométrico de crianças praticantes de judô, nos quais a maioria dos participantes apresentou IMC adequado para a faixa etária, sugerindo que a prática esportiva contribui para o controle do peso corporal e para a manutenção da saúde (Ferreira et al., 2019; Silva & Alves, 2015). Por outro lado, alguns estudos evidenciam valores de IMC mais elevados em populações escolares sedentárias ou sem prática regular de atividades físicas, destacando a importância do esporte para a prevenção de alterações metabólicas precoces (Nahas, 2017).
A avaliação do IMC, portanto, permite identificar rapidamente a presença de riscos nutricionais e orientar programas de intervenção, especialmente em contextos esportivos, como o judô, onde o controle do peso e a composição corporal influenciam diretamente no desempenho e na segurança durante os treinos (Guedes & Guedes, 2006).
A avaliação da resistência cardiorrespiratória dos participantes, realizada por meio da corrida de 6 minutos, apresentou uma média de 888,73 ± 116,53 metros, indicando que a maioria das crianças se encontra dentro da faixa considerada saudável para a idade (Gaya & Gaya, 2016). Observou-se, entretanto, que alguns indivíduos percorreram distâncias menores, classificadas como risco, sugerindo níveis inferiores de resistência cardiorrespiratória.
Estes achados corroboram com estudos anteriores que investigaram crianças praticantes de judô, onde a prática regular da modalidade foi associada à melhora significativa da resistência cardiorrespiratória, destacando o papel do judô no desenvolvimento de capacidades físicas essenciais para a saúde (Franchini & Takito, 2014; Matsumoto & Ferreira, 2018). Por outro lado, pesquisas com crianças sedentárias ou com pouca prática esportiva demonstram resultados inferiores nesta mesma bateria, reforçando a importância da atividade física sistemática para a promoção da saúde e prevenção de doenças (Nahas, 2017).
A análise do desempenho na corrida evidencia que a prática de judô, por envolver movimentos contínuos, alternância de intensidade e exercícios de contato físico, contribui de forma significativa para a aptidão cardiorrespiratória. Portanto, a monitorização periódica por meio de testes padronizados, como os do PROESP-BR, é fundamental para identificar crianças em situação de risco e orientar intervenções pedagógicas e esportivas direcionadas à melhoria da capacidade aeróbia (Guedes & Guedes, 2006).
A avaliação da flexibilidade dos participantes, realizada por meio do teste de Sentar e Alcançar, apresentou uma média de 31,64 ± 7,14 cm, indicando que a maioria das crianças avaliadas encontra-se dentro da faixa considerada saudável (Gaya & Gaya, 2016).
Contudo, alguns indivíduos apresentaram valores inferiores a 25 cm, classificados como risco, sugerindo limitação na amplitude de movimento e necessidade de atenção especial no desenvolvimento da flexibilidade.
Estes achados são consistentes com estudos que analisaram crianças praticantes de judô, nos quais a modalidade mostrou-se eficaz na melhoria da flexibilidade, devido à execução frequente de movimentos amplos de membros inferiores e alongamentos durante os treinos (Franchini & Takito, 2014; Matsumoto & Ferreira, 2018). Por outro lado, pesquisas com crianças sedentárias evidenciam valores menores na mesma bateria, reforçando que a prática regular de atividades físicas e esportivas influenciam positivamente a flexibilidade desde a infância (Nahas, 2017).
O desenvolvimento da flexibilidade é fundamental para a prevenção de lesões, a melhora da postura e a eficiência nos movimentos, especialmente em esportes de combate como o judô, nos quais o controle corporal e a amplitude de movimento são determinantes para a execução segura e eficaz das técnicas (Guedes & Guedes, 2006). Portanto, a monitorização periódica da flexibilidade por meio de testes padronizados é essencial para planejar intervenções pedagógicas e otimizar o desenvolvimento motor das crianças.
Os resultados obtidos no presente estudo, com média de *23,4 repetições abdominais* (DP = 7,1), indicam que as crianças avaliadas apresentaram um nível de *resistência abdominal considerado adequado para a faixa etária de 6 a 12 anos. Esses achados estão em concordância com pesquisas que analisaram a aptidão física de escolares, como o estudo de Bento et al. (2018), que identificou médias entre 20 e 25 repetições em crianças da mesma faixa etária, classificando a maioria como dentro do padrão saudável.
De modo semelhante, Silva e colaboradores (2020* observaram média de 22,7 repetições em estudantes de ensino fundamental, destacando que o desempenho tende a aumentar com a idade e a prática regular de atividades físicas. No presente estudo, a predominância de resultados classificados como “saudável” reforça essa tendência, sugerindo que o grupo possui um bom nível de força e resistência do tronco.
Por outro lado, a presença de algumas classificações em “risco” pode estar relacionada a fatores como o nível de atividade física habitual, diferenças de idade dentro da amostra e variações no desenvolvimento motor. Resultados semelhantes foram encontrados por Moura et al. (2019), que relataram maior variabilidade em grupos mistos de meninos e meninas, especialmente nas faixas etárias mais baixas.
De forma geral, os resultados demonstram que o grupo estudado apresenta desempenho dentro dos padrões esperados, com boa aptidão muscular abdominal. No entanto, ressalta-se a importância de incentivar práticas regulares de exercícios voltados ao fortalecimento do core, uma vez que essa capacidade está diretamente relacionada à prevenção de lesões, melhora postural e desempenho em atividades motoras escolares e esportivas.
6. CONCLUSÃO
O presente estudo teve como objetivo avaliar diferentes componentes da aptidão física relacionada à saúde — *índice de massa corporal (IMC), resistência cardiorrespiratória, flexibilidade e resistência abdominal* — em crianças de ambos os sexos, com idades entre 6 e 12 anos.
De modo geral, os resultados indicaram que a maioria das crianças apresentou níveis adequados de aptidão física, com predominância das classificações dentro da zona saudável* em todas as variáveis analisadas. A média de IMC (18,41 ± 1,56 kg/m²) demonstrou que a maior parte dos participantes encontra-se dentro da faixa considerada saudável, sugerindo *boa adequação nutricional e equilíbrio corporal.
No teste de corrida de 6 minutos, os resultados revelaram *desempenho satisfatório na resistência cardiorrespiratória*, com média de 888,73 ± 116,53 metros, corroborando estudos que destacam a importância da prática regular de atividades esportivas, como o judô, na melhoria da capacidade aeróbia e na manutenção da saúde cardiovascular.
Em relação à flexibilidade, observou-se média de 31,64 ± 7,14 cm, com maioria dos indivíduos classificados como saudáveis, o que reforça o papel positivo da prática esportiva no desenvolvimento da *amplitude de movimento e prevenção de lesões musculoesqueléticas.
Por fim, o teste de resistência abdominal apresentou média de 23,4 ± 7,1 repetições, evidenciando *níveis adequados de força e resistência do tronco entre os avaliados. Esses resultados demonstram um perfil de aptidão física equilibrado, compatível com os valores de referência para a faixa etária estudada.
Conclui-se, portanto, que o grupo avaliado apresenta *bons indicadores de saúde e aptidão física geral*, sendo a prática esportiva — especialmente modalidades como o judô — um fator determinante para o desenvolvimento global das capacidades físicas e para a formação de hábitos de vida saudáveis desde a infância.
Recomenda-se a continuidade do acompanhamento e da aplicação periódica dos testes físicos padronizados (como os do PROESP-BR), visando monitorar o crescimento, o desenvolvimento e a evolução do condicionamento físico das crianças, além de subsidiar estratégias pedagógicas e programas de promoção da saúde na escola e no esporte.
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