REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/pa10202511091830
Daiane Marliere Melo1; Ingrid dos Reis Chaves2; Regiane Lensh Santos3; Lucia Helena Ferreira Viana4; Fernanda Carini da Silva5
Resumo:
Este estudo tem como objetivo analisar o papel do enfermeiro na promoção e recuperação da qualidade de vida de mulheres submetidas à histerectomia, considerando os impactos físicos, emocionais e sociais decorrentes do procedimento. A pesquisa segue uma abordagem qualitativa baseada em revisão integrativa da literatura, analisando estudos publicados entre 2020 e 2025. Os principais resultados destacam que intervenções de cuidado humanizado, como suporte emocional e incentivo ao autocuidado, são fundamentais para a recuperação dessas pacientes, promovendo melhorias significativas na qualidade de vida. A revisão também identifica que práticas personalizadas e orientações educativas realizadas por enfermeiros têm impacto positivo na reabilitação, enfatizando a importância da capacitação continuada dos profissionais de saúde. Além disso, a pesquisa ressalta que compreender a histerectomia como um fenômeno biopsicossocial permite aos enfermeiros implementar estratégias de assistência mais eficientes, atendendo às demandas específicas das mulheres no período pós-operatório. Conclui-se que o cuidado de enfermagem humanizado, aliado a intervenções baseadas em evidências, é essencial para garantir a assistência integral e promover o bem-estar das mulheres submetidas à histerectomia. O estudo reafirma a relevância da atuação qualificada dos enfermeiros no desenvolvimento de práticas que valorizem o aspecto biopsicossocial e promovam a recuperação integral das pacientes.
Palavras-chave: histerectomia; enfermagem; cuidado humanizado.
Introdução
A histerectomia, que se refere à extração cirúrgica, seja de maneira parcial ou total, do útero, é amplamente considerada uma das cirurgias ginecológicas mais frequentemente realizadas em todo o mundo. Embora seja indicada em casos como miomas uterinos, câncer e outras condições ginecológicas, esse procedimento pode causar impactos físicos, emocionais e sociais significativos na vida das pacientes (Oliveira et al., 2025). Esse cenário reforça a importância de uma abordagem humanizada que vise minimizar o sofrimento e promover a qualidade de vida dessas mulheres, sobretudo no período pós-operatório.
Nesse contexto, o papel do enfermeiro é central, sendo responsável por oferecer cuidados holísticos que atendam às necessidades específicas das pacientes. No entanto, para que isso seja efetivo, a educação continuada em enfermagem assume uma posição de destaque, permitindo que os profissionais se mantenham atualizados com as melhores práticas e abordagens no cuidado às mulheres histerectomizadas. A atualização constante contribui para o aprimoramento das competências técnicas e emocionais, fomentando uma assistência que valoriza o apoio emocional, o autocuidado e a reabilitação integral das pacientes (Toso et al., 2021).
Além disso, estudos recentes têm evidenciado a relevância da humanização no cuidado de enfermagem, destacando que intervenções bem planejadas e personalizadas impactam diretamente na recuperação física e emocional das mulheres submetidas ao procedimento (Pelin, 2024). Dessa forma, compreender a histerectomia como um fenômeno biopsicossocial e investir na capacitação contínua dos enfermeiros é essencial para garantir uma assistência de qualidade e focada na melhoria do bem-estar e da qualidade de vida das pacientes.
A relevância deste estudo se justifica pela necessidade de uma abordagem integral no cuidado à saúde da mulher, especialmente em um momento tão delicado como o pós-operatório de uma histerectomia. Diante desse cenário, este trabalho tem como objetivo explorar o papel do enfermeiro na promoção e recuperação da qualidade de vida de mulheres submetidas a histerectomia.
Metodologia
A metodologia deste estudo segue uma abordagem qualitativa, por meio de uma revisão integrativa da literatura, visando responder ao problema de pesquisa e alcançar os objetivos propostos. Este método foi escolhido por permitir a síntese e análise crítica de informações relevantes sobre o papel do enfermeiro na promoção e recuperação da qualidade de vida de mulheres submetidas à histerectomia.
A pesquisa teve como ponto de partida a identificação de uma lacuna na literatura sobre o papel do enfermeiro no cuidado biopsicossocial de mulheres submetidas à histerectomia. A escolha do tema foi motivada pela relevância da atuação da enfermagem no contexto cirúrgico e pela necessidade de promover um cuidado mais humanizado e integral.
Para a escolha dos artigos, foram estabelecidos critérios que permitissem a inclusão e a exclusão, garantindo assim a qualidade e a relevância das obras.
Os critérios de inclusão foram definidos para selecionar artigos que abordassem diretamente o papel do enfermeiro e as dimensões biopsicossociais do cuidado relacionado à histerectomia, publicados entre 2020 e 2025, em português ou inglês, com texto completo disponível, e que estivessem indexados em bases de dados confiáveis. Por outro lado, foram excluídos os estudos que tratassem exclusivamente de aspectos técnicos ou cirúrgicos, aqueles fora do intervalo temporal determinado, artigos duplicados e pesquisas que apresentassem metodologia inconsistente ou pouco aplicável aos objetivos do presente trabalho.
A busca foi realizada em bases como PubMed, Scientific Eletronic Library Digital Online (SciELO) e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando operadores booleanos para refinar os resultados com termos como “histerectomia AND enfermeiro AND qualidade de vida” e “cuidado humanizado AND enfermagem AND saúde da mulher”. Após essa etapa, os artigos recuperados passaram por uma análise inicial de títulos e resumos, sendo posteriormente selecionados aqueles mais relevantes, submetendo-os a uma leitura detalhada.
Inicialmente, foram identificados 42 artigos, abrangendo diferentes perspectivas sobre o tema. No entanto, para garantir que a pesquisa fosse conduzida de forma precisa e relevante, 13 artigos foram selecionados por atenderem aos critérios de inclusão. Por outro lado, 29 artigos foram excluídos por não abordarem diretamente o papel do enfermeiro na recuperação pós histerectomia, por não apresentarem informações diretamente relacionadas ao tema ou por não fornecerem dados relevantes para os objetivos do estudo.
Na análise dos dados, foram considerados aspectos fundamentais como o objetivo, a metodologia empregada e os principais resultados de cada estudo. Além disso, foi dada atenção especial às contribuições dos artigos selecionados sobre a humanização do cuidado de enfermagem e seu impacto na recuperação das mulheres histerectomizadas, reconhecendo a importância de estratégias que valorizem o acolhimento e o suporte emocional ao longo do processo.
Etapas principais da metodologia
A Figura 1 apresenta o fluxograma das etapas metodológicas adotadas na realização da revisão integrativa, evidenciando o percurso lógico seguido para a construção do estudo, desde a escolha do tema até a análise crítica dos estudos selecionados.
Figura 1 – Fluxograma das etapas metodológicas da revisão integrativa.

Figura 1: Conforme ilustrado, a revisão integrativa seguiu cinco etapas metodológicas. Fonte: Elaborado pelas autoras (2025)
Resultados e Discussão
A histerectomia como experiência biopsicossocial
A histerectomia, embora seja uma intervenção cirúrgica com finalidade terapêutica, representa para muitas mulheres uma experiência que transcende o aspecto clínico. A retirada do útero pode ser vivenciada como uma perda simbólica, afetando diretamente a identidade feminina, a sexualidade e o sentimento de maternidade (Oliveira et al., 2025). Essa percepção é reforçada por relatos de pacientes que associam o útero à feminilidade, à fertilidade e à completude do corpo feminino. A ausência desse órgão pode gerar sentimentos de vazio, angústia e até mesmo crises existenciais.
Além disso, o impacto emocional da cirurgia pode ser intensificado pela falta de preparo psicológico e pela ausência de informações claras sobre o procedimento. Muitas mulheres relatam não terem sido devidamente orientadas sobre as implicações físicas e emocionais da histerectomia, o que contribui para o surgimento de quadros de ansiedade, depressão e baixa autoestima. Nesse contexto, o enfermeiro deve reconhecer a histerectomia como um fenômeno biopsicossocial e atuar de forma sensível, acolhedora e informativa, promovendo um cuidado que respeite a subjetividade da paciente.
Com base nos estudos analisados, foram identificadas diversas demandas enfrentadas pelas mulheres após a histerectomia. A Tabela 2 organiza essas demandas por dimensão (física, emocional, social, educacional e sexual), associando-as às intervenções de enfermagem propostas na literatura.
Tabela 2 – Demandas Identificadas no Pós-Operatório da Histerectomia e Intervenções de Enfermagem.

Fonte: Tabela elaborada pelas autoras (2025)
A sistematização das demandas evidencia a necessidade de uma abordagem integral por parte da enfermagem, que contemple não apenas os aspectos clínicos, mas também os emocionais e sociais da paciente. As intervenções propostas reforçam o papel do enfermeiro como agente de cuidado humanizado.
Escuta ativa e cuidado humanizado como pilares da assistência
A escuta ativa e o atendimento humanizado são abordagens que reforçam a conexão entre o profissional e o paciente, promovendo um espaço de confiança e acolhimento. Pelin (2024) destaca que a empatia e o respeito às singularidades da mulher são fundamentais para que ela se sinta segura e compreendida durante o processo de recuperação. O enfermeiro, ao oferecer um espaço de escuta qualificada, permite que a paciente expresse seus medos, dúvidas e sentimentos, o que contribui para a elaboração emocional da experiência cirúrgica.
A escuta ativa vai além da simples recepção de informações verbais; ela abrange a habilidade de captar sinais não verbais, incluindo expressões faciais, linguagem corporal e entonação da voz. Essa sensibilidade permite ao enfermeiro identificar necessidades ocultas e oferecer intervenções mais eficazes. O cuidado humanizado, por sua vez, exige que o profissional esteja presente de forma integral, respeitando o tempo, o ritmo e os limites da paciente. Essa abordagem promove uma recuperação mais tranquila, reduz o sofrimento psíquico e fortalece a autonomia da mulher.
A Tabela 3 apresenta as principais estratégias de cuidado humanizado identificadas nos estudos revisados. Essas práticas, quando aplicadas de forma sensível e ética, contribuem significativamente para a recuperação biopsicossocial da mulher submetida à histerectomia.
Tabela 3 – Estratégias de Cuidado Humanizado na Assistência à Mulher Histerectomizada.


Fonte: Tabela elaborada pelas autoras (2025)
As estratégias destacadas demonstram que o cuidado humanizado não se limita à técnica, mas envolve presença, escuta, acolhimento e respeito à singularidade da paciente. A atuação do enfermeiro, nesse contexto, é essencial para promover segurança, autonomia e bem-estar.
Educação em saúde e protagonismo feminino
A educação em saúde é uma ferramenta estratégica na promoção do protagonismo da mulher no cuidado com sua saúde. Costa et al. (2021) evidenciam que a orientação adequada sobre o procedimento cirúrgico, os cuidados pós-operatórios e as possíveis alterações físicas e emocionais contribuem para que a paciente compreenda e participe ativamente do seu processo de reabilitação. O enfermeiro, nesse cenário, atua como facilitador do conhecimento, promovendo autonomia, segurança e confiança.
A mulher bem informada tende a apresentar melhor adesão às recomendações clínicas, menor índice de complicações e maior satisfação com o cuidado recebido. Além disso, a educação em saúde contribui para a desconstrução de mitos e tabus relacionados à histerectomia, permitindo que a paciente ressignifique sua experiência e reconstrua sua identidade. O enfermeiro deve utilizar linguagem acessível, recursos educativos e estratégias participativas para garantir que a informação seja compreendida e aplicada de forma eficaz.
Continuidade do cuidado na atenção primária
O papel do enfermeiro na Atenção Primária à Saúde é essencial para garantir que o atendimento continue de forma adequada após a alta hospitalar. Toso et al. (2021) ressaltam que o acompanhamento longitudinal permite identificar precocemente sinais de sofrimento emocional, orientar sobre práticas de autocuidado e fortalecer o vínculo com a paciente. O enfermeiro da Estratégia Saúde da Família, ao realizar visitas domiciliares e atendimentos ambulatoriais, contribui para a construção de um cuidado integral, que considera o contexto social, familiar e cultural da mulher.
A continuidade do cuidado é um princípio da atenção integral à saúde, que visa garantir que a paciente não seja abandonada após o procedimento cirúrgico. Nesse sentido, a atuação do enfermeiro deve ser pautada em práticas que assegurem o acompanhamento clínico, o suporte emocional e a articulação com outros níveis de atenção, promovendo uma assistência contínua e resolutiva.
Segundo o Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), o enfermeiro na atenção básica deve atuar com autonomia técnica, científica e ética, sendo responsável por ações que envolvem promoção da saúde, prevenção de danos, ensino em saúde e gestão do cuidado. O COFEN confirma que esse profissional desempenha um papel crucial na criação de sistemas de saúde que sejam mais acessíveis e justos, e que sua atuação deve estar em conformidade com os princípios da integralidade e da humanização, principalmente em áreas vulneráveis e em situações com elevada necessidade de assistência (COFEN, 2022).
O conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (COREN-SP), enfatiza que é fundamental que o enfermeiro desenvolva metodologias que respeitem o território, as tradições culturais e a individualidade das pessoas. O COREN-SP orienta que o cuidado deve ser centrado na pessoa e não apenas na doença, e que o profissional de enfermagem deve ser capaz de reconhecer os determinantes sociais da saúde, respeitar os saberes populares e atuar de forma integrada com a comunidade, promovendo vínculos duradouros e ações que transcendam o atendimento pontual (COREN-SP, 2020).
Essas diretrizes institucionais reforçam que a atuação do enfermeiro na atenção primária não se limita ao acompanhamento clínico, mas envolve uma postura ativa, acolhedora e comprometida com a construção de redes de apoio e estratégias de cuidado compartilhado. Ao reconhecer as necessidades físicas, emocionais e sociais da mulher histerectomizada, o profissional contribui para sua reabilitação plena, respeitando sua trajetória, promovendo saúde com dignidade e fortalecendo sua autonomia no processo de viver com qualidade.
Suporte familiar e rede de apoio
O envolvimento da família e da rede de apoio é um fator que influencia diretamente na qualidade de vida da mulher submetida à histerectomia. Souza et al. (2025) apontam que o suporte afetivo oferecido por familiares reduz o estresse, a sensação de isolamento e favorece a adaptação à nova condição de vida. O enfermeiro deve incluir os familiares no plano de cuidado, orientando- os sobre os desafios do pós-operatório e estimulando práticas de apoio emocional e prático à paciente.
A presença de uma rede de apoio sólida contribui para a construção de um ambiente acolhedor, que favorece a recuperação física e emocional. O enfermeiro pode promover grupos de apoio, rodas de conversa e atividades educativas que envolvam familiares e cuidadores, fortalecendo os vínculos e promovendo a corresponsabilidade no cuidado. Essa abordagem amplia o alcance da assistência de enfermagem e contribui para a construção de uma cultura de cuidado compartilhado.
Prática baseada em evidências e formação continuada
A prática baseada em evidências é um dos pilares da assistência de enfermagem qualificada. A análise dos estudos revela que intervenções fundamentadas em pesquisas científicas promovem melhores resultados clínicos e maior satisfação das pacientes. A formação continuada dos profissionais é fundamental para que se mantenham informados sobre as melhores práticas, métodos terapêuticos e abordagens de cuidado humanizado.
Toso et al. (2021) reforçam que a capacitação técnica e emocional do enfermeiro é determinante para a implementação de ações que valorizem a singularidade da mulher e promovam sua reabilitação integral. A educação permanente deve ser incentivada pelas instituições de saúde, por meio de cursos, oficinas, treinamentos e espaços de reflexão sobre a prática profissional. O enfermeiro que investe em sua formação está mais preparado para enfrentar os desafios da assistência e oferecer um cuidado ético, competente e humanizado.
A Tabela 4 sintetiza as contribuições da enfermagem em cada etapa do cuidado à mulher histerectomizada, desde o pré-operatório até a reintegração social. Esta estrutura possibilita entender a permanência e a totalidade do serviço oferecido.
Tabela 4 – Contribuições da Enfermagem por Etapa do Cuidado à Mulher Submetida à Histerectomia.


Fonte: Tabela elaborada pelas autoras (2025)
A atuação do enfermeiro em todas as fases do cuidado reforça a importância de uma abordagem longitudinal e centrada na paciente. A presença ativa do profissional contribui para a prevenção de complicações, o fortalecimento emocional e a reconstrução da identidade feminina.
Conclusão
A revisão integrativa realizada possibilitou uma observação minuciosa e cuidadosa sobre a função que o enfermeiro exerce na Promoção e recuperação da qualidade de vida das mulheres que se submeteram a uma histerectomia. Os estudos analisados evidenciam que a atuação da enfermagem transcende o cuidado técnico, inserindo-se como elemento fundamental na construção de uma assistência biopsicossocial, humanizada e centrada na pessoa.
A histerectomia, apesar de ser um procedimento cirúrgico frequentemente recomendado para tratar várias condições ginecológicas, para muitas mulheres é uma vivência marcada por emoções de perda, insegurança e alteração na identidade. Nesse contexto, o enfermeiro se apresenta como profissional capaz de acolher, orientar e acompanhar a paciente em todas as fases do processo, desde o pré-operatório até a reintegração social.
A escuta ativa, o acolhimento emocional, a educação em saúde e o envolvimento da rede de apoio são estratégias que, quando aplicadas com sensibilidade e competência, promovem autonomia, segurança e bem-estar à mulher. A continuidade do cuidado, especialmente no âmbito da Atenção Primária à Saúde, fortalece o vínculo terapêutico e amplia as possibilidades de recuperação integral.
Além disso, a prática baseada em evidências e a formação continuada dos profissionais de enfermagem são elementos indispensáveis para garantir uma assistência qualificada, ética e eficaz. O investimento na capacitação técnica e emocional do enfermeiro contribui para a valorização da profissão e para a construção de práticas que respeitem a singularidade de cada paciente.
Diante dos achados, recomenda-se que instituições de saúde e ensino incentivem a formação humanizada dos profissionais, promovam espaços de escuta e reflexão sobre o cuidado à mulher e ampliem as estratégias de acompanhamento no pós-operatório da histerectomia. Sugere-se, ainda, que futuras pesquisas aprofundem a relação entre o cuidado de enfermagem e os aspectos psicossociais da mulher histerectomizada, contribuindo para o fortalecimento da assistência integral e da saúde feminina.
Dessa forma, este trabalho procura oferecer uma contribuição significativa, baseada em evidências, para a prática profissional do enfermeiro, promovendo ações que valorizem a singularidade de cada paciente e ampliem sua qualidade de vida, além de reforçar a importância da educação continuada dos profissionais na implementação de práticas fundamentadas na ciência e voltadas ao bem-estar das pacientes e reafirma que o enfermeiro, ao atuar com empatia, conhecimento e compromisso ético, torna-se um agente transformador na vida de mulheres que enfrentam o processo de histerectomia, promovendo não apenas a recuperação física, mas também a reconstrução emocional e social dessas pacientes.
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1Graduanda em Enfermagem daianejúnior.melo@gmail.com
Centro Universitário Piaget-UNIPIAGET
2Graduanda em Enfermagem ingridreis.melzinha@gmail.com
Centro Universitário Piaget-UNIPIAGET
3Graduanda em Enfermagem lenshregiane@gmail.com
Centro Universitário Piaget-UNIPIAGET
4Enfermeira Mestre em Políticas Social luciavianal@unipiaget.edu.br
Centro Universitário Piaget-UNIPIAGET
5Coordenadora de Enfermagem emfermagem@faculdadeunipiaget.edu.br
Centro Universitário Piaget-UNIPIAGET
