O PAPEL DA FISIOTERAPIA NOS CUIDADOS PALIATIVOS EM PACIENTES ONCOLÓGICOS 

THE ROLE OF PHYSIOTHERAPY IN PALLIATIVE CARE FOR CANCER  PATIENTS 

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202512081812


Romário Alves De Sousa Vargas¹


RESUMO 

O artigo aborda a importância da fisioterapia no cuidado de pacientes oncológicos em  estágio terminal, com foco nos cuidados paliativos. A fisioterapia desempenha um  papel fundamental na melhoria da qualidade de vida desses pacientes, aliviando  sintomas como dor, falta de ar, fadiga e dificuldades de mobilidade, além de prevenir  complicações relacionadas à imobilidade e à progressão da doença. No contexto dos  cuidados paliativos, o objetivo da fisioterapia não é curar, mas proporcionar conforto,  autonomia e bem-estar. Técnicas fisioterapêuticas específicas, como exercícios  respiratórios, mobilização articular e alongamentos, são utilizadas para reduzir a dor  e melhorar a função pulmonar, a circulação sanguínea e o conforto físico geral. Além  disso, a fisioterapia pode auxiliar na prevenção de complicações, como úlceras de  pressão, e no manejo de sintomas neurológicos ou musculoesqueléticos. O artigo  também destaca a importância de uma abordagem multidisciplinar no cuidado  paliativo, em que o fisioterapeuta trabalha em conjunto com médicos, enfermeiros e  outros profissionais de saúde, adaptando os tratamentos às necessidades individuais  de cada paciente. O papel da fisioterapia é, portanto, essencial não apenas para o  alívio físico, mas também para o suporte emocional, proporcionando dignidade ao  paciente e apoio à sua família. Em conclusão, a fisioterapia é uma ferramenta valiosa  nos cuidados paliativos oncológicos, contribuindo significativamente para a qualidade  de vida dos pacientes, ajudando a minimizar o sofrimento físico e psicológico até o  final da vida. 

Palavras chaves: Cuidados. Fisioterapia. Pacientes oncológicos.  

ABSTRACT 

This article addresses the importance of physiotherapy in the care of terminally ill  cancer patients, focusing on palliative care. Physiotherapy plays a fundamental role in  improving the quality of life of these patients, alleviating symptoms such as pain, shortness of breath, fatigue, and mobility difficulties, as well as preventing  complications related to immobility and disease progression. In the context of palliative  care, the goal of physiotherapy is not to cure, but to provide comfort, autonomy, and  well-being. Specific physiotherapeutic techniques, such as respiratory exercises, joint  mobilization, and stretching, are used to reduce pain and improve pulmonary function,  blood circulation, and overall physical comfort. Furthermore, physiotherapy can help  prevent complications such as pressure ulcers and manage neurological or  musculoskeletal symptoms. The article also highlights the importance of a  multidisciplinary approach in palliative care, where the physiotherapist works in  conjunction with physicians, nurses, and other healthcare professionals, adapting  treatments to the individual needs of each patient. The role of physiotherapy is  therefore essential not only for physical relief, but also for emotional support, providing  dignity to the patient and support to their family. In conclusion, physiotherapy is a  valuable tool in oncological palliative care, contributing significantly to the quality of life  of patients, helping to minimize physical and psychological suffering until the end of  life. 

Keywords: Care. Physiotherapy. Oncological patients.

1. INTRODUÇÃO 

O papel da fisioterapia nos cuidados paliativos em pacientes oncológicos é de  extrema importância para promover qualidade de vida e alívio de sintomas em uma  fase tão delicada da doença. A atuação da fisioterapia nesse contexto visa  proporcionar conforto, minimizar complicações decorrentes da imobilidade e da  própria doença, além de contribuir para a autonomia e independência dos pacientes.  Os fisioterapeutas são profissionais altamente treinados e qualificados que utilizam  uma variedade de técnicas e estratégias para cuidar dos pacientes (Silva, 2021). 

Eles trabalham em estreita colaboração com a equipe médica e outros  profissionais de saúde para desenvolver um plano de tratamento personalizado para  cada paciente. Durante os cuidados paliativos, os fisioterapeutas ajudam os pacientes  a manter a mobilidade, melhorar a função pulmonar e cardíaca, reduzir a dor e a  fadiga, controlar os sintomas respiratórios e ajudar no manejo de linfedema, caso  necessário (Moraes, 2021). 

A fisioterapia também desempenha um papel vital na promoção do bem-estar  psicossocial dos pacientes, fornecendo apoio emocional e ajudando-os a lidar com a  ansiedade e o estresse. Ao trabalhar em estreita colaboração com a equipe de  cuidados paliativos, os fisioterapeutas podem ajudar a melhorar a qualidade de vida  dos pacientes e proporcionar-lhes o máximo de conforto possível. 

Os cuidados paliativos em pacientes oncológicos representam uma abordagem  terapêutica que busca atender às necessidades físicas, psicológicas, sociais e  espirituais desses indivíduos, com o objetivo principal de proporcionar conforto e  qualidade de vida. Nesse contexto, a fisioterapia desempenha um papel significativo,  contribuindo para a melhoria da funcionalidade e bem-estar dos pacientes, além de  auxiliar no controle de sintomas como dor, fadiga e dispneia.

2. CONTRIBUIÇÕES DA FISIOTERAPIA NA MELHORA DA QUALIDADE DE VIDA  DE PACIENTES ONCOLÓGICOS EM CUIDADOS PALIATIVOS 

A fisioterapia em cuidados paliativos oncológicos exerce papel decisivo na  redução dos principais sintomas que comprometem a qualidade de vida, tais como  dor, dispneia, fadiga e limitações funcionais. Intervenções como cinesioterapia,  exercícios resistidos leves, mobilizações articulares, fisioterapia respiratória e técnicas  de relaxamento têm demonstrado resultados significativos na melhora funcional e no  alívio sintomático, conforme evidenciado por estudos recentes (Gauchez et al., 2024). 

A atuação fisioterapêutica contribui de forma importante para a redução da  fadiga relacionada ao câncer, um dos sintomas mais incapacitantes. Ensaios clínicos  apontam que programas de exercícios adaptados, mesmo em pacientes avançados,  são seguros e melhoram a tolerância ao esforço e o desempenho nas atividades de  vida diária (Ogundunmade et al., 2024). Além disso, técnicas respiratórias — como  treinamento diafragmático, respiração controlada e ajustes posturais — auxiliam  diretamente no manejo da dispneia, gerando melhora significativa na sensação de  conforto (Valdivia-Martínez et al., 2024). 

O manejo da dor oncológica também representa uma área central na prática  fisioterapêutica. Técnicas de posicionamento, liberação miofascial, massoterapia e  mobilizações suaves reduzem o desconforto e favorecem a funcionalidade, podendo  inclusive diminuir a necessidade de doses mais altas de medicamentos analgésicos  (Santos et al., 2022). Ademais, a integração de práticas complementares como  massagem terapêutica e exercícios leves tem impacto positivo no bem-estar  emocional do paciente, reforçando a percepção de cuidado integral (Ogundunmade et  al., 2024). 

Outra contribuição relevante da fisioterapia é a prevenção de complicações  decorrentes da imobilidade, como úlceras por pressão, contraturas musculares e  perda de massa magra. Programas de mobilização adaptada, mesmo que mínimos,  são capazes de preservar a funcionalidade e favorecer a autonomia do paciente em  suas atividades básicas (World Health Organization, 2024). O suporte domiciliar do  fisioterapeuta e o treinamento de cuidadores ampliam ainda mais esses benefícios,  garantindo segurança e dignidade ao paciente em estágio avançado da doença. 

Assim, a fisioterapia, quando integrada a equipes multiprofissionais de  cuidados paliativos, promove ganhos substanciais em indicadores clínicos e na qualidade de vida, sustentando um cuidado centrado na pessoa e alinhado às suas  metas e desejos (Gauchez et al., 2024; Ogundunmade et al., 2024). 

3. ESTRATÉGIAS FISIOTERAPÊUTICAS PARA PROMOÇÃO DE CONFORTO,  AUTONOMIA E HUMANIZAÇÃO NO FINAL DA VIDA 

Nos cuidados paliativos oncológicos, a fisioterapia atua de forma direcionada à  promoção do conforto, da autonomia e da humanização do cuidado. A prática parte  de uma avaliação funcional detalhada e do estabelecimento de metas realistas, de  curto prazo, respeitando o momento clínico, as limitações e as preferências do  paciente (World Health Organization, 2024). A intervenção deve ser ética e  proporcional, evitando sobrecarga terapêutica e priorizando medidas que tragam alívio  imediato. 

Estratégias voltadas ao conforto incluem posicionamento adequado no leito,  trocas posturais, uso de apoios e técnicas manuais para redução da dor. Essas ações  simples e de grande impacto auxiliam na prevenção de úlceras por pressão e  diminuem a tensão muscular, favorecendo uma postura respiratória mais eficiente  (Domingos et al., 2025). Ademais, o posicionamento adequado contribui para uma  melhor ventilação e redução da estase de secreções, minimizando a sensação de  dispneia (Valdivia-Martínez et al., 2024). 

A promoção de autonomia ocorre mediante exercícios leves, treino de  transferências, orientações de segurança e adaptações nas atividades diárias. Mesmo  exercícios isométricos mínimos podem preservar a força muscular, auxiliando o  paciente a desempenhar atividades significativas, como higiene pessoal e  alimentação assistida (Gauchez et al., 2024). A capacitação dos cuidadores também  é um componente essencial, garantindo continuidade ao cuidado e reduzindo riscos  de sobrecarga física e emocional. 

A humanização do cuidado inclui comunicação empática, escuta ativa e  integração da família nos processos decisórios. O fisioterapeuta atua não apenas  como técnico, mas como suporte emocional, contribuindo para o acolhimento do  sofrimento físico, psicológico e espiritual. Pesquisas recentes apontam que  intervenções fisioterapêuticas baseadas na empatia e no toque terapêutico aumentam  a sensação de dignidade e segurança do paciente (Domingos et al., 2025).

Por fim, práticas fisioterapêuticas em cuidados paliativos devem ser guiadas  por evidências e por protocolos que valorizem a singularidade do paciente,  assegurando um cuidado realmente centrado na pessoa (World Health Organization,  2024).

4. MATERIAL E MÉTODOS 

A primeira etapa consistiu na busca por artigos, livros e publicações científicas  relevantes sobre fisioterapia nos cuidados paliativos oncológicos. Para isso, foi  realizada uma pesquisa em bases de dados científicas, como PubMed, Scopus,  Google Scholar, SciELO e BVS (Biblioteca Virtual em Saúde), utilizando palavras chave como “fisioterapia”, “cuidados paliativos”, “pacientes oncológicos”, “qualidade  de vida”, “tratamento sintomático” e “intervenções fisioterapêuticas”. A busca foi  limitada a artigos publicados nos últimos 10 anos, priorizando as publicações mais  recentes e relevantes para o tema. 

Os artigos foram selecionados com base nos seguintes critérios de inclusão:  (a) estudos que abordassem especificamente o papel da fisioterapia nos cuidados  paliativos de pacientes oncológicos; (b) artigos revisados por pares; (c) publicações  que tratassem da aplicação de técnicas fisioterapêuticas para manejo de sintomas,  como dor, fadiga, dificuldades respiratórias, entre outros. Critérios de exclusão  incluíram: (a) estudos que não abordassem a população alvo de pacientes  oncológicos em cuidados paliativos, e (b) artigos que não fornecessem informações  relevantes sobre intervenções fisioterapêuticas. 

A análise dos artigos foi realizada de forma qualitativa, com o objetivo de  identificar as principais técnicas de fisioterapia aplicadas aos pacientes oncológicos  em cuidados paliativos, bem como os benefícios observados em relação à qualidade  de vida, alívio de sintomas e melhora da funcionalidade. Foi dada ênfase nas  abordagens utilizadas para controle da dor, mobilidade, respiração e bem-estar geral  dos pacientes. Além disso, foram analisadas as contribuições de diferentes  profissionais de saúde no contexto de cuidados paliativos, com foco no trabalho  interdisciplinar. 

A síntese dos dados coletados foi organizada em tópicos, abordando os  diferentes aspectos da atuação da fisioterapia, como intervenções respiratórias,  terapias manuais, exercícios de fortalecimento, alongamentos e cuidados preventivos.

5. RESULTADOS E DISCUSSÃO 

Abaixo segue um quadro que resume as principais contribuições de autores  que abordam a atuação da fisioterapia em cuidados paliativos de pacientes  oncológicos, com base nos resultados extraídos da revisão da literatura.

Autor(es) Ano Objetivo/Contribuição  PrincipalMétodo de  EstudoResultados  Principais
Anger 2022 Avaliar a eficácia de  intervenções  
fisioterapêuticas no  controle de sintomas  em pacientes  oncológicos em  cuidados paliativos.
Estudo  
experimental  
com grupo de  controle
Melhorias  
significativas na  redução da dor,  fadiga e dificuldade  respiratória com o  uso de técnicas como  exercícios  
respiratórios e  alongamentos.
De Camargo 2023 Analisar a contribuição  da fisioterapia no  manejo da dor e na  qualidade de vida dos  pacientes oncológicos.Revisão  
sistemática da  literatura
A fisioterapia  contribui para o alívio  da dor e melhora da  qualidade de vida,  especialmente com  técnicas de  mobilização articular  e exercícios  respiratórios.
De Oliveira 2020 Estudar a eficácia de  intervenções  
fisioterapêuticas no  alívio de sintomas  relacionados à  imobilidade.
Estudo de  casoA fisioterapia ajudou  na prevenção de  complicações como  úlceras de pressão e  trombose,  
melhorando a  mobilidade e  reduzindo os efeitos  da imobilidade em  pacientes terminais.
Souza 2024 Avaliar o impacto da  fisioterapia respiratória  no conforto e na função pulmonar de pacientes  oncológicos com  metástases  
pulmonares.
Estudo clínico  com intervenção  terapêuticaA fisioterapia  respiratória  
demonstrou aumento da saturação de  oxigênio e diminuição  da dispneia,  melhorando a  qualidade de vida dos  pacientes com  metástases  
pulmonares.
Da Mota 2024 Explorar a abordagem  interdisciplinar na  implementação de  cuidados paliativos,  com foco na  fisioterapia.Estudo  
qualitativo com  entrevistas
Destacou-se a  importância do  trabalho conjunto  entre fisioterapeutas,  médicos e  enfermeiros, com  benefícios para o  controle da dor e  melhoria da  mobilidade, além do  suporte emocional.
Alves 2021 Investigar o papel da  fisioterapia no  tratamento da fadiga  em pacientes com  câncer.Ensaio clínico  randomizadoIntervenções  
fisioterapêuticas  como exercícios de  fortalecimento e  alongamento  
reduziram a fadiga e  aumentaram os  níveis de energia e  funcionalidade nos  pacientes com  câncer em estágio  avançado.
Moraes 2021 Examinar as  contribuições das  técnicas de fisioterapia  no alívio dos sintomas  musculoesqueléticos  em pacientes  oncológicos.Revisão  
bibliográfica
A fisioterapia manual  e técnicas de  fortalecimento  
muscular mostraram se eficazes no alívio  de dores  musculoesqueléticas,  comuns em 
pacientes em  cuidados paliativos.

Os cuidados paliativos em pacientes oncológicos visam proporcionar conforto  e qualidade de vida, principalmente em estágios avançados da doença. Por meio de  uma abordagem holística, as necessidades físicas, psicológicas, sociais e espirituais  são consideradas, com foco na redução do sofrimento. É fundamental que a equipe  esteja preparada para lidar com aspectos como controle de sintomas, comunicação  eficaz e suporte emocional, proporcionando dignidade ao paciente durante todo o  processo de tratamento (Anger, 2022). 

Além disso, é essencial que os profissionais de saúde estejam atentos à  individualidade de cada paciente, levando em consideração suas preferências,  crenças e valores. É um momento delicado, no qual a empatia e o respeito devem  estar presentes em todas as etapas do cuidado, desde o diagnóstico até os cuidados  paliativos. Nesse sentido, a equipe multidisciplinar desempenha um papel  fundamental, integrando diferentes profissionais, como médicos, enfermeiros,  psicólogos, assistentes sociais (De Carmargo, 2023). 

Cada um desses profissionais traz consigo conhecimentos e habilidades  específicas, complementando-se mutuamente para proporcionar um atendimento  abrangente e de qualidade. Além do suporte físico e emocional, os cuidados paliativos  também incluem cuidados espirituais, com a disponibilidade de capelães e outros  profissionais religiosos para aqueles que desejam discutir questões de fé e  espiritualidade. A dimensão espiritual desempenha um papel importante no  enfrentamento da doença e na busca por um sentido em meio à dificuldade. Conforme  a doença progride, é comum que os pacientes enfrentem sintomas desafiadores,  como dor, fadiga, falta de apetite e dificuldades respiratórias (De Carmargo, 2023). 

Nesses casos, a equipe de cuidados paliativos busca maneiras de aliviar esses  sintomas, seja por meio de medicamentos, terapias complementares ou outras  intervenções de suporte. Além disso, os cuidados paliativos também se estendem aos  familiares e cuidadores, oferecendo apoio emocional e informação sobre os cuidados  necessários. A enfermidade oncológica afeta não apenas o paciente, mas também  aqueles que estão ao seu redor. Portanto, é crucial que essas pessoas recebam o suporte necessário para enfrentar os desafios emocionais e práticos que surgem ao  longo do tratamento (De Oliveira, 2020). 

Em resumo, os cuidados paliativos em pacientes oncológicos são essenciais  para proporcionar conforto, dignidade e qualidade de vida em estágios avançados da  doença. A equipe de saúde deve estar preparada para lidar com todos os aspectos  físicos, emocionais, sociais e espirituais, buscando o alívio do sofrimento e o cuidado  integral do paciente. É um trabalho árduo, porém gratificante, que demanda  sensibilidade, compaixão e dedicação para fazer a diferença na vida daqueles que  enfrentam essa doença desafiadora. 

A atuação de uma equipe multidisciplinar nos cuidados paliativos em pacientes  oncológicos é absolutamente essencial para abordar as diversas necessidades que  emergem nesse contexto desafiador e complexo. Além dos renomados e competentes  profissionais de saúde, como médicos incrivelmente talentosos, enfermeiros  dedicados, psicólogos sensíveis e compreensivos e assistentes sociais prontos para  oferecer suporte integral, a fisioterapia também desempenha um papel fundamental e  eficaz (Souza, 2024). 

Através de suas habilidades e conhecimentos diferenciados, os fisioterapeutas  fornecem um suporte singular, promovendo a melhora da funcionalidade do paciente  e auxiliando na redução de sintomas físicos desagradáveis. Essa incrível equipe  multidisciplinar colabora de forma harmoniosa e sincronizada para proporcionar a  máxima qualidade de vida ao paciente e o tão necessário alívio de desconfortos e  dores. Com o enfoque na melhora integral do paciente, os fisioterapeutas empregam  uma abordagem personalizada e abrangente.  

Utilizando técnicas avançadas e inovadoras, eles trabalham em conjunto com  a equipe de cuidados paliativos para desenvolver um plano de tratamento adaptado  às necessidades específicas do paciente. Essa abordagem holística leva em  consideração não apenas os aspectos físicos, mas também os emocionais, sociais e  psicológicos do paciente (Da Mota, 2024). 

Dentre as intervenções da fisioterapia, destacam-se a mobilização precoce,  visando evitar complicações decorrentes do imobilismo, como atrofias musculares e  trombose venosa profunda. Além disso, técnicas de terapia manual podem ser  aplicadas para promover o alívio de tensões musculares e restabelecer a amplitude  de movimento das articulações afetadas pela doença. Exercícios terapêuticos também são fundamentais para melhorar a força muscular, a resistência física e a capacidade  funcional do paciente.  

O trabalho dos fisioterapeutas não se restringe apenas ao ambiente hospitalar.  Eles também desempenham um papel importante no acompanhamento domiciliar,  realizando visitas regulares ao paciente para fornecer suporte contínuo e garantir a  adesão ao tratamento. Além disso, a fisioterapia respiratória é frequentemente  utilizada para melhorar a função pulmonar do paciente e facilitar a respiração. Por fim,  mas não menos importante, a atuação da equipe multidisciplinar não se limita apenas  aos cuidados com o paciente.  

Eles também desempenham um papel fundamental no suporte à família,  oferecendo apoio emocional, informações relevantes e orientações para lidar com os  desafios que surgem ao enfrentar uma doença grave. A empatia e a compaixão são  características fundamentais desses profissionais e contribuem para o bem-estar  tanto do paciente quanto de seus familiares.  

Em suma, a atuação da equipe multidisciplinar nos cuidados paliativos em  pacientes oncológicos é essencial para promover a qualidade de vida, o alívio de  sintomas desagradáveis e o suporte integral. Os fisioterapeutas desempenham um  papel fundamental nesse contexto, utilizando suas habilidades e conhecimentos para  melhorar a funcionalidade do paciente e proporcionar conforto e bem-estar. Com uma  abordagem personalizada e abrangente, essa equipe multidisciplinar trabalha em  harmonia para oferecer os melhores cuidados possíveis e garantir que os pacientes  enfrentem a doença de maneira mais leve e tranquila (Moraes, 2021). 

A fisioterapia em cuidados paliativos é uma abordagem multidisciplinar que visa  a melhoria e o aprimoramento da qualidade de vida dos pacientes oncológicos em  estágio avançado. Essa prática busca promover o alívio dos diversos sintomas  associados ao câncer, como dor, fadiga e dificuldades respiratórias, além de oferecer  recursos para a redução do desconforto e o aumento da funcionalidade desses  indivíduos.  

Para isso, o fisioterapeuta emprega intervenções específicas, como técnicas  de reabilitação, terapia manual, exercícios físicos e orientações sobre postura e  respiração adequadas. A atuação do fisioterapeuta nesse contexto é fundamental para  proporcionar conforto e bem-estar aos pacientes, levando em consideração não  apenas suas limitações físicas, mas também suas necessidades emocionais e  psicossociais (Alves, 2022).

Além disso, o fisioterapeuta é responsável por avaliar e monitorar  constantemente a evolução do paciente, adaptando as intervenções e buscando  sempre a máxima eficácia dos tratamentos oferecidos. É importante ressaltar que a  fisioterapia em cuidados paliativos não se restringe apenas ao aspecto físico, mas  também se preocupa em proporcionar suporte e conforto emocional a esses  pacientes, contribuindo para a melhoria de sua qualidade de vida global. 

A implementação da fisioterapia em cuidados paliativos enfrenta desafios  significativos. Um dos principais desafios é a falta de compreensão generalizada sobre  o papel vital do fisioterapeuta nesse contexto. Além disso, existe a escassez  preocupante de recursos financeiros e materiais disponíveis para a prática efetiva da  fisioterapia em cuidados paliativos. Outro obstáculo importante é a resistência  enfrentada pelos profissionais de saúde em relação à inclusão da fisioterapia como  parte integrante do tratamento em cuidados paliativos (Souza, 2024). 

Essa resistência muitas vezes se deve a uma falta de conhecimento adequado  sobre os benefícios que a fisioterapia pode proporcionar aos pacientes em estágio  avançado de doenças graves. Além disso, a falta de capacitação específica dos  profissionais de saúde em relação aos cuidados paliativos também é uma barreira  significativa. É essencial que os fisioterapeutas, assim como os demais profissionais  de saúde envolvidos, recebam uma formação adequada e contínua para que possam  atender às necessidades específicas dos pacientes em cuidados paliativos (Dos  Santos, 2024). 

Superar essas barreiras é fundamental para garantir o acesso equitativo dos  pacientes oncológicos aos benefícios da fisioterapia. Uma estratégia eficaz para  alcançar esse objetivo é a implementação de programas de educação interdisciplinar,  nos quais os diversos profissionais de saúde envolvidos nos cuidados paliativos  tenham a oportunidade de aprender e colaborar uns com os outros. Isso ajudará a  aumentar a compreensão sobre a importância e o papel do fisioterapeuta nesse  contexto. (Dos Santos, 2024). 

Além disso, é crucial sensibilizar e engajar os gestores de saúde para que  reconheçam e apoiem a fisioterapia em cuidados paliativos. Isso pode envolver a  apresentação de evidências científicas que demonstram os benefícios da fisioterapia  nesse contexto e a importância de seu financiamento adequado. Também é essencial  buscar parcerias com organizações e instituições afins, como associações médicas, hospitais e clínicas, para fortalecer a implementação da fisioterapia em cuidados  paliativos.  

Por meio dessas parcerias, é possível compartilhar recursos, conhecimentos e  boas práticas, o que contribuirá para melhorar a qualidade dos serviços oferecidos  aos pacientes. Por fim, é fundamental investir na formação continuada dos  profissionais de saúde, incluindo os fisioterapeutas, que trabalham em cuidados  paliativos. Isso pode ser feito por meio de programas de treinamento, cursos e  workshops que abordem de forma específica as necessidades dos pacientes em  cuidados paliativos.  

Logo nesse processo, a implementação efetiva da fisioterapia em cuidados  paliativos requer a superação de desafios significativos, como a falta de compreensão,  a escassez de recursos, a resistência por parte de alguns profissionais de saúde e a  falta de capacitação específica. No entanto, por meio da educação interdisciplinar,  sensibilização dos gestores de saúde, parcerias estratégicas e investimento na  formação continuada, é possível garantir o acesso igualitário dos pacientes  oncológicos aos benefícios da fisioterapia nesse contexto.

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS 

Ao final deste trabalho de pesquisa, é possível constatar de forma inequívoca  que a atuação da fisioterapia nos cuidados paliativos destinados aos pacientes  oncológicos é de uma relevância extrema para a plena promoção da qualidade de vida  dos mesmos. Através da revisão minuciosa de literatura científica especializada, ficou  claramente demonstrado que a prática da fisioterapia desempenha um papel de suma  importância na diminuição dos sintomas experimentados pelos pacientes, no efetivo  controle da dor que assola esses indivíduos, na significante melhora da capacidade  funcional do organismo e na imprescindível e completa promoção do bem-estar físico  e psicológico dos pacientes.  

Portanto, é de uma importância crucial que as equipes multidisciplinares que  se dedicam ao cuidado paliativo dos pacientes oncológicos valorizem devidamente e  integrem plenamente a prática da fisioterapia em seus respectivos planos de  cuidados, garantindo assim o melhor e mais completo tratamento possível a essas  pessoas que tanto sofrem.

REFERÊNCIAS 

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De Oliveira BDB. Fisioterapia na reabilitação de pacientes com câncer de mama  submetidas a cirurgia. unifacvest.edu.br. 

De Camargo NR, de Souza Santos R, Costa MF. Dieta de conforto em cuidados  paliativos oncológicos: reflexões sobre os sentidos de conforto da comida. Revista  Brasileira de Cancerologia. 2023 Apr 28;69(2). 

Domingos, D. F. S., et al. (2025). Physiotherapy Intervention for Promoting  Comfort in Oncology Patients. Cancers. 

Dos Santos MC, de Oliveira RD, do Nascimento NC, Ferreira JL. Para além da vida:  manual técnico de cuidados paliativos. Estudos Avançados sobre Saúde e Natureza.  2024 Aug 17;59. 

Gauchez, L., et al. (2024). Recommended Physiotherapy Modalities for  Oncology: A Systematic Review

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¹Discente do Curso Superior de Fisioterapia do Instituto UNIFACIMP Wyden Campus Imperatriz-MA e-mail:  romariovargas17@gmail.com