THE ROLE OF PHYSIOTHERAPY IN PALLIATIVE CARE FOR CANCER PATIENTS
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202512081812
Romário Alves De Sousa Vargas¹
RESUMO
O artigo aborda a importância da fisioterapia no cuidado de pacientes oncológicos em estágio terminal, com foco nos cuidados paliativos. A fisioterapia desempenha um papel fundamental na melhoria da qualidade de vida desses pacientes, aliviando sintomas como dor, falta de ar, fadiga e dificuldades de mobilidade, além de prevenir complicações relacionadas à imobilidade e à progressão da doença. No contexto dos cuidados paliativos, o objetivo da fisioterapia não é curar, mas proporcionar conforto, autonomia e bem-estar. Técnicas fisioterapêuticas específicas, como exercícios respiratórios, mobilização articular e alongamentos, são utilizadas para reduzir a dor e melhorar a função pulmonar, a circulação sanguínea e o conforto físico geral. Além disso, a fisioterapia pode auxiliar na prevenção de complicações, como úlceras de pressão, e no manejo de sintomas neurológicos ou musculoesqueléticos. O artigo também destaca a importância de uma abordagem multidisciplinar no cuidado paliativo, em que o fisioterapeuta trabalha em conjunto com médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde, adaptando os tratamentos às necessidades individuais de cada paciente. O papel da fisioterapia é, portanto, essencial não apenas para o alívio físico, mas também para o suporte emocional, proporcionando dignidade ao paciente e apoio à sua família. Em conclusão, a fisioterapia é uma ferramenta valiosa nos cuidados paliativos oncológicos, contribuindo significativamente para a qualidade de vida dos pacientes, ajudando a minimizar o sofrimento físico e psicológico até o final da vida.
Palavras chaves: Cuidados. Fisioterapia. Pacientes oncológicos.
ABSTRACT
This article addresses the importance of physiotherapy in the care of terminally ill cancer patients, focusing on palliative care. Physiotherapy plays a fundamental role in improving the quality of life of these patients, alleviating symptoms such as pain, shortness of breath, fatigue, and mobility difficulties, as well as preventing complications related to immobility and disease progression. In the context of palliative care, the goal of physiotherapy is not to cure, but to provide comfort, autonomy, and well-being. Specific physiotherapeutic techniques, such as respiratory exercises, joint mobilization, and stretching, are used to reduce pain and improve pulmonary function, blood circulation, and overall physical comfort. Furthermore, physiotherapy can help prevent complications such as pressure ulcers and manage neurological or musculoskeletal symptoms. The article also highlights the importance of a multidisciplinary approach in palliative care, where the physiotherapist works in conjunction with physicians, nurses, and other healthcare professionals, adapting treatments to the individual needs of each patient. The role of physiotherapy is therefore essential not only for physical relief, but also for emotional support, providing dignity to the patient and support to their family. In conclusion, physiotherapy is a valuable tool in oncological palliative care, contributing significantly to the quality of life of patients, helping to minimize physical and psychological suffering until the end of life.
Keywords: Care. Physiotherapy. Oncological patients.
1. INTRODUÇÃO
O papel da fisioterapia nos cuidados paliativos em pacientes oncológicos é de extrema importância para promover qualidade de vida e alívio de sintomas em uma fase tão delicada da doença. A atuação da fisioterapia nesse contexto visa proporcionar conforto, minimizar complicações decorrentes da imobilidade e da própria doença, além de contribuir para a autonomia e independência dos pacientes. Os fisioterapeutas são profissionais altamente treinados e qualificados que utilizam uma variedade de técnicas e estratégias para cuidar dos pacientes (Silva, 2021).
Eles trabalham em estreita colaboração com a equipe médica e outros profissionais de saúde para desenvolver um plano de tratamento personalizado para cada paciente. Durante os cuidados paliativos, os fisioterapeutas ajudam os pacientes a manter a mobilidade, melhorar a função pulmonar e cardíaca, reduzir a dor e a fadiga, controlar os sintomas respiratórios e ajudar no manejo de linfedema, caso necessário (Moraes, 2021).
A fisioterapia também desempenha um papel vital na promoção do bem-estar psicossocial dos pacientes, fornecendo apoio emocional e ajudando-os a lidar com a ansiedade e o estresse. Ao trabalhar em estreita colaboração com a equipe de cuidados paliativos, os fisioterapeutas podem ajudar a melhorar a qualidade de vida dos pacientes e proporcionar-lhes o máximo de conforto possível.
Os cuidados paliativos em pacientes oncológicos representam uma abordagem terapêutica que busca atender às necessidades físicas, psicológicas, sociais e espirituais desses indivíduos, com o objetivo principal de proporcionar conforto e qualidade de vida. Nesse contexto, a fisioterapia desempenha um papel significativo, contribuindo para a melhoria da funcionalidade e bem-estar dos pacientes, além de auxiliar no controle de sintomas como dor, fadiga e dispneia.
2. CONTRIBUIÇÕES DA FISIOTERAPIA NA MELHORA DA QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES ONCOLÓGICOS EM CUIDADOS PALIATIVOS
A fisioterapia em cuidados paliativos oncológicos exerce papel decisivo na redução dos principais sintomas que comprometem a qualidade de vida, tais como dor, dispneia, fadiga e limitações funcionais. Intervenções como cinesioterapia, exercícios resistidos leves, mobilizações articulares, fisioterapia respiratória e técnicas de relaxamento têm demonstrado resultados significativos na melhora funcional e no alívio sintomático, conforme evidenciado por estudos recentes (Gauchez et al., 2024).
A atuação fisioterapêutica contribui de forma importante para a redução da fadiga relacionada ao câncer, um dos sintomas mais incapacitantes. Ensaios clínicos apontam que programas de exercícios adaptados, mesmo em pacientes avançados, são seguros e melhoram a tolerância ao esforço e o desempenho nas atividades de vida diária (Ogundunmade et al., 2024). Além disso, técnicas respiratórias — como treinamento diafragmático, respiração controlada e ajustes posturais — auxiliam diretamente no manejo da dispneia, gerando melhora significativa na sensação de conforto (Valdivia-Martínez et al., 2024).
O manejo da dor oncológica também representa uma área central na prática fisioterapêutica. Técnicas de posicionamento, liberação miofascial, massoterapia e mobilizações suaves reduzem o desconforto e favorecem a funcionalidade, podendo inclusive diminuir a necessidade de doses mais altas de medicamentos analgésicos (Santos et al., 2022). Ademais, a integração de práticas complementares como massagem terapêutica e exercícios leves tem impacto positivo no bem-estar emocional do paciente, reforçando a percepção de cuidado integral (Ogundunmade et al., 2024).
Outra contribuição relevante da fisioterapia é a prevenção de complicações decorrentes da imobilidade, como úlceras por pressão, contraturas musculares e perda de massa magra. Programas de mobilização adaptada, mesmo que mínimos, são capazes de preservar a funcionalidade e favorecer a autonomia do paciente em suas atividades básicas (World Health Organization, 2024). O suporte domiciliar do fisioterapeuta e o treinamento de cuidadores ampliam ainda mais esses benefícios, garantindo segurança e dignidade ao paciente em estágio avançado da doença.
Assim, a fisioterapia, quando integrada a equipes multiprofissionais de cuidados paliativos, promove ganhos substanciais em indicadores clínicos e na qualidade de vida, sustentando um cuidado centrado na pessoa e alinhado às suas metas e desejos (Gauchez et al., 2024; Ogundunmade et al., 2024).
3. ESTRATÉGIAS FISIOTERAPÊUTICAS PARA PROMOÇÃO DE CONFORTO, AUTONOMIA E HUMANIZAÇÃO NO FINAL DA VIDA
Nos cuidados paliativos oncológicos, a fisioterapia atua de forma direcionada à promoção do conforto, da autonomia e da humanização do cuidado. A prática parte de uma avaliação funcional detalhada e do estabelecimento de metas realistas, de curto prazo, respeitando o momento clínico, as limitações e as preferências do paciente (World Health Organization, 2024). A intervenção deve ser ética e proporcional, evitando sobrecarga terapêutica e priorizando medidas que tragam alívio imediato.
Estratégias voltadas ao conforto incluem posicionamento adequado no leito, trocas posturais, uso de apoios e técnicas manuais para redução da dor. Essas ações simples e de grande impacto auxiliam na prevenção de úlceras por pressão e diminuem a tensão muscular, favorecendo uma postura respiratória mais eficiente (Domingos et al., 2025). Ademais, o posicionamento adequado contribui para uma melhor ventilação e redução da estase de secreções, minimizando a sensação de dispneia (Valdivia-Martínez et al., 2024).
A promoção de autonomia ocorre mediante exercícios leves, treino de transferências, orientações de segurança e adaptações nas atividades diárias. Mesmo exercícios isométricos mínimos podem preservar a força muscular, auxiliando o paciente a desempenhar atividades significativas, como higiene pessoal e alimentação assistida (Gauchez et al., 2024). A capacitação dos cuidadores também é um componente essencial, garantindo continuidade ao cuidado e reduzindo riscos de sobrecarga física e emocional.
A humanização do cuidado inclui comunicação empática, escuta ativa e integração da família nos processos decisórios. O fisioterapeuta atua não apenas como técnico, mas como suporte emocional, contribuindo para o acolhimento do sofrimento físico, psicológico e espiritual. Pesquisas recentes apontam que intervenções fisioterapêuticas baseadas na empatia e no toque terapêutico aumentam a sensação de dignidade e segurança do paciente (Domingos et al., 2025).
Por fim, práticas fisioterapêuticas em cuidados paliativos devem ser guiadas por evidências e por protocolos que valorizem a singularidade do paciente, assegurando um cuidado realmente centrado na pessoa (World Health Organization, 2024).
4. MATERIAL E MÉTODOS
A primeira etapa consistiu na busca por artigos, livros e publicações científicas relevantes sobre fisioterapia nos cuidados paliativos oncológicos. Para isso, foi realizada uma pesquisa em bases de dados científicas, como PubMed, Scopus, Google Scholar, SciELO e BVS (Biblioteca Virtual em Saúde), utilizando palavras chave como “fisioterapia”, “cuidados paliativos”, “pacientes oncológicos”, “qualidade de vida”, “tratamento sintomático” e “intervenções fisioterapêuticas”. A busca foi limitada a artigos publicados nos últimos 10 anos, priorizando as publicações mais recentes e relevantes para o tema.
Os artigos foram selecionados com base nos seguintes critérios de inclusão: (a) estudos que abordassem especificamente o papel da fisioterapia nos cuidados paliativos de pacientes oncológicos; (b) artigos revisados por pares; (c) publicações que tratassem da aplicação de técnicas fisioterapêuticas para manejo de sintomas, como dor, fadiga, dificuldades respiratórias, entre outros. Critérios de exclusão incluíram: (a) estudos que não abordassem a população alvo de pacientes oncológicos em cuidados paliativos, e (b) artigos que não fornecessem informações relevantes sobre intervenções fisioterapêuticas.
A análise dos artigos foi realizada de forma qualitativa, com o objetivo de identificar as principais técnicas de fisioterapia aplicadas aos pacientes oncológicos em cuidados paliativos, bem como os benefícios observados em relação à qualidade de vida, alívio de sintomas e melhora da funcionalidade. Foi dada ênfase nas abordagens utilizadas para controle da dor, mobilidade, respiração e bem-estar geral dos pacientes. Além disso, foram analisadas as contribuições de diferentes profissionais de saúde no contexto de cuidados paliativos, com foco no trabalho interdisciplinar.
A síntese dos dados coletados foi organizada em tópicos, abordando os diferentes aspectos da atuação da fisioterapia, como intervenções respiratórias, terapias manuais, exercícios de fortalecimento, alongamentos e cuidados preventivos.
5. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Abaixo segue um quadro que resume as principais contribuições de autores que abordam a atuação da fisioterapia em cuidados paliativos de pacientes oncológicos, com base nos resultados extraídos da revisão da literatura.
| Autor(es) | Ano | Objetivo/Contribuição Principal | Método de Estudo | Resultados Principais |
| Anger | 2022 | Avaliar a eficácia de intervenções fisioterapêuticas no controle de sintomas em pacientes oncológicos em cuidados paliativos. | Estudo experimental com grupo de controle | Melhorias significativas na redução da dor, fadiga e dificuldade respiratória com o uso de técnicas como exercícios respiratórios e alongamentos. |
| De Camargo | 2023 | Analisar a contribuição da fisioterapia no manejo da dor e na qualidade de vida dos pacientes oncológicos. | Revisão sistemática da literatura | A fisioterapia contribui para o alívio da dor e melhora da qualidade de vida, especialmente com técnicas de mobilização articular e exercícios respiratórios. |
| De Oliveira | 2020 | Estudar a eficácia de intervenções fisioterapêuticas no alívio de sintomas relacionados à imobilidade. | Estudo de caso | A fisioterapia ajudou na prevenção de complicações como úlceras de pressão e trombose, melhorando a mobilidade e reduzindo os efeitos da imobilidade em pacientes terminais. |
| Souza | 2024 | Avaliar o impacto da fisioterapia respiratória no conforto e na função pulmonar de pacientes oncológicos com metástases pulmonares. | Estudo clínico com intervenção terapêutica | A fisioterapia respiratória demonstrou aumento da saturação de oxigênio e diminuição da dispneia, melhorando a qualidade de vida dos pacientes com metástases pulmonares. |
| Da Mota | 2024 | Explorar a abordagem interdisciplinar na implementação de cuidados paliativos, com foco na fisioterapia. | Estudo qualitativo com entrevistas | Destacou-se a importância do trabalho conjunto entre fisioterapeutas, médicos e enfermeiros, com benefícios para o controle da dor e melhoria da mobilidade, além do suporte emocional. |
| Alves | 2021 | Investigar o papel da fisioterapia no tratamento da fadiga em pacientes com câncer. | Ensaio clínico randomizado | Intervenções fisioterapêuticas como exercícios de fortalecimento e alongamento reduziram a fadiga e aumentaram os níveis de energia e funcionalidade nos pacientes com câncer em estágio avançado. |
| Moraes | 2021 | Examinar as contribuições das técnicas de fisioterapia no alívio dos sintomas musculoesqueléticos em pacientes oncológicos. | Revisão bibliográfica | A fisioterapia manual e técnicas de fortalecimento muscular mostraram se eficazes no alívio de dores musculoesqueléticas, comuns em pacientes em cuidados paliativos. |
Os cuidados paliativos em pacientes oncológicos visam proporcionar conforto e qualidade de vida, principalmente em estágios avançados da doença. Por meio de uma abordagem holística, as necessidades físicas, psicológicas, sociais e espirituais são consideradas, com foco na redução do sofrimento. É fundamental que a equipe esteja preparada para lidar com aspectos como controle de sintomas, comunicação eficaz e suporte emocional, proporcionando dignidade ao paciente durante todo o processo de tratamento (Anger, 2022).
Além disso, é essencial que os profissionais de saúde estejam atentos à individualidade de cada paciente, levando em consideração suas preferências, crenças e valores. É um momento delicado, no qual a empatia e o respeito devem estar presentes em todas as etapas do cuidado, desde o diagnóstico até os cuidados paliativos. Nesse sentido, a equipe multidisciplinar desempenha um papel fundamental, integrando diferentes profissionais, como médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais (De Carmargo, 2023).
Cada um desses profissionais traz consigo conhecimentos e habilidades específicas, complementando-se mutuamente para proporcionar um atendimento abrangente e de qualidade. Além do suporte físico e emocional, os cuidados paliativos também incluem cuidados espirituais, com a disponibilidade de capelães e outros profissionais religiosos para aqueles que desejam discutir questões de fé e espiritualidade. A dimensão espiritual desempenha um papel importante no enfrentamento da doença e na busca por um sentido em meio à dificuldade. Conforme a doença progride, é comum que os pacientes enfrentem sintomas desafiadores, como dor, fadiga, falta de apetite e dificuldades respiratórias (De Carmargo, 2023).
Nesses casos, a equipe de cuidados paliativos busca maneiras de aliviar esses sintomas, seja por meio de medicamentos, terapias complementares ou outras intervenções de suporte. Além disso, os cuidados paliativos também se estendem aos familiares e cuidadores, oferecendo apoio emocional e informação sobre os cuidados necessários. A enfermidade oncológica afeta não apenas o paciente, mas também aqueles que estão ao seu redor. Portanto, é crucial que essas pessoas recebam o suporte necessário para enfrentar os desafios emocionais e práticos que surgem ao longo do tratamento (De Oliveira, 2020).
Em resumo, os cuidados paliativos em pacientes oncológicos são essenciais para proporcionar conforto, dignidade e qualidade de vida em estágios avançados da doença. A equipe de saúde deve estar preparada para lidar com todos os aspectos físicos, emocionais, sociais e espirituais, buscando o alívio do sofrimento e o cuidado integral do paciente. É um trabalho árduo, porém gratificante, que demanda sensibilidade, compaixão e dedicação para fazer a diferença na vida daqueles que enfrentam essa doença desafiadora.
A atuação de uma equipe multidisciplinar nos cuidados paliativos em pacientes oncológicos é absolutamente essencial para abordar as diversas necessidades que emergem nesse contexto desafiador e complexo. Além dos renomados e competentes profissionais de saúde, como médicos incrivelmente talentosos, enfermeiros dedicados, psicólogos sensíveis e compreensivos e assistentes sociais prontos para oferecer suporte integral, a fisioterapia também desempenha um papel fundamental e eficaz (Souza, 2024).
Através de suas habilidades e conhecimentos diferenciados, os fisioterapeutas fornecem um suporte singular, promovendo a melhora da funcionalidade do paciente e auxiliando na redução de sintomas físicos desagradáveis. Essa incrível equipe multidisciplinar colabora de forma harmoniosa e sincronizada para proporcionar a máxima qualidade de vida ao paciente e o tão necessário alívio de desconfortos e dores. Com o enfoque na melhora integral do paciente, os fisioterapeutas empregam uma abordagem personalizada e abrangente.
Utilizando técnicas avançadas e inovadoras, eles trabalham em conjunto com a equipe de cuidados paliativos para desenvolver um plano de tratamento adaptado às necessidades específicas do paciente. Essa abordagem holística leva em consideração não apenas os aspectos físicos, mas também os emocionais, sociais e psicológicos do paciente (Da Mota, 2024).
Dentre as intervenções da fisioterapia, destacam-se a mobilização precoce, visando evitar complicações decorrentes do imobilismo, como atrofias musculares e trombose venosa profunda. Além disso, técnicas de terapia manual podem ser aplicadas para promover o alívio de tensões musculares e restabelecer a amplitude de movimento das articulações afetadas pela doença. Exercícios terapêuticos também são fundamentais para melhorar a força muscular, a resistência física e a capacidade funcional do paciente.
O trabalho dos fisioterapeutas não se restringe apenas ao ambiente hospitalar. Eles também desempenham um papel importante no acompanhamento domiciliar, realizando visitas regulares ao paciente para fornecer suporte contínuo e garantir a adesão ao tratamento. Além disso, a fisioterapia respiratória é frequentemente utilizada para melhorar a função pulmonar do paciente e facilitar a respiração. Por fim, mas não menos importante, a atuação da equipe multidisciplinar não se limita apenas aos cuidados com o paciente.
Eles também desempenham um papel fundamental no suporte à família, oferecendo apoio emocional, informações relevantes e orientações para lidar com os desafios que surgem ao enfrentar uma doença grave. A empatia e a compaixão são características fundamentais desses profissionais e contribuem para o bem-estar tanto do paciente quanto de seus familiares.
Em suma, a atuação da equipe multidisciplinar nos cuidados paliativos em pacientes oncológicos é essencial para promover a qualidade de vida, o alívio de sintomas desagradáveis e o suporte integral. Os fisioterapeutas desempenham um papel fundamental nesse contexto, utilizando suas habilidades e conhecimentos para melhorar a funcionalidade do paciente e proporcionar conforto e bem-estar. Com uma abordagem personalizada e abrangente, essa equipe multidisciplinar trabalha em harmonia para oferecer os melhores cuidados possíveis e garantir que os pacientes enfrentem a doença de maneira mais leve e tranquila (Moraes, 2021).
A fisioterapia em cuidados paliativos é uma abordagem multidisciplinar que visa a melhoria e o aprimoramento da qualidade de vida dos pacientes oncológicos em estágio avançado. Essa prática busca promover o alívio dos diversos sintomas associados ao câncer, como dor, fadiga e dificuldades respiratórias, além de oferecer recursos para a redução do desconforto e o aumento da funcionalidade desses indivíduos.
Para isso, o fisioterapeuta emprega intervenções específicas, como técnicas de reabilitação, terapia manual, exercícios físicos e orientações sobre postura e respiração adequadas. A atuação do fisioterapeuta nesse contexto é fundamental para proporcionar conforto e bem-estar aos pacientes, levando em consideração não apenas suas limitações físicas, mas também suas necessidades emocionais e psicossociais (Alves, 2022).
Além disso, o fisioterapeuta é responsável por avaliar e monitorar constantemente a evolução do paciente, adaptando as intervenções e buscando sempre a máxima eficácia dos tratamentos oferecidos. É importante ressaltar que a fisioterapia em cuidados paliativos não se restringe apenas ao aspecto físico, mas também se preocupa em proporcionar suporte e conforto emocional a esses pacientes, contribuindo para a melhoria de sua qualidade de vida global.
A implementação da fisioterapia em cuidados paliativos enfrenta desafios significativos. Um dos principais desafios é a falta de compreensão generalizada sobre o papel vital do fisioterapeuta nesse contexto. Além disso, existe a escassez preocupante de recursos financeiros e materiais disponíveis para a prática efetiva da fisioterapia em cuidados paliativos. Outro obstáculo importante é a resistência enfrentada pelos profissionais de saúde em relação à inclusão da fisioterapia como parte integrante do tratamento em cuidados paliativos (Souza, 2024).
Essa resistência muitas vezes se deve a uma falta de conhecimento adequado sobre os benefícios que a fisioterapia pode proporcionar aos pacientes em estágio avançado de doenças graves. Além disso, a falta de capacitação específica dos profissionais de saúde em relação aos cuidados paliativos também é uma barreira significativa. É essencial que os fisioterapeutas, assim como os demais profissionais de saúde envolvidos, recebam uma formação adequada e contínua para que possam atender às necessidades específicas dos pacientes em cuidados paliativos (Dos Santos, 2024).
Superar essas barreiras é fundamental para garantir o acesso equitativo dos pacientes oncológicos aos benefícios da fisioterapia. Uma estratégia eficaz para alcançar esse objetivo é a implementação de programas de educação interdisciplinar, nos quais os diversos profissionais de saúde envolvidos nos cuidados paliativos tenham a oportunidade de aprender e colaborar uns com os outros. Isso ajudará a aumentar a compreensão sobre a importância e o papel do fisioterapeuta nesse contexto. (Dos Santos, 2024).
Além disso, é crucial sensibilizar e engajar os gestores de saúde para que reconheçam e apoiem a fisioterapia em cuidados paliativos. Isso pode envolver a apresentação de evidências científicas que demonstram os benefícios da fisioterapia nesse contexto e a importância de seu financiamento adequado. Também é essencial buscar parcerias com organizações e instituições afins, como associações médicas, hospitais e clínicas, para fortalecer a implementação da fisioterapia em cuidados paliativos.
Por meio dessas parcerias, é possível compartilhar recursos, conhecimentos e boas práticas, o que contribuirá para melhorar a qualidade dos serviços oferecidos aos pacientes. Por fim, é fundamental investir na formação continuada dos profissionais de saúde, incluindo os fisioterapeutas, que trabalham em cuidados paliativos. Isso pode ser feito por meio de programas de treinamento, cursos e workshops que abordem de forma específica as necessidades dos pacientes em cuidados paliativos.
Logo nesse processo, a implementação efetiva da fisioterapia em cuidados paliativos requer a superação de desafios significativos, como a falta de compreensão, a escassez de recursos, a resistência por parte de alguns profissionais de saúde e a falta de capacitação específica. No entanto, por meio da educação interdisciplinar, sensibilização dos gestores de saúde, parcerias estratégicas e investimento na formação continuada, é possível garantir o acesso igualitário dos pacientes oncológicos aos benefícios da fisioterapia nesse contexto.
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao final deste trabalho de pesquisa, é possível constatar de forma inequívoca que a atuação da fisioterapia nos cuidados paliativos destinados aos pacientes oncológicos é de uma relevância extrema para a plena promoção da qualidade de vida dos mesmos. Através da revisão minuciosa de literatura científica especializada, ficou claramente demonstrado que a prática da fisioterapia desempenha um papel de suma importância na diminuição dos sintomas experimentados pelos pacientes, no efetivo controle da dor que assola esses indivíduos, na significante melhora da capacidade funcional do organismo e na imprescindível e completa promoção do bem-estar físico e psicológico dos pacientes.
Portanto, é de uma importância crucial que as equipes multidisciplinares que se dedicam ao cuidado paliativo dos pacientes oncológicos valorizem devidamente e integrem plenamente a prática da fisioterapia em seus respectivos planos de cuidados, garantindo assim o melhor e mais completo tratamento possível a essas pessoas que tanto sofrem.
REFERÊNCIAS
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¹Discente do Curso Superior de Fisioterapia do Instituto UNIFACIMP Wyden Campus Imperatriz-MA e-mail: romariovargas17@gmail.com
