O PAPEL DA ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO DE INFECÇÕES EM PACIENTES CRÍTICOS

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202509161716


Andréia Paula Ferreira de Lira Barbosa1
José Mário Barbosa Júnior2
Orientadora: Dra. Diala Alves de Sousa3


RESUMO 

As infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) representaram um dos principais desafios na prática hospitalar, especialmente nas unidades de terapia intensiva (UTI). Pacientes críticos estiveram mais suscetíveis devido ao uso frequente de dispositivos invasivos, imunossupressão e longas internações. Este artigo teve como objetivo analisar o papel da enfermagem na prevenção de infecções em pacientes críticos, destacando as práticas baseadas em evidências que contribuíram para a redução das IRAS. Tratou-se de uma revisão bibliográfica de caráter descritivo, com abordagem qualitativa. Os resultados apontaram que ações como higienização das mãos, manejo adequado de dispositivos, monitoramento contínuo, educação permanente da equipe e adesão aos protocolos de biossegurança foram fundamentais na prevenção das IRAS. Concluiu-se que a atuação da enfermagem foi determinante para garantir a segurança do paciente, sendo indispensável o investimento na capacitação profissional e na melhoria das condições estruturais.

Palavras-chave: Enfermagem. Infecções Hospitalares. Pacientes Críticos. Prevenção. Controle de Infecção.

ABSTRACT 

Healthcare-associated infections (HAIs) represent a major challenge in hospital practice, especially in intensive care units (ICUs). Critically ill patients are more susceptible due to the frequent use of invasive devices, immunosuppression, and long hospital stays. This article aimed to analyze the role of nursing in preventing infections in critically ill patients, highlighting evidence-based practices that have contributed to reducing HAIs. This was a descriptive literature review with a qualitative approach. The results indicated that actions such as hand hygiene, proper device handling, continuous monitoring, ongoing staff education, and adherence to biosafety protocols were essential in preventing HAIs. The conclusion was that nursing performance was crucial to ensuring patient safety, and investment in professional training and improved infrastructure is essential.

Keywords: Nursing. Hospital Infections. Critically Ill Patients. Prevention. Infection Control.

INTRODUÇÃO 

  • Evolução histórica das infecções hospitalares 

Historicamente, as infecções hospitalares são conhecidas desde o surgimento dos primeiros hospitais. No entanto, foi apenas no século XIX, com os trabalhos de Florence Nightingale, que a importância da higiene e do controle ambiental começou a ser reconhecida como fundamental na redução da mortalidade hospitalar (MC DONALD, 2014). Florence, ao observar as altas taxas de mortalidade em soldados durante a Guerra da Crimeia, implementou medidas simples, como a lavagem das mãos, ventilação dos ambientes e higienização dos leitos, o que reduziu significativamente as mortes por infecção. 

Outro marco importante foi o trabalho de Ignaz Semmelweis, que demonstrou, na década de 1840, a relação direta entre a lavagem das mãos dos profissionais de saúde e a redução da febre puerperal nas maternidades (WHO, 2009). Esses achados históricos, reforçados por avanços na microbiologia trazidos por Louis Pasteur e Joseph Lister, fundamentaram as bases do controle de infecções hospitalares. 

Apesar dos avanços científicos e tecnológicos, as IRAS continuam a ser um desafio contemporâneo, agravado pelo aumento da resistência bacteriana, pela maior complexidade dos procedimentos médicos e pelo envelhecimento da população (BRASIL, 2021). 

  • Impacto das IRAS nos sistemas de saúde. 

O impacto das IRAS é multidimensional, afetando não apenas os pacientes, mas também os profissionais de saúde e o sistema hospitalar como um todo. Estudos indicam que as IRAS aumentam significativamente o tempo de internação, os custos hospitalares e a mortalidade. De acordo com Cassini et al., (2019), as infecções hospitalares são responsáveis por mais de 90.000 mortes anuais na Europa, além de causar uma perda estimada de 2,5 milhões de anos de vida ajustados por incapacidade (DALYs). 

No Brasil, dados da ANVISA (2017) mostram que as infecções associadas a dispositivos, como pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV), infecção da corrente sanguínea associada a cateter venoso central (ICS) e infecção do trato urinário associada à sonda vesical (ITU-SV), são as mais prevalentes nas UTIs, com taxas variando de 5 a 15 infecções por 1000 dispositivos/dia. 

Essas infecções, além de prolongarem o tempo de internação em até 30 dias, aumentam os custos hospitalares em até cinco vezes, impactando diretamente a sustentabilidade dos sistemas de saúde públicos e privados (OLIVEIRA et al., 2020). 

  • O papel da enfermagem frente às IRAS 

No contexto da prevenção e controle das IRAS, a equipe de enfermagem desempenha um papel central e insubstituível. Isso se deve ao fato de que os profissionais de enfermagem estão presentes 24 horas por dia junto ao paciente, sendo responsáveis por executar, monitorar e avaliar os cuidados diretos, além de realizar a manutenção dos dispositivos invasivos, a administração de medicamentos, os cuidados com a higiene e a vigilância dos sinais de infecção (PRADO et al., 2022). 

Segundo Almeida et al., (2021), aproximadamente 70% dos procedimentos invasivos em pacientes críticos são realizados por profissionais de enfermagem. Essa proximidade assistencial torna a enfermagem um agente fundamental não apenas na execução, mas também na implementação de práticas baseadas em evidências voltadas à prevenção das IRAS. 

  • Dentre as atribuições da enfermagem destacam-se: 

Higienização das mãos: considerada a medida mais eficaz e de baixo custo na prevenção das infecções hospitalares (WHO, 2019). 

Cuidados com dispositivos invasivos: como cateteres, sondas e ventiladores, adotando técnicas assépticas e monitorando sinais de infecção (CDC, 2020). 

Educação em serviço: promovendo treinamentos e atualizações contínuas da equipe multiprofissional (FERREIRA et al., 2023). 

Notificação e vigilância epidemiológica: atuando de forma ativa no controle e na comunicação de casos suspeitos ou confirmados de IRAS (BRASIL, 2021). 

Desinfecção e organização do ambiente: reduzindo o risco de contaminação cruzada entre pacientes (ROCHA et al., 2020). 

  • Fatores que influenciam a ocorrência de IRAS 

Vários fatores contribuem para a ocorrência de infecções no ambiente hospitalar, especialmente nas UTIs. Esses fatores podem ser classificados em: 

Fatores relacionados ao paciente: idade avançada, imunodepressão, presença de comorbidades (diabetes, neoplasias, insuficiência renal), tempo prolongado de internação e desnutrição (SILVA et al., 2021). 

Fatores relacionados aos procedimentos: uso de cateteres venosos centrais, sondas vesicais, intubação orotraqueal, ventilação mecânica prolongada, hemodiálise e nutrição parenteral (CDC, 2020). 

Fatores organizacionais: sobrecarga de trabalho, déficit de profissionais, falta de materiais e insumos, estrutura física inadequada e falhas na adesão aos protocolos de biossegurança (OLIVEIRA et al., 2020). 

Fatores microbiológicos: aumento da resistência antimicrobiana, principalmente de bactérias como Klebsiella pneumoniae, Acinetobacter baumannii e Pseudomonas aeruginosa, que apresentam resistência a múltiplos antibióticos, dificultando o tratamento das infecções (CASSINI et al., 2019) 

  • Desafios atuais e perspectivas futuras. 

A resistência bacteriana é um dos maiores desafios enfrentados na atualidade. A OMS (2020) alertou que, se não houver controle rigoroso das infecções e uso racional de antibióticos, o mundo poderá entrar em uma era pós-antibiótica, na qual infecções comuns poderão se tornar novamente letais. 

Além disso, a pandemia de COVID-19 evidenciou fragilidades nos sistemas de saúde, incluindo o aumento das taxas de IRAS nas UTIs, decorrente da sobrecarga dos serviços, da escassez de equipamentos de proteção individual (EPIs) e da alta rotatividade dos profissionais (WHO, 2022). 

Nesse cenário, reforçamos a importância da enfermagem como protagonista na promoção da segurança do paciente. Investir em capacitação contínua, infraestrutura adequada e fortalecimento dos programas de controle de infecção hospitalar (PCIH), são estratégias fundamentais para enfrentar os desafios atuais e futuros. 

Diante da magnitude das IRAS e dos impactos que elas causam tanto na saúde dos pacientes quanto no sistema hospitalar, torna-se imprescindível a realização de estudos que abordem estratégias de prevenção eficazes. A escolha do tema foi justificada pela relevância social, científica e assistencial, especialmente no contexto da terapia intensiva, onde a atuação da enfermagem se mostra determinante para a redução das taxas de infecção e para a promoção da segurança do paciente crítico. 

Este estudo buscou, portanto, contribuir para a ampliação do conhecimento acerca das práticas seguras e da importância da atuação da equipe de enfermagem na prevenção das infecções hospitalares, oferecendo subsídios tanto para a prática profissional quanto para a formação acadêmica. 

METODOOGIA 

Tratou-se de uma revisão de literatura de caráter descritivo, com abordagem qualitativa, que visa analisar a produção científica relacionada ao papel da enfermagem na prevenção das infecções em pacientes críticos. Realizaram-se buscas nas bases de dados SciELO, PubMed, LILACS e Google Acadêmico, utilizando os descritores controlados: “Enfermagem”, “Infecções Hospitalares”, “Paciente Crítico”, “Prevenção” e “Controle de Infecção”, combinados com operadores booleanos AND e OR. 

Foram incluídos artigos publicados entre 2017 e 2024, nos idiomas português, inglês e espanhol, que abordavam diretamente a atuação da enfermagem na prevenção das IRAS em ambiente hospitalar, especialmente em unidades de terapia intensiva. Excluíram-se artigos duplicados, estudos que não abordavam diretamente o tema e aqueles que não estavam disponíveis na íntegra. 

Após a triagem, foram selecionados 28 artigos para compor o corpus deste estudo, além de diretrizes nacionais e internacionais, como documentos da ANVISA, OMS e CDC. 

RESULTADOS E DISCUSSÃO 

  • Perfil dos pacientes críticos e risco de infecção: 

Os pacientes críticos são, por definição, indivíduos em situação de instabilidade fisiológica, com risco iminente de morte, exigindo cuidados intensivos e contínuos (SILVA et al., 2021). Esse grupo apresenta maior suscetibilidade às infecções devido a fatores como imunossupressão, presença de múltiplas comorbidades, necessidade de suporte invasivo e prolongamento do tempo de internação (CDC, 2020). 

De acordo com a OMS (2019), cerca de 30% dos pacientes internados em UTI desenvolvem alguma forma de IRAS, com destaque para pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV), infecção de corrente sanguínea (ICS) e infecção do trato urinário associada ao uso de sonda vesical (ITU-SV). 

  • Principais infecções associadas aos cuidados em UTI: 

As IRAS mais prevalentes em pacientes críticos incluem: 

Pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV): responsável por elevadas taxas de morbimortalidade, causada por aspiração de secreções colonizadas ou falhas na técnica de aspiração (MAGILL et al., 2018). 

Infecção da corrente sanguínea associada a cateter venoso central (ICS): frequentemente relacionada à manipulação inadequada dos cateteres ou à falha na manutenção da técnica asséptica (ANVISA, 2017). 

Infecção do trato urinário associada à sonda vesical (ITU-SV): geralmente causada pela manutenção prolongada da sonda sem a devida indicação clínica (WHO, 2019). 

Essas infecções estão diretamente ligadas às práticas assistenciais, especialmente àquelas executadas pela equipe de enfermagem. 

  • Ações da enfermagem na prevenção de infecções 

O papel da enfermagem na prevenção das IRAS é fundamental. As práticas de cuidado seguro, quando executadas corretamente, são capazes de reduzir de forma significativa a incidência dessas infecções (FERREIRA et al., 2023). 

As principais ações incluem: 

Higienização das mãos: considerada pela OMS (2019) a medida mais eficaz e de baixo custo na prevenção das IRAS, mas ainda apresenta baixos índices de adesão em diversos contextos hospitalares. 

Adesão a protocolos: práticas baseadas nas diretrizes do CDC (2020) e da ANVISA (2017) orientam a utilização correta de dispositivos invasivos, técnicas assépticas, troca de materiais, além de checklists de segurança. 

Educação permanente: treinamentos contínuos sobre controle de infecções, lavagem de mãos, precauções padrão e específicas aumentam a aderência dos profissionais às medidas de biossegurança (PRADO et al., 2022). 

Monitoramento e vigilância ativa: acompanhamento constante dos sinais e sintomas de infecção, bem como auditorias periódicas dos processos assistenciais, fazem parte do papel da enfermagem no controle das IRAS (ROCHA et al., 2020). 

Cuidados com dispositivos invasivos: manuseio seguro e monitoramento criterioso de cateteres, sondas e ventiladores mecânicos (OLIVEIRA et al., 2020). 

  • Desafios enfrentados pela enfermagem 

Os principais desafios enfrentados pela equipe de enfermagem incluem: 

Sobrecarga de trabalho: elevada relação paciente/profissional, o que compromete a qualidade dos cuidados (ALMEIDA et al., 2021). 

Déficit de recursos: falta de EPIs, insumos e infraestrutura adequada, especialmente em unidades públicas (BRASIL, 2021). 

Resistência bacteriana: crescente incidência de microrganismos multirresistentes, que dificultam o controle das infecções e aumentam a morbimortalidade (CASSINI et al., 2019). 

Baixa adesão a protocolos relacionados a fatores organizacionais, culturais e educacionais (WHO, 2020). 

  • Impacto das boas práticas de enfermagem 

Estudos apontaram que a implementação de programas de segurança do paciente, com foco na prevenção de IRAS, pode reduzir em até 70% a incidência de infecções hospitalares (CDC, 2020). Além disso, quando a enfermagem é devidamente capacitada e apoiada, há melhora nos indicadores assistenciais, redução de custos hospitalares e aumento na satisfação dos pacientes (FERREIRA et al., 2023). 

CONCLUSÃO 

As infecções relacionadas à assistência à saúde, particularmente em pacientes críticos, continuaram sendo um desafio significativo para os serviços de saúde. O papel da enfermagem foi central na adoção de medidas eficazes de prevenção, controle e monitoramento das IRAS. A adesão às práticas seguras, como a higienização das mãos, o manejo adequado de dispositivos invasivos e a vigilância constante, foram fundamentais para a redução das taxas de infecção.  

Diante dos desafios apresentados, tornou-se imprescindível investir na capacitação contínua da equipe de enfermagem, bem como na melhoria das condições estruturais dos serviços de saúde. O fortalecimento das ações de controle de infecção, aliado à valorização da atuação da enfermagem, foi essencial para garantir a segurança e a qualidade da assistência aos pacientes críticos. 

REFERÊNCIAS 

AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Medidas de Prevenção de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde. Brasília: ANVISA, 2017. 

ALMEIDA, F. A. (Org). Desafios da enfermagem na prevenção das infecções hospitalares em unidade de terapia intensiva. Revista de Enfermagem Atual, Rio de Janeiro: Sociedade Brasileira de Enfermagem em Feridas e Estética (SOBENFeE). v. 95, 2021. 

BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Plano Nacional de Prevenção e Controle da Resistência aos Antimicrobianos. Brasília: Ministério da Saúde, 2021. 

CASSINI, A. (ORG). Attributable deaths and disability-adjusted life-years caused by infections with antibiotic-resistant bacteria in the EU and the European Economic Area. The Lancet Infectious Diseases, Londres: Lancet Publishing Group (Elsevier). v. 19, n. 1, 2019. 

CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION (CDC). Guidelines for the Prevention of Intravascular Catheter-Related Infections. Atlanta: CDC, 2020. 

FERREIRA, L. S. (ORG). A importância da educação continuada na prevenção das infecções hospitalares: papel da enfermagem. Revista de Saúde, Vassouras (RJ): Editora da Universidade de Vassouras (Universidade Severino Sombra). v. 13, n. 1, 2023. 

MAGILL, S. S. (ORG). Changes in prevalence of health care–associated infections in U.S. hospitals. New England Journal of Medicine, Waltham (MA): Massachusetts Medical Society. v. 379, n. 18, 2018. 

MC DONALD, L. Florence Nightingale and the early origins of evidence-based infection control. Journal of Infection Prevention, London: SAGE Publications Ltd. v. 15, n. 5, 2014. 

OLIVEIRA, A. C. (ORG). Infecções relacionadas à assistência à saúde: panorama atual e desafios para a enfermagem. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília (DF): Associação Brasileira de Enfermagem. v. 73, n. 6, 2020. 

PRADO, L. M. (ORG). Ações da enfermagem na prevenção das infecções hospitalares em pacientes críticos. Revista Enfermagem Contemporânea, Salvador (BA): Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (Fundação Bahiana para o Desenvolvimento das Ciências). v. 11, n. 1, 2022. 

ROCHA, L. P. (ORG). Práticas seguras no ambiente hospitalar: desafios na prevenção das infecções. Revista Eletrônica Acervo Saúde, Campinas (SP): Acervo Mais Publicações Científicas. v. 12, n. 2,  2020. 

SILVA, D. R. (ORG). Fatores de risco para infecções hospitalares em pacientes críticos: revisão integrativa. Revista Saúde (Santa Maria), v. 47, n. 1, 2021. 

WORLD HEALTH ORGANIZATION – WHO. Global report on infection prevention and control. Geneva: WHO, 2022.

WORLD HEALTH ORGANIZATION – WHO. Health care-associated infections: fact sheet. Geneva: WHO, 2019.


1Enfermeira, Especialista em Saúde Pública,  Faculdade Joaquim Nabuco-Recife –PE; Especialista em Saúde da Mulher, Faculeste-MG; Especialista em Enfermagem do Trabaho, Faculeste-MG.
2Enfermeiro, Especialista em Urgência e Emergência, IBRA-MG; Especialista em Saúde Pública, Faculdade Joaquim Nabuco. Recife –PE, Especialista em Gestão Hospitalar-Faculdade Iguaçu-PR.
3Enfermeira, Especialista em Terapia Intensiva, UVA-CE; Docência do Ensino Superior, FAK- CE; Saúde da Família, UVA-CE; Qualidade e Segurança no Cuidado ao Paciente, I. Sírio- Libanês-SP, Mestre em Terapia Intensiva-IBRATI-SP; Doutora em Terapia Intensiva-SOBRATI- SP;  Docente da UNIFAMEC, CRATO-CE, Docente do Centro de Ensino em Saúde, SP.