O IMPACTO DAS TECNOLOGIAS NO DESENVOLVIMENTO COGNITIVO E COMPORTAMENTAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES 

THE IMPACT OF TECHNOLOGIES ON THE COGNITIVE AND BEHAVIORAL DEVELOPMENT OF CHILDREN AND TEENAGERS

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/dt10202511212020


Nayara Pascoal¹
Nathália Pascoal²
Douglas J. Angel³


RESUMO 

Introdução: A popularização da tecnologia trouxe muitos benefícios, mas também  levantou preocupações sobre o tempo excessivo de tela entre crianças e adolescentes.  Diversos estudos apontam para potenciais efeitos adversos, incluindo problemas de  sono, alterações comportamentais, dificuldades de concentração e impactos na saúde  física, como obesidade e cansaço visual. Objetivo: Analisar o impacto do tempo de tela  na saúde mental e física, identificando riscos associados à idade, tipo de dispositivo e  contexto familiar. Método: Baseado em revisão de literatura de artigos dos últimos cinco  anos, foram consultadas bases como PubMed, Scielo e Google Scholar. Resultados:  Os achados indicam que o uso prolongado de dispositivos em idades iniciais pode  associar-se a distúrbios de sono, redução da atenção, maior propensão à obesidade e  aumento da irritabilidade e ansiedade. Conclusão: o uso excessivo de telas na infância  e adolescência pode impactar negativamente o desenvolvimento cognitivo, emocional e físico, além de agravar riscos como isolamento social, dificuldades de interação e  prejuízo no desempenho escolar. 

Palavras-chave: exposição a telas, desenvolvimento infantil, saúde mental,  adolescência, comportamento infantil, tecnologia e saúde. 

ABSTRACT  

Introduction: The popularization of technology has brought many benefits, but it has also  raised concerns about excessive screen time among children and adolescents. Several  studies point to potential adverse effects, including sleep problems, behavioral changes,  difficulty concentrating, and impacts on physical health, such as obesity and eye strain.  Objective: To analyze the impact of screen time on mental and physical health,  identifying risks associated with age, type of device, and family context. Method: Based  on a literature review of articles from the last five years, databases such as PubMed,  Scielo, and Google Scholar were consulted. Results: The findings indicate that prolonged  use of devices at an early age may be associated with sleep disorders, reduced attention, a greater propensity for obesity, and increased irritability and anxiety. Conclusion:  Excessive screen use in childhood and adolescence can negatively impact cognitive,  emotional, and physical development, in addition to exacerbating risks such as social  isolation, interaction difficulties, and impaired academic performance. 

Keywords: screen exposure, child development, mental health, adolescence, child  behavior, technology and health.  

INTRODUÇÃO 

A exposição a dispositivos digitais tornou-se parte integrante da vida cotidiana de  crianças e adolescentes. As Diretrizes da OMS para atividade física e comportamento sedentário recomendam que esses jovens limitem o tempo recreativo em frente a telas,  dado que estudos associam maior tempo de tela a desfechos negativos como pior  aptidão física, saúde cardiometabólica prejudicada e menor duração do sono. Além  disso, há evidências de que o uso excessivo de telas está relacionado a pior saúde  mental e comportamental. A OMS também ressaltou a necessidade de políticas para  reduzir o sedentarismo entre crianças, com ações que incluam limitar o tempo de tela  nos contextos domésticos e escolares ¹. Durante a pandemia de COVID-19, o tempo de  exposição aumentou significativamente devido ao ensino remoto e ao isolamento social,  destacando a importância de práticas saudáveis no uso da tecnologia ². Estudos globais  apontam que a luz azul emitida por dispositivos digitais inibe a produção de melatonina,  prejudicando o sono, especialmente em adolescentes, que já apresentam mudanças naturais no ritmo circadiano ³. Tais desafios reforçam a necessidade de padrões  internacionais que regulam o uso de dispositivos por crianças e adolescentes ⁴. 

A expansão da tecnologia digital no Brasil tem modificado intensamente as  relações sociais e familiares, sobretudo entre crianças e adolescentes. De acordo com a  pesquisa TIC Kids Online Brasil 2023, 95% dos jovens entre 9 e 17 anos são usuários  de internet, e 97% utilizam o telefone celular para acessar a rede, sendo que para 20% esse é o único dispositivo disponível, o que evidencia a centralidade dos aparelhos  digitais no cotidiano infantil e juvenil (CGI.br; NIC.br; CETIC.br, 2024) ⁵. Durante a  pandemia de COVID-19, a Sociedade Brasileira de Pediatria alertou para o aumento  significativo do tempo de exposição às telas entre crianças e adolescentes, associado ao  sedentarismo, piora do sono e maior risco de transtornos emocionais, como ansiedade,  reforçando a necessidade de uso equilibrado da tecnologia (SOCIEDADE BRASILEIRA  DE PEDIATRIA, 2020) ⁶. A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) identificou  que o uso excessivo de telas entre estudantes brasileiros está associado à redução da  prática de atividades físicas e à diminuição do tempo de sono adequado, evidenciando  impactos negativos na rotina e na saúde dos adolescentes (IBGE, 2021) ⁷. O acesso à  internet em áreas rurais do Brasil vem crescendo rapidamente, reduzindo a desigualdade  digital frente às regiões urbanas, embora ainda persistam barreiras estruturais para a  inclusão plena (NIC.br / CGI.br, 2022; IBGE, 2024) ⁸.

Durante a pandemia, escolas e famílias relataram uma intensificação dos efeitos  negativos do uso excessivo de telas por crianças e adolescentes, como queda no desempenho acadêmico, maior distração em sala de aula e dificuldades de atenção.  Estudos vinculados ao PISA/OCDE mostraram que alunos que usam dispositivos digitais  entre cinco e sete horas por dia têm resultados piores, e 80% dos estudantes brasileiros  afirmaram se distrair com celulares em aulas ⁹. Alguns pais relatam que seus filhos  podem passar até cinco horas por dia em dispositivos digitais, segundo dados do TIC  Kids Online Brasil (CGI.br; NIC.br; CETIC.br, 2025), o que levanta preocupações sobre  a qualidade e o propósito desse tempo de tela ¹⁰. A exposição prolongada à luz azul  emitida por dispositivos digitais tem sido relacionada a efeitos negativos na saúde ocular,  como o aumento do risco de miopia, especialmente entre crianças e adolescentes, bem  como ao surgimento de sintomas como fadiga ocular e cefaleia. (BERALDO et al., 2025;  SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA, 2024) ¹¹. No contexto local, ações de  conscientização têm sido promovidas por meio de campanhas educativas para o uso  responsável da tecnologia, e há recomendações para que as famílias incentivem  atividades offline — como brincar ao ar livre — para reforçar a desconexão e a reconexão  social (SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, 2024) ¹². 

O presente estudo tem como objetivo analisar o impacto do tempo de tela na  saúde mental e física, identificando riscos associados à idade, tipo de dispositivo e  contexto familiar. Entre as hipóteses do estudo, considera-se que a exposição  prolongada está associada a prejuízos em atenção, memória e habilidades sociais, além  de que intervenções parentais podem mitigar esses efeitos (STIGLIC; VINER, 2019) ¹³.  Essas questões são exploradas com base em dados nacionais e locais, visando  compreender os limites entre o uso saudável e prejudicial da tecnologia digital (CGI.br;  NIC.br; CETIC.br, 2025) ¹⁴. 

Nesse sentido, o estudo se justifica pela necessidade de entender e socializar o impacto do uso de dispositivos digitais em crianças, focando no desenvolvimento  cognitivo, emocional e social. A relevância da pesquisa está em fornecer subsídios para  políticas e orientações práticas para famílias e profissionais, em consonância com recomendações atuais sobre o impacto das tecnologias digitais na infância (SOCIEDADE  BRASILEIRA DE PEDIATRIA, 2022) ¹⁵.  

MATERIAL E MÉTODO 

Esta pesquisa adota o método dedutivo, partindo de teorias e conhecimentos  prévios para investigar os impactos da tecnologia no desenvolvimento infanto-juvenil. A  natureza da pesquisa é básica, com foco em ampliar o entendimento teórico sobre o  tema e fornecer subsídios para estudos futuros. O método dedutivo parte de  conhecimentos gerais para a análise de fenômenos específicos (LAKATOS; MARCONI,  2017) 16. Quanto aos objetivos, a pesquisa é descritiva e explicativa, pois descreve os  efeitos observados do uso da tecnologia no comportamento e no desenvolvimento  cognitivo de crianças e adolescentes, além de explicar as relações entre variáveis como  tipo de tecnologia, tempo de exposição e faixa etária. Segundo Gil (2019), a pesquisa  descritiva busca observar, registrar e analisar fenômenos sem interferência do  pesquisador, enquanto a pesquisa explicativa procura identificar os fatores que  determinam ou contribuem para a ocorrência dos fenômenos 17. A abordagem é quali quanti, combinando análises qualitativas, como categorização de comportamentos e  padrões de interação, com análise quantitativa, baseada em testes estatísticos de  correlação e variância para explorar associações significativas. Segundo Creswell e  Plano Clark (2021), a pesquisa de métodos mistos integra procedimentos qualitativos e  quantitativos para compreender mais profundamente os fenômenos estudados 18.  

A coleta de dados foi conduzida por meio de uma Revisão Integrativa, seguindo  as diretrizes propostas por Torraco (2005)19. A revisão integrativa permite a síntese de  diferentes tipos de estudos, oferecendo uma visão ampla e compreensiva do fenômeno  investigado (WHITTEMORE; KNAFL, 2005). As buscas foram realizadas nas bases  PubMed, Scopus e Google Scholar, utilizando descritores como impacto das tecnologias,  desenvolvimento cognitivo e comportamento infantil20. O recorte temporal entre 2010 e  2023 contempla o período de expansão do uso de smartphones e tablets entre crianças  e adolescentes no Brasil (CGI.br; NIC.br; CETIC.br, 2024) 21. Foram estabelecidos critérios de inclusão, como artigos revisados por pares, escritos em inglês e português,  com foco em crianças e adolescentes. Incluíram-se estudos sem revisão por pares, que  não abordavam tecnologias específicas ou que tratavam de faixas etárias fora do escopo.  Os critérios de inclusão e exclusão foram definidos conforme orientações metodológicas  para revisões integrativas (WHITTEMORE; KNAFL, 2005) 22. Ao final, 102 artigos foram  selecionados, sendo 48 incluídos na análise por atenderem a todos os critérios. A  seleção final dos estudos seguiu recomendações metodológicas para revisões  integrativas (WHITTEMORE; KNAFL, 2005; SOUZA; SILVA; CARVALHO, 2010) 23.  

Os dados foram organizados e analisados utilizando o software SPSS, com  aplicação de testes estatísticos como Análise de Variância (ANOVA) e correlação de  Pearson, conforme orientações de Field (2013) 24. Essa abordagem estatística  possibilitou identificar associações significativas entre variáveis como tipo de tecnologia,  duração da exposição e indicadores de desenvolvimento cognitivo e comportamental (PALLANT, 2016) 25.  

As informações foram categorizadas em fatores comportamentais, como padrões  de interação social e distúrbios de sono, e em fatores cognitivos, como memória e  atenção (PAPALIA; FELDMAN, 2013) 26. Essa categorização facilitou a interpretação  direcionada e clara dos resultados. 

A metodologia adotada é essencial para investigar os impactos da tecnologia no  desenvolvimento infantil, especialmente diante do uso crescente de dispositivos digitais  por crianças cada vez mais jovens (CRESWELL, 2014) 27. Estudos revisados destacaram  tanto efeitos positivos, como o desenvolvimento de habilidades cognitivas em aplicativos  educativos (HIRSH-PASEK et al., 2015) 28, quanto negativos, como déficit de atenção e  prejuízo nas interações sociais (RADESKY; SCHUMACHER; ZUCKERMAN, 2015) 29. A  categorização dos dados permitiu compreender como variáveis como a duração do uso  e o tipo de conteúdo consumido podem afetar o comportamento e o desenvolvimento  cognitivo (STRASBURGER; WILSON; JORDAN, 2013) 30. Essa abordagem segue  recomendações de Johnson et al. (2020) 31, que defendem uma análise detalhada dos  impactos para distinguir entre benefícios e riscos da tecnologia.

A revisão integrativa adotada nesta pesquisa proporciona uma visão ampla e  fundamentada sobre os efeitos das tecnologias digitais no desenvolvimento infanto juvenil (WHITTEMORE; KNAFL, 2005) 32. Com a categorização das variáveis em  parâmetros comportamentais e cognitivos, os resultados obtidos servem como base para  recomendações práticas, contribuindo para políticas públicas, estratégias educacionais  e orientações para pais e profissionais de saúde (WORLD HEALTH ORGANIZATION,  2019) 33. Além disso, a metodologia utilizada, ao combinar rigor estatístico e síntese  teórica, destaca-se pela capacidade de capturar as complexas interações entre  tecnologia e desenvolvimento infantil ¹⁹, auxiliando na identificação de práticas que  minimizem os riscos e maximizem os benefícios do uso da tecnologia por crianças e  adolescentes (CRESWELL; PLANO CLARK, 2018) 34.  

RESULTADOS E DISCUSSÃO 

Os resultados da revisão indicaram que o uso excessivo de dispositivos digitais  está fortemente associado a dificuldades cognitivas, emocionais e sociais em crianças e  adolescentes. Conforme relatado por Romer et al. (2014) 35, crianças que utilizavam  dispositivos digitais por mais de três horas diárias apresentaram desempenho reduzido  em tarefas que exigem concentração, memória e resolução de problemas, evidenciando  que o tempo prolongado de tela interfere negativamente no desenvolvimento cognitivo.  Além disso, Twenge et al. (2019) 36 identificaram uma correlação negativa entre o uso de  redes sociais e a qualidade das interações presenciais, indicando que crianças com  maior exposição às redes sociais tendem a apresentar habilidades sociais menos  desenvolvidas devido à substituição de interações face a face por virtuais. 

Impactos emocionais e físicos também foram observados. Crianças que passam  longos períodos diante de telas apresentam maior prevalência de sintomas de ansiedade  e depressão, especialmente em adolescentes expostos a interações negativas ou  conteúdos inadequados nas redes sociais (UHLS et al., 2014) 37. Além disso, o uso de  dispositivos antes de dormir foi associado a distúrbios de sono devido à redução da  produção de melatonina pela exposição à luz azul (CHANG et al., 2015) 38. Esse hábito prejudica a qualidade do sono, resultando em maior fadiga e dificuldades de aprendizado  no ambiente escolar (DEWALD et al., 2010) 39. Por fim, o sedentarismo causado pelo  tempo prolongado de tela contribui para o aumento do risco de obesidade em crianças,  agravado pela exposição a anúncios de alimentos ultraprocessados (BOYLAND;  WHALEN, 2015) 40. A Tabela 1 apresenta uma análise detalhada sobre o impacto do tempo de  exposição às telas no desempenho cognitivo de crianças, enquanto a Tabela 2 sintetiza  revisões de literatura sobre os benefícios e riscos do uso de dispositivos digitais. 

Tabela 1: Comparação de QI em Crianças com Diferentes Tempos de Exposição a Telas 

Tempo de Exposição a TelasQI Médio  (Pontos)Desvio  Padrão (±)Observações
Menos de 1 hora 105 5.2 Sem impacto significativo no  desempenho
1 a 2 horas 102 4.8 Nível cognitivo dentro da média
2 a 3 horas 98 5.5 Pequena redução em tarefas de atenção
3 a 4 horas 94 6.1 Desempenho cognitivo abaixo da média
Mais de 4 horas 89 7.0 Impacto significativo nas habilidades cognitivas
Fonte: Elaboração própria com base em Romer et al. (2014).

Tabela 2: Pontos Positivos e Negativos do Uso de Dispositivos Digitais

Referência Objetivo do  EstudoResultados  NegativosAnálise Crítica
Smith& Jones 
(2019) 41
Impacto de aplicativos 
educativos no 
desenvolvimento  cognitivo.
Melhorias em  habilidades de  memória e  resolução 
problemas em 40% crianças.
15%  apresentaram  aumento no  tempo de tela,  afetando a  capacidade de  atenção em  atividades não  digitais.Benefícios 
limitados a usos  supervisionados e com Moderação.
American Academy of 
Pediatrics (2022) 42
Efeitos do tempo  de tela prolongado em  crianças de 6 a  10 anosNenhum 
benefício
 significativo foi  identificado
Aumento nos  sintomas de déficit de  atenção e  menor 
engajamento em atividades  físicas
Reforça a necessidade de  limites rigorosos para o tempo de tela

Pereira  & Silva  
(2022) 43 
Uso de  
tecnologia e  
habilidades sociais em crianças de 4  a  
8 anos
Aplicativos de  videoconferência foram úteis  para manter  vínculos  
sociais  durante a  
pandemia
Menor interesse em interações  face a face, com  preferência por  interações  virtuaisDestaca os  riscos de  substituição de  interações  físicas por virtuais

OMS  (2021)44
Diretrizes para o uso de dispositivos  
digitais em crianças de até  5 anos impacto em  habilidades motoras
Recomendação de até 1 hora  diária de  
tempo de tela   
interativa  
associada a  estímulos  
educativos motoras finas e  grossas
Uso excessivo  associado a  dificuldades de  sono e maior  
irritabilidade
Fornece  
orientações  
práticas, mas sugere desafios  na aplicação para pais  
dependentes de  dispositivos, o  uso sedentário  deve ser evitado
Johnson et  al. (2020) 45Avaliar o impacto das  redes sociais no  bem-estar  
emocional de  adolescentes
Relatos de apoio social significativo  
em interações  positivas  online
Aumento de ansiedade e  
baixa autoestima  em função de  
comparações  
sociais e  cyberbullying
Realça a dualidade das  redes sociais,  destacando a  importância do  monitoramento  
parental

Twenge  & Campbell  
(2018) 46 
Explorar a relação  entre o tempo de  tela e saúde  mental em jovensUso moderado  de telas pode  promover  
aprendizado e  entretenimento equilibrados
Exposição  
excessiva  
correlacionada a  maior incidência  de depressão e  isolamento social
Sugere que o  equilíbrio é  crucial, com  atenção ao  conteúdo e  
duração do uso
Matos & Oliveira  
(2020) 47
Uso de  dispositivos e  impacto na  
dinâmica familiar
Atividades digitais  
supervisionada podem  fortalecer  
laços  familiares
Uso excessivo  gera  
distanciamento,  conflitos e aumento de agressividade
Reforça a  importância do  papel parental  na moderação  do uso de tecnologia
PeNSE (IBGE) 
(2019)48
Análise do comportamento  digital e saúde de  adolescentes  
brasileiros
Jogos interativos têm potencial de aumentar  
habilidades  
motoras e sociais
Altos índices de sedentarismo e padrões de sono  
inadequados  
associados ao uso noturno de  telas
Estudo robusto, mas destaca a  
necessidade de  
mais  investigações   sobre o impacto  
de longo prazo
Field (2013) 49Avaliação 
estatística de  impactos 
tecnológicos no  desempenho 
escolar
Análises indicam que o uso moderado de tecnologia pode apoiar tarefas escolaresUso descontrolado 
associado a queda 
significativa no  desempenho
 acadêmico
Importância de  estratégias 
educacionais para promover o  uso  equilibrado
Miller et al. (2021) 50Impacto de vídeos
 educacionais no  aprendizado em  crianças de 5 a  8 anos
Vídeos interativos mostraram-se  eficazes em  melhorar o  vocabulário e a  compreensão de  conceitos básicosAlta exposição a telas foi  associada à distração e menor foco  durante 
atividades de  aprendizado 
offline
A integração de vídeos com ensino presencial oferece melhores resultados do  que o uso  isolado
Kelly & Beaton (2020) 51Avaliar os  impactos da luz azul na saúde visual e do sonoRedução da luz  azul por meio de  filtros melhorou a  qualidade do sono em 70%  dos participantes.Exposição  contínua à luz azul sem filtros foi associada a dores de cabeça frequentes e insônia.Reforça a  necessidade de  práticas 
preventivas, como filtros de   luz azul e limite   no uso noturno.
International
Pediatrics Journal
(2023) 52
Uso prolongado  de dispositivos  em crianças e  impactos motoresJogos de 
movimento
melhoraram  a 
coordenação 
motora em 35%  das crianças
Uso sedentário  o  aumentou  de 
risco  e  obesidade  de dificuldade 
postura risco  

Sugere que o  uso de  tecnologia deve  incluir conteúdo  que promova  atividade física

Andrade &  Silva  
(2021)53

Relação entre  dependência  
tecnológica e  sintomas de  
ansiedade

Crianças que  usaram  
tecnologias para  socialização  
supervisionada  relataram menor  incidência de  ansiedade

Uso desregulado e
prolongado
aumentou  
sintomas de  
ansiedade  
e de isolamento  
social 

Reforça a 
importância da  supervisão  
parental e do  equilíbrio no uso

Esta tabela revisada e expandida reflete uma gama maior de evidências  relacionadas ao impacto dos dispositivos digitais, incluindo efeitos cognitivos,  emocionais, físicos e sociais. A inclusão de estudos que exploram medidas preventivas,  como filtros de luz azul e o uso de conteúdos que promovam atividades físicas, enfatiza  a importância de estratégias equilibradas para mitigar os riscos associados ao uso  excessivo da tecnologia. 

Os resultados apresentados reforçam a importância de um uso equilibrado da  tecnologia, destacando que, enquanto aplicativos educativos e jogos interativos podem  beneficiar habilidades cognitivas e motoras, o uso excessivo de dispositivos está  relacionado a impactos negativos no desenvolvimento social, emocional e físico (TWENGE; CAMPBELL, 2018) 54.  

Estudos como os de Smith & Jones (2019) evidenciam que os benefícios são  dependentes de supervisão e tempo limitado, enquanto a falta de controle pode resultar  em dificuldades comportamentais e cognitivas 55

Com base nos resultados, foram formuladas as seguintes recomendações: 

  • Supervisão Parental Proativa: Orientar os pais na escolha de conteúdos  adequados, priorizando aplicativos educativos e limitando o tempo de tela diário  para no máximo 2 horas em crianças maiores de 6 anos (AMERICAN  ACADEMY OF PEDIATRICS, 2016) 56.  
  • Momentos de Desconexão: Incentivar períodos sem dispositivos, especialmente  antes de dormir, para melhorar a qualidade do sono e reduzir a dependência  emocional. Equilíbrio com Atividades Físicas: Incorporar jogos interativos que promovam movimento físico, reduzindo comportamentos sedentários (WORLD  HEALTH ORGANIZATION, 2019) 57.  

A elaboração de políticas públicas que regulamentem o tempo de tela, com base  em diretrizes de saúde, é essencial para mitigar os efeitos negativos da tecnologia.  Programas educativos podem instruir pais e alunos sobre práticas saudáveis,  promovendo equilíbrio entre o uso digital e atividades offline. Parcerias entre instituições  de saúde e educação podem contribuir para campanhas de conscientização, reforçando  o uso consciente de dispositivos (AMERICAN ACADEMY OF PEDIATRICS, 2016) 58.  

Em termos de desenvolvimento físico e motor, os dispositivos digitais apresentam  benefícios limitados, sendo eficazes apenas quando associados a atividades que  incentivem o movimento, como jogos interativos que promovem coordenação motora.  Em contrapartida, o uso sedentário é um fator de risco significativo, contribuindo para  atrasos no desenvolvimento motor e comportamentos sedentários desde a infância. A  prevalência de obesidade infantil e problemas posturais foi identificada como um dos  efeitos colaterais mais alarmantes, com potencial para repercutir na adolescência e na  vida adulta (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2019) 59.  

A tecnologia também afeta relações familiares, tanto positiva quanto negativamente.  Quando mediado por cuidadores, o uso de dispositivos pode fortalecer vínculos  familiares, transformando o tempo de tela em uma oportunidade para interação e  aprendizado mútuo. Por outro lado, a ausência de supervisão ou o uso desmedido de dispositivos no ambiente doméstico podem gerar conflitos e distanciamento,  comprometendo o desenvolvimento emocional da criança e as dinâmicas familiares (NEUMANN, 2018) 60. Isso ressalta a necessidade de pais e responsáveis assumirem  um papel ativo na mediação do uso de tecnologia, estabelecendo limites e promovendo  atividades offline que reforcem os laços interpessoais (AMERICAN ACADEMY OF  PEDIATRICS, 2016) 61

Os resultados reforçam que a quantidade, o conteúdo e o contexto de uso da  tecnologia desempenham papéis fundamentais no impacto gerado. Dispositivos digitais,  quando integrados de forma estratégica e limitada às rotinas das crianças, podem ser  ferramentas valiosas para complementar o aprendizado, especialmente em cenários de  recursos tradicionais restritos (NEUMANN, 2018) 62. No entanto, quando utilizados sem  supervisão ou limites claros, esses dispositivos podem contribuir para uma série de  problemas, incluindo distúrbios de sono, aumento da ansiedade e diminuição das  interações face a face (TWENGE; CAMPBELL, 2018) 63.
É particularmente preocupante  o papel das redes sociais no desenvolvimento emocional e social de adolescentes, dada  a prevalência de feedbacks instantâneos, como curtidas e comentários, que podem criar  dependência emocional e desviar a atenção de interações mais significativas (JOHNSON  et al., 2020) 64

Por fim, a integração de educadores, profissionais de saúde e famílias na formulação  de estratégias de uso consciente da tecnologia é indispensável para que seu potencial  seja explorado de forma segura e enriquecedora. O desafio contemporâneo envolve  transformar dispositivos digitais em ferramentas que promovam o desenvolvimento  integral das crianças, equilibrando inovação tecnológica com práticas que valorizem a  interação humana, o movimento físico e o desenvolvimento emocional saudável. Apenas  com uma abordagem interdisciplinar e preventiva será possível minimizar os riscos  associados à dependência digital e maximizar os benefícios dessa poderosa ferramenta  no contexto infanto-juvenil (AMERICAN ACADEMY OF PEDIATRICS, 2016) 65.

CONCLUSÃO 

Conclui-se que o uso excessivo de telas na infância e adolescência pode impactar  negativamente o desenvolvimento cognitivo, emocional e físico, além de agravar riscos  como isolamento social, dificuldades de interação e prejuízo no desempenho escolar.  Esses efeitos adversos, amplamente documentados, refletem a complexidade das  interações entre crianças e dispositivos digitais, que podem tanto facilitar o aprendizado  quanto introduzir desafios relacionados à saúde mental e social. A análise dos estudos  revisados evidencia que, enquanto o uso moderado e supervisionado de tecnologias  apresenta potenciais benefícios, como a melhoria de habilidades específicas (por  exemplo, memória e resolução de problemas em aplicativos educacionais), o uso  descontrolado é consistentemente associado a dificuldades emocionais, déficits de  atenção e padrões de comportamento sedentário.  

Diante dessas evidências, conclui-se que a tecnologia não é inerentemente  benéfica ou prejudicial para o desenvolvimento infantil. Seu impacto depende de  múltiplos fatores, incluindo o tipo de conteúdo acessado, a frequência de uso, o grau de  supervisão e as alternativas oferecidas para atividades presenciais e interativas. Os  estudos revisados sugerem que a implementação de políticas públicas e diretrizes claras  é essencial para educar pais, cuidadores e jovens sobre o uso saudável da tecnologia.  Essas políticas devem priorizar campanhas educativas que enfatizem o equilíbrio entre  atividades digitais e experiências offline, incentivando rotinas que respeitem as  necessidades emocionais, físicas e sociais das crianças. 

REFERÊNCIAS  

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7. INSTITUTO BRASILEIRO de GEOGRAFIA e ESTATÍSTICA (IBGE). Pesquisa  Nacional de Saúde do Escolar: 2019. Rio de Janeiro: IBGE, 2021. 8. NIC.br; COMITÊ GESTOR DA INTERNET NO BRASIL (CGI.br). *Fronteiras da  inclusão digital: conectividade em áreas urbanas e rurais*. Estudo 2022. São  Paulo: NIC.br / CGI.br, 2022. IBGE. *Internet avança mais rápido em áreas rurais  do Brasil e chega a 81% dos domicílios*. Brasília: IBGE, 2024.  

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12. SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL (SECOM). Guia de bem-estar digital:  uso de telas por crianças e adolescentes. Brasília: SECOM, 2024. 

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1Acadêmica de Medicina. Centro Universitário Uninorte, Rio Branco, AC, Brasil.
Autor correspondente: Araujonayara420@gmail.com

2Orientadora e Médica pelo Centro Universitário Uninorte, Rio Branco, AC, Brasil.

3Orientador e Docente do Centro Universitário UNINORTE, Rio Branco, AC, Brasil.