O IMPACTO DA DESASSISTÊNCIA NO AJUSTE DA PRESSÃO DO CUFF  PARA A DECANULAÇÃO DO PACIENTE TRAQUEOSTOMIZADO 

THE IMPACT OF LACK OF ASSISTANCE IN ADJUSTING CUFF PRESSURE FOR DECANNULATION IN TRACHEOSTOMIZED PATIENTS. 

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202511191903


Alex Oliveira1
Vitória Caroline Camargo Rosena2
Julia Carvalho do Nascimento3
Anna Carolina Fialho4


RESUMO 

O presente trabalho busca evidenciar como a pressão do cuff – dispositivo  localizado na extremidade do tubo orotraqueal que auxilia na vedação da via aérea impedindo escape de ar – impacta na condição clínica do paciente traqueostomizado em ventilação mecânica. Através de pesquisas dentro das plataformas Pubmed e Sage Journals entre os anos de 2007-2024, o estudo tornou claro o impacto de pressões fora da faixa segura indicada (20-30 cmH20), sejam elas elevadas ou baixas, para o Indivíduo em uso de traqueostomia. O estudo tem o objetivo de destacar a importância da medição adequada do cuff,  e de inteirar a equipe multidisciplinar sobre a mensuração dentro da faixa indicada e realizada de forma adequada. 

PALAVRAS CHAVE: Traqueostomia; Ventilação Mecânica;  Pressão do cuff; Manejo do cuff 

ABSTRACT 

This study seeks to highlight how cuff pressure – a device located at the end of the orotracheal tube that helps seal the airway, preventing air leakage – impacts the clinical condition of tracheostomized patients on mechanical ventilation. Through research on the PubMed and Sage Journals platforms between 2007 and 2024, the study clarified the impact of pressures outside the recommended safe range (20-30 cmH20), whether high or low, on individuals undergoing tracheostomy. The study aims to highlight the importance of proper cuff measurement and to inform the multidisciplinary team about measurement within the indicated range and performed properly.  

KEYWORDS: Tracheostomy; Mechanical Ventilation; Cuff Pressure; Cuff Management 

INTRODUÇÃO  

Segundo o banco de dados do SIH/ Datasus, durante o período de 2011 a 2020 , foram realizados 172.456 procedimentos de traqueostomia financiados pelo SUS, em todo o território brasileiro, em pacientes com mais de 20 anos¹. Entender o uso e as possíveis implicações do uso da traqueostomia é de grande relevância ao profissional, evitando maiores incidências do uso prolongado da traqueostomia.  

A traqueostomia é uma técnica cirúrgica, utilizada dentro do ambiente intensivo,  que garante o estabelecimento de uma continuidade da luz da traquéia com o meio exterior. Ela deve ser realizada quando o paciente apresentar necessidade de manutenção de via aérea artificial por tempo prolongado, ou em situações agudas que contra indiquem métodos tradicionais de intubação². O dispositivo,  pode ser inserido de forma precoce ou tardia, sendo a precoce definida como aquela realizada em período inferior ou equivalente aos 13 dias de início da ventilação mecânica –  onde observa-se um prognóstico de permanência do indivíduo sobre o uso suporte ventilatório  –  e a tardia, que definida como um um período maior de 13 dias³. É de grande importância determinar o momento ideal da traqueostomia em pacientes gravemente enfermos submetidos à ventilação mecânica a fim de melhorar os resultados clínicos⁴ 

Apesar de ser indicada para alguns pacientes, a traqueostomia é um procedimento cirúrgico, portanto, sujeito às complicações que podem ser divididas em três categorias, de acordo com a fase em que ocorrem: intraoperatórias, pós-operatórias e tardias da traqueostomia (relacionadas até 6 meses após a decanulação).Quanto às alterações tardias, pode-se citar a formação de granulomas, traqueomalácia, fístula traqueoesofágica, fístula traqueocutânea e estenose laringo traqueal.⁵ Tais procedentes tardios podem ser desencadeadas pelo ajuste inadequado do cuff, localizado na extremidade distal do tubo orotraqueal. 

O cuff tem a finalidade de assegurar a eficiência do suporte ventilatório, evitar o escape aéreo e garantir proteção  da via aérea inferior da aspiração de secreções infectadas da orofaringe⁶. A medição e o ajuste rotineiros da pressão do balonete para dentro da faixa (20-30 cmH20) recomendada têm sido considerados importantes na prevenção de complicações adversas ao paciente intubado.⁷ 

Todavia, ajuste inadequado do cuff, seja uma insuflação excessiva ou insuficiente do manguito traqueal estão associadas a complicações subsequentes, como estenose traqueal, traqueomalácia e pneumonia associada à ventilação mecânica.⁸ Curtas horas com pressões elevadas podem levar a  isquemia, ulceração, necrose da mucosa traqueal, exposição da cartilagem e, finalmente, à estenose cicatricial da traqueia.⁹ 

Diante desse cenário de injúrias desencadeadas pelo mal ajuste do balonete na traqueostomia, torna-se ainda fundamental o entendimento dos cuidados e o manejo do ajuste da pressão do cuff da traqueostomia, visando uma decanulação adequada e efetiva ao paciente, se conveniente, ainda em ambiente hospitalar, garantindo assim melhor desfecho clínico, almejando desospitalizar sem a necessidade do dispositivo o que melhora a qualidade de vida dos pacientes submetidos a traqueostomia. 

METODOLOGIA 

Para o desenvolvimento da pesquisa foram utilizados artigos científicos de revisão, revisão sistemática, meta-análise e ensaios clínicos randomizados dentro da plataforma Pubmed, Sage Journals com tempo de publicação entre 2007-2024, com os principais descritores: “tracheostomy”, ”cuff pressure”, “tube cuff pressure”, “cuff management”, “cuff tube”. Entre os estudos observados, foram incluídos aqueles que tratassem a respeito do manuseio da traqueostomia, do ajuste da pressão do cuff dentro da unidade de terapia intensiva em pacientes traqueostomizados e as complicações decorrentes da pressão do balonete. Também foi analisado o livro O ABC da fisioterapia, SARMENTO, George Jerre Vieira (Barueri – Sp: Manole, 2015. 560 p), em especial os capítulos que tratam sobre traqueostomia.Como critério de exclusão, considerou-se os estudos que tratassem da pressão do cuff somente  relacionado ao uso de ventilação mecânica, sem traqueostomia.  

TABELA 
Autor/ano Tipo de estudo Característica da amostra Tipo de intervenção Resultados 
Hockey CA et al. (2016) ¹⁰ Revisão sistemática e meta-analise nove estudos na revisão sistemática e meta-análise, sendo sete ensaios clínicos randomizados (RCTs) e dois estudos pseudorandomizados. Total de1077 pacientes O artigo avalia o impacto do uso de métodos objetivos, como manômetros, e métodos subjetivos (como  palpação) na gestão da pressão do cuff de tubos endotraqueais e traqueostomias Pressões excessivamente altas podem comprometer a circulação sanguínea na mucosa traqueal, levando a inflamação, isquemia, ulceração, estenose e até ruptura da mucosa traqueal. Por outro lado, pressões muito baixas podem resultar em vazamento de ar e microaspiração, aumentando o risco de pneumonia e outras complicações respiratórias. Recomenda-se pressão entre 20 e 30 cmH2O 
Amer R Alzahrani et al. (2015)¹¹ Estudo de coorte prospectivo   Foram recrutados 201 pacientes adultos intubados ou com traqueostomia foi avaliado a forma de gerenciar pressão do cuff em pacientes ventilados com tubo endotraqueal e se essa medição 
(realizada a cada 6 horas) é eficaz 
Concluiu-se que a medição da pressão a cada 6 horas não é eficaz, devido à  queda da pressão do cuff que ocorre entre as medições. E as alterações na pressão geram problemas ao paciente (pressões baixas aumentam o risco de aspirações orofaríngeas e de desenvolver PAV. E as pressões altas podem gerar lesões traqueais) 
C. R.  Talekar et al. (2014)¹² revisão qualitativa Foram analisados 18 estudos e realizada uma pesquisa em 29 UTIs em Queensland (Austrália) Foram analisados estudos existentes sobre o monitoramento da pressão do cuff traqueal em UTIs. A monitorização da pressão do cuff traqueal é uma prática comum em UTIs, sendo realizada principalmente por meio de dispositivos de medição de pressão, com metas geralmente entre 20-30 cmH2O. O monitoramento rotineiro é benéfico para prevenir complicações decorrentes de pressões elevadas ou baixas. Mas ainda não há consenso ou diretrizes definitivas sobre a pressão ideal do cuff
Tabela 1 desenvolvida pelo autor. 

Na tabela acima, três estudos apresentam a avaliação da mensuração da pressão do cuff em tubos endotraqueais e traqueostomias. É relatado nos estudos que pressões baixas ou excessivamente altas do cuff trazem desfechos negativos ao paciente. Ciente disso, se mostra necessário uma medição objetiva a fim de manter a pressão dentro da diretriz geral (20-30 cmH20) e impedir que haja complicações ao paciente.

Gráfico 1 desenvolvido pelo autor

O gráfico nos apresenta os três autores explorados na tabela. No gráfico, há a relação de alterações que ocorrem devido a pressão do cuff paralelo a pressão (sejam elas elevadas – acima de 30 cmh20 – ou mais baixas – abaixo de 20 cmH20.  

Fonte: Gráfico desenvolvido pelo próprio autor  

No gráfico acima há um descritivo, de acordo com o que se repete entre os autores, das principais alterações que ocorrem em decorrência das pressões inadequadas do balonete. Entre as principais alterações temos: isquemia da mucosa (interrupção do fluxo sanguíneo), ulceração traqueal (ferida na mucosa traqueal), fístula traqueoesofágica (conexão anormal entre traqueia e esofago), traqueomalácia (colapso da via aérea), ruptura traqueal, microaspiração e pneumonia associada à ventilação. As pressões elevadas, ou seja, acima de 30 cmH20, podem gerar a isquemia da mucosa, ulceração traqueal, fístula traqueoesofágica, traqueomalácia e ruptura traqueal. Já as pressões mais baixas (menores que 20 cmH20) podem gerar microaspiração ou pneumonia associada à ventilação 

DISCUSSÃO  

Segundo os autores citados, a pressão inadequada do balonete do cuff presente na traqueostomia pode gerar alterações traqueais e suscetibilidade à contaminação ao paciente. Entre os principais problemas, pode-se citar: isquemia da mucosa, ulceração traqueal, fístula traqueoesofágica traqueomalácia, ruptura traqueal, microaspiração e pneumonia associada à ventilação. Tais problemas podem ser decorrentes das pressões mais elevadas do cuff (acima de 30 cmH20) ou pressões mais baixas (menores que 20 cmH20). 

Chandler H. Moser (2022)¹³, em sua revisão sistemática com meta-análise, a pressão do cuff da traqueostomia pode ocasionar para lesões por pressão, especialmente na interface com a pele periestomal, devido ao excesso de pressão que pode causar dano tecidual, erosão e complicações infecciosas. Além disso, a seleção inadequada do tubo ou do cuff pode aumentar o risco de mal posicionamento, distorção traqueal e lesões adicionais. Neste estudo, o autor destaca a importância de ações preventivas para evitar tais complicações relacionadas ao cuff., como por exemplo o ajuste da pressão.  

Siqi Hong (2024)¹⁴, em sua revisão sistemática e meta-análise, pressões excessivas do cuff traqueal (acima de 30 cmH20), podem causar danos à mucosa traqueal, levando à inflamação, hiperplasia de tecido e, consequentemente, à estenose. Além disso, o autor destaca que as pressões excessivas podem causar isquemia na parede traqueal, aumentando o risco de lesões isquêmicas e inflamatórias, enquanto pressões muito baixas podem comprometer a vedação, aumentando o risco de aspiração e infecções respiratórias.  Hong (2024) destaca que é preciso intervenções preventivas como colocação correta do tubo, o controle da posição da incisão e a prevenção de infecções respiratórias também são necessárias, concomitante a isso, o uso de técnicas de monitoramento contínuo e ferramentas práticas para medir a pressão do cuff podem ajudar na prevenção de alterações. 

Hyun S. Kim et al (2020)¹⁵, oferece em seu trabalho uma revisão abrangente sobre o manejo de fístulas traqueoesofágicas. Ademais, o autor destaca as possíveis causas para o surgimento da fístula traqueoesofágica, entre as quais ele  cita a pressão excessiva do cuff do tubo endotraqueal ou traqueostomia.  

Marcello Guarnieri et al (2021)¹⁶  , avalia 151 pacientes com Covid-19 e SARA em uma UTI na Itália, dos quais cerca de 50% passaram por traqueostomia, principalmente cirúrgica, aproximadamente 11 dias após a intubação. O autor evidencia a traqueomalácia como consequência da traqueostomia. Segundo o estudo, a traqueomalácia é uma condição rara, potencialmente grave, que pode ocorrer após intubação e ventilação mecânica, especialmente em pacientes com COVID-19. A incidência de traqueomalácia observada foi de 5% entre os pacientes estudados, o que é maior do que os relatados na literatura para populações não-COVID. A incidência maior em paciente com COVID-19 pode estar relacionada a fatores específicos da doença, como inflamação sistêmica prolongada, vascularização comprometida e trauma na via aérea. Ou ainda,  uso prolongado de ventilação mecânica, traqueostomias repetidas e possíveis pressões excessivas do cuff também contribuem para o dano traqueal.  

Eduardo Minambres (2009)¹⁷, destaca em seu trabalho os fatores de risco, sinais clínicos, diagnóstico e opções de tratamento da ruptura traqueal relacionada à intubação e traqueostomia. Entre as causas citadas para a ruptura traqueal, o autor cita o superinflamento do cuff, ou seja, pressão excessiva do balonete.  

Tahereh Motallebirad (2024)¹⁸ afirma que  a colonização de microorganismos no trato respiratório pode ser facilitada pelo uso de tubos endotraqueais ou traqueostomias, e isso pode levar a complicações respiratórias como pneumonia associada ao ventilador (PAV). O estudo menciona que o cuff do tubo endotraqueal pode estar relacionado à formação de biofilmes e à colonização bacteriana, contribuindo para infecções respiratórias associadas à ventilação mecânica.  Diante disso, o presente estudo afirma que a pressão adequada (20-30 cmH20) ajuda a evitar vazamentos de secreções e a formação de biofilmes, reduzindo o risco de colonização bacteriana e pneumonia associada ao ventilador (PAV).  

Diante desse cenário, Kirsty A Whitmore et al (2020)¹⁹, trazem em seu estudo de manejo da traqueostomia, práticas e desafios para um manejo adequado e que confere ao paciente traqueostomizado um bom desfecho clínico. Entre as diversas intervenções, o artigo destaca que o manejo do cuff é uma questão importante na gestão da traqueostomia, e mostra que a deflação precoce do cuff é bem tolerada na maioria dos pacientes, facilitando a comunicação, a deglutição, potencialmente reduzindo o tempo de permanência na UTI e possíveis complicações ao paciente. O autor também destaca estudos que mostram benefícios aos pacientes, onde houve troca precoce de tubos sem cuff .  

Isso posto, a falta de ajuste na pressão do cuff da traqueostomia ou a medição mantendo a pressão fora da faixa segura indicada (20-30 cmH20) impacta o cenário clínico do paciente, trazendo injúrias traqueais ou aspirações de patógenos. As implicações decorrentes da falta de ajuste ou do ajuste inadequado do cuff pode piorar o quadro do indivíduo traqueostomizado e com isso, aumentar o tempo de hospitalização ou intubação.  

Todavia, ainda existe necessidade de um consenso na equipe responsável pela medição do balonete. É necessário definir quando a medição deve ser realizada, quantas vezes durante o dia, exigir que a medição seja feita de forma objetiva por meio dos instrumentos de medição (cufômetro) e conscientizar os profissionais a respeito das implicações de uma medição da pressão realizada de forma inadequada ou ainda, não realizada na qualidade de vida do paciente traqueostomizado dentro do ambiente hospitalar. Concomitante a isso, é necessário que o profissional busque desinsuflar o balonete o mais rápido possível dentro das condições do paciente e busque utilizar a traqueostomia metálica, onde não é necessário o uso do cuff.  

CONCLUSÃO 

Conclui-se que para diminuir as lesões traqueais e aspirações de microrganismos por pacientes ventilados mecanicamente e em uso de traqueostomia é necessário que exista uma medição objetiva do balonete do cuff, mantendo-o dentro da faixa segura indicada (20-30 cmH2O), visando melhores desfechos ao indivíduo traqueostomizado. Ademais,é necessário que haja conscientização à equipe profissional de uma medição constante do balonete, contudo outros estudos acerca do número de vezes que o balonete deve ser verificado poderá contribuir, uma vez que a variação dos fabricantes pode influenciar na pressão.  

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
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1Doutor em Ciências da Saúde, Mestre em Terapia Intensiva, Especialista em Reabilitação Cardiorrespiratória, Especialista em Fisioterapia Hospitalar, Professor Titular na Universidade Paulista, Professor na Faculdade de Medicina de Jundiaí, Coordenador do Programa de Residência Multiprofissional – FMJ, Coordenador do Programa de Aprimoramento em Fisioterapia Hospitalar Respiratória – HU-FMJ, Coordenador do Serviço de Fisioterapia Hospital Universitário de Jundiaí, Coordenador do Serviço de Fisioterapia, I.R.S.Sirio Libanes- HRJ. 

2Graduanda do Curso de Fisioterapia da Universidade Paulista  

3Graduanda do Curso de Fisioterapia da Universidade Paulista

4Graduanda do Curso de Fisioterapia da Universidade Paulista