REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202511061948
Lucivane Fernandes Lima1
Marcos Paulo de Almeida2
Resumo
O ensino de Libras na educação infantil, é um desafio, para a aprendizagem e comunicação. Libras língua Brasileira de Sinais, com uma gramatica própria, utilizada pela comunidade surda no brasil para comunicação, a Libras utiliza gestos, expressões faciais e movimentos corporais, um vocabulário bem diferente do português, e assim promovendo a acessibilidade a cultura surda. Portanto, o objetivo desse trabalho e analisar como o ensino de Libras na educação infantil, analisando as estratégias utilizadas e os desafios enfrentados, a fim de compreender e promover uma educação de qualidade, frisando a importância, das crianças surdas serem inserida ao meio escolar de forma precoce pra melhor o aprendizado e comunicação. Neta perspectiva, este trabalho é uma pesquisa qualitativa de caráter bibliográfico, com artigos e livros digitais um desses livros selecionado no google acadêmico e na biblioteca virtual da Unitins, cujos principais autores Ronice Quadros (2008) Márcia Goldefeld (1997) Dayse e Luciana Freitas (2019) Sílvia Andreis-Witkoski e Marta Regeane Proença Filiet (2014) Lázara Cristina da Silva e Lúcio Cruz (2017). Contudo com esse estudo compreende os desafios e estratégias que crianças surdas enfrentam ao serem inserida na escola, que as políticas públicas estejam mais envolvidas com a qualidade da educação dessas crianças.
Palavras-Chaves: Libras. Educação. Surdos. Aprendizagem. comunicação.
1 INTRODUÇÃO
A importância do papel da linguagem para a criança surda é imensurável, pois, assim como qualquer outra criança, ela necessita de condições adequadas para a aprendizagem e o desenvolvimento múltiplo, cognitivo e letrado, que deve ocorrer o mais cedo possível. É fundamental que esse processo de construção da leitura e da escrita seja estimulado precocemente, tanto no ambiente escolar quanto no meio familiar.
A educação em Libras vai além da simples transmissão de conteúdos: ela deve representar um processo de reconhecimento e valorização da criança surda e de sua identidade. As metodologias precisam ser adequadas às suas especificidades linguísticas e culturais. A escola deve proporcionar ao estudante surdo a oportunidade de ser um sujeito ativo em sua própria aprendizagem, promovendo sua autonomia. Assim, a instituição escolar torna-se um espaço de inclusão, configurando-se como um ambiente de pleno desenvolvimento humano e social dessa comunidade.
A educação de surdos é fundamental para garantir o acesso ao conhecimento e á cultura, possibilitando que o sujeito surdo se reconheça como integrante de uma comunidade linguística e cultural própria, desenvolvendo sua identidade e sua autonomia. (QUADROS, 1997, p. 23)
Em alguns países, como os Estados Unidos e a Suécia, as línguas de sinais nacionais são reconhecidas oficialmente, e esse reconhecimento contribui significativamente para a educação bilíngue e para a inclusão social. Os autores Ronice Quadros e Gladis Perlin destacam que os métodos de ensino adotados nesses países incluem o método bilíngue, o método oralista e o método combinado. Nos países desenvolvidos, há maior acesso a escolas inclusivas, nas quais a qualidade do ensino para crianças surdas é altamente eficiente e de excelência.
Estudos mostram que a proposta educacional bilíngue, com libras como primeira língua e português escrito como segunda, oferece uma base educacional mais sólida ao aluno surdo, permitindo um desenvolvimento linguístico efetivo, principalmente nos primeiros anos escolares, quando apropriação da linguagem é crucial para sua autonomia e inserção social. (RIBEIRO,2019).
A Lei nº 10.436/2002 reconhece oficialmente a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio legal de comunicação e expressão da comunidade surda no Brasil. Essa lei garante o direito à educação bilíngue, estabelecendo a Libras como primeira língua e a Língua Portuguesa, na modalidade escrita, como segunda língua. Além disso, o Decreto nº 5.626/2005 regulamenta a referida lei, assegurando o acesso das pessoas surdas à educação e à comunicação em ambientes escolares e institucionais.
Entretanto, o ensino no Brasil ainda está distante de alcançar uma educação de qualidade e eficiência para as pessoas surdas. É fundamental que a educação, tanto para crianças quanto para adultos surdos, leve em consideração suas necessidades específicas de comunicação e linguagem, promovendo um ensino que garanta a igualdade de oportunidades e o pleno desenvolvimento social e cognitivo.
Além disso, a Universidade Estadual do Tocantins (Unitins) – Campus Araguatins realiza oficinas de Libras voltadas a servidores e acadêmicos, fortalecendo o uso e o reconhecimento da língua. Na cidade de Araguaína, são promovidos eventos que buscam sensibilizar a sociedade sobre a importância da Libras e da inclusão das 12 pessoas surdas, reforçando o compromisso com uma educação verdadeiramente acessível e inclusiva.
Crianças surdas tendo um acesso tardio à linguagem podem prejudicar o desenvolvimento linguístico. Por isso, defende-se a abordagem bilíngue na educação de surdos, deixando claro que Libras deve ser a primeira língua para o desenvolvimento cognitivo e social dessas crianças, pois contribui para a identidade surda e para o reconhecimento de sua cultura. (QUADROS, 2008, p.15).
As crianças surdas, ao terem acesso precoce à instituição de ensino e à sua língua natural, constroem as bases necessárias tanto para interagir quanto para adquirir autonomia. Essa hipótese parte da percepção de que, ao ter contato inicial com a Língua Brasileira de Sinais (Libras), a criança desenvolve de forma mais sólida suas competências linguísticas e cognitivas. A presença da Libras no ambiente escolar da Educação Infantil favorece a comunicação entre crianças surdas e ouvintes, considerando que, ao aprenderem uma forma comum de interação, ampliam suas possibilidades de convivência, criando vínculos sociais mais fortes e acolhedores.
A metodologia adotada nesta pesquisa é de natureza qualitativa, bibliográfica e exploratória. O referencial teórico utilizado inclui as contribuições de Ronice Quadros (2008), Márcia Goldfeld (1997), Dayse e Luciana Freitas (2019), Sílvia AndreisWitkoski e Marta Regeane Proença Filieta (2014), além de Lázara Cristina da Silva e Lúcio Cruz (2017).
Este trabalho concentra-se principalmente em teóricos de maior relevância no território brasileiro. A pesquisa busca analisar e compreender os desafios, estratégias e obstáculos enfrentados pelas crianças da comunidade surda ao serem inseridas nas instituições educacionais, possibilitando uma perspectiva ampla sobre o envolvimento da comunidade escolar e a importância do ensino de Libras nesse contexto.
A presença da Libras na Educação Infantil constitui-se não apenas como um direito à comunicação, mas também como uma estratégia essencial para o desenvolvimento integral da criança surda. O acesso precoce à Libras representa um avanço significativo na construção da identidade surda, na aquisição linguística e na socialização, contribuindo para a promoção de uma educação inclusiva e de qualidade.
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
O referencial teórico deste trabalho tem como objetivo fundamentar a discussão sobre a importância da Língua Brasileira de Sinais (Libras) na Educação Infantil e seu papel essencial no desenvolvimento cognitivo, linguístico e social da criança surda. A partir de uma abordagem bilíngue, que considera a Libras como primeira língua e a Língua Portuguesa como segunda, busca-se compreender os processos de ensino e aprendizagem voltados à inclusão e à valorização da identidade surda. Para isso, são apresentados estudos e contribuições de teóricos que discutem a educação de surdos no contexto brasileiro, como Quadros (2008), Goldfeld (1997), Freitas (2019), AndreisWitkoski e Proença Filieta (2014), Silva e Cruz (2017), entre outros. Esses autores oferecem subsídios teóricos que possibilitam refletir sobre os desafios, as estratégias pedagógicas e as práticas inclusivas que permeiam o ensino bilíngue, ressaltando a relevância da Libras como instrumento de acesso ao conhecimento e de promoção da equidade educacional.
2.1 Contexto histórico do Ensino de Libras na Educação Infantil no Brasil
Durante muito tempo, o oralismo foi o método predominante no Brasil, principalmente após o Congresso de Milão, realizado em 1880, quando houve a proibição do uso da língua de sinais nas escolas para surdos. Embora esse evento tenha ocorrido fora do Brasil, seu impacto se estendeu até o final do século XX, influenciando diretamente as práticas educacionais brasileiras e restringindo o acesso das pessoas surdas à sua língua natural.
A história da educação de surdos no Brasil foi marcada por períodos de exclusão e negação da língua de sinais, especialmente após o Congresso de Milão (1880), quando o oralismo passou a ser imposto nas escolas, restringindo o uso da Libras. (STROBEL, 2008, p. 37)
Historicamente, o ensino voltado às pessoas surdas esteve associado à exclusão social e escolar, com práticas que desconsideravam a língua e a cultura surda. Durante o período em que a Libras foi proibida e desvalorizada, as pessoas surdas foram privadas do direito à comunicação plena e à formação linguística adequada. Somente no século XX ocorreu o reconhecimento legal da Libras, dando início a um processo de valorização da língua e da identidade da comunidade surda.
Entre as décadas de 1990 e 2000, houve o fortalecimento e o reconhecimento linguístico e cultural da Libras. A Lei nº 10.436/2002 reconheceu oficialmente a Língua Brasileira de Sinais como meio legal de comunicação e expressão da comunidade surda, e o Decreto nº 5.626/2005 regulamentou essa lei, estabelecendo normas para o ensino de Libras, a formação de professores e a atuação de tradutores e intérpretes de Libras nas instituições de ensino.
De acordo com o Decreto nº 5.626/2005, a formação dos profissionais que atuam com a Libras deve ocorrer nas seguintes modalidades:
– Curso de graduação em Letras–Libras ou Letras: Libras/Língua Portuguesa como segunda língua, para a formação de professores e instrutores;
– Curso de Tradução e Interpretação de Libras–Língua Portuguesa, em nível médio ou superior, para a formação de intérpretes;
– Além disso, o decreto determina que os cursos de formação de professores para todas as etapas da educação básica incluam, obrigatoriamente, a disciplina de Libras em seus currículos.
Essas medidas consolidaram uma nova perspectiva bilíngue na educação de surdos, reconhecendo a Libras como primeira língua (L1) e o Português escrito como segunda língua (L2), garantindo assim o direito à comunicação e à inclusão social.
O reconhecimento da Libras como língua oficial e sua inserção na Educação Infantil representam um marco histórico na educação de surdos no Brasil, pois garantem à criança surda o direito de adquirir sua primeira língua desde os primeiros anos de vida. (QUADROS, 2006, p. 52)
Autora como Ronice Quadros (1997, 2006) e Karin Strobel (2008) defendem que Libras deve ser nesse período que ocorre a base da aquisição linguística e o desenvolvimento da identidade surda.
O contato da criança surda com a Libras desde a infância é fundamental para a construção de sua identidade e pertencimento à comunidade surda, rompendo com séculos de exclusão e negligência histórica em relação à sua língua. (STROBEL, 2008, p. 41)
Conforme a autora, o acesso precoce da criança à Libras na Educação Infantil representa uma forma de reparação histórica, garantindo que ela desenvolva sua língua natural, fortaleça sua identidade e construa uma autoimagem positiva. Além disso, contribui para o desenvolvimento cognitivo, social e emocional, promovendo a valorização da cultura surda e o respeito à diversidade linguística.
2.2 Os desafios da educação bilíngue
A educação bilíngue garante às crianças surdas o direito de aprender por meio de sua língua natural, tendo a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como primeira língua (L1) e a Língua Portuguesa, na modalidade escrita, como segunda língua (L2). Essa proposta busca valorizar a comunidade surda enquanto grupo com identidade linguística e cultural própria, afastando a visão limitada que reduz a surdez apenas a uma deficiência auditiva. Apesar dos avanços conquistados nas últimas décadas, a educação bilíngue ainda enfrenta inúmeros desafios.
A criança surda enfrenta desafios significativos no processo de aquisição da linguagem, pois a língua de sinais, que deve constituir-se como sua L1, nem sempre lhe é acessível desde cedo, e o ensino da língua portuguesa como L2 exige estratégias pedagógicas específicas que considerem as diferenças linguísticas e culturais dessa criança.” (QUADROS, 1996, p. 45)
A falta de profissionais qualificados e de formação docente adequada compromete a qualidade do ensino. Professores sem capacitação específica para atuar com a Libras, e sem conhecimento prévio sobre o bilinguismo, têm dificuldade em desenvolver práticas inclusivas, o que acaba contribuindo para a exclusão dos estudantes surdos. É impossível garantir uma aprendizagem efetiva sem comunicação acessível e mediada pela língua de sinais.
No cenário da educação bilíngue para surdos, torna-se imprescindível que a formação inicial e continuada dos professores contemple a língua de sinais como primeira língua, bem como o domínio da Libras e do português nas duas vias, para garantir práticas pedagógicas eficazes que respeitem a identidade linguística e promovam o acesso pleno ao currículo escolar. (SOUSA et al., 2024, p. 12)
Os materiais pedagógicos específicos para o ensino em Libras ainda são escassos, o que limita o uso de recursos didáticos apropriados. A falta de intérpretes de Libras–Português em quantidade suficiente para atender à demanda das instituições é outro obstáculo frequente. Além disso, muitos intérpretes atuam sem formação adequada, o que compromete a efetividade da educação bilíngue e amplia as desigualdades educacionais. A formação continuada surge, nesse contexto, como instrumento essencial para a melhoria da prática pedagógica, promovendo a superação das barreiras comunicacionais e metodológicas; entretanto, nem todas as escolas oferecem esse tipo de capacitação.
Os surdos, como leitores visuais em ambientes bilíngues e multiculturais, necessitam de tecnologia e materiais pedagógicos que apresentem conteúdos por meio de imagens ilustrativas e traduções de textos para Libras em DVDs e vídeos. (CAPOVILLA; RAPHAEL; MAURICIO, 2009, p. 638)
A falta de recursos pedagógicos voltados à educação bilíngue é um desafio significativo que impacta diretamente o processo de ensino-aprendizagem dos alunos surdos. Há uma escassez de materiais didáticos específicos e tecnologias assistivas, o que muitas vezes leva à exclusão desses estudantes. Essa carência dificulta a implementação de práticas pedagógicas eficazes e prejudica o desenvolvimento linguístico e social da criança surda. O uso de tecnologias educacionais e da ludicidade é, portanto, essencial como recurso pedagógico, pois favorece a aprendizagem e torna o processo educativo mais acessível, dinâmico e significativo.
2.3 Envolvimento da família na escola na educação de crianças surdas
O primeiro contato que a criança surda tem com o mundo ocorre por meio da família, pois é a partir dela que se dá sua inserção na sociedade. A família constitui o primeiro grupo social do qual o sujeito faz parte, desempenhando um papel fundamental no desenvolvimento e na aprendizagem da criança surda. O apoio familiar é essencial, especialmente na aquisição da leitura e da escrita pelo sujeito surdo, considerando que o ambiente doméstico deve ser acolhedor, favorecendo o desenvolvimento da linguagem com o auxílio dos familiares.
A presença e o envolvimento dos pais no ambiente escolar contribuem de forma significativa para o progresso da aprendizagem dos estudantes surdos, resultando em avanços positivos no processo educativo. Conforme Schneider (2006):
A escola sozinha não pode dar conta da educação de todos e, particularmente, dos alunos surdos, se não contar com a participação da família, pois, se quiser desenvolver uma educação emancipadora, deve-se considerar o mundo da vida da criança (p. 176).
Uma educação que forme o indivíduo autônomo, socialmente consciente e capaz de transformar sua realidade requer a construção da autoconfiança e da interação entre escola e família. Quando ambas caminham na mesma direção e desenvolvem, de forma integrada, as habilidades da criança, fortalecem o processo educativo e social. Essa interação e compromisso mútuo entre escola e família são destacados por Perez (2008), ao afirmar que:
Na sociedade contemporânea, família e escola são dois contextos de promoção de desenvolvimento, socialização e educação da criança, que se definem e são diferenciados por padrões de comportamento, de objetivos e de procedimentos para transmissão de informações que lhes competem. (p. 12).
A família precisa estar presente em todo o processo escolar, e não apenas delegar à escola a responsabilidade exclusiva pelo aprendizado da criança. É necessário que participe ativamente de todo o percurso educacional, estabelecendo uma parceria efetiva com a instituição de ensino. Dessa forma, a criança poderá encontrar em casa a continuidade do que vivencia na escola, a convivência, o aprendizado e a comunicação, aspectos fundamentais para que o processo educativo seja realmente significativo e eficaz.
2.4 A relevância de libras de forma precoce
A criança surda deve ter contato com a Língua Brasileira de Sinais (Libras) o mais cedo possível, sendo considerada essencial a estimulação precoce. Estudos revelam que, assim como as crianças ouvintes, as crianças surdas podem se desenvolver linguisticamente desde que sejam expostas a um contexto educacional adequado. Quando o ingresso escolar ocorre de forma tardia, há prejuízos no aprendizado, nas relações de interação, na socialização e na comunicação.
Segundo Silva e Amorim (2017), a educação precoce é fundamental para a criança surda, pois a aquisição da linguagem só ocorre plenamente quando há contato com a Libras desde os primeiros anos de vida. Sem essa imersão, o desenvolvimento linguístico e cognitivo da criança fica comprometido, uma vez que a língua de sinais é o meio natural para sua aprendizagem e interação social.
O desenvolvimento linguístico da criança surda garante uma construção natural da linguagem, algo que não seria plenamente possível apenas com a oralidade. A ausência da Libras pode gerar atrasos na fala, na leitura e na escrita, além de comprometer a formação da identidade. A Libras facilita a comunicação entre crianças surdas e ouvintes, fortalecendo a inclusão e proporcionando um ambiente escolar mais saudável e sem isolamento. Nesse processo, a escola desempenha um papel fundamental, especialmente porque muitas crianças surdas vêm de famílias ouvintes que não possuem conhecimento da língua de sinais, cabendo à instituição apresentar e promover o uso da Libras desde a infância.
Como afirma Skliar (1997, p. 15): “A criança surda necessita ter contato com a língua de sinais desde cedo, pois é por meio dela que se constituirá como sujeito, desenvolvendo sua linguagem, seu pensamento e sua identidade cultural.” É importante compreender que a Libras não é apenas um recurso de comunicação, mas também um elemento integrante da cultura surda. O acesso precoce à língua de sinais permite que a criança se reconheça como parte da comunidade surda, colaborando para a construção de sua identidade e autoestima. Oferecer a Libras na infância não deve ser visto como um privilégio, mas como um direito assegurado por lei. Quando a escola não garante o pleno acesso à Libras, a criança surda sofre exclusão linguística, ainda que esteja inserida no ambiente escolar, pois não está recebendo uma educação bilíngue conforme o que a legislação determina.
2.5 Inclusão e socialização
A inclusão e a socialização na educação de crianças surdas envolvem elementos fundamentais para a constituição de uma educação democrática, equitativa e culturalmente significativa. A palavra incluir significa integrar um elemento a um contexto maior, permitindo ao estudante participar plenamente do processo de aprendizagem e ser reconhecido como sujeito de direitos. A inclusão não se resume a colocar fisicamente o aluno em determinado espaço, mas consiste em assegurar que essa criança tenha acesso efetivo e igualitário às condições necessárias para sua participação no ambiente escolar.
Booth e Ainscow (2002, p. 12) afirmam que:
A inclusão é um processo contínuo de melhoria das práticas educacionais para atender às necessidades de todos os alunos, garantindo que cada indivíduo, independentemente de suas diferenças, tenha acesso pleno à aprendizagem e à participação na escola e na sociedade. Não se trata apenas de colocar todos os alunos na mesma sala de aula, mas de criar um ambiente em que as diferenças sejam respeitadas e valorizadas, e onde as barreiras sejam ativamente removidas para promover a equidade e o desenvolvimento integral de cada estudante. (Booth e Ainscow 2002, p.12)
A inclusão, portanto, não se limita à simples presença da criança surda em sala de aula; vai muito além disso. Ela envolve a criação de condições educacionais que respeitem suas especificidades linguísticas e culturais, demandando mudanças pedagógicas e sociais constantes. O objetivo é garantir uma aprendizagem plena, baseada na comunicação e na participação ativa de todos.
Como destaca Bayer (2006, p. 75–76):
A escola que se pretende inclusiva, em cujo espaço não existam campos demarcados do tipo ‘aqui estão os alunos normais’, como se executa com frequência, põe em construção uma pedagogia que não é nem diluída, face às necessidades educacionais especiais de alguns alunos, nem extremamente demarcada ou terapêutica, em que se acaba por acentuar as distinções pessoais. (Bayer 2006, p. 75–76)
É importante refletir que a escola pode e deve superar as barreiras e divisões entre alunos, reconhecendo que a inclusão não deve ser tratada como um simples anexo ao sistema educacional, mas como uma transformação profunda capaz de mudar a vida das crianças surdas. Essa transformação vai além dos portões escolares e exige uma reestruturação pedagógica, com oferta de condições adequadas, materiais, recursos, metodologias e apoio especializado. A inclusão não pode ser vista de forma isolada, mas como parte de uma pedagogia ampla que reconheça e valorize as diferenças. Assim, a escola torna-se um espaço verdadeiramente democrático, contribuindo para o desenvolvimento social, emocional e acadêmico de todas as crianças.
Lacerda (2006, p. 22) complementa:
A inclusão de alunos surdos no ensino comum traz aos professores e à escola diferentes desafios, pois propõe uma transição desse espaço para acolher e atuar com esses alunos, favorecendo um melhor aprendizado. (Lacerda 2006, p. 22)
A inclusão da criança surda depende, portanto, de condições linguísticas adequadas e de metodologias específicas que garantam sua acessibilidade comunicacional, seu desenvolvimento integral e uma aprendizagem significativa. É imprescindível contar com profissionais capacitados, que valorizem a Libras não apenas como instrumento de comunicação, mas como expressão legítima de uma cultura e identidade que precisam ser reconhecidas e respeitadas por toda a sociedade.
3 METODOLOGIA
O presente trabalho teve coo objetivo analisar a importância da Libras na comunidade surda, destacando a relevância do acesso precoce das crianças surdas ao ambiente escolar e os desafios enfrentados tanto escola quanto pela família. Foi realizada uma pesquisa de natureza qualitativa, exploratória e bibliográfica, com o intuito de promover uma compreensão mais aprofundada acerca do tema. A abordagem qualitativa permite uma análise detalhada das percepções e experiências relacionadas ao ensino de Libras na educação infantil, configurando-se como um passo fundamental para a inclusão dessas crianças. O foco central da pesquisa recaiu sobre a análise de artigos e observação das metodologias de ensino nessa área, bem como de sua eficácia.
Segundo Minayo (2014, p. 21) a pesquisa qualitativa visa compreender os significados que as pessoas atribuem às suas experiências e a análise aprofundada em vez da quantificação dos dados. A pesquisa exploratória, por sua vez, busca proporcionar maior familiaridade com o tema, tornando-o mais explícito e contribuindo para o aprimoramento das práticas pedagógicas. A Libras, embora ainda pouco explorada em muitos contextos educacionais, é fundamental para o desenvolvimento linguístico e social da criança surda, especialmente quando inserida nos primeiros anos de vida.
Conforme Gil (2008, p. 24)
A pesquisa exploratória tem como objetivo principal proporcionar maior familiaridade com o problema, tornando-o mais explícito ou construindo hipóteses, sendo essencial quando o tema é pouco conhecido ou estudado. (Gil 2008, p. 24)
No que diz respeito aos procedimentos, esta pesquisa é de caráter bibliográfico, isto é, uma investigação metódica acerca de um determinado assunto com o objetivo de esclarecer aspectos em estudo (Bastos e Keller, 1995, p. 53).
Fonseca (2002, p. 31–32), em seu estudo Metodologia da Pesquisa Científica, destaca que:
A pesquisa bibliográfica é feita a partir do levantamento de referências teóricas já analisadas e publicadas por meios escritos e eletrônicos, como livros, artigos científicos e páginas de websites. Qualquer trabalho científico inicia-se com uma pesquisa bibliográfica, que permite ao pesquisador conhecer o que já se estudou sobre o assunto. Existem, porém, pesquisas científicas que se baseiam unicamente na pesquisa bibliográfica, procurando referências teóricas publicadas com o objetivo de recolher informações ou conhecimentos prévios sobre o problema a respeito do qual se procura a resposta. (Fonseca 2002, p. 31–32)
Portanto, a pesquisa bibliográfica constitui o alicerce de todo trabalho científico, sendo o principal embasamento teórico para a realização de uma análise sólida e fundamentada. Por meio dela, é possível construir uma base conceitual consistente, garantindo a qualidade e a credibilidade dos resultados obtidos.
Para a fundamentação desta pesquisa, foram utilizados livros e artigos científicos selecionados, voltados à temática da Libras na educação infantil. O referencial teórico está ancorado em autores como Ronice Quadros (2008), Márcia Goldfeld (1997), Dayse e Luciana Freitas (2019), Sílvia Andreis-Witkoski e Marta Regeane Proença Filieta (2014), além de Lázara Cristina da Silva e Lúcio Cruz (2017).
4 RESULTADOS E DISCUSSÕES
A Língua Brasileira de Sinais – Libras é essencial para a comunidade surda. É importante que as escolas estejam preparadas para receber esses estudantes, com profissionais capacitados e metodologias adequadas para esse público. É fundamental que as crianças tenham acesso precoce à Libras, a fim de evitar atrasos na aprendizagem e garantir uma educação realmente inclusiva.
Embora a legislação brasileira assegure o direito à educação inclusiva, muitas escolas ainda enfrentam desafios significativos para oferecer uma estrutura adequada ao atendimento de crianças surdas, como a falta de profissionais fluentes em Libras e de materiais adaptados (BRASIL, MEC, 2008).
De acordo com Quadros (1997), o ensino de Libras na educação infantil não deve ser tratado apenas como um recurso de inclusão, mas como base para todo o processo educativo, sendo essencial para a aprendizagem de uma segunda língua (como o português, L2). A autora enfatiza que a ausência da Libras nos primeiros anos compromete o desenvolvimento linguístico e o desempenho escolar das crianças surdas.
Inserir o estudante surdo na escola sem que a inclusão seja efetivamente executada, sem que seus direitos sejam garantidos ou sem que haja resultados relevantes, é perpetuar a exclusão. Quadros (2006) aborda a inclusão e os direitos da comunidade surda destacando a luta histórica dessa comunidade pelo reconhecimento político e cultural; o papel da Libras como símbolo identitário; a criação da FENEIS; e a importância da Lei nº 10.436/2002 e do Decreto nº 5.626/2005. A verdadeira inclusão ocorre quando os direitos linguísticos e culturais dos surdos são respeitados.
A FENEIS tem atuado como uma das principais organizações representativas da comunidade surda brasileira, sendo fundamental para o reconhecimento da Libras como língua legítima e para a luta por uma educação bilíngue que respeite a identidade surda. (STROBEL, 2009, p. 87).
A FENEIS tem contribuído significativamente para o fortalecimento da identidade e da cultura surda. Mais que uma instituição, ela constitui parte essencial da resistência histórica da comunidade surda e da construção de uma sociedade mais inclusiva e plural, que reconheça a diferença linguística como um direito, e não como uma deficiência.
É importante salientar que os profissionais responsáveis por ensinar crianças surdas devem estar devidamente preparados. Silva e Amorim (2017) destacam que muitos professores iniciam suas práticas sem preparo adequado para trabalhar com alunos surdos e só após o contato direto com esses estudantes buscam cursos de Libras ou outras formações. Ressaltam ainda que o curso de Libras, por si só, não é suficiente; é necessário complementar a formação com cursos voltados à educação de surdos, que contemplem aspectos culturais e específicos dessa comunidade.
A presença do intérprete mostra-se fundamental para garantir a inclusão escolar eficaz do surdo, não apenas do ponto de vista comunicativo, mas também para apoiar sua permanência e sucesso no ambiente escolar. (FREITAS; AMARAL; CHAVEIRO, 2019, p. 1–12).
As escolas também precisam dispor de materiais que favoreçam a educação de surdos, com metodologias condizentes com suas especificidades, de modo a facilitar o aprendizado e promover a comunicação por meio do apoio de intérpretes. Fernandes (2011) ressalta que os materiais utilizados devem ser acessíveis em língua de sinais e visualmente adequados, privilegiando recursos visuais, vídeos, imagens e textos bilíngues (Libras e português). O NEPES, por exemplo, é um espaço que produz e divulga materiais didáticos e científicos sobre a comunidade surda.
O fundamento de um currículo inclusivo para surdos repousa na reorganização da situação linguística da escola. […] As principais mudanças dizem respeito à garantia da acessibilidade na comunicação, oportunizada pela interação e pelo acesso ao conhecimento, pelos alunos surdos, em línguas de sinais e pelo ensino da modalidade escrita do português como segunda língua. (FERNANDES, 2011, p. 87–88).
A valorização da Libras como língua de instrução e o português como segunda língua (L2) favorecem a autonomia e a formação da identidade surda. As metodologias utilizadas devem, portanto, respeitar e valorizar a identidade linguística cultural dessas crianças.
O ensino de Libras como forma de comunicação e aprendizado remete à distinção entre L1 e L2: L1 é a primeira língua, adquirida naturalmente desde o nascimento, e L2 é a segunda língua, aprendida posteriormente, geralmente no contexto escolar.
Para a criança surda, a Libras deve ser a primeira língua (L1), pois é visual e plenamente acessível. A língua portuguesa, por sua vez, deve ser ensinada como segunda língua (L2), de modo escrito e respeitando as particularidades linguísticas do aluno surdo. (SKLIAR, 1997, p. 53).
Sobre uma perspectiva bilíngue e sociocultural da educação de surdos, é necessário abandonar os modelos ultrapassados de ensino oralista e garantir à criança surda o acesso linguístico pleno desde os primeiros anos de vida. Assim, a Libras deve ser reconhecida como L1, enquanto o português, na modalidade escrita, deve ser trabalhado como L2, respeitando as especificidades da aprendizagem de uma língua auditiva e oralizada.
A Libras constitui-se como a primeira língua da comunidade surda brasileira e, portanto, deve ser reconhecida como tal no processo educacional. Nesse contexto, o português será uma segunda língua, adquirida prioritariamente na modalidade escrita. (QUADROS, 2006, p. 45).
Por ser uma língua visual e espacial, a Libras é essencial para o desenvolvimento linguístico, cognitivo e social do estudante surdo. Ao utilizá-la como L1, a criança desenvolve uma base sólida de conhecimento e é capaz de compreender o mundo e interagir socialmente de forma autônoma.
O bilinguismo é a melhor opção educacional para a criança surda, pois a expõe à língua de sinais, que pode evitar o atraso de linguagem e possibilitar um pleno desenvolvimento cognitivo, além de expor a criança à linguagem oral, necessária para o convívio com a comunidade ouvinte e com sua própria família. (GOLDFELD, 1997, p. 160).
O modelo bilíngue, portanto, mostra-se o mais adequado para o desenvolvimento integral da criança surda, uma vez que a exposição precoce à língua de sinais, uma língua visual e natural, é ideal para evitar atrasos linguísticos. Goldfeld (1997) também ressalta que o uso do português como segunda língua é necessário para a integração social do estudante, mas deve ocorrer somente após a consolidação da Libras como base linguística. O autor questiona, ainda, as práticas pedagógicas que priorizam o oralismo.
O oralismo foi, durante muito tempo, a única alternativa metodológica aceita pelas instituições escolares, negando o direito linguístico da criança surda ao proibir o uso da língua de sinais e impor a fala como via única de comunicação. (SKLIAR, 1998, p. 29).
Durante décadas, o oralismo dominou a educação de surdos. Essa abordagem excluía a Libras e impunha às crianças surdas a leitura labial como única forma de comunicação, o que resultou em sérios atrasos no desenvolvimento cognitivo e social desses estudantes.
Quando a criança surda tem acesso à Libras desde a educação infantil, observa-se um desenvolvimento mais equilibrado em todas as áreas do conhecimento. A língua de sinais, por ser visual e natural à criança surda, possibilita que ela compreenda o mundo à sua volta, interaja com colegas e professores e construa significados de forma autônoma. Esse contato precoce com a Libras garante não apenas o desenvolvimento linguístico, mas também a formação cognitiva, emocional e social, promovendo uma aprendizagem mais efetiva e uma inclusão escolar real. (QUADROS; SCHMIEDT, 2006, p. 47).
Dessa forma, evidencia-se que o ensino da Libras na educação infantil traz resultados significativos para o desenvolvimento integral do estudante surdo. A utilização da Libras desde cedo proporciona uma aprendizagem significativa, fortalece a autonomia, amplia a comunicação com colegas e professores e promove uma educação verdadeiramente inclusiva.
5 CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao analisar a educação de crianças surdas e a aquisição da linguagem, buscou-se compreender a importância da Língua Brasileira de Sinais (Libras) como estratégia para a educação e a comunicação, bem como os desafios que essa comunidade enfrenta no contexto escolar. Desse modo, os objetivos foram alcançados mediante as pesquisas, cuja fundamentação teórica teve como principais contribuições os estudos de Quadros (1997), Goldfeld (1997), Freitas (2019), Andreis-Witkoski (2014) e Silva e Cruz (2017).
Compreendeu-se que, quando a criança é inserida precocemente no processo educacional, seu desenvolvimento escolar, sua interação, comunicação e autonomia tornam-se mais significativos. É fundamental que esse processo conte com a participação da família. Portanto, é de grande importância discutir sobre a Língua Brasileira de Sinais (Libras), pois ela é indispensável para a qualidade de vida da comunidade surda, no que se refere à valorização e à construção de um aprendizado inclusivo, que priorize atender às necessidades desses estudantes, visando ao seu progresso. Dessa forma, destaca-se o apoio mútuo da instituição e o valor que esse ambiente tem para o sucesso educacional dessa comunidade.
Ficou evidente que, apesar de sua grande importância, o sucesso escolar da comunidade surda ainda enfrenta significativos desafios para sua efetivação. Entre eles, destacam-se a escassez de materiais didáticos adequados, a falta de profissionais qualificados, como intérpretes e professores, o desconhecimento da comunidade escolar sobre a Libras, além do preconceito que essa comunidade sofreem ambientes escolares e da dificuldade em lidar com a diversidade. Diante desses desafios, foi possível buscar estratégias que auxiliem no processo de inclusão no ambiente escolar, como a oferta de cursos para funcionários e profissionais da escola, a formação continuada em Libras e a ampliação das redes de apoio voltadas às crianças surdas e suas famílias.
Conclui-se, portanto, que a escola é um ambiente fundamental para a comunidade surda, mas que necessita do apoio de políticas públicas, dos pais e da comunidade em geral, visando não apenas à educação formal, mas também à garantia da comunicação, da aprendizagem e da interação, que proporcionarão uma trajetória educacional plena e significativa para esses estudantes.
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1Discente do Curso Superior de Pedagogia da Universidade Estadual do Tocantins Campus Araguatins e-mail: lucivanefernandeslima@gmail.com.
2Docente do Curso Superior de Pedagogia da Universidade Estadual do Tocantins Campus Araguatins. Mestre em Estudos da Tradução – POSTRAD da Universidade de Brasília UnB e-mail: marcos.pa@unitins.br.
