REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511071616
Tamires dos Santos Souza1
Rebeka Mickely de Azevedo Souza2
Heleine Maria Chagas Rêgo3
Resumo: O amálgama dental, por mais de um século, foi amplamente utilizado como material restaurador devido à sua durabilidade, resistência e baixo custo. Contudo, nas últimas décadas, observa-se um declínio significativo em seu uso, impulsionado principalmente por fatores ambientais, estéticos e tecnológicos. A presença de mercúrio em sua composição levantou preocupações relacionadas à toxicidade e ao impacto ambiental, culminando em políticas regulatórias internacionais, como a Convenção de Minamata, que propõe a redução gradual de seu uso. Paralelamente, o desenvolvimento de materiais adesivos, como as resinas compostas, possibilitou restaurações mais estéticas, conservadoras e biocompatíveis, alinhadas às demandas contemporâneas da odontologia minimamente invasiva. Esta revisão integrativa da literatura analisou estudos publicados entre 2010 e 2025, identificando que o declínio do amálgama reflete uma mudança de paradigma na prática odontológica, marcada pela busca por sustentabilidade, inovação tecnológica e valorização da estética, sem negligenciar o desempenho clínico e a segurança dos materiais restauradores.
Palavras-chave: Resinas compostas, Amálgama dentário, Mercúrio, Toxicidade.
Abstract: For over a century, dental amalgam was widely used as a restorative material due to its durability, strength, and low cost. However, in recent decades, a significant decline in its use has been observed, driven mainly by environmental, aesthetic, and technological factors. The presence of mercury in its composition has raised concerns related to toxicity and environmental impact, leading to international regulatory policies such as the Minamata Convention, which proposes the gradual reduction of its use. At the same time, the development of adhesive materials, such as composite resins, has enabled more aesthetic, conservative, and biocompatible restorations, aligning with the contemporary demands of minimally invasive dentistry. This integrative literature review analyzed studies published between 2010 and 2025, identifying that the decline of amalgam reflects a paradigm shift in dental practice, marked by the pursuit of sustainability, technological innovation, and aesthetic enhancement, while also prioritizing clinical performance and the safety of restorative materials.
Keywords: Composite resins, Dental amalgam, Mercury, Toxicity.
1. INTRODUÇÃO
Segundo a Organização Mundial de Saúde (2022), a cárie é uma das doenças crônicas mais prevalentes do mundo. Dentre as opções de tratamento, a restauração da estrutura dental apresenta-se como a primeira escolha entre os cirurgiões-dentistas, permitindo o restabelecimento da saúde bucal, função e estética da estrutura dental afetada pela lesão cariosa (Garbim et al., 2022).
A utilização do amálgama dental é considerada um marco na odontologia, sendo ele utilizado a cerca de 200 anos, apresentando fortes evidências científicas da sua efetividade. (Makanjuolaet al., 2020; Chadwick & Lloyd; 2022, Santos et al., 2023).
De acordo com Santos et al. (2017), o amálgama dentário é composto por cerca de 50% de mercúrio e outros metais como prata, cobre e estanho, o que explica sua durabilidade e custo acessível. O grande sucesso clínico das restaurações com amálgama dental se deve a suas propriedades, destacando-se sua alta resistência à compressão, dureza, boa adaptação marginal e baixa sensibilidade da técnica de inserção (Ferracane, 2011; Anusavice, Shen, Rawls, 2013).
Desde 2014 às restaurações em amálgama de prata entraram em estado de desuso, essa mudança pode ser atribuída a questões referentes à presença do mercúrio em sua composição; (FDI, 2014; DUDEJA et al., 2023) devido a fatores ambientais e preocupações com a toxicidade desse componente. (El Mowafy, 2019; Dentino et al., 2023).
Em 2013 e posteriormente em 2017, a Convenção de Minamata, um tratado internacional que visa à redução da emissão e uso de mercúrio, propôs a redução gradual do uso do amálgama dental no intuito de diminuir a utilização de produtos que apresentam mercúrio em sua composição (Mackey et al., 2014; Santos et al., 2019; Santos et al., 2023b).
Além das questões referentes à presença do mercúrio em sua composição, o material apresenta outras limitações. Dentre elas, a expansão térmica linear exacerbada por se tratar de um metal, que pode provocar a fratura da estrutura dental; características estéticas insatisfatórias, com pigmentação indesejável, incompatível com a coloração da estrutura dental; capacidade de manchar o dente e a mucosa; e a necessidade de determinadas características para o preparo cavitário, levando a um maior desgaste de estrutura dental (Zabrovsky et al., 2019).
Com o surgimento dos materiais adesivos, foi possível observar uma mudança no modelo de intervenção, a filosofia de “extensão para prevenção”, foi substituída pelo conceito de mínima intervenção, que busca preservar ao máximo a estrutura dental sadia (Black, 1908; Medeiros et al., 2021). Associado a isso, é possível observar um crescente interesse por resultados estéticos por parte dos pacientes (El Mowafy, 2019).
Dentro desse cenário, as resinas compostas ganham destaque por permitir resultados estéticos superiores, apresentando coloração semelhante ao dente natural, o que se alinha às atuais exigências estéticas, muitas vezes influenciadas por redes sociais e mídias digitais (Moraschini et al., 2015). Trata-se também, de um material adesivo, que elimina a necessidade da realização de cavidades amplas e retentivas, possibilitando um preparo mais conservador, se alinhando com o atual conceito de mínima intervenção (Vianna et al., 2022).
Embora as resinas apresentem vantagens, estudos apontam que elas possuem menor longevidade em comparação ao amálgama, além de maior susceptibilidade à cárie secundária (Worthington et al., 2015; Pinheiro et al., 2021). Contudo os materiais resinosos vêm passando por melhorias significativas, o que amplia sua indicação clínica e desempenho restaurador (Vianna et al., 2022; Santos et al., 2023; Santos et al., 2023b).
A introdução das técnicas adesivas, exigiu dos profissionais a busca por atualizações, já que muitos passaram a substituir o amálgama pelas resinas compostas sem considerar os critérios clínicos adequados, o que pode comprometer a qualidade dos tratamentos odontológicos (Santos et al., 2023).
No campo acadêmico, observa-se uma queda no ensino da técnica com amálgama nos cursos de graduação em Odontologia, com um aumento gradual no ensino das técnicas restauradoras com resina composta. (Santos et al., 2023b; Santos et al., 2025). Isso tem gerado debates sobre a formação técnica dos alunos e a preparação para atuar em contextos públicos, onde o custo-benefício do amálgama ainda é relevante (Junior et al., 2023). Segundo pesquisa realizada por Medeiros et al. (2021), 91,8% dos cirurgiões-dentistas entrevistados ainda utilizam amálgama encapsulado e 88% defendem a manutenção do seu ensino nas universidades.
Ainda segundo Medeiros et al (2021), em países em desenvolvimento, o amálgama ainda é uma opção viável para populações vulneráveis, onde materiais estéticos podem ser inacessíveis ou ineficazes. A substituição completa do amálgama deve considerar não apenas o custo dos novos materiais, mas também o treinamento dos profissionais e o impacto ambiental dessa transição (Medeiros et al., 2021).
Em resposta às preocupações ambientais, o Brasil proibiu em 2017 a fabricação e comercialização de amálgama não encapsulado, seguindo diretrizes estabelecidas pela Convenção de Minamata (Santos et al., 2019). Mais recentemente, a União Europeia implementou a proibição do uso do amálgama em 2025, exceto quando clinicamente indispensável, reafirmando o compromisso com a sustentabilidade ambiental (Deutsche Welle, 2024).
Levando em consideração o que foi exposto, o objetivo do presente estudo é investigar, por meio de uma revisão Integrativa da literatura, os principais determinantes do declínio do uso do amálgama dentário, levando em consideração aspectos ambientais, regulatórios, estéticos, econômicos, tecnológicos e acadêmicos, visando reunir e sistematizar evidências científicas sobre um tema complexo, que envolve não apenas a prática clínica odontológica, mas também o ensino universitário e as políticas públicas de saúde.
2. METODOLOGIA
Este estudo é uma revisão integrativa de literatura, que visa fornecer uma síntese abrangente da literatura existente, para entender um fenômeno específico. Esse tipo de revisão utiliza um método sistemático e explícito para a pesquisa e análise da literatura, incluindo tanto estudos primários quanto secundários, sejam eles quantitativos ou qualitativos. Ao contrário de outros tipos de revisão, a revisão integrativa não exige necessariamente a avaliação da qualidade dos estudos incluídos (Prado et al. 2020).
A revisão integrativa é composta por seis etapas distintas. A primeira etapa corresponde à identificação do tema, formulação da hipótese e definição da pergunta norteadora. Na segunda etapa é estabelecido os critérios de inclusão e exclusão dos estudos. Já na terceira etapa é realizada a extração e organização das informações dos artigos selecionados. Na quarta etapa é feita a avaliação crítica dos estudos e análise dos resultados; seguida da quinta etapa, onde os achados são interpretados e comparados com referencial teórico, permitindo identificar as lacunas e sugerir novas pesquisas. Por fim, na sexta e última etapa, apresenta-se os resultados de forma clara e explicativa (Martins, Almeida, Souza, 2019).
A presente revisão integrativa tem como pergunta norteadora: Quais são os principais fatores que contribuíram para o declínio do uso do amálgama dental na prática odontológica? Esta pergunta visa orientar a análise da literatura existente sobre o tema.
A busca foi realizada através da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), que é composta pelas seguintes bases de dados eletrônicas: Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Scientific Electronic Library Online, Publicação eletrônica (SciELO), Sistema Online de Busca e Análise de Literatura Médica (MEDLINE), Pubmed e Scopus. Os Descritores em Ciências da Saúde (DeCs) utilizados foram: “Resinas compostas”, “Amálgama Dentário”, “Mercúrio” e “Toxicidade”, sendo estes utilizados com os booleanos “AND”/“OR”; sendo os termos adaptados para as diferentes bases de dados.
Como critérios de inclusão foram considerados artigos científicos, pesquisas clínicas, revisão narrativa, revisão integrativa, revisão bibliográfica, estudo clínico, relatórios informativos, monografia, incluindo publicações em português e inglês, entre os anos de 2010-2025 e que atendessem à temática do estudo. Sendo excluídos os artigos duplicados, e que não correspondessem a questão norteadora da pesquisa.
Além disso, estudos que não apresentaram uma metodologia clara, assim como os estudos que não se encontravam disponíveis na íntegra, foram excluídos.
A análise crítica dos artigos foi iniciada pela exclusão dos artigos duplicados. Em seguida foi realizada a leitura dos títulos e dos resumos. Os artigos que não foram excluídos, foram então lidos na íntegra e aqueles que se adequaram aos critérios de inclusão e exclusão foram selecionados para a pesquisa. A partir daí, os dados dos artigos selecionados foram reunidos (Tabela 1) e posteriormente discutidos, sendo estas as informações coletadas: primeiro autor e ano da publicação; título do artigo e design do estudo; informações da metodologia do estudo e resultados encontrados.
Todos os dados utilizados foram devidamente referenciados, respeitando os direitos autorais e observando a ética na propriedade intelectual dos textos científicos pesquisados, tanto no uso do conteúdo quanto na citação das partes das obras consultadas.
Tabela 01: Artigos selecionados para compor esta revisão integrativa
| Nº | Autor | Ano | Título/ Design do Estudo | Metodologia | Resultados |
| 1 | Beazoglo et al. | 2007 | Economic impact of regulating the use of amalgam restorations Levantamento bibliográfico | Utilizando dados de solicitações e matrículas da Delta Dental de Michigan, Ohio e Indiana e da Pesquisa de Serviços Odontológicos Prestados da Associação Americana de Odontologia, estimamos o uso per capita e a taxa anual de variação nas restaurações de amálgama para cada idade, gênero e subgrupo socioeconômico | O impacto estimado da proibição das amálgamas dentárias em toda a população no primeiro ano é um aumento de US$ 8,2 bilhões nos gastos. |
| 2 | Cena et al. | 2019 | Manutenção, reparo ou substituição de restaurações: uma reflexão necessária. Revisão integrativa | Esse estudo traz os critérios a serem utilizados para que o cirurgião-dentista consiga avaliar os casos clínicos recebidos e realizar a decisão mais apropriada para cada um deles. | Assim, os profissionais devem rever os conceitos intervencionistas e considerar a manutenção de restaurações com pequenos defeitos. |
| 3 | El Mowafy, El Mowafy. | 2019 | o declínio global no uso de restaurações de amálgama dentário Pesquisa Clínica | A análise do amálgama dentário na atualidade considerou o seu uso no Brasil e no mundo. Outro objetivo dessa revisão foi verificar o número de publicações sobre amálgama e, também, o uso do amálgama no contexto do Hospital Universitário de Brasília da Universidade de Brasília. | O uso do amálgama dentário vem diminuindo e tende a continuar caindo, principalmente devido à resina composta, que é estética e livre de mercúrio, alinhando-se às preocupações ambientais. |
| 4 | Fisher et al. | 2018 | A conversão de minamata e a eliminação gradual do amálgama dentário Relatório da conversão de minamata | A metodologia utilizada baseia-se na revisão de documentos oficiais, relatórios técnicos e literatura científica produzida por organismos internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e a Convenção de Minamata sobre o Mercúrio. | O consumo global de mercúrio para uso odontológico em 2010 foi estimado entre 270 e 341 toneladas, sendo que 20– 30% desse total provavelmente entrou no fluxo de resíduos sólidos. O risco de exposição ocupacional ao mercúrio em profissionais de saúde bucal existe se as condições de trabalho não forem adequadas, embora os estudos ainda não tenham mostrado contraindicação |
| 5 | Garcia, Peres. | 2020 | A vigilância sanitária e os malefícios dos resíduos do mercúrio na odontologia. Revisão da literatura | Trata-se de um levantamento bibliográfico através de buscadores específicos de pesquisa. acadêmica e sites confiáveis | Amálgama dentário segue sendo usado pelo baixo custo e durabilidade, apesar dos riscos do mercúrio. É necessária educação em biossegurança, fiscalização e sanções da Vigilância Sanitária para proteger a saúde e o meio ambiente. |
| 6 | Junior et al. | 2023 | Amalgam x composite resin: supplies and restorative procedures more performed among oral health Teams in Brasil Pesquisa Clínica | Trata-se de um estudo observacional transversal e longitudinal, com análise de dados secundários sobre a disponibilidade de materiais e realização de restaurações odontológicas nas Equipas de Saúde Oral (OHT) em diferentes regiões do Brasil. | As Equipes de Saúde Bucal no Brasil apresentaram redução no uso do amálgama e aumento da resina composta ao longo do tempo. Apesar disso, persistem desigualdades regionais, com piores indicadores no Norte. |
| 7 | Menechel. | 2022 | A relevância clínica de trincas em dentina associadas às restaurações de amálgama: Revisão bibliográfica Revisão biliogrática | Trata-se de uma revisão bibliográfica, com o objetivo de analisar a relação entre trincas dentinárias e o uso do amálgama dentário, bem como suas consequências e relevância clínica para o cirurgião- dentista. | É essencial analisar a estrutura dentária e identificar trincas, cabendo ao cirurgião-dentista decidir pela reestruturação. A substituição do amálgama é justificada pela menor compatibilidade em relação a materiais mais modernos e adaptáveis. |
| 8 | Naser, Ali, Talib. | 2024 | Toxic effects of mercury in dental amalgam Estudo observacional retrospectivo de base populacional | Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, com enfoque nos efeitos do mercúrio proveniente do amálgama dentário sobre a saúde humana, especialmente no sistema nervoso central e no desenvolvimento cerebral fetal e infantil. | Materiais bioativos reduzem a necessidade de restaurações invasivas e a exposição ao mercúrio. Radiografias digitais e CBCT oferecem exames mais rápidos e seguros. |
| 9 | Ottawa. | 2018 | Resina composta versus amálgama para restaurações dentárias Estudo clínico | Foi realizada uma avaliação de tecnologia em saúde (ATS) conduzida pelo CADTH (Canadian Agency for Drugs and Technologies in Health), com o objetivo de comparar a eficácia clínica, segurança e consequências econômicas do uso de amálgama dentário e resina composta no tratamento da cárie dentária. | Amálgama e resina composta apresentam desempenho clínico semelhante, com resina mostrando ligeiramente mais falhas em alguns estudos. Níveis de mercúrio urinário são maiores em crianças com amálgama, mas sem risco tóxico e sem diferenças clínicas relevantes. |
| 10 | Oliveira, Molinaria. | 2020 | Substituir ou reparar restaurações de resina composta? Revisão de literatura. Revisão integrativa | Mesmo que o dentista desenvolva um trabalho criterioso e tome os devidos cuidados ao realizar uma restauração, elas não duram a vida toda e, por vezes, fracassam num curto período de tempo, frustrando algumas expectativas dos pacientes. | Decidir entre reparar ou substituir uma restauração é comum. Embora o reparo prolongue sua vida útil, muitos ainda optam pela substituição, dependendo das condições da restauração e das preferências do profissional e do paciente. |
| 11 | Santos, Dias, Santos. | 2016 | Amálgama dental e seu papel na Odontologia atual Revisão Narrativa | Este estudo caracteriza-se como uma revisão de literatura, com o objetivo de analisar e consolidar informações científicas sobre o gerenciamento de resíduos do Amálgama de Prata (AP). | Segundo os autores, o amálgama dentário não apresenta riscos relevantes à saúde ou ao meio ambiente quando seus resíduos são devidamente gerenciados e descartados. |
| 12 | Santos et al. | 2017 | Uso atual e futuro do amálgama dental Revisão integrativa | Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de caráter descritivo, com o objetivo deanalisar o uso do amálgama de prata em Odontologia, suas propriedades, impactos à saúde e ao meio ambiente, e o contexto atual de sua utilização no Brasil e em outros países. | A redução do uso do amálgama deve-se principalmente aos avanços em materiais adesivos, técnicas menos invasivas e maior demanda por estética. |
| 13 | Schimidt, Iwasaki. | 2014 | Razões para substituição de restaurações Revisão integrativa | Trata-se de uma revisão de literatura voltada à identificação das principais causas que levam à substituição de restaurações dentárias, incluindo amálgama, resina composta e ionômero de vidro. | A longevidade das restaurações depende principalmente da adaptação do material, evitando cáries secundárias e a necessidade de substituições, que consomem grande parte do tempo do dentista. |
| 14 | Silva. | 2021 | Protocolo de segurança e remoção do amálgama: conhecimento dos estudantes de odontologia. Protocolo clínico | Trata-se de uma pesquisa descritiva com abordagem qualitativa, com o objetivo de analisar a relação entre teoria e prática de estudantes de Odontologia quanto ao protocolo de segurança e remoção do amálgama dentário. | Os alunos apresentam defasagem quanto ao protocolo de remoção do amálgama, sobretudo nas medidas de segurança e descarte. Apesar de conhecerem suas propriedades restauradoras e a importância do protocolo, reconhecem que o material está em desuso, reduzindo seus resíduos nas clínicas. |
3. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Após a realização da combinação dos descritores nas bases de dados selecionadas para realização desta pesquisa, foram identificados 675 estudos. Desses 135 artigos eram duplicados e foram excluídos. No primeiro momento, foi abordado à leitura dos títulos, resultando na exclusão de 540 trabalhos, por não atenderem os critérios que foram estabelecidos. Na etapa seguinte, foi realizada a leitura dos resumos, o que levou a exclusão de 82 artigos, restando apenas 14 artigos, que foram lidos na íntegra e incluídos na discussão da presente pesquisa. Sendo encontrado na figura 1 o processo de seleção dos artigos.

3.1 Toxicidade do mercúrio
A toxicidade do amálgama dentário é um tema amplamente discutido, devido a presença do mercúrio em sua composição (Ottawa, 2018; Naser, Ali e Talib; 2024).
O mercúrio representa cerca de 50% da composição do amálgama dental, sendo encontrado na forma elementar e liberado sob forma de vapor durante a manipulação, polimento ou até mesmo na remoção das restaurações. (Santos et al., 2017; Naser, Ali, Talin, 2024).
Naser, Ali e Talib (2024) destacam que a exposição prolongada ao metal pode desencadear efeitos adversos, especialmente em contextos de restaurações extensas ou manipulação frequente do material, afirmando que apesar de em muitos casos clínicos os níveis detectados não serem considerados críticos, a possibilidade de bioacumulação torna o risco um tema constante na literatura.
Os autores destacam também, que os efeitos do mercúrio sobre o sistema nervoso central e o desenvolvimento infantil são as maiores preocupações toxicológicas, especialmente quando se trata de gestantes e crianças. Ottawa (2018), demonstrou que crianças com restaurações em amálgama apresentaram níveis urinários de mercúrio superiores aos do grupo controle; mesmo sem diferenças clínicas imediatas, esses achados evidenciam a absorção sistêmica do metal, sugerindo que a longo prazo, tais acúmulos podem se associar a efeitos sutis e de difícil mensuração, justificando políticas mais restritivas quanto ao uso do material.
Autores destacam também, os riscos envolvendo a segurança ocupacional e o meio ambiente (Garcia e Peres, 2020; Silva, 2021). Quando se trata da exposição ocupacional, a equipe pode se contaminar através da colocação ou remoção das restaurações; em se tratando do fator ambiental, a exposição ocorre através do descarte inadequado do material (Fisher et al., 2018; Silva, 2021). Sendo a odontologia uma das principais fontes de consumo e liberação de mercúrio no meio ambiente (Mackey et al., 2014; Fisher et al., 2018).
Santos et al., (2016) e Silva (2021), abordam que o risco de contaminação é amplamente previsível, através dos protocolos de biossegurança, tais como: uso de cápsulas pré-dosadas, sistemas de exaustão adequado e armazenamento e descarte correto deste resíduo.
No entanto, é possível observar falhas no conhecimento de estudantes sobre protocolos de remoção e descarte do amálgama, sugerindo que a formação acadêmica ainda carece de atualização, o que pode aumentar a exposição de futuros profissionais a vapores e partículas de mercúrio, tornando indispensável a necessidade de investimento em treinamentos específicos e práticas de biossegurança mais eficazes (Silva., 2021).
Já no que se refere a riscos ambientais, Garcia e Peres (2020) afirmam que o descarte incorreto de resíduos de amálgama pode resultar em contaminação do solo e da água, afetando ecossistemas e comunidades, levando a discussão para além do consultório odontológico, passando a integrar o campo da saúde coletiva e da biossegurança. Assim, a toxicidade não é apenas individual, mas coletiva, exigindo normas de controle mais rígidas.
3.2 Evolução tecnológica e desempenho clínico dos materiais restauradores
Através da análise da literatura, é possível evidenciar que a substituição progressiva do amálgama apresenta uma relação direta com a evolução científica e avanços tecnológicos dos materiais. (Santos et al. 2017; El Mowafy e El Mowafy 2019)
Restaurações em amálgama exigem preparos mais amplos para que o material possa apresentar retenção a estrutura dental e resistência para suportar forças oclusais e mastigatórias.
SOUZA et al., 2025). Além disso, segundo Menechel (2022), restaurações de amálgama, devido a sua rigidez, podem gerar trincas na estrutura dental, comprometendo a integridade do dente a longo prazo, enquanto a resina composta, mais compatível, favorece maior integração com a estrutura do dente.
O desenvolvimento das técnicas adesivas, possibilitou a realização de restaurações menos invasivas e mais conservadoras, alinhadas ao princípio de máxima preservação da estrutura dental sadia (Santos, Dias e Santos., 2016; Santos et al. 2017). Essa característica reforça que os benefícios do material vão além da estética, abrangendo aspectos biomecânicos que influenciam diretamente a saúde dentária a longo prazo Menechel (2022).
El Mowafy e El Mowafy (2019) reforçam que a resina composta, ao combinar estética e biocompatibilidade, torna-se a principal alternativa ao amálgama. Segundo os autores, a adesão micromecânica e química a estrutura dental representa um avanço expressivo em relação à retenção mecânica exigida pelo amálgama, reduzindo a necessidade de desgastes extensos, contribuindo para a preservação estrutural e para maior longevidade clínica.
Outro ponto importante, é que o uso da técnica adesiva possibilita o reparo das restaurações com pequenos defeitos, sem que seja necessária sua substituição integral (Cena et al. 2019). Oliveira e Molinaria (2020) acrescentam que essa decisão deve considerar a condição clínica e a expectativa do paciente, o que representa uma odontologia mais centrada no indivíduo.
Schimidt e Iwasaki (2014) também destacam que a longevidade de uma restauração está relacionada à qualidade da adaptação marginal do material. Os autores ressaltam que nesse aspecto, os sistemas adesivos modernos mostraram-se superiores, diminuindo a incidência de cáries secundárias e consequentemente a necessidade de novas intervenções.
Dados do estudo de Pinheiro et al. (2021), abordam que enquanto as restaurações com amálgama apresentaram taxas de sobrevivência de aproximadamente 90%, após 10 anos, as restaurações em resina composta atingiram índices entre 82% a 85%, apontando que a longevidade das restaurações com resina composta aumenta de acordo com a evolução dos materiais e das técnicas utilizadas.
No Brasil, Junior et al. (2023) observaram uma queda constante no uso do amálgama em equipes de saúde bucal, embora as desigualdades regionais ainda mantenham o material em algumas áreas. Os mesmos afirmam que o fator econômico continua relevante, já que a resina composta, apesar de suas vantagens, pode demandar maior custo e tempo clínico, evidenciando que a evolução técnica precisa ser acompanhada por políticas de equidade no acesso.
3.3 Fatores estéticos
A estética foi decisiva para o abandono do amálgama e a adoção crescente da resina composta (Santos et al. 2017; El Mowafy e El Mowafy 2019). Santos et al. (2017) ressaltam que a procura dos pacientes por restaurações com cor semelhante à do dente natural impulsionou a queda do uso do amálgama, cujo aspecto metálico se tornou socialmente indesejado, refletindo mudanças não apenas de preferências individuais, mas transformações culturais relacionadas à valorização do sorriso. A satisfação estética do paciente passou a ter influência direta na longevidade clínica da restauração. (Schmidt e Iwasaki 2014; Ottawa, 2018)
O declínio do amálgama é diretamente associado à evolução dos compósitos estéticos, que vem cada vez mais apresentando características ópticas semelhantes à estrutura dental (El Mowafy e El Mowafy 2019). Neste sentido, a aparência natural é obtida através de resinas compostas, que visam atender as exigências estéticas atuais que valorizam a composição da estética facial e o sorriso harmônico. (El Mowafy e El Mowafy 2019).
Ottawa (2018) mostrou que, embora algumas pesquisas indiquem ligeiro aumento de falhas nas restaurações de resina em comparação com restaurações de amálgama, a possibilidade de reparos localizados reduz a necessidade de substituições completas, aumentando a satisfação do paciente, já que mantém a restauração estética e preserva a estrutura dentária por mais tempo. Já Schmidt e Iwasaki (2014) observam que uma restauração esteticamente aceitável tende a ser mais valorizada e bem cuidada, o que aumenta a durabilidade clínica.
Menechel (2022) e Santos et al (2023b), reforçam em seus estudos que o aspecto estético está intimamente ligado à percepção da saúde bucal, especialmente quando se trata em dentes anteriores e regiões visíveis durante o sorriso. Apesar do amálgama ser um material resistente e com longa durabilidade clínica, apresenta uma pigmentação acinzentada, com baixa integração visual e com capacidade de manchar a estrutura dental e a mucosa bucal, o que limita a sua aceitação em regiões visíveis. (Santos, Dias e Santos; 2016).
Mesmo quando a restauração apresenta desempenho clínico satisfatório, o paciente deseja uma aparência mais natural e harmoniosa, levando a substituição do amálgama pela resina composta. (Schimidt e Iwasaki; 2014; Cena et al., 2019; Oliveira e Molinari 2020). Dessa forma, os benefícios da resina composta extrapolam a odontologia
4. CONCLUSÃO
Diante do exposto, é possível evidenciar que o declínio do uso do amálgama dentário na prática da odontologia contemporânea decorre de fatores ambientais, tecnológicos e estéticos. As preocupações com a toxicidade do mercúrio, constituem um importante fator dessa transição, impulsionando a formulação de políticas públicas e tratados internacionais.
No âmbito tecnológico e estético, os materiais restauradores adesivos, vem se consolidando como uma alternativa viável, apresentando um ótimo desempenho clínico e possibilitando a realização de procedimentos com resultados estéticos satisfatórios, e que permitem a preservação da estrutura dental, compatíveis com as exigências atuais da odontologia minimamente invasiva e as expectativas estéticas do paciente.
Portanto, o declínio do amálgama dentário não se restringe a um fator isolado, mas configura uma mudança de paradigmas na odontologia, orientada por preocupações ambientais, avanços científicos e transformações socioculturais. A tendência global aponta para uma odontologia mais estética, biocompatível e ecologicamente responsável, em consonância com os princípios da saúde pública e da sustentabilidade ambiental.
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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1Acadêmica de Bacharelado em Odontologia – Centro Universitário Mário Pontes Jucá Orcid: https://orcid.org/0009-0002-0455-2913.
2Acadêmica de Bacharelado em Odontologia – Centro Universitário Mário Pontes Jucá Orcid: https://orcid.org/0009-0004-9783-952X
3Profª Drªº em Odontologia Restauradora – Dentística – Centro Universitário Mário Pontes Jucá Orcid: http://orcid.org/0000-0003-1474-7079
