O ABORTO NA LITERATURA COMPARADA: UMA ANÁLISE DE SANDRO VIEIRA E ANNIE ERNAUX

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ma10202508291543


Sandro Vieira Alves1


RESUMO 

Este artigo propõe uma análise comparativa entre Abortar Não, Nunca Mais, de Sandro Vieira, e O Acontecimento, de Annie Ernaux, a partir dos estudos de literatura comparada. Ambas as obras abordam o aborto como experiência marcada por dilemas éticos, sociais e pessoais, revelando suas consequências físicas, psicológicas e simbólicas. Enquanto Vieira constrói uma narrativa ficcional de caráter biográfico, centrada no drama de um médico que enfrenta o sofrimento da própria filha após um aborto clandestino, Ernaux recupera sua vivência real, denunciando a repressão e a solidão de mulheres diante da ilegalidade do procedimento na França da década de 1960. A análise evidencia como os dois textos, situados em contextos culturais distintos, convergem ao problematizar a hipocrisia social, o peso da moral conservadora e a vulnerabilidade feminina. Conclui-se que ambas as obras, ao transformarem experiências íntimas em literatura, contribuem para ampliar o debate sobre um tema polêmico e atual, além de reforçarem o papel da escrita como instrumento de memória, denúncia e reflexão crítica. 

Palavras-chave: Literatura comparada; aborto; autobiografia; Sandro Vieira; Annie Ernaux. 

ABSTRACT 

This article proposes a comparative analysis between Abortar Não, Nunca Mais, by Sandro Vieira, and L’événement (Happening), by Annie Ernaux, based on comparative literature studies. Both works address abortion as an experience marked by ethical, social, and personal dilemmas, revealing its physical, psychological, and symbolic consequences. While Vieira builds a fictional narrative with autobiographical traits, centered on the drama of a doctor who faces his daughter’s suffering after a clandestine abortion, Ernaux recounts her real-life experience, denouncing the repression and solitude of women in the face of the illegality of the procedure in 1960s France. The analysis highlights how both texts, situated in distinct cultural contexts, converge in problematizing social hypocrisy, the weight of conservative morality, and female vulnerability. It concludes that both works, by transforming intimate experiences into literature, contribute to broadening the debate on a controversial and contemporary issue, while reinforcing the role of writing as a tool for memory, denunciation, and critical reflection. 

Keywords: Comparative literature; abortion; autobiography; Sandro Vieira; Annie Ernaux. 

INTRODUÇÃO 

Este artigo tem como objetivo analisar as semelhanças e diferenças entre duas obras literárias: Abortar Não, Nunca Mais, do escritor brasileiro Sandro Vieira, e O acontecimento, da escritora francesa Annie Ernaux, partindo dos estudos de literatura comparada. 

A literatura comparada surgiu com o objetivo de comparar uma obra literária a outra, desde que fossem de nacionalidades diferentes. Portanto, os textos literários não poderiam ser comparados se fossem do mesmo país.  

Segundo Santos (2021), “inicialmente, a literatura comparada dedicava-se a analisar e encontrar influências de uma literatura em outra, levando em conta que fossem produções de nacionalidades diferentes. Portanto, não era considerada a proximidade de um texto com o outro sendo de um mesmo país, tendo em vista que se acreditava que cada nação contava com um estilo único. O foco da literatura comparada era construir um panorama de maneira a possibilitar uma literatura universal, para que se destacassem todas as tendências literárias que merecessem ser admiradas e aquelas que não seriam tão admiradas.” 

Uma das características da literatura é permitir que autores expressem suas experiências pessoais ou a vivência de outras pessoas por meio da arte literária. 

Segundo Alves (2024) Ficção e realidade, quando entrelaçadas, produzem resultados surpreendentes tanto para o leitor quanto para o autor. Gera prazer e, acima de tudo, satisfação em ambas as áreas. Trata-se de convidar o leitor a embarcar em uma viagem fascinante, a mergulhar na parte mais íntima da alma humana, vivenciando aventuras, memórias e lembranças, e fazendo com que o leitor se descubra e experimente as mesmas sensações que o autor viveu e vive. Nada é mais enriquecedor para o leitor do que, por meio de uma obra literária, poder revisitar seu passado pelas experiências vividas pelo autor, que lança no papel as mais belas histórias de vida. 

De acordo com o psicanalista clínico Sandro Vieira (2024), escrever em tempos de crise é a melhor forma de desabafar, colocando no papel tudo o que sentimos, pois, nesses momentos, não temos coragem de confessar o que sentimos, mas, diante de uma caneta e papel, revelamos o que está oculto. Isso é o que chamamos de escrita terapêutica. 

Ao analisar a obra de Sandro Vieira, Abortar Não, Nunca Mais, encontramos a história do Dr. Skner, um dos cirurgiões mais respeitados de São Paulo, cuja fama, dinheiro e bens materiais fazem dele um ser humano egoísta e ambicioso. Famoso por realizar abortos em clínicas clandestinas, ele é pego de surpresa com a notícia de que sua filha mais velha, Sofia, após realizar um aborto, sofreu uma infecção generalizada que a levou ao coma. Ao ouvir a notícia, ele se desespera, pois nunca imaginou que o dano que causou a tantas outras pessoas pudesse acontecer justamente com sua própria filha, a pessoa que mais amava. 

Quando se aproxima da cama de Sofia, lágrimas enchem seu rosto ao vê-la sofrer, e ele, como médico, não pode fazer nada. Naquela noite, senta-se ao lado dela e, de repente, adormece. Ouve um grito e o barulho das crianças que havia matado. Acorda perturbado e chora de arrependimento. Após a morte da filha, decide criar uma instituição de caridade para ajudar adolescentes grávidas a criar seus filhos, impedindo-as de realizar abortos. 

O livro apresenta uma experiência chocante e esclarecedora sobre um tema controverso: o aborto. Não apenas o ato e a prática do aborto, mas também todas as suas implicações e participantes. Levando-nos a refletir sobre questões econômicas e humanas, a história autobiográfica aborda o aborto sob dois ângulos: o dos médicos que o praticam por razões econômicas, e o das mulheres que, por diferentes fatores, decidem interromper a gestação. A história nos apresenta, inicialmente, a visão de quem proporciona a ocorrência do aborto: os médicos. 

A ambição de querer conquistar nosso espaço a qualquer custo nos mostra que somos pessoas preocupadas em satisfazer nossos próprios desejos, sem sequer olhar para o próximo. O mal que causamos, ou tentamos causar aos outros — seja por inveja ou ciúme —, ao longo do tempo, se volta contra nós para mostrar que o que desejamos ou fazemos de pior aos outros pode nos atingir ou atingir nossos familiares. Minha história de vida me faz refletir sobre a importância do outro. Venho de uma família humilde e, desde adolescente, sonhava em ser médico. Muito estudioso e trabalhador, consegui realizar o sonho tão esperado e comecei a trabalhar em uma clínica particular, aqui mesmo, na Avenida Paulista. Com o passar do tempo, conquistei carros de luxo, joias e o apartamento dos meus sonhos — tudo graças a abortos cometidos em uma clínica clandestina. Fazer um aborto, para mim, causava a mesma emoção de realizar um parto (Alves, 2020, p. 7). 

A história nos traz uma visão muito crua da ambição que leva muitos médicos a se envolverem nessa prática ilegal em nosso país. Outro aspecto que chama a atenção é como, em muitos casos, toda a culpa pelo ato abortivo é transferida à gestante. Não se quer tirar a responsabilidade delas, mas é interessante como a história retrata a visão do médico sobre suas pacientes. 

Outro dia, em uma consulta de rotina, Clara me confessou que se arrependera de ter interrompido a gravidez, que estava incomodada com o sentimento de culpa, que se sentia uma assassina e que nunca se perdoaria. E o pior de tudo: ela nunca mais poderia ser mãe. Eu apenas olhei para Clara, sem nenhum sentimento de culpa, e disse: “Foi você quem escolheu fazer um aborto.” Com lágrimas nos olhos e muito abatida, ela me olhou e disse: “Doutor, o senhor não está arrependido de me ver nesta situação?” E eu simplesmente perguntei se ela sentia pena daquela criança quando procurou o aborto. Seu trabalho e sua universidade pareciam mais importantes do que seu filho. Clara saiu do meu consultório de cabeça baixa. Eu não me importava com a dor que ela estava sentindo. Para mim, não importava se ela poderia engravidar novamente ou não. Fui muito frio e egoísta e, o pior de tudo, deitei a cabeça no travesseiro e dormi tranquilo, sem nenhum remorso (Alves, 2020, p. 8). 

Em meio a essa prática e suas diversas concepções, nos deparamos com a questão da morte, que sempre permeia o ato do aborto de forma muito próxima. O médico, personagem desta história, toma consciência de suas ações quando a morte atinge sua própria família — e pela mesma razão que causou dor a tantas outras mulheres. 

“Depois de cometer o aborto, minha filha teve uma infecção generalizada que a deixou em coma. Quando ouvi a notícia, me desesperei. Nunca imaginei que o dano que causei a tantos pudesse acontecer justamente com minha própria filha, a pessoa que eu mais amava.” (Alves, 2020, p. 31). 

Willys, ao chegar ao hospital, não demorou para atacar o médico: 

— Infeliz! Como você pôde fazer isso com minha filha? Se ela morrer, eu vou acabar com você e toda a sua família! Irresponsável! Como pôde realizar um aborto sem UTI? Vou entrar com uma ação contra você, seu desgraçado! Ainda por cima, minha filha é menor de idade e eu nem pude autorizar o procedimento. Quer acabar com minha vida e com a de toda minha família, é isso?  Quando me aproximei da cama de Sofia, lágrimas encheram meu rosto ao vê-la sofrer, e eu, como médico, não pude fazer nada. Naquela noite, sentei-me ao lado dela e, de repente, adormeci. Ouvi um grito e o barulho das crianças que eu teria matado. Acordei perturbado e chorei, cheio de arrependimento. No dia seguinte, fui até Sofia e a beijei na testa. Alguns minutos se passaram, e logo percebi que ela queria me dizer algo. Ela apertou minha mão com força, e uma lágrima caiu de sua bochecha, como se dissesse: “Pai, por favor, não destrua mais a vida de crianças inocentes. Veja o sofrimento que estou vivendo por ter tido minha vida destruída.” Horas depois, minha filha se foi, deixando-nos com muita saudade (Alves, 2020, p. 12). 

Nesse ponto, a história desencadeia uma sucessão de reflexões por meio do relato do outro e de um segundo testemunho sobre o mesmo tema. Emoções, reflexões, histórias de superação e problemas sociais se desdobram no enredo. Para levar o leitor à reflexão, observa-se uma manifestação real sobre algumas questões latentes em nosso país: favoritismo, questões econômicas, injustiça e verdade. Somos levados a pensar sobre a impunidade e a repetição dos mesmos erros. 

Leonardo era um mau caráter, um fugitivo da polícia, um usuário de drogas. Nenhum pai gostaria de tê-lo como genro: um assassino que deveria estar atrás das grades. Por irresponsabilidade, ele acabou matando um homem na Avenida dos 

Bandeirantes, na zona sul de São Paulo, em um acidente durante uma corrida com um grupo de amigos. Não amigos, mas vândalos que, em uma troca de tiros com a polícia, viraram o carro de um deles, que explodiu às margens de um rio. 

Desgostosa com a liberdade de Leonardo, Anelise vai à delegacia para confrontar o chefe de polícia: 

— Que país miserável é esse, onde se paga uma fiança de R$ 15 mil pela vida de um ser humano e o assassino simplesmente não vai para a cadeia? Sai da delegacia como se nada tivesse acontecido. Este é o país do abandono, onde, infelizmente, as leis funcionam à base do dinheiro, em que o ser humano não tem valor, especialmente quando se trata de nós, os pobres, que vivemos numa sociedade capitalista, onde o mais importante é ser e ter. A Constituição Federal também diz que todos temos os mesmos direitos. Que direito é esse que nos é negado quando precisamos exercer nossa cidadania? 
— Os polícias, que deveriam nos proteger e nos dar segurança, são os primeiros a contribuir para a violência no país. Muitos deles estão envolvidos com bandidos e traficantes, roubando e recebendo propinas (Alves, 2020, p. 16). 

Inicia-se uma reflexão sobre como esses erros mudam a vida das pessoas envolvidas direta ou indiretamente nos casos relatados. A história nos leva a pensar sobre a vida e a morte, a justiça e a injustiça e, acima de tudo, sobre a possibilidade de mudança. A questão do aborto, tão polêmica e debatida, nos é apresentada de forma muito realista, o que nos convida a refletir e, quem sabe, a mudar atitudes. O texto mostra como uma leitura edificante pode transformar vidas e, consequentemente, direcionar nossa sociedade para uma realidade mais justa e humana. 

Sem dúvida, trata-se de uma leitura para repensar a vida, os valores pessoais e os que são transmitidos a nossos filhos e parentes. Merece uma leitura atenta e sensível, sem perder suas características realistas e biográficas. É realmente um texto que busca registrar experiências e promover mudanças positivas na vida de seus leitores. 

Ao final da leitura da história, o autor chama nossa atenção para uma palavra que faz parte do caráter de milhares de pessoas ao redor do mundo: hipocrisia. 

A estudante de Letras Annie Ernaux, com apenas 23 anos, sentiu-se aliviada ao receber o resultado negativo do teste de HIV no início de outubro. Anne havia tido relações sexuais diversas vezes com um estudante de Ciências Políticas que conhecera nas férias. Meses depois, Annie foi surpreendida com a notícia de sua gravidez. A narradora reflete sobre seus sentimentos internos com profunda angústia. 

Annie escreve um livro autobiográfico para contar sua experiência de vida sobre o aborto e as dificuldades enfrentadas por ela, fazendo da escrita um meio de denunciar as injustiças sociais contra a mulher. 

Trata-se de uma experiência real, portanto, de uma narrativa autobiográfica, que ocorreu trinta e cinco anos antes do momento da enunciação. Ernaux escreve sobre o ocorrido como forma de elaborar um acontecimento traumático e tentar compreender que papel ele teve em sua vida. Ela busca, através desse relato, reviver essa história, reconciliar-se com o passado e ressignificar essa vivência dolorosa, transformando-a em algo criativo (Rodrigues, 2016, p. 19). 

Decidida a abortar, escreve uma carta ao namorado dizendo que estava grávida e que não queria o filho, mesmo sabendo das consequências que poderia enfrentar, já que o aborto na França, em 1960, era considerado ilegal. O namorado não demonstrava mais interesse por Annie. 

“O único que não parecia interessado era aquele de quem eu estava grávida, que me mandava cartas esporádicas de Bordeaux, nas quais aludia às dificuldades para encontrar uma solução. (Na agenda: ‘Ele está deixando eu me virar sozinha.’) Deveria ter concluído que ele não sentia mais nada por mim e que só tinha uma vontade: voltar a ser quem era antes dessa história, o estudante preocupado apenas com as provas e o futuro. Mesmo que eu devesse ter pressentido tudo isso, não tinha forças para terminar, adicionar à busca desesperada por um modo de abortar o vazio de uma separação.” (Ernaux, 2022, p. 41–42). 

Annie recorre a vários médicos, que se recusam a ajudá-la, e ela mesma tenta realizar o aborto. 

“Na manhã seguinte, me deitei na cama e introduzi com cuidado a agulha de tricô no meu sexo. Eu tateava sem encontrar o colo do útero e parava logo que sentia dor. Percebi que não conseguiria sozinha. Minha impotência me desesperava. Eu não era capaz. ‘Nada. Impossível, que droga. Estou chorando e não aguento mais.’” (Ernaux, 2022, p. 34). 

Depois de várias tentativas, Annie encontra uma técnica de enfermagem que se compromete a realizar o procedimento. 

“A sra. P.-R. tinha preparado tudo. Vi sobre o fogão uma panela com água fervendo, onde deviam estar os instrumentos. Ela me acompanhou até o quarto, parecia apressada para começar. No final da cama, ela instalara uma mesa coberta por uma toalha branca. Tirei a meia, a calcinha, e acho que fiquei com a saia preta porque era larga. Enquanto eu tirava a roupa… Houve uma dor atroz. Ela dizia ‘pare de gritar, querida’ e ‘eu preciso fazer meu trabalho’, ou talvez outras palavras que quisessem dizer a mesma coisa: a obrigação de ir até o fim. Palavras que encontrei depois nos relatos de mulheres que abortaram clandestinamente, como se naquele momento só pudesse haver essas palavras de necessidade e, às vezes, compaixão. Não sei mais quanto tempo ela demorou para introduzir a sonda. Eu chorava. Parei de sentir dor, apenas uma sensação de peso no ventre. Ela disse que tinha acabado, que eu não devia tocar em nada. Tinha posto uma boa camada de algodão, caso vazasse um pouco de água.” (Ernaux, 2022, p. 53– 55). 

A autora Annie Ernaux utiliza apenas as iniciais dos nomes dos personagens como forma de preservar a identidade das pessoas envolvidas na narrativa. 

“Não me permito escrever esses nomes aqui porque não são personagens fictícios, mas seres reais”. (Ernax, 2022,p.34). 

A busca incessante de Annie por alguém que realizasse o aborto a revela como uma mulher destemida. 

“Saber que me preparava para fazer o que tantas outras já tinham feito antes de mim me dava forças”, diz ela. 

Por meio das memórias, a própria protagonista discute a liberdade feminina sob a ótica da autonomia reprodutiva, mostrando as consequências físicas, psicológicas e sociais da restrição desse direito. 

Annie recusa-se a contar sobre a gravidez aos pais, temendo ser recriminada e causar-lhes grande vergonha. 

CONSIDERAÇÕES FINAIS 

Tanto a obra de Alves quanto a de Ernaux trazem uma reflexão profunda a respeito do aborto — um problema de saúde pública que tem trazido muitas consequências, tanto físicas quanto psicológicas, para quem o pratica. O aborto é um tema delicado que tem dividido opiniões. Mulheres do mundo inteiro lutam incansavelmente para terem seus direitos respeitados. No Brasil, ao contrário da França, continua-se impedindo que as mulheres tenham direito de escolha, o que aumenta, cada vez mais, o número de abortos clandestinos no país. 

As duas obras literárias, por meio de seus personagens, expõem de maneira clara e crua as angústias, os medos e a solidão. No livro O Acontecimento, a autora utiliza sua experiência pessoal para relatar todos os horrores enfrentados ao realizar o aborto, denunciando uma sociedade machista e conservadora que preserva princípios e valores morais. 

Apesar de se tratarem de culturas e países distantes, Alves, além de retratar as consequências que o aborto causou à personagem Sofia, também discute o papel da ética médica e os dilemas morais vividos por seu pai, o conceituado cirurgião Dr. Willys Skner. 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 

ALVES, Sandro Vieira. Abortar não, nunca mais. Editora Letras e Versos, Rio de Janeiro, 2020. 

ALVES, Sandro Vieira. A Literatura como Recurso Terapêutico para o leitor. 2024. 112 f. Dissertação (Mestrado em Ciências da Educação) Universidad Gran Asunción, Paraguai 2024. 

ERNAUX, Annie. O acontecimento. [Livro eletrônico]. Tradução Isadora de Araújo Pontes. Fósforo, 1ª ed. São Paulo, 2022. ePub.  

RODRIGUES, Elisa  O acontecimento em tradução:  sobre a reescrita autobiográfica em Annie Ernaux. Disponível em: <https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/157735/001018579.pdf?sequence=1>. Acesso em jul.2025. 

SANTOS, Fabiana dos. Louisa May Alcott e Alina Paim: uma leitura comparada da formação das protagonistas em Mulherzinhas (1868) e A Sombra do Patriarca (1950). 2021. Tese (Doutorado em Letras) – Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, 2021. Disponível em: <https://ri.ufs.br/bitstream/riufs/15203/2/FABIANA_SANTOS.pdf>. Acesso em: 22/07/2025.


1Licenciado em Letras português/Espanhol pela Universidade Tiradentes ( UNIT). Aracaju-SE.
Pós-graduação em Língua Portuguesa pela Faculdade Pio Décimo. Aracaju-SE.
Mestrado em Ciências da Educação pela Universidad Gran Asunción, Paraguai- PY.