NUTRITION AND DYSLIPIDEMIA IN ADULTHOOD
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/pa10202510051045
Cristina Pereira de Assis1
Francisca Marta Nascimento de Oliveira Freitas2
Rosimar Honorato Lobo3
RESUMO
A dislipidemia refere-se a uma condição metabólica que se destaca por modificações nos níveis de lipídios no plasma sanguíneo, incluindo colesterol e triglicerídeos, e é um dos principais elementos de risco para o surgimento de enfermidades cardiovasculares. Dentre os diversos fatores que levam às doenças cardíacas sendo considerada um dos mais relevantes. As causas da dislipidemia surgem a partir de alterações metabólicas que ocorrem em resposta a problemas nas fases do metabolismo lipídico. Compreender a importância da alimentação na gestão e na prevenção da dislipidemia, realçando métodos nutricionais eficientes para o ajuste dos níveis de lipídios no organismo. Foi efetuada uma revisão integrativa, que empregou as seguintes fontes de dados: Sistema de Análise e Recuperação da Literatura Médica Online (MEDLINE via PubMed), Cochrane, Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Biblioteca Eletrônica Científica Online (SciELO). Os achados sugerem que a dislipidemia é identificada como um dos principais elementos de risco ligados ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, que causam uma grande parte da morbidade e mortalidade em nível global. No entanto é necessária uma maior profundidade de pesquisas na área. As informações indicam a importância da perspectiva interdisciplinar e a necessidade de mais investigações sobre este assunto.
Palavras-chave: Dislipidemia, Nutrição, Perfil lipídico.
ABSTRACT
Dyslipidemia is a metabolic disorder characterized by changes in lipid levels in the blood, such as cholesterol and triglycerides, being one of the main risk factors for the development of cardiovascular diseases. Among the various factors that contribute to heart diseases, it is considered one of the most relevant. The causes of dyslipidemia arise from metabolic changes that occur in response to issues in the phases of lipid metabolism. Understanding the importance of diet in the management and prevention of dyslipidemia highlights effective nutritional methods for adjusting lipid levels in the body. An integrative review was conducted, utilizing the following data sources: Online Medical Literature Analysis and Recovery System (MEDLINE via PubMed), Cochrane, Latin American and Caribbean Literature in Health Sciences (LILACS), and Scientific Electronic Library Online (SciELO). The findings suggest that dyslipidemia is identified as one of the main risk factors associated with the development of cardiovascular diseases, which account for a large proportion of morbidity and mortality globally. However, there is a need for more in-depth research in this area. The information highlights the importance of an interdisciplinary perspective and the need for further investigations on this topic.
Keyword: Dyslipidemia, Nutrition, Lipid profile.
1 INTRODUÇÃO
As doenças do coração e dos vasos sanguíneos constituem a principal razão de falecimento, não apenas no Brasil, mas também em diversas nações, causando um crescimento na incidência de doenças e na limitação de funcionalidades expressas em anos de vida ajustados (Gavazza, 2025). Dentre os diversos fatores que levam às doenças cardíacas, a dislipidemia é considerada um dos mais relevantes (Borges et al, 2021).
As doenças do coração e do sistema circulatório (DCV) figuram como a maior fonte de óbitos, tanto no Brasil quanto em nações ao redor do mundo, levando a um crescimento na incidência de doenças e na perda de qualidade de vida em anos de vida corrigidos (Gondim et al., 2024).
Além disso, investigações nacionais sobre a dislipidemia autodeclarada revelaram índices alarmantes, como constatado na Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2013, que indicou uma taxa de 12,5% em indivíduos com mais de 18 anos. Outro levantamento, a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL) de 2016, foi identificado um índice de 24,8% na detecção médica de dislipidemia, englobando as 26 capitais e o Distrito Federal (Sá, 2021).
A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM, 2020) aponta que a taxa de dislipidemia é considerada elevada, afetando cerca de 40% da população adulta brasileira.
Além disso, estudos mostram que indivíduos com sobrepeso e obesidade têm uma maior probabilidade de desenvolver dislipidemia devido ao impacto da resistência à insulina no metabolismo das gorduras (Xavier et al, 2013).
Assim, a detecção precoce de dislipidemias pode ser essencial para evitar a ocorrência antecipada de eventos coronários relacionados à aterosclerose (Oliveira, 2021).
As dislipidemias resultam de modificações metabólicas que ocorrem devido a dificuldades nas etapas do metabolismo dos lipídios. Isso resulta em modificações no perfil lipídico do sangue, o que pode englobar aumentos nos níveis de colesterol total (CT), triglicérides (TG), colesterol de lipoproteína de baixa densidade (LDL-c) e uma diminuição no colesterol de lipoproteína de alta densidade (HDL-c) (Gondim et al, 2024).
Conforme a Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose (2017), as dislipidemias podem ser divididas em primárias, quando há bases genéticas, e em secundárias, nas quais estão associadas a outras condições, ao uso de medicamentos e/ou ao estilo de vida da pessoa.
Para o tratamento da dislipidemia, a atenção deve ser direcionada, em primeiro lugar, às intervenções que não envolvem medicamentos, que devem se concentrar não apenas na redução dos níveis de lipídios no sangue, mas também em outros fatores de risco cardiovascular (Gouvea et al., 2020).
As estratégias não farmacológicas devem ser sugeridas a todos os pacientes que sofrem de dislipidemia, incluindo, ao menos, um acompanhamento nutricional, a participação regular em atividades físicas e a cessação do uso de tabaco (Castro et al., 2021).
A abordagem inicial para tratar a dislipidemia implica na adoção de hábitos saudáveis. De acordo com Sposito et al., (2017), uma alimentação equilibrada, rica em fibras e ácidos graxos insaturados, e com uma quantidade reduzida de gorduras saturadas e trans, desempenha uma função significativa na redução das taxas de colesterol LDL e triglicerídeos.
O objetivo desta pesquisa é compreender a importância da alimentação na gestão e na prevenção da dislipidemia, realçando métodos nutricionais eficientes para o ajuste dos níveis de lipídios no organismo. O intuito é aprimorar as estratégias e cuidados terapêuticos e explorar possíveis intervenções para mitigar essas questões.
2 METODOLOGIA
1.1 Tipo de estudo
Este é um trabalho de natureza exploratória, que adota uma abordagem de revisão da literatura com o intuito de compilar, resumir e elaborar uma análise abrangente dos achados de investigações consistentes sobre o tema em questão.
1.2 Coleta de dados
As informações foram coletadas nas seguintes fontes: Literatura da América Latina e do Caribe em Saúde (LILACS), Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos (PubMED) e Biblioteca Científica Eletrônica Online (Scielo). A investigação foi realizada por meio da análise e combinação dos seguintes termos: Dislipidemia; Alimentação na Dislipidemia; Dislipidemia na vida adulta. Realizou-se uma análise preliminar, e os critérios de elegibilidade consideraram: artigos originais na íntegra em português e inglês que tratassem do tema; intervalos de publicação entre 2020 e 2025, focando na atuação de outros profissionais de saúde em relação a Nutrição e Dislipidemia na vida adulta.
1.3 Análise de dados
A seleção é feita com base em critérios de elegibilidade. A pesquisa inicial gerou 86 publicações. Dentre esses, 16 foram eliminados após a revisão dos títulos e resumos. Como resultado, foram identificados 70 estudos que atendiam aos critérios de elegibilidade, dos quais 11foram descartados após a análise completa dos textos, pois não se alinharam ao objetivo da pesquisa. Assim, o total final de artigos incluídos para esta revisão foi de 59.
Figura 1 Fluxograma de Análise de dados

Fonte: Autoria própria (2025).
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
A dislipidemia diz respeito a uma condição metabólica que se distingue por alterações nas concentrações de lipídios no plasma sanguíneo, incluindo colesterol e triglicerídeos. Este distúrbio é considerado um dos principais fatores de risco para o surgimento de doenças cardiovasculares (Sociedade Brasileira De Cardiologia, 2017).
Conforme a Classificação Internacional de Doenças (CID-10), a dislipidemia está catalogada sob o código E78, que engloba distúrbios do metabolismo das lipoproteínas e outras formas de dislipidemia (OMS, 2022).
A dislipidemia pode ser classificada com base nos parâmetros bioquímicos que estão envolvidos. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC, 2021), os principais tipos de dislipidemia incluem:
Hipercolesterolemia isolada: manifesta-se quando há um aumento exclusivo nos níveis de colesterol LDL (lipoproteína de baixa densidade), o que se configura como um fator de risco primordial para o desenvolvimento de aterosclerose. Pesquisas apontam que aproximadamente 40% da população brasileira apresenta altos níveis de colesterol LDL (Xavier et al, 2013).
De acordo com a Federação Internacional de Diabetes (IDF, 2019), cerca de 25% dos indivíduos com síndrome metabólica apresentam níveis significativos de hipertrigliceridemia. Hipertrigliceridemia isolada: é caracterizada pelo aumento dos triglicerídeos no sangue, frequentemente associada à resistência à insulina, obesidade e diabetes tipO 2.
Dislipidemia mista: compreende o aumento simultâneo dos níveis de colesterol LDL e triglicerídeos, sendo comum entre pessoas que padecem de obesidade e diabetes tipo 2. Conforme mencionam Eckel et al., (2020), essa condição atinge aproximadamente 15% a 20% dos pacientes que enfrentam doenças metabólicas.
Baixo colesterol HDL: ocorre quando há uma diminuição nos níveis de colesterol HDL (lipoproteína de alta densidade), que é essencial na remoção do colesterol das artérias. Pesquisas indicam que uma redução de 1 mg/dL no HDL está ligada a um aumento de 2% a 3% no risco de doenças cardiovasculares (Ginsberg et al, 2018).
A dislipidemia, comumente chamada de “assassino silencioso”, é frequentemente assintomática, o que indica que, na maioria das situações, as pessoas não apresentam sintomas visíveis até que a condição esteja em um estágio avançado (Montague et al., 2014).
Os sinais são geralmente detectados apenas através de testes laboratoriais específicos, como medição de colesterol total, LDL, HDL e triglicerídeos (Montague et al., 2014). Contudo, em fases mais avançadas da dislipidemia, podem aparecer alguns sinais clínicos relacionados à condição, especialmente quando surgem complicações, como a aterosclerose. Os principais sinais incluem:
Quadro 1: Tipos de sinais da Dislipidemia


Esses sinais e sintomas podem ser indicativos de complicações sérias e, por isso, a detecção precoce da dislipidemia por meio de testes laboratoriais é vital para a prevenção de doenças cardiovasculares. A educação em saúde e a conscientização sobre os riscos dessa condição são fundamentais para promover o diagnóstico precoce e a intervenção eficaz (Montague et al., 2014).
O reconhecimento da dislipidemia é feito por meio de testes laboratoriais que medem os níveis de gorduras no sangue, abrangendo colesterol total, colesterol LDL (lipoproteína de baixa densidade), colesterol HDL (lipoproteína de alta densidade) e triglicerídeos (Ferreira et al., 2018).
De acordo com Santos et al., (2020), a detecção antecipada das anomalias lipídicas é crucial para evitar problemas cardiovasculares, já que a dislipidemia está intimamente ligada à aterosclerose e suas manifestações clínicas. A avaliação laboratorial deve ser acompanhada de uma análise clínica minuciosa, levando em conta fatores de risco como história familiar, obesidade, diabetes e hipertensão.
Machado et al., (2019, p 17) ressaltam que a presença de condições associadas, como resistência à insulina e síndrome metabólica, pode piorar o quadro da dislipidemia e acelerar a progressão de doenças cardiovasculares.
Os fatores clínicos relevantes no diagnóstico de dislipidemia podem incluir:
Histórico Familiar: Pessoas que têm um histórico de dislipidemia na família mostram uma tendência maior a apresentar altos níveis de colesterol LDL desde a infância, o que eleva o risco de aterosclerose precoce (Jones et al., 2019).
Obesidade e Síndrome Metabólica: A obesidade, notoriamente a central (acúmulo de gordura ao redor da região abdominal), é diretamente relacionada ao aumento dos triglicerídeos e à diminuição do colesterol HDL, conforme evidenciado por Silva et al., (2021).
Diabetes Mellitus e Hipertensão: Indivíduos com diabetes possuem uma maior quantidade de dislipidemia aterogênica, que é caracterizada por níveis elevados de triglicerídeos e baixos níveis de HDL, segundo Almeida et al., (2020).
Sintomas Relacionados à Aterosclerose: Em fases mais avançadas, a dislipidemia pode causar o surgimento de placas ateroscleróticas, que se apresentam clinicamente como dor no peito, claudicação intermitente e até episódios isquêmicos, como o infarto do miocárdio agudo (Pereira et al., 2017).
O exame físico pode também revelar sinais visíveis de dislipidemia, como xantomas (acúmulos de colesterol na pele e tendões) e arco corneano (manchas esbranquiçadas na periferia da córnea), que são particularmente comuns em portadores de hipercolesterolemia familiar, conforme apontado por Rodrigues et al., (2019).
Além da análise clínica e laboratorial, a classificação da dislipidemia pode ser realizada segundo os critérios estabelecidos pelo National Cholesterol Education Program (NCEP) e pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), os quais definem referências para os diversos perfis lipídicos (SBC, 2022).
Conforme Pereira et al., (2017), a realização da coleta da amostra de sangue, é aconselhável que seja feita após um jejum de 12 a 14 horas. Para a análise de CT e HDL-c, não é necessário jejum. Devido à possibilidade de interferência causada por níveis elevados de TG na metodologia, recomenda-se que a coleta não ocorra no período após as refeições. Mantendo a dieta habitual, é importante evitar o consumo de bebidas alcoólicas na noite anterior, não realizar exercícios físicos imediatamente antes da coleta, permanecer sentado ou deitado por 5 minutos antes da punção venosa e impedir que o torniquete fique no braço por mais de 2 minutos.
De acordo com Cevallos et al. (2022) A análise dos resultados do perfil lipídico deve considerar aspectos como:
- fatores que levam à diminuição desses índices, como a fase aguda de infarto do miocárdio, doenças crônicas ou agudas que debilitam (como o câncer) e o período pós- operatório de cirurgias extensas. Em condições clínicas que têm a possibilidade de serem revertidas, é possível que os níveis normais sejam restabelecidos de maneira gradual, o que pode levar até aproximadamente três meses.
- Além disso, pode haver variações que são tanto metodológicas quanto biológicas. Por isso, aceita-se uma flutuação de até 5% nas medições simultâneas do colesterol total, sendo o ideal que permaneça abaixo de 3%. Para os triglicerídeos, essa oscilação pode chegar a até 20%, e para HDL-c, até 10%.
Resultados iniciais anormais do perfil lipídico ou discrepantes nas avaliações subsequentes sugerem que a repetição do exame ocorra entre 8 e 15 dias, garantindo que os hábitos de vida permaneçam inalterados. Se a segunda medição diferir das porcentagens mencionadas, uma terceira medição deve ser realizada no mesmo intervalo de tempo. O valor a ser considerado será a média dos dois resultados mais próximos.
Uma abordagem multidisciplinar é fundamental para o diagnóstico e tratamento da dislipidemia, envolvendo médicos, nutricionistas e outros profissionais de saúde com o objetivo de promover alterações no estilo de vida e diminuir o risco cardiovascular dos pacientes (Castro et al., 2021).
A presença desses sinais clínicos pode suscitar incertezas no diagnóstico, sendo imprescindível distinguir a dislipidemia de outras condições metabólicas. De acordo com Almeida et al., (2022), as principais patologias que podem complicar o diagnóstico incluem: Hipotireoidismo – Este pode resultar em elevação do colesterol LDL e triglicerídeos, necessitando de investigação pela dosagem do hormônio TSH.
Síndrome metabólica – Definida por obesidade central, resistência à insulina, hipertensão e dislipidemia, conforme o estudo de Souza et al., (2021).
Doença do fígado gorduroso não relacionada ao consumo de álcool – A esteatose hepática pode estar relacionada à dislipidemia, exigindo um exame de imagem para confirmação, de acordo com Costa et al., (2019).
Insuficiência renal crônica – Pode provocar alterações nos lipídios, especialmente um aumento dos triglicerídeos, conforme evidenciado por Fernandes et al., (2020).
Uso de medicamentos – Fármacos como corticosteroides, diuréticos tiazídicos e betabloqueadores podem causar dislipidemia secundária, segundo Moreira et al., (2023).
A correta identificação dos sintomas e a distinção de outras condições são fundamentais para um tratamento adequado e direcionado, reduzindo assim complicações cardiovasculares e metabólicas (SBC, 2022).
A conexão entre a nutrição e a dislipidemia tem sido extensivamente investigada. Consumo elevado de gorduras saturadas, ácidos graxos trans e carboidratos processados contribui para o aumento do colesterol LDL e dos triglicerídeos. Em contrapartida, dietas saudáveis, como a Dieta Mediterrânea e a Dieta DASH, mostraram ter um impacto benéfico na regulação dos níveis lipídicos (Santos et al., 2019).
Desse modo, a nutrição tem um papel fundamental na prevenção e tratamento da dislipidemia, sendo uma tática vital para controlar as complicações cardiovasculares relacionadas a esta condição (Ginsberg et al., 2018).
A detecção precoce e a intervenção nutricional adequada são cruciais para prevenir e controlar a dislipidemia e os riscos de doenças cardíacas associados. Abordagens dietéticas, como o aumento da ingestão de fibras solúveis, gorduras insaturadas e alimentos ricos em antioxidantes, têm mostrado resultados positivos no perfil lipídico (Eckel et al., 2020).
Análise e Referências sobre Educação e Adaptação Cultural. A finalidade de adaptar culturalmente e educar as comunidades sobre os perigos da dislipidemia e seus sinais foi investigada por diversos pesquisadores em estudos focados em educação em saúde.
Uma pesquisa realizada por Campos et al., (2020) tinha como meta analisar a eficiência de programas de educação em saúde para aumentar a conscientização sobre dislipidemia e seus sintomas em várias culturas.
Os pesquisadores implementaram atividades educacionais personalizadas para atender às necessidades culturais de várias populações, com ênfase na prevenção de doenças cardiovasculares (Macarty et al., 2017).
A adaptação cultural dos programas de saúde mostrou-se eficiente, pois possibilitou que informações sobre dislipidemia fossem comunicadas de forma mais significativa e compreensível para os diferentes grupos (Campos et al., 2020).
A formação ocorreu através de oficinas, panfletos informativos e discussões em grupos locais, respeitando as crenças e hábitos alimentares das comunidades. Os achados mostraram que o entendimento sobre a dislipidemia e seus sinais cresceu em 35% depois da intervenção, o que ajudou na identificação precoce da condição (Stone et al., 2018).
Outro trabalho relevante, conduzido por Santos e Almeida (2018, p 6), concentraram- se na modificação de questionários e recursos educativos relacionados à dislipidemia para o público brasileiro.
A validação e a adaptação cultural elevaram a taxa de participação no programa de prevenção, resultando em um crescimento de 40% nas consultas preventivas relacionadas à dislipidemia após a introdução do questionário adaptado (Mach, et al., 2019).
Essas pesquisas evidenciam a relevância de ajustar as estratégias educativas e de avaliação à cultura local, o que pode potencializar a eficácia das táticas de prevenção e tratamento da dislipidemia, além de facilitar a identificação precoce da condição e na diminuição dos riscos associados (Ference et al., 2019).
A alimentação exerce uma função crucial no gerenciamento da dislipidemia, sendo um dos elementos-chave no tratamento não medicamentoso da condição. Vários estudos mostram que alterações na dieta podem diminuir de forma significativa os níveis de colesterol LDL e triglicerídeos, além de elevar o colesterol HDL, ajudando na prevenção de doenças cardiovasculares (Mahan & Raymond, 2020).
O consumo elevado de carboidratos processados e açúcares simples pode resultar em um aumento nos triglicerídeos e causar resistência à insulina, que são aspectos diretamente ligados à dislipidemia e ao aumento do risco de problemas cardiovasculares (Ludwig et al., 2018).
As gorduras trans, que estão presentes em alimentos muito processados, elevam a chance de mortalidade ligada a doenças do coração (Lima et al., 2020; Castelli, 1992). Uma dieta que inclui fast foods e bebidas açucaradas, como refrigerantes, provoca um aumento nos triglicerídeos e uma diminuição nos níveis de HDL-c. É importante notar que a ingestão de carboidratos, quando feita dentro de uma alimentação equilibrada e rica em fibras, pode amenizar os efeitos negativos sobre os níveis de triglicerídeos e HDL-c (Vaz et al., 2018).
O consumo excessivo de gorduras saturadas e trans está relacionado ao aumento do colesterol LDL, que é um dos principais fatores de risco para a aterosclerose (SBC, 2021). Pesquisas sugerem que substituir 5% da ingestão de gorduras saturadas por gorduras insaturadas pode resultar em uma redução de até 25% no risco de doenças cardíacas (Mozaffarian et al., 2019).
Dietas ricas em açúcares acrescentados podem elevar os níveis de triglicerídeos em até 60%, principalmente em pessoas com uma predisposição genética à hipertrigliceridemia (Stanhope, 2016).
Por isso, é aconselhável trocar açúcares refinados por opções naturais de carboidratos complexos, como grãos integrais, leguminosas e vegetais (Stanhope, 2016).
3.1 Manutenção do Equilíbrio Energético e Controle do Peso
O ganho de peso e a obesidade estão intimamente ligados à dislipidemia, pois o acúmulo de gordura no corpo afeta diretamente o metabolismo das gorduras e a resistência à insulina, conforme indicado pela American Heart Association (AHA, 2021).
A intervenções dietéticas são essenciais no manejo da dislipidemia, oferecendo benefícios notáveis para o controle dos níveis lipídicos e a prevenção de problemas cardíacos. A implementação de hábitos alimentares saudáveis, juntamente com um estilo de vida ativo, pode diminuir a necessidade de uso de medicamentos e contribuir para uma qualidade de vida superior para pessoas com dislipidemia (Samuel et al., 2018).
Conforme Lameira et al, (2022) relata as considerações para o alcance das metas:
- Mudança no hábito alimentar – Levar em conta o regime alimentar atual do paciente e as possíveis situações para modificar isso.
- Dietoterapia – Oferecer um cardápio variado que seja ao mesmo tempo agradável e prático, com o objetivo de garantir a adesão ao tratamento.
- Nutricionista – Sempre que necessário, é essencial buscar a orientação de um nutricionista. Para essa consulta, a seguinte anamnese alimentar deve ser respeitada: 1) frequência de consumo dos diferentes grupos alimentares; 2) locais e horários das refeições; 3) preferências alimentares, alergias e aversões.
- Interação clínico-laboratorial – O monitoramento do perfil lipídico deve ser realizado, em média, a cada dois meses.
Tabela 1 – Influência da alimentação como tratamento na Dislipidemia na vida adulta.


Legenda: LDL – C – low density lipoprotein; HDL- C – high density lipoprotein;TG – Triglicerídeos; IMC – Índice de Massa Corporal.
Conforme American Heart Association AHA (2019), as orientações sugerem que pessoas com dislipidemia adotem uma alimentação rica em frutas, verduras, legumes, grãos integrais e proteínas magras, reduzindo a ingestão de sódio e açúcares adicionados.
Segundo Eckel et al., (2020), o manejo nutricional da dislipidemia abrange intervenções alimentares que visam diminuir a ingestão de gorduras saturadas e trans, aumentar a quantidade de fibras solúveis e focar em fontes de gorduras insaturadas, como azeite de oliva, abacate e nozes. Além disso, a realização de atividades físicas de maneira regular é fundamental para melhorar o perfil lipídico e diminuir o risco de problemas cardiovasculares
De acordo com Slavin (2013), as fibras solúveis, presentes em frutas, vegetais e cereais integrais, ajudam a diminuir os níveis de colesterol LDL ao impactar como os lipídios são absorvidos no intestino, consumir entre 10 a 25g de fibras solúveis diariamente pode levar a uma redução de até 10% no colesterol LDL. Ademais, uma ingestão adequada de fibras beneficia o controle da glicose e aprimora a microbiota intestinal, que também desempenham um papel na saúde do coração.
Conforme a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC, 2021), trocar as gorduras saturadas por gorduras insaturadas, como as encontradas no azeite de oliva, no abacate e nas nozes, ajuda a melhorar o perfil de lipídios e diminui o risco de problemas cardiovasculares. As gorduras trans, que estão presentes em alimentos muito processados, elevam a chance de mortalidade ligada a doenças do coração
Segundo Vilar (2021), a redução de 5% a 10% do peso corporal pode levar a uma diminuição significativa nos níveis de colesterol LDL e triglicerídeos, além de aumentar a sensibilidade à insulina. Abordagens como o controle das calorias consumidas, a intensificação da atividade física e o acompanhamento nutricional são essenciais para manter um peso saudável e diminuir os riscos relacionados ao metabolismo.
Conforme uma pesquisa conduzida por Calder (2020), a ingestão de 2 a 4 gramas de ômega-3 diariamente pode levar a uma diminuição de até 30% nos triglicerídeos. Além disso, o ômega-3 melhora a função endotelial e diminui a inflamação nos vasos, que são fatores cruciais na prevenção de doenças cardíacas.
De acordo com Machado et al., (2020), a realização regular de atividades físicas, em particular os exercícios aeróbicos, está ligada à melhoria do perfil lipídico, resultando em um aumento do colesterol HDL e uma diminuição dos triglicerídeos. Ademais, parar de fumar é crucial, uma vez que o tabagismo está diretamente conectado à diminuição do colesterol HDL e ao aumento do risco de aterosclerose.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
No estudo atual, constatou-se que um dos fatores de risco mais relevantes para a ocorrência de dislipidemia está ligado ao modo de vida. Portanto, é essencial procurar abordagens dietéticas que auxiliem no tratamento e na prevenção dessa condição. Ademais, foi possível observar que todas as dietas, de alguma maneira, apresentam vantagens em relação ao risco cardiovascular.
É fundamental destacar que a eficácia dos resultados pode não estar, necessariamente, na estrutura da dieta, mas sim, na duração da adesão do paciente a ela. Assim, a transformação nos hábitos de vida, que inclui uma alimentação equilibrada, impacta positivamente no tratamento da dislipidemia. Por outro lado, devido às dificuldades na coleta de informações, ficou evidente a urgência de realizar mais estudos sobre esse assunto, especialmente em relação às abordagens alimentares que realmente possam atingir diversas classes sociais e a população em geral.
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1Graduanda do Curso de Bacharelado em Nutrição do Centro Universitário FAMETRO. E-mail: cristinapdeassis@yahoo.com.br
2Orientadora do TCC, Doutora em Biotecnologia pela Universidade Federal do Amazonas. Docente do Curso de Bacharelado em Nutrição do Centro Universitário FAMETRO. E-mail: francisca.freitas@fametro.edu.br
3Co-orientador(a) do TCC, Docente do Curso de Bacharelado em Nutrição do Centro Universitário FAMETRO. E-mail: rosimar.lobo@fmetro.edu.br
