NUTRIÇÃO COMPORTAMENTAL NO COMBATE A COMPULSÃO ALIMENTAR: A INFLUÊNCIA DAS EMOÇÕES NA ALIMENTAÇÃO

THE ROLE OF BEHAVIORAL NUTRITION IN ADDRESSING BINGE EATING: EMOTIONAL INFLUENCES ON EATING BEHAVIOR

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202510221758


Alice Nazaré Guimarães de Lima¹
Emanuele dos Santos Macedo¹
Letícia Vitória Ribeiro Forthe¹
Francisca Marta Nascimento de Oliveira Freitas²
David Silva dos Reis3


RESUMO

Comer, apesar de ser um ato cotidiano, pode representar um desafio para muitas pessoas, especialmente aquelas que enfrentam transtornos alimentares. Entre eles, destaca-se o transtorno de compulsão alimentar, caracterizado por episódios recorrentes de ingestão excessiva de alimentos, mesmo sem fome, geralmente acompanhados por sentimento de culpa, desconforto físico e prejuízos emocionais. Este trabalho tem como objetivo analisar a abordagem da nutrição comportamental na prevenção e no tratamento da compulsão alimentar. A metodologia consistiu em uma revisão de literatura. A nutrição intuitiva, uma vertente da nutrição comportamental, se mostra eficaz ao incentivar a escuta dos sinais internos de fome e saciedade, a permissão incondicional para comer e o rompimento com dietas restritivas, que muitas vezes agravam o comportamento compulsivo. Ao integrar práticas baseadas na aceitação, no autocuidado e na individualidade, a nutrição comportamental, aliada à terapia cognitivo-comportamental, pode ser uma estratégia promissora na promoção de uma relação mais saudável com a comida, auxiliando na melhora da saúde física e emocional de indivíduos com transtornos alimentares.

Palavras-chave: Nutrição comportamental, compulsão alimentar, comportamento alimentar.

ABSTRACT

Eating, despite being a daily activity, can pose a challenge for many people, especially those with eating disorders. Among these disorders, binge eating disorder stands out, characterized by recurring episodes of excessive food intake, even when not hungry, often accompanied by feelings of guilt, physical discomfort, and emotional distress. This study aims to analyze the behavioral nutrition approach to the prevention and treatment of binge eating. The methodology consisted of a literature review. Intuitive nutrition, a branch of behavioral nutrition, has proven effective in encouraging listening to internal hunger and satiety cues, unconditional permission to eat, and breaking with restrictive diets, which often exacerbate binge eating behavior. By integrating practices based on acceptance, self-care, and individuality, behavioral nutrition, combined with cognitive behavioral therapy, can be a promising strategy for promoting a healthier relationship with food, helping to improve the physical and emotional health of individuals with eating disorders.

Keyword: Behavioral Nutrition , Binge Eating, Eating Behavior. 

1   INTRODUÇÃO

O comportamento da compulsão alimentar se manifesta pela ingestão rápida de muitos alimentos, seguida por uma percepção de perda de controle. Além disso, é necessário frisar que a restrição alimentar severa também pode intensificar episódios de compulsão e promover sentimento de culpa e punição em relação à comida (Alvarenga et al., 2019). 

O comportamento da compulsão alimentar se manifesta pela ingestão rápida de muitos alimentos, seguida por uma percepção de perda de controle. Diferente das abordagens tradicionais, que focam em restrição ou controle rigoroso, essa abordagem visa alcançar um equilíbrio entre o prazer e os benefícios nutricionais, fazendo com que o paciente tenha uma relação saudável com a comida, que não haja sentimento de culpa ou punição e, ao mesmo tempo, fazendo escolhas alimentares conscientes que favoreçam uma alimentação equilibrada, priorizando a escolha correta dos alimentos (Leite; Diniz, 2021). 

Conforme Alvarenga (2019), é comum pensar na alimentação apenas como um processo voltado para suprir as necessidades nutricionais do corpo, tratando o gosto e outros aspectos não fisiológicos como algo superficial no caminho para garantir a nutrição. No entanto, a alimentação sempre envolve um componente emocional, que deve ser levado em consideração e avaliado ao se tentar entender os hábitos alimentares. 

Neto e Backes (2022) ressaltam que os padrões alimentares não são apenas resultado de decisões individuais isoladas, mas sim influenciados por diversos fatores, adotadas intervenções que vão além da simples prescrição de dietas restritivas, promovendo uma abordagem mais ampla, consciente e humanizada da relação com a alimentação. A relação entre emoção e comportamento alimentar é complexa e bidirecional, sendo influenciada por fatores cognitivos e fisiológicos (MOREIRA; ALMEIDA, 2021). A escuta ativa e a empatia são pilares da nutrição comportamental, pois possibilitam que o profissional compreenda o contexto emocional e social do paciente (LIMA; SANTOS, 2023). Conforme Tavares e Santos (2024), o vínculo terapêutico baseado na escuta empática favorece a autonomia e o autoconhecimento do indivíduo em relação à alimentação.

Há uma crescente prevalência da compulsão alimentar na população, associada a impactos significativos na saúde física e mental dos indivíduos. Diante da complexidade desse transtorno, torna-se fundamental explorar abordagens que considerem não apenas os aspectos nutricionais, mas também os comportamentais e emocionais envolvidos no ato de comer. Nesse contexto, a Nutrição Comportamental surge como uma estratégia promissora, com potencial para promover mudanças sustentáveis nos hábitos alimentares. Assim, esta pesquisa busca contribuir com a ampliação do conhecimento sobre o tema, oferecendo embasamento teórico e prático que auxilie profissionais da saúde na adoção de condutas mais empáticas, eficazes e centradas no bem-estar do indivíduo. 

Este estudo tem como objetivo identificar os principais fatores psicológicos e sociais que influenciam a compulsão alimentar e sua relação com padrões nutricionais inadequados. Além disso, busca analisar a eficácia das abordagens da nutrição comportamental na redução desses episódios compulsivos. Por fim, propõe estratégias nutricionais personalizadas que incentivem escolhas alimentares mais conscientes e sustentáveis, especialmente para indivíduos com tendência à compulsão alimentar.

2   METODOLOGIA

2.1  Tipo de estudo  

Este trabalho caracteriza-se como uma pesquisa de abordagem qualitativa. A escolha pela abordagem qualitativa justifica-se pela necessidade de se explorar as nuances e complexidades do comportamento alimentar humano, permitindo uma análise contextualizada e aprofundada do fenômeno. Segundo Gil (2008), a pesquisa qualitativa busca compreender os fenômenos a partir da perspectiva dos sujeitos envolvidos, considerando aspectos subjetivos, emocionais e socioculturais que não podem ser representados numericamente.

O método adotado foi a revisão bibliográfica, entendida como o levantamento, análise e interpretação de publicações científicas relevantes já existentes sobre o tema. De acordo com Lakatos e Marconi (2017), esse tipo de revisão permite construir uma base teórica sólida, fornecendo subsídios para o aprofundamento e embasamento crítico do tema investigado.

Para a realização da revisão, foram selecionados artigos científicos, livros, teses, dissertações e documentos oficiais publicados nos últimos anos, prioritariamente entre 2000 e 2025, disponíveis em bases de dados como SciELO, PubMed, Google Scholar e Periódicos CAPES, além de obras de referência da área de nutrição, psicologia e saúde mental.

2.2   Coleta de dados  

Os dados foram coletados nas seguintes bases de dados: SciELO, PubMed. Documentos oficiais de órgãos governamentais e universidades foram utilizados para complementar o estudo. Para a busca, foram utilizados os descritores “Nutrição Comportamental” e “Compulsão Alimentar” utilizando como estratégia de busca os operadores booleanos (AND/OR), visando garantir a seleção de estudos diretamente relacionados aos principais temas abordados nesta pesquisa, considerando as publicações dos últimos 10 anos. Foram incluídos trabalhos disponíveis na íntegra, com relevância comprovada para a área, e escritos em português, inglês ou espanhol. Os critérios de elegibilidade e inelegibilidade foram definidos com base na pertinência do conteúdo em relação aos objetivos do trabalho, à atualidade das informações e à contribuição para o campo da nutrição com enfoque comportamental. 

2.3   Análise de dados

Na análise do material selecionado foi realizada uma reflexão crítica e comparativa, utilizando-se de ferramentas como a análise temática e a identificação de padrões e tendências. Esse processo permitiu não apenas mapear o que já se sabe sobre o tema, mas também destacar lacunas e possibilidades de atuação que reforcem a importância de um olhar mais humano, acolhedor e individualizado no cuidado nutricional de pessoas com comportamentos alimentares disfuncionais.

Figura 1. Fluxograma de seleção e inclusão dos estudos para a presente revisão

O quadro 1 apresenta a síntese dos estudos incluídos nesta pesquisa. Os dados do quadro foram sintetizados para uma melhor compreensão da temática. Dos 13 estudos incluídos 7 (53,84%) são estudos de revisão, 2 (15,38%) são livros clássicos que discutem de forma pioneira o tema e, 3 (23,07%) são estudos experimentais.

Quadro 1- Síntese dos estudos incluídos nesta revisão  

Autor e anoObjetivo do estudoMetodologiaResultadosConclusão
Alvarenga et al., 2019Explorar os princípios da nutrição comportamental e sua aplicação clínica.  Livro de revisão e síntese teórica.Dietas restritivas intensificam compulsão; CI favorece regulação alimentar.Nutrição comportamental fortalece a relação saudável com a comida.
Tribole & Resch, 2021Apresentar o Comer Intuitivo como abordagem antidieta.Livro teórico e prático com estudos aplicados.  CI reduz desordens alimentares e melhora bem-estar psicológico.CI é eficaz para autonomia alimentar e prevenção de recaídas.
Katterman et al., 2014Avaliar mindfulness como intervenção para compulsão alimentar.Revisão sistemática.  Redução de compulsão e melhora no autocontrole alimentar.Mindfulness é promissor, especialmente associado a TCC ou CI.
Dunn et al., 2018Investigar eficácia de mindfulness na obesidade e compulsão.Revisão narrativa de evidências recentes.Efeitos positivos no autocontrole, mas pouco impacto no peso.Mindfulness contribui para manutenção de hábitos saudáveis.
Warren, Smith & Ashwell, 2017Revisar mindfulness, mindful eating e CI em mudanças alimentares.Revisão estruturada.Redução de compulsão e melhora da relação com a comida.Intervenções integradas apresentam maior eficácia.  
Duchesne & Almeida, 2002Analisar TCC no tratamento de transtornos alimentares.Revisão narrativa clínica.Redução significativa de episódios compulsivos.TCC é padrão-ouro para compulsão alimentar.
Camilleri et al., 2016Explorar relação entre Comer Intuitivo e consumo alimentar.Estudo observacional transversal (NutriNet-Santé).  Dimensões do CI associaram-se a escolhas mais saudáveis.CI melhora qualidade da dieta e autorregulação.  
Kristeller & Wolever, 2011Descrever fundamentos do MB-EAT para compulsão alimentar.Artigo conceitual e experimental.MB-EAT reduziu compulsão e aumentou consciência alimentar.Mindfulness aplicado à alimentação é eficaz contra compulsão.
Luo et al., 2020    Avaliar impacto longitudinal do Comer Intuitivo em saúde psicológica.Estudo longitudinal (EAT 2010–2018).CI previu menor uso de comportamentos alimentares desordenados.  CI protege saúde mental e promove relação saudável com alimentos.
Machado et al., 2018Analisar consequências da compulsão para saúde e vida.Revisão narrativa.Compulsão associada a prejuízos físicos e emocionais.Tratamento deve integrar aspectos físicos e psicológicos.
Sairanen et al., 2015Investigar flexibilidade psicológica e mindfulness no CI.  Estudo observacional em adultos com sobrepeso.Flexibilidade psicológica explicou maior Comer Intuitivo.Mindfulness facilita autonomia e escolhas conscientes.
Fachel et al., 2019Revisar literatura sobre compulsão alimentar.Revisão integrativa.Evidenciou fatores emocionais como gatilho para compulsão.Abordagens devem considerar dimensões emocionais.  
Moraes, Maravalhas & Mourilhe, 2019Discutir papel do nutricionista em TCA.Revisão narrativa.Escuta ativa e empatia aumentam adesão terapêutica.Vínculo terapêutico é essencial no tratamento.

Legenda: CI: Comer Intuitivo, TCC: Terapia Cognitivo-Comportamental, MB-EAT: Mindfulness-Based Eating Awareness Training, TCA: Transtornos do Comportamento Alimentar, EAT: Eating and Activity over Time (coorte longitudinal norte-americana).

3   RESULTADOS E DISCUSSÃO   

A literatura demonstra que o comer emocional medeia a relação entre estressores e episódios de compulsão alimentar (GIBSON, 2006). Intervenções que desenvolvem consciência interoceptiva, como a percepção de sinais de fome e saciedade, aliadas à aceitação das emoções e à flexibilidade psicológica, contribuem para reduzir a tendência de utilizar a comida como resposta ao sofrimento emocional (KRISTELLER; WOLEVER, 2011;

SAIRANEN et al., 2015). Em indivíduos com excesso de peso, observou-se que a flexibilidade psicológica e o mindfulness explicam níveis mais elevados de Comer Intuitivo, indicando que o treino da atenção e da aceitação favorece escolhas alimentares baseadas em necessidades físicas e não em estados emocionais (SAIRANEN et al., 2015).

Nesse contexto, a escuta ativa, a empatia e a aliança terapêutica também emergem como elementos fundamentais para a adesão e a manutenção dos ganhos obtidos durante o tratamento nutricional (MORAES; MARAVALHAS; MOURILHE, 2019). Além disso, fatores socioculturais e de gênero modulam tanto o risco quanto a expressão dos comportamentos alimentares desordenados (HAINES; NEUMARK-SZTAINER, 2006), o que reforça a necessidade de se elaborar planos de intervenção personalizados, sensíveis às questões culturais e alinhados ao estágio de prontidão para a mudança (TORAL; SLATER, 2007; CUPPARI, 2014; AVESANI; SANTOS; CUPPARI, 2014).

Avaliar gatilhos emocionais, a história de dietas, os padrões de restrição e as crenças sobre comida e corpo torna-se essencial na prática clínica (APA, 2013; FACHEL et al., 2019). A intervenção pode ser mais eficaz quando combina estratégias como Comer Intuitivo (CI), Mindful Eating e Entrevista Motivacional (EM), sendo recomendável, quando necessário, o encaminhamento ou a integração com a psicoterapia, especialmente com abordagens baseadas na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) (DUCHESNE; ALMEIDA, 2002; WARREN et al., 2017; PALAVRAS et al., 2017).

 As intervenções cognitivo-comportamentais demonstram eficácia na redução de episódios de compulsão alimentar, ao promover a identificação e reestruturação de pensamentos automáticos relacionados à comida (PIMENTEL; CASTRO, 2023). Lopes e Nascimento (2021). destacam que a combinação entre estratégias nutricionais e técnicas cognitivas favorece maior adesão ao tratamento e melhora na regulação emocional. A nutrição comportamental é uma abordagem que considera não apenas os aspectos fisiológicos da alimentação, mas também os fatores emocionais, sociais e culturais que influenciam as escolhas alimentares. Essa perspectiva amplia o olhar do nutricionista para além do ato de comer, valorizando o comportamento, o contexto e as percepções individuais do paciente (OLIVEIRA; PEREIRA, 2023).

Segundo Almeida e Morais (2023), compreender a alimentação sob a ótica comportamental implica reconhecer a relação entre emoções, crenças e experiências pessoais, o que permite intervenções mais efetivas e empáticas na prática clínica.

Entre as habilidades a serem treinadas destacam-se o reconhecimento dos sinais de fome e saciedade, o planejamento alimentar flexível, o manejo de recaídas, a regulação emocional e a prevenção de gatilhos (KRISTELLER; WOLEVER, 2011; TRIBOLE; RESCH, 2021). O acompanhamento deve ser orientado por metas processuais, centradas em comportamentos, em vez de metas exclusivamente relacionadas ao peso, com o objetivo de reduzir o ciclo de restrição alimentar (NETO; BACKES, 2022; DUNN et al., 2018).

Apesar da solidez das revisões sistemáticas e meta-análises já disponíveis, ainda há grande heterogeneidade nos protocolos, na dose das intervenções, nos desfechos avaliados (peso, comportamento ou aspectos psicológicos) e no tempo de seguimento. Identifica-se uma lacuna importante quanto à realização de ensaios clínicos com amostras brasileiras representativas, uso de medidas padronizadas de comer emocional e follow-up igual ou superior a 12 meses para verificar a manutenção dos efeitos (WARREN et al., 2017; DUNN et al., 2018). Assim, futuras pesquisas devem explorar protocolos híbridos que combinem CI, Mindfulness, EM e TCC, com a inclusão de indicadores de bem-estar e qualidade de vida, além dos desfechos clínicos. Pesquisas recentes mostram que programas baseados em mindfulness apresentam resultados significativos na diminuição da compulsão alimentar e na melhora da regulação emocional (MORAIS; SOUZA, 2021).

Paralelamente, pretende-se enfatizar a importância da escuta ativa, da empatia e do vínculo terapêutico como fundamentos essenciais para uma atuação ética e acolhedora do nutricionista (ALVARENGA et al., 2019; FIGLIE; GUIMARÃES, 2014). Outro objetivo central é promover reflexões e práticas profissionais que priorizem o cuidado integral e individualizado, superando os modelos prescritivos que se baseiam exclusivamente em dietas restritivas (MORAES; MARAVALHAS; MOURILHE, 2019; NETO; BACKES, 2022). As emoções desempenham papel fundamental nas decisões alimentares. Situações de estresse, ansiedade ou tristeza podem aumentar o consumo de alimentos ultraprocessados e ricos em açúcar, como forma de compensação emocional (COSTA; LOPES, 2022). Estudos recentes indicam que indivíduos com maior dificuldade de regulação emocional apresentam maior propensão à compulsão alimentar (GOMES; RIBEIRO, 2021).

Espera-se, com isso, contribuir para o fortalecimento de uma abordagem mais holística, sensível e compassiva na prática nutricional, promovendo melhorias reais na relação das pessoas com a comida, no equilíbrio emocional e na qualidade de vida, especialmente daquelas que vivenciam a compulsão alimentar (FACHEL et al., 2019; MACHADO et al., 2018).  

A análise da bibliografia utilizada evidenciou que os comportamentos alimentares disfuncionais, como a compulsão alimentar, estão intimamente ligados a fatores emocionais, sociais e fisiológicos, confirmando a complexidade da relação entre o indivíduo e a alimentação (CUNHA; FERREIRA; FREITAS, 2022; GIBSON, 2006). Estudos apontam que emoções negativas, como ansiedade, estresse e tristeza, frequentemente precedem os episódios de compulsão, destacando a necessidade de que o tratamento nutricional contemple também a dimensão psicológica (DUCHESNE; ALMEIDA, 2002; KATTERMAN et al., 2014). O chamado “comer emocional” ocorre quando a alimentação é utilizada como estratégia para lidar com emoções negativas, e não pela necessidade fisiológica de fome (MARTINS; SILVA; LIMA, 2023). Esse comportamento tende a perpetuar um ciclo de culpa e restrição, impactando diretamente a saúde mental e o relacionamento com a comida (VASCONCELOS; CALADO, 2022).

No campo das estratégias terapêuticas, observou-se que a Entrevista Motivacional, o Comer Intuitivo e o Mindful Eating produzem resultados positivos ao promoverem maior autonomia do paciente, fortalecendo sua autorregulação alimentar e melhorando sua relação com a comida (MILLER; ROLLNICK, 2002; TRIBOLE; RESCH, 2021; BARBOSA; PENAFORTE; SILVA, 2020; NELSON, 2017). Essas abordagens têm demonstrado maior eficácia na redução de comportamentos compulsivos quando comparadas a intervenções baseadas unicamente em dietas restritivas, as quais, por sua vez, tendem a acentuar a frustração e perpetuar o ciclo de restrição e compensação alimentar (WARREN; SMITH; ASHWELL, 2017; BEZERRA, 2019).

De acordo com Mattos e Pinheiro (2021), os transtornos alimentares estão frequentemente associados a estados emocionais disfuncionais e padrões de pensamento autocríticos, exigindo uma abordagem terapêutica integrativa. Intervenções que utilizam técnicas de mindful eating contribuem para a redução de episódios compulsivos e promovem maior consciência nas escolhas alimentares (FERNANDES; PENAFORTE, 2022).

Destaca-se, por fim, a relevância da escuta ativa, da empatia e do vínculo terapêutico como ferramentas fundamentais na prática clínica do nutricionista. A literatura evidencia que o estabelecimento de uma relação de confiança favorece a adesão do paciente ao tratamento e potencializa os efeitos das intervenções propostas (DERAM, 2024; FIGLIE; GUIMARÃES, 2014). Quando aplicada de forma holística e humanizada, a nutrição comportamental pode proporcionar benefícios que ultrapassam a redução dos sintomas da compulsão alimentar, impactando de forma positiva no equilíbrio emocional, na qualidade de vida e no bem-estar geral (ALVARENGA et al., 2019; CUNHA; FERREIRA; FREITAS, 2022). Esses achados reforçam a necessidade de superação dos modelos centrados em dietas restritivas e a valorização de práticas que reconheçam a individualidade e a integralidade do cuidado nutricional (TRIBOLE; RESCH, 2021; SILVA; MARTINS, 2017). Apesar dos avanços, os desafios da nutrição comportamental envolvem a formação adequada dos profissionais e a consolidação de práticas baseadas em evidências (PEREIRA; ARAÚJO; CAVALCANTI, 2024).

O quadro 2 apresenta diferentes métodos e estratégias utilizadas na abordagem da nutrição comportamental, destacando suas principais características e referências teóricas. São descritas práticas como o Mindful Eating, o Comer Intuitivo, a Entrevista Motivacional e a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que têm em comum o foco na modificação do comportamento alimentar a partir da escuta ativa, da percepção corporal e da promoção de escolhas alimentares mais conscientes. Cada método é embasado em autores reconhecidos na literatura científica, reforçando a importância de estratégias individualizadas na atuação do nutricionista.

Quadro 2- Principais métodos utilizados na nutrição comportamental.

MétodoEstratégiaReferência
Mindful eatingFocar na presença e escuta do corpo durante as refeições, reconhecer os sinais de fome e saciedade.KRISTELLER, J. L.; WOLEVER, R. Q. Mindfulness-based eating awareness training for treating binge eating disorder: the conceptual foundation. Eating Disorders, v. 19, n. 1, p. 49–61, 2011.   
Comer Intuitivo (CI)Confiar nas sensações internas do corpo, como fome e saciedade, para guiar as escolhas alimentares, eliminando a mentalidade de dietas restritivas.ALVARENGA, M. et al. Nutrição comportamental. 2. ed. Barueri: Manole, 2019.  
Entrevista motivacional (EM)Abordagem colaborativa para a mudança do comportamento alimentar através de perguntas abertas, sem julgamentos ou imposições.MILLER, W. R.; ROLLNICK, S. Motivational interviewing: preparing people for change. 2. ed. New York: Guilford Press, 2002.
Terapia Cognitivo- Comportament al (TCC)Identificar e modificar pensamentos e comportamentos disfuncionais relacionados à alimentação.DUCHESNE, M.; ALMEIDA, P. E. M. Terapia cognitivo-comportamental dos transtornos alimentares. Revista Brasileira de Psiquiatria, São Paulo, v. 24, supl. 3, p. 49–53, 2002

4  CONSIDERAÇÕES FINAIS  

Este estudo possibilitou compreender de forma mais aprofundada a nutrição comportamental, destacando sua relevância no enfrentamento da compulsão alimentar e na promoção de práticas terapêuticas centradas no indivíduo. Observou-se que os comportamentos alimentares disfuncionais são influenciados por múltiplos fatores, incluindo aspectos emocionais, sociais, culturais e fisiológicos, o que exige do nutricionista uma atuação humanizada, empática e ética.

As estratégias analisadas, como a Entrevista Motivacional, o Comer Intuitivo e o Mindful Eating, demonstraram potencial para promover mudanças positivas e sustentáveis nos hábitos alimentares, reduzindo a ocorrência de episódios de compulsão e fortalecendo a autonomia do paciente em relação às suas escolhas. Além disso, evidenciou-se a importância da escuta ativa e do vínculo terapêutico como fundamentos para um cuidado integral que vá além do modelo prescritivo restritivo.

Diante da crescente prevalência da compulsão alimentar na população, ressalta-se a necessidade de ampliar os estudos sobre abordagens que unam ciência, sensibilidade e acolhimento, reforçando o papel da nutrição comportamental como uma ferramenta fundamental para a promoção da saúde física e emocional. Recomenda-se que futuras pesquisas explorem a integração entre a prática clínica nutricional e intervenções multiprofissionais, visando ampliar os resultados e oferecer novas perspectivas de cuidado.

Assim, conclui-se que a nutrição comportamental representa um caminho promissor para transformar a relação das pessoas com a comida, favorecendo não apenas o equilíbrio nutricional, mas também o bem-estar global e a qualidade de vida.

REFERÊNCIAS

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¹Graduanda do Curso de Bacharelado em Nutrição do Centro Universitário FAMETRO. E-mail: alicee.lima98@gmail.com; leticiaforthe182@gmail.com; emanuelepontes2004@gmail.com
² Orientadora do TCC, Doutora em Biotecnologia pela Universidade Federal do Amazonas. Docente do Curso de Bacharelado em Nutrição do Centro Universitário FAMETRO. E-mail: francisca.freitas@fametro.edu.br
3Co-orientador(a) do TCC, mestre em saúde coletiva pela universidade Católica de Santos. Docente do Curso de Bacharelado em Nutrição do Centro Universitário FAMETRO. E-mail: david.reis@fametro.edu.br