NOVO CENÁRIO DO PACIENTE CRÍTICO NA UTI: NOVAS PERSPECTIVAS PÓS PANDEMIA

NEW SCENARIO FOR CRITICALLY ILL ICU PATIENTS: NEW POST-PANDEMIC PERSPECTIVES

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202510191223


Felipe Mourato Inácio da Silva1
Monique Moura Feitosa2
Sebastião Duque Cajueiro3
Marília Gabriele Alcântara Sitônio4
Jaiflávio Jaime Lima5
Flávio Antônio de Almeida Júnior6
Orientadora: Diala Alves de Sousa7


RESUMO 

A pandemia de COVID-19 transformou significativamente o cenário das Unidades de Terapia Intensiva (UTI), alterando não apenas os protocolos assistenciais, mas também o perfil epidemiológico e as necessidades de cuidados dos pacientes críticos. Este estudo teve como objetivo analisar as mudanças no cenário do paciente crítico em UTI no período pós-pandemia, identificando novas perspectivas e desafios para a prática da enfermagem intensivista. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases de dados MEDLINE, LILACS, SciELO e PubMed, utilizando descritores específicos relacionados ao tema. Foram incluídos artigos publicados entre 2020 e 2024, em português, inglês e espanhol, que abordassem o impacto da pandemia no cuidado ao paciente crítico. Os critérios de exclusão contemplaram estudos duplicados, editoriais, cartas ao editor e artigos que não respondessem à questão norteadora. A análise dos dados revelou mudanças significativas no perfil dos pacientes críticos, com aumento da complexidade clínica, maior prevalência de sequelas respiratórias, cardiovasculares e neurológicas pós-COVID- 19, além de alterações nos protocolos de visitação, uso de tecnologias assistivas e estratégias de reabilitação precoce. Os resultados evidenciaram a necessidade de adaptação das práticas de enfermagem, com ênfase na humanização do cuidado, suporte psicológico aos pacientes e familiares, e implementação de novas competências técnicas. Conclui-se que o cenário pós-pandemia exige uma reformulação das práticas assistenciais em UTI, demandando profissionais mais capacitados para lidar com a complexidade emergente dos pacientes críticos e suas famílias, bem como a implementação de protocolos inovadores que contemplem as sequelas de longo prazo da COVID-19. 

Palavras-chave: Unidades de Terapia Intensiva. Cuidados Críticos. COVID-19. Enfermagem. Pandemia. Paciente Crítico. 

ABSTRACT 

The COVID-19 pandemic significantly transformed the Intensive Care Unit (ICU) landscape, altering not only care protocols but also the epidemiological profile and care needs of critically ill patients. This study aimed to analyze the changes in the critically ill ICU patient landscape in the post-pandemic period, identifying new perspectives and challenges for intensive care nursing practice. This is an integrative literature review, conducted in the MEDLINE, LILACS, SciELO, and PubMed databases, using specific descriptors related to the topic. Articles published between 2020 and 2024, in Portuguese, English, and Spanish, that addressed the impact of the pandemic on critically ill patient care were included. Exclusion criteria included duplicate studies, editorials, letters to the editor, and articles that did not answer the guiding question. Data analysis revealed significant changes in the profile of critically ill patients, with increased clinical complexity, a higher prevalence of respiratory, cardiovascular, and neurological sequelae after COVID-19, as well as changes in visitation protocols, the use of assistive technologies, and early rehabilitation strategies. The results highlighted the need to adapt nursing practices, with an emphasis on humanizing care, psychological support for patients and families, and the implementation of new technical skills. It is concluded that the post-pandemic scenario requires a reformulation of ICU care practices, requiring better-trained professionals to deal with the emerging complexity of critically ill patients and their families, as well as the implementation of innovative protocols that address the long-term sequelae of COVID-19.

Keywords: Intensive Care Units. Critical Care. COVID-19. Nursing; Pandemic. Critical Patient.

INTRODUÇÃO 

A pandemia de COVID-19, declarada pela Organização Mundial da Saúde em março de 2020, representou um marco histórico na medicina intensiva mundial, transformando radicalmente o cenário das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e redefinindo os paradigmas do cuidado ao paciente crítico (WHO, 2020). Este evento sem precedentes na história recente da humanidade não apenas sobrecarregou os sistemas de saúde globalmente, mas também evidenciou a necessidade urgente de adaptação e inovação nas práticas assistenciais em terapia intensiva (SOUZA, et al., 2022). 

As UTIs, tradicionalmente concebidas para atender pacientes com diversas patologias críticas, viram-se subitamente confrontadas com um influxo massivo de pacientes acometidos por uma doença ainda pouco compreendida, caracterizada por manifestações clínicas complexas e multissistêmicas (OLIVEIRA, 2025). A síndrome respiratória aguda grave causada pelo SARS-CoV-2 apresentou desafios únicos, exigindo não apenas a reorganização dos espaços físicos e fluxos assistenciais, mas também a reformulação de protocolos clínicos estabelecidos e a implementação de medidas de biossegurança rigorosas (SANTOS, et al., 2023). 

O impacto da pandemia transcendeu os aspectos puramente clínicos, afetando profundamente as dimensões humanas, sociais e psicológicas do cuidado intensivo. As medidas de isolamento social e as restrições de visitação, embora necessárias para conter a disseminação viral, criaram um cenário de isolamento e sofrimento psíquico tanto para pacientes quanto para seus familiares (COSTA, et al., 2024). 

Os profissionais de enfermagem, na linha de frente do cuidado, enfrentaram desafios sem precedentes, lidando simultaneamente com o medo da contaminação, a sobrecarga de trabalho, a escassez de recursos e a necessidade de aprender rapidamente novas práticas assistenciais (SILVA, et al., 2023). 

A evolução do conhecimento científico sobre a COVID-19 revelou que suas consequências se estendem muito além da fase aguda da doença. O conceito de “COVID longa” ou síndrome pós-COVID-19 emergiu como uma realidade clínica significativa, caracterizada por sintomas persistentes que podem afetar múltiplos sistemas orgânicos por meses após a infecção inicial (GARCIA, et al., 2022). 

Pacientes que sobreviveram à internação em UTI frequentemente apresentam sequelas respiratórias, cardiovasculares, neurológicas e psiquiátricas que demandam abordagens terapêuticas específicas e acompanhamento de longo prazo (ALMEIDA, et al., 2025). 

Neste contexto, o perfil epidemiológico do paciente crítico sofreu transformações substanciais. Estudos demonstram que os pacientes internados em UTI durante a pandemia apresentaram características demográficas e clínicas distintas daquelas observadas no período pré-pandêmico (PEREIRA, et al., 2021). A mediana de idade dos pacientes críticos com COVID-19 situou-se em torno de 58 anos, com predominância do sexo masculino e alta prevalência de comorbidades como diabetes mellitus (40%), hipertensão arterial sistêmica (63,6%) e outras doenças crônicas (ROCHA, et al., 2024). 

As inovações tecnológicas e terapêuticas implementadas durante a pandemia também contribuíram para a reconfiguração do cenário da terapia intensiva. O uso expandido da ventilação mecânica não invasiva, a implementação de protocolos de posicionamento em decúbito ventral, o emprego de corticosteroides em pacientes graves e a utilização de tecnologias de telemedicina representaram avanços significativos na prática clínica (MARTINS, et al., 2024). Simultaneamente, a necessidade de otimização de recursos levou ao desenvolvimento de estratégias inovadoras de gestão de leitos e protocolos de triagem que influenciaram permanentemente as práticas assistenciais (SILVA, et al., 2023). 

A enfermagem intensivista, como categoria profissional central no cuidado ao paciente crítico, vivenciou uma transformação profunda em suas práticas e competências. A necessidade de adaptação rápida a novos protocolos, o manejo de tecnologias emergentes, a implementação de medidas de prevenção e controle de infecções mais rigorosas, e o desenvolvimento de habilidades de comunicação em contextos de isolamento social demandaram uma evolução significativa do perfil profissional (FERNANDES, et al., 2025). Além disso, o reconhecimento da importância do cuidado humanizado, mesmo em contextos de alta complexidade tecnológica e restrições sanitárias, reforçou a centralidade da enfermagem no processo de cuidar (LIMA, et al., 2024). 

O período pós-pandemia emerge como uma oportunidade única para reflexão crítica sobre as lições aprendidas e para a consolidação de práticas inovadoras que possam melhorar permanentemente a qualidade do cuidado ao paciente crítico. A análise das transformações ocorridas durante a pandemia, suas implicações para o futuro da terapia intensiva e a identificação de novas perspectivas para o cuidado de enfermagem constituem elementos fundamentais para o avanço da ciência e da prática em terapia intensiva (CARDOSO; NUNES; CUNHA, 2025). 

Diante deste cenário complexo e em constante evolução, torna-se imperativo compreender profundamente as mudanças ocorridas no perfil do paciente crítico, as adaptações implementadas nas práticas assistenciais e as perspectivas futuras para o cuidado em UTI. A presente investigação buscou contribuir para este entendimento, oferecendo subsídios teóricos e práticos para o aprimoramento contínuo da assistência de enfermagem em terapia intensiva no contexto pós-pandêmico. 

A relevância deste estudo residiu na necessidade de sistematizar o conhecimento produzido sobre as transformações ocorridas na terapia intensiva durante e após a pandemia de COVID-19, identificando tendências, desafios e oportunidades que possam orientar futuras políticas de saúde, programas de formação profissional e protocolos assistenciais. Compreender o novo cenário do paciente crítico é fundamental para garantir que os avanços conquistados durante este período de crise sejam preservados e aprimorados, contribuindo para a evolução contínua da   qualidade e segurança do cuidado intensivo. 

OBJETIVO 

Caracterizar o cenário contemporâneo dos pacientes críticos internos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e as novas perspectivas do cuidado pós pandemia. 

METODOLOGIA 

Este estudo caracteriza-se como uma revisão integrativa da literatura, método que permite a síntese de múltiplos estudos publicados e a obtenção de uma compreensão abrangente de um fenômeno complexo. A revisão integrativa possibilita a combinação de dados de diferentes abordagens metodológicas (quantitativas e qualitativas), contribuindo para a construção de um corpo de conhecimento robusto sobre o tema investigado. 

Para a realização desta revisão, foram seguidas etapas criteriosas, como: Identificação do tema e seleção da questão de pesquisa; Estabelecimento de critérios de inclusão e exclusão de estudos; Definição das informações a serem extraídas dos estudos selecionados; Avaliação dos estudos incluídos; Análise e interpretação dos resultados; Apresentação da revisão/síntese do conhecimento. 

Foram adotados como critérios de inclusão artigos científicos completos, disponíveis na íntegra. Publicações nos idiomas português, inglês e espanhol. Estudos publicados entre janeiro de 2020 e abril de 2025, a fim de abranger o período da pandemia e o pós-pandemia, garantindo a atualidade das informações. 

Artigos que abordassem o impacto da pandemia de COVID-19 no paciente crítico, no cenário das Unidades de Terapia Intensiva, nas práticas de enfermagem ou nas perspectivas futuras do cuidado intensivo. Estudos com delineamento metodológico claro e resultados apresentados de forma consistente. 

Para os critérios de exclusão foram retirados estudos duplicados em diferentes bases de dados. Editoriais, cartas ao editor, resumos de congressos, teses, dissertações, livros e capítulos de livros (exceto quando o conteúdo fosse essencial e não encontrado em artigos revisados por pares). Artigos que não respondessem diretamente à questão norteadora do estudo. 

Estudos que abordassem o paciente crítico em contextos não relacionados à UTI ou à pandemia de COVID-19. Artigos com dados inconsistentes ou metodologia não clara. 

COLETAS DE DADOS 

A busca dos artigos foi realizada nas seguintes bases de dados eletrônicas: MEDLINE (via PubMed): Utilizando os termos MeSH e palavras-chave combinados com operadores booleanos (AND, OR). LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde): Utilizando os termos DeCS e palavras-chave. SciELO (Scientific Electronic Library Online): Utilizando os termos DeCS e palavras-chave. 

A análise dos dados extraídos dos artigos selecionados foi realizada de forma sistemática, combinando abordagens qualitativas e quantitativas, conforme a natureza dos estudos incluídos na revisão integrativa. O objetivo principal foi sintetizar as evidências científicas disponíveis para responder à questão norteadora da pesquisa e identificar as principais tendências, desafios e perspectivas relacionadas ao novo cenário do paciente crítico em UTI no período pós-pandemia. 

Para os estudos de natureza qualitativa ou para os aspectos qualitativos dos estudos mistos, a análise foi realizada por meio da técnica de análise de conteúdo temática. Após a leitura exaustiva dos artigos, os dados foram agrupados por similaridade de conteúdo, formando categorias temáticas emergentes. Esse processo envolveu as seguintes etapas: Pré-análise: (Consistiu na organização do material, leitura flutuante e constituição do corpus da pesquisa); Exploração do material: (Identificação de unidades de registro e unidades de contexto, que foram codificadas e agrupadas em temas preliminares); Tratamento dos resultados, inferência e interpretação: (As categorias temáticas foram refinadas, e as informações contidas em cada uma delas foram sintetizadas e interpretadas à luz do referencial teórico e dos objetivos do estudo). Buscou-se identificar as percepções, experiências e desafios enfrentados por pacientes, familiares e profissionais de saúde, bem como as mudanças nas práticas assistenciais e as novas abordagens de cuidado. 

Para os estudos de natureza quantitativa, os dados numéricos e estatísticos foram extraídos e organizados em tabelas e gráficos, permitindo a análise descritiva das variáveis de interesse. Foram considerados aspectos como: Perfil demográfico e clínico dos pacientes (Idade, sexo, comorbidades, gravidade da doença, tempo de internação em UTI, desfechos por mortalidade, tempo de ventilação mecânica, re-internação); Impacto da COVID-19 (Prevalência de sequelas pós-COVID-19 nos sistemas respiratórias, cardiovasculares, neurológicas, psiquiátricas e necessidade de reabilitação); Mudanças nas práticas assistenciais (Adoção de novos protocolos, como: decúbito prono, ventilação não invasiva. Uso de tecnologias, como: telemedicina, monitorização avançada. Estratégias de humanização, como: visitação virtual e diários de UTI); Impacto nos profissionais de saúde (Prevalência de burnout, ansiedade, depressão, estratégias de enfrentamento e suporte psicológico). 

Os dados quantitativos foram apresentados de forma agregada, utilizando medidas de frequência (absoluta e relativa), média, mediana, desvio padrão e intervalos de confiança, quando disponíveis nos estudos originais. A comparação entre os achados dos diferentes artigos permitiu identificar padrões e tendências, bem como lacunas no conhecimento que necessitam de futuras investigações. 

A etapa final da análise consistiu na síntese e integração dos achados qualitativos e quantitativos. Essa integração permitiu uma compreensão holística do fenômeno, transcendendo a mera soma dos resultados individuais. Buscou-se identificar as interrelações entre as diferentes dimensões do problema, construindo uma narrativa coerente e abrangente sobre o novo cenário do paciente crítico em UTI pós-pandemia. A discussão dos resultados foi embasada nas evidências encontradas, confrontando-as com a literatura existente e destacando as implicações para a prática clínica, a pesquisa e a formação profissional. 

RESULTADOS 

A busca sistemática nas bases de dados resultou na identificação de um número significativo de artigos, dos quais 25 foram selecionados para compor esta revisão integrativa, após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão. A Tabela 1 apresenta um resumo dos artigos incluídos, com informações sobre o título, autores, ano de publicação, periódico, tipo de estudo, objetivo e principais achados relevantes para o tema desta pesquisa. 

Tabela 1: Artigos Selecionados para a Revisão Integrativa

ID Título Autores Ano Tipo de estudo Objetivo 
    1 Experiências vividas por profissionais de saúde em UTI durante a pandemia de COVID-19   SILVA, et al.     2023 Estudo Qualitativo Analisar experiências de profissionais de saúde em UTI durante a pandemia. 
    2 Impacto da COVID- 19 no perfil de pacientes em UTIs no Brasil  SOUZA, et al.     2022 Estudo Epidemiológico Traçar o perfil de pacientes com COVID-19 internados em UTIs no Brasil. 
   3 Implementaç ão de uma unidade de terapia intensiva durante a pandemia: a experiência de um enfermeiro OLIVEIRA.    2025 Relato de Experiência Descrever a experiência de um enfermeiro na implementação de uma UTI durante a pandemia. 
    4 Processo de visitação em uma UTI oncológica: mudanças durante e pós-pandemia da Covid-19 SANTOS, et al.     2023 Estudo 
Qualitativo 
Analisar as mudanças no processo de visitação em UTI oncológica durante e pós pandemia. 
A saúde mental dos profissionais de enfermagem de unidade de terapia intensiva durante e pós-pandemia de Covid-19 COSTA, et al. 2024 Estudo Quantitativo Avaliar a saúde mental de enfermeiros de UTI durante e pós- pandemia. Elevados níveis de ansiedade, depressão e burnout, com necessidade de suporte psicológico e estratégias de enfrentamento. 
    6 Impacto da COVID- 19 na saúde do paciente pós crítico GARCIA, et al.     2022 Revisão Sistemática Analisar o impacto da COVID-19 na saúde de pacientes pós- críticos. Muitos pacientes percebem sintomas persistentes e deterioração na qualidade de vida após a COVID-19, com sequelas pulmonares, cardíacas e neurológicas. 
    7 Mudanças nos procedimentos de intubação em pacientes críticos durante a pandemia de COVID-19  ALMEIDA, et al.     2025 Estudo Observacional Investigar as mudanças nos procedimentos de intubação em pacientes críticos com e sem COVID-19 durante a pandemia. Houve modificações nos protocolos de intubação, com maior uso de equipamentos de proteção individual e técnicas específicas para reduzir a aerossolização. 
   8 Variações no manejo de pacientes críticos com COVID-19 após um ano de pandemia PEREIRA, et al.    2021 Estudo Retrospectivo Observar as variações no manejo de pacientes críticos com COVID-19 após um ano de pandemia. Maior frequência de uso de ventilação mecânica não invasiva, decúbito prono e corticosteroides em pacientes internados em UTI. 
   9 Unidade de terapia intensiva: passado, presente e futuro ROCHA, et al.    2024 Revisão Narrativa  Apresentar uma visão abrangente da evolução da terapia intensiva. Destaca a evolução histórica da UTI e as perspectivas futuras, incluindo a importância da tecnologia e humanização. 
    10 Reabilitação funcional para pacientes acometidos por COVID-19MARTINS, et al.     2024 Revisão de Escopo Analisar intervenções de reabilitação funcional para pacientes pós-COVID- 19.Intervenções individualizadas e multidisciplinares são cruciais para a recuperação funcional, com foco em critérios de inclusão e exclusão.
   11 Reabilitação pulmonar pós- COVID-19: um guia prático SILVA, et al.    2023 Artigo de Revisão Fornecer um guia prático para a reabilitação pulmonar em pacientes pós CONVID- 19. A reabilitação deve ser iniciada precocemente, com exercícios individualizados e acompanhamento contínuo. 
   12 Síndrome pós- COVID-19: foco na reabilitação pulmonar FERNANES,et al.    2022 Estudo de Caso Descrever a reabilitação pulmonar em pacientes com síndrome pós-COVID- 19.  Demonstra a eficácia da reabilitação na melhora da função pulmonar e qualidade de vida. 
  13 Protocolo de reabilitação da COVID-19 na atenção primária Governo do Estado de Santa Catarina   2021 Protocolo Clínico Orientar a reabilitação de pacientes pós-COVID- 19 na atenção primária. Aborda a avaliação inicial, intervenções e acompanhamento, com foco na integralidade do cuidado. 
    14 Impacto a longo prazo da COVID-19 nas funções pulmonar, cardíaca e renal LIMA, et al.     2024 Estudo de Coorte Determinar as sequelas a longo prazo nas funções orgânicas e qualidade de vida de pacientes internados por síndrome pós- COVID-19. Evidencia a persistência de disfunções pulmonares, cardíacas e renais, impactando a qualidade de vida dos sobreviventes. 
   15 Desafios na práxis do enfermeiro de unidade de terapia intensiva durante a pandemia por Covid-19 CARDOSO; NUNES;  CUNHA.    2024 Estudo Qualitativo Discutir os desafios e inovações na prática da enfermagem intensivista no cenário pandêmico. Destaca a necessidade de novas competências, o uso de tecnologias e a importância da humanização do cuidado. 
   16 Telemedicina no acesso à saúde durante a pandemia de covid-19: uma revisão de escopo FREIRE, et al.    2023 Revisão de escopo Analisar o uso da telemedicina como suporte em UTI durante a pandemia.A telemedicina demonstrou ser eficaz para monitoramento remoto, interconsultas e suporte psicológico a pacientes e familiares.
   17 Cuidados na pandemia de COVID-19: Adaptações familiares após internação em unidade de terapia intensiva . ROBINSON, et al.    2024 Estudo Qualitativo Investigar o papel da família no cuidado ao paciente crítico no contexto pós- pandemia. A família desempenha um papel fundamental no processo de recuperação, necessitando de suporte e comunicação efetiva com a equipe. 
   18  A importância da humanização em tempos de pandemia GOIS, et al.    2022 Revisão Integrativa de Literatura Refletir sobre as lições aprendidas com a pandemia em relação à humanização do cuidado em UTI. A pandemia reforçou a importância de práticas humanizadas, como a comunicação empática e o suporte emocional. 
  19 Estratégias e impactos da gestão hospitalar durante a covid-19: perspectivas para o futuro SANTOS, et al   2025 Revisão Integrativa Analisar estratégias de gestão de leitos e recursos em UTI no período pós COVID- 19. A otimização de recursos e a flexibilidade na gestão de leitos são essenciais para a resiliência do sistema de saúde. 
  20 Saúde mental da equipe de enfermagem na UTI LARANJEIRA, et al.   2024 Revisão Integrativa Avaliar o impacto da sobrecarga de trabalho na saúde mental de enfermeiros de UTI. A sobrecarga de trabalho está diretamente relacionada a sintomas de ansiedade, depressão e burnout. 
   21 Remote Patient Monitoring Applications in Healthcare: Lessons from COVID-19 and Beyond KHAN; DUNCAN.    2025 Artigo de Revisão Narrativa Discutir as inovações tecnológicas no monitoramento do paciente crítico no cenário pós-pandemia. Novas tecnologias, como inteligência artificial e big data, aprimoram a monitorização e tomada de decisão clínica. 
   22 Efficacy of Early Inpatient Rehabilitation of Post-COVID-19 Survivors: Single-Center Retrospective Analysis.  CAO, et at.    2023 Estudo de Coorte Avaliar a importância da reabilitação precoce em pacientes críticos que sobreviveram à COVID-19. A reabilitação precoce reduz o tempo de internação e melhora os desfechos funcionais. 
    23 Prática Avançada em Enfermagem, liderança e implementação de melhorias para reduzir infecções relacionadas à assistência à saúde PAULA, et al.     2024  Artigo de Revisão Discutir o papel do enfermeiro na prevenção de infecções em UTI. O enfermeiro é fundamental na implementação de protocolos de controle de infecção e na educação da equipe. 
    24 ‘Incapaz de se esquivar da bala’: um estudo qualitativo sobre dilemas éticos e sofrimento moral de enfermeiros de terapia intensiva durante a pandemia de Covid-19 em uma província sul-africana SIBIYA; RISPEL.     2025  Artigo de Opinião Refletir sobre os desafios éticos enfrentados no cuidado ao paciente crítico em UTI no período pós- pandemia. Questões como alocação de recursos, autonomia do paciente e comunicação de más notícias foram intensificadas. 
   25 Perfil formativo dos enfermeiros intensivistas no Brasil: estudo transversal GOMES, et al.    2024 Estudo Transver sal Analisar a formação do enfermeiro intensivista diante das demandas do cenário pós- pandemia. A necessidade de atualização constante e o desenvolvimento de novas competências são cruciais para a prática avançada. 

FONTE:  Autor, (2025). 

DISCUSSÃO 

A pandemia de COVID-19 não apenas testou a resiliência dos sistemas de saúde globalmente, mas também catalisou uma profunda transformação no ambiente das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e no perfil do paciente crítico. A análise dos artigos selecionados nesta revisão integrativa corrobora a complexidade e a multifacetada natureza dessas mudanças, revelando novas perspectivas e desafios para a prática da enfermagem intensivista no cenário pós-pandemia. 

Um dos achados mais proeminentes é a alteração no perfil epidemiológico do paciente crítico. Como demonstrado por Souza, et al., (2022), a mediana de idade dos pacientes com COVID-19 em UTI era de 58 anos, com alta prevalência de comorbidades. Este dado, embora específico para a COVID-19, reflete uma tendência mais ampla de pacientes com maior complexidade clínica e múltiplas comorbidades que demandam cuidados intensivos. A persistência de sequelas pós-COVID-19, como disfunções pulmonares, cardíacas e renais, conforme evidenciado por Lima, et al., (2024), adicionou uma camada de complexidade ao manejo desses pacientes, exigindo uma abordagem holística e de longo prazo que transcende a fase aguda da doença. A enfermagem intensivista, portanto, precisa estar preparada para lidar com pacientes que apresentam não apenas a condição crítica inicial, mas também uma série de complicações crônicas decorrentes da infecção viral e do próprio tratamento intensivo. 

As experiências dos profissionais de saúde em UTI durante a pandemia, descritas por Silva, et al., (2023), revelaram um cenário de sobrecarga de trabalho, medo de contaminação e impacto significativo na saúde mental. Costa, et al., (2024) reforçaram essa preocupação, apontando elevados níveis de ansiedade, depressão e burnout entre os enfermeiros de UTI. Este é um ponto crítico para o cenário pós-pandemia, pois a exaustão e o trauma vivenciados podem ter efeitos duradouros na força de trabalho da enfermagem. A discussão sobre novas perspectivas deve, necessariamente, incluir estratégias robustas de suporte psicológico, programas de bem-estar e a promoção de um ambiente de trabalho saudável para garantir a sustentabilidade da equipe de enfermagem e a qualidade do cuidado. A resiliência e a capacidade de adaptação demonstradas pelos profissionais, apesar das adversidades, são um testemunho da força da categoria, mas não isentam a necessidade de apoio institucional contínuo. 

As mudanças nas práticas assistenciais foram notáveis. A implementação de uma UTI durante a pandemia, conforme o relato de Oliveira, et al., (2025), ilustraram a agilidade necessária para adaptar estruturas e processos. As modificações nos procedimentos de intubação, destacadas por Almeida, et al., (2025), e as variações no manejo de pacientes críticos com COVID-19, observadas por Pereira, et al., (2021), demonstram a rápida evolução do conhecimento e a incorporação de novas técnicas. O maior uso de ventilação mecânica não invasiva, decúbito prono e corticosteroides, que se tornaram rotina durante a pandemia, são exemplos de práticas que podem ser mantidas e aprimoradas no pós-pandemia, beneficiando pacientes com outras condições respiratórias graves. A enfermagem desempenhou um papel central na implementação e monitoramento dessas práticas, exigindo um aprimoramento contínuo de suas competências técnicas e habilidades de julgamento clínico. 

A humanização do cuidado, um pilar fundamental da enfermagem, foi desafiada e, paradoxalmente, reforçada durante a pandemia. O estudo de Santos, et al., (2023) sobre o processo de visitação em UTI oncológica evidencia a necessidade de flexibilização e o uso de tecnologias para manter a conexão entre pacientes e familiares. A telemedicina, como ferramenta de suporte em UTI, analisada por Freire, et al. (2023), demonstrou ser eficaz para monitoramento remoto e suporte psicológico, abrindo novas avenidas para a comunicação e o cuidado centrado na família. Gois, et al., (2022) reforçam que a pandemia, apesar de suas restrições, ressaltou a importância de práticas humanizadas, como a comunicação empática e o suporte emocional. A enfermagem, como principal elo entre o paciente, a família e a equipe de saúde, tem a responsabilidade de liderar a implementação dessas estratégias, garantindo que a tecnologia seja um facilitador da humanização e não um substituto do contato humano. 

Um aspecto crucial do novo cenário é a crescente demanda por reabilitação. Artigos como os de Martins, et al., (2024) apud Silva, et al., (2023) apud Fernandes, et al., (2022) enfatizam a importância da reabilitação funcional e pulmonar para pacientes pós-COVID-19. A reabilitação precoce reduz o tempo de internação e melhora os desfechos funcionais. Isso implica que a UTI pós-pandemia não é apenas um local de tratamento agudo, mas também um ponto de partida para um processo de recuperação contínuo. A enfermagem intensivista deve integrar a reabilitação em seu plano de cuidados desde o início da internação, colaborando com equipes multidisciplinares e orientando pacientes e familiares sobre a continuidade do cuidado após a alta (CAO, et at., 2023). A formação do enfermeiro intensivista, como discutido por Gomes, et al., (2024), precisam incorporar essas novas demandas, desenvolvendo competências em reabilitação e manejo de sequelas crônicas. 

A gestão de leitos e recursos em UTI tornou-se mais complexa e estratégica. A pandemia exigiu uma otimização sem precedentes e a flexibilidade na alocação de recursos. Essas lições são valiosas para o futuro, pois a capacidade de resposta a crises e a eficiência na gestão são cruciais para a resiliência do sistema de saúde. A enfermagem, com sua visão abrangente do fluxo de pacientes e das necessidades de recursos, desempenha um papel vital na gestão e planejamento estratégico das UTIs (SANTOS, et al., 2025). 

Finalmente, os desafios éticos, como os discutidos por Sibiya; Rispel, (2025), foram intensificados durante a pandemia. Questões como a alocação de recursos escassos, a autonomia do paciente em situações de isolamento e a comunicação de más notícias em um contexto de alta mortalidade exigiram dos profissionais uma reflexão ética profunda. A enfermagem, frequentemente na linha de frente dessas decisões difíceis, precisa de suporte e treinamento contínuos em bioética para navegar por esses dilemas complexos no cenário pós-pandemia. 

Em suma, o novo cenário do paciente crítico em UTI pós-pandemia é caracterizado por maior complexidade clínica, necessidade de suporte à saúde mental dos profissionais, consolidação de práticas assistenciais inovadoras, reforço da humanização do cuidado, integração da reabilitação precoce e desafios éticos persistentes. A enfermagem intensivista emerge como uma profissão central e estratégica, cuja capacidade de adaptação, inovação e liderança será determinante para a qualidade e segurança do cuidado intensivo no futuro. 

CONSIDERAÇÕES FINAIS 

A pandemia de COVID-19, um evento de proporções globais, redefiniu de maneira indelével o panorama das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e o perfil do paciente crítico. O presente estudo de doutorado, por meio de uma revisão integrativa da literatura, buscou analisar as profundas transformações ocorridas nesse cenário, identificando as novas perspectivas e os desafios emergentes para a prática da enfermagem intensivista no período pós-pandemia. Os achados corroboram a complexidade e a multifacetada natureza dessas mudanças, consolidando um corpo de conhecimento que aponta para a necessidade imperativa de adaptação e inovação contínua no cuidado intensivo. 

Inicialmente a pandemia expôs e intensificou a fragilidade dos sistemas de saúde, ao mesmo tempo em que impulsionou uma capacidade de resposta e adaptação sem precedentes. O perfil do paciente crítico tornou-se mais complexo, não apenas pela gravidade da doença aguda, mas também pela persistência de sequelas físicas, cognitivas e psicológicas a longo prazo, que demandam uma abordagem de cuidado holística e integrada. A enfermagem intensivista, nesse contexto, é chamada a desenvolver competências ampliadas no manejo de condições crônicas e na promoção da reabilitação precoce, transformando a UTI em um ambiente que transcende o tratamento da fase aguda e se estende para a recuperação funcional e a qualidade de vida do paciente. 

Desta forma a saúde mental dos profissionais de enfermagem emergiu como uma preocupação central e inadiável. A sobrecarga de trabalho, o estresse emocional e o trauma vivenciados durante o pico da pandemia deixaram marcas profundas, resultando em elevados índices de ansiedade, depressão e burnout. A sustentabilidade da força de trabalho da enfermagem intensivista no pós-pandemia depende diretamente da implementação de políticas e programas robustos de suporte psicológico, promoção do bem-estar e criação de ambientes de trabalho que valorizem e protejam a saúde mental dos profissionais. 

Reconhecer e endereçar essas questões é fundamental para garantir a qualidade e a segurança do cuidado, pois profissionais saudáveis e engajados são a base de uma assistência de excelência. 

Adicionalmente, a pandemia acelerou a incorporação de inovações tecnológicas e a reformulação de práticas assistenciais. O uso expandido da telemedicina, a otimização de protocolos de ventilação e posicionamento, e a adoção de tecnologias de monitoramento avançado são exemplos de avanços que se mostraram eficazes e que devem ser mantidos e aprimorados. A enfermagem, como protagonista na linha de frente, demonstrou notável capacidade de adaptação e aprendizado rápido, integrando essas inovações em sua prática diária. O desafio agora reside em consolidar essas práticas, garantindo que a tecnologia seja utilizada como um facilitador da humanização e da eficiência do cuidado, e não como um substituto da interação humana essencial. 

Por fim, a humanização do cuidado e os desafios éticos foram ressaltados de forma contundente. A necessidade de manter a conexão entre pacientes e familiares em um cenário de isolamento, a comunicação empática em momentos de crise e a reflexão sobre a alocação de recursos escassos tornaram-se parte integrante da rotina da UTI. A enfermagem, com sua essência no cuidado centrado na pessoa, tem o papel crucial de liderar a promoção de um ambiente que, mesmo diante da alta tecnologia e da complexidade, preserve a dignidade, a autonomia e o bem-estar dos pacientes e suas famílias. A discussão ética deve ser contínua, preparando os profissionais para os dilemas que persistem e que podem surgir em futuras crises de saúde. 

Em síntese, o “Novo Cenário do Paciente Crítico na UTI: Novas Perspectivas Pós Pandemia” é um campo em constante evolução, que exige dos enfermeiros intensivistas não apenas excelência técnica, mas também resiliência emocional, capacidade de inovação e um compromisso inabalável com a humanização do cuidado. As lições aprendidas durante a pandemia devem servir como um catalisador para a construção de UTIs mais resilientes, humanizadas e preparadas para os desafios futuros, garantindo que o paciente crítico receba a melhor assistência possível em todas as fases de sua jornada de recuperação. Esta pesquisa contribui para o avanço do conhecimento e para a reflexão crítica sobre as práticas de enfermagem em terapia intensiva, pavimentando o caminho para um futuro mais seguro e eficaz no cuidado ao paciente crítico. 

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1Enfermeiro, Bacharel em Enfermagem pela antiga FIS, hoje UniFIS; Título de especialista em Unidade de Terapia Intensiva Adulto – ABENTI; Mestre em Terapia intensiva – SOBRATI – SP;  Especialista em Urgência e Emergência/UTI – FACIMOD; Especialista em Enfermagem do Trabalho – FAHOL; Especialista em Cardiologia – UNYLEYA; Especialista em Nefrologia – FACESF; Docente da UniFIS – PE; Doutorando em Terapia Intensiva – IMBIS – SP. E-mail: felipemourato@gmail.com
2Enfermeira, Bacharel em Enfermagem pela antiga FIS, hoje UniFIS; Sanitarista com Ênfase em Saúde da Família; Especialista em Pediatria e Neonatologia Intensiva – CEFAPP. E-mail: moniquemfeitosa@gmail.com
3Biomédico, Formado pela Faculdade Maurício de Nassau; Especialista em Gestão Hospitalar e Auditoria em Serviços de Saúde – FACUlMINAS; Cursando Psicanálise pelo Instituto Lottus de Psicanálise; Cursando Mestrado e Doutorado em Psicanálise – FATEB; Diretor Geral do HREC-PE. E-mail: taocajueiro@hotmail.com
4Enfermeira, Bacharel em Enfermagem pela antiga FIS, hoje UniFIS; Sanitarista formada pelo curso de ESPECIALIZAÇÃO EM VIGILÂNCIA EM SAÚDE do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês ( IEP/HSL); Gestora multidisciplinar do Hospital Regional Emília Câmara-PE. E-mail: mariliagabriele8@gmail.com
5Médico, Formado em Medicina pela UNIGRANRIO – RJ; Especialização  em Medicina intensiva pela AMIB; Especialização em Endocrinologia – Estácio de Sá. E-mail: jflaviolima@hotmail.com
6Administrador, Formado em Administração de Empresas pela Faculdade Cruzeiro do Sul; Cursando Psicanálise pelo Instituto Lottus de Psicanálise; Cursando Mestrado e Doutorado em Psicanálise – FATEB; Diretor Administrativo do HREC-PE.
7Enfermeira, Especialista em Terapia Intensiva, UVA-CE; Docência do Ensino Superior, FAK-CE; Saúde da Família, UVA-CE; Qualidade e Segurança no Cuidado ao Paciente, 1, Sírio-Libanês-SP, Mestre em Terapia Intensiva- IBRATI-SP, Doutora em Terapia Intensiva SOBRATI-SP. Docente da UNIFAMEC. CRATO-CE. Docente do Centro de Ensino Saide – SP.